Em algumas famílias de dicotiledóneas (p. ex. cucurbitáceas e solanáceas) o floema forma-se para um e outro lado do xilema, designando-se floema externo (fle) e floema interno (fli) – fig. 23 – constituindo feixes vasculares bicolaterais (fxb). Pode ainda observar-se a formação de uma zona cambial (cv).
Em dicotiledóneas herbáceas não é frequente o crescimento secundário. A estrutura de crescimento secundário observa-se no caule de dicotiledóneas lenhosas e de gimnospérmicas onde se forma periderme e tecidos vasculares secundários.
Fig 24 - Corte transversal do caule de videira

Fig 25 - Corte transversal do caule de videira ( Formação
da Periderme )
A formação do câmbio vascular (cv), pela sua localização – fig. 24, 26, 29 - permite distinguir o câmbio fascicular (cv-f), originado de células do procâmbio, e o câmbio inter-fascicular (cv-if), originado de células do parênquima inter-fascicular. A periderme (pdm) surge por baixo da epiderme – fig.25 – com origem e constituição idênticas à periderme da raíz com crescimento secundário. O cortex (ctx) é delimitado internamente pelo floema secundário (flo-2º) que pode apresentar fibras perivasculares (fib).
Fig 26 - Corte transversal do caule de tília

Fig 27 - Corte transversal do caule de tília
Os feixes vasculares são duplos, abertos pela presença de câmbio, observando-se no floema a presença de conjuntos de fibras – liber duro (lbr-d) - que, em muitas estruturas alternam com conjuntos de tubos crivosos, células companheiras e parênquima liberino formando o liber mole (lbr-m). O xilema secundário (xil-2º) apresenta um aspecto mais denso que o xilema primário contendo células de parênquima na forma de raios (rp).
Fig 28 - Vasos lenhoso do caule de tília (c.l.)

Fig 29 - Corte transversal do caule de oliveira
A epiderme pode incluir vários tipos de células entre as quais algumas mais volumosas, na epiderme da página interna - fig. 34 e 35 - designadas células motoras (cél-mt) que estão associadas ao enrolamento das folhas em condições de secura. São ainda estruturas da epiderme o indumento - fig. 34 - constituído por tricomas (pêlos da epiderme) de formas diversas e os estomas (não visíveis nas imagens deste documento). As folhas de gramíneas apresentam tecido de suporte - fig. 32, 34 e 35 - do tipo esclerênquima, nomeadamente fibras (esc) associadas aos feixes em faixas longitudinais. As baínhas dos feixes são também características de gramíneas - fig. 34 - podendo apresentar uma baínha dupla (bd) constituída por uma faixa interna de células de parede mais espessa (bd-ci) e outra externa de paredes mais delgadas (bd-ce).

Fig 35 - Corte transversal da folha de erva-serra