
Os anfibios são vertebrados gnatostômios, tetrápodes, pecilotérmicos. Seu corpo é revestido por pele nua, sem escamas ou outros anexos.
Adaptados para viverem fora da água na fase adulta, porém, dependem da água para a reprodução, pois são de reprodução sexuada, com fecundação externa e a forma larval (girino dos anuros) só respira por brânquias. Após sofrerem a metamorfose, passam a respirar pelos pulmões e principalmente pela pele (respiração cutânea) e assim precisam da água para manterem a pele sempre úmida.
O esqueleto é predominantemente ósseo.
A metamorfose é característica desses vertebrados, pois a forma larval ou girino é bem diferente da forma adulta. O único anexo embrionário é o saco vitelino.
A circulação é do tipo fechada e o coração tem três cavidades: duas aurículas e um ventrículo. No ventrículo ocorre mistura de sangue venoso com arterial (circulação dupla e incompleta).
A articulação do crânio com a 1a vértebra da coluna é feita por dois côndilos ou saliências do crânio que possibilitam a movimentação da cabeça para cima e para baixo, mas não lateralmente.
Na boca possuem pequenos dentículos para defesa e apreensão das vítimas; a língua é muito desenvolvida e presa na parte anterior.
Os sistemas digestivo, excretor e reprodutor terminam na cloaca.
Os anfíbios representam um importante passo na história evolutiva dos vertebrados. Foram os primeiros a conquistar o ambiente terrestre, sendo que parte de seu desenvolvimento ocorre na água, da qual dependem para a reprodução. Além disso, sua pele nua, desprovida de anexos que evitam a dessecação, restringe sua distribuição a ambientes muitos úmidos, próximos à água. Como adaptações à vida terrestre os anfíbios possuem quatro membros locomotores, além de respiração pulmonar nos adultos, embora esta última seja pouco eficiente.

Sistema Nervoso dos Anfíbios
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O sistema nervoso é mais desenvolvido que o dos peixes, é constituído por um sistema nervoso central (encéfalo e medula espinhal) e um sistema nervoso periférico.
O sistema nervoso dos anfíbios é basicamente semelhante ao dos peixes. O centro da atividade encefálica permanece na região dorsal do mesencéfalo, onde as células cinzentas se concentram numa região chamada teto. O telencéfalo tem uma natureza predominantemente olfatória, mas, pela primeira vez em vertebrados encontram-se células nervosas invadindo o pálio. Apesar destas localizarem-se internamente o resultado é um aumento dos hemisférios cerebrais. Apresentam movimentos lentos e vagarosos por apresentar cerebelo pequeno. Existem 10 pares de nervos cranianos. As raízes dorsais e ventrais dos nervos espinhais, unem-se na passagem pelo foramen intervertebral, em vez de ocorrer fora desse foramen. Como na maioria dos peixes, ou dentro do canal neural, como nos amniotas.
O aparelho auditivo também apresenta maior desenvolvimento nos anfíbios, pois já há o aparecimento do ouvido médio ou caixa timpânica. Esta caixa é limitada externamente pela membrana do tímpano, que pode ser observada na superfície do corpo do animal, na cabeça.
A visão é o principal tipo de sensibilidade dos anfíbios. No sapo por exemplo, os olhos são grandes e situados em posição especial na cabeça, de modo que dá ao animal um ótimo campo visual. Eles são protegidos por duas pálpebras e uma membrana nictitante que funciona como se fosse um limpador de pára-brisa, mantendo o olho constantemente limpo.

Esquemas de cérebros de anfíbios
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Células Nervosas dos Anfíbios
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Em anfíbios o corpo celular nervoso está situado na região lateral e dorso-lateral da coluna e estende-se dentro da medula oblonga. Os dendritos quando vêm para a periferia, tem ramificações com a pele e um dos músculos, e claro obviamente eles podem projetar estímulos internos e externos. As conexões nervosas das células iniciam-se no trato sensorial do cérebro e terminam nas junções celulares. No estágio mais jovem onde o reflexo pode ocorrer, as células nervosas são encontradas somente na periferia da medula espinhal e na medula oblonga, mas mais tarde pode aparecer anteriormente e posteriormente à esses locais.
As junções celulares (ou células fibrosas arqueadas) e corpos celulares, permanecem no fundo da placa ventral, transmitindo os impulsos para os neurônios condutores longitudinais.
A diferença entre a medula espinhal dos anfíbios e dos peixes é vista na presença de uma evidente intumescência cervical e uma lombar no foramen desses animais.
Os feixes de fibras ventrais contém somente fibras não cruzadas, com células originadas do plagiostomo, exibindo uma tendência de acumular na borda lateral uma substância cinza. Na região cervical e lombar existe essa substância cinza devido ao aumento da projeção ventral.
Duas colunas de células podem ser distinguidas nessa projeção.
As células espinhais ganglionares são na maioria monopolares e raramente bipolares característica dessas células. Células multipolares são descritas em girinos. A maioria dos neurônios unipolares tem um grande processo de enrolamento que termina em forma de “T” ou “Y”, característico dessas células.
Certamente a maioria desses neurônios apresentam diferenciações especiais.
As junções celulares formam um nervo precoce da medula espinhal começando a aparecer principalmente nas projeções ventrais, embora certamente algumas delas possam ser encontradas próximas À linha mediana da medula.
Fonte: www.pucrs.br