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Anêmona

 

Anêmona-do-mar ( Actinia equina )

Anêmonas do mar são um grupo da ordem Actiniaria.

Anêmonas do mar são classificadas no filo Cnidaria, classe Anthozoa, subclasse Hexacorallia

Anthozoa muitas vezes têm grandes pólipos que permitem a digestão de presas maiores e também a falta de uma medusa palco.

Como cnidários, anêmonas do mar estão relacionados com os corais, medusas, anêmonas da tubo-moradia, e Hydra.


Anêmona do mar

Introdução

Da especialização dos protozoários flagelados, também teriam surgido os eumetazoários, que apresentam maior interdependência entre suas células, formando tecidos verdadeiros. Entre os eumetazoários, apenas os cnidários são diblásticos. O metazoário ancestral, que deu origem aos cnidários e aos platelmintos, provavelmente tinha simetria radial, mantida nos cnidários e modificada para simetria bilateral na linhagem da qual provêm os platelmintos.

Os cnidários surgiram provavelmente entre 1 bilhão e 800 milhões de anos atrás, depois dos poríferos, portanto.

Actinia equina


Actinia equina

A parte principal da Actinia equina é uma coluna espessa, que pode ser lisa ou portar tubérculos. Na extremidade aboral da coluna, há um disco podal achatado para a ligação. Na extremidade oral, a coluna sobressai-se ligeiramente para formar o disco oral, que possui de 8 a varias centenas de tentáculos ocos, e em algumas espécies, prolonga-se em lobos. No centro do disco oral encontra-se a boca em forma de fenda, portanto, em ambas as extremidades um sulco ciliado chamado sifonoglifo, proporciona a entrada de água na cavidade gastrovascular.

Como em todos os antozoários, a cavidade gastrovascular da Actinia equina é separada por septos irradiantes longitudinais, que aumentam a área superficial interna. Nesta espécie, existem geralmente dois tipos de septos – completos e incompletos. Os septos completos conectam-se à parede corporal em um lado e à parede da faringe no outro. Os septos incompletos conectam-se somente à parede corporal e estende-se somente um pouco no interior da cavidade gastrovascular. Os septos, tanto completos como incompletos, arranjam-se em pares adjacentes. Os pares em cada extremidade da faringe afilada são chamados diretivos. Os septos ocorrem geralmente em múltiplos de 12.

Na parte superior da região faringiana, os septos são perfurados por aberturas que facilitam a circulação da água. Abaixo da faringe, os septos completos possuem margens livres e recurvam-se em direção à parede corporal. Os tentáculos ocos sempre se localizam entre os septos.

Cada septo consiste de duas camadas gastrodérmicas separadas por uma camada de mesogléia. A borda livre do septo é trilobada e chamada de filamento septal.

Além do nematocisto, a Actinia equina também possui espirocistos, que tem uma cápsula com uma parede única e um cordão adesivo longo. Os espirocistos funcionam na captura de presas que tenham superfícies duras e na ligação ao substrato.

O sistema muscular nas anêmonas do mar é muito mais especializado do que nas outras classes de cnidários.

Os produtos são distribuídos às outras células por difusão, os restos não aproveitáveis são extraídos pela boca, pois esta não possui orifício retal.

A Actinia equina apresenta também sistema nervoso. Suas células nervosas estão espalhadas por toda o seu corpo, por isso seu sistema nervoso é denominado difuso. As células nervosas estão diretamente em comunicação com as células da epiderme e da gastroderme.


Actinia equina

A Actinia equina apresenta cor vermelha muito intensa, por isso ela também é conhecida como tomate do mar, pois ela se parece com este quando se encontra fechada.

Esta espécie tem entre 124 e 192 tentáculos curtos, achatados na base, com pontas redondas e formando 6 círculos. Estes tentáculos não podem se retrair, eles ficam tapados quando o animal se contrai para proteger-se ou descansar.

O tomate do mar é freqüente em todas as costas rochosas e são encontradas na água até dois metros de profundidade. Ele necessita de água limpa e bem oxigenada, e prefere as zonas iluminadas, essa característica da Actinia equina é um indicador muito importante para sabermos da boa qualidade da água. Como retém a água em seu interior, pode resistir muito bem às marés.

Durante o dia, o tomate do mar encontra-se contraído formando uma bola, abrindo-se ao entardecer.

O tomate do mar apresenta uma substância urticante que o protege de predadores e ajuda na captura de seu alimento. Ele se encontra por todo o Mediterrâneo e Atlântico Norte.

Reprodução

A reprodução assexuada é comum nas anêmonas do mar. Um método consiste na laceração podal, na qual partes do disco podal são deixados para trás à medida que o animal se move. Em alguns casos, o eixo abandona os lobos que se destacam. Essas porções destacadas regeneram-se então em pequenas anêmonas do mar. Muitas anêmonas do mar reproduzem-se assexuadamente por meio de uma fissão longitudinal, e algumas espécies o fazem por meio de uma fissão transversal.

