Fecha-te, sofredor, na alva túnica ondeante
Dos sonhos! E caminha, e prossegue, embebido, Muito embora, na dor de um fiei celebrante De um estranho ritual desdenhado e esquecido! Deixa ressoar em torno o bárbaro alarido, Deixa que voe o pó da terra em torno... Adiante! Vai tu só, calmo e bom, calmo e triste, envolvido Nessa túnica ideal de sonhos, alvejante.
Sê, nesta escuridão do mundo, o paradigma
De um desolado espectro, uma sombra, um enigma, Perpassando sem ruído a caminho do Além.
E só deixes na terra uma reminiscência:
A de alguém que assistiu à luta da existência, Triste e só, sem fazer nenhum mal a ninguém.Fonte: www.secrel.com.br