Facebook do Portal São Francisco Google+
+ circle
Home  Algodão  Voltar

Algodão

 

História

O Algodão aparece a primeira vez na história séculos antes de Cristo.

Na América, mais especificamente no litoral norte do Peru, alguns vestígios foram encontrados.

Sinal de que povos milenares como os Incas já manipulavam o algodão.

Algodão
Algodão

A perfeição dos tecidos encontrados referentes a aquela época é espantosa. Já no Brasil não se tem notícias de quando exatamente o algodão surgiu.

A única coisa que se sabe é que os Índios, antes do descobrimento utilizavam o algodão para suas redes, o caroço para fazer mingau e as folhas da planta para curar ferimentos.

Algodão
Revolucão Industrial

Com a chegada dos colonos ao Brasil o cultivo de algodão foi se ampliando.

Por diversos fatores:

Em São Paulo, para suprir a necessidade de roupas para os jesuítas e Índios
No Ceará, por orientação de Martin Soares Moreno

Porém nesse período o algodão não era tão representativo mundialmente, a lã e o linho ainda predominavam.

Foi somente após a revolução industrial no século XVIII que o algodão se tornou a principal fibra têxtil do mundo e maior produto das américas.

No Brasil o Maranhão se destacou com grande produção, alavancando o cultivo da fibra no nordeste, porém com a entrada dos E.U.A. no mercador mundial e sua produção cada vez maior a produção brasileira entrou rapidamente em decadência. A produção brasileira só voltou a crescer por causa da guerra de Secessão dos E.U.A. em 1860, a qual paralisou as exportações norte americanas.

O Brasil passou, então, a cultivar o algodão herbáceo - principalmente em São Paulo, região que se especializou na produção da fibra - , fruto da influência sofrida pelo período da guerra de Secessão dos E.U.A. Entretanto com a restauração da produção norte americana a produção de São Paulo regrediu consideravelmente, porém não se extinguiu.

Outro surto como do de 1860 só ocorreu pela ocasião da I Guerra Mudial e com a grande geada de 1918 que devastou os cafezais.

Algodão
Novelo de Algodão

Já nessa época se notava o grande abismo entre a importância do algodão e a sua produção no Brasil. Então começaram a surgir várias monografias sobre o cultivo do mesmo, mas foi a de Gustavo Dutra, então diretor do Instituto Agronômico de Campinas que mais se destacou. A partir de 1924 é que no I.A.C. (Instituto Agronômico de Campinas), que Cruz Martins começou seus experimentos de melhoramento genético de experimentação relativa à técnica do cultivo do algodoeiro. A partir dessa época que a pesquisa evoluiu.

Apesar de todos esses investimentos, foi apenas na década de 30 que São Paulo se fixou como maior produtor de Algodão do país.

Posição que desfrutava ao lado do estado de Paraná. Isso ocorreu por causa da crise de 1929, que desestabilizou a economia da região e do Brasil que até então centrava-se na produção de café. Essa produção deu lugar para o plantio do Algodão.

A produção de São Paulo então se elevou de 4.000 para 100.000 toneladas e teve seu ápice em 1944 com 463.000 toneladas, ganhando muito mercado devido a qualidade do algodão produzido.

Algodão
Praga

Com a expansão da cultura alastraram-se também as pragas e São Paulo conheceu mais um período de queda na produção. Isso causou a redução das áreas de cultivo dando lugar a outros cultivos e inclusive a pastagens. O Estado então deixou de o futuro da cotonicultura na expansão das áreas, mas sim na expansão da produção por área. Com esse pensamento a produção do caroço de algodão por exemplo saltou de 474 kg por hectare em 1949 para 1822 kg por hectare em 1980. Alavancando também a produção de algodão que chegou em 1984 a ser de 567 kg/ha, assemelhando-se à dos E.U.A. que era de 573 kg/ha.

Antes disso, porém, o Brasil devido alguns desestímulos internacionais vinha reduzindo sua produção desde 1966 quando foi ultrapassado por nações como México , Egito e paquistão. Entretanto em 1969 voltou a ocupar a posição entre as cinco maiores nações produtoras de algodão com 3,3 milhões de fardos produzidos.

O Plantio

Preparo do solo:

A aragem deve ser feita 1 vez se o cultivo do algodão já é feito naquela terra e 2 vezes para solos mais danificados e sem o cultivo de algodão anteriormente.

Mais que duas aragens não se justifica, apenas duas, no máximo, já é suficiente. A aragem deve ter entre 20 e 30 cm que é mais ou menos o tamanho da raiz do algodão. A cada cinco anos a aragem deve ser mais profunda, com o intuito de quebrar a crosta que se fixa abaixo do patamar de 30 cm e dar maior circulação de ar e água no solo.

Quando o terreno é recém desbravado o algodão deve ser precedido, pelo menos de 1 ano por outra cultura, como milho por exemplo. E quando o terreno foi utilizado para outra cultura anteriormente deve-se, antes da aração, passar um rolo-faca, para apodrecimento mais rápido dos restos de cultura existentes.

Época de plantio:

É determinada pelas condições climáticas, pois o ciclo de qualquer vegetal depende das condições ambientais se serão ou não favoráveis, sendo assim a época do plantio é definida pelo zoneamento de onde encontra-se a plantação.

Espaçamento: Dependerá do tamanho que as plantas atingirem. A única forma de se conseguir um espaçamento adequado, ou, o mais próximo do perfeito é fazendo experiências. As correções no espaçamento deverão ser efetuadas levando em conta o crescimento vegetativo da planta no ano anterior.

Semeação: Exige muito cuidado. O mais importante a ser observado é a calha de plantio, que deve ser superficial, cerca de 5 a 8 cm, nessa profundidade terãos as melhores condições de sobrevivência e germinação. As semeadoras deverão descarregar cerca de 30 a 40 sementes por metro de sulco e serem cobertas com pouca terra. Justifica o alto número de sementes o fato de não desejar lavouras falhadas.

Desbaste: É a prática de arrancar as plantas sobressalentes. Também depende do tamanho que as plantas atingirem de acordo com o mesmo conceito do espaçamento que vimos anteriormente. A Desbaste deve ser feita até próximo dos 30 dias de vida e de preferência com o terreno úmido, razão pela qual seria melhor esperar por uma chuva antes de efetuar esta etapa, porém se isso não ocorrer a Desbaste deve ser feita mesmo com o terreno seco.

Conforme tabela abaixo vemos que quanto mais cedo esta etapa é feita, maior a produção de algodão por alqueire:

Desbaste aos Algodão em caroço arroba/alqueire (24.200m?)
20 dias 220
35 dias 203
50 dias 176
65 dias 167
80 dias 123

Adubação em Cobertura: Dez dias após o desbaste, mais ou menos, faz-se a aplicação de nitrogênio. Feita ainda em muitos lugares a mão, os lavradores hoje procuram empregar máquinas simples e os resultados são auspiciosos, pois o rendimento é muito maior. O adubo deve ficar em um filete contínuo, retirado 20 cm da linha de plantas e sobre o solo.

O Cultivo

Generalidades:

O algodoeiro é extremamente suscetível à ocorrência de ervas daninhas, portanto deve ser mantido limpo, ou seja, livre das ervas daninhas. Os cultivos tem por finalidade controlar as ervas daninhas e escarificar o solo. Podem ser manuais, mecânicos ou químicos.

O controle das ervas daninhas pode ser feito também com herbicidas.

Adubação e Calagem: A adubação é extremamente importante para o cultivo de algodão. É evidenciado a necessidade de aplicação de elementos químicos no solo para que a produção seja compensadora. Outro elemento extremamente importante é a acidez do solo, tendo que ser corrigido sempre que o ph ficar abaixo de 5.

Análise do Solo: Essa é a prática mais indicada hoje em dia. Consiste em analisar uma amostra do solo antes do plantio para que os agricultores possam ter exata noção de qual elemento químico deverão utilizar no solo.

Rotação de Culturas: Com a rotação de culturas o agricultor visa a fertilidade do solo. É comprovado que continuados cultivos de algodão no mesmo solo acaba prejudicando a produção, por tanto o melhor a se fazer é a rotação entre as culturas e de preferência com as leguminosas.

O solo sofre vários benefícios, tai como:

Mantém as características do solo
Evita a concentração de substancias tóxicas no solo
Mantem o equilibrio da fauna e da flora macrobiana.

Obs.: Dados nos mostram o aumento da produção de algodão, quando intercalado com mamona, milho e amendoim.

Controle de pragas e doenças: É um dos benefícios da rotação de cultura. Apesar das pragas serem difíceis de se controlar por causa da fácil mobilidade dos insetos, algumas podem ser contidas justamente com essa rotação.

Combate à Erosão: Por permitir a execução de culturas em faixas, a rotação facilita medidas de conservação do solo. Para maior eficiência da lavoura de algodão recomenda-se que o plantio seja intercalado com culturas que dificultam a erosão. Esse sistema só é utilizados para declives de terreno inferiores a 10%.

Conservação do Solo: No que diz respeito a conservação do solo o mais importante é o combate a erosão. Pelo fato dos algodoeiros serem muito exigentes, têm que estar sempre limpos de ervas daninhas concorrentes, o desgaste do solo pelas chuvas pode ser muito grande. O cultivo recomendado é o nivelado, pois uma enxurrada poderia prejudicar a produção de plantas, quando as chuvas ocorrem nos dias seguintes à semeadura ou quando as plantas ainda estão novas.

A Colheita

Fatores que influem na colheita:

Um dos fatores determinantes é o clima. A colheita deve ser feita em tempo seco. As ocorrências anormais como secas prolongadas na primavera e falta de chuvas no verão, por exemplo.

Os tipos de solo e adubos têm também influência decisiva na colheita. A escolha do solo, bem como a adubação a ser feita no mesmo tem que ser extremamente equitativa, pois uma adubação em larga escala de apenas um elemento de todos os que são necessários, acaba por prejudicar toda a lavoura, seja com fibras imaturas ou com a falta de capulhos.

A época de plantio e espaçamento também têm sua importância. Em anos que a época de chuvas chega em setembro, o agricultor deve antecipar o plantio, porém pode ser prejudicado com a colheita que será feita em fevereiro, porém retardar o plantio pode ser também prejudicial, pois o plantio ocorrerá em meses com baixa temperatura e portanto haverá maior incidência de lagartos e percevejos. O espaçamento deve ser sempre o adequado para o tipo de planta, pois senão os capulhos não se abrirão normalmente e tenderão ao apodrecimento.

O perfeito controle das pragas durante o desenvolvimento da cultura é outro fator preponderante no êxito da colheita. Ervas daninhas misturadas ao algodão pode ser prejudicial às máquinas de beneficiamento e também na qualidade do algodão. O ideal é o controle rígido das pragas , para que haja capulhos bem abertos, sem algodão manchado e se possível na ausência de carimãs.

Recomendações:

Iniciar a colheita quando mais da metade dos capulhos estiver aberta
Colher o algodão quando estiver seco. As primeiras horas da manhã não são recomendadas por causa do orvalho
Manter sempre limpa a lavoura, inclusive próximo a colheita
Não colher carimãs, capulho de algodão mal aberto, seja qual for a razão
O algodão do baixeiro deve ser colhido separadamente do algodão do meio e dos ponteiros, pois geralmente é mais sujo e uma mistura entre todos, pode causar depreciação da lavoura
Jogar o algodão em balaios ou sacos tira colo - se acostumados com ele - desfazer-se rapidamente do produto, sem esperar que fique cheio.