A maioria das anêmonas do mar é hermafrodita, mas produz somente um tipo de gameta durante qualquer período reprodutivo. As gônadas localizam-se na gastroderme em todos em determinados septos na forma de amortecedores em forma de faixas longitudinais por trás do filamento septal.

Os ovos podem ser fertilizados na cavidade gastrovascular, com o desenvolvimento ocorrendo nas câmaras septais, ou a fertilização pode ocorrer externamente ao corpo, na água marinha. A larva planular pode ser planctotrófica (alimentando-se) ou lecitotrófica (nutrindo-se a partir da gema) e tem uma expectativa de vida larval variável. Os septos desenvolvem-se a partir da parede colunar e crescem em direção à faringe. Ainda não há tentáculos, e a jovem anêmona do mar vive como uma bola ciliada e livre. Com o desenvolvimento posterior, o pólipo jovem sedimenta-se, prendem-se e formam os tentáculos.

Curiosidades

A guarda-costas do ermitão

O caranguejo-ermitão, ou paguro, esconde seu abdome mole dentro de conchas vazias de moluscos.

Este caranguejo costuma capturar algumas anêmonas alojando-as sobre a concha. A anêmona, assim instalada, não precisa locomover-se e ainda tem um suprimento constante dos restos alimentares do ermitão. Em compensação, a anêmona com o liquido urticante de seus tentáculos, serve como verdadeira guarda-costas para o caranguejo, afastando predadores desse animal, como alguns polvos. Assim o caranguejo e a anêmona estabelecem uma relação de mutualismo, em que ambos se beneficiam.

Os estudos indicam que uma anêmona do mar da Nova Zelândia (Actinia tenebrosa) requer de oito a sessenta e seis para atingir um diâmetro colunar de 40 mm e tem uma media de vida de 50 anos.

Fonte: br.geocities.com

Anêmona

As anêmonas do mar são animais exclusivamente marinhos, do Filo Cnidária ou Celenterado, mesmo grupos dos corais, medusas, gorgônias, caravelas e hidras.

As anêmonas vivem associadas ao fundo, principalmente rochoso e em recifes de coral, mas algumas espécies podem ocorrer na areia ou mesmo nos fundos lodosos; são capazes de suportar longos períodos fora d'água.

CLASSIFICAÇÃO

As anêmonas do mar são animais exclusivamente marinhos, do Filo Cnidária ou Celenterado, mesmo grupos dos corais, medusas, gorgônias, caravelas e hidras.

O filo Cnidária (KNIDE = urtiga) ou Celenterado (KOILOS = ôco / ENTERON = intestino), são animais mais inferiores que apresentam organização ao nível de tecido, na qual há especialização de células e grupos de células. O nome do grupo provém da palavra grega knide que significa urtiga, pois todos os seus membros possuem filos urticantes que carregam substância químicas irritantes.

Os celenterados são de vida livre, habitam principalmente águas marinhas, existindo no entanto, algumas espécies de água doce. Elas podem viver isoladamente ou em colônias, quando adultas podem ser fixas ou móveis.

Os celenterados apresentam-se sob duas formas ou tipos básicos: forma de pólipos (pólipóides) e forma de medusa (medusóide). A forma polipóide lembra um cilindro com duas bases, uma fixa ao substrato e a outra livre, onde existe um orifício, a boca, circundada por tentáculos. A forma medusóide lembra um guarda-chuva, com a boca na posição onde estaria o cabo do guarda-chuva; as formas medusóides são livres-nadantes, ao passo que as formas polipóides são geralmente sésseis.

A classe Anthozoa caracteriza-se por não apresentar formas medusóides em seu ciclo vital. Os Anthozoa são assim chamados pois seus corpos são um cilindro curto, e apresentam, na região oposta à do disco basal, muitos tentáculos, que quando expandidos, lhe conferem o aspecto de uma flor (anthos = flor e zoon = animal).

As anêmonas vivem associadas ao fundo, principalmente rochoso e em recifes de coral, mas algumas espécies podem ocorrer na areia ou mesmo nos fundos lodosos; são capazes de suportar longos períodos fora d'água. Algumas espécies vivem aderidas a águas-vivas e conchas de paguros. Tem preferencia por águas costeiras pouco profundas, e são mais abundantes nos Trópicos.

As anêmonas, assim como todos os Cnidários, são providas de cnidoblastos com nematocistos, localizados nos tentáculos e cavidade gastrovascular. Estas células providas de potentes toxinas, são utilizadas principalmente na captura de alimentos e na própria defesa contra predadores.

Apesar dos tentáculos da anêmonas serem peçonhentos, muitos animais se adaptaram e conseguem viver entre eles sem sofrerem com as toxinas. É o caso do conhecido peixe-palhaço (Amphiprion), camarões-palhaço, ofiurcos, e outros peixes. Esta interação é favorável tanto para os hóspedes, que ganham proteção e alimento, como para a própria anêmona, que tem seu corpo livre de parasitas, sujeiras e tecidos necrosados. Esta é uma clara relação de comensalismo.

