Facebook do Portal São Francisco Twitter do Portal de Educação Curtir
Home  Amebíase - Página 2  Voltar

Amebíase

A amebíase é uma infecção parasitosa devido a um protozoário do Género Entamoeba histolytica . É uma infecção cosmopolita, com grande incidência em zonas quentes, mas também está presente nas zonas temperadas em forma de pequenas epidemias familiares.

As amebas pertencem à classe Rhizopoda e movem-se pela emissão de pseudopodes.

Das amibas encontradas nas fezes do homem, três pertencem ao Género Entamoeba

Entamoeba histolytica
Entamoeba hartmanni
Entamoeba coli

Existem ainda mais três amibas pertencentes a outros Géneros:

Endolimax nana
Iodamoeba butschlii
Dientamoeba fragilis.

Esta doença intestinal pode por vezes implicar outros orgãos : fígado, pulmões e raramente o cérebro.

Entamoeba histolytica

É um parasita essencialmente humano, vive e multiplica-se no intestino por divisão assexuada. Periodicamente, alguns elementos enquistam-se e constituem a forma de resistência no meio exterior. Estes quistos são muito sensíveis à secura, à acção direta do sol e ao calor. São também muito resistentes a certas substâncias químicas usadas frequentemente para desinfectar a água, como por exemplo, o cloro.

Patogenia

O protozoário que causa a amebíase é adquirido pela ingestão de quistos viáveis em águas, alimentos ou práticas sexuais oral ou retal.O contato direto entre o indivíduo infectado e o indivíduo são, constitui certamente, a mais importante fonte de infecção em agregados populacionais com elevado grau de promiscuidade e baixo nível higiénico, como por exemplo em: asilos, hospitais psiquiátricos, prisões, bairros sociais, etc. A maior parte dos casos ocorrem em países desenvolvidos entre os viajantes recém-chegados dos países tropicais e sub-tropicais.

Ciclo Evolutivo da Entamoeba histolytica

No ciclo evolutivo surge uma forma trofozoítica pequena, que vive na luz intestinal e que é comensal, não produzindo doença. Essa forma pode eventualmente transformar-se na forma invasiva e patogénica. Surge assim a colite amebiana, com períodos alternados de constipação e diarreia, com intervalos assintomáticos.

Ocasionalmente, surge a disenteria amebiana, com graves ulcerações hemorrágicas do cólon, com toxicidade e que pode evoluir para perfuração intestinal, peritonite e morte. Outra evolução invasiva é a disseminação pela via hematogénica e formação de abcessos metastáticos em outros orgãos geralmente no fígado, pulmões e raramente no cérebro.

Tratamento

O tratamento de todas as formas de amibas é feito com medicamentos que eliminam eficazmente o parasita em poucas semanas e permitem a recuperação completa. Ocasionalmente, é necessário drenar o abcesso do fígado.

Identificação da Entamoeba histolytica

1) A partir de fezes recentes

Observação de trofozoítos

Observação de quistos

2) Após coloração

Observação de trofozoítos

Observação de quistos

3) Método Imunológico

Elisa

4) Provas Serológicas

Imunofluorescência

Eletroimunodifusão

Teste em Latex

Hemaglutinação Indireta.

A PARTIR DE FEZES RECENTES

Exame a fresco - Observação dos trofozoítos

Encontram-se geralmente em fezes disentéricas, liquefeitas, ou em culturas. Quando observados nestas condições, e logo após a emissão das fezes, esses trofozoítos costumam ser grandes e alongados, os núcleos não são visíveis e o seu diâmetro é de 10 e 60 micrómetros, conforme se localizem em ulcerações ou no lúmen intestinal.

Dotados de grande atividade, modificam continuamente de forma pela incessante emissão de pseudópodes. O seu movimento pode ser contínuo ou intermitente, consoante as condições a que estão expostos durante a observação, principalmente, a temperatura e humidade.

Na maioria das vezes, os pseudópodes são lançados numa das extremidades do trofozoíto, à qual imprimem uma movimentação tipicamente direccional. Outras vezes, retraem-se e emitem novos pseudópodes noutras direcções; ou pode ocorrer ainda a sucessão de pseudópodes numa só direcção e é tão rápida que a amiba parece estar a deslizar sobre a superfície observada.

Na região posterior à emissão de pseudópodes, verifica-se com alguma frequência, uma espécie de cauda - região uróide, à qual aderem residuos celulares, hemácias, bactérias, muco ou detritos, conforme a natureza das fezes.

