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Criptorquidia

 

Pode ocorrer criptorquidia uni ou bilateral. A incidência desta afecção é de 3 a 4% ao nascimento, porém a maioria dos testículos finalmente desce. Desta forma, a incidência com 1 ano é de cerca de 0,8%.

Como a descida normal dos testículos requer função normal da hipófise e níveis normais de diidrotestosterona, a incidência de criptorquidia aumenta em pacientes com a síndrome de Kallmann.

Problemas associados à conduta na criptorquidia incluem distinguir entre criptorquidia e testículos retráteis e recomendar tratamento clínico usando hCG ou tratamento cirúrgico numa criança.

Em geral, o objetivo é trazer o testículo que não desceu ao escroto antes de 1 a 2 anos de idade - para diminuir o risco de lesões malignas gonadais associadas a testículos abdominais e melhorar o potencial de fertilidade.

Em meninos antes da puberdade, o tratamento com hCG em geral deve ser usado inicialmente por 4 semanas para determinar se ocorre a descida antes de se considerar a intervenção cirúrgica. A discussão destes problemas está além do interesse destas diretrizes; deve ser pedida consulta apropriada com especialista.

Síndrome dos Testículos Desaparecidos

Anorquidia Congênita ou Castração Funcional Pré-Púbere

A manifestação inicial da síndrome dos testículos desaparecidos é a imaturidade sexual em paciente do sexo masculino. A causa é obscura, mas a síndrome pode ser devida a torção testicular durante a vida fetal depois de exposição suficiente à testosterona para produzir masculinização do trato reprodutivo. Testículos impalpáveis sugerem a possibilidade de criptorquidia. Os níveis de FSH e LH estão aumentados e os de testosterona estão baixos. Se os níveis de LH tiverem apenas aumento mínimo, deverá ser feito o teste de estimulação da gônada com hCG. Com a síndrome dos testículos desaparecidos, não seria demonstrada resposta. Uma resposta à estimulação com hCG levantaria a possibilidade de testículos intra-abdominais, o que precisaria de maior avaliação devido à possibilidade de transformação maligna. Nesta situação, recomenda-se uma RM para avaliar a possibilidade de um gônada disgenética intra-abdominal retida porque isto se associaria a aumento do risco de uma lesão maligna e necessitaria de remoção.

Hemocromatose

A sobrecarga de ferro pode levar à insuficiência gonadal primária ou, algumas vezes, à disfunção hipotálamo-hipofisária que resulte em insuficiência gonadal secundária. O diagnóstico é feito na situação de achados associados de hemocromatose juntamente com aumento do nível de ferritina e em geral é confirmado com biópsia hepática ou da medula óssea.

Agressões Testiculares Externas Trauma

O paciente pode ter história de lesão traumática direta. Torção testicular algumas vezes se associa à anormalidade "badalo de sino", na qual os testículos se situam horizontalmente devido ao fechamento incompleto dos tecidos em torno.

Orquite por Caxumba

Em pacientes com caxumba após a puberdade, existe um risco de 25% de orquite. Mais de 50% daqueles com orquite serão inférteis. Estão presentes aumento das concentrações de FSH e oligospermia ou azoospermia. A orquite por caxumba pode evoluir para a produção baixa de testosterona e altos níveis de LH em alguns homens.

Tratamento por Radiação ou Quimioterapia

Com irradiação ou quimioterapia, pode ocorrer exposição testicular pelo tratamento de outra doença ou inadvertidamente. Observam-se um potencial dose-dependente de recuperação e disfunção variável das células de Leydig. É possível colocar os espermatozóides em banco antes do tratamento, se for desejada "fertilidade" no futuro e as contagens de espermatozóides forem normais.

Síndrome Auto-Imunes

Distúrbios associados a anticorpos anti-células de Leydig ou afecções associadas a anticorpos antiespermatozóides são síndromes auto-imunes relacionadas a hipogonadismo. Estas síndromes são mal caracterizadas e são necessárias mais pesquisas para determinar os critérios diagnósticos e possíveis opções de tratamento.

