Facebook do Portal São Francisco Google+
+ circle
Home  Classe Anfíbia - Página 6  Voltar

Classe Anfíbia

Anfíbios são animais de pele fina e úmida, na qual não ocorrem pêlos ou escamas externas. São animais que não incapazes de manter a temperatura de seu corpo constante por mecanismos externos, por isso são chamados animais de sangue frio ou pecilotérmicos.

A pele fina, rica em vasos sanguíneos e glândulas que possuem permite-lhes que a utilizem na respiração, absorção de água e defesa. Quando estão com "sede", os anfíbios encostam a região ventral de seu corpo na água e a absorvem pela pele. As glândulas em sua pele são de dois tipos: mucosas, que produzem muco e serosas, que produzem veneno. Todo o anfíbio produz substâncias tóxicas, mas existem espécies mais(foto) e menos tóxicas e os acidentes com humanos somente acontecerão se tais substâncias entrarem em contato com nossas mucosas ou sangue.

Podem ser aquáticos ou terrestres. As formas aquáticas respiram através de brânquias, através da pele ou através de pulmões. As terrestres respiram geralmente tanto através dos pulmões quanto pela pele. Alimentam-se de minhocas, insetos, aranhas, e de outros vertebrados como anfíbios e pequenos mamíferos.

Reproduzem-se através de ovos que originam uma larva e posteriormente um adulto através do processo de metamorfose. Seus ovos são depositados em locais úmidos ou na água, pois não possuem casca para protegê-los da dessecação. Existem exceções a essa regra, com ocorrência de muitos animais vivíparos. Em geral, não existe cuidado à prole dentre os anfíbios.

Atualmente são divididos em três grupos: os sapos, rãs e pererecas (Anura), as salamandras (Caudata) e as cecílias (Apoda).

Girino

Classe Anfíbia
Girino

Girino é o nome especial que a larva de anuros recebe. Todo anuro, seja ele um sapo, rã ou perereca, passa pela fase de girino, que pode acontecer dentro da água, dentro do ovo ou em estruturas protetoras do corpo de seus pais.

Os girinos possuem um intestino muito longo e que está organizado na forma de uma espiral, não possuem dentes, mas estruturas córneas em forma de bico. Alimentam-se de outros girinos, ou de partículas que encontram no fundo ou na superfície dos corpos d'água onde vivem.

Classe Anfíbia
Girino

São encontrados em corpos de água parada, como lagos e charcos ou em água corrente, como riachos. De acordo com o ambiente onde vivem possuem modificações estruturais em seu corpo e boca. Girinos encontrados em riachos possuem o corpo achatado e a cauda bem musculosa, podem ocorrer estruturas que funcionam como ventosas e os mantém grudados ao fundo de pedra dos riachos. Já os girinos de lagos e charcos, possuem uma cauda com membrana bastante desenvolvida e não tem corpo achatado.

De acordo com sua alimentação, na superfície ou no fundo, possuem a boca em região mais ventral (fundo) ou superior (superfície), sendo que às vezes ocorre boca transformada em funil.

O tempo de duração da fase de girino varia muito entre as espécies, podendo durar de dias a meses.

Fonte: dreyfus.ib.usp.br

Classe Anfíbia

VIDA NA ÁGUA E NA TERRA

VERTEBRADOS COM DUPLO TIPO DE VIDA

Até o final do século XIX, Répteis e Anfíbios eram classificados em um único grupo. Existem algumas características que fazem com que esses dois grupos de animais guardem uma semelhança recíproca, mas por outro lado, existem diferenças enormes.

Atualmente eles são classificados em dois grupos distintos: os Anfíbios que representam o primeiro grupo dos vertebrados que constituíram membros e isso foi um grande avanço na evolução animal. Eles possuem um endo-esqueleto, ou seja, um esqueleto interno e também membros. Os Peixes possuem um esqueleto interno, mas sem membros. Os Insetos e outros Artrópodes são dotados de membros, mas estes são muito diferentes das patas dos Anfíbios.

Os Anfíbios representam o prelúdio daquilo que virá a constituir o reino dos animais superiores. Uma outra característica dos Anfíbios é o fato desses animais passarem o início de suas vidas dentro da água e depois mudarem seu hábito de vida, passando a viver em terra firme. É devido a essa característica que eles recebem esse nome, pois Amphibia significa vida dupla. O fato dos Anfíbios mudarem de habitat, saindo da Água e dirigindo-se a terra, faz com que sofram transformações.

