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Âncora

 

Combinando, usualmente, seu próprio peso com a ação de enganchar-se em qualquer saliência ou no próprio chão subaquático, a âncora típica apresenta uma forma especial que a faz prender-se cada vez mais quando sofre tração horizontal.

Uma tração vertical, porém, solta-a com facilidade.

Âncora

As âncoras ligam-se às embarcações por cordas (ou correntes pesadas, no caso dos grandes navios) que devem permanecer deitadas ao longo do fundo do mar, a fim de que ocorra a tração horizontal.

Para isso, devem ter um comprimento três a oito vezes maior que o equivalente à profundidade da água no local. Para recolher a âncora, enrola-se a corda por meio de um guincho.

A eficiência de uma âncora depende da natureza do fundo do mar. A tipo almirantado, por exemplo, não agarra bem nos fundos moles e lodosos, pois a área de cravação da pata é relativamente pequena.

Um aperfeiçoamento que ajudou a solucionar este problema surgiu na tipo Trotman, cujo braço é móvel, permitindo que as patas se enterrem segundo um ângulo mais apropriado, fixando melhor a embarcação.

A maioria dos grandes navios modernos usa uma âncora que apresenta patas grandes e móveis, podendo dobrar-se até um máximo de 45º, e apresentam projeções inferiores chamadas unhas de ativação.

Quando o cabo de sustentação é puxado horizontalmente, as patas se encravam firmemente no fundo do mar. Recolhida, pode ser puxada até a boca de saída do cabo, ficando ao lado do casco apenas os braços e patas.

Fonte: br.geocities.com

Âncoras

Tipos de ancora e suas caracteristicas

Neste artigo você encontrará alguma discussão sobre os principais modelos de âncora, seus vantagens e desvantagens.

Como cada lugar apresenta um tipo particular de fundo, uma âncora perfeita para certa localidade pode ser inapropriada em outra.

Sempre que possível, pergunte para os pescadores locais onde são os melhores locais para fundeio.

Seja qual for o modelo preferido, procure sempre usar a maior âncora possível, evitar ao máximo peças de inox com soldas, usar produtos originais e caso não seja possível, evitar cópias ruins.

E finalmente, mantenha sempre os olhos abertos e não confie inteiramente na âncora!

Tipos de âncora

Âncoras tipo almirantado

Se pedir para uma criança desenhar uma âncora, com certeza vai ser algo parecido com uma desta. É um desenho muito antigo, adotado pelo almirantado inglês em meados dos anos 1800.

Atualmente quase não é usada em barcos de recreio por ser pesada e muito difícil de se guardar dado seu formato. É praticamente impossível de se deixar permanentemente na proa pronta para o uso.

Em relação às âncoras modernas, pode vir a ser útil apenas na situação onde o fundo é realmente muito pedregoso e outros modelos tem dificuldade de unhar. Há alguns submodelos com pontas diferentes para diferentes fundos.

Âncoras tipo arado

A sigla que dá nome a este modelo de âncora faz alusão à palavra inglesa secure. Inventada no início da década de 1930, esta âncora usa o conceito de um arado articulado. Sua ponta, no modelo original, é lastreada com chumbo, o que faz com que ela tenha a atitude correta de virar a ponta para baixo e penetrar o leito. Apesar de ser um modelo antigo, ainda é muito usada por ter boa reputação entre os cruzeiristas mais conservadores.

A autêntica CQR é fabricada atualmente pela Lewmar e pode ser diferenciada das cópias ruins facilmente pelo pino que prende a parte móvel do arado. No modelo original, ele é removível.

Muito cuidado com cópias ruins! Nunca vi no Brasil sendo vendido a autêntica, e a qualidade da cópia é mais do que péssima. Esta âncora simplesmente não unha em nenhuma condição. As lojas que as vendem deveriam ser obrigadas a suspender a venda e recolher todas as cópias vendidas.

É a primeira evolução do desenho original da CQR. Funciona pelo mesmo princípio, mas é composta por uma peça única, sem nenhum tipo de articulação. A liga do metal é também superior. Tem boa performance e deve ser preferida a uma CQR de tamanho e peso semelhantes. Encaixa em quase qualquer tipo de ferragem de proa e é fácil de ser lançada e recolhida. Sua patente é propriedade da Lewmar.

Rocna e Spade

São as duas principais âncoras de nova geração, tendo praticamente o mesmo design.

Representam a última geração de âncoras do tipo arado. Nos testes, os dois modelos estão sempre entre os primeiros colocados e têm ganhado bastante popularidade entre os cruzeiristas. Como a Delta, também se encaixam bem em quase qualquer tipo de ferragem de proa e são fáceis de serem lançadas e recolhidas. Infelizmente não há distribuidor no Brasil de nenhum dos dois modelos.

Âncoras tipo Danforth

São seguramente as âncoras com a melhor relação entre peso e resistência de ancoragem. Há um modelo de alumínio, chamado Fortress, que é ainda mais leve.

Essas âncoras geralmente obtém bom desempenho nos testes e uma vez enterradas, são bastante difíceis de se puxar de volta a bordo. Em alguns testes onde as âncoras foram levadas ao limite extremo, as Fortress de alumínio acabaram com as unhas entortadas.

Por ser um modelo articulado, cuidados adicionais devem ser tomados. Deve-se evitar usá-las em paradas longas onde o barco fica ancorado sozinho à sua própria sorte. Uma rondada de 180 graus no vento pode fazê-la soltar e não unhar mais, uma vez que há a pequena probabilidade de lixo, pedrinhas e pedaços de concha se prenderem entre o cepo e as unhas, travando-as na posição invertida.

São ótimas âncoras para se ter de reserva, ou ainda para se jogar pela popa em ancoragens apertadas onde o barco não deve ser deixado girar livremente.

