Anêmona (Página 3)
Anêmona

Anêmona do Mar ou Actínia
Anêmona do Mar ou Actínia

Cerianthus filiformes

Filo: Cnidaria
Classe:Anthozoa
Ordem: Ceriantharia
Nome em inglês: tube-dwelling anemones

Os animais do filo Cnidaria possuem duas camadas de células, uma externa e outra interna, que são separadas pela mesogléia não-viva.

O único espaço interno é a cavidade gastrovascular, central. Distinguem-se das esponjas por apresentarem camadas de tecidos verdadeiros.

Com os Ctenophora são os primeiros Metazoa.

O nome do filo deriva do grego knide = urtiga. Apresentam cnidócitos que contêm nematocistos (organelas urticantes), empregados na captura do alimento e na defesa.

A classe Anthozoa é representada pelas anêmonas-do-mar e corais. São pólipos fixos. Todos marinhos. Existem 6.100 espécies.

Fonte: www.antares.com.br

Anêmona

Anêmona
Anêmona

As anêmonas do mar são animais exclusivamente marinhos, do Filo Cnidária ou Celenterado, mesmo grupos dos corais, medusas, gorgônias, caravelas e hidras.

As anêmonas vivem associadas ao fundo, principalmente rochoso e em recifes de coral, mas algumas espécies podem ocorrer na areia ou mesmo nos fundos lodosos; são capazes de suportar longos períodos fora d'água.

CLASSIFICAÇÃO

As anêmonas do mar são animais exclusivamente marinhos, do Filo Cnidária ou Celenterado, mesmo grupos dos corais, medusas, gorgônias, caravelas e hidras.

O filo Cnidária (KNIDE = urtiga) ou Celenterado (KOILOS = ôco / ENTERON = intestino), são animais mais inferiores que apresentam organização ao nível de tecido, na qual há especialização de células e grupos de células. O nome do grupo provém da palavra grega knide que significa urtiga, pois todos os seus membros possuem filos urticantes que carregam substância químicas irritantes.
Os celenterados são de vida livre, habitam principalmente águas marinhas, existindo no entanto, algumas espécies de água doce. Elas podem viver isoladamente ou em colônias, quando adultas podem ser fixas ou móveis.

Os celenterados apresentam-se sob duas formas ou tipos básicos: forma de pólipos (pólipóides) e forma de medusa (medusóide). A forma polipóide lembra um cilindro com duas bases, uma fixa ao substrato e a outra livre, onde existe um orifício, a boca, circundada por tentáculos. A forma medusóide lembra um guarda-chuva, com a boca na posição onde estaria o cabo do guarda-chuva; as formas medusóides são livres-nadantes, ao passo que as formas polipóides são geralmente sésseis.
A classe Anthozoa caracteriza-se por não apresentar formas medusóides em seu ciclo vital. Os Anthozoa são assim chamados pois seus corpos são um cilindro curto, e apresentam, na região oposta à do disco basal, muitos tentáculos, que quando expandidos, lhe conferem o aspecto de uma flor (anthos = flor e zoon = animal).

As anêmonas vivem associadas ao fundo, principalmente rochoso e em recifes de coral, mas algumas espécies podem ocorrer na areia ou mesmo nos fundos lodosos; são capazes de suportar longos períodos fora d'água. Algumas espécies vivem aderidas a águas-vivas e conchas de paguros. Tem preferencia por águas costeiras pouco profundas, e são mais abundantes nos Trópicos.

As anêmonas, assim como todos os Cnidários, são providas de cnidoblastos com nematocistos, localizados nos tentáculos e cavidade gastrovascular. Estas células providas de potentes toxinas, são utilizadas principalmente na captura de alimentos e na própria defesa contra predadores.

Apesar dos tentáculos da anêmonas serem peçonhentos, muitos animais se adaptaram e conseguem viver entre eles sem sofrerem com as toxinas. É o caso do conhecido peixe-palhaço (Amphiprion), camarões-palhaço, ofiurcos, e outros peixes. Esta interação é favorável tanto para os hóspedes, que ganham proteção e alimento, como para a própria anêmona, que tem seu corpo livre de parasitas, sujeiras e tecidos necrosados. Esta é uma clara relação de comensalismo.

As anêmonas do mar são Cnidários pertencentes à classe Anthozoa, ordem Actiniaria, e pertencem a 26 famílias distintas. São conhecidas mais de 1.000 espécies em todos os mares do mundo. Observa-se que a fauna de anêmonas do mar do Estado de São Paulo, atualmente com 17 espécies, principalmente de águas rasas e de tamanho relativamente grande, certamente deverá ter seu número bastante aumentado quando se empreender o estudo de espécies pequenas, relativamente comuns em ambientes crípticos do litoral paulista, e de profundeza maior.

