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Algodão

Calagem

Quanto menos ácido, melhor será o solo para produzir algodão; as mais altas produções se obtêm em terras com pH em torno da neutralidade.

Essa afirmativa é baseada na conclusão tirada ao se observar grande número de resultados de colheitas nos quais variados tipos de solo e dos quais, de antemão, se conhecia o pH.

Sendo o algodão uma planta pouco tolerante para com a acidez acentuada do solo, ele exige que o pH deste esteja relativamente próximo do neutro para que haja sucesso em sua produção. Terras cujo pH acusa de 5 para baixo não são recomendáveis à cultura algodoeira; o agricultor que quiser aproveitá-las é obrigado a recorrer à calagem, a fim de corrigir sua acidez; caso contrário, a cultura estará fadada ao fracasso, porquanto não adianta bem adubá-la e tampouco aplicar outras práticas culturais recomendadas, pois a acidez, sendo um fator limitante de produção, não deixa que o algodoeiro se desenvolva e obtenha suficiente carga de maçãs.

Experiências têm demonstrado tal fato. Entretanto, o emprego do calcário não pode ser preconizado a indiscriminadamente, pois seus efeitos são dignos de estudo.

Entre as vantagens, a correção de acidez do solo é universalmente reconhecida; o suprimento de cálcio e magnésio à planta (empregando-se o calcário dolomítico), uma vez constatada a deficiência desses elementos, também é patente; com a calagem poderá ocorrer uma maior disponibilidade do fósforo nativo do solo, no caso deste estar rico de sesquióxido de ferro e alumínio, pois esses compostos fixam o fósforo em forma não aproveitável e, como dão bases fracas, serão desalojados pelo cálcio nos fosfatos; o cálcio, em conseqüência da correção da acidez, provoca o aumento da atividade de microorganismos úteis do solo (bactérias), que vivem melhor em ambiente de pH acima de 6; assim também, em virtude da elevação do pH, a calagem evita o aparecimento de certos fungos causadores de moléstias que se ambientam em pH baixo; como elemento floculante de colóides que é, o cálcio torna os solos argilosos menos compactos, facilitando sua aeração e seu preparo mecânico.

Porém, se por um lado, efeitos espetaculares são propiciados pela calagem, pode acontecer que o uso inadequado do corretivo, principalmente em doses elevadas e em épocas inoportunas, aliado a não complementação de uma conveniente adubação, proporcione efeitos danosos à cultura. Foi observada uma diminuição nos teores de fósforo solúvel e potássio trocável da terra, que se acentuava com o aumento da dose de calcário empregada. Geralmente dosagem forte de calcário, principalmente se posta no terreno em época próxima do plantio, devem ser acompanhadas de grandes doses de fertilizantes fosfatados e potássicos. Isso pode influir na economia da cultura.

Por essa razão, costuma-se recomendar que a aplicação do calcário no solo seja feita com antecedência de 3 meses antes do plantio; no mínimo 2 meses. Tem-se notado que quando a quantidade de calcário empregado é dividida em duas parcelas, colocando-se a primeira no solo e depois fazendo-se uma aração no mesmo para só depois aplicar a segunda parcela na superfície da terra, os resultados têm sido melhores do que a aplicação total do calcário em uma só vez.

Quanto às quantidades recomendadas, estas poderão estar baseadas na análise da terra. Todavia, podemos garantir que os terrenos argilosos exigem maior quantidade de calcário que os arenosos para elevação do pH. Terrenos ricos de matéria orgânica também são exigentes, pois está comprovado que tanto o húmus como a argila influem nas dosagens de calcário recomendadas.

Cálculo da Adubação e Calagem

A adubação e a calagem em algodão devem ser feitas com base na análise de solo.

Calagem: A quantidade de calcário é calculada pela fórmula:

N.C.: é a quantidade de calcário a aplicar em tonelada por hectare;

T : é a capacidade de troca de cátions; (T = Ca + Mg + K +Al + H; informações dadas pela análise de solo);
V1: porcentagem de saturação de bases; V1 = dada pela A.S.