Âncora tipo Bruce

Foi desenvolvida na década de 1970 inicialmente para ancorar plataformas nas águas agitadas do norte do Atlântico. No Brasil, talvez mais de 90% de todos os barcos usam modelos deste conceito. A produção foi descontinuada mas há diversas empresas que vendem cópias, algumas boas e a maioria muito ruins.

Entre os cruzeiristas brasileiros o assunto é bastante controverso. Alguns juram ser a melhor âncora do mundo, porém todos os testes práticos de revistas estrangeiras mostram que este modelo tem desempenho bastante ruim na relação peso/resistência. Algumas cópias são muito instáveis e tem comportamento "hop and skip" quando puxadas no limite.

Como não se encontram âncoras de arado boas por aqui, infelizmente acabamos sendo obrigados a usar este modelo. A recomendação é usar o maior tamanho possível.

Fonte: www.nauticurso.com.br

Âncoras

Como ancorar em condições difíceis

Você sabe o que fazer para não sair derivando por ai durante uma ventania? Confira as dicas para fundear corretamente em uma pauleira.

Eram 80 nós de vento, ondas enormes e “voando” uns por cima dos outros. Mesmo assim, o veleiro Guruça, de Fausto Pignaton, sobreviveu ao Luís, um dos mais destruidores furacões da história do Caribe. Esta história, contada em Náutica 92, gerou um grande número de cartas para nossa Redação. Os leitores queriam detalhes técnicos sobre como o velejado brasileiro salvou seu barco e também indagavam sobre o jeito certo de fundear durante uma “pauleira”. Assim, decidimos pedir a Fausto que revelasse sua tática (veja quadro) e explicar, ainda, o que fazer quando a ventania chega.

Antes de qualquer coisa, é preciso ter em mente que os barcos foram feitos para navegar, e não para ancorar. Sim, pois se você for apanhado por uma tormenta daquelas cinematográficas, a melhor coisa a fazer é levar seu barca para alto-mar – não importa o quanto sua mulher, filhos e amigos reclamem.

Explica-se: as tempestades brasileiras, felizmente, estão bem longe de ser furacões. Assim, desde que você se mantenha atento no leme, as ondas e o vento podem, no máximo, assustar e marear a tripulação. Em contrapartida, uma aproximação de terra em circunstâncias difíceis muitas vezes leva a um trágico encalhe.

Se, no entanto, você já estiver sob a pseudoproteção da linha da costa e pretender fundear – para passar uma daquelas memoráveis noites contando os segundos enquanto espera o dia raiar –, vale a pena observar alguns fatores de segurança. Em primeiro lugar, é bom entender que duas forças agem sobre o barco.

Uma delas é obra da natureza, especificamente do vento ou da corrente. É a força impulsiva, que empurra o barco para onde Netuno quiser. A outra é resultado de uma boa âncora, empregada por um marinheiro ' esperto – no caso, você. Esta se chama força retentiva. Com o barco à deriva, a Força Impulsiva depende da velocidade do vento, da área vélica do barco (e atenção: este termo vale tanto para veleiros quanto para lanchas e navios, ainda que estes últimos não tenham velas propriamente ditas), da corrente no local, da energia cinética do barco (caso esteja manobrando velozmente) e até mesmo das ondas.

Um vento de 15 nós (considerando que o barco esteja fundeado em local com um certo abrigo) faz uma força de 80 kg em um barco de 50 pés (veja quadro na seqüência). Porém, se o vento for de 50 nós (equivalente a uma tempestade de pequena intensidade), o esforço sobre o barco quadruplica, ou seja, é de 520 kg.

Por isso, procure um bom local para fugir da “pauleira”. E a nossa aliada, a Força Retentiva? Esta é conseguida graças à resistência causada pelo cabo de fundeio e sua âncora. E, é claro, ao tipo de fundo, fator que garante seu sono ou provoca insônia. Torça para existir uma areia das boas no lugar onde for ancorar durante o sufoco. Se ela existir, tudo o que você vai precisar é de um ferro que “agüente o tranca”. Aliás, dois ferros. Sim, pois o ideal é ter, no mínimo, duas âncoras de peso apropriado, e não esquecer de amarrar a segunda.

Entretanto, tome cuidado para não "esconder” a âncora: por ser grande e desajeitada, o ferro é muitas vezes guardado no fundo do porão, sob sacos de velas e todas as tralhas imagináveis. Na hora da “pauleira” isso faz diferença.

Com duas boas âncoras, cabos em perfeito estado e corrente adequada, tudo que você vai precisar para sair do sufoco é de paciência e conhecimento das três manobras principais de fundeio: à galga, a pé-de-galo e, simplesmente, a dois ferros. Mas, antes de falar delas, convém esclarecer p modo certo de jogar a âncora.

Muita gente acha que “amarra” significa “a corrente”. Pode até ser, mas o ideal – sobretudo para quem não tem experiência – é que a amarra seja um conjunto de corrente e cabo.

Explica-se: ainda que os elos de metal sejam mais resistentes, é bom ter cabos de náilon na amarra para que se possa sentir se a âncora unhou, e, além disso, torna a amarra mais elástica (absorvendo os choques das ondas). Afinal, é muito mais fácil perceber a tensão num cabo do que numa corrente. E isso não compromete a segurança? A resposta é “não”, pois a maioria dos problemas de fundeio ocorre em função de ferro garrando (arrastando pelo fundo). Os casos de rompimento são raros.

Por isso, não “decore” o fundo do mar com metros de corrente. É melhor ter um cabo, para sentir na mão o momento em que o barco “porta pela amarra”, ou seja, afila a proa em direção ao vento, com a âncora unhando ao fundo. Isto feito, basta largar a quantidade de cabo necessária para completar no mínimo cinco vezes a profundidade do local e dar um toque com motor à ré, para conferir se a âncora está segura. Lembre-se que quanto maior o comprimento do cabo (o chamado filame), mais a âncora unha no fundo.