Os estudos farmacológicos ainda são incipientes no Brasil, apesar de haver dados importantes em relação à Bunodosoma caissarum, uma anêmona do mar endêmica do litoral brasileiro. Esta espécie é fonte de uma iminopurina, a caissarona, que possui ação antagonista de adenosina, um neurotransmissor modulador de sinapses excitatórias. No intestino de mamíferos, foi evidenciado um aumento da motilidade produzida pela ação em receptores do tipoA1. Esta foi a primeira vez que encontrou-se um produto natural marinho com atividade antagonista de receptores purinérgicos e que tem potencial terapêutico. O exame toxicológico da peçonha, obtida dos nematocistos descarregados por estimulação elétrica de B.caissairum, revelou peptídeos neurotóxicos e citotóxicos, sendo que um deles foi inteiramente sequenciado e caracterizado farmacologicamente.

IDENTIFICAÇÃO DAS ANÊMONAS DO MAR

Quase todas as publicações sobre a identificação das anêmonas são técnicas. Tratam das características tais como a natureza dos músculos, do tamanho e da distribuição dos nematocistos, e do arranjo dos tentáculos em relação à anatomia interna. Tais características, que são observados em espécimes preservados, requerem a dissecação e um exame histológico para estudo. São usados em parte porque a maioria das espécies tropicais (especialmente de antes do século 20) e dos mares profundos (até o recente advento dos submarinos) foram originalmente conhecidos através de espécimes preservados. Acredita-se que os Actinians podem ser identificados no ambiente, baseado na aparência e no habitat, embora alguns peritos considerem a análise do nematocisto, essencial.

Uma anêmona do mar é um animal extremamente simples. Pode-se pensar como um cilindro fechado em ambas as extremidades. A extremidade mais baixa, ou basal, pode ser pontiagudo, para escavar em sedimentos macios. Na maioria das famílias das anêmonas, como o Actinians hospedeiro, é adaptado com um disco basal que se anexa firmemente a um objeto sólido, como uma rocha ou uma ramificação de coral (enterrada geralmente no sedimento). No centro do disco oral, na extremidade oposta fica a boca. O disco oral é cercado por tentáculos ocos. Podem ser poucos ou muitos, e postos em fileiras radiais ou circulares. Seu formato é altamente diverso: curto ou longo, fino ou grosso, pontiagudo ou sem corte, redondo ou com a forma de uma árvore. O número de tentáculos, a forma e o arranjo são muito importantes na identificação do gênero e da espécie. Apesar do nome Celenterado, a coluna cilíndrica (corpo) dos anthozoários não é completamente oca. Nas anêmonas do mar, as divisórias verticais (mesentérios) estendem-se da parede da coluna através da parte central do orifício ou por todo o caminho da garganta (actinopharynx). Visto num corte transversal, a coluna se assemelha a uma roda com raios. Os mesentérios também aparecem na parte de baixo do disco oral (as linhas radiais podem ser visíveis em um animal que esteja expandido, com poucos tentáculos, e/ou com um disco oral fino), com os tentáculos aparecendo entre eles. Em animais com poucos tentáculos, boa parte do disco oral, da boca, e às vezes a extremidade superior da garganta, de onde a boca se abre, podem ser visíveis. O disco oral pode ter a forma radial ou circular, a boca pode ser circular ou alongada, pode ser alongada, pode ser elevada em uma projeção cônica e pode diferir na cor com o disco oral.

A coluna cilíndrica é apropriadamente afinalada para acomodar um pedal e/ou disco oral com diâmetro menor ou maior que ela. Na maioria das espécies das Actínias hospedeiras, o disco oral é muito mais largo do que a coluna. A coluna, que pode servir como modelo (geralmente com manchas coloridas ou com listas longitudinais) pode também sustenta estruturas especializadas ao longo de parte ou de todo o seu comprimento. Por exemplo, algumas anêmonas tropicais (mas nenhuma que hospede os peixes-palhaços) tem projeções ramificadas na parte de baixo da coluna. A maioria das Actinias hospedeiras possuem, na parte superior, fileiras longitudinais com pequenas verrugas, onde partículas de cascalho podem se aderir, geralmente tem pigmentos diferentes do resto da coluna.
A coloração da anêmona do mar pode ser importante na identificação. As algas simbiontes podem afetar a cor da anêmona (bem como os corais), dando sua própria cor marrom dourada, ou estimulando o animal a produzir um pigmento que proteja as algas da luz solar excessiva. Consequentemente, as anêmonas misturam-se freqüentemente dentro dos corais e da areia, explicando como tais animais grandes podem ser difíceis de se detectar na natureza.