V2: saturação em bases exigidas pela cultura; V2 pode variar de uma cultura para outra; V2 para o algodão é 70%

F: fator de correção para quantidade do calcário; f = ; usar f=1,5

Aplicar metade do calcário antes da aração e metade depois da aração e antes da gradagem.

Adubação orgânica

Sempre que possível incorporar matéria orgânica ao solo, através da adubação verde, incorporação dos restos culturais, aplicação de estercos, palhas, cascas ou torta de mamona (100 kg/ha).

Adubação mineral no plantio

Além do fósforo e potássio aplicar 10 a 30 Kg/ha de nitrogênio e 0,5 Kg/ha de boro.

Em cobertura

Aplicar de 30 a 50 Kg/ha de nitrogênio; metade por ocasião do desbaste e metade no início do florescimento.

Rotação de culturas

Esse sistema de cultivo, em que duas ou mais culturas diferentes se revezam na mesma gleba de terra, em determinada ordem, visa manter a fertilidade do solo, possibilitando aos agricultores melhores condições de produção dentro do período considerado para as culturas que entram no esquema.

Inúmeros experimentos, confirmados pela grande lavoura, mostram que a contínua utilização de uma mesma gleba de terra, com uma só cultura tende a acarretar quebra na produtividade, com o correr dos anos. Este fato se dá principalmente com o algodoeiro; pois, salvo honrosas exceções em culturas feitas por cotonicultores bem orientados, o que se observa é que, nos solos em geral e nos arenosos em particular, após anos continuados de cultivo de algodão, a queda de produção é notória. A adubação mineral já não chega a apresentar os efeitos esperados, porquanto a matéria orgânica do solo vem continuamente caindo para níveis muito baixos.

O emprego da rotação de culturas bem orientada e planejada, pode perfeitamente tornar estanque essa queda de produtividade, pois propicia diversas vantagens, a seguir expostas:

Manutenção da fertilidade do solo: quando se processa a rotação do algodão com outras culturas (principalmente leguminosas), casos pacíficos são os benefícios que ocorrem no solo, tais como:

a) Mantém as características físicas do solo, pois a rotação concorre para melhor aeração e movimentação líquida no terreno

b) Evita a concentração de substâncias tóxicas no solo, comum à monocultura

c) Mantém o equilíbrio da fauna e flora microbiana, pois há enriquecimento de matéria orgânica no solo.

As análises de terra anteriores e posteriores à rotação nos demonstraram o fato. Sem considerar inúmeros outros resultados de que temos conhecimento, podemos apresentar aqui apenas os resultados de análises processadas em alguns campos de observação por nós instalados.

Vantagem na produção: Dados experimentais atestam o aumento da produção do algodoeiro em rotação com a mamona, milho e amendoim. As figuras abaixo nos mostram o fato. Campos de Observação de Rotação de Algodão com milho + mucuna, apresentaram resultados positivos.

Controle de pragas e doenças

É um dos benefícios que a rotação de cultura proporciona. Embora saibamos que o controle das pragas é complexo, principalmente pela fácil locomoção dos insetos, existem, porém, casos específicos em que a broca e a lagarta rosada são relativamente controladas por esse sistema de cultivo.

A rotação tem ainda influência no controle de certas doenças, tais como a ramulose e a murcha do Fusarium. Observações feitas em zonas infestadas por essa última doença, assim como pelo nematóide causador de "galha" (Meloidogyne incognita) no Estado de São Paulo, evidenciam como o amendoim pode ser indicado como uma das culturas ideais para rotar com o algodão nessas regiões. A mucuna preta, que também o é, deixa, todavia de ser cultura economicamente explorada.

Combate à erosão

Por permitir a execução de culturas em faixas, a rotação facilita medidas de conservação do solo. Pode-se manter as faixas com lavouras previamente escolhidas, recomendando-se, para maior eficiência, combinar culturas que facilitam a erosão (no caso o algodão) com aquelas que a dificultam. Consideremos aí, que esse sistema só deverá ser empregado para declives de terreno inferiores a 10%. As faixas de cultura ocuparão alternadamente os lugares na gleba de terra.