Mas não adianta saber quando os ferros unharam se você não tiver idéia de quantos deles jogar e em que posição. Agora, sim, é hora de falar dos três tipos de ancoragem. O mais seguro numa tempestade é o fundeio à galga.

Ele consiste em largar uma amarra com duas âncoras: uma na ponta e outra a alguns metros da primeira, presa por uma manilha (veja ilustração).

O único problema deste tipo de fundeio é peso: se você não tiver um bom guincho a bordo, precisará de um marinheiro halterofilista na hora de largar ou trazer as âncoras de volta. o pé-de-galo, por sua vez, está mais para uma precaução do que para um tipo de fundeio.

Acontece quando você já está ancorado e, com medo do vento, decide soltar uma segunda âncora – independente da primeira. Ela só vai ser acionada se a primeira garrar. Nesse caso, o cabo da segunda âncora vai se esticar, avisando que algo não vai bem.

Você, então, deve soltar um pouco o cabo dessa segunda amarra para formar um sistema de fundeio com as duas âncoras. Simples, não? Tão simples quanto essa manobra é, finalmente, a de amarrar a dois ferros. Considerado quase tão seguro quanto o fundeio à galga, nada mais é que jogar dois ferros com o mesmo filame e suas respectivas amarras, formando um ‘V “com aproximadamente 50º de ângulo. Por que? Pois isso distribui melhor o esforço, reduzindo a fadiga de todo o equipamento”.

Para quem acha isso um exagero de precaução, vale lembrar uma máxima entre os marinheiros: “Quem tem dois, na verdade tem só um. E quem tem um, não tem nenhum!”

Ajuda Eletrônica

Alguns equipamentos eletrônicos têm funções que ajudam a fazer uma ancoragem segura:

Radar:É importante usá-lo não só na aproximação como também no fundeio. Através dele você verifica se está garrando ou mesmo se alguém fundeado a barlavento vem escorregando em sua direção. Quando estiver afilado com o vento, use o anel de marcação de distância (EBL) marcando o ponto maia próximo da terra pela proa ou popa. Anote estas informações em um papel, para não perdê-las.

Ecosonda: Uma sonda (ou ecobatímetro) Indica a profundidade e auxilia na localização de um bom ponto de fundeio. De preferência, Jogue a amarra da parte mais funda para a mais rasa. Algumas destas sondas com tela colorida permitem que se identifique o tipo de fundo pela cor mostrada no visor. Mesmo nas monocromáticas é possível perceber quando o fundo é mole. A linha de fundo se torna manchada e bem grossa, enquanto fundos de areia desenham uma linha fina e bem definida.

GPS: Esta pequena maravilha da eletrônica tem capacidade de fazer soar um alarme quando o barco se desloca a uma determinada distância do ponto em que largou a sua âncora.

CONTRA O FURACÃO

Fausto Pignaton encarou o furacão Luís a bordo de seu veleiro Guruçá. Abaixo, ela diz o que usou para sair ileso do vendaval. “O Guruqá é um sloop de 35 pés, em fibra de vidro, projetado por Cabinho e construído por mim mesmo, especialmente para regiões de furacão.

Agüentou dois deles (Luís e Marilyn). Mesmo navegando depois mais de 3 mil milhas com maré e vento contra, não percebi um rangido sequer. Na ocasião do furacão, usei o primeiro cabo de uma polegada com 40 m e iguais 40 m de corrente de 8 mm, com duas âncoras de 15 kg (Bruce e Britanic), distando 2 m entre elas; um segundo cabo de uma polegada com 60 m e 20 m de corrente de 8 mm com uma âncora CQR e outra Danforth, de 10 kg, com distância de 5 m entre elas. Para se ter uma idéia da força do Luís, nas rajadas, a velocidade do vento chegou a 205 nós (379,6 km/ h), segundo o aeroporto internacional de St. Martin.

Dos aproximadamente 1800 barcos fundeados, menos de 100 foram seguros por suas âncoras. Um amigo colocou na sua embarcação, de 25 pés, cinco cabos compostos de correntes e cinco âncoras de 15 kg no mínimo... E não garrou!”

Fonte: www.navegarebom.com.br

Âncoras

TIPOS MAIS COMUNS DE ÂNCORAS

1. Esta âncora, conhecida como "Danforth", é a mais comum para barcos de recreio. Destinada aos fundos de areia, lama ou cascalho, ela possui algumas partes móveis e , por isso, é fácil de guardar a bordo.

Mais barat que os outros modelos, a "Danforth", no entanto, precisa de um "filame" (cabo) cinco vezes maior que a profundidade do local para fixar-se.Para fundos de areia dura, deve-se optar por "patas" finas.

2. Além de unhar mais forte, a âncora "Bruce" precisa de um filame mínimo apenas de três vezes maior que a profundidade do fundeadouro.

Ou seja: quase metade do cabo que seria usado com uma âncora "Danforth".

Âncora

3. Com capacidade de Fixação superior à dos outros modelos, a âncora "Arado" - assim como a "Bruce" - não é muito fácil de se encontrar no mercado.

Porém é a mais segura: Dificilmente se solta quando a correnteza ou o vento mudam de direção.

Âncora

4. projetada para fundos de pedra ou coral, a âncora "Garatéia" pode ser feita em casa, com um tubo de PVC e ferros de construção.

Sua maior ventagem é que os ganchos, se entroscarem no fundo, abrem-se com facilidade quando o cabo for puxado.