Cuidados Pós Colheita:

A umidade do algodão não deve ultrapassar 10%, pois senão ocorre grande possibilidade de fermentação e o produto será desqualificado por isso. O algodão após a colheita deve, então, ficar exposto ao sol, em cima de oleados ou panos para não sujarem, mas a super-exposição ao sol não é recomendada pois prejudica o produto no seu beneficiamento.

O enfardamento ideal deve ser feito com sacos de pano, sacos de estopa muitas vezes soltam fios no meios das fibras, "contaminando" o algodão.

A separação da colheita deve ser feita na hora do enfardamento, a fim de aumentar as possibilidades de melhores preços na comercialização.

Não se deve forçar a capacidade dos sacos e em caso de armazenamento, o mesmo deve ser efetuado fora do alcance de aves, cujas penas, às vezes, são encorporadas ao algodão o que acaba depreciando o mesmo.

O Processo

1 - O caroço e transportado até as indústrias. A amostra é retirada e o algodão é levado até os silos após a pesagem.
2 -
Retira-se o línter, que protege o caroço e retém a água, agindo como isolante.
3 - A armazenagem tem que ser feita com alguns cuidados:

Evitar umidade acima de 13% (sendo 13% o teto permitido)
Evitar temperaturas acima de 25ºC.

Pois esses dois fatores, especialmente se combinados, podem gerar microorganismos que irão prejudicar a qualidade do algodão
Depois disso é feita a pré-limpeza pelas máquinas chamadas:
" Peneirões Pneumáticos", que evitam danos que possam ser causados às máquinas e também para controle de rendimento através de pesagem do produto.
4 - Os peneirões têm três crivos:

Furos grossos, que retém pedras e outros objetos grandes
Furos médios, que separa as sementes
Furos pequenos, que separa as sementes peladas;

As sementes de bom estado são enviadas às destilarias.

5 - As impurezas retiradas servem de combustível para as caldeiras. Ao chegar na indústria, os caroços, estão envolvidos por uma fibra chamada línter. Esse caroço passa por uma máquina chamada deslintadeiras.
6 - A retirada do línter ocorre em três etapas (cortes):

O primeiro e o segundo ocorrem seguidamente nas deslintadeiras
O terceiro ocorre após o descascamento, nas desfribadeiras.

O línter de 1º corte é constituído por fibras mais longas e portanto de qualidade superior. O línter de 2º corte é retirado por serras menores, na segunda passagem pela deslintadeira, e tem o mesmo destino do línter de 1º corte.

7 - Após a retirada do línter, o caroço tem aproximadamente 5% de lã. Se constatar mais que isso a deslintadeira precisa ser afiada (esse processo ocorre mais ou menos a cada 6 meses). O caroço segue então para as máquinas decorticadoras que irão descascar os caroços, separando a casca de baixo teor de óleo. Após o decorticamento, as amêndoas são separadas das cascas. As cascas seguem para as desfibradeiras onde são retiradas fibras chamadas línter de 3º corte, que tem o mesmo destino do 1º e 2º cortes. Essas fibras são enviadas junto com o algodao para que sejam produzidos fios, após um processo de limpeza do algodão e então enviados ao mercado. Esse línter também pode ser usado em alguns produtos alimentícios.
8 -
As cascas livres de fibras são aproveitadas no balanceamento da proteína do farelo ou então como combustível para as caldeiras. As amêndoas não podem ser estocadas por muito tempo, pois são muito sensíveis ao fungo. Isso ocorre devido a acidez, pois antes as amêndoas eram protegidas pelas cascas.
Essas amêndoas são levadas para o processamento que consiste em cozimento, trituradores e laminação. Após esse processo vem a prensagem de onde retiramos o óleo.
Importante:
A amêndoa não pode ser cozida por muito tempo, senão o óleo fica com uma aparência escura diminuindo as propriedades nutritivas do farelo.
9 -
Após a prensagem o caroço ainda cntém 40% do óleo que produz. Esse óleo é retirado através de solvente. O óleo bruto, retirado na prensagem, é encaminhado a um aparelho chamado D-Canter que funciona como um filtro separador retirando os possíveis bagaços. O óleo bruto vai para um tanque onde aguarda o processamento.
10 -
A extração do óleo pelo solvente constitui uma operação de transferência de massa com contato sólido-líquido.
O extrator gira no sentido contrário do solvente, fazendo com que o solvente puro encontre a torta mais pobre do óleo e vice-versa. A temperatura ideal para isso é entre 55ºC e 65ºC. Mais que isso o solvente evapora e menos que isso não há extração de óleo. Após isso a mistura gerada por solvente + óleo (miscela) passa por um processo de separação que constitui em evaporação do solvente e posteriormente recondicionamento do mesmo. Esse já é o processo de refinação do óleo.
11 -
O objetivo da refinação é a remoção das impurezas indesejadas no óleo. As impurezas variam por sua natureza e podem ser químicas ou físicas. Por isso a sua eliminação é feita com várias etapas ou operações.
12-
O óleo então é utilizado com vários objetivos, mas o principal é para a culinária. Utilizado em cozinhas industrias e/ou em casa. Também é utilizado em indústrias para a fabricação de margarinas. Atualmente é o 3º óleo mais produzido no mundo e é um dos poucos óleos reconhecidos e aceitados no mercado por seu reduzido teor de gordura saturada, os demais são: óleos de soja, milho, canola e girassol.
13 -
O óleo de algodão também é rico em vitaminas, especialmente em vitamina E ativada e também contribui para conservação dos alimentos que ficam longo período nas prateleiras.

É um dos produtos favoritos para alguns tipos de culinária, entre elas: os pratos orientais e frituras, pois o óleo de algodão, ao contrário de outros óleos não perde seu sabor quando elevado a grandes temperaturas. Poucos alimentos podem ser tão puros e refinados, e ainda manter suas qualidades nutricionais.

Fonte: www.pool.com.br

Algodão

A fabricação de algodão começou a ser feita no domínio da Hindustan desde a antiguidade remota. Em tempo de Heródoto , escrevendo no ano 443 aC , os índios usavam vestidos de algodão todos.

Historiador grego diz:

Eles têm uma espécie de planta que, em vez de frutas, produz lã de qualidade mais bonita e melhor do que o de ovelha: ela índios fazem suas roupas. (Heródoto, lilb III, cap 106..).

E se, neste momento, as pessoas usavam vestidos de algodão e é provável que este hábito séculos contase muitos. Também deve ser notado que o mesmo historiador menciona esta planta como um particular na Índia e no outro lado, a fala de lã vegetal usado para fazer roupas. Em termos precisos, diz que os vestidos da babilônios eram de linho e lã, e que os egípcios eram apenas roupa de cama, com exceção do lenço ou xale de lã branca que os padres foram colocados em suas costas para fora das funções de seu ministério. Assim, podemos concluir com certeza que neste momento a fabricação de tecidos de algodão foi geralmente difundida na Índia, mas não existe em nenhum município no oeste do Indus .

Arrieno também, em sua história de Alexandre , seu testemunho corroborou a nomeação de Heródoto. Estrabão , falando dos índios, menciona, sob a autoridade de Nearco, o tecido de algodão colorido ou de chita, acrescentando que no seu tempo (ele morreu em ano 35 de nossa era algodão) é elevado e que ele estava vestido na província foram localizados na entrada do Golfo Pérsico ( Estrab., lib. xv. ). Em tempo de Plínio, o Velho , 50 anos depois de Estrabão, o algodão foi conhecido no Alto Egito , também na ilha de Tilos , no Golfo Pérsico. O referido no Alto Egito, a Arábia , um arbusto que cresce a cada chamada Gossypion e outros Xylon . É pequena e tem uma fruta como um avelã em que há um cabelo de seda que é girado. Com ele, são vestes magníficas para os sacerdotes do Egito e nada se compara a estas belas animais para sua brancura e suavidade.

Na descrição da ilha de Tilos, o mesmo escritor cita como o naturalista grego Teofrasto , entre produções notáveis desta ilha:

Árvore de lã com folhas transportem perfeitamente semelhantes às da videira , mas menor. Estes frutos de árvores como uma cabaça e da espessura de um marmelo atingiu sua maturidade, abre com pop e revela um cabelos lanosos que estão vestidos como um material precioso de linho.

Algodão
Algodão

História do comércio do algodão

A primeira menção de algodão como um objeto de negócios está no documento precioso sobre o comércio na antiguidade conhecida sob o nome de Sea Journey Eritréia ( Periplus Maris Erythrae ) por Amano, que citado e que vivia para os anos posteriores primeiro século da era cristã. Este escritor, que também era um comerciante e navegador, navegou por esta parte do oceano, que se estende desde o Mar Vermelho até os extremos confins da Índia e particularmente descrevendo os objetos de importação e exportação de muitas cidades deste país, os objetos que consistia em comércio com os árabes e gregos. De acordo com este trabalho, parece que os árabes trouxeram de algodão da Índia para Aduli, a porta dos portos do Mar Vermelho para o outro lado do mar tinha um comércio estabelecido com Batata (na Indo), Ariake e Barygaza (moderna Barocha ) e recebendo-as mercadorias de diferentes espécies de algodão. Barygaza que exportou um monte de chita, musselina e outros tecidos de algodão, flores simples ou com, produzidos nas províncias que são comunicados através do porto desta cidade e no interior das regiões mais remotas da Índia. Que Masaba (hoje Masulipatam ) era então, como sempre foi, depois, famoso por sua excelente animais fábricas e musselinas de algodão da Bengala foram neste momento acima de todos os outros, e chamado pelos gregos Gangitiki , nome indicaram que foram feitas às margens do Ganges .

Exibido como Estrabão, Plínio e os Périplo , que a produção de algodão animais no momento da era cristã se espalhou para o Egito e Pérsia e produtos requintados de fábricas na Índia, como musselinas e indiano liso ou estampados, foram adquiridos por marinheiros gregos nos portos do Egito e da Arábia, onde penetrou, então, como pode ser presumido, na capital do Império Romano e em algumas cidades opulentas de Grécia . No entanto, produtos de algodão não devem ser objeto de considerável importância, nem mesmo regular, a Roma e Grécia , porque deles não faz nenhuma menção direta de seus escritores, que não desdenhou de lidar com outros produtos importados de a leste, como o ouro, especiarias , pedras preciosas e até seda.

Quem já viu o rápido progresso da indústria de algodão deve parecer extraordinário que este ramo do comércio tem sido 1.300 anos nas costas do Mediterrâneo, antes de atravessar o mar para entrar na Grécia e Itália e produtos tão perfeitos fábricas na Índia não ter sido procurado por tentativa nem importados em grandes quantidades no Império Romano.

Isto é o que aconteceu com seda, apesar de um preço elevado e uma região de tão longe como a China, a seda foi avidamente procurados pelas senhoras de Roma e na capital do especial do império. O bicho da seda e da arte de fazer seus produtos foram importados da China, em Constantinopla por dois monges persas, durante o reinado de Justiniano , o ano 552 e todas as razões para acreditar que os bens de algodão da Índia eram também importados há, ao mesmo tempo, porque eles são incluídos na lista de bens que pagaram direitos no Digest de leis de Justiniano. Mas como escritores raramente falar deles, embora muitas vezes menciona a seda para animais, você provavelmente não foram muito considerados e que o comércio poderiam fornecer não era muito considerável.

