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Anatomia Vegetal

A formação do câmbio vascular (cv), pela sua localização – fig. 24, 26, 29 - permite distinguir o câmbio fascicular (cv-f), originado de células do procâmbio, e o câmbio inter-fascicular (cv-if), originado de células do parênquima inter-fascicular. A periderme (pdm) surge por baixo da epiderme – fig.25 – com origem e constituição idênticas à periderme da raíz com crescimento secundário. O cortex (ctx) é delimitado internamente pelo floema secundário (flo-2º) que pode apresentar fibras perivasculares (fib).

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Figura 26 - Corte transversal do caule de tília

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Figura 27 - Corte transversal do caule de tília

Os feixes vasculares são duplos, abertos pela presença de câmbio, observando-se no floema a presença de conjuntos de fibras – liber duro (lbr-d) - que, em muitas estruturas alternam com conjuntos de tubos crivosos, células companheiras e parênquima liberino formando o liber mole (lbr-m). O xilema secundário (xil-2º) apresenta um aspecto mais denso que o xilema primário contendo células de parênquima na forma de raios (rp).

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Figura 28 - Vasos lenhoso do caule de tília (c.l.)

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Figura 29 - Corte transversal do caule de oliveira

A epiderme pode incluir vários tipos de células entre as quais algumas mais volumosas, na epiderme da página interna - fig. 34 e 35 - designadas células motoras (cél-mt) que estão associadas ao enrolamento das folhas em condições de secura. São ainda estruturas da epiderme o indumento - fig. 34 - constituído por tricomas (pêlos da epiderme) de formas diversas e os estomas (não visíveis nas imagens deste documento).

As folhas de gramíneas apresentam tecido de suporte - fig. 32, 34 e 35 - do tipo esclerênquima, nomeadamente fibras (esc) associadas aos feixes em faixas longitudinais. As baínhas dos feixes são também características de gramíneas - fig. 34 - podendo apresentar uma baínha dupla (bd) constituída por uma faixa interna de células de parede mais espessa (bd-ci) e outra externa de paredes mais delgadas (bd-ce).

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Figura 35 - Corte transversal da folha de erva-serra

2. Folha - Dicotilédoneas

A estrutura anatómica do limbo das folhas de dicotilédoneas pode variar em função do habitat da espécie. Nas espécies xerófitas (adaptadas a ambientes secos) o mesófilo é mais compacto apresentando maior proporção de parênquima clorofilino em paliçada e menor volume de espaços intercelulares. A epiderme da folha destas plantas pode apresentar uma cutícula espessa e um número variável de estomas.

As figuras 36 a 44 mostram a estrutura anatómica do limbo das folhas de dicotilédoneas onde se observa o mesófilo diversificado - fig 36 e 37 - em parênquima clorofilino em paliçada (p-pal), junto à epiderme superior, e parênquima clorofilino lacunoso (p-lac) junto à epiderme inferior. Na estrutura da folha de sobreiro observa-se o maior desenvolvimento do parênquima em paliçada.

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Figura 36 - Corte transversal da Folha de Oliveira

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Figura - 37 - Corte transversal da folha de sobreiro

Integrado no parênquima do mesófilo - fig. 37 - podem observar-se feixes vasculares (fxv) de dimensão variável.

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