A presença ou ausência de verruga é um caráter eu define o gênero. Assim, todas as espécies de um gênero em particular podem ter (ex: Stichodactyla) ou não (ex: Entacmaea) verrugas. O arranjo dos tentáculos também é importante para definir o gênero. Pode haver um tentáculo por espaço entre os mesentérios (de modo que o número de tentáculos é igual ao número de mesentérios que se unem ao disco oral) ou mais de um tentáculo entre cada dois mesentérios. Os membros da família Actiniidae tem um tentáculo por espaço. As anêmonas das famílias Stichodactlydae e Thalassianthidae podem ter muitos tentáculos, com fileiras radiais dispostas nos tentáculos que se levantam alternadamente entre ao espaços (os endocoels), enquanto somente um tentáculo se levanta dos outros espaços (exocoels). Um único tentáculo é posicionado na borda do disco oral (margem). Este arranjo pode ser observado quando os animais estão bem estendidos.

NUTRIÇÃO

As anêmonas do mar são hospedeiras dos peixes-palhaços; com muitas Actinians tropicais e alguns temperados, abrigam algas unicelulares dentro das células de seus tentáculos e do disco oral. Uma parcela dos açúcares produzidos por estas plantas através da fotossíntese, é transferida para o hospedeiro. Esta pode ser a principal fonte de energia da anêmona. O disco oral extensamente alargado de muitas Actínias hospedeiras, não serve somente para acomodar os peixes, mas sua grande área de superfície é adaptada para capturar melhor a luz solar.

Enquanto, as Actínias , como todos os Celenterados, capturam e digerem a presa animal através dos nematocistos. Encontrou-se pequenos peixes, ouriços do mar, e uma variedade de crustáceos (camarões e caranguejos) no coeleteron das anêmonas hospedeiras. Parecem também se alimentar de planctons trazidos pela correnteza. Embora energia derivada da fotossíntese seja suficiente para viver, as anêmonas necessitam de enxofre, nitrogênio, e outros elementos para o seu crescimento e reprodução. Estes animais não são predadores vorazes; sua presa consiste provavelmente de animais que colidem neles (ex: um peixe que foge de um predador mais ativos) ou tropeçam sobre eles (ex: um ouriço do mar, que não enxergue). Consequentemente, a fonte é provavelmente pequena e irregular. Uma fonte mais provável destes nutrientes pode ser do desperdício de seu peixes simbiontes. Este assunto merece ser estudado cientificamente. Algumas espécies de anêmonas são capazes de absorver nutrientes diretamente da água do mar através de seus finos tecidos, e esta pode ser uma outra fonte de nutrição.

SOBREVIVÊNCIA

É impossível determinar a idade de uma anêmona do mar, exceto de uma que seja criada em um aquário, ou estudada continuamente em seu ambiente. Pequeno não é necessariamente novo, porque os celenterados crescem somente se bem alimentados, e encolhem se não alimentados. Os indivíduos das espécies que abrigam as anemofishes foram monitoradas por diversos anos e nenhuma mudança no tamanho foi observada (embora isso fosse difícil de medir, devido à ausência de um esqueleto). Entretanto, os estudos em outras espécies, em campo e no laboratório, conduziram à idades estimadas na ordem de muitas décadas e até diversos séculos. Há alguns registros dispersos de anêmonas temperadas que sobreviveram muitas décadas em aquários comerciais, e o tempo de vida de uma anêmona do mar pequena, na Nova Zelândia foi calculada, baseadas em tabelas, em mais de 300 anos! De tais dados, é provável que a maioria das anêmonas gigantes que encontramos durante o nosso trabalho em campo, excedam a um século de idade. Isto é consistente com a generalização de que os animais grandes de todos os tipos são de vida longa.

Os Celenterados são protegidos pelos nematocistos, mas alguns predadores desenvolveram meios de evitar o seu efeito. Vários peixes, particularmente das famílias Scaridae (peixes-papagaio), Tetraodontidae (baiacus), Chaetodontidae (peixes-borboleta), alimentam-se de anêmonas e corais, mas as grandes, parecem ter poucos inimigos, não se sabe o que pode realmente matá-los.