Esses animais respiram inicialmente através de brânquias e posteriormente vão transformando seu sistema respiratório, desenvolvendo pulmões no lugar das brânquias iniciais. Em conseqüência dessa mudança, todo o metabolismo desses animais se torna completamente alterado. A rã é o animal mais característico do grupo dos anfíbios. Ao observarmos uma rã, iremos notar que debaixo de sua pele existe um esqueleto e dentro dele, situam-se os pulmões em forma de um saco, de uma bola, que preenche grande parte do corpo do animal, constituindo uma parte muito importante deste.

Existe uma enorme relação entre a formação dos pulmões e a formação dos membros. O oxigênio inalado pelos pulmões é utilizado nos processos de combustão que causam o movimento dos membros. Isso ocorre durante a metamorfose do girino em rã. A EVOLUÇÃO dos pulmões corresponde à EVOLUÇÃO dos membros e a INVOLUÇÃO das brânquias.

Os anfíbios são os primeiros vertebrados a mudar do habitat aquático para o terrestre. Para se adaptarem ao meio ambiente fora da água, entram diretamente em contato com o ar e começam a produzir sons, a ouvir e ter capacidade de sentir cheiro. O peixe que passa toda a sua vida dentro da água é surdo e mudo. As rãs desenvolvem a audição e coaxam emitindo sons. Além disso, a reprodução dos peixes ocorre totalmente fora do animal. Os espermatozóides fertilizam os óvulos no meio ambiente externo, dentro da água, e é o Sol que oferece o calor necessário para que os pequenos peixes possam se desenvolver dentro dos ovos.

Os Anfíbios se reproduzem através de uma primitiva forma de cópula. Isso ocorre dentro do organismo. Existem certamente outros membros do grupo dos Anfíbios além da rã, vários tipos de sapos, espécies de lagartixas e uma grande variedade de salamandras. A pele desses animais é muito interessante; não possui escamas nem é revestida por carapaça como nos répteis. Ela é mole, molhada, viscosa e escorregadia, possuindo pequenas protuberâncias semelhantes a verrugas, que são de natureza glandular e secretam um líquido que faz com que a pele fique úmida e recoberta por um líquido viscoso. A pele é algo muito importante nos Anfíbios e serve para várias finalidades: a da rã é mais importante que o pulmão na função respiratória. Se o animal não puder receber ar nos pulmões, ele poderá sobreviver através da respiração realizada pela pele. Mas se sua pele for impedida de realizar essa função, então a rã irá morrer sufocada apesar de realizar a respiração pulmonar normal.

A rã pode viver 10 a 20 dias sem precisar beber água, mas obtendo-a através da umidade atmosférica. Ela bebe muito pouco, mas normalmente absorve a umidade atmosférica por meio da pele. A perda de umidade durante um certo tempo faz com que a rã se torne muito delgada, mas se o animal desidratado for colocado em contato com um pano molhado, ele irá recobrar sua turgescência absorvendo a água através da pele. O processo respiratório da rã é muito diferente dos vertebrados superiores. Os Anfíbios secretam fluidos semelhantes à linfa, e a partir deles, desenvolvem venenos nocivos para outras criaturas.

As secreções provenientes das costas dos Anfíbios são mais potentes e semelhantes aos venenos das serpentes, ao passo que as secreções das partes de baixo de seus corpos não são tão venenosas. A linfa excretada pelos sapos pode ser muito venenosa. A areia tocada pelo sapo, ao ser colocada numa gaiola, poderá produzir a morte do pássaro devido à presença do veneno nesse material. Os Anfíbios possuem peles de diferentes cores. As rãs são esverdeadas e muitas variedades de sapos apresentam uma coloração marrom. As salamandras exibem as cores vermelho-intensa e amarelo-forte alternadas com amarelo e preto. As lagartixas são normalmente esverdeadas, amareladas ou cor de laranja, mas qualquer que seja a cor da pele dos Anfíbios, apresenta-se sempre mole e glandular. O corpo desses animais também é mole e semelhante ao dos que não possuem esqueleto (Moluscos), apesar de serem vertebrados. Nenhum Anfíbio vive na luz solar direta, no dia claro, eles preferem a penumbra ou a luz crepuscular. Todos eles são muito sensíveis às condições atmosféricas, à luz intensa e à umidade do ar. Por essa razão, o seu comportamento é muitas vezes utilizado para predizer as condições meteorológicas. As rãs são muito sensíveis a neblina, sendo consideradas como profetas da chuva. A rã é muito sensível à umidade, principalmente quando ela sai da água pela primeira vez.