Em 1252 , o algodão animais já eram um importante artigo de comércio para vestidos em Crimea e Rússia para o Norte, onde eles trouxeram o Turquestão . Armênia foi também neste momento um algodão planta muito bonita e lã planta que crescia em abundância Pérsia e neste país foi feita em todas as províncias vizinhas do Indo.

Mas um fato curioso, posteriormente confirmado pelos chineses, é que o povo chinês tem sido, sem fábricas de algodão até o meio do século XIII , quando essa indústria floresceu particularmente de três mil anos na Índia, vizinha China. No entanto, muito antes desta vez, o algodão foi conhecido na China, mas não foi cultivado em jardins e se o seu produto foi fabricado com alguns estofa, era apenas como um objeto de curiosidade, enquanto no século IX , vestidos de seda foram levados para lá por todas as pessoas, do local para o príncipe. O cultivo de algodão, considerado como um objeto de utilidade, não foi introduzida na China até depois da conquista do império dos tártaros , opondo uma resistência formidável para esta nova indústria pelos trabalhadores empregados na fabricação de lã e seda animais .Mas suas inúmeras vantagens deixou muito em breve na China como em outros lugares, o triunfo sobre os seus adversários, e desde o ano 1368 prevaleceu durante todo o império.

África

O cultivo de algodão e produção de algodão animais foram criados em tempos antigos e provavelmente por muçulmanos em todas as partes da África , localizado no norte do Equador. Em 1590 , ela foi levada para Londres fábrica indiana algodão Benin no Golfo da Guiné e alguns séculos antes que a indústria tinha florescido em Marrocos e Fez . Além disso, é verdade que as várias espécies de algodão em abundância nas margens do Senegal , a Gâmbia , o Níger , em Timbuktu , Serra Leoa , nas ilhas de Cabo Verde , na costa da Guiné, na Abissínia e em todo dentro e natural, estão em toda parte vestidos de algodão feitas por eles, muitas vezes tecidos tingidos, adornadas com desenhos, às vezes misturada com seda e trabalho admirável. O algodão é também, de todos os animais que você pode vestir-se o mais conveniente na zona tórrida e climas quentes são tão favoráveis ao algodão, já que seus produtos são material menos caro abundante para a produção de animais.

Latina

Quando a descoberta do Novo Mundo, a produção de algodão chegaram neste continente a um alto grau de perfeição e tecidos mexicana com este assunto desde a sua principal faltou vestidos de lã, linho , seda e não Linho servido, ainda crescendo no país.

Abade diz Clavijero:

Os mexicanos fizeram facilidade como algodões e tecidos finos como bonito como os da Holanda e foram altamente considerado na Europa. Entre os presentes enviados para Carlos V , por Cortes , o conquistador do México, estava assistindo casacos , coletes , lenços e tapeçarias de algodão.Eles também fabricado de papel de algodão, uma de suas moedas consistia de pequenos pedaços de algodão, etc.

O algodão tem sido cultivado por cerca de cinco mil anos no Peru. A grande área de domesticação desta fibra em cores naturais, está na costa norte(Lambayeque, Piura, Tumbes) , não são projetados para grandes áreas da Amazônia peruana e brasileira. As culturas de algodão domesticados sementes do norte do Peru costa, resultou em biótipos de melhoria no Egito algodão (algodão giza , considerado o melhor do mundo) e os EUA (algodão Pima americano).

Algumas sementes da American Pima foram re-introduzidas para sua instituição de origem, mais uma vez produzir um algodão pima peruano qualidade melhor.

O algodão três melhores do mundo (giza, americano e peruano pima pima) desenvolvido a partir do pool de genes pelas altas culturas da costa norte do Peru.

Depois que uma lei que proibiu míope durante o século XX, o cultivo de algodão colorido para beneficiar a produção e exportação de algodão branco, em maio de 2008 (quatro anos depois foi declarado patrimônio nacional!) É anulado essa lei passar um programa de recuperação e desenvolvimento desses biótipos nativos.

Algumas cores naturais, como algodão preto, vermelho e azul ainda estão desaparecidos, mas não há provas de sua existência na vestígios arqueológicos da região, agora estão se recuperando nativas cores de algodão orgânico: tan, colorida (marrom), vicunha, laranja , marrom, rosa, lilás e verde. O Coproba, agência do governo do Peru, disse algodão peruano como emblemática do Peru em 28 de julho de 2004. Da pré-Inca herança destaca o uso de algodão em arte têxtil, principalmente de culturas Paracas ,Chimú e Chancay , tão valorizada e admirada em museus em todo o mundo.

O mesmo Colombo reconheceu que a cultura do algodão no estado selvagem e em abundância o espanhol , as ilhas das Antilhas e no continente da América do Sul, onde os habitantes usavam vestidos de algodão e ele fez as redes pesca . E os brasileiros, no momento da viagem de Magalhães em todo o mundo, tinham o hábito de fazer as suas camas com algodão.

Não há dúvida de que o algodão American Indian é também a da Índia e da arte de fazer seus produtos em fios e tecidos provavelmente data da época do primeiro assentamento, o que é formado no continente mas os estudiosos estão fortemente divididos na data. O que pode ser dito é que a indústria do algodão na América remonta à antiguidade.

Europa

Se a Europa é a parte do mundo onde a arte de fazer algodão penetrou mais tarde, a vingança é onde a ingenuidade que o fez progredir rapidamente.

O algodão foi naturalizado em Espanha , nas planícies férteis de Valência e seu produto utilizado na fabricação de belo para animais, a partir do século X , o mais tardar, as fábricas foram estabelecidas em Córdoba , Granada e Sevilha . Tecidos de algodão produzidos no reino de Granada foram consideradas no século XIV como superiores aos de Assíria na suavidade, requinte e beleza.

O algodão animais tornou-se rapidamente um dos ramos mais florescentes da indústria de Barcelona.

Capmany , historiador do comércio na cidade, diz:

entre os vários tecidos que ilustre ex-Barcelona, o mais importante eram tecidos de algodão. Os fabricantes deste tipo de estofa, que se formou a partir da corporação século XIII , preparado e algodão fiado para tecer de diferentes materiais que foram feitas, principalmente, para torná-lo chaves velas . Este ramo da indústria resultou em amplo comércio nesta cidade que foi durante mais de cinco séculos, a colônia de praças espanholas.

Ele também fez muitas anáguas. Os árabes da Espanha também fez papel de algodão e é provável que ser introduzido esta arte no país pela sarracenos , que tinha aprendido quando tomaram Samarkand , no século VII e estabeleceu uma fábrica em produto após Salibah conquista. A introdução desta indústria útil no resto da Europa e encontrou grandes obstáculos principais foi talvez o desprezo que os professos cristãos aos muçulmanos e como muito deles veio.

Até os primeiros sinais XIV não são a fabricação de tecidos de algodão, na Itália. Merrino, comércio historiador Veneza , diz que neste momento a indústria de algodão foi introduzido em Veneza e Milão , onde o algodão animais foram feitas forte, espesso, como saias e bombasíes. Todos os motivos para acreditar que eles foram feitos a partir de fios de algodão da Síria e da Ásia Menor, onde os italianos e os franceses nos últimos tempos regularmente importados este artigo.

Algodão
Fios de algodão

Guichardin em sua descrição da Holanda , em 1560 , diz que Antuérpia importado de Veneza e Milão, materiais de algodão, fustão e bombasíes diferentes qualidades e bonito.

Ele também fala de algodão produzido em grandes quantidades em Bruges e Ghent. É difícil apontar o momento em que a Turquia tem sido a arte de fazer o algodão, mas acredita que foi justamente no século XIV, na época da conquista pelos turcos em Roménia , porque os vencedores tiveram que trazer suas artes com eles e usar vestidos de algodão é generalizada na Ásia Menor. Neste século, o algodão está em um campo e um clima favorável na Romênia e Macedônia , onde é cultivado.

O algodão

Algodão foi plantado na Índia há mais de três mil anos e é referenciado no "Rigveda", escrito em 1500 a.C.

Mil anos depois do grande historiador grego Heródoto escreveu sobre o algodão indiano: "Há árvores que crescem selvagens, de que o fruto é uma lã melhor e mais bonita que uma ovelha hindus fazem suas roupas de lã isso. árvore. " A indústria do algodão indiano foi eclipsado durante a Revolução Industrial Inglês , quando a invenção do "Spinning Jenny" em 1764 eo quadro girando em 1769 permitiu a produção em massa no Reino Unido. A capacidade de produção foi melhorada com a invenção do "descaroçador de algodão" por Eli Whitney em 1793 .

Hoje o algodão é produzido em muitas partes do mundo, incluindo Europa , Ásia , África , América e Austrália utilizam plantas de algodão que foram geneticamente modificados para obter mais fibra. O algodão GM foi um desastre comercial na Austrália. Dividendos foram muito menores do que o esperado e as plantas de algodão convencional foram polinizadas com variedades transgênicas causando problemas legais para os produtores.

A indústria do algodão usa um monte de produtos químicos ( fertilizantes , inseticidas , etc.), poluindo o meio ambiente. Devido a isso, alguns agricultores estão optando por modelo de produção orgânica.

50% do algodão vem dos quatro países com maior produção: China, Índia, EUA e Paquistão .

Fonte: es.wikipedia.org

Algodão

Embora macias, as fibras do algodão apresentam boa resistência a esforços de tração, o que permitiu, desde tempos remotos, sua utilização na confecção de tecidos.

O algodão é a matéria fibrosa que envolve as sementes do algodoeiro, planta do gênero Gossypium, família das malváceas. As fibras crescem em quantidade considerável, aderidas às sementes e encerradas numa cápsula, que se abre ao amadurecer. As espécies cultivadas são G. herbaceum, G. arboreum, G. barbadense, G. hirsutum.

O algodão, segundo os documentos mais antigos, é originário da Índia, tendo-se expandido, através do Irã e da Ásia ocidental, em direção ao norte e oeste. Sua utilização na confecção de tecidos, na China, data de 2200 a.C. Foi introduzido na Grécia por Alexandre o Grande, chegando até o Egito, onde produziu sua melhor espécie, no século V a.C.

Na Europa, que utilizava exclusivamente a lã como fibra têxtil, o algodão veio a ser conhecido a partir da ocupação da península ibérica pelos árabes, nos séculos IX a XI. Na América pré-colombiana, o algodão já era conhecido pelos nativos, que não somente plantavam algumas espécies de algodoeiro, mas sabiam extrair-lhes a fibra, fiar e tecer. Mas foi no século XVIII, com a invenção da máquina de fiar e do tear mecânico por Sir Richard Arkwright e Edmond Cartwright, respectivamente, e do descascador mecânico, por Eli Whitney, que a utilização do algodão na indústria têxtil ganhou impulso.

O algodoeiro é uma planta de clima quente, que não suporta o frio. O período vegetativo varia de cinco a sete meses, conforme a quantidade de calor recebida, e exige verões longos, quentes e bastante úmidos. A cultura requer renovação dos solos, rotação de culturas ou ainda, simplesmente, descanso por certo período.