O citoplasma distingue-se nitidamente do ectoplasma pois este é claro e periférico e do endoplasma pois este é finamente granuloso e nele se situam o núcleo e os vacúolos digestivos.

Exame a fresco - Observação de quistos

Os quistos da Entamoeba histolytica aparecem com estruturas redondas ou ovais, homogéneas, claras ou ligeiramente amareladas.

Os corpos cromatóides podem ser visíveis mas os núcleos não. Para que estes sejam visíveis terá de ser utilizado material fixado pela formalina, o mesmo acontecendo com os quistos corados pelo lugol diluído a 1/5.

Observa-se que parte do citoplasma está ocupado por uma formação que contém glicogénio - vacúolo de glicogénio. Quando corado pelo lugol, este apresenta uma coloração castanha ou amarela que contrasta bastante com o fundo amarelo do restante citoplasma. Nas preparações coradas pela hematoxilina férrica, o glicogénio dissolve-se e no seu lugar aparece um espaço claro e acinzentado.

APÓS COLORAÇÃO

Observação dos trofozoítos

Há uma nítida diferenciação entre o ecto e o endoplasma quando os trofozoítos são fixados em Schaudinn e corados pela hematoxilina férrica. O núcleo torna-se bem destacado, geralmente sob a forma esférica ou ligeiramente ovalada.

Os citoplasmas depois de delicadamente corados apresentam poucas inclusões fagocitárias.

Nos trofozoítos velhos em degeneração aparecem vários vacúolos e fungos.

Os trofozoítos que se localizam no lúmen intestinal são menores do que os observados nas ulcerações ou fezes mucossanguinolentas mas quanto à morfologia apenas diferem no conteúdo dos vacúolos digestivos.

Observação dos quistos

Os quistos da E. histolytica apresentam os corpos cromatóides de diferentes formatos, sendo a sua forma mais habitual a de bastonetes curtos e grossos, com pontas arredondadas. Por vezes, apresentam também a forma de massas ovaladas, esféricas ou regulares.

Tanto o glicogénio como os corpos cromatóides são mais frequentes nos quistos imaturos e tendem a desaparecer nos quistos de quatro núcleos.

Hoje em dia, estes métodos impossibilitam o diagnóstico preciso de uma Amebíase pois baseiam-se em exames de observação que fazem apenas a comparação entre as morfologias das várias Entamoebas (tamanho e formato).

MÉTODO IMUNOLÓGICO

Método de reacção enzimática - Método de ELISA

Detecta antigénios de E. histolytica. É um método sensível e bastante prático mas infelizmente não diferencia a forma comensal da invasiva nos antigénios.

TÉCNICAS SEROLÓGICAS

Detecta anticorpos de E. histolytica e trata-se de um método eficaz pois a forma comensal desta amiba não produz anticorpos.

Hemaglutinação indireta

Princípio - O reagente é feito de células vermelhas de ovelha, sintetizadas por um antigénio solúvel obtido por cultura.

A reacção é efetuada em microplacas com fundo em U.

A presença de anticorpos anti-E. histolytica são reveladas por uma hemaglutinação que se traduz por um aspecto homogéneo de côr castanho-avermelhado observado dentro do poceto.

Quando não existem anticorpos específicos, as células vermelhas sintetizadas formam um anel no fundo do poceto.

Leitura dos resultados

Reacção negativa

Ausência de hemaglutinação. Observa-se um anel mais ou menos largo no fundo do poceto.

Reacção positiva

Presença de hemaglutinação. Não se observa o anel no fundo do poceto, mas sim, um véu uniforme de hemácias depositadas no fundo do poceto.

O título é dado pela primeira diluição que apresenta o anel.

Fonte: www.etall.hpg.ig.com.br

Amebíase

Introdução

As parasitoses intestinais representam inúmeros e grandes problemas médico-sanitários a sociedade em geral, pela freqüência com que ocorrem e, especialmente, pela possibilidade, às vezes, de incapacitarem os indivíduos atingidos, ou mesmo leva-los a óbito.

Tal situação é bastante conhecida em nosso país onde as inter-relações entre o agente da doença, o hospedeiro e os fatores ambientais e socioeconômicos contribuem para a disseminação de doenças.