Âncora

Fonte: www.eboat.com.br

Âncoras

ÂNCORAS ou FERRO

E manobra de fundear

Nos primeiros tempos uma pedra amarrada a um cabo tinha a mesma função daquilo a que hoje denominamos por âncora.

Apenas com embarcações pequenas e águas não muito agitadas é que este método ancestral tinha alguma eficácia.

Âncora
Âncoras de Pedra (c. 2000 AC)

Mas à medida que os barcos tendiam a ser maiores e mais pesados, outros instrumentos de fundear foram imaginados. Os fenícios, gregos, romanos e chineses já usam âncoras de madeira com a mesma forma das de hoje.

Os Vikinks já tinham cepos de chumbo e na Idade Média eram vulgares hastes e braços de ferro com o cepo em madeira. Nos dias de hoje são normalmente uma peça em ferro, daí o nome corrente de ferro, com as mais variadas formas e feitios. O objetivo é manter o centro de gravidade o mais baixo possível de modo a enterrar as patas no fundo para proporcionar uma fixação segura.

Âncora
Âncora de madeira e pedra ainda em uso no nordeste brasileiro

Para manter a âncora numa posição ideal de modo a enterrar-se com pouca dificuldade, esta está ligada a uma corrente que, com o seu peso, tem por função deitar o mais possível a haste. Além disso proporciona um efeito de amortecedor perante a ondulação mantendo a âncora sem movimento por efeito daquela.

O fato de ser o símbolo que normalmente se associa à marinha demonstra a antiguidade e importância de que é alvo ao longo dos tempos.

Âncora
A - Anete
B - Cepo
C - Haste
D - Braço
E - Cruz
F - Pata
G - Unha

Manobra de fundear

Enquanto em terra qualquer problema que ponha em causa o andamento de, por exemplo, um automóvel no mar se isso, ou qualquer outra coisa semelhante acontecer, não podemos pura e simplesmente encostar a embacação para "mais tarde" resolver a situação.

Por vezes a única solução é mesmo fundear para podermos solucionar o problema ou mesmo pedir por socorro de modo a que não possamos, por exemplo, ir à deriva de encontro às rochas.

O Ferro é usado não só para fundearmos para um descanso e uns banhos, mas também numa emergência o que obriga a que esteja sempre em boas condições e disponível.

Âncora

Descrevemos seguidamente os passos necessários para fundear em segurança que deverão estar sempre na mente de cada um no momento da manobra. Só com a prática aperfeiçoamos a técnica que um dia nos poderá salvar.

1º estudar o local

Devemos conhecer ou pela prática ou por uma carta náutica o local onde pretendemos fundear, ou seja, o tipo de fundo, altura da sonda, condições atmosféricas e de mar, a previsão da maré e se existem outras embarcações já fundeadas. Convém ter sempre uma alternativa no caso da manobra falhar ou não resultar. Deve escolher fundos de areia ou lodo e não muito altos.

2º preparar o ferro

Um tripulante à proa com o ferro preparado para largar. Amarra sem "cocas" e convés limpo de modo que não haja impedimentos à saída. Talvez seja necessário acrescentar a boia de arinque.

3º aproar ao mais forte

Quando se aproximar do local, aproado ao mais forte, vento ou corrente, retire motor e arreie a vela de proa - e a grande se aproar à corrente.

4º arrear o ferro

À ordem do comandante, quando o barco começar a andar à ré, deve descer (não atirar!) o ferro até tocar no fundo. Soltar devagar a amarra de maneira a facilitar, com o peso que o barco exerce, o unhar no fundo.

Normalmente larga-se 3 a 5 vezes de amarra em altura do fundo em condições normais. De 5 a 7 vezes de amarra se houver previsão de "tempo" rijo.

5º verificar a posição

Depois de amarrar o cabo num cunho é altura de verificar através de pontos de referência fixos na costa se o barco não descai. Não se esqueça de prever a eventual rotação se o vento ou maré virar.

No caso de fundear num rio é natural que seja a corrente o elemento predominante, e neste caso, se esta estiver sujeito a mudanças de sentido, dever-se-á fundear com duas âncoras. Lançando uma à proa e outra à popa de modo a que seja feita tração apenas numa delas, consoante a corrente, para evitar a rotação da âncora.

Âncora

Tipos de Âncoras mais usados

Cada embarcação deverá usar o ferro apropriado e com as características indicadas para o tipo de casco e qualidade de fundo onde irá fundear. Uma escolha errada poderá pôr em risco o barco e a própria tripulação. A âncora deverá estar ligada a uma corrente, a amarra, de comprimento nunca inferior ao da embarcação, e aquela a um cabo próprio com comprimento suficiente para os fundos onde normamente se pensa ir fundear.

De preferência deve-se usar apenas corrente mas o seu peso e preço faz com que se junte corrente com cabo. O cabo, em vez da corrente, também facilita o corte deste no desembaraço da âncora quando esta fica presa e irremediávelmente perdida.

O comprimento total deverá obedecer básicamente à seguinte regra:

Em águas calmas de 3 a 5 vezes a altura da maré (na preia mar!)

Com tempo rijo de 5 a 7 vezes a altura da maré

Um comprimento total de 50 metros parece ser o mínimo razoável. Um segundo ferro, outro tanto de corrente, e cabo pronto a ser ligado ao primário não são demais. Não será com certeza o primeiro a ter de cortar a amarra por a âncora ter ficado presa e ser impossível a sua recuperação.

É aqui que entra o cabo de arinque que é preso à cruz, ou olhal próprio, e permite na maioria das vezes desengatar a âncora, sobretudo, em fundos desconhecidos. Na outra extremidade deste cabo prender-se-á uma boia que assinala a sua presença.

