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Ameixa

Ameixa

Prunus salicina Lindl

A ameixa Prunus salicina Lindl. é comumente referida como japonesa, lembrando a sua origem. Frutífera arbórea de clima temperado, de folhas caducas, da família Rosaceae, requer o uso de variedades pouco exigentes de frio, especialmente selecionadas às condições climáticas locais.

Em São Paulo e nas regiões de ecologia similar dos Estados vizinhos, é uma das frutíferas de maior difusão nos últimos anos, graças, principalmente, ao plantio de variedades selecionadas no Instituto Agronômico. A produção de ameixas destina-se, na quase totalidade, ao consumo in natura, no mercado interno, porém com boas perspectivas de exportação. Os frutos prestam-se também ao aproveitamento industrial, em forma de passas, geléias, licores e destilados.

Cultivares

De polpa vermelha – Carmesim (IAC 2-41), Rosa Paulista (IAC 2-51), Rosa Mineira (IAC K-48), Grancuore (IAC 2-16), Januária (IAC K-52), Centenária (IAC SR-51) e Harry Pieckstone (introdução); de polpa amarela: Gema de Ouro (IAC K-43), Golden Talismã (IAC K-16), Kelsey-31 (IAC K-31), Kelsey Paulista; Reubenel e GulfBlaze (introduções).

Plantio

Utilizar mudas enxertadas em pessegueiros de sementes, de preferência do cultivar Okinawa, resistente ao nematóide de galhas. Mudas de raízes nuas: plantio em julho e agosto; em recipientes: em qualquer época, de preferência na estação das águas.

Espaçamento

6 x 5m (plantio convencional); 4 x 2m a 5 x 3m (plantio adensado).

Mudas necessárias

330; 666 a 1.250/ha, de acordo com o espaçamento.

Controle da erosão

Plantio em nível ou cortando as águas, patamares ou banquetas, nos terrenos mais declivosos; capinas em ruas alternadas; roçadeira na época das águas; utilização de cobertura morta nas linhas ou sob a copa das plantas.

Calagem

De acordo com a análise de solo, aplicar o calcário para elevar a saturação por bases a 70%, distribuindo corretivo por todo o terreno, antes do plantio ou mesmo durante a exploração do pomar, incorporando-o mediante aração e/ou gradagem.

Adubação de plantio

Aplicar, por cova, 2kg de esterco de galinha ou 10kg de esterco de curral, bem curtidos, 1 kg de calcário magnesiano, 200g de P2O5 e 60g de K2O, pelo menos 30 dias antes do plantio. Em cobertura, a partir de brotação das mudas, ao redor da planta, aplicar 60g de N, em quatro parcelas de 15g, de dois em dois meses.

Adubação de formação

No pomar convencional, de acordo com a análise de solo, aplicar 60 a 120 g/planta de cada um dos nutrientes: N, P2O5 e k2O, por ano de idade, sendo o N em quatro parcelas, de dois em dois meses, a partir do início da brotação.

Adubação de produção

No pomar adulto convencional, a partir do 5º ano, dependendo da análise de solo e da produtividade, aplicar anualmente, 3 t/ha de esterco de galinha, ou 15 t/ha de esterco de curral, bem curtidos, e 100 a 200 kg/ha de N, 20 a 120 kg/ha de P2O5 e 30 a 150 kg/ha de K2O. Após a colheita, distribuir esterco, fósforo e potássio, na dosagem anual, em coroa larga, acompanhando a projeção da copa no solo. Aplicar o nitrogênio em quatro parcelas, em cobertura, de dois em dois meses, a partir do início da brotação.

Observação

Para plantios adensados, aplicar os adubos, no pomar em formação e no adulto, de modo similar aos plantios convencionais, reduzindo as dosagens proporcionalmente à área ocupada por planta.

Irrigação

Indispensável nas estiagens – em sulcos, bacias, gotejo ou aspersão; para sua substituição parcial, utilizar cobertura morta.

Outros tratos culturais

Capinas, roçadeira nas águas, podas de formação e de limpeza, desbrotas e desbaste dos frutos. No inverno, eliminação de ramos em excesso ou doentes com algum encurtamento.

Controle de pragas e doenças

No inverno – calda sulfocálcica concentrada, cianamida hidrogenada (para quebra da dormência) e caiação do tronco; na vegetação – fungicidas: mancozeb, thiram; inseticidas – formothion, trichlorfon, deltamethrin, carbaryl, fenthion; acaricida – enxofre; bactericida – terramicina.

Colheita

Setembro a fevereiro, conforme o cultivar e região; safras comerciais, a partir do segundo ano de instalação do pomar; colheita manual dos frutos no estádio de vez.

Produtividade normal

15 a 45 t/ha de frutos em pomares adultos, racionalmente conduzidos e conforme o espaçamento.

Fonte: www.iac.sp.gov.br

Ameixa

Ameixa

Nome Científico: Prunus sp.

Família: Rosaceae

Nomes Comuns: Ameixeira japonesa (Prunus salicina Lindl.), ameixeira européia (Prunus domestica L.), “plum” e “ciruelo”.

Origem e Dispersão

As ameixeiras japonesas são originárias da China e as ameixeiras européias são, provavelmente, originárias do Sul do Cáucaso (Ásia Menor).

Clima e Solo

A temperatura é o fator climático mais importante para a ameixeira, afetando sua distribuição geográfica. As ameixeiras européias são mais exigentes em frio hibernal do que as japonesas; devido a isto, seu cultivo fica restrito às regiões mais frias do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.

Propagação

Normalmente, a ameixeira é propagada por enxertia de borbulhia (T normal ou invertido) sobre porta-enxertos de pessegueiro oriundos de sementes, ou seja, da mesma forma que o pessegueiro e a nectarineira. Porém, também podem ser utilizados outros métodos como a estaquia, a mergulhia de cepa, etc., embora a capacidade de enraizamento seja bastante váriável com o cultivar.

Variedades

No Brasil, a maioria dos plantios com ameixeira é feita com ameixeiras japonesas por serem menos exigentes em frio. As ameixeiras européias, basicamente, são representadas pelos cultivares D’Agen e Stanley, que apresentam epiderme roxa-clara e azulada, respectivamente, com polpa amarela e firme.

Utilização

As ameixas japonesas são utilizadas, basicamente, para consumo “in natura”, embora também possam ser industrializadas sob diversas formas.

As ameixas européias são utilizadas para consumo “in natura” e, principalmente, industrializadas na forma de passas.

AMEIXA DE MADAGASCAR

Nome científico: Flacortia indica Merr.
Família: Flacourtiaceae

Origem e dispersão

Flacortia indica Merr. é a espécie desta frutífera asiática, anteriormente conhecida como Flacortia ramontchi. Sua origem possível é na Índia ou em Madagascar, que originou seu nome comum. Outras espécies como F. inermis, F. jangomas e F. rukan, também originadas da Ásia são confundidas com ela.

Clima e solo

Adaptada a condições tropicais e vários tipos de solo, suporta geadas fracas.

Propagação

A propagação vegetativa (estacas ou enxertia) pode ser feita e é recomendada, pois assim pode-se plantar mais mudas femininas para poucas masculinas. Da propagação por sementes, pode decorrer muita planta masculina, improdutiva.

Utilização

O fruto pode ser consumido fresco, mas também em geléias, doces e sucos. A planta é indicada como boa para quebra-vento.

Fonte: www.todafruta.com.br

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