Assim os grupos sociais economicamente privilegiados são pouco sujeitos a certos tipos de doenças cuja incidência é acintosamente elevada nos grupos economicamente desprivilegiados. Neste trabalho procura-se dar ênfase as amebas de um modo geral, detalhando suas características principais, seus habitas, ciclo biológico e em especial a patogenia que pode ser causada por determinadas espécies. É de grande valia ressaltar que o mesmo estar direcionado as amebas que de uma forma ou de outra podem parasitar o homem.

Ameba - [Do gr. amoibé, 'que muda'.]

Protozoário, rizópode, da ordem dos amebinos, gêneros Amoeba Ehremb., Endamoeba Leidye outros. Locomove-se e alimenta-se por meiode pseudópodes. As amebas são de vida livre,comensais ou parasitas.

Amebas de Parasitismo Obrigatório

Classificação

Segundo o Comitê de Sistemática da Sociedade Internacional de Protozoologia, as amebas intestinais são:

Sub-reino Protozoa, Philum Sarcomastigophora, Subphilum Sarcodina, Superclasse Rhizopoda, Classe Lobozia, Ordem Aemoebida, Família Entamoebida e Gêneros Entamoeba, Iodamoeba, Endolimax. O Gênero Dientamoeba, que antes pertencia à família Entamoebidae, hoje pertence à família Dientamoebidae.

Dentre estes destacaremos o gênero Entamoeba, por se tratar do mais comum e possuir espécies patogênicas. Este gênero é classificado de acordo com o número de núcleos dos cistos maduros ou pelo desconhecimento de cistos.

Estão descritos abaixo a espécies que podem ser encontradas no homem:

Entamoeba gingivalis

Não possui ou não são conhecidos os cistos.

Entamoeba polecki

Cisto com 1 núcleo;

Entamoeba histolytica, Entamoeba díspar, Entamoeba hartmani – Cistos com 4 núcleos;

Entamoeba coli

Cistos com 8 núcleos;

Dentre essas somente a Entamoeba histolytica é patogênica para o homem e a Entamoeba gingivalis é a única que não vive no intestino grosso do homem.

Morfologia

Há grande semelhança as espécies, por isso a distinção é dificultada, principalmente no trofozóito a fresco, por tanto para um diagnostico diferencial preciso, se faz necessário a analise de vários exemplares e várias estruturas. Assim são distintas de acordo com:

Número e forma das inclusões citoplasmáticas;
Tamanho do trofozóito e do cisto,
Número de núcleos no cisto;

Entamoeba histolytica

Trofozóito de 20 a 40mm podendo chegar a 60 mm na forma invasiva;
Possui endo e ectocitoplasma;
Geralmente um só núcleo;
A fresco: pleomórfico, ativo, alongado, com emissão continua a rápida de pseudopodes;
Pré-cisto, oval e ligeiramente arredondado e menor que o trofozóito;
Cisto de 8 a 20 mm de diâmetro;
Metacisto, multinucleado onde depois de divisões da origem ao trofozóito;
Cariossoma pequeno e no centro do núcleo.

Entamoeba coli

Trofozoíto de 20 a 50 mm
Citoplasma não diferenciado em endo e ectocitoplasma
Núcleo de cromatina irregular e grosseira
Cariossoma grande e excêntrico
Corpos cromatóides finos

Entamoeba gingivalis

Trofozóito de 5 a 35 mm
Comum no tártaro dentário e processos inflamatórios da gengiva
Transmissão ocorre pelo contato direto (beijo)
Não patogênica

Entamoeba hartmanni

Trofozóitos de 7 a 12mm;
Cisto de 5 a 10 mm de diâmetro;
Citoplasma diferenciado;
A estrutura nuclear, freqüentemente semelhante a E. histolytica;
Vive como comensal na luz do intestino grosso.

Iodamoeba butschlii

De 10 a 15 mm, cisto ou trofozóito;
Não apresenta cromatina periférica;
Cariossoma grande e central;
Um só núcleo no cisto.

Endolimax nana

Trofozóito de 10 a 12 mm é a menor das amebas que vivem no homem;
Cisto oval de 8mm;
Membrana celular fina e sem grãos de cromatina;

Dientamoeba fragilis

Trofozóito de 8 a 22 mm, com dois núcleos;
Não possui cistos;
Cromatina se condensa em 4 a 6 grânulos.
Para alguns indivíduos apresenta-se não patogênica.

Ciclo biológico

Trofozóito – Pré-cisto – Cisto – Metacisto.