Síndrome das Células de Sertoli Somente

A ausência de células germinativas em pacientes com testículos pequenos, altos níveis de FSH, azoospermia e níveis normais de testosterona devem sugerir a presença da síndrome das células de Sertoli somente. O diagnóstico pode ser feito somente por biópsia testicular. A causa atualmente é desconhecida.

Fonte: www.uronews.org.br

Criptorquidia

A Criptorquidia caracteriza-se pelo fato de um testículo não ter descido até o escroto. Bem cedo na gravidez, os testículos começam a se desenvolver dentro do abdome, influenciado por vários hormônios. Por volta da 32ª e 36ª semanas de gestação, os testículos começam a descer em direção ao escroto, através de um "buraco" na musculatura chamado de anel inguinal. Em 30 por cento das crianças do sexo masculino prematuras e em aproximadamente três por cento daquelas que vão até o final da gravidez, um ou ambos testículos não completam sua descida até a hora do nascimento. A maioria deles descerá espontaneamente durante os primeiros três a seis meses de vida. Antes de seis meses de idade, menos que 1 por cento dos bebês têm ainda o problema. Pode ser afetado tanto um quanto ambos os testículos.

Um testículo não descido aumenta o risco de infertilidade, câncer testicular, hérnias e torção testicular. Um escroto vazio também pode causar ansiedade significativa à medida que o menino cresce. Por estas razões, o tratamento precoce é muito importante.

Alguns meninos têm a descida do testículo normal ao nascimento, mas, por volta dos 4 e 10 anos de idade, o testículo pode voltar ao abdome. Esta condição é chamada de Criptorquidia Adquirida. Acredita-se que isto aconteça quando, por razões ainda desconhecidas, o cordão espermático, preso ao testículo, não acompanha o ritmo de crescimento da criança.

Uma condição menos séria, chamada "testículo retrátil", às vezes é confundida com a criptorquidia adquirida. Nesta condição, um testículo que desceu completamente ao escroto, em alguma situação se retrai em direção ao abdome.

A retração é causada por um reflexo do músculo cremáster (que reveste o cordão espermático) que puxa o testículo do escroto ao abdome. Meninos que estão ansiosos durante um exame dos testículos podem ter este reflexo exagerado. Um testículo retrátil não aumenta o risco de infertilidade ou câncer testicular porque o testículo sempre volta ao escroto.

Quadro Clínico

Existe normalmente só um sinal de que um menino tem criptorquidia. O escroto parece pouco desenvolvido no lado afetado. Em casos raros, pode ocorrer uma torção do testículo criptorquídico (torção testicular), causando dor intensa na virilha. Se isto acontecer, procure ajuda médica imediatamente.

Diagnóstico

Ao exame físico, um ou ambos testículos estarão ausentes no escroto. Na maioria de casos, o médico pode sentir o testículo na parte acima do escroto. Se o médico não pode encontrar ou sentir o testículo, sua localização precisa ser determinada por uma laparoscopia diagnóstica, feita por um especialista. Neste procedimento, uma câmera de vídeo especialmente projetada é inserida por uma incisão pequena no umbigo, para olhar diretamente sobre a parte interna do abdome.

Outro recurso utilizado é o Ultra-som, que indiretamente determina a localização do testículo criptorquídico.

Prevenção

Não há nenhuma forma de se prevenir esta condição porque a causa exata não é totalmente conhecida.

Tratamento

Um testículo não descido, normalmente é tratado entre os 6 meses e 2 anos de idade. A maioria dos casos pode ser corrigido com um procedimento cirúrgico chamado orquipexia no qual o cirurgião conduz o testículo ao escroto por sua abertura natural do abdome (anel inguinal) e então fixa-o com pontos em seu lugar original. Ocasionalmente, uma cirurgia mais extensa é necessária.

Injeções de hormônios foram usadas na Europa para estimular a descida testicular, mas este tratamento é menos freqüentemente utilizado nos Estados Unidos.

Se o testículo está ausente ou não pode ser movido ao escroto, próteses de testículos (implantes artificiais) estão disponíveis no mercado.

Qual médico procurar?

Consulte um urologista para um exame completo se um ou ambos testículos não podem ser sentidos dentro do escroto. Procure ajuda médica imediatamente se você sente dor forte na virilha.

