É a chamada "crise do homem", um fenômeno de ordem psicosocial e cultural que ocorre a partir dos 45 ou 50 anos e que vai até 60 anos em diante, onde na área sexual se centraliza a temática deste problema, principalmente quando o homem não se orientou e não conseguiu da vida tudo o que quis realizar, ou seja, seus objetivos e seus ideais, o que baixa a sua autoconfiança e sua auto-estima detonando um processo de culpa que, às vezes, gera uma inevitável e conseqüente condenação a não ser mais o mesmo.
Em qualquer idade o homem pode ter distúrbios do desejo sexual, da ereção e da ejaculação mas, uma falha sexual de qualquer destes tipos, que caracterize uma impotência orgástica, pode fazer surgir a indesejável e amedrontadora idéia do "estou ficando velho, tudo acabou", o que na realidade, mostra um despreparo do homem por falta de conhecimento desta tão importante fase da sua vida, devido aos mitos, preconceitos e à falta de informação, que pode acionar fatores psicológicos desencadeantes do mito de que "está chegando a hora" e não de que é um "problema da idade" que merece uma boa orientação e um tratamento adequado.
Muito embora a espermatogênese vá até uma idade avançada, ou seja, a capacidade reprodutiva do homem vá até 80 a 90 anos ou mais, de repente, o homem descobre no espelho que as rugas aumentaram, as entradas na testa se alongaram, as gordurinhas se localizaram, a barriga ficou proeminente e, nem dá para enxergar o órgão sexual ou mesmo os pés... Mas existem muitos homens que, para se desvencilhar de suas obrigações afetivas usam o pretexto de que "estou cansado, é a idade".
E outros que se sentem privados de sua liberdade de sair, de ficar com os amigos quando a mulher quer controlar suas vidas, estes deixam acontecer a andropausa para se verem livres de suas mulheres mas, a bem verdade, ao não exporem os seus verdadeiros sentimentos, acabam se prejudicando, deixando de viverem bem consigo mesmos, esquecendo-se de que a sexualidade é como o vinho, quanto melhor praticada melhor se torna o prazer.
E os sintomas característicos desta fase do homem são o cansaço, a diminuição do tônus muscular, a diminuição da força, a diminuição da audição e da visão, a depressão, a diminuição do interesse sexual, a dificuldade de ereção, a falha da ereção, a falha da ejaculação, o atraso da ejaculação, relações deficientes ou incompletas, a perda progressiva da memória com esquecimentos freqüentes, insônia, perda da potência sexual, excessiva transpiração, alteração do humor, irritabilidade, insegurança, depressão, sentimento de solidão e a redução da autoconfiança e da auto-estima.
Como, aparentemente, não há mudanças hormonais significativas, toda esta gama de sintomas ocorrem também devido aos fatores psicosocioculturais que somente à sutil diminuição da testosterona, o hormônio masculino, cuja queda ocorre lenta mas progressivamente, à monta de 1% ao ano até chegar ao limite inferior da normalidade e também à sutil baixa da androsterona. Não se deve esquecer que o processo de envelhecimento está muito relacionado à arteriosclerose, enfermidade que atinge todo o sistema vascular arterial, endurecendo e diminuindo a luz dos vasos, diminuindo o aporte sangüíneo e a oxigenação e, conseqüentemente a nutrição do organismo em geral.
E com os complexos da fase etária, parece que o homem andropáusico sofre a influência do estigma da aposentadoria e faz que está na "idade do lobo" e assim ele nega o que o espelho lhe mostra, pinta os cabelos, se ilude de que está no auge da potência, conta vantagens, se comporta como adolescente, e sai de braços dados com uma mocinha para gerar olhares e comentários que lhe massageiam o seu ego, por pura auto-afirmação.
Na realidade, para o homem informado, a andropausa não é uma crise e sim uma importante fase de amadurecimento, na qual ele deve despertar, com razão e sabedoria, as suas virtudes e seus verdadeiros valores. E para que isto ocorra, deve o homem inteligente recorrer às terapêuticas que melhor lhe convierem, propiciando uma melhor qualidade de vida, a fim de restabelecer o seu estado de saúde e não se tornar suscetível a adoecer daquilo que ele pode prevenir.
