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Andropausa

MANIFESTAÇÕES GERAIS

Alguns homens não apresentam o mais leve sintoma. Outros parecem estar especialmente predispostos à insegurança e à ansiedade, sobretudo quando passam dos 40 anos.

"Uma das barreiras que impedem os homens de falar sobre a andropausa (fase semelhante à menopausa, que acomete a mulher)é o medo de ser pouco viril. Muitos preferem morrer antes de reconhecer que a ereção deixou de ser igual de antigamente. Outros têm receio de não satisfazer mais as suas parceiras", diz o sexólogo Gabriel Guevara, da Sociedade Mexicana de Sexologia Humanista Integral.

Etapa de transição

A andropausa é o período em que o homem passa por mudanças hormonais, fisiológicas e químicas. Isso acontece freqüentemente entre 40 e 50 anos, embora haja casos em que pode ocorrer aos 35 ou aos 65.

As alterações podem chegar a afetar todos os aspectos da vida, como:

dificuldades para conseguir ter ou manter a ereção perda de interesse por fazer sexo

problemas nas relações que repercutem diretamente no funcionamento sexual da parceira; a mulher pode achar que está sendo repelida ou ficar ressentida se o homem não dividir as suas inquietações com ela
a culpa é freqüentemente experimentada por casais cujo homem tem problemas de ereção.

"Qualquer que seja a origem da disfunção sexual, uma vez iniciada a interação de fatores psicológicos, físicos e interpessoais, é muito difícil para o homem recuperar o seu equilíbrio", diz o andrologista Roberto Cervera, do Hospital Juarez, no México. "Se perder a ereção durante o tratamento medicamentoso, por exemplo, o homem começará a se preocupar se o seu órgão genital funcionará ou não na próxima vez em que tentar uma relação."

O stress é o inimigo

Quanto mais preocupações e stress tiver o homem maduro, menos será capaz de responder aos estímulos sexuais, segundo a prática médica. "A parceira, portanto, poderá sentir que a culpa é dela ou não se sentir suficientemente atraente aos olhos do amado. Se não for estabelecido um diálogo poderá haver uma separação. Também pode acontecer de o casal ficar cada vez mais envergonhado, temeroso e frustrado de tal modo que fica difícil a recuperação", diz Guevara. "É preciso lembrar que a andropausa é passageira."

Hormônios e idade

Estudos feitos nos Estados Unidos demonstraram que os níveis dos hormônios androgênicos nos homens a partir de 45 anos são mais baixos do que nos homens mais jovens. Concluiu-se, então, que a produção desses hormônios está intimamente relacionada à idade e às manifestações da andropausa, também chamada de climatério masculino.

Nesse período, o homem pode ter menor resistência à atividade física e necessidade de urinar com maior freqüência, além de ganhar peso e perder cabelo. As mudanças sexuais observadas em alguns homens que ultrapassaram os 55 anos estão relacionadas ao tempo mais prolongado que necessitam para atingir a ereção e à estimulação, que precisa ser mais direta.

A ação da testosterona

A testosterona (hormônio sexual masculino) é necessária para a estimulação da libido e da capacidade erétil, requisitos indispensáveis para que a função sexual aconteça normalmente. A administração de remédios em casos de baixa produção de testosterona pode melhorar a função sexual em homens mais velhos.

Fonte: www.saudeforum.com.br

Andropausa
A menopausa no homem

Sabia que homem também entra na fase de menopausa? É verdade, e é um problema actual de saúde. Só recentemente é que os estudos médicos identificaram esta realidade fisiológica.

Ainda há bem pouco tempo, se pensava que após certa idade, era normal e fisiológico o homem tornar-se mais triste, apático, apresentando em simultâneo perda do apetite sexual, isto é, características atribuídas ao envelhecimento. Ao contrário do que ocorre na menopausa feminina, com uma diversidade de sintomas, desde afrontamentos, irritabilidade, depressão, etc., os sintomas físicos da andropausa no homem são mais subtis, não sendo observados e identificados, com facilidade.

É um tema científico ainda de estudo recente, não havendo portanto um consenso unânime no mundo científico da medicina.

"A andropausa corresponde a um período da vida do homem em que alguns apresentam sintomas decorrentes da diminuição dos níveis de testoterona (hormona masculina).

Tal diminuição é fisiológica, isto é, normal ocorrendo em aproximadamente a 1% ao ano, após os 40 anos.

Depois dos 50 anos, 40 % dos homens apresentam sintomas sugestivos de queda dos níveis de hormonas. Não existe, no entanto, um critério uniforme na medicina sobre como e se é necessário tratar, uma vez que os efeitos colaterais dos medicamentos hormonais masculinos são bastantes".

Reconhecendo o problema

Embora já tenham sido confundidos com situações de depressão, os sintomas mais comuns são: desinteresse sexual, problemas de erecção, falta de concentração e de memória, queda de pelos púbicos, insónia, perda de peso e por vezes consequentemente o próprio quadro depressivo. Em casos extremos, a baixa da produção de testosterona pode provocar osteoporose.

"Se um homem apresentar tais queixas que aparecem em geral de forma lenta e progressiva, deve procurar o médico que então fará o doseamento hormonal para saber como estão os níveis de testosterona" no sangue.

Quando tratar

O tratamento é recomendável apenas quando a quebra hormonal for acentuada. "Tal reposição deve ser feita, porém, sob rigoroso acompanhamento médico com uma criteriosa avaliação geral do paciente.

Porque assim como as hormonas femininas, a testosterona sintética (que é produzida em laboratório) apresenta também consideráveis efeitos colaterais. O principal problema reside no aumento de risco do homem vir a apresentar tumor d próstata. "Esse tipo de tumor necessita de hormonas masculinas para se desenvolver". Se o homem tiver um cancro oculto ou uma predisposição, então o aporte hormonal esterno poderá acelerar o seu desenvolvimento.

Nesses casos, a terapêutica hormonal substitutiva estará totalmente contra-indicada. Outro efeito colateral importante são as alteração do funcionamento do fígado provocadas pela testosterona, quando administrada por via oral. "Existe aumento da predisposição de desenvolver doenças cardiovasculares e até o próprio aumento de volume da próstata, que causa ou intensifica problemas urinários como a dificuldade para urinar".

A qualquer sintoma, o médico deve ser sempre procurado. "Embora a andropausa atinja com maior intensidade os fumantes, os alcoólicos e todos que apresentem doenças crónicas, como diabetes, doenças coronárias, hipertensão arterial e obesidade, apenas o profissional médico sabe indicar a melhor forma de tratamento e sua necessidade". "A principal contra-indicação é tomar hormonas por autoria própria, sem acompanhamento médico".

Fonte: clinotavora.planetaclix.pt

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