As anêmonas do mar são Cnidários pertencentes classe Anthozoa, ordem Actiniaria, e pertencem a 26 famílias distintas. São conhecidas mais de 1.000 espécies em todos os mares do mundo. Observa-se que a fauna de anêmonas do mar do Estado de São Paulo, atualmente com 17 espécies, principalmente de águas rasas e de tamanho relativamente grande, certamente deverá ter seu número bastante aumentado quando se empreender o estudo de espécies pequenas, relativamente comuns em ambientes crípticos do litoral paulista, e de profundeza maior.

Os estudos farmacológicos ainda são incipientes no Brasil, apesar de haver dados importantes em relação à Bunodosoma caissarum, uma anêmona do mar endêmica do litoral brasileiro. Esta espécie é fonte de uma iminopurina, a caissarona, que possui ação antagonista de adenosina, um neurotransmissor modulador de sinapses excitatórias. No intestino de mamíferos, foi evidenciado um aumento da motilidade produzida pela ação em receptores do tipoA1. Esta foi a primeira vez que encontrou-se um produto natural marinho com atividade antagonista de receptores purinérgicos e que tem potencial terapêutico. O exame toxicológico da peçonha, obtida dos nematocistos descarregados por estimulação elétrica de B.caissairum, revelou peptídeos neurotóxicos e citotóxicos, sendo que um deles foi inteiramente sequenciado e caracterizado farmacologicamente.

IDENTIFICAÇÃO DAS ANÊMONAS DO MAR


Anêmona

Quase todas as publicações sobre a identificação das anêmonas são técnicas. Tratam das características tais como a natureza dos músculos, do tamanho e da distribuição dos nematocistos, e do arranjo dos tentáculos em relação à anatomia interna. Tais características, que são observados em espécimes preservados, requerem a dissecação e um exame histológico para estudo. São usados em parte porque a maioria das espécies tropicais (especialmente de antes do século 20) e dos mares profundos (até o recente advento dos submarinos) foram originalmente conhecidos através de espécimes preservados. Acredita-se que os Actinians podem ser identificados no ambiente, baseado na aparência e no habitat, embora alguns peritos considerem a análise do nematocisto, essencial.

Uma anêmona do mar é um animal extremamente simples. Pode-se pensar como um cilindro fechado em ambas as extremidades. A extremidade mais baixa, ou basal, pode ser pontiagudo, para escavar em sedimentos macios. Na maioria das famílias das anêmonas, como o Actinians hospedeiro, é adaptado com um disco basal que se anexa firmemente a um objeto sólido, como uma rocha ou uma ramificação de coral (enterrada geralmente no sedimento). No centro do disco oral, na extremidade oposta fica a boca. O disco oral é cercado por tentáculos ocos. Podem ser poucos ou muitos, e postos em fileiras radiais ou circulares.

Seu formato é altamente diverso: curto ou longo, fino ou grosso, pontiagudo ou sem corte, redondo ou com a forma de uma árvore. O número de tentáculos, a forma e o arranjo são muito importantes na identificação do gênero e da espécie. Apesar do nome Celenterado, a coluna cilíndrica (corpo) dos anthozoários não é completamente oca. Nas anêmonas do mar, as divisórias verticais (mesentérios) estendem-se da parede da coluna através da parte central do orifício ou por todo o caminho da garganta (actinopharynx). Visto num corte transversal, a coluna se assemelha a uma roda com raios. Os mesentérios também aparecem na parte de baixo do disco oral (as linhas radiais podem ser visíveis em um animal que esteja expandido, com poucos tentáculos, e/ou com um disco oral fino), com os tentáculos aparecendo entre eles. Em animais com poucos tentáculos, boa parte do disco oral, da boca, e às vezes a extremidade superior da garganta, de onde a boca se abre, podem ser visíveis. O disco oral pode ter a forma radial ou circular, a boca pode ser circular ou alongada, pode ser alongada, pode ser elevada em uma projeção cônica e pode diferir na cor com o disco oral.

A coluna cilíndrica é apropriadamente afinalada para acomodar um pedal e/ou disco oral com diâmetro menor ou maior que ela. Na maioria das espécies das Actínias hospedeiras, o disco oral é muito mais largo do que a coluna. A coluna, que pode servir como modelo (geralmente com manchas coloridas ou com listas longitudinais) pode também sustenta estruturas especializadas ao longo de parte ou de todo o seu comprimento. Por exemplo, algumas anêmonas tropicais (mas nenhuma que hospede os peixes-palhaços) tem projeções ramificadas na parte de baixo da coluna. A maioria das Actinias hospedeiras possuem, na parte superior, fileiras longitudinais com pequenas verrugas, onde partículas de cascalho podem se aderir, geralmente tem pigmentos diferentes do resto da coluna.

A coloração da anêmona do mar pode ser importante na identificação. As algas simbiontes podem afetar a cor da anêmona (bem como os corais), dando sua própria cor marrom dourada, ou estimulando o animal a produzir um pigmento que proteja as algas da luz solar excessiva. Consequentemente, as anêmonas misturam-se freqüentemente dentro dos corais e da areia, explicando como tais animais grandes podem ser difíceis de se detectar na natureza.

