Amigdalites (Página 4)
Amigdalites


É o tipo mais perigoso das infecções de garganta.

As amígdalas são massas de tecido localizadas na parte de trás da garganta elas agem como um filtro que ajuda a prevenir que infecções da garganta, boca e seios da face se espalhem para o resto do corpo. Elas também produzem anticor-pos que ajudam a combater as infecções na garganta e no nariz. A amigdalite ocorre quando as amígdalas ficam inflamadas.

CAUSAS

A causa da inflamação pode ser uma infecção viral ou bacteriana, sendo que esta última pode ser facilmente identificada por apresentar pus, ou seja, aqueles pontos brancos, conhecidos por placas.

A amigdalite bacteriana é causada, principalmente, pela bactéria Streptococcus pyogenes, sendo o tipo mais perigoso das infecções de garganta. A febre que atinge os pacientes acometidos por esta bactéria pode mesmo chegar aos 40ºC e ocasionalmente podem se formar abscessos.

As crianças desenvolvem amigdalite quando enfrentam queda na resistência dos seus organismos e variações bruscas de temperatura, típicas desta época do ano.

SINTOMAS

Os sintomas da amigdalite incluem: Dor de garganta que pode variar de leve a severa; Gânglios inchados (íngua) em qualquer lado do pescoço e da mandíbula; Dor de ouvido; Dificuldade e dor para engolir; Calafrios e febre; Dor de cabeça.

A maioria dos especialistas entende que ter amigdalite com freqüência, mesmo quando se repetem até sete vezes ao ano, não significa que há necessidade de remoção cirúrgica das amígdalas. Somente em determinadas situações médicas deve-se fazer a amigdalectomia.

CONTÁGIO

O risco de contágio é elevado e geralmente faz-se por contato com os fluidos nasais ou da garganta de uma pessoa infectada. Assim, tanto a tosse como os espirros podem veicular partículas de secreções infectadas que são diretamente inaladas por quem estiver no seu trajeto.
Também os copos, talheres, e outros objetos que contac-tarem com as mucosas orais ou nasais dos doentes podem conter bactérias ou vírus.

DURAÇÃO

O período de incubação, tempo que decorre entre o contágio e o aparecimento da doença é em média de sete dias nas amigdalites bacterianas por estreptococos.
Nos casos de amigdalites virusais esse período é muito variável, dependendo do tipo de vírus, e pode ir de horas (na Influenza) até semanas.

O regresso das amígdalas e gânglios, ao seu aspecto e tamanho normal pode demorar semanas.

PREVENÇÃO E TRATAMENTO

O desconforto causado pela amigdalite pode ser aliviado com o gargarejo de uma solução contendo uma pitada de sal, dissolvido em meio copo de água morna.
Bebidas mornas, como chás (com ou sem mel) e sopas, assim como outros alimentos macios, se forem toleráveis, apesar da dificuldade para engolir ajudam a pessoa a manter-se alimentada.

Água gelada andar descalço tomar chuva, devem ser evitados, pois estes são fatores que podem produzir variações de temperatura, estabelecendo um melhor terreno para a instalação da bactéria.
Sendo bacteriana, a doença deve ser tratada com antibióticos. As virais, no entanto, não se beneficiam deste tipo de tratamento, possuindo um ciclo próprio e necessitando apenas de medicação para alívio dos sintomas, como antitér-micos e analgésicos.

Se for difícil evitar o contágio através do espirro ou tosse, já será mais fácil minimizar os riscos lavando a louça e talheres do doente à parte, lavando as mãos com freqüência e mesmo isolando o mais possível o doente em relação principalmente às crianças ou idosos que possam habitar a mesma casa.
A amigdalite tem um alto contagio entre familiares, e só após aproximadamente 48 horas de tratamento, é que diminui este risco. Portanto o cuidado, principalmente entre irmãos, deve ser adotado, e se sintomas semelhantes aparecerem o médico deverá novamente ser consultado.

DICAS DE AUTOCUIDADO

Para aliviar o desconforto da amigdalite, estudiosos da área recomendam a adoção de algumas medidas, tais como: Beber bastante bebida morna como chá e sopa; comer alimentos macios e fáceis de engolir; e evitar o fumo ativo e passivo de cigarro.

OPERAR OU NÃO OPERAR?

Como regra geral, pode haver vantagens em operar nos casos em que haja sete ou mais episódios por ano ou cinco ou mais em dois anos seguidos, mas é sempre uma situação a estudar caso a caso.

Considerando que as amígdalas têm uma importante função imunológica, sempre que possível é aconselhável preservar a integridade anatômica da orofaringe.

Terezinha de Freitas Ferreira

Fonte: www.ufac.br

Amigdalites


Amidalite

É uma doença infecciosa que atinge as amídalas, órgãos de defesa contra infecções.

Causas

A amidalite pode ser causada por vírus (mais freqüentes nas crianças), por bactérias (atinge mais os jovens e os adultos) ou pela associação dos dois agentes. Na amidalite bacteriana aparecem pontos de pus.

Sintomas

Os sintomas mais comuns são febre, dor de garganta, falta de apetite, hálito comprometido, dificuldade para engolir e, às vezes, inchaço dos gânglios do pescoço e da mandíbula, que têm a função de evitar a propagação da doença pelo organismo.

É importante observar os sintomas para não os confundir com os de outras doenças como gripe e mononucleose.

Diagnóstico e Tratamento

É preciso diferenciar a amidalite causada por vírus da bacteriana.

Nas amidalites por vírus, a infecção atinge preferencialmente a região da orofaringe (amídalas e faringe) e deve ser tratada com analgésicos e antiinflamatórios.

As amidalites bacterianas (as bactérias que mais comumente atingem as amídalas são os estreptococos e os estafilococos) provocam grande inflamação nas amídalas associada ao aparecimento de placas de pus na orofaringe, tornando necessário o uso de antibióticos específicos. Suspender a medicação assim que desaparecem os sintomas pode provocar complicações graves como febre reumática e nefrite porque a bactéria ainda permanece ativa no organismo.

Se a amidalite for crônica, outras causas devem ser pesquisadas para descobrir a razão da inflamação e buscar o tratamento adequado. A remoção cirúrgica das amídalas só é indicada em casos específicos que não respondem ao tratamento clínico e se repetem várias vezes ao ano, as chamadas amidalites de repetição.

Recomendações

Procure ficar longe do cigarro. Fumantes ativos e passivos estão mais propensos às infecções das amídalas;

Evite ambientes com ar-condicionado, que resseca as mucosas e diminui a resistência das amídalas;

Em amidalites de repetição é importante afastar a hipótese de refluxo gastroesofágico, responsável pela mudança no pH da garganta e que pode facilitar o surgimento de inflamações;

Prefira ingerir bebidas mornas, sopas e alimentos macios, uma vez que são mais tolerados durante as crises;

Tome muito líquido para hidratar as mucosas;

Não deixe de tomar os remédios prescritos pelo médico assim que os sintomas da amidalite bacteriana desaparecerem para evitar complicações da doença;

Não se automedique. Medicamentos usados sem indicação precisa podem favorecer o aparecimento de bactérias resistentes

Fonte: www.drauziovarella.com.br

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