
Anfíbio vem da palavra grega Anfibia que significa "que vive em ambos". Os anfíbios representam uma classe dos vertebrados, e os primeiros conhecidos datam de cerca de 280 milhões de anos, ou seja surgiram na era Devoniana.
Inicialmente apresentavam estrutura próxima ao dos peixes e através de milhares de anos foram deixando a água passando para o meio terrestre, adaptando-se a este novo meio com o surgimento de membros e pulmões, alterando progressivamente o aparelho circulatório.
A classe AMPHIBIA com cerca de quatro mil espécies é dividida em três ordens: Anura; Caudata ou Lacertiforme e Gymnophiona.
Caracteriza-se pela presença de dois pares de patas adaptados a locomoção por saltos e ausências de caudas nos adultos. Ex. rã, sapos e pererecas. Tem cerca de 4.500 espécies descritas e conhecidas, com distribuição predominantemente tropical.
Os anuros vão de 86 mm de dimensão em Psyllophry didactila (sapo pulga) do Rio de Janeiro, BR, até 32 em Rana goliath de Camarões, AFR.
Caracteriza-se por ter dois pares de patas na fase adulta com cauda bem desenvolvida. Tem cerca de 500 espécies, com distribuição em zonas temperadas e setentrionais. Ex. salamandras.
Vão de 4 cm em Dermognathus wright, salamandra pequena dos Estados Unidos, até 155 cm m Megalobatrachus japonicus,salamandra gigante do Japão.
Caracteriza-se por não possuir patas e nem cauda; corpo vermiforme, e todos
têm hábitos subterrâneos ou aquáticos, com distribuição tropical e meridional.
Existem cerca de 200 espécies . Ex. cecilias, cobras cegas.
No Brasil são cerca de 600 espécies de anuros, uma espécie de caudata e vinte
de cecílias.
O presente trabalho abrange apenas a ordem dos anuros, ou seja, dos vulgarmente chamados sapos, rãs e pererecas, e tem a finalidade de propiciar auxílio para o estudo da anurofauna brasileira, bem como ajudar o observador da natureza conhecer um pouco sobre estes animais .
Com base no aspecto externo o povo conhece três tipos de anuros:
Os sapos - que tem locomoção lenta, pelo rugosa e atos terrestres;
As rãs - com hábitos aquáticos e pele lisa ;
As pererecas- que tem ventosas nos dedos das mãos e dos pés.
Brachycephalidae; Dendrobatidae; Bufonidae; Centrolenidae; Hylidae; Leptodactylidae; Pipidae; Ranidae e família Pseudidae

Os anfíbios anuros encontram-se distribuídos por quase todo o globo terrestre e em quase todos os ecossistemas. Porém, nas florestas tropicais é que encontramos a maior diversidade de espécies conhecidas. Das mais de 4.500 espécies descritas, cerca de 45% ocorrem na América Tropical.
A ausência de glaciações recentes, a estabilidade climática e da vegetação, a grande complexidade do meio e a grande quantidade de precipitações são fatores que fazem das florestas equatoriais e sub- tropicais ambientes favoráveis ao desenvolvimento de o maior número de espécies ( Duellman & Trub 1986). Dessa forma, as regiões florestadas do Brasil (Floresta Amazônica e Floresta Atlântica), têm merecido maiores estudos devido a exuberante de sua diversidade biológica .
A grande maioria dos anuros necessita de água para reproduzir e alto grau de umidade para sobreviver, de forma que nos ecossistemas úmidos como os das florestas é onde encontram o ambiente mais favorável para viver. No entanto, os anuros possuem grande facilidade de adaptação às mais diversas condições pluviométricas e de temperatura, necessitando muitas vezes de pequena umidade para sobreviver, o que permite encontra-los, também, em regiões áridas como na caatinga, pois são capazes de sobreviver nas mais extremas condições climáticas, passando às vezes meses praticamente sem se alimentar e em estado de hibernação.
Habitam as mais diversas altitudes, desde as restingas costeiras aos campos de altitude de 2.400 metros, como em Itatiaia - RJ, onde encontramos Melanophryniscus moreirae ( Miranda-Ribeiro, 1920 ) .
No solo da Floresta Atlântica (serapilheira) encontramos por exemplo, Eleuthodactylus parvus , binotatus e geutheri, além de B. ephippium e Procerathropes boeie . Em suas bromélias Dendrophryniscus brevipollicatus, Gastrotheca fissipes e Aparasphenodon brunoi , só para citar alguns.
Nos lagos, lagoas e brejos encontramos principalmente os hylidae, como Hyla faber , Hyla minuta, Hyla prasina, Hyla albopunctata, entre outros .
Como dito por todo o Brasil encontramos os anuros; nas restingas, nas encostas rochosas marinhas, nos mangues, na mata atlântica, no cerrado, na caatinga, nos campos, nos campos de altitude e na floresta amazônica .
Em geral os anuros possui reduzida mobilidade, afastando-se poucos metros do local onde nasceram. Isto aliado a grande diversidade climática e morfológica do país, permite a ocorrência de grande número de endemismo, ou seja espécies que só ocorrem em determinado local ou ambiente. De outra parte, ante o fator de grande adaptabilidade aliado aos fatores ainda desconhecidos, alguns anuros acabaram por se distribuir por quase todo o Brasil, como é o caso de Hyla minuta.
Fonte: www.aultimaarcadenoe.com