Durante a fase de crescimento, o algodoeiro está exposto a inúmeros inimigos. O excesso ou a carência de chuvas pode perturbar o pleno desenvolvimento da planta. Outro inimigo dessa cultura é a lagarta-rosada, que tem ocasionado enormes prejuízos, embora, hoje, essa e outras pragas sejam combatidas com eficácia.

A cultura do algodão exige mão-de-obra numerosa. Nas propriedades médias e grandes, a mecanização tem atenuado esse requisito, sobretudo nas fases de preparo da terra e de plantio. A colheita, realizada em quase todas as zonas algodoeiras de forma manual, apesar da existência de processos mecanizados, dura várias semanas, já que nem todas as cápsulas se abrem ao mesmo tempo.

A faixa mais propícia ao cultivo do algodão localiza-se entre 25 S e 30 N. Contudo, algumas zonas produtoras de algodão situam-se fora desses limites; as zonas algodoeiras da China e da Rússia, por exemplo, ficam em latitudes mais elevadas. Os principais produtores mundiais de algodão têm sido tradicionalmente a China, os Estados Unidos e o Usbequistão, seguidos por Índia, Paquistão e Brasil.

Quando o capulho (ou maçã) do algodoeiro amadurece, abre suas três ou cinco células, conforme a variedade, mostrando a matéria fibrosa que envolve as sementes. Depois de colhido, o algodão é levado às usinas de beneficiamento, onde se separa a fibra do caroço. A fibra é matéria-prima para a indústria têxtil e de fiação.

O caroço do algodão, separado da fibra, é submetido a um segundo processo, chamado de deslinteração. Obtém-se assim o línter, espécie de penugem fortemente presa às sementes, utilizado para encher colchões, travesseiros e almofadas e para fazer fios de alguns tipos de tapetes. O línter é também usado na produção de celulose, de variadíssima aplicação na indústria têxtil (rayon e algodão artificial), na indústria de verniz e outras. É ainda matéria básica da elaboração do algodão absorvente, bem como do algodão para fins cirúrgicos. Na indústria bélica, é empregado na preparação de pólvora, pois dele se obtêm explosivos.

A utilização do caroço de algodão na produção de óleo alimentício só foi possível depois que se conseguiu sua desodorização. Dele se extraem também óleos para usos industriais, como lubrificantes, e matéria-prima para a fabricação de margarina, sabões e graxas.

A torta de caroço de algodão, resultado do processo de extração do óleo, é usada como ingrediente para rações de gado ou como adubo orgânico. A casca tem valor como suplemento mineral e de vitaminas B e C para rações, sendo também usada como adubo em forma de cinza e como combustível. Embora em geral não sejam aproveitados, os restos da cultura do algodão, formados por hastes fibrosas secas dos algodoeiros, constituem matéria-prima para a fabricação de papel.

As sementes do algodoeiro possuem um princípio tóxico, o alcalóide gossipol, que aparece como um pigmento vermelho-castanho no óleo de algodão. Os povos primitivos usam a infusão de frutos novos ou de folhas novas para curar dores de ouvido ou para banhos pós-puerperais.

Algodão
Algodão

Algodão no Brasil

Quando os portugueses chegaram ao Brasil, o algodão já era cultivado, fiado e tecido. Com o algodão os índios fabricavam redes e algumas peças de roupa, empregando-o, também, em tochas incendiárias presas às flechas.

As explorações de algodão brasileiro começaram no século XVI. No século XVIII, a cultura algodoeira tomou impulso no Pará, Maranhão, Ceará, Pernambuco e Bahia. A guerra de Secessão desorganizou a produção americana, e a produção brasileira, estimulada pelo preço, cresceu aos saltos. Em 1825, o algodão contribuía com 30,7% das exportações do país, cabendo ao café 19,8%. Em 1880, batido pelo algodão americano, o brasileiro contribuía apenas com 2,3% das exportações, caindo a 0,1% em 1930. Posteriormente, voltou a contribuir para as exportações brasileiras.

O Brasil tem duas grandes zonas algodoeiras. Uma no Nordeste, que vai do rio Paraguaçu (Bahia) ao Ceará e chega até o Piauí e o Maranhão, e outra em São Paulo, que se prolonga para o norte paranaense e o Triângulo Mineiro. Há uma terceira zona, no norte de Minas Gerais e centro-sul baiano. Os estados que mais produzem algodão arbóreo (em caroço) têm sido Paraná, São Paulo e Bahia.

Quase todas as variedades cultivadas no Brasil pertencem à G. hirsutum. As variedades anuais são cultivadas no Sul, Sudeste, Centro-Oeste e em zonas do Nordeste, sendo o mocó ou seridó, uma variedade perene, utilizada na fabricação de uma das melhores fibras do mundo.

Fonte: www.biomania.com

Algodão

Algodão
Algodão

Cultura do Algodão

O algodoeiro é uma das principais plantas domesticadas pelo homem e uma das mais antigas, tendo registros de seu uso a mais de 4.000 anos, sendo cultivado comercialmente em mais de 65 países, em uma área anual superior a 30 milhões de hectares (Cotton World Statistics, 1998). Essa cultura representa mundialmente mais de 40% da vestidura da humanidade, no Brasil representa mais de 60% dos insumos têxteis, já nos Estados Unidos da América 65%, de acordo com as informações do Anuário Brasileiro do Algodão (2003).

Atualmente são cultivados no mundo dois tipos diferentes de algodão: o arbóreo a o herbáceo.

O algodão arbóreo é aquele que parece uma árvore mediana, de cultivo permanente. Já a espécie herbácea (Gossypium hirsutum L.r. latifolium Hutch) é um arbusto de cultivo anual, uma entre as 50 espécies já classificadas e descritas do gênero Gossypim. Das 50 espécies classificadas, 17 são endêmicas da Austrália, seis do Havaí, e uma no nordeste brasileiro. Cerca de 90% das fibras de algodão comercializadas no mundo são provenientes da espécie Gossypium hirsutum.

Abaixo segue a taxonomia do algodão:

Divisão: Embriophita sifanogamae
Subdivisão: Fanerogamae ou espermatophita
Filo: Angiospermae
Classe: Dicotiledoneae
Subclasse: Archichlamidae
Ordem: Malvales
Família: Malvaceae
Tribo: Hibisceae
Gênero: Gossypium
Espécie: Gossypium hirsutum
Raça: G. hirsutum latifolium

História do Algodão

As primeiras referências históricas do algodão vêm de muitos séculos antes de Cristo. Em escavações arqueológicas nas ruínas de Mohenjo-Daro, no Paquistão, onde se encontrou vestígios de tela e cordão de algodão com mais de 5.000 anos.

Na América, vestígios encontrados no litoral norte do Peru evidenciam que povos milenares daquela região já manipulavam o algodão, há 4.500 anos. Com os Incas, o artesanato têxtil atingiu culminância, pois amostras de tecidos de algodão por eles deixadas, maravilham pela beleza, perfeição e combinação de cores.

No Brasil, pouco se sabe sobre a pré-história dessa malvácea. Pela época do descobrimento do nosso país, os indígenas já cultivavam o algodão e convertiam-no em fios e tecidos. (PASSOS, 1977).

Fenologia

A fenologia do algodoeiro subdivide-se em duas fases: vegetativa e a reprodutiva.

A fase vegetativa inicia-se com a emergência da plântula e termina com a formação do primeiro ramo frutífero. Esta fase é identificada pela letra “V”. A fase reprodutiva inicia-se com o surgimento do primeiro botão floral e termina quando as fibras no capulho atingem o ponto de maturação para colheita. Esta fase é identificada pela letra “R”.

Abaixo estarão descritas as fases fenológicas do algodoeiro segundo os Professores Dr. Gil Miguel de Sousa Câmara e Dr. Ederaldo José Chiavegato.

VE – Emergência: Saída da alça do hipocótilo da plântula (gancho), elevando os cotilédones acima do solo.
VC – Afastamento dos cotilédones:
Exposição da gema apical vegetativa à radiação solar. Primeira folha enrolada entre os cotilédones.
V1 – Primeiro nó vegetativo:
Primeira folha cordiforme com 30% a 50% de expansão e segunda folha também em forma de coração aberta. Folha aberta significa que os respectivos bordos não se tocam.
V2 – Segundo nó vegetativo:
Segunda folha cordiforme com 30% a 50% de expansão e primeira folha lobada (com lóbulos) aberta.
V3 – Terceiro nó vegetativo:
Primeira folha lobada com 30% a 50% de expansão e segunda aberta. Devido as hábito de crescimento indeterminado, o algodoeiro tende a vegetar indefinidamente, emitindo sucessivos nós vegetativos com folhas lobadas. Os cultivares anuais (algodoeiro herbáceo) associados ao ambiente e ao manejo completam o ciclo natural com 20 a 25 folhas.
VR – Primeiro ramo frutífero
: A partir do V5 ou V6 surge o primeiro ramo frutífero (simpodial) com botão floral e folha correspondente fechados. Desta fase em diante, o algodoeiro acelera a desenvolvimento vegetativo emitindo novos ramos frutíferos (RF) nos nós vegetativos subseqüentes.
R1 – Primeiro botão floral:
Primeiro botão floral (BF) com 5 mm de comprimento, encoberto por brácteas, na primeira posição do primeiro RF. Intensifica-se o acúmulo de matéria seca na planta. Na seqüência, surgem botões florais na seguinte ordem (padrão espiral): 2º BF na primeira posição do 2º RF; 3º botão floral na segunda posição do 1º RF; e assim sucessivamente.
R2 – Primeira flor:
Início do florescimento com abertura da primeira flor, na primeira posição do primeiro ramo frutífero. Plantas com 14 a 16 folhas. O florescimento prossegue seguindo o padrão espiral.
R3 – Crescimento da primeira maçã:
Inicio da frutificação. Primeira maçã com 1,0 cm de diâmetro na primeira posição do primeiro ramo frutífero.
R4 – Primeira maçã visível:
Plantas com florescimento pleno fechando o dossel. Maçã visível na primeira posição do primeiro ramo frutífero, sobressaindo às brácteas, rica em água, macia ao tato e com sementes e fibras em desenvolvimento.
R5 – Primeira maçã cheia:
Primeira maçã na primeira posição do 1º RF, iniciando a pigmentação (antocianina), consistente ao tato, aquosa, com sementes e fibras imaturas (alongamento das fibras).
R6 – Final do florescimento efetivo e frutificação plena:
Fertilização da última flor economicamente viável, isto é, que origine um capulho possível de ser colhido. Flor localizada a partir do 5º nó vegetativo do ponteiro para baixo. Planta com altura final definida, predominando as maçãs.
R7 – Primeiro capulho:
Final da frutificação e maturidade fisiológica. Primeiro capulho na primeira posição do 1º RF. Translocação intensa devido à carga pendente. Acentuada queda de folhas a partir do baixeiro da planta. Final da deposição de celulose nas fibras, maturação das sementes e desidratação das maçãs cheias, consistentes e pigmentadas.
R8 – Maturidade plena:
Planta com 2/3 de desfolha contendo 60%a 70% de capulhos. Colheita viável desde que a umidade nas fibras esteja por volta de 12% a 15%.

