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Classe Anfíbia

A Classe Amphibia, dentro do grupo dos vertebrados, é formada pelas ordens Anura (sapos), Urodela (salamandras) e Gimnofiona (cecilias ou cobras-cegas). São animais que vivem geralmente uma parte da vida na água e outra na terra. O termo Anuro significa sem cauda. Contam com 26 famílias distribuídas pelo mundo todo. Podemos dividir os anuros em três categorias, com base no seu aspecto externo: sapos, rãs e pererecas (mas nem todos se encaixam nessa divisão básica).

Salamandras

Classe Anfíbia
Salamandra Atra

As salamandras apresentam um comportamento de corte bastante complexo, mais parecido com uma dança, onde macho e fêmea andam em círculos e se tocam repetidas vezes. Muitas espécies são permanentemente aquáticas e apresentam brânquias bem desenvolvidas. No Brasil, há apenas uma única espécie terrestre (Bolitoglossa altamazonica) que atinge cerca de 10 cm de comprimento e é encontrada apenas na Amazônia.

Ordem Gymnophiona

Classe Anfíbia
Cobra Cega

As cecílias ou cobras-cegas, ao contrário da maioria dos anuros, apresentam fertilização interna. Sabe-se muito pouco a respeito deste grupo de anfíbios, que normalmente vive enterrado, apresenta redução dos olhos e não possui patas.

Sapos

Classe Anfíbia
Sapo - Atelopus Pulcher

Características gerais:

Corpo mais achatado e rugoso;

Pernas traseiras curtas (representando 40% do comprimento do corpo);

Espécies de hábitos terrestres;

Locomoção lenta;

Pele rugosa;

Glândulas de veneno desenvolvidas (paratóides, atrás dos olhos).

Devemos sempre levar em consideração que há exceções.

Rãs

Características gerais:

Pernas traseiras mais longas (cerca de 60% do comprimento do corpo);

Dão grandes saltos;

Animais de hábitos aquáticos;

Pele lisa e brilhante;

L ocomoção rápida;

Boas nadadoras;

Apresentam membranas interdigitais.

Devemos sempre levar em consideração que há exceções.

Pererecas

Classe Anfíbia
Rana Catesbeiana

Características gerais

Apresentam olhos grandes e "saltados";

Colorido mais diversificado;

Preferencialmente arborícolas;

Animais providos de ventosas nos dedos (o que permite subirem com facilidade pela vegetação e pelas paredes).

Devemos sempre levar em consideração que há exceções.

A grande maioria dos anuros vive em ambientes úmidos, nas proximidades de corpos d'água onde se reproduzem. Apresentam um canto característico para cada espécie, emitido apenas pelo macho, que atrai as fêmeas para a reprodução. O macho é, na maioria das vezes, menor do que a fêmea. Durante o acasalamento, o macho abraça a fêmea pelas costas - o que chamamos de amplexo - e a fecundação é externa. O macho e a fêmea liberam, respectivamente, espermatozóides e óvulos durante o amplexo, os óvulos são fecundados assim que vão sendo liberados. Dos ovos nascem girinos que se alimentam basicamente de fitoplâncton (algas) ou detritos. Após a metamorfose, o girino transforma-se num pequeno sapinho que se alimentará basicamente de insetos (carnívoro). Na maioria das espécies, os ovos são depositados em ambientes aquáticos, mas há muitas exceções. Algumas espécies apresentam cuidado parental de ovos e/ou girinos.

Os anuros são muito mais antigos que o homem. A Terra já tinha rãs há 190 milhões de anos, convivendo com dinossauros, antes que o primeiro mamífero aparecesse. Podem atingir desde 10mm ("sapo-pulga", uma das menores espécies conhecidas) até 35cm (rã da África). Apresentam cores variadas, dependendo da espécie. Produzem secreções na pele, quase sempre tóxicas, constituídas de alcalóides, que estão sendo pesquisadas para fabricação de remédios. Respiram pela pele e pelos pulmões, daí a necessidade de viverem em ambiente úmido para que a pele permaneça sempre úmida, permitindo as trocas gasosas.

Os anuros sofrem predação de muitos outros animais, seja na fase de ovo, de larvas, jovens ou adultos. Os principais predadores são insetos aquáticos, peixes, aves, serpentes, lagartos, anfíbios e pequenos mamíferos, incluindo morcegos.

A metamorfose dos girinos é estimulada pelos hormônios da tireóide, principalmente pela tiroxina. Átomos de iodo fazem parte da molécula de tiroxina. A metamorfose está geralmente associada a mudanças que preparam um organismo aquático para uma existência terrestre. As mudanças incluem perda das brânquias, absorção da cauda, desenvolvimento das patas e muitas outras.

Os anfíbios são considerados "indicadores ambientais biológicos", ou seja, a alteração de suas populações pode indicar alterações do ambiente. São muito sensíveis à crescente contaminação das águas e do ar, já que grande parte da respiração se dá através da pele. Além disso, variações climáticas, como secas pronunciadas, que diminuem a disponibilidade de corpos d'água para a reprodução, desmatamentos e queimadas, que destroem seu hábitat natural, podem afetar drasticamente as populações de anfíbios, dificultando sua reprodução e sua sobrevivência.

Fonte: darwin.futuro.usp.br

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