A corrente do segundo ferro tem outra utilidade. Em caso de previsão de relâmpagos deve-se prender à base do mastro, quando metálico, ou aos brandais, de modo a fazer uma ligação à terra e afastar a hipótese de acidentes com as descargas eléctricas. Para quem já viu e "ouviu" um relâmpago a cair próximo de um veleiro, acreditem que é remédio santo!

As tabelas de diversas âncoras mais comuns aqui apresentadas servem apenas como referência e os valores descritos assumem condições normais de mar e vento. Deve aconselhar-se quanto às características da âncora e amarra junto do vendedor.

Âncora
Almirantado ou Ordinária

O cepo com os extremos boleados e um deles recurvado em forma de cotovelo, é móvel, o que facilita o transporte e a arrumação. Dá para todos os fundos mas a sua forma são o grande contra-tempo nas embarcações de recreio.

Âncora
Danforth

Para fundos de areia. É normalmente usado como 2º ferro.

Tabela para âncoras em aço.

Peso do ferro Comprimento do
barco em metros
Diametro da
corrente (mm.)
10 lbs. até 6 6
15 lbs. até 9 6
25 lbs. até 12 8
45 lbs. até 15 10

Tabela para âncoras de alumínio.

Peso do ferro Comprimento do
barco em pés
Diametro da
corrente (mm.)
4 lbs.
até 16
6
6 lbs.
até 28
6
7 lbs.
até 33
8
14 lbs.
até 39
8
19 lbs.
até 46
10
31 lbs.
até 53
13

Âncora
Britany

Dos melhores ferros para fundos de areia. Parecido em termos de eficiência com o Danforth.

Dos melhores ferros para fundos de areia. Parecido em termos de eficiência com o Danforth.

Peso do ferro Comprimento do
barco em metros
6 Kg até 5,50
8 Kg até 6,50
10 Kg até 7,50
12 Kg até 9
14 Kg até 10,50
16 Kg até 12,50
20 Kg até 16
25 Kg até 20
35 Kg até 25

 

Âncora
CQR

Dos ferros mais usados por unhar bem em qualquer fundo, seja areia, lodo ou mesmo rocha. Tem o inconveniente de ser relativamente pesado. É normalmente a âncora de primazia.

Âncora
Bruce

Este tipo de âncora é concebido para condições duras desde que tenha corrente suficiente. Boa para fundos de areia e lodo.

Âncora
Fateixa

Este ferro é normalmente usado por pescadores por unhar bem em fundos de rocha. Usam-se também em embarcações pequenas pelo fato de algumas poderem encolher os braços.

Outras Âncoras

Ancorote

Do feitio de uma âncora vulgar, mas de menor tamanho e peso.

Capacete ou Cogumelo

Não tem cêpo e em vêz de braços tem uma calote esférica na extremidade da haste. É usada em amarrações fixas.

Flutuante

Ao contrário das outras não serve para fundear mas para diminuir o andamento de um barco que no mar esteja à mercê das vagas e do vento. Ao fazer resistência na água, este aparelho, seguro ao barco por um cabo suficientemente comprido, permite conservar uma embarcação aproada ao vento com mau tempo. Tem o formato de um grande papagaio de lona com a armação em cruz a cujas extremidades dos braços se ligam um estropo de quatro pernadas. Esse estropo deve ser o mais comprido possível para suavizar os esticões. Mantém-se na vertical graças a umas boias presas nas extremidades horizontais e a um lastro num dos braços da cruz.

Gata

Como uma âncora de almirantado vulgar, mas só com um braço.

Martin

De haste muito reforçada e braços articulados que podem baixar ou levantar por estarem ligados a um eixo que atravessa a cruz. O cepo é muito curto, fixo no plano dos braços e tem os extremos revirados para o lado do anete.

Parafuso

Sem ser própriamente uma âncora, tem no prolongamento da haste um parafuso que enterra no fundo. É usada apenas em amarrações fixas.

Smith

Não tem cepo e as patas giram independentemente uma da outra, num eixo que passa na cruz. É a que normalmente se usa em navios de grande porte.

Trotman

Âncora com os braços móveis, como os de uma balança, e as patas de forma côncavas.

Alguns termos

Amarra - Ligação, que pode ser de corrente e ou cabo, entre a âncora e a embarcação.
A pé de galo - Quando além daquele ferro com que está fundeado, se larga outro de modo a tocar o fundo, pronto a unhar, se faltar aquele pelo qual está amarrado.
À roça - Ferro quando pronto a ser lançado para o fundo.
Encepar - Colocar o cepo perpendicular à haste fixando-o por meio da chaveta, normalmente numa âncora do tipo Almirantado.
Fuzis ou Elos - Aneis das correntes da amarra.
Ir à rola - Ir ao sabor do vento e do mar.
Ir à garra ou garrar - Arrastar sem que consiga unhar.
Lambareiro - gato (ou gancho) ligado a um cabo para suspender âncora pelas unhas.
Largar ferro - Soltar a âncora e deixá-la cair para o fundo ficando ligada ao barco pela amarra.
Suspender - Trazer acima a âncora que se largou.
Talingar - Ação de ligar a amarra ao ferro.
Unhar - É o ferro ficar preso ao fundo pela unha.

TERMOS NÁUTICOS

Esta página pretende ajudar aqueles que não sabem e não entendem bem o significado de alguns termos náuticos.

Como será lógico não pretendemos fazer aqui um dicionário exaustivo desses termos, apenas divulgar os mais correntes.