REPRODUÇÃO

Todos os Celenterados se reproduzem sexuadamente. Algumas espécies podem produzir tanto óvulos como espermas; as anêmonas hospedeiras parecem ter sexos separados, com um indivíduo que é macho ou fêmea a sua vida inteira. A forma típica de reprodução dos celenterados é a mesma da maioria dos animais marinhos, uma delas cheia de perigos e incertezas - com a liberação de óvulos e espermas no mar, onde a fertilização ocorre e uma larva (um animal minúsculo que não se parece nada com o seu pai e é levado pela correnteza no mar) se desenvolve por diversos dias ou semanas antes de se estabelecer em um habitat apropriado. Muitas espécies desovam em resposta a uma sugestão ambiental, tal como a lua cheia ou a maré baixa de modo que os óvulos e os espermas estejam no mesmo lugar ao mesmo tempo. Geralmente, os animais marinhos produzem milhões de larvas minúsculas, mas o mundo não é invadido por elas, provando que muitos poucos sobrevivem - geralmente apenas o bastante para manter uma população estável. O restante das larvas serve como alimento para um mar cheio de predadores. Finalmente , as larvas sobreviventes devem encontrar um habitat apropriado.

Não se sabe se as Actínias hospedeiras seguem este modelo. Há um pouco de evidências, que ao menos em alguma espécie, os óvulos não são liberados, mas fertilizados dentro da "mãe" (não sendo raro nos corais e nas anêmonas; o esperma penetra na "mãe" com a água que é constantemente bombeada, para dentro e para fora, que carrega também o alimento e o oxigênio), onde crescem até que sejam liberados como minúsculas anêmonas do mar. É certo que raramente vemos pequenos indivíduos da maioria das Actínias hospedeiras na natureza. Entretanto, não é incomum encontrar indivíduos grandes com óvulos maduros e espermas. Muitos poucos óvulos podem ser fertilizados, ou poucas larvas podem sobreviver, ou o estabelecimento larval pode ser difícil, ou as anêmonas novas podem ter mortalidade elevada (especialmente quando elas são muito pequenas para abrigar os peixes). A raridade aparente da reprodução bem sucedida é também biologicamente consistente com a vida longa.

Além da reprodução sexuada, alguns celenterados submetem-se à reprodução assexuada. A Entacmaea quadricilor é um deles. Um pólipo pode dividir longitudinalmente, tendo por resultado dois, indivíduos um tanto menores, provavelmente dentro do espaço de alguns dias. Cada um cresce em um tamanho apropriado, divide-se , e assim continua. Todos os descendentes da anêmona original (resultado da reprodução sexuada) dão forma a um clone, um grupo de indivíduos geneticamente idênticos. Nesta espécie, cada pólipo é relativamente pequeno, mas os clones permanecem ao lado um do outro,
Os tentáculos se confluem, e a associação de anemofish é considerada como uma única anêmona grande.

Isto é assim principalmente para indivíduos de água rasa; os da água mais profundas crescem grandes e não de dividem. Diversas outras espécies de Actinias têm também duas modalidades reprodutivas diferentes: animais pequenos se clonam e os grandes não. Isto parece verdadeiros para a Heteractis magnifica. No centro de sua ordem (ex: na Indonésia Oriental, na grande barrira de recifes na Nova Guiné), ocorrem como os únicos indivíduos grandes. No leste e oeste (isto é, à oeste da Indonésia e Malásia, e no Tahiti), muitos animais pequenos de coloração idêntica estão aglomerados tipicamente, parecendo ser um único grande (ou imensa) anêmona. Baseados na sua coloração compartilhada e em sua proximidade, pode -se concluir que são clones.

Ao se rastejar as anêmonas, as anêmonas podem deixar partes do disco basal no substrato, que se desenvolvem em novas anêmonas.

LOCOMOÇÃO

Uma vez que se estabelecem no plancton, as anêmonas raramente se movem de um lugar para outro. Embora sejam danificado quando as pessoas tentam coletá-los, as actinians têm a habilidade de se destacar do substrato, em parte ou inteiramente. As anêmonas pequenas, temperadas podem se destacar em resposta aos predadores ou à fatores físicos desfavoráveis.

Certamente, algumas espécies podem "nadar", momentaneamente se lançando inabilmente na água, um movimento que os ponha freqüentemente além do alcance do predador que provocou a atividade. Mais tipicamente, um indivíduo desliza em seu disco basal, cobrindo alguns milímetros em um dia, ou pode se destacar inteiramente, rolando e sendo carregada a uma distancia. Isto não é raramente atestada em animais grandes que aparecem de repente em áreas bem estudadas.

Fonte: www.aquamarine.com.br

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