Fisiologia

O algodoeiro apresenta melhor performance quando instalado em solos de alta fertilidade, sob condições de umidade adequada no solo (sem ocorrer encharcamento ou estresse hídrico), altas temperaturas (melhor faixa entre 23ºc e 32ºc) e alta intensidade luminosa na superfície foliar. Embora o algodão seja conhecido por ter certa resistência a seca, maior que a dos cereais, por exemplo, isso não significa que não necessite de água. Para obtenção de altas produtividades é necessária uma quantidade de água na ordem de 700 mm durante todo o ciclo da cultura (Grimes et al.,1990).

Durante a maior parte do ciclo da planta de algodão existe diversos eventos ocorrendo ao mesmo tempo, como crescimento vegetativo, aparecimento de gemas reprodutivas, florescimento, crescimento e maturação dos frutos. Cada um desses eventos é de fundamental importância para uma boa produtividade, porém é necessário que eles ocorram de forma balanceada. A temperatura influencia fortemente o crescimento da planta, tendo sido determinada a exigência em temperatura para cada fase do crescimento do algodoeiro.

Morfologia

A morfologia do algodoeiro, assim como sua fisiologia, é extremamente complexa. A raiz principal é do tipo pivotante, como uma continuação direta da haste principal da planta e situa-se em sua grande maioria nos primeiros 20 cm de profundidade no solo, podendo atingir, em condições ideais até 2,5 metros de profundidade. O caule é cilíndrico, ereto e às vezes pode apresentar forma ligeiramente quadrangular ou pentangular.

As folhas do algodão são simples e apresenta-se como uma expansão laminar do caule.

Existem no algodoeiro três tipos de folhas, as cotiledonares, que são as primeiras que surgem após a germinação, em forma de rim (riniformes), os prófilos, que são pequenas folhas que surgem na base da gema próxima à axila da folha verdadeira, e as folhas verdadeiras, do tipo lobada e incompletas pois não possuem bainha, subdividindo-se em dois tipos: as vegetativas, ou do ramo e as frutíferas, originadas no lado oposto de cada nó frutífero junto à estrutura reprodutiva . A flor é do tipo hermafrodita e simétrica

O fruto é em forma de cápsula, apresentando de três a cinco lóculos, cada um com seis a oito sementes. Podem apresentar formato arredondado ou alongado na ponta.

Fonte: www.algodao.agr.br

Algodão

Estudiosos afirmam que o algodoeiro já era conhecido 8 mil anos A. C. e tecidos de algodão eram encontrados na Índia 3 mil anos A. C. A Índia é tida como centro de origem do algodoeiro embora existam outras espécies originadas em outros recantos (múmias íncas eram envolvidas em algodão).

Parece que o algodoeiro americano tem origens no México e no Peru. Constatou-se, também, o cultivo dessa planta pelos indígenas (que transformavam o algodão em fios e tecidos) na época do descobrimento do Brasil.

Algodão no mundo

A produção de algodão em pluma (1998/99) foi de 18.347 mil toneladas destacando-se como maiores produtores mundiais, a China Estados Unidos da América do Norte e Índia (Brasil...435000t).

A exportação de algodão no mesmo período, foi de 5.072 mil toneladas quando Estados Unidos da América , Uzbequistão e Austrália mostram-se como principais unidades exportadoras de algodão.

Ainda em 1998/99 importou-se 5.384 mil toneladas de algodão e Indonésia, Coreia do Sul e Itália situaram-se como os maiores importadores (Brasil ...294mil toneladas).

O consumo (1998/99) foi de 18.493 mil toneladas e os preços estiveram em torno de US$ 67,49 por tonelada de algodão em pluma.

Algodão no Brasil

Algodão
Algodão

No Brasil, em 1997/98, a área colhida de algodão foi de 849 mil hectares (2,25 milhões de ha em 1985) que produziu cerca de 1.232 mil toneladas de algodão em caroço (2,66 milhões de t. em 1985), com produtividade de 1.451 quilos /hectare. Entre os maiores produtores nacionais encontram-se os estados de Mato Grosso (21,94% da produção), Goiás (20,99%), São Paulo (19,3%) Paraná (14,24%) e Minas Gerais (10,41%). Entre as principais regiões produtoras destacam-se a Centro – Oeste (50,48% da produção) a Sudoeste (29,71%) e a Sul (14,24%).

Em termos de produtividade salientou-se o estado do Mato Grosso com 2.471kg/ha (1997/98) contra 1.308 kg/ha (média nacional). O consumo alcançou 4,98 kg/habitante/ano.

Nos últimos anos (1985/1997) a área colhida de algodão decresceu em 62,3% e a produção reduziu-se em 53,8%. O país, que produzia mais algodão que consumia, passou a ser um dos principais importadores de algodão do mundo.

Algodão na Bahia

Em 1997 a área colhida de algodão – 148.300ha – produziu cerca de 28.500 toneladas de algodão em pluma; nos últimos anos e até 1996 a maior parte da produção baiana era proveniente da região econômica da Serra Geral (eixo Guanambi – Brumado). Pragas e falta de chuvas forçaram o algodão herbáceo a buscar outras áreas nas regiões econômicas do Médio S. Francisco e Oeste, para viabilização da produção.

Serra Geral

Tem como município mais importante Guanambi; já teve área de plantio de 330.200ha (1988) que se reduziu para 180 mil ha (1997); a produtividade de 981kg/ha (1988) caiu para 459 kg/ha (1997). Esses baixos resultados alcançados estão atrelados à incidência de pragas (notadamente bicudo e mosca-branca) e à veranicos (acontecem há 10 anos no mês de janeiro). Em 98/99 os preços de comercialização do algodão em caroço variaram de R$ 7,50 a R$ 14,00 por arroba (15kg). Os preços de algodão em pluma foram de R$ 26,00 a R$ 32,00.

Os plantios são de sequeiro, realizados em novembro, utilizando-se as cultivares (variedades) CNPA 7H, IAC-20, IAC-22.

Médio São Francisco

Tem como município principal Bom Jesus da Lapa; já se plantou em torno de 2.000 hectares de algodão irrigado com produtividade de 4500kg/ha.

Atualmente houve grande redução no plantio em decorrência da incidência das pragas bicudo e mosca-branca. O plantio acontece no mês de outubro e a cultivar plantada é a CNPA 7H.

Os preços de comercialização da safra 98/99, por arroba, foram: algodão em caroço R$ 8,00 e algodão em pluma R$ 24,00.

Oeste

Tem como principal município Barreiras. Há plantios em regime de sequeiro e irrigação; em 1996, 1997 e 1998 plantou-se 4889ha, 3.480ha e 8.625ha com rendimentos de 1.710kg/ha, 2.095kg/ ha e 1.270kg/ha. A produtividade do sequeiro é de 170 arrobas (2.550kg) por hectare e do irrigado (trabalhos experimentais) é de 300 arrobas (4.500kg) por hectare. Em 1999, a colheita de 13.000ha (11 mil de sequeiro) de algodoeiro, encerrada em agosto, produziu 32.400.000kg (2,16 milhões de arrobas) de algodão em caroço; desses foram processados 12.000.000kg (866 mil arrobas) de pluma. As cultivares de algodoeiro Delta Pine, Ita 90 e Codetec são plantadas entre meados de novembro e meados de dezembro, sendo bicudo, pulgão e lagarta-do-cartucho (Spodoptera) as pragas principais. Os preços 99/00 para comercialização para arroba de algodão irrigado foram de R$ 11,00 (em caroço) e R$ 30,00 (em pluma). Pretende-se plantar de 37.000 a 41.000 ha de algodoeiros em 99/2000.

A oferta de matéria prima atraí empresários – inclusive japoneses e chineses (estes pretenderiam instalar fábrica de fios de algodão) -.

Para reestruturação geral da produção e beneficiamento do algodão herbáceo o governo do estado da Bahia criou, em 1995, o Programa de Recuperação da Lavoura do Algodão abrangendo 35 municípios – responsáveis por 93,4% da área plantada e 93,5% da produção – subordinados às microregiões de Guanambi, Brumado, Livramento de Brumado, Boquira, Bom Jesus da Lapa e Barreiras; Secretaria da Agricultura, EBDA, EMBRAPA, Banco do Nordeste são órgãos que informam sobre algodoeiro.

Importância e Usos do Algodoeiro

Atualmente cerca de 81 países cultivam o algodoeiro, economicamente, liderados pela China, E.U.A. Índia, entre outros. Por sua grande resistência à seca o algodoeiro constitui-se em uma das poucas opções para cultivo em regiões semi-áridas, podendo fixar o homem ao campo, gerar emprego e renda no meio rural e meio urbano. É, portanto, atividade de grande importância social e econômica.

Alentadoramente o mercado mundial de têxteis e vestuários apresenta forte tendência a crescimento com a participação crescente de países em desenvolvimento.

O aumento de consumo de algodão tende a reduzir o estoque no mundo (desde 1993), há aumento dos preços o que estimula o aumento da produção. A nível nacional brasileiro estima-se que a demanda aumentará das atuais 900 mil toneladas/ano para 1.200 mil toneladas/ano.

Do algodoeiro quase tudo é aproveitado notadamente o caroço (que representa em torno de 65% do peso da produção) e a fibra, (35% do peso da produção).

Os restos de cultura – caule, folhas maçãs, capulhos – são utilizados na alimentação de animais em geral. O caroço (semente) é rico em óleo (18-25%) e contém 20-25% de proteína bruta; o óleo extraído da semente é refinado e destinado à alimentação humana e fabricação de margarina e sabões. O bagaço (farelo ou torta), sub produto da extração do óleo, é destinado a alimentação animal (bovinos, aves, suínos) devido ao seu alto valor protéico (40-45% de proteína bruta).

A fibra, principal produto do algodoeiro, tem mais que 400 aplicações industriais, entre as quais confecção de fios para tecelagem (tecidos variados), algodão hidrófilo para enfermagem, confecção de feltro de cobertores, de estofamentos, obtenção de celulose, entre outros. Hoje 90% do comércio é de fibras tamanho médio.

A semente, utilizada para multiplicar a planta, deve apresentar um mínimo de 65% de germinação e mínimo de 96% de pureza. O peso de 100 sementes varia de 10 a 14g.

Botânica/Descrição

O algodoeiro pertence ao grupo de plantas dicotiledoneas, família Malvaceae e tem como nome cientifico, Gossypium hirsutum L.. À raça Latifolium Hutch, pertence o algodoeiro "herbáceo" e à raça Marie Galante Hutch, pertence o algodoeiro "arbóreo". O Gossypium barbadense, var brasiliense, o Rim-de-Boi, também é enquadrado como "arbóreo". As cultivares, (variedades), diferenciam-se quanto ao tamanho da fibra (curto, médio, longo), ciclo curto (120-140 dias); ciclo longo (150-180 dias), porte alto ou baixo, resistência ou susceptibilidade à doenças, entre outras características.

Em países de língua inglesa o algodão é conhecido como cotton e naqueles de língua espanhola como algodon. IAC, ITA, CNPA, SICALA, CODETEC, EPAMIG, são designações de algumas cultivares exploradas economicamente. A cultura do algodão é conhecida como cotonicultura.

O algodoeiro é uma planta ereta, anual ou perene, dotada de raiz principal cônica, pivotante, profunda, e com pequeno número de raízes secundárias grossas e superficiais. O caule herbáceo ou lenhoso, tem altura variável e é dotado de ramos vegetativos (4 a 5 intraxilares, na parte de baixo), e ramos frutíferos (extraxilares, na parte superior).