Prognóstico

O prognóstico é melhor se a condição é reconhecida e corrigida antes dos 2 anos de idade.

A Orquipexia reduz o risco de infertilidade porque a produção de esperma normal requer a temperatura mais baixa, encontrada no escroto por suas características anatômicas, e não em outras áreas do corpo. Depois do tratamento, 50 a 65 por cento dos homens com dois testículos que não desceram são férteis, e 85 por cento com um único testículo não descidos, são férteis.

Embora a orquipexia não reduza o risco de câncer testicular, ela aumenta a probabilidade de descoberta precoce.

Fonte: www.policlin.com.br

Criptorquidia

Testículo não descido

O testículo não descido, ou genericamente criptorquidia, envolve uma série longa e complexa de alterações de posicionamento da gônada desde a fase embrionária, isto é, desde a 7º a 8º semana de gestação até sua colocação final no escroto. A gônada, nesta fase, é fixada por dois finos ligamentos, um no seu polo superior (ligamento suspensor) e outro no seu polo inferior, chamado gubernaculum testis.

O ligamento superior regride nas meninas, enquanto o inferior aumenta nos meninos, principalmente na sua porção final onde encontra-se preso na região inguinal para onde deverá ir o testículo.

Por volta do início do 6º mês de gestação, a porção terminal do gubernaculum começa a se salientar através da parede abdominal na região inguinal e continua sua migração além do pubis até o escroto. O processus vaginalis (vide hérnia inguinal), se alonga por dentro do gubernaculum, proporcionando a descida do testículo da cavidade abdominal para o escroto.

Esta descida deve estar completa por volta da 35º semana e é, ao que tudo indica, controlada por estimulação hormonal. Estímulos androgênicos e não androgênicos se alternam no mecanismo de descida do testículo até o escroto.

A incidência de criptorquidia gira em torno de 4% nas crianças. E até 1 ano de idade esta marcacai para 0,9%, conforme relata um estudo do John Radcliffe Hospital Cryptorquidism Study Group de 1986.Uma das controvérsias a respeito desta patologia é sua relação com a temperatura do corpo. O testículo é um orgão que está preparado para ter seu pleno funcionamento em temperaturas mais baxias que a do corpo, isto é, em torno de 33º C. Sendo assim, a regulação de sua temperatura fica por conta de sensores musculares (M. dartos e M. cremaster) no escroto.

O diagnóstico da criptorquidia é feito eminentemente por exame clínico, tentando identificar através da palpação se há ausência do testículo na região escrotal para os testícuos palpáveis. O que devemos ter a certeza é se o testículo fica espontanamente no escroto ou não ! Se num recém-nascido o testículo é identificado fora do escroto, no canal inguinal (virilha) por exemplo, ele deverá ser re-avaliado em 3 meses. Se permanecer ainda fora do escroto, ele poderá receber o diagnótico de testículo não descido.

ATENÇÃO

Se o testículo descer até um ano de idade, mesmo assim ele deverá continuar sob supervisão do médico, pois ainda existe um pequeno risco deste testículo voltar (reascender) em direção ao canal inguinal mais tarde na infância.

TRATAMENTO

A terapia hormonal é baseada na teoria da qual esta patologia é causada pela deficiência no eixo hipotálamo-hipófise-gonadal. Após algumas tentativas com algumas substâncias hormonais, o hCG (Gonatrofina Coriônica Humana), é o mais comumente usado. Seu sucesso no tratamento gira em torno de 10-50% dos casos, variando muito de autor para autor. Acreditasseque isto se deva aos critérios de inclusão nos estudos, pois testículos retráteis e emergentes na altura do canal inguinal eterno sejam os mais propícios ao descenso que os demais. Alguns autores acreditam que estes testículos deveriam ser excluídos dos protocolos de aplicação do hCG. Do nosso ponto de vista, todo caso de criptorquidia é levado à cirurgia, devido aos pobres e discutíveis resultados relatados na literatura.

CIRURGIA

A correção cirúrgica é baseada na informação de muitos autores que relatam que a degeneração testicular ocorre pelo aumento de temperatura (3-4ºC) quando o testículo encontra-se fora do escroto. Alguns autores mostram degeneração nas células germinativas já a partir do 6º mês de vida. Por isso, a recomendação é que a cirurgia se dê entre 6-18-meses, sendo preferida ao redor de 1 ano de vida.