A presença ou ausência de verruga é um caráter eu define o gênero. Assim, todas as espécies de um gênero em particular podem ter (ex: Stichodactyla) ou não (ex: Entacmaea) verrugas. O arranjo dos tentáculos também é importante para definir o gênero. Pode haver um tentáculo por espaço entre os mesentérios (de modo que o número de tentáculos é igual ao número de mesentérios que se unem ao disco oral) ou mais de um tentáculo entre cada dois mesentérios. Os membros da família Actiniidae tem um tentáculo por espaço. As anêmonas das famílias Stichodactlydae e Thalassianthidae podem ter muitos tentáculos, com fileiras radiais dispostas nos tentáculos que se levantam alternadamente entre ao espaços (os endocoels), enquanto somente um tentáculo se levanta dos outros espaços (exocoels). Um único tentáculo é posicionado na borda do disco oral (margem). Este arranjo pode ser observado quando os animais estão bem estendidos.

NUTRIÇÃO

As anêmonas do mar são hospedeiras dos peixes-palhaços; com muitas Actinians tropicais e alguns temperados, abrigam algas unicelulares dentro das células de seus tentáculos e do disco oral. Uma parcela dos açúcares produzidos por estas plantas através da fotossíntese, é transferida para o hospedeiro. Esta pode ser a principal fonte de energia da anêmona. O disco oral extensamente alargado de muitas Actínias hospedeiras, não serve somente para acomodar os peixes, mas sua grande área de superfície é adaptada para capturar melhor a luz solar.

Enquanto, as Actínias , como todos os Celenterados, capturam e digerem a presa animal através dos nematocistos. Encontrou-se pequenos peixes, ouriços do mar, e uma variedade de crustáceos (camarões e caranguejos) no coeleteron das anêmonas hospedeiras. Parecem também se alimentar de planctons trazidos pela correnteza. Embora energia derivada da fotossíntese seja suficiente para viver, as anêmonas necessitam de enxofre, nitrogênio, e outros elementos para o seu crescimento e reprodução. Estes animais não são predadores vorazes; sua presa consiste provavelmente de animais que colidem neles (ex: um peixe que foge de um predador mais ativos) ou tropeçam sobre eles (ex: um ouriço do mar, que não enxergue). Consequentemente, a fonte é provavelmente pequena e irregular.

Uma fonte mais provável destes nutrientes pode ser do desperdício de seu peixes simbiontes. Este assunto merece ser estudado cientificamente. Algumas espécies de anêmonas são capazes de absorver nutrientes diretamente da água do mar através de seus finos tecidos, e esta pode ser uma outra fonte de nutrição.

SOBREVIVÊNCIA

É impossível determinar a idade de uma anêmona do mar, exceto de uma que seja criada em um aquário, ou estudada continuamente em seu ambiente. Pequeno não é necessariamente novo, porque os celenterados crescem somente se bem alimentados, e encolhem se não alimentados. Os indivíduos das espécies que abrigam as anemofishes foram monitoradas por diversos anos e nenhuma mudança no tamanho foi observada (embora isso fosse difícil de medir, devido à ausência de um esqueleto). Entretanto, os estudos em outras espécies, em campo e no laboratório, conduziram à idades estimadas na ordem de muitas décadas e até diversos séculos. Há alguns registros dispersos de anêmonas temperadas que sobreviveram muitas décadas em aquários comerciais, e o tempo de vida de uma anêmona do mar pequena, na Nova Zelândia foi calculada, baseadas em tabelas, em mais de 300 anos! De tais dados, é provável que a maioria das anêmonas gigantes que encontramos durante o nosso trabalho em campo, excedam a um século de idade. Isto é consistente com a generalização de que os animais grandes de todos os tipos são de vida longa.

Os Celenterados são protegidos pelos nematocistos, mas alguns predadores desenvolveram meios de evitar o seu efeito. Vários peixes, particularmente das famílias Scaridae (peixes-papagaio), Tetraodontidae (baiacus), Chaetodontidae (peixes-borboleta), alimentam-se de anêmonas e corais, mas as grandes, parecem ter poucos inimigos, não se sabe o que pode realmente matá-los.

REPRODUÇÃO

Todos os Celenterados se reproduzem sexuadamente. Algumas espécies podem produzir tanto óvulos como espermas; as anêmonas hospedeiras parecem ter sexos separados, com um indivíduo que é macho ou fêmea a sua vida inteira. A forma típica de reprodução dos celenterados é a mesma da maioria dos animais marinhos, uma delas cheia de perigos e incertezas - com a liberação de óvulos e espermas no mar, onde a fertilização ocorre e uma larva (um animal minúsculo que não se parece nada com o seu pai e é levado pela correnteza no mar) se desenvolve por diversos dias ou semanas antes de se estabelecer em um habitat apropriado. Muitas espécies desovam em resposta a uma sugestão ambiental, tal como a lua cheia ou a maré baixa de modo que os óvulos e os espermas estejam no mesmo lugar ao mesmo tempo. Geralmente, os animais marinhos produzem milhões de larvas minúsculas, mas o mundo não é invadido por elas, provando que muitos poucos sobrevivem - geralmente apenas o bastante para manter uma população estável. O restante das larvas serve como alimento para um mar cheio de predadores. Finalmente , as larvas sobreviventes devem encontrar um habitat apropriado.

