Como o nome surge, a raça Alter-Real foi criada para servir à realeza. Além do porte majestoso, o cavalo ‘real’ devia ter índole e a movimentação ideais para a escola clássica de equitação.
A raça data de 1748, quando foi fundada pela dinastia de Bragança em Vila de Portel, no Alentejo, Portugal. Em 1756, o haras transferiu-se para Alter. A primeira coudelaria tinha 300 das mais finas éguas andaluzas levadas para Portugal da região de Jerez de la Frontera, o mais famoso centro espanhol de criação. Floresceu em Alter, fornecendo montarias para a corte. E a raça ficou conhecida graças às apresentações promovidas em Lisboa. No começo do século XIX, todavia, muitos dos cavalos se perderam ou foram roubados com o saque do haras pelas tropas napoleônicas do general Junot. Em 1934, outros desastres sobrevieram e culminaram com o fechamento dos estábulos reais. Uma reorganização chegou a ser ensaiada sob D. Maria Pia, no fim do século, com a introdução se sangue estrangeiro Inglês, Normando, Hanoveriano e, principalmente, Árabe. Os experimentos foram mal sucedidos e a raça quase se arruinou. Foi salva pela importação de cavalos Andaluzes. Os arquivos dos estábulos foram destruídos com o advento da república (1910), e só em 1932 o Ministério da Economia tomou a iniciativa de reconstituir a criação dos Alter-Reais.
Características: A despeito das vicissitudes por que a raça passou, o Alter moderno virtualmente Andaluz outra vez, sobrevive como um cavalo valente, de carácter físico peculiar e acção extravagante, vistoso, altamente apropriada à Haule Ecole (Alta Escola). Dele descendem os Mangalargas Paulista e mineiro, trazidos por D. João VI em 1807.
Influências: Espanhol: A grande coragem e o carácter próprio,
inconfundível.
Altura: Entre 1,52 e 1,62m.
Cores: Marrom, Castanho, Alazão.
Usos: Sela, Desportos, Adestramento.
Fonte: www.tudosobrecavalos.com

A Coudelaria Alter foi fundada em 1751 com aquisição de éguas e garanhões andaluzes selecionando cavalos de pelagem castanha, de muita classe e uniformidade que a fizeram famosa internacionalmente. Porém, seguindo os modismos, atendendo à demanda das forças armadas, a influências devido a invasão francesa e lutas internas, a partir de 1840 foram colocados garanhões de tiro-ingleses, franceses e alemães durante cerca de 15 anos e depois reprodutores árabes por mais de 20 anos.
A partir de 1875, Felipe da Silva nomeado administrador da Coudelaria voltou
a utilizar garanhões
de Alter e espanhóis, após verificar os desastrosos resultados
das cruzas anteriores.
Após 1910 reiniciou-se a utilização de garanhões árabes, até 1942 quando a Coudelaria passou do Ministério do Exército para o da Agricultura, com a recuperação da raça através da criação consangüínea, tentando-se a fixação dos genes desejáveis e o expurgo dos indesejáveis, que só foi possível com a introdução de garanhões de criadores particulares com muito sangue Alter.
Essa consangüinidade apertada fez aparecer diversas taras, defeitos de conformação e de funcionalidade decidindo então se utilizar garanhões da Coudelaria Nacional.

A experiência não deu os resultados esperados e a partir de 1968 o Dr. Guilherme Borba, então diretor da Coudelaria fez somente cruzamentos entre reprodutores Alter, sem parentes comuns até a 3a geração. Essa experiência foi relativamente bem sucedida, as taras diminuíram e os defeitos físicos e funcionais atenuaram-se, porém restava muito a fazer. Decidiu então colocar o garanhão VIDAGO da Coudelaria Andrade cujo resultado também não foi satisfatório para atingir-se o "cavalo perdido". Recentemente uma comissão comprou um cavalo espanhol castanho pata melhorar a criação de Alter, porém por motivos políticos a transação não foi efetuada.
Fonte: www.coudelariaaguilarlusitanos.com