Na maioria dos casos o tratamento engloba uma terapêutica à base de remédios como os homeopáticos, os ortomoleculares e os florais; orientação alimentar base de peixes, hortaliças e frutas com diminuição dos açúcares, gorduras e sal; evitar o fumo; evitar o sedentarismo; exercícios adequados; suplementação de vitaminas, sais minerais, oligoelementos, antioxidantes, aminoácidos, tudo para melhorar o estado de saúde mental e orgânico, a potência sexual, o condicionamento físico, a neurotransmissão dos estímulos sexuais e a massa muscular corporal.
Fonte: www.revistapsicologia.com.br
Ainda há bem pouco tempo, se pensava que após certa idade, era normal e fisiológico o homem tornar-se mais triste, apático, apresentando em simultâneo perda do apetite sexual, isto é, características atribuídas ao envelhecimento. Ao contrário do que ocorre na menopausa feminina, com uma diversidade de sintomas, desde afrontamentos, irritabilidade, depressão, etc., os sintomas físicos da andropausa no homem são mais subtis, não sendo observados e identificados, com facilidade.
É um tema científico ainda de estudo recente, não havendo portanto um consenso unânime no mundo científico da medicina.
"A andropausa corresponde a um período da vida do homem em que alguns apresentam sintomas decorrentes da diminuição dos níveis de testoterona (hormona masculina).
Tal diminuição é fisiológica, isto é, normal ocorrendo em aproximadamente a 1% ao ano, após os 40 anos.
Depois dos 50 anos, 40 % dos homens apresentam sintomas sugestivos de queda dos níveis de hormonas. Não existe, no entanto, um critério uniforme na medicina sobre como e se é necessário tratar, uma vez que os efeitos colaterais dos medicamentos hormonais masculinos são bastantes".
Reconhecendo o problemaEmbora já tenham sido confundidos com situações de depressão, os sintomas mais comuns são: desinteresse sexual, problemas de erecção, falta de concentração e de memória, queda de pelos púbicos, insónia, perda de peso e por vezes consequentemente o próprio quadro depressivo. Em casos extremos, a baixa da produção de testosterona pode provocar osteoporose.
"Se um homem apresentar tais queixas que aparecem em geral de forma lenta e progressiva, deve procurar o médico que então fará o doseamento hormonal para saber como estão os níveis de testosterona" no sangue.
Quando tratarO tratamento é recomendável apenas quando a quebra hormonal for acentuada. "Tal reposição deve ser feita, porém, sob rigoroso acompanhamento médico com uma criteriosa avaliação geral do paciente.
Porque assim como as hormonas femininas, a testosterona sintética (que é produzida em laboratório) apresenta também consideráveis efeitos colaterais. O principal problema reside no aumento de risco do homem vir a apresentar tumor d próstata. "Esse tipo de tumor necessita de hormonas masculinas para se desenvolver". Se o homem tiver um cancro oculto ou uma predisposição, então o aporte hormonal esterno poderá acelerar o seu desenvolvimento.
Nesses casos, a terapêutica hormonal substitutiva estará totalmente contra-indicada. Outro efeito colateral importante são as alteração do funcionamento do fígado provocadas pela testosterona, quando administrada por via oral. "Existe aumento da predisposição de desenvolver doenças cardiovasculares e até o próprio aumento de volume da próstata, que causa ou intensifica problemas urinários como a dificuldade para urinar".
A qualquer sintoma, o médico deve ser sempre procurado. "Embora a andropausa atinja com maior intensidade os fumantes, os alcoólicos e todos que apresentem doenças crónicas, como diabetes, doenças coronárias, hipertensão arterial e obesidade, apenas o profissional médico sabe indicar a melhor forma de tratamento e sua necessidade". "A principal contra-indicação é tomar hormonas por autoria própria, sem acompanhamento médico".
Fonte: clinotavora.planetaclix.pt