As folhas são pecioladas, geralmente cordiformes, de consistência coriácea ou não e inteiras ou recortadas (3 a 9 lóbulos).

As flores são hermafroditas, axilares, isoladas ou não, cor creme nas recém-abertas (que passa a rósea e purpúreo) com ou sem mancha purpúrea na base interna. Elas se abrem a cada 3-6 dias entre 9-10 horas da manhã. Os frutos (chamados "maçãs" quando verdes e "capulhos" pós abertura) são capsulas de deiscência (abertura) longitudinal, com 3 a 5 lojas cada uma, encerrando 6 a 10 sementes.

As sementes são revestidas de pêlos mais ou menos longos, de cor variável, (creme, branco, avermelhado, azul ou verde) que são fibras (os de maior comprimento) e linter (os de menor comprimento e não são retirados pela máquina beneficiadora – o Mocó não mostra linter).

As fibras provém das células da epiderme da semente e tem, como características comerciais, comprimento, finura, maturidade, resistência, entre outras.

Clima

O algodoeiro é uma planta de clima tropical; algumas cultivares podem desenvolver-se em regiões de temperatura amena. A planta também medra em regiões semi-áridas.

Exige umidade no solo para germinação da semente, para o início do desenvolvimento da plantinha e notadamente para o período que vai da formação dos primeiros botões florais ao início da abertura dos frutos (35 a 120 dias do ciclo de vida); encharcamento do solo, em qualquer fase da vida, provoca avermelhamento, perda de frutos e redução da produção. Insolação (luminosidade) é importante para a planta na maior parte do ciclo (150 a 180 dias). Muito calor + muita luminosidade + regular umidade no solo são imprescindíveis para desenvolvimento / produção do algodoeiro.

A planta requer, em geral, os seguintes níveis:

Chuvas: Precipitações anuais entre 500 mm. e 1500 mm. distribuídas ao longo do ciclo; a partir de 130 dias deve existir tempo relativamente seco para abertura dos frutos e boa qualidade do algodão. A média mensal de temperatura deve estar acima de 20ºC e abaixo de 30ºC (25ºC como um possível ótimo) umidade relativa do ar em 70% e insolação em 2:500 horas luz/ano (em torno de 6,5 horas/dia como mínimo).
Solos:
Devem ser profundos (2m. ou acima) porosos, bem drenados, textura média, ricos em elementos minerais (N, P2O5, K2O, MgO) e pH entre 5,5 e 6,5. O terreno deve apresentar declividade abaixo de 10% e não deve estar acima de 1.500m. de altitude.

Deve-se evitar plantios em terrenos arenosos (por fácil erosão, por baixa retenção de água e nutrientes), em solos de recém derrubadas, nos sujeitos a encharcamento, e naqueles com lençol de água superficial.

A planta do algodoeiro é extremamente exigente em oxigênio no solo o que reforça a necessidade de solos profundos e porosos para o seu cultivo.

Nutrição da Planta

Os seguintes nutrientes são importantes para o algodoeiro:

Nitrogênio:(N): Aquele que o algodoeiro retira em maior proporção do solo. Promove o desenvolvimento da planta, inclusive na floração, no comprimento/resistência da fibra. Sua deficiência é mostrada por pequeno número de folhas na planta, amarelamento (clorose) notadamente de folhas velhas, plantas com porte reduzido.
Fósforo (P2O5):
Concentra-se nas folhas e frutos principalmente; é responsável por boa polinização, por frutificação, maturação e abertura dos frutos e formação/crescimento de raízes. Sua deficiência atrasa o desenvolvimento, reduz frutificação, folhas escuras, fibras com baixa qualidade e manchas ferruginosas nos bordos da folha.
Potássio (K2O):
O potássio participa direta ou indiretamente na fotossíntese e respiração, no transporte de alimentos na planta. Aumenta tamanho das maçãs, peso do capulho e das sementes e promove qualidade das fibras do algodão. Clorose entre as nervuras das folhas do "baixeiro" (que evolui a bronzeamento) é sinal de deficiência de potássio.
Cálcio (CaO):
Bastante exigido pelo algodoeiro; é importante para a utilização do N pela planta, para crescimento e germinação da semente. Murchamento de folhas com curvatura e colapso dos pecíolos mostram a deficiência de cálcio.
Magnésio (MgO):
É pouco exigido pela planta; sua deficiência é mostrada por amarelecimento entre as nervuras que evolui para vermelho púrpura (folhas mais velhas), o que indica deficiência de magnésio.
Enxofre (S):
É requerido continuadamente pelo algodoeiro; é importante para aparecimento/desenvolvimento dos botões florais.
Como micronutrientes importantes destacam-se:
boro (para flor, frutos), manganês (folhas do ponteiro), zinco (folhas novas), molibdênio, ferro, cloro, cobre.

Calagem (correção do solo)

Com antecedência hábil ao plantio (120 dias) deve-se retirar amostras de solo da área de plantio, enviar para laboratório de solos para obtenção de resultados de análise e recomendações para aplicação de corretivos de solo (calcários, outros) e adubos em geral. Caso haja necessidade de uso de calcário aplicar metade da dose antes da aração e a segunda metade antes da 1ª gradagem. Se o teor de magnésio estiver acima de 1,0 meq./100cm3 não há necessidade de usar calcários magnesianos ou dolomíticos; o calcário deve ter PRNT em 80 ou acima. Calcários dolomíticos e magnesianos fornecem cálcio e magnésio.

Adubação

O nitrogênio deve ser fornecido ao algodoeiro na ocasião do plantio e fracionado (2-3 vezes) em cobertura até 40 dias após emergência. A planta requer grandemente o fósforo entre 30 e 50 dias, o potássio entre 30 e 50 dias e em torno de 90 dias, o magnésio a partir de 35 dias, o enxofre em torno de 50 dias e 80 dias após a emergência.
A adubação deve seguir as recomendações da análise de solos; ela é feita no plantio – adubação de fundação ou básica – e em coberturas – (1/3 dos 25 aos 30 dias e 2/3 aos 45 dias pós emergência). A adubação de fundação deve ser colocada a 5cm. de profundidade e ao lado da semente; a adubação de cobertura é aplicada a uma distância de 15 a 25cm. da planta e incorporada ao solo (cultivador).
Crê-se que 4,5 – 10 Kg/ha de bórax, 20-24 Kg/ha de sulfato de zinco aplicados ao sulco de plantio devem suprir as necessidades do algodoeiro em boro e zinco ao longo do ciclo. O superfosfato simples e sulfato de amônio ou potássio suprem as necessidades de enxofre.

Cultivo do Algodoeiro Herbáceo

O algodoeiro deve ser cultivado como parte de um programa sistemático de rotação de culturas, em glebas apropriadas para lavouras anuais, visando obter rendimentos elevados com um mínimo de agressão ao meio ambiente.

Preparo do Solo

A eliminação dos restos de cultura do algodoeiro deve ser feita o mais cedo possível após a safra (arranquio e destruição com arado/grade, enxadeco arrancador ou roçadeira) para, antes de tudo, reduzir a incidência de pragas na cultura seguinte. Palhada de outras lavouras devem ser deixadas sobre o solo na entre safra.

Deve-se evitar ao máximo o uso da grade aradora pesada na movimentação do solo; deve-se optar pelo uso inicial da grade leve (para triturar ervas/restos de cultura) e seguido de aração (preferentemente com arado de aiveca). Essa ação visa conservar o solo, permitir maior infiltração de água no solo e facilitar o controle de ervas daninhas. Uma ou duas gradagens podem se seguir ( a 2ª próximo ao plantio).

A movimentação do solo deve ser feita quando os torrões quebrem-se com facilidade quando apertados entre os dedos.

Sementes/Variedades do Algodoeiro

Uma boa semente deve apresentar poder germinativo acima de 85%, muito vigor, estar livre de impurezas e ser, se possível, fiscalizada.

Para o plantio nas principais zonas algodoeiras da Bahia usa-se as cultivares (variedades), à saber:

CNPA 7H: com ciclo de 120-130 dias e produção entre 1.700 e 3.000 Kg/ha.
CNPA Precoce 2:
ciclo cultural 90-100 dias e produção entre 1.400 e 2.600 Kg/ha.
IAC-22:
ciclo de 130-140 dias produção de 2.700 Kg/ha, Delta Pine, Codetec são outras cultivares.

Plantio

O plantio na Bahia acontece entre principio de novembro e meados de dezembro. No método de plantio manual usa-se enxada e plantadeiras manuais (tico-tico ou matraca); o espaçamento de plantio é 80cm. entre fileiras e 20cm. entre covas com colocação de 4-5 sementes/cova a 5cm. de profundidade.

No método de plantio mecânico usa-se plantadeira puxada por animais ou tratores; recomenda-se o espaçamento de 80cm. entre fileiras. A plantadeira deve deixar cair 15 a 25 sementes por metro de linha de plantio, a uma profundidade de 5 a 6cm.

Rotação de Culturas

Tendo em vista benefícios ao controle da erosão a diminuição da compactação do solo ao controle de pragas entre outras, sugere-se uma rotação de cultura composta de leguminosa – algodão – milho ou feijão – algodão – milho.

Tratos Culturais

Desbate (raleamento)

O raleamento (diminuição do número de plantas no algodoal) deve ser realizado aos 20-30 dias após emergência ou quando as plantinhas atingirem 15-20cm. de altura; a operação a ser realizada com solo úmido, deve deixar 2 plantinhas vigorosas por cova ou 10 plantinhas por metro de linha de plantio. Isto torna o espaçamento 80cm. x 10cm. o que proporciona população de 125 mil plantas por hectare.

Controle de ervas daninhas

A lavoura do algodoeiro não deve sofrer concorrência de ervas daninhas, notadamente nos primeiros 60 dias após a emergência (período crítico de competição existe dos 15 aos 56 dias de vida).

O controle cultural de ervas pode ser feito pelo uso de sementes sem impurezas, época certa de plantio, número de plantas por hectare, preparo adequado de solo, rotação de culturas, outros.

O controle mecânico – capina – é feito manualmente com enxada (homem) ou cultivador (tração animal ou tratorizada), tendo-se o cuidado de não se cultivar a mais de 3cm. de profundidade no solo.

O controle químico – capina química – é feita através de herbicidas. A aplicação do herbicida pode ser feita antes do plantio (em pré-plantio ou PPI), antes da emergência (em pré-emergência ou PRE) e após a emergência do algodoeiro (em pós-plantio ou POS); nos dois primeiros casos o solo deve estar úmido.

Apesar da aplicação do herbicida o controle de ervas pode requerer complementação com capina mecânica. Para aplicação do herbicida o operador (homem aplicador) deve portar traje EPI e o equipamento aplicador deve estar sem vazamentos e adequadamente calibrado.

Irrigação do Algodoeiro

A irrigação visa ofertar água para lavouras em regiões de pluviosidade irregular em níveis adequados permitindo a planta aproveitar, em sua plenitude, fatores de produção como adubos, insolação, temperatura, outros, que otimizam a função de produção. O aspecto irrigação tem tido especial atenção dos governos que perseguem tecnologias que incrementem rendimentos das lavouras proporcionando boas taxas de retorno e geração de matéria-prima em níveis adequados para indústrias.

A "irrigação por bacias em nível" tem sido preconizada para a cultura do algodoeiro no Nordeste brasileiro. Trata-se de sistema de método por superfície, em área sistematizada, com água distribuída de maneira mais uniforme possível com riscos mínimos de erosão. Na prática a água é aplicada numa das extremidades da bacia em nível e flui por gradiente hidráulico através de sulcos de irrigação que distribuem a água por toda a área. Os sulcos são interligados nas extremidades para melhor distribuição da água.

Reguladores de Crescimento/Desfolhantes/Maturadores

Fim de ciclo, plantas acima de 1,5m. de altura, algodoal bem fechado dificulta uma série de ações na cultura (colheita mecanizada, controle de pragas) além de determinar sombreamento das partes mais baixas da planta, apodrecimento de maçãs, entre outras. Para evitar tais problemas recomenda-se a aplicação de reguladores de crescimento - tais como cloreto de chlormequat e cloreto de mepiquat, na dose de 0,5 a 1,0l./hectare - quando o algodoeiro, na floração (50 a 70 dias), ultrapassar a 1,0m. de altura com 8 a 10 flores abrindo por 10m. de linha de fileira.

Os desfolhantes podem ser específicos (produzem queda da folha antes dela secar) e herbicidas (causam morte da folha que permanece ligada à planta). Os desfolhantes etephon, dimethipin thidiazuron, outros devem ser aplicados quando 60 a 70% dos capulhos já estiverem abertos e sua ação dá-se em 8 a 15 dias.

O desfolha apressa a maturação do fruto e abertura dos capulhos o que facilita a colheita, dá-lhe maior rendimento com produto mais limpo e facilita o controle de pragas. Plantas que foram desfolhadas devem ser colhidas de imediato. Em grandes áreas o desfolhante é aplicado de modo escalonado.

O dessecante (glifosate, paraquat) provoca o secamento da folha sem sua queda, o que resulta em produtos colhidos com alto grau de impureza.

Os maturadores (etephon + cyclanilide) devem ser aplicados quando 90% dos capulhos estiverem abertos. O alvo único é o fruto, acelerando sua maturação e abertura. A mistura maturadora pode conter entre 720 a 1200g. de ethephon + 90 a 150g. de cyclanilide.

Controle de Pragas e Doenças

Entre as pragas mais freqüentes e importantes estão a broca-da-haste, o bicudo, curuquerê, lagarta-da-maçã, lagarta rosada, mosca branca, ácaros. Dentre as doenças destacam-se a ramulose, mosaico comum, antracnose, tombamento das plantinhas.

A estratégia de controle passa por:

Controle biológico: traduz-se em ação de parasitas, predadores (comem) ou causadores de enfermidades nas pragas reduzindo sua população. É um controle natural feito por insetos (joaninhas, bicho-lixeiro, besouro calosoma, percevejos, vespas, tesourinhas), por aranhas (caranguejeira, de teias), por microorganismo (fungos, bactérias).
Controle cultural:
É a manipulação de diversas práticas de cultivo que visa tornar o agroecossistema desfavorável ao desenvolvimento da praga e favorável a seus inimigos naturais. Entre algumas práticas cita-se extensas áreas com data de plantio uniforme, períodos livres do plantio de algodão, destruição de botões florais, maçãs e hospedeiros alternativos, destruição antecipada e uniforme de restos de cultura, uso de culturas, armadilhas e rotação de culturas. Além disso utilização de cultivares de ciclo curto.
Controle químico:
Deve ser efetuado quando necessário ou seja, quando a incidência de pragas atingirem o nível de dano econômico. A aplicação do defensivo está presa a uma série de necessidades que, satisfeitas, tornarão a prática eficiente mantendo a praga sob controle. Entre elas, características do agroquímico (efetividade, seletividade, toxicidade, poder residual, carência, método de aplicação, formulação, preço), características do equipamento aplicador (bicos, estado geral, tamanho da área a tratar, calibragem, treinamento do operador). Modernamente adota-se o MIP – Manejo Integral de Pragas que se baseia em amostragens periódicas de pragas na cultura que definirão a estratégia correta a ser aplicada para controlar uma praga.

Manejo de Pragas e Doenças

O manejo inclui o conhecimento das pragas, dos seus inimigos naturais e das doenças que prejudicam o desenvolvimento da cultura.

Como técnica indispensável para determinação do momento certo da aplicação do produto químico (veneno) utiliza-se da amostragem de pragas.

Amostragem para principais pragas:

O percurso para amostragem deve ser em espiral na lavoura; faz-se primeiro a área das bordaduras e depois o interior da cultura. O caminhamento é feito zigue-zague.

Nas propriedades pequenas o talhão a amostrar deve ter até 10ha e o número de plantas observadas deve ser 50. Nas áreas irrigadas (pivô central), propriedades médias e grande talhões, de 10 a 60 ha faz-se com 50 a 100 plantas observadas.

Ácaros vermelho e rajado: Observar face inferior das folhas; período crítico do ataque vai do aparecimento dos botões florais ao primeiro capulho. Iniciar aplicações quando 40% das plantas estejam atacadas (em reboleiras).
Ácaro branco:
Observar folhas do ponteiro; período crítico da formação das maçãs ao aparecimento dos capulhos. Iniciar aplicações com 40% das folhas atacadas
Bicudo:
Observar botões florais e maçãs; período crítico do aparecimento do botão floral ao primeiro capulho. Iniciar aplicações quando 10% das plantas mostrarem botões atacados (oviposição e alimentação), do inseto.
Curuquerê:
Observar face inferior das folhas; período crítico da emergência da planta ao aparecimento do primeiro capulho. Iniciar aplicações quando forem encontradas 2 lagartas por planta (média) observada ou desfolhamento de até 10% no terço superior da planta.
Lagarta-da-maçã:
Observar botões florais e frutos; período crítico do aparecimento de botões florais até o primeiro capulho. Iniciar aplicações quando houver uma lagarta em 13% das plantas amostradas (6 plantas/50).
Lagarta-rosada:
Observação de flores e frutos; período crítico do aparecimento da 1ª maçã firme até o primeiro capulho. Iniciar aplicações quando se encontrar 5 plantas de maçãs firmes atacadas (10%) por 50 plantas observadas).
Lagarta militar (Spodoptera):
Observar caule, folhas, botões florais e maçãs; iniciar as aplicações quando se notar a presença de 7 a 8 plantas com lagartas (15%) das 50 observadas. A partir de 70 dias pós emergência só aplicar piretroides.
Pulgões:
Observar folhas novas, botões e gemas e capulhos; período crítico da emergência da planta ao aparecimento do 1º capulho. Quando houver 35 das 50 plantas atacadas (70%), iniciar as aplicações.
Tripes:
Observar folhas do topo da planta; período crítico da emergência da planta até 20 dias após. Iniciar aplicação quando encontrados 70% das plantas observadas com 6 tripes em cada.
Broca-da-raiz:
Observar o colo da planta; período crítico entre 10 e 40 dias pós emergência. Controle efetuado pelo tratamento de sementes com inseticidas ou aplicações contra infestações com 20 a 30 dias de vida da planta.

Pragas / Controle

De ordinário diz-se que broca-da-raiz, tripes e pulgões, curuquerê são pragas iniciais e ácaros, bicudo, lagartas, das maçãs e rosada, percevejos, são pragas tardias.

Broca-da-raiz

Eutinobothrus brasiliensis (Hambledon, 1937), Coleoptera, Curculionidae.

O adulto é besouro de cor preta, com 3 a 5mm. de comprimento, aparelho bucal em forma de tromba; o jovem é uma lagarta branca ou amarelada (até parda). A fêmea adulta coloca ovos ovais branco-amarelados no caule; deles saem lagartas que penetram no caule, abrem galerias em todas as direções, na região entre o caule e a raiz, em geral. Isto provoca murchamento e até morte do algodoeiro.

O controle é feito preventivamente pelo tratamento das sementes com inseticidas à base de Carbofuran (Diafuran 50, Furadan 50) na dosagem de 30 a 40g. do produto comercial para misturar a cada 100Kg de sementes. Em caso de infestação aos 20 dias de vida da planta, pulverizar com produtos à base de paratiom metil (Folidol 600) na dosagem de 0,5l. do produto por hectare (visar caule e colo da planta).

Pulgões

Pulgão do algodoeiro

Aphis gossypii (Glover, 1876)

Pulgão verde

Myzus persicae (Sulzer, 1776) – Homoptera, Aphididae

Insetos pequenos, com corpo mole ovalado com 1,3mm. de comprimento, cor verde - limão (Aphis) e verde a verde-amarelada até marmoreada (Myzus).

Reproduzem-se (parição) nas regiões quentes sem concurso de machos. Vivem em colônias sugando a seiva das folhas (face inferior) novas e brotos expoliando o algodoeiro; ataques severos causam encarquilhamento da folha e até "mela" (por substância doce excretada pela praga que danifica capulhos e atrai formigas pretas).

Quando a população excede a capacidade do órgão da planta em alimentar a colônia, surgem adultos alados que voam para outras folhas ou plantas para iniciar colônias. O ataque de pulgão pode determinar prejuízos de até 44% à lavoura do algodoeiro. Alta temperatura e umidade relativa do ar associada à estiagem favorecem o desenvolvimento dos pulgões.

O controle do pulgão pode ser feito, parcialmente, por seus inimigos naturais – joaninhas, bicho-lixeiro, mosca sirfideo, entre eles – e via aplicação de produtos agroquímicos (inseticidas) a partir das épocas determinadas pela amostragens, com os defensivos químicos abaixo:

Pirimicarb (Pirimor 500) – (500 gramas/hectare)
Thiomethon (Ekatim 250 CE) –
0,3 a 0,5 l./hectare)
Monocrotofos (Azodrin 400S)
– 1,5 l./hectare

Bicudo

Anthonomus grandis (Boheman, 1843), Coleoptera, Curculionidae.

Adulto é besouro acinzentado ou castanho, com 4 a 9 mm de comprimento e 7 mm de envergadura, aparelho bucal em forma de tromba, tipo mastigador; a forma jovem é lagarta sem patas, cor branca ou creme que vive dentro de botões e maçãs e lá passa a pupa (creme ou branca) donde surge o adulto.

A fêmea adulta deposita ovos esféricos, branco-amarelados, dentro dos botões florais ou em maçãs pequenas, onde as lagartas se alimentam.

Após o ataque os botões tornam-se amarelos, as brácteas (folhas modificadas) abrem-se e os botões caem no solo; há destruição da fibra e das sementes nas maçãs atacadas.

As medidas de controle preconizadas são:

Culturais

Destruição de restos culturais do algodoeiro (o mais cedo possível pós colheita), catação de botões florais atacados e caídos ao solo ( operação diária com queima do material), plantio uniforme (no máximo dentro de uma semana), plantio-isca (algumas ruas de algodoeiro, antes do plantio, para atrair o inseto adulto).

Em parte o bicudo pode ser controlado por inimigos naturais – como a formiga preta grande - e por aplicação de agroquímicos inseticidas como:

Carbaryl (Sevin 850 PM) – 1,6 Kg/hectare
Endosulfan (Thiodan 35 CE)
– 2,0 litros/hectare

Betacyfluthrin (Buldock 125 SC) – 100 ml./hectare
Deltametrina (Decis 50 SC)
– 200 ml./hectare

Lagarta-da-maçã

Heliothis virescens (Fabricius, 1871) Lepidoptera, Noctuidae.