Não se sabe se as Actínias hospedeiras seguem este modelo. Há um pouco de evidências, que ao menos em alguma espécie, os óvulos não são liberados, mas fertilizados dentro da "mãe" (não sendo raro nos corais e nas anêmonas; o esperma penetra na "mãe" com a água que é constantemente bombeada, para dentro e para fora, que carrega também o alimento e o oxigênio), onde crescem até que sejam liberados como minúsculas anêmonas do mar. É certo que raramente vemos pequenos indivíduos da maioria das Actínias hospedeiras na natureza. Entretanto, não é incomum encontrar indivíduos grandes com óvulos maduros e espermas.

Muitos poucos óvulos podem ser fertilizados, ou poucas larvas podem sobreviver, ou o estabelecimento larval pode ser difícil, ou as anêmonas novas podem ter mortalidade elevada (especialmente quando elas são muito pequenas para abrigar os peixes). A raridade aparente da reprodução bem sucedida é também biologicamente consistente com a vida longa.

Além da reprodução sexuada, alguns celenterados submetem-se à reprodução assexuada. A Entacmaea quadricilor é um deles. Um pólipo pode dividir longitudinalmente, tendo por resultado dois, indivíduos um tanto menores, provavelmente dentro do espaço de alguns dias. Cada um cresce em um tamanho apropriado, divide-se , e assim continua. Todos os descendentes da anêmona original (resultado da reprodução sexuada) dão forma a um clone, um grupo de indivíduos geneticamente idênticos. Nesta espécie, cada pólipo é relativamente pequeno, mas os clones permanecem ao lado um do outro.

Os tentáculos se confluem, e a associação de anemofish é considerada como uma única anêmona grande.

Isto é assim principalmente para indivíduos de água rasa; os da água mais profundas crescem grandes e não de dividem.

Diversas outras espécies de Actinias têm também duas modalidades reprodutivas diferentes: animais pequenos se clonam e os grandes não. Isto parece verdadeiros para a Heteractis magnifica. No centro de sua ordem (ex: na Indonésia Oriental, na grande barrira de recifes na Nova Guiné), ocorrem como os únicos indivíduos grandes. No leste e oeste (isto é, à oeste da Indonésia e Malásia, e no Tahiti), muitos animais pequenos de coloração idêntica estão aglomerados tipicamente, parecendo ser um único grande (ou imensa) anêmona. Baseados na sua coloração compartilhada e em sua proximidade, pode -se concluir que são clones.

Ao se rastejar as anêmonas, as anêmonas podem deixar partes do disco basal no substrato, que se desenvolvem em novas anêmonas.

LOCOMOÇÃO

Uma vez que se estabelecem no plancton, as anêmonas raramente se movem de um lugar para outro. Embora sejam danificado quando as pessoas tentam coletá-los, as actinians têm a habilidade de se destacar do substrato, em parte ou inteiramente. As anêmonas pequenas, temperadas podem se destacar em resposta aos predadores ou à fatores físicos desfavoráveis.

Certamente, algumas espécies podem "nadar", momentaneamente se lançando inabilmente na água, um movimento que os ponha freqüentemente além do alcance do predador que provocou a atividade. Mais tipicamente, um indivíduo desliza em seu disco basal, cobrindo alguns milímetros em um dia, ou pode se destacar inteiramente, rolando e sendo carregada a uma distancia. Isto não é raramente atestada em animais grandes que aparecem de repente em áreas bem estudadas.

Fonte: www.aquamarine.com.br

Anêmona

Nome: Morango-do-mar
Nome Científico: Actinia equina (Linnaeus, 1767)
Família: Actiniidae
Grupo: Anémonas, corais e medusas
Classe: Invertebrados


Morango do Mar

O morango-do-mar ocorre em duas variedades, uma vermelha e outra verde.

Possui uma coroa com cerca de 200 tentáculos e uma coluna, cuja base adesiva, apresenta um bordo azul.

É muito territorial, atacando com os seus tentáculos, cobertos de células urticantes, todos os intrusos que ousam aproximar-se.

Ocorre em costas rochosas, desde a zona limite das marés, até aos cerca de 2 m de profundidade.

Possui uma grande tolerância à dessecação, permanecendo, se necessário, longas horas com os tentáculos recolhidos.

A fecundação pode ser externa ou interna, dando-se o desenvolvimento da larva, neste caso, no interior da cavidade gastrovascular.

Alimenta-se de pequenos peixes, crustáceos e moluscos.

Fonte: www.oceanario.pt

Anêmona

 


Anêmona do Mar ou Actínia

Cerianthus filiformes

Filo: Cnidaria
Classe:Anthozoa
Ordem: Ceriantharia
Nome em inglês: tube-dwelling anemones

Os animais do filo Cnidaria possuem duas camadas de células, uma externa e outra interna, que são separadas pela mesogléia não-viva.