Fonte: www.drwilly.com.br

Criptorquidia

Diz-se que existe criptorquidia quando os testículos não tiverem descido para o escroto por altura do nascimento, como seria normal. Esta doença está normalmente associada a vários graus de deficiência na produção de esperma. Embora seja possível corrigir os testículos não descidos por meios cirúrgicos, a probabilidade de restabelecer um nível de fertilidade normal é reduzida.

Sintomas

Se a correcção não for efetuada, sente-se o escroto vazio, ou a ausência de um testículo.

Causa

Até à data, a causa da criptorquidia ainda não foi identificada.

Tratamento

A cirurgia para correcção desta anomalia é realizada geralmente durante a infância. Porém, a cirurgia nem sempre restabelece a produção normal de esperma e, em certos casos, a própria operação poderá contribuir para a infertilidade.

Fonte: www.fertilidadeumaviagem.com

Criptorquidia

O que é

Esta situação, que acontece em uma de cada 125 crianças do sexo masculino, consiste na retenção de um ou dos dois testículos na sua descida para o escroto, que são as bolsas onde ficam alojados normalmente.

Estas crianças têm uma probabilidade aumentada de vir a sofrer de infertilidade ou de cancro do testículo

Entre o sétimo e nono mês de desenvolvimento do feto, os testículos, originados no abdómen, descem para a sua posição normal no escroto (bolsa por debaixo do pénis), através de um canal específico.

Se o testículo não descer, não vai funcionar normalmente. Embora a correcção cirúrgica dessa situação também não garanta sempre o seu normal crescimento e funcionamento, é uma atitude geralmente aconselhável.

Um testículo não descido na altura do nascimento pode no entanto fazê-lo espontaneamente durante o primeiro ano de vida. A partir daí, se não desceu ainda, é pouco provável que o venha a fazer. Deve-se então optar pela cirurgia, que deve ser feita antes dos 2 anos a fim de preservar o mais possível a possibilidade do testículo não ser lesado e vir a funcionar normalmente.

Tratamento

Durante a cirurgia, o operador (cirurgião pediátrico ou urologista), liberta o testículo do abdómen e fixa-o dentro das bolsas testiculares (escroto).

São necessárias duas incisões: uma na virilha (para aceder ao testículo subido) e outra no escroto (para o puxar e fixar).

Após a cirurgia, e durante algumas semanas, deve evitar traumatizar a área, pelo que não deve andar de triciclo, bicicletas ou fazer atividades que exerçam pressão nessa zona

Testículo retráctil

Por vezes acontece, mesmo em adultos, que um ou mesmo os dois testículos que se retraem e saem mesmo do escroto em reação ao toque, frio ou medo. É uma situação normal e que não requer qualquer tratamento, a não ser que essa retração deixe de ser transitória e passe a ser definitiva.

Fonte: www.infoteconline.info

Criptorquidia

Criptorquidia

O que é um testículo não-descido ou criptorquídico?

Os testículos são formados dentro do abdome. Na maioria dos meninos eles descem até a bolsa escrotal até o nascimento. Mesmo após o nascimento alguns testículos que não desceram completamente até sua posição normal na bolsa escrotal, o farão até os 4 meses de idade.

Se um testículo não está na bolsa escrotal até que o menino complete 6 meses de idade, é pouco provável que ele desça espontaneamente. Esse testículo é chamando não-descido ou criptorquídico.

Já o Testículo retrátil desce normalmente para a bolsa escrotal, mas devido a uma hipertrofia e hiperexcitabilidade do músculo da bolsa escrotal, mantém-se em grande parte do tempo em uma posição alta. É uma situação benigna e transitória, que na grande parte das vezes não requer tratamento. Um testículo criptorquídico requer cirurgia, denominada "orquidopexia", para colocá-lo na bolsa escrotal.

Por que a cirurgia é necessária?

Existem várias razões para se colocar um testículo não-descido na bolsa escrotal.