A

Adriça - cabo para içar velas ou bandeiras.
Agulha
- o mesmo que bússola.
Alanta
- cabo que faz a amura de uma vela de balão.
Alheta
- zona do costado de uma embarcação entre a popa e o través.
Amantilho
- cabo que sustenta uma verga.
Amura
- zona do costado de uma embarcação entre a proa e o través.
Antepara
- divisória vertical no interior da embarcação.
Aparelho
- conjunto de cabos, poleame e velame de um navio.
Arinque
- cabo amarrado a uma âncora e fixo numa boia, para safar a âncora se necessário.
Arnez
- cinto de segurança que se fixa à embarcação através da linha de vida.
Arrear
- ou baixar. Termo usado quando se baixa uma vela, bandeira, etc. (ver içar)
Arribar
- afastar a proa da direcção vento. (ver orçar)

B

Barlavento - lado de onde sopra o vento. (ver sotavento)
Bartedouro
- recipiente para esgotar água de uma embarcação.
Boca
- largura máxima de uma embarcação.
Boça
- pequeno cabo de amarração geralmente preso à proa das pequenas embarcações.
Bolinar
- navegar chegado ao vento, ou seja, próximo da direcção do vento.
Boom Jack
 - o mesmo que burro.
Bombordo
- lado esquerdo de uma embarcação quando olhamos para a frente. (ver estibordo)
Bordejar
- navegar virando de bordo com alguma frequência.
Brandal
- cada um dos cabos que aguentam os mastros no sentido transversal.
Bujarrona
  - mastaréu que se segue ao gurupés. Vela que é envergada no estai da bujarrona.
Burro
- cabo ou peça que impede a retranca de subir.
Buzina
- olhal que dá passagem a cabos.

C

Cabeço - peça de ferro destinada a receber voltas de cabo para fixação de uma embarcação.
Cachola
- parte superior do leme onde encaixa a cana do leme.
Caçar
- alar a escota de uma vela.
Calado
- distância da linha de água ao ponto mais baixo da quilha.
Cana do leme
- barra fixa na cachola do leme para o manobrar.
Cambar
- mudar de um bordo para o outro deixando o vento pela popa.
Carlinga
- peça de madeira ligada à sobrequilha com um encaixe onde fixa o mastro.
Catita
- pequena vela latina quadrangular que arma num mastro curto à popa.
Caturrar
- oscilação de uma embarcação no sentido popa-proa por efeito da ondulação.
Cesto da Gávea
- plataforma assente nos vaus dos mastros para espalhar os cabos da mastreação.
Coberta
- qualquer dos pavimentos que correm da proa à popa.
Contra-estai
- cabo que sustem um mastro em oposição ao estai.
Convés
- pavimento da 1ª coberta.
Costado
- parte lateral e exterior de uma embarcação.
Croque
- vara com um gancho na extremidade para puxar cabos, ou outros objetos para bordo.
Cunho
- peça de madeira ou ferro fixa no convés, com duas orelhas para nela se dar volta a cabos.

D

Defensa - objeto maleável que se coloca ao longo do casco para o proteger.
Derrota
- caminho seguido numa viagem por mar.
Descochar
- destorcer ou desfazer as cochas de um cabo.

E

Enora - abertura no pavimento por onde passa o mastro.
Escota
- cabo fixo à vela para manobra desta. (ver punho da escota)
Escotilha
- abertura no convés para dar passagem a pessoas ou material.
Escuna
- navio à vela com dois mastros e um só mastaréu em cada mastro. Arma pano latino podendo no mastro de proa largar pano redondo.
Estai
- cabo que sustem desde a vante um mastro. Normalmente em aço. Também é corrente denominar de estai a vela que enverga neste cabo.
Esteira
- bordo inferior da vela. (ver testa e valuma)
Esticador
- ou macaco esticador é uma peça aplicada ao chicote de certos cabos, como brandais, para os atesarem.
Estofo da maré
- periodo de tempo em que não há corrente de maré.
Estropos
- cabos ligados à embarcação por onde esta é içada.

F

Farol - construção notável num ponto da costa para aviso e prevenção à navegação.
Farois de navegação
- As luzes de navegação de uma embarcação. Visíveis de frente, vermelho a bombordo e verde e estibordo. Branca vista da popa.
Ferro
- o mesmo que âncora.
Folgar
- aliviar (normalmente uma escota).
Forqueta
- forquilha metálica onde se fixa o remo.
Fundear
- largar para o fundo uma âncora de modo a embarcação ficar segura.

G

Gaio  - cabo que aguenta o pau de palanque (ou de spi) de modo a este não subir.
Garrar
- arrastar o ferro por este não segurar bem a embarcação.
Garruncho
- peça de fixação de uma vela ao estai.
Gata
- vela redonda que se arma por cima da mezena.
Gave-tope
- vela latina que arma no mastaréu do mesmo nome.
Gávea
- velas que se envergam nas vergas de gávea, as segundas a contar de baixo.
Genoa
 - vela de proa maior que um estai.
Giba
- vela triangular que enverga ante a vante da bujarrona.

Gurupés - mastro que sai por fora da proa com uma inclinação de cerca de 35º relativamente ao plano horizontal.

H

Hastear - içar, arvorar, fazer subir (normalmente sinais).

I

Iole  - embarcação de recreio de dois mastros. Ao contrário do ketch a roda de leme fica à frente da catita ou mezena.

J

Joanete - vela que fica por cima da gávea. Consoante o mastro, assim têm os nomes (de proa, grande e sobregata).

K

Ketch - embarcação de recreio de dois mastros em que a roda de leme fica atrás da mezena.

L

Leme - peça destinada ao governo de uma embarcação.
Linha de água -
linha que separa as obras vivas das obras mortas.
Linha de vida -
cabo que se fixa ao arnez e a um ponto da embarcação de modo a que um tripulante não seja levado pelo mar.