O único espaço interno é a cavidade gastrovascular, central. Distinguem-se das esponjas por apresentarem camadas de tecidos verdadeiros.

Com os Ctenophora são os primeiros Metazoa.

O nome do filo deriva do grego knide = urtiga. Apresentam cnidócitos que contêm nematocistos (organelas urticantes), empregados na captura do alimento e na defesa.

A classe Anthozoa é representada pelas anêmonas-do-mar e corais. São pólipos fixos. Todos marinhos. Existem 6.100 espécies.

Fonte: www.antares.com.br

Anêmona


Anêmona

As anêmonas foram reconhecidas como animais no tempo de Aristóteles. Elas estão incluídas na classe dos Antozoários, que significa animal em forma de flor.

No imenso oceano, se destacam, pela beleza e fragilidade extrema, sendo solitárias e geralmente desprovidas de esqueleto, chamadas de actínias ou anêmonas do mar.

São facilmente identificadas pela forma alongada do corpo, repousam sobre um disco, que as fixa ao solo e têm em sua parte superior um disco bucal rodeado por uma ou mais coroas de tentáculos, que podem se retrair.

Resistentes, mesmo nas águas poluídas em aquários podem viver mais de cinquenta anos, se bem cuidadas.

Quando se fala em tamanho ou dimensão, elas podem ser minúsculas (até 0,5 cm) ou gigantes (até 1 metro). A maior é a Stoichactis giganteus, dos oceanos Pacífico e Indico.

Embora possam se locomover, quando acham um local ideal, fixam-se para sempre ou até que algo as obrigue a sair, através de células de tipo mucoso que possibilitam a fixação. No caso do habitat não oferecer mais condições de vida, a maioria das anêmonas deslocam-se num lento caminhar, o que é conseguido pelos cílios de que está provida sua base. Há formas diminutas como os Bolocerídeos, que chegam inclusive a nadar velozmente ao vibrarem os tentáculos.

Os Anthozoários são animais exclusivamente marinhos, que podem ser encontrados em todos os mares e oceanos, numa profundidade de até 11.000 metros, em águas quentes e frias.

Pela estrutura simples, são colocados numa posição inferior da escala evolucionária. Surgiram a cerca de 500 milhões de anos atrás, na era Paleozóica, mais especificamente no período Ordoviciano.

Apresentam uma única abertura - a boca - ligada através de uma faringe tubular a uma cavidade digestiva em forma de saco. Neste meio é digerido o alimento por meio de poderosas secreções enzimáticas, sendo o excesso de alimento armazenado em forma de gordura Como não dispõem de uma abertura para excreção, o material digerido é eliminado, quase inteiramente sob a forma de amônia, pela boca. Por isso, em aquário, não é aconselhável alimentá-la diariamente e sim, no máximo uma vez por semana, com pouca carne de peixe crua e fresca.

Possuem três tipos de tecidos: epitelial, nervoso e muscular, que estão distribuídos em três camadas celulares: epiderme (externa), gastroderme (interna) e mesogléia, que se situa entre a epiderme e gastroderme, que funciona como tecido celular conectivo.

Não possuem mecanismo de respiração. o que é feito pelo corpo, absorvendo oxigênio e eliminando gás carbônico.

A alimentação destes animais, no mar, se dá com moluscos, larvas, medusas, crustáceos, e até mesmo peixes e estrelas-do-mar. Os tentáculos, além de funcionarem como isca e órgão preênsil (pode ser pegajoso ou viscoso), contém celulas especiais, os cnido-blastos, munidas de cápsulas secretoras de substância tóxica e urticante. Em cada uma destas cápsulas (nematocistos), há um filamento oco, arrumado em espiral, que termina em forma de gancho ou arpão. Tudo isso microscópico e imperceptível a olho nú.

A anêmona recorre ao nematocisto quando percebe em sua faixa de alcance uma possível presa ou quando sofre estímulo físico. Nestas ocasiões, os nematocistos, também agrupados em baterias ao redor do disco bucal e em pontos esparsos do corpo, explodem, lançando com incrível rapidez e força miniarpões que rasgam a epiderme da vítima, inoculando potente veneno armazenado no filamento. Como estes arpões são microscópicos, o efeito individual é praticamente nulo. No entanto, como milhares de nematocistos são ativados ao mesmo tempo, a quantidade de veneno injetado é suficiente para matar um peixe do mesmo tamanho que a anêmona que o ataca. O homem é imune ao veneno tóxico da anêmona.

As anêmonas fixam-se sobre todos os suportes sólidos imersos na água, o que pode ser desde um coral a 11.000 metros de profundidade até o casco de uma embarcação.

Coloridas e belas, as “flores do mar” podem apresentar uma só coloração ou várias tonalidades.

Como não podia deixar de ser, também as anêmonas possuem seus inimigos naturais. Elas servem de refeição a crustáceos e equinodermes e são muito apreciadas por bacalhaus e linguados, que as comem em grandes quantidades.