Fertilidade

A temperatura na bolsa escrotal é menor que dentro do abdome. Para a produção de espermatozóides no testículo é necessário que este permaneça no ambiente de menor temperatura corpórea existente na bolsa escrotal. Trazendo esse testículo para a bolsa escrotal na infância, aumenta-se a qualidade da produção do sêmen e a fertilidade ao longo da vida.

Câncer

Testículos criptorquídicos têm um aumento de chance de desenvolverem câncer mais tarde. Não está claro se a colocação do testículo na bolsa escrotal logo na infância diminua as chances do câncer. No entanto a presença do testículo na bolsa escrotal permite o auto-exame do testículo e a detecção precoce do câncer de testículo.

Hérnia

O saco herniário é quase sempre associado com um testículo criptorquídico. Durante a operação para trazer o testículo para a bolsa escrotal, a hérnia é rotineiramente identificada e tratada.

Proteção

Um testículo que permanece no abdome tem uma chance maior de sofrer uma torção com prejuízo de seu suprimento sanguíneo, resultando em um quadro de abdome agudo semelhante a apendicite.

Cosmética

A permanência do testículo na bolsa escrotal faz com que a genitália tenha uma aparência normal.

Quando a cirurgia deve ser realizada?

Já que alguns testículos não-descidos até ao nascimento o farão posteriormente, é melhor esperar até que o menino tenha 6 meses de idade. Após essa idade se o testículo não é palpado fora do abdome ou está muito alto, é improvável que venha a descer.

Quando a cirurgia deve ser realizada?

Em muitos casos as crianças voltam para casa no mesmo dia em que a cirurgia é realizada. Uma pequena incisão é feita na virilha. Em muitos meninos quando o testículo não pode ser palpado fora do abdome, a laparoscopia pode ser utilizada. A laparoscopia consiste em passar-se uma pequena câmera com luz até o interior da cavidade abdominal por uma pequena incisão no abdome e eventualmente outras pinças especiais, para a localização do testículo criptorquídico. Se o mesmo é encontrado (alguns testículos estão ausentes), a laparoscopia é utilizada para trazer o testículo até a bolsa escrotal.

Quais são as complicações da orquidopexia?

Infecção ou sangramento podem ocorrer em qualquer operação. Lesão dos vasos sangüíneos do testículo ou ducto deferente (ducto que transporta espermatozóides) pode ocorrer quando realiza-se a orquidopexia. Essas estruturas são delicadas e a prevenção da lesão requer delicadeza e precisão enquanto está sendo realizada a cirurgia. Raramente, existem testículos que não chegam até a bolsa escrotal após a primeira cirurgia e requerem uma segunda cirurgia, cerca de um ano após a primeira, para posicioná-los na bolsa escrotal.

Fonte: www.cirurgiaendocrina.com.br

Criptorquidia

Nos últimos meses da vida intra-uterina, os testículos formados no interior do abdômen devem migrar para a bolsa escrotal, seguindo um caminho que passa pelo canal inguinal.

A criptorquidia ocorre quando um deles ou os dois ficam parados em algum ponto desse caminho por causa de hérnias ou anomalias na conformação do abdômen inferior. Essa alteração do percurso tem importância porque, para viabilizar a produção de espermatozóides, os testículos precisam estar 1°C, 1,5°C abaixo da temperatura corpórea.

Assim que a criança nasce, é importante verificar se existe ou não criptorquidia.

Se os testículos não estiverem situados na bolsa escrotal, a conduta é observar como evolui o caso durante um ano, um ano e meio, porque eles podem migrar naturalmente. Caso contrário, o menino deve corrigir a anomalia precocemente para preservar a função germinativa.

Diagnóstico

É importante distinguir criptorquidia do testículo retrátil. Este é levado à bolsa escrotal com facilidade, mas volta e aloja-se na região proximal da raiz da bolsa.

Essa capacidade migratória é provocada pela hipertrofia ou funcionamento exacerbado do músculo cremaster e não requer nenhuma intervenção. Os estímulos hormonais que se manifestam a partir dos sete, oito anos, farão que os testículos se fixem espontaneamente dentro da bolsa.

