Prunus amygdalus Batsch
Rosaceae

A amendoeira é originária das regiões quentes e áridas do Oeste da Ásia, sendo levada, provavelmente, para a Grécia e Norte da África durante a época pré-histórica. Alguns autores, porém, consideram o Norte da África como local de origem desta espécie.
A amendoeira é uma planta bastante semelhante ao pessegueiro, porém, em geral, apresenta maior porte em tronco mais grosso; são um pouco mais curtas e de um verde mais claro; as flores são róseas claras e o fruto é oblongo, comprido e de um verde acinzentado. A parte comestível é a semente (amêndoa).
A amendoeira é uma planta de clima temperado, podendo ser cultivada do Rio Grande do Sul até Minas Gerais. Apresenta boa adaptação a diversos tipos de solo, exceto os compactados e encharcados.
Propagação: pode ser feita por sementes ou por enxertia, que é a mais recomendável.
Devido ao fato de que a amendoeira não ser cultivada comercialmente, no Brasil, não foram encontradas descrições dos cultivares utilizados.
A amendoeira é utilizada, em alguns países, em cruzamentos com outras espécies do gênero Prunus, principalmente visando à obtenção de porta-enxertos para pessegueiros, nectarineiras e ameixeiras.
Fonte: www.todafruta.com.br

Toda a gente conhece o fruto da amêndoa encerrado num caroço, que por sua vez está recoberto de uma pele coriácea e abundandantemente pelosa.
A amêndoa (Amygdalus comunis) é uma árvore parecida com a do pêssego, pertencente à família das Rosáceas, que apresenta a particularidade de florir antes do aparecimento das folhas.
No mercado encontram-se diversas classes e variedades de amêndoas: espanholas, italianas, berberes (do Norte da África) e alemãs.
O seu uso na confeitaria e na pastelaria é considerável, por causa do seu delicado gosto. Tem também importância na alimentação e na medicina, embora se deva ter em conta que temos de eliminar as amêndoas amargas, pelo seu conteúdo de ácido cianídrico, que as torna fortemente venenosas, até o extremo de sessenta amêndoas amargas causarem a morte.
| AS SUBSTÂNCIAS
NUTRITIVAS EM PERCENTAGEM POR GRAMAS |
||||||
| Proteínas |
Gorduras |
Ácidos gordos não saturados |
Hidratos de carbono |
Água |
Calorias |
|
| Amêndoas.... Avelãs.......... Nozes.......... Amendoins... |
21 17 16 27 |
53 62 58 44 |
12 5 - - |
13 7 13 15 |
6 7 7 7 |
637 682 666 591 |
| VITAMINAS |
|||||||
| A U.I. |
B1 gramas |
B2 gramas |
Ácido nicotínico, mg |
Ácido Pantogê- nico, mg |
E mg |
C mg |
|
| Amêndoas.... Avelãs.......... Nozes.......... Amendoins... |
580 440 - 360 |
250 400 48] 750 |
670 - 130 300 |
5 - 1,2 15 |
400 - - - |
0,4 - - - |
- - - - |
| MINERAIS EM
MG POR 100 |
|||||||
| Cálcio |
Magnésio |
Ferro |
Cobre |
Manganês |
Fósforo (P2O5) |
Enxôfre (SO3) |
|
| Amêndoas.... Avelãs.......... Nozes.......... Amendoins... |
45 286 120 100 |
80 140 100 150 |
4 5 3 2 |
1,2 1,2 1 - |
20 35 17 42 |
800 810 930 800 |
400 500 350 410 |
Como se depreende do quadro acima apresentado, a composição das amêndoas em substâncias nutritivas é muito semelhante à das nozes, pelo que têm o mesmo valor na alimentação.
0 Dr. Bircher-Benner demonstrou o significado do leite de amêndoas na alimentação da lactante. Este «leite vegetal» apresenta, perante o leite dos animais as vantagens da sua proteína vegetal.
Esta razão torna aconselhável o leite de amêndoas numa dieta especial na terapêutica dos eczemas infantis, que se sentem piorar ou recebem uma forte umectação com o emprego do leite da vaca.
Nas diarréias agudas dos lactentes, é de muito bom efeito administrar uma mistura de leite de amêndoas e soro com uma dieta estável. Contudo, nestes casos, deve-se consultar o médico.
O uso do leite de amêndoas é recomendado em todas as alterações digestivas do lactente que decorram com infecção. Não se pode, contudo, usar como regime normal da terapêutica dos lactentes, devido à sua pobreza em cálcio, especialmente quando se trata de recém-nascidos ou de crianças atrasadas no desenvolvimento.
Para os adolescentes, enfermos e convalescentes, é o leite de amêndoas uma bebida refrescante, delicada e apetitosa.
A preparação do leite de amêndoas, segundo o Prof. Henpke, é como se segue: escaldam-se 250 g de amêndoas com água fervente, tira-se-lhes a pele e secam-se as amêndoas propriamente ditas. Seguidamente, trituram-se as amêndoas doces num liquidificador e misturam-se, o mais possível, numa vasilha, com três ou quatro colheres de água fria. Põe-se a massa numa travessa e bate-se, juntando-se-lhe um litro de água fervida e depois esfriada. Coloca-se em seguida, durante duas horas, na geladeira, e passa-se a emulsão por um pano fino.
O leite de amêndoas mantém-se durante 24 horas fresco no gelo, metido em frascos totalmente limpos. Pode fazer-se um apetitoso e doce leite de amêndoas desfazendo em água, maçapão mole e de boa qualidade.
Eis a receita do Prof. Glazmann: deixam-se 150 g de amêndoas doces em água fria, de 12 a 24 horas, tira-se-lhes a pele e trituram-se num liquidificador. Misturam-se depois numa vasilha, adicionando paulatinamente, durante meia hora, um litro de água. Pode fazer-se isto com maior facilidade acrescentando um pouco de sal. Finalmente, filtra-se tudo por um pano muito fino, misturando com igual quantidade de água. Junta-se três por cento de farinha de arroz ou de milho e uns cinco por cento de açúcar; coze-se tudo muito bem, conseguindo-se com isto uma fina e total emulsão do leite de amêndoas.
Nos ervanários da Europa pode adquirir-se uma pasta de amêndoas sem casca de boa qualidade e preparar rapidamente leite de amêndoas adicionando água.
Por pressão a frio de amêndoas doces ou amargas trituradas, pode obter-se um óleo, que apresenta a peculiaridade de não secar ao ar, pelo que se emprega largamente como lubrificante na mecânica e na relojoaria.
Como remédio, emprega-se a gordura de amêndoa para abrandar a secreção endurecida do ouvido e para a pele.
A porção que fica, depois de se ter obtido o óleo por pressão, emprega-se na cosmética como creme de amêndoas.
As amêndoas amargas são empregadas pelos médicos naturalistas como remédio contra as estases pulmonares e contra a denominada «tosse cardíaca». A sua ação é devida ao conteúdo em ácido cianídrico das amêndoas amargas. A medicina homeopática considera o ácido cianídrico muito eficaz contra as falhas do coração, perigo de colapsos e estases dos capilares vasculares (ou vasomotores).
Nestes casos, comer uma amêndoa amarga por dia, como remédio. Pode conseguir-se o mesmo efeito embora tudo esteja baseado no conteúdo de ácido cianídrico mediante o emprego de água de amêndoas amargas (aqua amygdalaruin amararum).
Fonte: www.geocities.com