SIMBIOSE

Os coloridos, pequeninos e conhecidos peixes Amphiprion (palhaços), que tem como habitat as extensas formações madreporárias dos oceanos índico e Pacífico, não tem por que temer os perigosos e fatais tentáculos dos quais as anêmonas se servem para conseguir alimento. Na verdade o palhaço só sobrevive graças à proteção que lhe é dispensada pela anêmona. No caso de ser isolado da protetora, ele se toma presa fácil dos predadores, pois perde sua única e preciosa defesa.

Quando a anêmona está fechada, o palhaço a toca repetidas vezes até que ela se abra e ele possa nadar livremente entre os tentáculos. Essa imunidade é devida ao fato do palhaço secretar um muco que inibe o mecanismo de ataque do Celenterado. Em troca da proteção o peixe garante a aeragem da água com seu constante movimentar e coleta o alimento, que deposita na boca da anêmona. Além disso, “limpa” o Celenterado dos restos da digestão, geralmente acumulados na boca (ou disco bucal).

Outro exemplo de simbiose é o crustáceo conhecido pelo nome de Paguru contra o precioso auxilio das anêmonas-do-mar.

Por ter abdome mole, desprovido de carapaça, o caranguejo vê-se obrigado a proteger sua parte vulnerável dentro da concha vazia de um gastrópode. Uma vez instalado, o paguru sai em busca de uma jovem actínia, e ao encontrá-la, obriga-a a instalar-se sobre a concha. A partir deste momento começa a simbiose, onde ambos se ajudam.

A actínia alimenta-se das sobras do paguru e, em troca, além de camuflá-la, defende-o de predadores com seus tentáculos providos de células urticantes. Esta aliança é tão forte que, quando o paguru cresce e se vê obrigado a trocar de concha, a primeira coisa que faz depois de encontrar outro domicílio, é voltar a antiga concha e ajudar a “irmãzinha” a fixar-se sobre o novo suporte. Com o decorrer do tempo, pode-se encontrar sobre a mesma concha uma ou mais actínias.

Muitas vezes anêmonas de cor predominante branca adquirem outras cores devido à incorporação, em .seus corpos, de algas microscópicas, as zooxantelas. com as quais vivem em simbiose.

Fonte: www.peixesornamentais.info

Anêmona

Anêmonas são animais geralmente mais delicados do que corais. As pessoas que dizem o inverso estão baseadas na época em que corais eram impossíveis de manter, enquanto anêmonas ainda podiam durar alguns meses no aquário. Por isso, anêmonas ficaram com a falsa qaulificação de "fáceis" ou "resistentes" em aquários. Na verdade, anêmonas são invertebrados espetaculares, aparentados com os corais duros. Possuem um pé que usam para se fixar ao substrato e um tubo que termina em tentáculos de forma e colorido diferentes entre as espécies. Anêmonas podem ser alimentadas, mas apenas após estarem bem aclimatadas ao aquário.

O ideal é esperar uma a duas semanas para oferecer alimento. Pequenos pedaços de camarão ou vôngoli e artêmia salina viva são os preferidos. Excesso de alimentação pode causar a morte do animal.


Anêmona

Entacmea quadricolor

Importada sob diversas denominações, geralmente sob o nome de maroon anemone ou sebae anemone. Cresce muito e chega a dividir-se quando estressada, gerando clones perfeitos e de tamanho quase idêntico à anêmona original em alguns meses apenas. Indicada para aquários maiores de 300 litros, gosta de muita luz e boa circulação de água. Sempre se prende à rocha viva, e se move até encontrar o local de sua preferência.


Anêmona

Stichodactyla mertensii

Anêmona carpete. A anêmona de preferência de A. ocellaris e A. percula. Alguns espécimes, de coloração como a da foto ao lado, atingem preços altos. Existe também a forma azul. Aceita bem artêmia viva e pequeninos pedaços de outros alimentos marinhos. Cresce rápido sob as condições ideais; bastante luz e circulação de água moderada. Pode se fixar à rocha ou à areia.


Anêmona

Heteractis crispa

Long tentacle anemone. Prefere se fixar à rocha, e pode começar a escalar os vidros se o aquário não oferecer luz suficiente. Gosta de bastante circulação de água. A forma de base laraja é muito apreciada. Aceita bem alimento e cresce relativamente devagar.


Anêmona

Heteractis magnifica

Maroon anemone. A anêmona mais difícil de manter. Precisa de muita luz e forte correnteza de água. Aceita comida, mas apenas após longo período de adaptação. Costuma subir pelos vidros do aquário ou rochas, à procura de luz. Fixa-se à rocha viva sempre, normalmente no ponto mais alto do aquário, em que pode obter o máximo de luz.

Fonte: www.poseydon.com.br

Anêmona

 


Anêmona

As anêmonas do mar - ou actínias - são organismos pertencentes ao Reino Cnidaria, onde são encontrados os corais, as medusas, as hidras, gorgônias, entre outros.