Complicações

A retenção dos testículos dentro da cavidade abdominal é causa importante da esterilidade masculina e favorece o desenvolvimento de neoplasias. Por isso, se houver dificuldade em levar o testículo até a bolsa, quando o tratamento ocorre numa fase tardia, o melhor é retirá-los para evitar problemas mais graves.

Tratamento

O uso da gonadotrofina coriônica (hCG) provoca o amadurecimento transitório e mais rápido do testículo, auxiliando a fase final da migração. Na maior parte dos casos, porém, sobretudo quando o problema é unilateral, a melhor opção de tratamento é a cirurgia para liberar o testículo das aderências que se formaram dentro do abdômen a fim de permitir que o cordão espermático o conduza para a bolsa escrotal.

Recomendações

É importante palpar os testículos das crianças para assegurar que ambos se encontram na bolsa escrotal;

Não deixe para mais tarde a realização da cirurgia se a criptorquidia foi diagnosticada em seu filho.

Fonte: drauziovarella.ig.com.br

Criptorquidia

Distopias Testiculares

Definição

Situações anômalas dos testículos, sempre encontradas fora do escroto, uni ou bilateralmente.

Epidemiologia

A incidência de criptorquia é de 0,8% em RN. é bilateral em 10 a 25% dos casos. As unilaterais direitas são as mais comuns. Em 12 a 15% dos caos há HF positiva.

Fisiologia

Os testículos formam-se no pólo inferior dos rins e descrevem um trajeto descendente até o escroto. Este trajeto inicia-se pelo espaço retroperitoneal, junto à coluna lombossacra, continuando pelo anel inguinal profundo, canal inguinal, anel inguinal superficial e escroto.

Ao nasciemtno, normalmente os testículos já se encontram no escroto.

Classificação

Criptorquidia: representa a grande maioria dos casos. Nela, os testículos encontram-se fora da bolsa escrotal, porém, em algum ponto de seu trajeto. É também conhecida como criptorquidismo, criptorquia ou testículos retidos.

De acordo com a localização, definida durante o ato operatório ou ao EF, são classificados em: intra-abdominais (retroperitôneo, não ultrapassando anel inguinal profundo), canaliculares (canal inguinal), pubianos (região pubiana, na emergência do anel inguinal superficial), superficiais (loja inguinal de Denis-Browne, entre a fáscia de Scarpa e a aponeurose do m. oblíquo externo) e deslizantes (gliding testis, localizam-se abaixo do anel inguinal superficial, próximos à região superior do escroto, podendo ser deslocados ao escroto por tração manual, para logo retraírem-se à sua posição original).

Do ponto de vista clínico, classificam-se em palpáveis (deslizantes, superficiais, pubianos e canaliculares) e impalpáveis (intra-abdominais e vanish testis, que são testículos rudimentares que sofreram atrofia na vida intra-útero, com vasos e ducto deferente atróficos, com trajeto normal, que terminam no escroto ou em fundo cego).

Ectopia testicular: os testículos situam-se fora de seu trajeto. Tomam direção anômala, localizando-se no períneo, na base do pênis, na face interna do terço superior da coxa e no hemiescroto contralateral.

Testículo retrátil: também denominado flutuante ou migratório, os testículos situam-se no escroto, podendo retrair-se até o canal inguinal quando submetidos a estímulos (toque no escroto, na face súpero-interna da coxa, no abdome inferior, ou quando a criança é exposta ao frio), para em seguida, retomar sua posição escrotal. Acredita-se que seja decorrente de hiperrreflexia do músculo cremaster com uma insuficiente fixação da gônada ao escroto. Os vasos testiculares e o ducto deferente possuem tamanho normal.

Etiologia

A etiologia da criptorquidia não está bem definida. Talvez seja considerada como uma síndrome provocada por alterações endócrinas, genéticas e anatômicas ou mecânicas.

Considera-se a deficiência do hormônio gonadotrófico durante a vida intra-uterina a principal causa de criptorquidia. A ação local da testosterona sobre o ducto de Wolff, dá origem ao epidídimo, que tem papel primário e é pré-requisito para descida normal do testículo fetal.

A correlção de criptorquidia e afecção endócrinas pode ser encontrada em: anencefalia, hipopituarismo, deficiência gonadotrófica (sd. de Kallman), deficiência de 5-alfa-redutase..