Em seqüência, ocorrem a partir da ingestão dos cistos maduros, estes passam pelo estômago e resistem a ação do sulco gástrico daí vão para o intestino grosso onde ocorre o desencistamento, surge o metacisto que sofre sucessivas divisões do núcleo e do citoplama, dando origem a 4 e depois 8 trofozóitos metacísticos. Estes trofozóitos colonizam-se no intestino grosso vivendo como comensais.

Ciclo patogênico

Se houver desequilíbrio parasito-hospedeiro os trofozóitos invadem a submucosa intestinal, multiplicando-se de forma ativa no interior das ulceras. Podem chegar a entrar na corrente sangüínea e atingir outros órgãos como fígado, pulmão, rim, cérebro ou pele, esta infestação é caracterizada como amebíase extra-intestinal.

Transmissão

Ocorre com a ingestão de cistos maduros, encontrados na água não tratada, em frutas contaminadas mal lavadas e qualquer outro utensílio levado a boca, que esteja contaminado pelo cisto. Há uma outra possibilidade onde insetos serviriam como pontes e levariam as amebas para alimentos e outro.

Patogenia e virulência

Para o homem, como dito antes, só a Entamoeba histolytica causa patogenia, a infecção é de amebíase, esta com ou sem manifestação clínica. A infecção dar-se com a invasão dos trofozóitos nos tecidos do hospedeiro. Há diferentes virulências e grande variedade de potencial patogênico. A virulência esta diretamente ligada a fatores do hospedeiro como: resposta imune, idade, peso, resistência, sexo, estado nutricional, dentre outros.

Manifestações clínicas

Pelos dados do Comitê de Peritos da OMS, em 1969, estas manifestações são de classificação difícil e arbitrária:

 Formas assintomáticas;

 Formas sintomáticas;

 Amebíase intestinal: a) disentérica; b) colites não disentéricas; c) amebomas; d) apendicite amebiana. Complicações e seqüelas da amebíase intestinal: perfurações, peritonite, hemorragia, invaginação, colites pós-disentericas e estenoses.

 Amebíase extra-intestinal;

Amebíase hepática: a) aguda não supurativa; b) abscesso hepático ou necrose coliquativa.

 Amebíase cutânea;

 Amebíase em outros órgãos: pulmão, cérebro, baço, rim e etc.

Infecção assintomática

Quase 90% dos casos são assintomáticos e a infecção é detectada pelo encontro de cistos no exame de fezes.

Infecção sintomática

É detectada uma colite disentérica que se manifesta de 2 a 4 evacuações, diarréicas ou não, por dia, com fezes pastosas ou moles, podendo conter sangue ou mucos. Cólicas e desconforto abdominal podem surgir e dificilmente febre. Esta infecção é caracterizada por alternância entre períodos silenciosos e manifestação clínica.

Diagnóstico

Clínico

Os sintomas são comuns a outros tipos de doenças portanto é incerto. Na grande maioria dos casso, especialmente na fase aguda, a amebíase pode ser facilmente confundida como disenteria bacilar, salmoneloses, síndrome de cólon irritado e esquistossomose.

LABORATORIAL

É mais preciso e tem o objetivo de encontra cisto e/ou trofozóitos nas fezes, este pode ser a fresco, direto ou indireto. Outros exames como o de soro e exsudatos podem determinar a infecção por E. histolytica.

Imunológico

Freqüentemente é mais usado para o diagnostico da amebíase extra-intestinal. Os métodos mais usados são: ELISA, imunofluorescência indireta, hemaglutinação indireta, contra-imunoeletrofores. Estes métodos consistem na obtenção de antígenos mais puros, sensíveis.

Epidimiologia

Cerca de 10% da população mundial infectada por Entamoeba histolytica apresentam formas invasoras do parasito. Entretanto o índice de incidência dos casos de infecção é muito variado, isto devido a inúmeros fatores como: condições socioeconômicas e outras. No Brasil a região amazônica tem o maior índice de casos patogênicos. No entanto o estes não apresentam tamanha gravidade que se verifica no México, e em alguns países da África e Ásia.

Entretanto alguns aspectos são comuns entre os países, no que se diz respeito a amebíase:

A E. histolytica não causa epidemia;

A contaminação dar-se por ingestão de cistos nos alimentos e água contaminados;

Maior freqüência de casos nos adultos;

Os cistos permanecem viáveis (ao abrigo da luz solar e em condições de umidade) durante cerca de 20 dias.

