A estrutura da raíz de uma dicotilédonea, ainda em crescimento primário, como é o caso do Ranunculus sp. - fig. 7 - apresenta as zonas anatómicas características da anatomia da raíz, epiderme (epd), zona cortical (ctx) e cilindro central (cc), limitado externamente pela endoderme (end).

Figura 7 - Corte Tranversal da Raíz de Ranuculus
Figura - 8 - Corte Transversal da Raíz de Ranuculus
O cilindro central, ocupado nesta estrutura apenas por tecidos vasculares, pela inexistência de medula, apresenta um padrão vascular tetrarca formado por quatro feixes de xilema, característico de dicotilédoneas. Nestes feixes lenhosos - fig. 8 - as células que ocupam uma posição mais externa apresentam menor tamanho sendo as primeiras a completar a diferenciação e constituem o protoxilema (ptx).
Na região central observa-se o metaxilema (mtx), com elementos de diâmetro crescente e que completam a maturação mais tardiamente. Observa-se o início da formação do câmbio vascular (cv) - fig. 9 - cordão de células situadas entre o xilema e o floema.

Figura 9 - Corte Tansversal da Raiz de Ranuculus
O crescimento secundário, tanto nas raízes como nos caules, é característico de dicotiledóneas e de gimnospérmicas. Consiste na organização de estruturas com tecidos vasculares secundários formados a partir do câmbio vascular e do câmbio subero-felodérmico ou felogene. Nas fig.10 e 11 observa-se uma estrutura com crescimento secundário revestida por uma periderme (pdm), camada constituída, do exterior para o interior, por suber (células suberificadas), felogene (células meristemáticas) e feloderme (células de parênquima). Na região central observa-se o cilindro vascular com feixes duplos abertos.
A formação e atividade do câmbio vascular (cv) fig.10 e 11 - cujas células desenham cordões entre o xilema (xil) e o floema (flo), provoca a ruptura e destruição da endoderme e de parte do cortex.
Da atividade de células, nomeadamente do periciclo, produz-se parênquima radial fig. 11 - que forma raios (rp). A sequência de formação do xilema e do floema permite localizar o xilema primário (x1º) em posição mais interior, ocupando o centro da estrutura, relativamente ao xilema secundário (x2º). O floema secundário (f2º) apresenta-se em posição mais próxima do câmbio e o floema primário (f1º) mais afastado.

Figura 10 - Corte transversal da raiz de videira
Figura 11 - Corte Transversal da Raíz de Videira
1. Caule - Estrutura Primária
A anatomia do caule, numa estrutura de crescimento primário, apresenta os sistemas de tecidos dérmico, fundamental e vascular, sendo diferente a distribuição relativa dos dois últimos, quando comparada com a da estrutura primária da raíz.
O sistema de tecido dérmico fig.12 e 13 constitui a epiderme (epd) que, no caule, apresenta, geralmente uma cutícula, camada de cutina que cobre exteriormente as células da epiderme, podendo apresentar indumento constituído por pêlos como se observa na fig. 18.

Figura 12 - Corte transversal do caule de trigo
Figura 13 - Corte transversal do caule de trigo