Associa-se a muitas anormalidades genéticas: trissomia 13 e 18, sd, de Aarhog, Laurence-Moon-Bield, Freeman-Sheldon e sd. tríplice.

Em casos unilaterais fica mais difícil a correlação com causas endódrinas ou genéticas.

As causa anatômicas ou mecânicas são: aderências peritoneais, desenvolvimento insuficiente do canal inguinal, do anel inguinal, ausência de cavidade escrotal, gubernaculum testis insuficiente, hiperatividade cremastérica, conduto peritoneovaginal curto, diâmetro do testículo ou do epidídimo maior do que o canal inguinal, vasos testiculares curtos.

Fisiopatologia

Alterações na espermatogênese: lesões testiculares provocadas pelo criptorquidismo podem ocasionar diminuição da fertilidade. Estas lesões são principalmente causadas pela temperatura. Estas modificações testiculares ocorrem principalmente após 5 anos. Assim, a melhor idade para o tratamento cirúrgico de criptorquidia é entre 5 e 7 anos de idade. No entanto, existem autores que sugerem alterações mais precoces, sendo indicativo a cirurgia em idade mais precoce (entre 1º e 2º ano de vida). Um princípio importante é o de que a cirurgia não propicia a reversibilidade das lesões, embora alguns autores adotem postura contrária.

Mecanismo imunológicos podem ser responsáveis pela diminuição da fertilidade nas criptorquidias inulaterais. Assim, no testícuo críptico produziria anticorpos que atacariam o testículo tópico contralateral.

Degeneração maligna: 10% dos portadores de câncer do testículo possuem criptorquia. Nestes pacientes o risco de câncer do testículos é de 3,8 a 10 vezes maior que em pacientes com testículos tópicos. O seminoma configura-se o tipo mais comum de câncer, seguido pelo teratoma e carcinomas embrionários.

Aspectos estéticos e psicológicos: a estética pode levar a alterações psicológicas com distúrbios de conduta sexual e social.

Função endócrina: não provoca alterações clínicas das funções endócrinas. Não afeta a libido e o desenvolvimento de carcteres sexuais secundrios.

Torção testicular: é rara na critorquia. Em uma criança do sexo masculino, com queixa de dor em abdome inferior e ausência de testículo ipsolateral palpável, deve-se supeitar de torção testicular intra-abdominal.

Anomalias associadas: mongolismo, fenda palatina, anomalias hipofisárias, hipoplasia genital, onfalocele, laparosquise e outras.

As anomalias congêntas mais comuns são: hérnias inguinais, anomalias do trato urinário superior e anomalias do epidídimo.

Diagnóstico

O diagnóstico é clínico. Em geral o testículo é palpado no canal inguinal, na região pubiana ou na região superior do escroto. Casos contrário, devem ser examinados os locais onde podem-se situar os testículos ectópicos.

A não palpação em sítios ectópicos ou tópicos caracteriza testículo intra-abdominal, atrofia testicular ou anorquia.

Tratamento

Cirurgia: indica-se a orquiopexia após 1 ano e antes dos 2 anos de idade.

Cirugia videolaparoscópica: bastante útil para a avaliação dos testículos altos, impalpáveis ao exame físico.

Se os vasos testiculares terminarem em fundo cego, sem penetrarem no anel profundo, não é necessário exploração cirúrgica, já que trata-se de uma anorquia.

Se os vasos testiculares penetrarem no canal inguinal, há necessidade de exploração cirúrgica.

Se os vasos testiculares hipotrofiados penetrarem no canal inguinal, também é necessária a exploração cirúrgica, para ressecar remanescente de tecido testicular.

Se o testículo é intra-abdominal e normal, indica-se a orquipexia. Se for displásico ou atrófico, indica-se orquiectomia e colocação de prótese testicular.

Próteses: em casos de agenesia ou atrofia testicular, é aconselhável o uso de próteses de silicone, para evitar distúrbios psicológicos.

Tratamento hormonal: pode ser usada a gonadotrfina coriônica, mas sua eficácia não é comprovada. Pode ser útil no preparo da bolsa escrotal que irá receber um testículo após orquiopexia.

Fonte: www.geocities.com

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