Os Anfíbios tem uma característica marcante que é o fato de assumirem dois estágios totalmente distintos; o primeiro quando vivem na água e o segundo, na terra. O primeiro é semelhante ao do peixe e o segundo ao do animal terrestre. Podemos observar inicialmente os ovos: eles são viscosos e se unem entre si numa massa que permanece na água. Cada um desses ovos é transparente e gelatinoso. Lá dentro situa-se o embrião do girino. Esse embrião sai do ovo e vai crescendo rapidamente. Nesse estágio, ele recebe o nome de girino, que é um ser muito estranho. Ele possui um rabo e apêndices nos dois lados da cabeça, que são as brânquias, cuja forma é análoga à das plantas, parece uma arvorezinha. Constituem o órgão respiratório do Anfíbio nessa fase de desenvolvimento. O girino é uma criatura muito semelhante a um peixe com um longo rabo e brânquias.

No estágio seguinte notamos que esse girino vai aumentando de volume. Parece que está se inchando pelo fato do pulmão estar sendo formado. Nesse mesmo estágio começam a surgir duas perninhas bem pequenas na parte de trás do animal. Depois, continuando o desenvolvimento do Anfíbio, observa-se no o início o aparecimento das patas dianteiras do animal. Notamos que o rabo está encolhido, e a rã já apresenta uma forma mais compacta e logo irá terminar a sua metamorfose, saindo da água como uma rã que caminha e salta na terra firme.

O fato de a rã ter sido inicialmente um animal exclusivamente aquático e ter se metamorfoseado numa criatura terrestre, faz com que ela sofra uma enorme transformação. O pulmão se desenvolve e o animal começa a respirar mais profundamente. A reação a essa respiração pulmonar é o desenvolvimento dos membros. Os insetos desenvolvem um aparelho respiratório que consiste em uma formação denominado sistema traqueal. Em compensação, formam membros semelhantes aos das aranhas, de patas bem fininhas. Esses membros são formados ao mesmo tempo em que o sistema traqueal. O movimento é produzido como resultado da inalação do oxigênio que se encontra no meio ambiente externo. Quando o pulmão se forma, também os membros se desenvolvem e esses animais podem viver e se movimentar em terra firme. A formação interna dos pulmões está relacionada com a formação externa dos membros. Esses dois processos ocorrem simultaneamente.

É importante considerarmos, em relação às doenças pulmonares, que o tipo e a constituição do solo tem uma grande influência nesses distúrbios. Um terreno calcário exerce uma influência nos pulmões diferente daquela exercida pelo solo silicoso. Os Anfíbios vivem inicialmente na água e quando se forma o pulmão, eles passam a viver na terra. À medida que a rã vai se desenvolvendo, ela torna-se cada vez mais distendida devido à formação pulmonar.

O princípio de COMPENSAÇÃO pode ser visto nesse caso, da seguinte maneira: medida que o pulmão vai sendo formado, os membros vão se desenvolvendo, ou seja, surgem os pulmões e, em compensação, aparecem os membros. E mais ainda: o comprimento dos membros posteriores corresponde à formação pulmonar na parte anterior do corpo. Esse princípio de compensação foi enunciado pela primeira vez por Goethe e pode ser visto atuando em muitos fenômenos da natureza. A serpente é alongada e não tem membros. O peixe também apresenta essa mesma característica. A rã é menor, mas nela os membros estão presentes; sua espinha é bem menor quando comparada com a do peixe, mas sua cabeça é enorme. Sua boca é muito grande, debaixo do animal existem pernas e no seu interior encontra-se um grande saco pulmonar. Isso dá a sensação de que a rã poderia "inchar a si própria", inflando-se tanto a ponto de explodir, tal como descrevem as fábulas. O elemento aéreo atua na rã de maneira bastante intensa e a partir de dentro. A deformação da rã pode ser vista considerando-se esse processo. A rã é muito sensível ao ar, principalmente nas pernas.