Manutenção da mão de obra

A coexistência de várias lavouras numa propriedade agrícola pode permitir melhor distribuição da mão de obra durante todo o ano, diminuindo períodos de acúmulo ou falta de serviço e garantindo a mão de obra durante todo o ano. Para tanto, deve-se contar com lavouras, as quais tenham ciclo de plantio, tratos culturais e colheitas não simultâneas, como por exemplo, o algodão e o amendoim e outras mais.

Conservação do solo

Com relação à conservação do solo nos algodoais, o ponto mais importante é o relativo ao controle da erosão.

Sabe-se que o algodoeiro é muito exigente em tratos culturais, devendo estar sempre livre de ervas concorrentes, o que torna o solo muito exposto ao desgaste provocado pelas águas das chuvas.

Como os especialistas no assunto afirmam categoricamente que em glebas com declividade além de 12% o algodão não deve ser cultivado, fica evidenciado o valor que tem a orientação no sentido de escolher bem a gleba para a cultura.

Sendo a água vital para a planta, a perda de 7,2% do total das precipitações constitui elevado prejuízo para a cultura.

O mínimo exigido, como prática conservacionistas, é o plantio em nível. À medida que o lavrador melhora seu sistema de controle até o ideal, que será o terraceamento, aumentam as possibilidades de êxito. Mesmo porque até a produção de plantas, por unidade de área, fica seriamente comprometida pela ação das enxurradas, quando pesadas chuvas ocorrem nos primeiros dias após a semeadura ou quando as plantas estio novas.

Devemos notar que estando ainda a cultura algodoeira situada, na sua maior parte, em solos muito susceptível à erosão maior atenções deverá ser despendidas ao problema.

Colheita

A principal meta numa colheita de algodão deve ser: colher o máximo, sem prejuízo de tipo e qualidade. Todavia, para isso, diversos fatores têm que ser levados em consideração, tais como: clima, variedade, solo, adubação, época de plantio, espaçamento, cultivo, combate às pragas, etc.

A colheita é uma operação importantíssima, pois a qualidade e o tipo do produto dependem do capricho com que ela é feita.
A geral e constante preocupação do lavrador de torná-la o mínimo onerosa e o máximo rendosa no volume de algodão colhido, pode influir negativamente na qualidade e tipo do produto que vai, assim, receber deságio no seu valor. É necessário observância das técnicas recomendadas a fim de que seja vantajosa para o lavrador, para o maquinista e para o industrial.

Fatores que influem na colheita

Clima e variedade: É necessário equacionar-se a relação entre clima e variedade, para que a colheita de algodão se processe da melhor maneira. As variedades paulistas de algodão, quando plantadas entre outubro e novembro, fogem, na colheita, dos rigores pluviométricos, pois começam no geral a ser colhidas em março, com maior volume entre abril e maio, podendo se estender a junho. Isto ocorre em anos normais, quando na primavera as chuvas são moderadas, intercaladas com temperaturas amenas e dias ensolarados; verão com chuvas mais abundantes, sem, entretanto prejudicar a luminosidade e a temperatura; e finalmente outono (época da colheita), com temperatura amena e um mínimo de chuvas.

Ocorrências anormais em alguns anos, tais como: secas prolongadas na primavera, falta de chuvas no verão e quedas de temperatura, influem diretamente na colheita. Por sua vez, temperaturas muito altas no outono podem acelerar a maturação e o algodão sofrerá depreciação na qualidade, já que a formação de capulhos não se processa normalmente nessas condições.

Portanto, as variedades usadas devem ter características que se adaptem às condições locais. A precocidade de uma variedade é característica importante para certos países. Na Rússia, por exemplo, assim é, para que o algodão possa ser colhido antes que cheguem as geadas. No Brasil, na zona meridional, as variedades devem permitir a colheita a partir de março, mas, por um período não muito longo, evitando assim, não só as baixas temperaturas que advirão no fim do outono, como também maior incidência de pragas (lagartas e percevejos) que atacam os capulhos, apodrecendo-os.