São animais diblásticos (possuem apenas 2 folhetos embrionários - ectoderma e endoderma) e protostômios (durante o desenvolvimento embrionário o blastóporo dá origem à boca).

Os cnidários possuem um tubo digestivo incompleto (apenas uma abertura) e um sistema nervoso difuso - ou em rede- isto é, não há uma cefalização.

As anêmonas são organismos marinhos (há organismos dulcícolas dentre os cnidários), abundantes em águas tropicais, e podem viver isoladas ou em colônias, sempre fixas a algum tipo de substrato, como rochas e conchas. Em torno da boca há um tufo de tentáculos, onde encontram-se os cnidoblastos ( células especiais que contêm um líquido urticante com função de defesa e captura de alimentos). As anêmonas alimentam-se de invertebrados em geral, como crustáceos e certos moluscos e, eventualmente, de peixes.

A reprodução nas anêmonas do mar é, predominantemente assexuada, por fissão longitudinal ou por fissão transversal do corpo, onde cada pedaço dá origem a um novo animal.

Há espécies hermafroditas (monóicas) e espécies dióicas. A fecundação pode ser interna (na cavidade gastrovascular) ou externa. Do zigoto surge uma larva plânula que, após fixar-se a um substrato, forma tentáculos originando uma anêmona em miniatura.

Fonte: www.cursoraiz.hpg.ig.com.br

Anêmona

A anêmona vive presa a um suporte, que pode ser por exemplo uma pedra. Como fica o tempo inteiro presa a um substrato, para conseguir se alimentar utiliza seus tentáculos.

Os animais que se aproximam da anêmona-do-mar para procurar abrigo, acabam morrendo. Isso acontece, pois ela possui células urticantes em seus tentáculos que paralisam suas presas no mesmo momento em que o veneno é disparado.

Porém, um dos únicos animais que podem se aproximar da anêmona e não precisa se preocupar é o peixe palhaço. Acredita-se que esse peixe tenha uma defesa natural contra o veneno da anêmona.

Fonte: www.petfriends.com.br

Anêmona


Anêmona

A anêmona pode atingir até 50 cm de diâmetro, geralmente estão agrupadas com outras da mesma espécie. Seus tentáculos são, em sua maioria de cor rosácea servindo de moradia para pequenos camarões que são excelentes faxineiros.

Espécie: Anemona passiflora
Distribuição Geográfica:
Encontrada principalmente no litoral sudeste e nordeste brasileiro.

Fonte: sistemas.vitoria.es.gov.br

Anêmona


Anêmona

A anêmona do mar é considerada a flor do mar.

Anêmonas do mar parecem plantas, mas eles são realmente animais carnívoros.

Anêmonas do mar existem em diferentes tamanhos e muitas cores diferentes.

A anêmona do mar pode juntar-se a rochas ou coral. No centro da anêmona do mar é a sua boca. Para que a anêmona do mar ppssam comer, eles esperam por sua comida. Em seguida, eles trituram com seus tentáculos e, em seguida, empurra em sua boca.

Anêmonas do mar passam a maior parte de suas vidas em um só lugar. Podem juntar-se a rochas. Alguns chegam a enterrar-se na lama.

Fonte: web.calstatela.edu

Anêmona

Actinia equina (Actinia equina)
Classe: Anthozoa
Ordem: Actinaria
Família: Actiniidae
Nome científico: Actinia equina
Nome comum (BRA): Actinia equina
Nome comum (EUA): Actinia equina


Anêmona

Características

Morfologia

Anémona de corpo cilíndrico, com disco adesivo, tipo ventosa, que pode atingir 6-7 cm de altura e um diâmetro de 6 cm. Possui cerca de 200 tentáculos, dispostos em seis círculos à volta da boca, completamente retrácteis. A variação de cor é grande, desde o vermelho escuro ou castanho até ao verde, e ainda pode apresentar manchas.

Alimentação

Zooplâncton, Artêmia viva, camarão, carangueijos, paguros e outros crustáceos, pedaços de peixe, camarão, carne, congelados, patês, ração.

Biologia

Possui uma coroa com cerca de 200 tentáculos e uma coluna, cuja base adesiva, apresenta um bordo azul. É muito territorial, atacando com os seus tentáculos, cobertos de células urticantes, todos os intrusos que ousam aproximar-se. Ocorre em costas rochosas, desde a zona limite das marés, até aos cerca de 2 m de profundidade. Possui uma grande tolerância à dessecação, permanecendo, se necessário, longas horas com os tentáculos recolhidos.

A fecundação pode ser externa ou interna, dando-se o desenvolvimento da larva, neste caso, no interior da cavidade gastrovascular, os ovos são fecundados no interior da fêmea, evoluindo até à forma de pequenas anémonas que são expulsas através de fortes contrações e se fixam no local onde caem, normalmente perto da progenitora.

Alimenta-se de pequenos peixes, crustáceos e moluscos. Esta anémona é particularmente numerosa entre cracas e em poças onde não há a alga calcária Lithophyllum incrustrans , mas também abunda noutros locais, desde que a humidade seja suficiente

Fonte: www.ipaq.org.br

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