Os Anfíbios podem ser descritos como uma polaridade total em relação aos peixes das profundezas. As criaturas das regiões profundas, que vivem próximas aos leitos dos oceanos, transformam seus músculos, de tal forma que essa substância muscular se retrai e se transforma em substância nervosa. Esses vertebrados, tais como as raias que vivem no fundo dos oceanos tropicais, são animais que realizam esse processo. Elas podem emitir eletricidade, dando um choque elétrico fraco, utilizado não só para a sua defesa, mas também com a finalidade de abater suas vítimas. A raia produz eletricidade, a rã, de maneira oposta, reage intensamente ao mínimo estímulo elétrico. A rã não dá choque, ao contrário, ela os recebe. A raia libera eletricidade pela região inferior do corpo; a rã produz eletricidade, mas reage ao recebê-la. Se ocorrer um mínimo movimento próximo à rã, ela salta com seus membros posteriores. Desta forma, reage muito intensamente à transmissão elétrica interna, sendo o melhor objeto para experimentos fisiológicos relacionados com a eletricidade. A rã tem tendência a ficar arrepiada e é um animal muito móvel; é o melhor meio para demonstrar a existência de eletricidade na atmosfera. A mínima quantidade dela produz uma reação na rã.

A carne da perna da rã é muito macia, delicada e extremamente sensível. Por que? A rã é um animal onde, pela primeira vez, surgem as pernas. Esses membros delicados respondem ao mínimo estímulo do ar circundante e são muito móveis. Assim, como o ar penetra na rã pela primeira vez, o elemento astral se interioriza e age fortemente nesse animal. A sensação conduz ao movimento. O sistema de membros da rã é o centro produtor do movimento e da ação. Se o cérebro de uma rã for ferido, esse animal ainda poderá se mover e saltar. Em contraste a isso, se o cérebro do ser humano for levemente ferido, essa situação trará uma conseqüência muito grave, o que não ocorre com a rã. Esse animal, além de estar ligado com movimentos e ação, vive totalmente em suas patas posteriores. A cabeça da rã não é tão importante para seus movimentos. A rã vive no âmbito dos pulmões e dos membros, sendo isso o mais importante em sua vida.

Um Anfíbio, mesmo após a sua morte, ainda pode reagir às condições exteriores por algum tempo. Podemos descrever esses animais como "seres que possuem muitas vidas". Essa é uma característica dos Anfíbios, que são seres que saem do meio ambiente aquoso e, pela primeira vez, entram em contato com o ar. Os Peixes estão adaptados à vida dentro da água e são incapazes de se mover ao deixarem o habitat aquático. A rã responde de maneira oposta, saindo da água, pisando na terra firme e entrando em contato com o elemento aéreo - uma das formas da rã se relacionar com esse elemento, é o seu modo de capturar insetos. Ela utiliza a língua como uma haste que voa até o inseto capturando-o e levando-o até a boca. Não existe nenhum outro animal semelhante à rã. Sua substância corpórea é elástica e pode ser esticada indefinidamente. Nela está presente o elemento aéreo que causa uma mobilidade estranha e não habitual.

Ao analisarmos as estruturas anatômicas dos Anfíbios, iremos notar que sua espinha é muito pequena; as patas posteriores são maiores e mais desenvolvidas do que as anteriores. Os membros anteriores terminam com uma estrutura semelhante a uma mão. Essa característica é muito mais pronunciada na salamandra, onde os membros são estruturados como quatro apêndices rústicos que brotam de um corpo em forma de serpente. Também podemos observar esse fato nos lagartos, que são Répteis. Notamos, portanto, que a formação de membros nos Anfíbios deixa de ter uma certa perfeição.

Um anfíbio como presa

Existem muitas espécies de salamandras; normalmente elas apresentam uma coloração amarelada e faixas pretas ou amarelas. A pele desses animais e úmida e viscosa. O sistema nervoso dos Anfíbios é mais desenvolvido que o dos Peixes. O cérebro é maior e seus músculos respondem intensamente aos estímulos nervosos. O pulmão já substitui as brânquias. É interessante notarmos que os Peixes, na realidade, já possuem pulmões. Mas, apesar disso, eles não são utilizados como tal, mas como bexiga natatória.

Os Anfíbios transformam a bexiga natatória, pois eles não mais precisam dessa estrutura para a natação, já que deixam a água e passam a viver em terra firme. O sistema circulatório dos Anfíbios nos revela uma evolução em relação ao mesmo sistema encontrado nos Peixes. O coração dos Anfíbios não é semelhante ao dos Peixes; o sangue dos peixes é puramente venoso e o coração desses animais apresenta duas câmaras separadas, de modo que o sangue flui para fora desses compartimentos. O coração dos Anfíbios muda consideravelmente, devido ao desenvolvimento do pulmão que substitui as brânquias, ou seja, quando o Anfíbio muda do habitat aquático para o terrestre. Os Anfíbios apresentam uma aurícula bem característica situada na parte esquerda do coração e essa estrutura cardíaca coleta o sangue, que foi aerado, proveniente dos pulmões. O ventrículo não está dividido, mas a estruturação é tal que uma grande proporção do sangue aerado proveniente dos pulmões é levado para a cabeça, enquanto que a maior parte do sangue pobre em oxigênio (venoso), vindo do resto do corpo, é direcionado para as artérias pulmonares. Dessa maneira, o coração dos Anfíbios é mais desenvolvido que o dos Peixes, mas o sistema circulatório ainda é imperfeito.