Adulto é mariposa de cor verde pálido a amarelada com 3 listras cor castanha distribuídas nas asas e tem hábitos noturnos. O jovem é lagarta verde com pontuações no corpo e mede de 16 a 25mm. quando madura (a larva pode tomar cor avermelhada por vezes).

A fêmea adulta põe ovos semi-esféricos estriados e de cor branco-brilhante, nos ponteiros da planta (preferencialmente) e também em brácteas dos botões florais e em folhas laterais novas. As lagartas podem ser encontradas nos botões florais, nos ponteiros e em maçãs pequenas e grandes.

A lagarta perfura botões florais e maçãs e alimenta-se da parte interna; ela pode penetrar parcial ou totalmente. O controle da lagarta é feito pela aplicação de:

Bacillus thuringiensis (Dipel 32 PM, Thuricide) – 0,5Kg/hectare
Endosulfan (Endosulfan CE, Thiodan CE)
– 1,5 – 2,5l./hectare

OBS.: há casos de se encontrar a lagarta da espiga do milho (Heliothis zea) ou a lagarta do cartucho do milho (Spodoptera frugiperda) atacando botões florais e maçãs do algodoeiro.

Lagarta rosada

Pectinophora gossypiela (Saunders, 1844) Lepidoptera, Gelechiidae.

Adulto é mariposa com 18-20mm. de comprimento, asas anteriores pardo-claras, corpo com 10 a 13mm. de comprimento, cor creme clara com dorso púrpureo. A pupação faz-se no solo.

As fêmeas põem ovos entre as diferentes estruturas da flor e das maçãs. As lagartas rosadas são encontradas no interior dos botões florais, de flores (flor rosetada), e de maçãs alimentando-se das estruturas e das sementes. A flor rosetada não se abre e é sinal da presença da lagarta rosada.

Os danos são destruição de flores, fibras manchadas ou destruídas, sementes parcial ou totalmente destruídas, maçãs amadurecem precocemente sem abrir-se.

O controle da lagarta rosada pode ser feito parcialmente por inimigos naturais – vespas predadoras e parasitas – e por aplicação de defensivos químicos agrícolas, à saber:

Carbaryl (Carbaryl 850 PM, Sevin 850 PM) – 1,5Kg/ha.
Deltametrina (Decis 25 CE)
– 300cc./hectare
Lambdacyhalotrina (Karate 50 CE)
– 250cc./hectare

Lagarta militar

Spodoptera frugiperda (J.E.Smith, 1797) Lepidoptera, Noctuidae.

Adulto é mariposa com 25mm. de comprimento, 35mm. de envergadura; asas anteriores acinzentado-escuras e asas posteriores claras, esbranquiçadas, corpo acinzentado.

Lagarta madura atinge 35 a 50mm. de comprimento cor de verde-claro a pardacento, escura com 5 estrias longitudinais escuras e cabeça preta com 3 estrias claras que formam Y invertido.

A fêmea adulta, com hábitos noturnos, põe ovos em camadas superpostas em ambas as faces da folha. Saídas do ovo as lagartas passam a se alimentar do caule, folha, botões florais e maçãs. São terrivelmente vorazes. Para pupar a lagarta abandona a planta e enterra-se no solo (de 1 a 5cm.). Uma fêmea pode pôr 1000 ovos em 12 dias de longevidade.

Lagartas iniciam o ataque à partir da parte mediana da planta subindo até o ponteiro.

Controla-se esta lagarta pela aplicações dos agroquímicos a saber:

Endosulfan (Thiodan 35 CE) – 1,5 – 2,5l./hectare
Triclorfon (Dipterex 500)
– 1,5l./hectare
Cloropirifós (Lorsban 480 CE)
– 1,0l./hectare
Triazophós (Hostathion 400 CE)
– 0,5l./hectare
Paration metil (Folidol 600)
– 450-675cc./hectare

Mosca branca

Bemisia argentifolii (Bellows e Perrina) Bemisia tabaci (Gennaduis, 1889), Homoptera, Aleyrodidae.

Adulto é inseto com 1,5mm. de comprimento, olhos vermelhos, antenas longas, 2 pares de asas membranosas brancas, vivem em colônias na parte inferior da folha. Inseto sugador de seiva, transmite várias viroses à planta e é capaz de reduzir a produção em mais de 50%. Jovem – ninfas – são quase imóveis. Adulto vive 18 dias e ninfas 15 a 30 dias.

Como medidas de controle destruir restos da cultura, fazer barreiras quebra-vento no algodoal (com milho ou sorgo forrageiro), evitar plantar algodão próximo à melancia, soja, melão, feijão e fumo, plantar na mesma época que outros produtores.

O controle químico indica os seguintes produtos:

Endosulfan (Thiodan 35 CE) – 1,5l./hectare
Imidacloprid (Confidor 700)
– 360g./hectare
Triazophos (Hostathion 400 CE)
– 1,0l.hectare.

Ácaros

Ácaro banco: Polyphagotarsonemus latus (Banks 1904) Tarsonemidae
Ácaro rosado:
Tetranychus urticae (Koch, 1836) Tetranychidae
Ácaro vermelho:
Tetranychus ludeni (Zacher, 1913) Tetranychidae.

Branco

Fêmeas com 0,2mm. de comprimento, cor branca a amarelo – brilhante, ovos com 0,1mm. de diâmetro, cor pérola. Ciclo de 5 a 7 dias (a 27ºC). Tem preferência pelas folhas do ponteiro onde põe os ovos. Danos aparecem nas folhas dos ponteiros que mostram face inferior brilhante e margens voltadas para cima e depois ficam espessas e coriáceas tornando-se quebradiças. Sob ataques intensos os caules tomam forma de S. Hospeda-se, também, na batatinha, laranjeira, mamoeiro, dália. Alimentam-se sugando a seiva da s folhas.

Rajado

Hospeda-se também no cuchuzeiro, feijoeiro, mamoeiro, roseira. As fêmeas possuem coloração esverdeada com duas manchas escuras de cada lado do dorso; elas medem 0,5mm. de comprimento e tem corpo ovalado. Vivem em colônias na página inferior da folha tecendo grandes quantidades de teias onde são colocados ovos esféricos e esbranquiçados. Os danos caracterizam-se pelo aparecimento de pequenas manchas avermelhadas entre as nervuras que se juntam, tomam toda a folha que seca e cai. Sugam a seiva das folhas.

Vermelho

As formas ativas apresentam cor vermelha – intensa, fêmeas com 0,43mm. de comprimento, corpo ovalado. Localizam-se na parte inferior da folha onde formam colônias, recobrindo-a com teias onde põem os ovos arredondados e avermelhados. Sugam a seiva das folhas.

Hospedam-se, também, no feijoeiro, no girassol.

O controle dos ácaros é feito por inimigos naturais – ácaros predadores, percevejos, bicho lixeiro – e por aplicações de agroquímicos defensivos agrícolas acaricidas ou inseticidas-acaricidas tais como:

Para o branco

Abamectin (Vertimec 18 CE) – 0,3l./hectare
Propargite (Omite 720 CE) –
1,5l./hectare
Endosulfan (Thiodan 350 CE)
– 1,5l./hectare
Para rajado e vermelho:
Abamectin (Vertimec 18 CE)
– 0,6l./hectare
Propargite (Omite 720 CE) –
1,5l./hectare
Tetradifon (Tedion 80 CE)
– 3,0l./hectare

Outras pragas:

Tripes – picam partes novas para sugar a seiva
Percevejos (rajado e manchador)
– danificam botões, brotos e maçãs
Besouro amarelo
– depreda a folhagem
Lagarta elasmo
– broqueia o caule
Percevejo castanho
– suga a seiva das raízes
Formigas saúvas
– cortam folhas
Ácaro verde
– suga a seiva das folhas

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

EMBRAPA – CNPA – Campina Grande – Pb. Caracterização de Sistema e Tecnologias de Cultivo para a Cotonicultura Herbácea com Ênfase para o Norte de Minas Gerais – Documentos 55 – 1997
Cultura do Algodoeiro no Estado do Mato Grosso Circular Técnica n.º 23 – ISSN 0100 – 6460 - Janeiro, 1997
Algodão – Informações Técnicas Circular Técnica n.º 7 – ISSN 0104 – 7191 - Novembro, 1998 Situação da Cultura do Algodão no Brasil – Uma breve abordagem geral ISSN 01030 – 0209 0 Documentos 53 – 1997
Conheça os insetos da sua lavoura de algodão Documento 3 / 3ª Edição 1992 Irrigação por bacias em nível na cultura do algodoeiro Circular Técnica n.º 26 – ISSN 0100-6460 Outubro, 1997 EMPRESA BAIANA DE DESENVOLVIMENTO AGROPECUÁRIO Manual de Manejo Cultural do Algodoeiro Palmas de Monte Alto – 1998 EDITORA ABRIL - Guia Rural Plantar São Paulo, 1992 SEAGRI / AIBA / Banco do Nordeste / IMIC / CREDICOOGRAP Revista Negócios Agrícolas – Ano II N.º XI Outubro, 1999
FONTES DE CONSULTAS: Escritórios Regionais da EBDA em: Caetité, Bom Jesus da Lapa, Barreiras.

Fonte: www.seagri.ba.gov.br

Algodão

Algodão
Algodão

O algodão, que é considerado a mais importante das fibras têxteis, naturais ou artificiais, é também a planta de aproveitamento mais completo e que oferece os mais variados produtos de utilidade.

No Brasil, desde que começou a tomar aspecto de cultura econômica, o algodão tem sempre figurado no grupo vanguardeiro das atividades que carreiam divisas para o País.

Embora não seja cultivado de modo generalizado em todo o território, o algodão, até 1980, estava classificado entre as sete primeiras culturas no tocante ao valor de produção.

O algodoeiro é muito susceptível à concorrência de ervas daninhas.

Por essa razão ele deve ser mantido no limpo, isto é, livre das ervas daninhas desde a semeadura até próximo à colheita.

Por sua vez, a terra, quando escarifícada superficialmente proporciona maior arejamento às raízes da cultura.

O algodoeiro, em sua estrutura, apresenta maior quantidade de nitrogênio e potássio que de fósforo; porém, sabe-se experimentalmente, que a necessidade de provisão desse elemento no solo é, no geral, bem maior que a dos outros.

Adubação Verde

A prática de adubação verde para a cultura algodoeira é, oportunamente, de grande eficiência.

Nos solos em geral e nos arenosos em particular, após anos continuados de cultivo de algodão, a queda de produção é notória.

A adubação mineral contorna essa perda de fertilidade das terras até o ponto em que o teor de matéria orgânica das mesmas não baixe de certo nível; dai para frente o efeito dos fertilizantes químicos já não serão acentuados e, conseqüentemente, haverá necessidade de recorrer à adubação verde.

Manutenção da fertilidade do solo

Quando se processa a rotação do algodão com outras culturas , casos pacíficos são os benefícios que ocorrem no solo, tais como:

a) Mantém as características físicas do solo, pois a rotação concorre para melhor aeração e movimentação líquida no terreno;
b)
Evita a concentração de substâncias tóxicas no solo, comum à monocultura;
c)
Mantém o equilíbrio da fauna e flora microbiana, pois há enriquecimento de matéria orgânica no solo.

Fonte: www.biodieselbr.com

Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal