Anfíbios são vertebrados cuja característica fundamental é o desenvolvimento na fase larvária em meio aquático e na fase adulta em meio terrestre. As principais características deste grupo são:
A maioria dos anfíbios possui 4 membros pentadáctilos para locomoção em terra (os gimnofionos como a Caecilia, são ápodos, por involução das patas, como uma adaptação aos seus hábitos de vida em buracos no solo)
Pele úmida e lisa, glandulífera e sem escamas externas, apta para a respiração cutânea (que nos anfíbios torna-se mais importante que a respiração pulmonar)
Dentes pequenos e esqueleto em grande parte ossificado
São pecilotérmicos (animais de sangue frio)
Coração com 3 cavidades: duas aurículas ou átrios e um ventrículo. O sangue arterial, que entra na aurícula esquerda, e o sangue venoso, que chega a aurícula direita, vão se juntar ao nível do ventrículo único. Por isso a circulação destes animais é dita fechada, dupla, porém incompleta
Presença de entalhe ótico, resultado do desaparecimento do opérculo que nos peixes protege as brânquias.
Os anfíbios são verdadeiros sensores ambientais, denunciam a degradação de uma área antes de qualquer outra espécie e, se estudados, global e sincronicamente, eles têm a capacidade de comunicar o que está acontecendo com nosso planeta. São como um alerta vermelho (Conservation International - CI).
Amazônia (não só a brasileira) e a Mata Atlântica, como os biomas mais importantes para a conservação dos anfíbios, por conta da grande diversidade de espécies e alto grau de endemismo (espécies que só ocorrem em um determinado local). Das 600 espécies de anfíbios registradas no Brasil, 455 (76%) existem apenas aqui. Somente na Mata Atlântica, foram catalogadas 372 espécies, sendo 260 (70%) endêmicas (Conservation International - CI).
Um dos motivos da sensibilidade dos anfíbios à saúde do meio ambiente está relacionado a seus diversos modos reprodutivos. Há espécies que depositam seus ovos em meio aquático (água corrente ou parada); em meio semi-aquático (em ninhos de espumas flutuantes ou na vegetação acima d’água); e ainda em ambiente terrestre, no solo da mata. Outros fatores que afetam a atividade reprodutiva dos anuros (sapos, rãs e pererecas) são a temperatura do ar, a quantidade de chuvas, a luminosidade, além da ação humana. Ao menor desequilíbrio em seus habitats naturais, o anfíbios - sobretudo os anuros - reduzem sua capacidade reprodutiva, podendo-se observar o rápido desaparecimento de populações (Conservation International - CI).
Anuros: não tem cauda no estado adulto (rãs e sapos)
Urodelos: possuem uma cauda desenvolvida (salamandras e tritões)
Ápodes ou gimnofiónios: não tem patas.
Fonte: www.ambientebrasil.com.br
A Classe Amphibia constitui um grupo de animais que apresentam uma ampla distribuição geográfica ocupando quase todos os continentes com exceção da Antártica. Fazem parte do grupo os populares sapos, rãs, pererecas, cecílias, salamandras, etc.
São animais tetrápodos (dois pares de membros locomotores), no entanto secundariamente pode ocorrer a redução do número de patas, existindo formas ápodes (sem patas). Comparando-se com seus ancestrais Osteichthyes apresentam uma notável redução no número de ossos do crânio, como também no restante do esqueleto. O crânio articula-se com a coluna vertebral através de dois côndilos occipitais. A cauda pode ou não estar presente, na na sua ausência ocorre nesta região uma estrutura chamada uróstilo.
A pele dos anfíbios atuais é rica em glândulas mucosas e venenosas. O muco umedece a pele, protegendo-a da dessecação e auxilia na respiração cutânea. As glândulas venenosas produzem alcalóides de elevada toxicidade que atuam sobre o coração, reduzem a respiração, ou atacam o sistema nervoso. O veneno de certas rãs é usado por índios sul-americanos para envenenar suas flechas. Os anfíbios atuais não possuem escamas verdadeiras, sua pele pode possuir as mais variadas colorações, podendo alguns inclusive mudar de cor.
Entre os anfíbios podem ocorrer respiração branquial, cutânea, bucofaringeana e pulmonar, podendo atuar conjuntamente dois ou três mecanismos. Os girinos (formas jovens) respiram através de brânquias, que podem ser internas ou externas. Geralmente após a metamorfose as brânquias atrofiam e há um maior desenvolvimento dos pulmões. A respiração cutânea ocorre nas formas adultas e jovens. No entanto, existem adultos sem pulmões, onde predomina a respiração cutânea.
Girinos se alimentam de algas e restos de animais e vegetais mortos. A alimentação dos adultos é quase exclusivamente carnívora e inclui desde pequenos moluscos, artrópodes e pequenos vertebrados até mamíferos.
Como os ovos dos anfíbios são destituídos de casca para proteção contra a perda de água, na sua grande maioria estes necessitam de ambientes úmidos ou aquáticos para a deposição de seus ovos, no entanto, existem formas cujo desenvolvimento é direto. Entre os sapos, rãs e pererecas, de modo geral, durante o período reprodutivo o macho abraça a fêmea (comportamento denominado amplexo) e libera seu esperma sobre os óvulos depositados pela fêmea na água. Portanto, geralmente a sua fecundação é externa, enquanto nas salamandras e cecílias geralmente é interna.
Na sua grande maioria os anfíbios sofrem uma série de transformações desde a eclosão até atingir a fase adulta, ao conjunto dessas transformações é dado o nome de metamorfose. De forma geral a metamorfose inclui uma redução ou absorção completa das brânquias e da cauda dos girinos de sapos; desenvolvimento dos pulmões; mudança da alimentação herbívora para carnívora, o que implica num encurtamento do intestino; e desenvolvimento de dois pares de pernas.
Fonte: www.anfibios.hpg.ig.com.br