M

Macaco - o mesmo que esticador.
Malagueta
- peça da roda de leme que serve para pegar. Peças similares às da roda de leme para fixar, com voltas falidas, os cabos de manobra.
Manilha
- peça metálica em forma de "U" em cujos topos abertos passa uma cavilha de forma a poder ser fechada. Serve para ligar correntes, etc.
Massame
- conjunto de cabos do aparelho do navio.
Mastaréu
- pequeno mastro que se fixa e prolonga noutro mastro ou mastaréu.
Mastreação
- conjunto dos mastros, vergas e paus.
Meia-nau -
a mediania da embarcação.
Meio-navio
- região da embarcação a meio do seu comprimento.
Mezena
- vela que enverga no mastro da mezena, o mastro que fica mais à popa.
Moitão
- peça de poleame, de madeira ou metal, na qual está montada uma roda em meia-cana por onde passa o cabo. Roldana.
Molinete
- aparelho de força com manivela para ajudar a caçar cabos.
Mordedor
- aparelho que pode impede um cabo de correr.
Mosquetão
- peça metálica de abertura rápida aplicada nos chicotes dos cabos, para que estes se possam fixar nos punhos das velas.

N

Nadir - ponto onde a vertical que passa por um lugar na terra encontra a esfera celeste no lado oposto ao zénite.
Nauta
- navegador, marinheiro.
- medida de velocidade correspondente a uma milha por hora (1.852 metros/hora).

O

Obras mortas - parte do casco de uma embarcação que não está submersa.
Obras vivas
- parte submersa do casco de uma embarcação.
Orçar
- aproximar a proa da direcção do vento.
Ovém
- cabo que aguenta a mastreação para um e outro bordo. O conjunto de ovéns forma a enxárcia.

P

Patilhão - acrescento aplicado na quilha para aumentar a estabilidade e a resistência ao abatimento numa embarcação à vela.
Pau de Palanque
- vara onde amura o balão.
Pau de Spi
- o mesmo que pau de palanque.
Piano
- aparelho múltiplo que impede um conjunto de cabos de correr. Permite um esforço maior que um mordedouro.
Poço
- numa embarcação de recreio, o desnível no convés onde habitualmente se comanda o barco.
Polaca
- vela latina triangular que se enverga à proa em ocasiões de mau tempo.
Poleame
- conjunto de peças destinadas à passagem de cabos.
Pontal
- distância que vai da parte superior da quilha ao convés da embarcação.
Popa
- parte de trás de uma embarcação.
Porta do leme
- parte inferior do leme que trabalha na água.
Proa
- parte da frente de uma embarcação.
Punho da amura
- canto da vela que fica inferiormente junto ao mastro ou ao estai.
Punho da boca
- numa vela quadrangular, é o punho superior situado junto ao mastro.
Punho da escota
- canto da vela onde fixa a escota.
Punho do gurutil
- nas velas redondas fica nos extremos do gurutil.
Punho da pena
- nas velas triangulares é o punho pelo qual é içada a vela. Nas quadrangulares é o punho superior e exterior.

Q

Quilha - peça longitudinal que fecha a ossada da embarcação.

R

- parte de trás de uma embarcação.
Regeira
- cabo de amarração que vindo da proa fixa no cais à ré ou vindo da popa fixa no cais a vante.
Retranca
- peça de madeira ou metal que num topo se apoia ao mastro no sentido proa-popa e no outro se fixa o punha da escota da vela.
Rizar
- reduzir o pano das velas.
Rize
- cabo que ajuda a manter o pano reduzido.

S

Sapatilho - peça para reforçar a alça de um cabo.
Singradura
- caminho percorrido num único rumo.
Sloop
- embarcação de um só mastro e aparelho latino.
Sotavento
- lado para onde sopra o vento. (ver barlavento)
Spi
- ou spinaker, o mesmo que vela de balão.
Spring
- o mesmo que regeira.
Suspender
- levantar a âncora trazendo-a acima.

T

Testa - nas velas latinas é o bordo que encosta ao mastro e nas redondas os lados que ficam de cima para baixo. (ver esteira e valuma)
Traquete
- vela redonda que enverga no mastro de proa.
Través
- cada um dos lados de uma embarcação.

U

Unha - extremo da pata da âncora.
Unhar
- a ação de uma unha a enterrar-se no fundo.

V

Valuma - bordo de uma vela latina que fica para o lado da popa. (ver esteira e testa)
Vant
- zona da frente de uma embarcação. (ver ré)
Vau
- vigas horizontais que assentam no mastro, para bombordo e estibordo para suporte dos brandais.
Vela de Balão
- vela triangular de grande superfície para ventos de popa. Normalmente de tecido leve e colorida.
Vela Grande
- maior vela de uma embarcação. É envergada no mastro grande.
Velame
- conjunto de velas.
Verdugo
- régua de madeira ou de outro material em volta do casco para o proteger.
Verga
- peça de madeira ou metal onde é ligada a parte superior da vela.
Vigia
- abertura para dar luz e ar ao interior, que se pode ou não abrir.

Z

Zénite - ponto, em qualquer lugar da Terra, onde a vertical prolongada acima do observador, vai aparentemente, encontrar a esfera celeste.

Fonte: www.ancruzeiros.pt

Âncoras

Sistema de Fundeio e Amarração

É o conjunto de equipamentos utilizados para manter a embarcação no fundeadouro em portos, canais, rios, etc, evitando-se assim que esta seja arrastada pelas forças da correnteza, ventos e ondas.

Âncora

Âncora

A composição sistema de fundeio pode ser dada de forma simplificada pelos seguintes componentes:

Âncoras

Também denominadas "ferros do navio" e que possuem como função prender a embarcação no fundeadouro.

As variações dos tipos de ancoras são conseqüência do solo onde se prenderão e principalmente a necessidade de aumentar sua eficiência.

Pode-se observar algumas dessas variações a seguir:

Âncora
Almirantado

Almirantado - tipo mais antigo, feita em ferro fundido, grande poder de unhar, mas apresenta dificuldade de estocagem.