Profilaxia

Está em torno da educação sanitária, onde simples medidas podem pelo menos amenizar a contaminação. Outra forma seria estimular a população para fazer exames preventivos, com fins de identificar os casos assintomáticos e trata-los, evitando assim a transmissão dos parasitos. Uma vacina tem sido testada, os experimento, ainda feitos em animais, mas ainda se esta longe da perfeição.

Tratamento

São três grupos de medicamentos:

I. Amebicidas

Que atuam na luz intestinal, tendo ação direta e por contato sobre a E.histolytica aderida na luz intestinal. Os medicamentos são: derivados da quinoleína, paramomicina e eritromicina, furoato de diloxamina, cloroibetamida, clorofenoxamida e etofamida;

II. Amebicidas tissulares

Atuam na parede intestinal e no fígado; são compostos de cloridato de emetina, cloridrato diidroemetina e cloroquina, sendo esta ultima atuante apenas no fígado;

III. Amebicidas

Que atuam tanto na luz intestinal quanto nos tecidos, antibióticos são usados de forma isolada ou na maioria das vezes em combinação com outros amebicidas: tetraciclinas e derivados, clorotetraciclina e oxitetraciclinas; eritromicina, espiramicina e paramomicina.

Amebas de vida livre

Das dezenas de espécies de amebas de vida livre existentes, poucas são as que podem atingir o homem:

a) Família Schizopyrenidae

De seus 14 gêneros, massó a Naegleria fowleri é patogênica;

b) Família Hartmanellidae

Com 23 gêneros, dentre eles o Acanthamoeba apresentando 8 espécies: A. cullbertsoni, A. castellanii, A. polyphaga, A. royreba, A. astrontyxis, A. hatchetti, A. rhysodes e A. palestinensis.

c) Balamuthia mandrilaris, Valkampfia sp e Hartmanella sp

Não há comprovação de patogenia.

Biologia e patogenia

São encontradas, na sua maioria, no solo e nas águas dos rios e lagos. Seus trofozoítos são ativos e alimentam-se de bactérias, desenvolvendo-se por divisão binária simples. Os cistos são encontrados no solo seco ou na poeira, desenvolvendo-se em ambientes úmidos, principalmente na presença de Escherichia e outras bactérias.

Em alguns casos estas amebas de vida livre podem causar: Meningoencefalite, encefalite granulomatosa e ceratite (úlcera de córnea), variando muito de acordo com a espécie.

Diagnóstico clínico

Difícil, devido o seu inicio confunde-se com uma rinite inespecífica, mas que pode levar rapidamente a falência do individuo, isto faz com que a maioria dos casos o diagnóstico é feito por post-mortem.

Laboratorial

É feito com o exame direto a fresco ou corado por hematoxilina férrica, giemsa ou gram, do órgão afetado, podendo ser feito cultura do material que foi coletado. O imunodiagnóstico ainda não é eficaz, porém a imunoeletroforese, a imunofluorescência, a imunodifusão em gel e o imunoblot têm sido úteis na identificação dos casos e das espécies de Naegleria.

Terapêutica

É grande a variedade de drogas testadas, mas ainda não se encontrou medicação realmente eficiente para o combate das manifestações parasitórias. Alguns medicamentos que apresentaram resultados foram: afotericina B, o miconazol e a rifampicina.

Conclusão

Estes parasitas estão sempre associados a locais sujos, como os esgotos, córregos, lagoas e riachos contaminados, pois esses podem acumular grande quantidade de dejetos e fezes eliminados por pessoas enfermas, bem como o lixo que costuma atrair numerosos insetos e roedores, o que facilita a proliferação desses parasitas. Mesmo com medida profiláticas eficazes, será muito difícil, ou até impossível, extinguir as amebas de um modo geral, em especial a E. histolytica, do cotidiano humano. Mas, contudo é questão nossa, como cidadãos e principalmente como membros da área de saúde, não medir esforços para o melhoramento das condições de profilaxia e tratamento em particular da amebíase.

Abraão Ribeiro Barbosa

Bibliografia

Neves, David Pereira. Parasitologia Humana. 10 ed. São Paulo: Ed. Atheneu, 200; 114 a 127 pg.

Fonte: www.bioatividade.hpg.ig.com.br




voltar 1 2 3 4 5 6 7 8 avançar
Sobre o Portal | Politica de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal