Os feixes podem apresentar-se mais ou menos próximos, observando-se entre eles uma camada de parênquima designada parênquima interfascicular constituindo os raios medulares (rm). A zona cortical (ctx) é preenchida por células de parênquima com pequenos espaços intercelulares. Na parte exterior do corte fig. 21 pode aparecer colênquima (col).

Figura 20 - Corte transversal do caule de Ranuculus ( Feixe Vascular
)

Figura 21 - Corte transversal do caule de composta
A medula tem espaços intercelulares pelo menos na parte central. No que respeita ao sistema vascular os feixes libero-lenhosos fig. 19, 20, 21 e 22 apresentam uma disposição colateral, com o floema (flo) localizado do lado de fora do xilema (xil). Observa-se também fig.19, 20 uma zona envolvente do feixe constituída por tecido esclerenquimatoso (esc).

Figura 22 - Corte transversal do caule de tomateiro

Figura 23 - Corte transversal do caule de cucuribitácea
Em algumas famílias de dicotiledóneas (p. ex. cucurbitáceas e solanáceas) o floema forma-se para um e outro lado do xilema, designando-se floema externo (fle) e floema interno (fli) fig. 23 constituindo feixes vasculares bicolaterais (fxb). Pode ainda observar-se a formação de uma zona cambial (cv).
2. Caule - Estrutura Secundária
Em dicotiledóneas herbáceas não é frequente o crescimento secundário. A estrutura de crescimento secundário observa-se no caule de dicotiledóneas lenhosas e de gimnospérmicas onde se forma periderme e tecidos vasculares secundários.

Figura 24 - Corte transversal do caule de videira

Figura 25 - Corte transversal do caule de videira ( Formação da Periderme
)