Âncora
Danforth

Danforth - um dos tipos mais recentes de âncoras e de maior eficiência, com poder de unhar 10 vezes superior ao modelo patente e 3 vezes superior ao modelo almirantado.

Âncora
Patente

Patente - existem vários tipos (Dunn, Baldt, etc.) ferro de fácil manobra e com um bom poder de unhar.

Existem alguns outros tipos de âncoras usadas como instrumentos auxiliares nas manobras de fundeio, sendo pouco utilizadas em navios mercantes: ancoretes, fateixa, busca vidas, gata, arado, cogumelo , poitas, âncoras de mau tempo.

Âncora

Amarras

As amarras são correntes especiais constituídas por elos com ou sem malhete que possuem como função agüentar a força de fundeio da âncora nos fundeadouros, além de ser o elemento que liga a âncora ao navio para suspendê-la ou arria-la.

Âncora

A amarra se apresenta dividida em quartéis (cada quartel mede em média 15 braças ou 27,5 m).

Quartel do tornel: é o quartel que fixa a âncora à amarra, e permite que esta gire com relação à amarra; possui um pequeno comprimento para evitar, que uma vez a âncora estocada no escovem, o tornel não atinja a roda de conchas da máquina de suspender.

Âncora

Os demais quartéis são delimitações de comprimento ao longo da amarra, que auxiliam o usuário a saber a quantidade de amarra a ser liberada na operação de fundeio da embarcação.

O comprimento total da amarra varia de acordo com o tipo de embarcação sendo este comprimento para navios mercantes de 6 a 12 quartéis (90 braças ou 165 m a 180 braças ou 330 m), não se considerando o quartel do tornel.

Escovém

Possui como função estocar a âncora quando esta não está em uso, sendo também o local de passagem da amarra.

Bocas da Amarra e Mordentes

Ambos possuem a função de "agüentarem" a amarra, não permitindo que o esforço de tração seja exercido diretamente sobre a coroa da máquina de suspender. Atualmente é utilizado um único elemento denominado "chain-compressors".

Máquina de Suspender

É a unidade que exerce a força para suspender a âncora com a amarra. A máquina de suspender é denominada cabrestante, quando esta possui o eixo acionador da coroa na posição vertical e molinete, quando este se encontra na posição horizontal.

Buzina ou Gateira

É por onde a amarra, após sair da roda de conchas, passa para o paiol de amarras. É disposta verticalmente ou inclinada de 10° a 15° para ré.

Paiol de Amarra

Compartimento onde são guardadas as amarras. Situa-se por debaixo do molinete, em uma das cobertas do castelo. Geralmente contíguo à antepara de colisão.

Âncora
Esquema do paiol de amarras

Tendo posse do diâmetro do elo (d = 84 mm), foi possível determinar as dimensões do paiol de amarras pelas fórmulas mostradas na tabela abaixo.

Os cálculos pertinentes à descoberta do diâmetro do elo podem ser visualizados a seguir:

 

Dimensionamento da Âncora

Para pequenas embarcações o peso da âncora é proporcional ao seu deslocamento, já nas embarcações de maior porte, tanto o peso quanto o número de âncoras são determinados pelas tabelas das sociedades classificadoras, através do número de equipamento da embarcação.

Para o cálculo do numeral de equipamento da embarcação em questão, será utilizada a regra da ABS (Parte 3, Capítulo 5, Seção 1). Este é baseado na hipótese de velocidade de 2,5m/s para correnteza, velocidade do vento de 25m/s e uma extensão de amarra entre 6 e 10, tal extensão sendo a razão entre o comprimento de amarra arriada fora e a profundidade da água.

A fórmula utilizada pode ser visualizada a seguir:

Âncora

onde:

D é o deslocamento moldado na linha de carga de verão

B é a boca moldada

h = a + h1 + h2 + ...

a = borda livre na linha d’água de verão a meio navio

h1+ h2+ h3+...= altura de cada lance da casaria cuja largura é maior que B/4

A é a área de costado acima do calado de verão + Casaria + Gaiúta + Paiol de amarras.

NA = 3018,492006

Tendo posse do numeral de equipamentos, é possível obter na regra as características referentes aos componentes da mesma, como o peso, a categoria e outras informações que podem ser visualizadas abaixo.

Âncora

Com os resultados do cálculo do numeral de equipamento, foi determinado o ponto de saída da amarra no costado. Deve-se ressaltar que o motivo mais importante de se realizar uma análise do sistema de fundeio ainda em etapas iniciais de projeto, é a de se verificar se a âncora não irá colidir com o casco do navio, principalmente se este possui proa bulbosa. Tal verificação pode evitar que ocorra a necessidade de se realizar modificações na forma em etapas avançadas de projeto.

Utilizando o programa Autocad para analisar a região de interesse da embarcação e a tabela com valores utilizados na prática para determinar as características de posicionamento nesta região, tornou-se viável realizar a avaliação desejada. Tanto a seção onde se encontra a âncora quanto à tabela utilizada para o seu posicionamento podem ser visualizadas a seguir.

Âncora

Onde:

a = ângulo entre a horizontal e o cabo que sai do paiol no plano

b = ângulo entre a vertical e o escovém no perfil

g = ângulo entre a horizontal e o cabo que sai do paiol no perfil

c = distância mínima entre os paios de amarra

l = distância horizontal entre o paiol e abertura do escovém

l’ = comprimento do escovém

L1 = comprimento do escovém no perfil

L2= altura do escovém no perfil.

Através do desenho representado anteriormente, pode-se observar que o sistema de fundeio pode ser implementado na embarcação com sua configuração atual, pois esta não representara nenhum perigo de danos à embarcação.

Âncora

Âncora

Âncora

Âncora

Fonte: www.oceanica.ufrj.br

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