O coração dos Pássaros e Mamíferos é muito mais complexo que o dos Anfíbios. O sangue venoso, ao retornar do corpo, é coletado na aurícula direita e daí passa para o ventrículo esquerdo. As veias pulmonares fazem com que o sangue retorne para a aurícula esquerda e o sangue dessa estrutura vai para o ventrículo esquerdo promovendo a irrigação dos tecidos corporais. Dessa maneira, o sistema circulatório dos Mamíferos e Pássaros é muito mais desenvolvido que o dos Anfíbios. Os Pássaros e Mamíferos são animais de sangue quente. A circulação sanguínea do ser humano apresenta uma formação em cruz. Se no ser humano não existisse uma parede divisória, então o sangue arterial e o venoso iriam se misturar. Podemos observar que ocorre um desenvolvimento do sistema circulatório dos Peixes e dos Anfíbios. Os peixes possuem apenas sangue venoso. Os Anfíbios apresentam uma circulação constituída de uma mistura de sangue venoso e arterial. Além disso, o aparelho circulatório dos Anfíbios está adaptado para o sistema de brânquias, rabo e também para a posterior formação de membros e pulmões. O sangue dos Anfíbios não é quente; este ainda não foi elaborado por esses animais.

Os Anfíbios desenvolveram um avanço em relação aos peixes, em outros sistemas: no digestivo e nos órgãos dos sentidos. Nos peixes, os órgãos dos sentidos estão aparelhados em todo o animal. Nos Anfíbios, os órgãos do olfato e audição estão situados em um só compartimento, na cabeça desses animais. Quando uma rã coaxa, a vesícula sonora e os sacos vocais expandem-se. O órgão de produção de som se configura de uma maneira grosseira. O som é forçado para fora. A rã emite som de modo muito primitivo através de órgãos que foram formados na água e que, pela primeira vez, se dirigiram para fora, para o meio ambiente aéreo.

É muito interessante notarmos que a maioria das pessoas tem um sentimento de nojo e repulsa em relação aos Anfíbios e Répteis, mas, apesar disso, essas pessoas não deixam de manifestar tais sentimentos. Em relação aos Répteis, esse sentimento é muito mais pronunciado. As rãs manifestam dois tipos antagônicos de sentimentos. Por um lado, elas despertam um certo asco em algumas pessoas, mas, por outro lado, elas também evocam um ambiente de magia. Muitas fábulas nos falam de criaturas semelhantes aos dragões. Por que não temos esse tipo de sentimento em relação a esses seres? Isso é devido à origem muito antiga dos mesmos.

O processo de reprodução dos Anfíbios é muito diferente daquele encontrado nos animais mais inferiores e nos Peixes. Os Anfíbios, através de seu ingresso no ambiente aéreo, apresentam uma relação no movimento e na sensação. Esse processo reprodutivo é dirigido para o interior do animal. Os peixes deixam seus ovos na água e a fertilização tem lugar sem que haja um contato entre os peixes. Os Anfíbios estão muito mais desenvolvidos no processo de acasalamento. Alguns deles tomam conta de suas crias. O assim chamado "Sapo Parteiro", dispõe o cordão de ovos em torno de si próprio e os carrega, ajudando o desenvolvimento das jovens crias.

Existem dois grupos principais de Anfíbios: os que possuem rabo e os que não os possuem. Esse segundo grupo, mais desenvolvido, é constituído pelas rãs e sapos de todos os tipos. Os Anfíbios com rabos são as salamandras que estão mais próximas dos Peixes do que os sapos e rãs, apesar delas também desenvolverem pulmões. Elas possuem pequenos membros constituídos de mãos e permanecem num estado de vida mais baixo, vivendo num meio ambiente aquoso. Nestes dois grupos de Anfíbios, encontramos ora uma tendência, ora outra. Algumas salamandras não vão além do estágio de larva.

Fonte: www.portalbrasil.net

voltar 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 avançar
Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal