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Amebíase

A contaminação pela Entamoeba histolytica ocorre através da ingestão de água e alimentos contaminados com cistos tetranucleados.

No interior do intestino grosso ocorre a eclosão dos cistos com liberação dos trofozoítos (forma responsável pela infecção).

Os trofozoítos se desenvolvem no intestino grosso, invadindo a mucosa intestinal e se nutrindo de células mucosas e hemácias.

Podem, portanto, causar diarréia intensa com fezes sanguinolentas, podendo também cair na corrente sanguínea e atingir outros órgãos, situação mais rara, porém mais perigosa.

No intestino grosso, os trofozoítos se incistam, formando cistos com envoltório protéico altamente resistente , que serão eliminados nas fezes para um reinicio do ciclo.

Profilaxia

Melhoria das condições sanitárias (destino adequado das fezes – esgoto)

Tratamento dos doentes.

Higiene pessoal (lavar as mãos,etc.)

Tratar a água

Lavar bem os alimentos;

Tratamento

Antibióticos

Fonte: www.ficharionline.com

Amebíase

DESINTERIA AMÉBICA

A Disenteria amébica ou Amebíase é uma forma de disenteria (ou seja, diarreia infecciosa com sangue e muco) causada por uma ameba parasita, a Entamoeba istolytica. Além disso pode atacar o fígado causando um Abcesso hepático amébico.

Entamoeba histolytica

A entamoeba é um parasita unicelular eucariota do grupo dos protozoários. É uma amiba típica, com movimentos por extensão de pseudópodes e capacidade fagocítica, que evoluiu para viver como parasita humano, ao contrário da amiba Entamoeba dispar, muito semelhante mas que raramente causa infecções sintomáticas.

A enatomeba tem duas formas, o trofozoito ativo e o cisto infeccioso quiescente.

A entamoeba alimenta-se do bolo alimentar, bactérias intestinais, liquidos intracelulares das células que destroi e por vezes também fagocita eritrócitos. Tem proteinas membranares capazes de formar poros nas membranas das células humanas, destruindo-as por choque osmótico, e adesinas que lhe permitem fixar-se às células da mucosa de modo a não ser arrastada pela diarreia. Além disso produz enzimas proteases de cisteína, que degradam o meio extracelular humano, permitindo-lhe invadir outros orgãos.

Há muitas estirpes, a maioria praticamente inócua, mas algumas altamente virulentas, e a infecção geralmente não leva à imunidade.

Ciclo de Vida

Os cistos, com 15 micrómetros, são formas resistentes excretadas com as fezes de pessoas infectadas. Após ingestão de água ou alimentos contaminados, a passagem pelo ambiente ácido do estômago induz a sua transformação já no intestino numa forma amébica que rapidamente se divide em oito trofozoitos (50 micrómetros), também amébicos. Os trofozoitos aderem fortemente à mucosa, multiplicando-se e causando doença se em grande número, e alguns transformam-se em formas císticas, que não aderem à mucosa e são expelidas com as fezes.

Epidemiologia

Segundo a OMS, há 50 milhões de novas infecções por ano e 70.000 mortes. A disenteria amébica é mais prevalente nos países tropicais mas também ocorre nas zonas temperadas e mesmo frias. Na África, Ásia tropical e América latina, mais de dois terços da população terá estes parasitas intestinais, apesar da maioria das infecções ser praticamente assintomática. Na Europa e EUA menos de 5% serão portadores. A entamoeba praticamente só afeta primatas. Casos em cães e gatos são relativamente raros.

A infecção é pela contaminação de água, vegetais, fruta ou outros alimentos crus mal-lavados ou mal cozinhados com cistos infecciosos provenientes de fezes contaminadas. É possivel que moscas e baratas transportem cistos de fezes para alimentos. A contaminação oral-retal por algumas práticas sexuais também é uma fonte de infecções importante, sendo os homosexuais um grupo de risco. Os cistos são resistentes, sobrevivendo várias semanas, mas morrem com água quente.

Progressão e Sintomas

Os trofozoitos multiplicam-se alimentando-se do bolo intestinal após as refeições, e destruindo por lise devido à formação de poros membranares por proteínas especificas, os enterócitos (células da mucosa intestinal). A maioria das infecções é controlada pelo sistema imunitário, não havendo geralmente sintomas, mas com excreção de cistos infecciosos. No entanto se existirem grandes numeros de parasitas, provocam extensa necrose (destruição) da mucosa intestinal, com ruptura dos vasos sanguineos e destruição das célula caliciforme que armazenam muco. Além disso o sistema imunitário reage à sua presença com geração de focos disseminados de inflamação do intestino. O resultado é malabsorção da água e nutrientes dos alimentos (devida à destruição das vilosidades de enterócitos) com diarreia sanguinulenta e com muco. Outros sintomas frequentes são as dores intestinais, nauseas e vómitos. A formação de úlceras intestinais é comum, e as perdas de sangue podem levar à anemia por défice de ferro, particularmente em mulheres férteis (que já perdem sangue mensalmente na menstruação). A disenteria amébica pode ser recorrente, com períodos assintomáticos e outros sintomáticos, durante muitos anos. Por vezes ocorrem infecções bacterianas devido à fratura da mucosa do intestino.

Se os parasitas se disseminarem para além do trato gastrointestinal, podem causar outros problemas. No fígado destroem hepatócitos até o sistema imunitário controlar a sua proliferação pela formação de um abcesso que por vezes cresce e pode levar a problemas hepáticos. Raramente podem formar-se abcessos no baço ou cérebro, complicações perigosas. Sintomas de invasão sistémica são a febre alta ondulante, tremores, suores, dores abdominais na zona do fígado (principalmente à direita junto ao rebordo costal), fatiga, hepatomegália.

Diagnóstico e Tratamento

O diagnóstico da disenteria propriamente dita, é feito pela observação de amostras de três dias diferentes de fezes ao microscópio óptico. No entanto mais de 90% dos individuos com complicações sistémicas podem já ter resolvido a infecção intestinal, logo o diagnóstico pela análise de fezes poderá ser inconclusivo. Nestes casos a imagem do fígado pela TAC, detecção do DNA do parasita pela PCR ou serologia com detecçao de anticorpos especificos poderá ser necessária.

No tratamento é usado metronidazole, iodoquinol, paramomicina ou furoato de diloxanida. Os abcessos hepáticos avançadas poderão necessitar de cirurgia.

Prevenção

Ferver a água, não usar cubos de gelo e não comer saladas e outros vegetais crus ou frutas cruas com casca em zonas endémicas.

O uso de fezes humanas na agricultura leva à contaminação dos vegetais, pelo que a sua proibição leva a dimunuição da incidência da doença.

Fonte: pt.wikipedia.org




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