Outras características das variedades para nós importantes são o tamanho e deiscência dos capulhos. No tipo de colheita manual há maior rendimento quando os capulhos silo grandes e bem abertos.
A resistência às intempéries é também característica positiva.

Solos e adubações: A fertilidade do solo e o tipo de adubação têm influência decisiva na colheita. Um solo recentemente desbravado, se coincidir de ser rico em matéria orgânica e pobre em fósforo, poderá dar à cultura um desenvolvimento vegetativo, exuberante, sem, contudo possuir boa carga de capulhos e, mesmo esses irão se abrir tardiamente, pegando então baixas temperaturas, o que é prejudicial.
O mesmo acontecerá se, num solo fizermos uma adubação rica em nitrogênio e pobre ou nula em fósforo.

Quando não corrigidas terras ácidas impossibilitam o crescimento das plantas, advindo então uma colheita ruim quer pela produção de maçãs, como também pela forçada e incômoda posição que teriam de tomar os colhedores na operação.

Por sua vez, uma adubação intensiva e desproporcional de fósforo para com os outros elementos - nitrogênio e potássio - pode ocasionar abertura prematura do fruto, em detrimento da qualidade das fibras que poderão ainda estar imaturas.

Vemos, pois, que o desenvolvimento da planta, à produtividade, a boa formação de fibras, a deiscência do fruto e conseqüentemente a boa colheita, dependem muito de uma adubação racional e eqüitativa da cultura.

Época de plantio e espaçamento

Em alguns anos em que as chuvas chegam cedo (setembro), a tendência do cotonicultor é plantar antes da época recomendada. Isso pode causar grande inconveniente à colheita que se processará em fevereiro, mês de muita chuva.
Também atrasar demais a época de plantio é prejudicial, pois a colheita ocorrerá em meses com baixas temperaturas e poderá haver ainda maior incidência de lagartas e percevejos.

Quanto ao espaçamento, este não deve ser muito reduzido, porque, pela falta de aeração e luminosidade, as maçãs podem tender ao apodrecimento e não se abrirão normalmente.

Cultivo e combate às pragas

Os tratos culturais, manuais ou mecânicos, de acordo com a maior ou menor ocorrência de mato, devem ser feitos sempre oportunamente para que a lavoura se conserve no limpo, até a época da colheita; o algodão no mato, como cipós e carrapichos, constitui um empecilho para uma boa colheita, além de alterar o tipo e a qualidade do produto, sem conter que essas impurezas, quando levadas no algodão, podem ocasionar transtornos nas máquinas de benefício.

O perfeito controle das pragas durante o desenvolvimento da cultura é outro fator preponderante no êxito da colheita. Não basta praticar o saneamento da lavoura; é preciso fazê-lo corretamente para que depois haja condições de colheita, com capulhos bem abertos, sem algodão manchado e, se possível, na ausência de carimãs.

Tipos de colheita

O rendimento e o tipo do algodão silo bastante dependentes da operação colheita, pois o capricho nesta, concorre diretamente na melhoria daqueles.

O algodão pode ser colhido de duas maneiras; com emprego de máquinas ou manual.

Colheita mecânica

Seu emprego vem crescendo em alguns países, por contarem com máquinas e condições adequadas.

São dois os tipos de máquinas aí empregados: o de fuso, que retira apenas o algodão em caroço e o tipo dotado de um sistema de roldanas, que retira capulhos inteiros e os invólucros. Este último oferece maior rendimento que o primeiro, apresentando, porém maior quantidade de impurezas. Aliás, a colheita mecânica de qualquer tipo, embora seja sempre mais rápida que a manual, sofre perdas de produto bem maiores que esta. As perdas são na ordem de 15 a 17% na colheita mecânica e de apenas 5%, na manual. Além das perdas, o rendimento no benefício é bem menor, devido à quantidade de impurezas que levam. Essas ocorrem na ordem de 35% para o algodão colhido mecanicamente e de 5% para o colhido manualmente.

Em vista disso, na usina, o beneficiamento do algodão colhido mecanicamente requer tratos especiais, com inclusão de máquinas, tais como os secadores e extratores que são disponíveis quando o algodão é colhido a mão.

Colheita manual

Em São Paulo, como no Brasil, a colheita manual é ainda a única que tem sido usada. Todavia, a disponibilidade de mão de obra é um problema que vem se tornando, de ano para ano, mais sério; rareiam-se os colhedores na quantidade e qualidade e cada vez cobram mais.

A quantidade de algodão que um colhedor consegue apanhar num dia de serviço depende de vários fatores: habilidade do homem, características da planta, produtividade da gleba, etc.

Um colhedor, em média, colhe 45 quilos (3 arrobas) de algodão por dia. Numa turma selecionada, esta média poderá subir para 80 quilos (4 arrobas). Há, entretanto, colhedores excepcionais que chegam a atingir o alto rendimento de 120 quilos (8 arrobas) diários.

Recomendações práticas

Para se efetuar uma boa colheita é necessário que atentemos para algumas recomendações que julgamos serem muito úteis. São elas:

Iniciar a colheita quando mais da metade dos capulhos estiver aberta;

Colher o algodão em dias secos. Nas primeiras horas da manhã também não são indicadas para esse serviço, pois o algodão ainda se acha orvalhado;

Manter a lavoura no limpo, dando, se necessário, ligeiro repasse próximo à época da colheita;

Não se deve colher carimãs. O verdadeiro carimã (que na língua indígena quer dizer farinha), é na planta o resultado funesto provocado por um fungo (Colletotricum gossypii). Porém na prática, chama-se carimã, capulho de algodão mal aberto, doente, seja qual for a razão;

O algodão do baixeiro deve ser colhido separado, pois no geral ele é mais sujo que o algodão do meio e dos ponteiros. Se houver mistura, o lavrador estará concorrendo para depreciação do tipo de seu próprio algodão;

Jogar o algodão em balaios colocado próximos do colhedor, ou em sacos a tiracolo, quando se está habituado com eles. Desfazer-se rapidamente do produto, sem esperar que a mio esteja cheia.

Cuidados após a colheita

Uma vez colhido, o algodão deve ser ensacado para a armazenagem. Antes, porém, temos que ter muita atenção para que o produto não esteja úmido. A umidade é o maior inimigo para a armazenagem. A umidade ideal do algodão é 8%, todavia, pode chegar a 10%. Se ultrapassar esse limite, já se torna perigosa a ocorrência de fermentação, o que se dará fatalmente no algodão com 15% ou mais de umidade. Isso tem que ser evitado a todo custo, pois o produto pode ser desclassificado por esse dano.

Então, depois de colhido, o algodão deve ser exposto ao sol para que fique seco. Essa operação deve ser feita em cima de oleados ou panos para não sujar o algodão; o próprio campo ou terreiros serão os locais.

Por outro lado, o algodão não pode ficar por muito tempo exposto à insolação, pois, quando muito seco, pode ter suas fibras prejudicadas durante o beneficiamento, o que deve ser evitado.

Para o enfardamento, o ideal seria usar-se sacos de tecidos de algodão, porém são mais comuns os sacos de estopas, muitas vezes fornecidos pela própria usina de benefício. Isso prejudica em parte a qualidade do algodão, pois muitos fios desses sacos se misturam com a fibra do algodão e atravessam o beneficiamento para chegarem às indústrias de tecelagem. O mesmo acontece com fios de sisal, que é o material de que geralmente são feitas as cordinhas que amarram a boca dos sacos, cuja capacidade varia de 45 a 60 quilos de algodão em caroço.

A separação de tipos deve ser feita no ato de enfardamento, a fim de aumentar as possibilidades de melhores preços na comercialização.

Não se deve forçar a capacidade dos sacos, pilando, isto é, socando muito o algodão; isso dificulta o benefício e prejudica a fibra do mesmo. O armazenamento na propriedade agrícola requer também cuidados para que o produto não fique exposto à presença de animais, principalmente aves, cujas penas, às vezes, silo incorporadas ao algodão, o qual será depreciado.

Fonte: www.criareplantar.com.br

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