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Classe Anfíbia

Os anfíbios são, sem dúvida, um dos animais que mais sofreram adaptações no processo evolutivo. Estas adaptações bruscas, sofridas pela modificação do ambiente aquático para terrestre, estão presentes nas fases de seu desenvolvimento. É uma espécie que demostra "didaticamente", em semanas, o que a natureza levou milhões de anos para "desenvolver"....

O conjunto de alterações fisiológicas e anatômicas sofridas pelos anfíbios é conhecida como METAMORFOSE.

Nela um mesmo animal, que nasce na água e possui uma morfologia hidrodinâmica e um sistema de respiração aquático (branquial) sofre modificações em seu corpo, por dentro e por fora, e transforma-se, após um período de algumas semanas, num indivíduo totalmente diferente: anatomicamente terrestre, respirando oxigênio diretamente do ar e adaptado a um universo cheio de predadores.

Mas a vida destes animais tem uma forte dependência: a água.

Nenhum anfíbio nasce sem água ou muita umidade. A umidade é o elemento vital para a evolução de seu tegumento (pele).

A pele dos anfíbios desempenha uma atividade muito importante dentro do metabolismo.

Nos anfíbios ocorre a respiração também através dela, chamada de cutânea.

A troca gasosa é feita pelas células que a revestem e a presença de água é fundamental para impedir a desidratação e facilitar este mecanismo.

Este processo ajuda na regulação térmica, onde a troca de calor está associada a manutenção ou perda de água.

A pele dos anfíbios não possui escamas ou qualquer outro tipo de revestimento e se caracteriza por ser úmida e isto só é possível se o ambiente fornecer e manter esta umidade.

Quando fotografados com flash podemos, mais facilmente, observar o brilho da mucos. É por isso que são escorregadios ...

A CLASSE AMPHIBIA pode ser grosseiramente dividida em três grupos distintos:

OS ANUROS

Não apresentam cauda na forma adulta e seus membros são adaptados para saltar:

SAPOS

Possuem as glândulas parótidas bem desenvolvidas (localizadas atrás dos olhos) e as patas são desenvolvidas para deslocamento na terra.

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Os sapos possuem atrás dos olhos a glândula paratóide muito desenvolvida.

Ela apresenta uma série de poros que, uma vez comprimida, libera a substância contida em seu interior.

Esta substância, muito semelhante à soda cáustica, causa sérias queimaduras no trato digestivo (estruturas internas do aparelho digestivo: garganta; esôfago; etc...) podendo até levar à morte um ser humano.

Esta substância é uma toxina (veneno) que só causa malefício em contato com os olhos ou com a mucosa bucal.

RÃS: sem glândulas parótidas desenvolvidas e as patas apresentam membrana entre os dedos (membrana interdigitalis), principalmente as traseiras, para deslocamento aquático.

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Bombina variegata

As rãs, diferentemente dos sapos e das pererecas, possuem hábito quase que exclusivamente aquático depois de adultas.

Apesar de movimentarem-se bem fora d'água, suas patas têm melhor "desempenho" quando nadam.

As membranas entre os dedos atuam como expansões da extremidade da pata permitindo, ao animal, deslocar mais água durante o mecanismo de natação.

As rãs do gênero Bombina ocorrem na Europa e Ásia e são relativamente comuns em lagoas e brejos.

Apesar de serem facilmente encontradas no comércio sua manutenção exige cuidados na alimentação e ambientes bem amplos.

PERERECAS: sem glândulas parótidas desenvolvidas e as extremidades dos dedos apresentam uma ventosa para aderência em superfícies íngreme

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Dendrobates Azureus

Um dos mais belos animais da natureza. Existem variações de coloração entre o azul e o preto.

Extremamente resistentes em cativeiro é uma das espécies mais criadas no mundo. É um dos maiores, atingindo até 4,5 cm.

As pererecas da família dendrobatidae, como este Dendrobates azureus, originárias do norte da Amazônia, são criadas em cativeiro em diversos países, como a Alemanha e os Estados Unidos.

O grau específico de umidade no terrário é um dos segredos de sua reprodução pois um dos maiores problemas, na reprodução em cativeiro destas espécies são os fungos que contaminam e matam rapidamente os ovos.

Verifique nosso artigo sobre umidificadores, necessários à criação deste animal.

Vivem no chão da floresta amazônica nas regiões extremo norte, entre o Brasil, Suriname e as Guianas.

Os machos apresentam as ventosas dos dedos das patas anteriores maiores do que as das fêmeas.

Nestas espécies são as fêmeas quem procuram os machos para o acasalamento depois de escolherem a "poça de água" onde irão desovar.

OS CAUDATA

Corpo com aspecto de lagartixa (cabeça, corpo e cauda distintos... ). A forma adulta mantém a cauda

SALAMANDRAS

Anfíbios de corpo lagartiforme (forma de lagarto) e de hábitos semiaquáticos. No Brasil possuímos apenas uma espécie, a Bolitoglossa altamazonica.

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Oregon Salamander

As salamandras lembram lagartixas mas sua pele, sem escamas e úmida, não deixam dúvidas de sua classificação.

São muito comuns nos países do hemisfério norte.

No Brasil temos atualmente descrita apenas uma espécie, a Bolitoglossa altamazonica, nativa do extremo norte da Amazônia.

O exemplar da foto é uma salamandra norte americana do gênero Taricha e muito encontrada do Alaska à Califórnia.

Algumas salamandras possuem toxinas ( veneno ) na pele mas sua ação no ser humano é praticamente nula.

O veneno funciona como um "gosto ruim", ao predador, e não propriamente como agente intoxicante.

AS GYMNOPHIONAS

Anfíbios ápodos (sem patas ou cintura) cujo corpo possui aspecto de uma serpente.

COBRAS CEGAS: similar a uma serpente, porém seu corpo não apresenta escamas. Têm hábitos fossarias (subterrâneos) e vivem enterradas à procura de vermes e insetos. O nome "Cobra Cega" também é utilizado popularmente para designar um lagarto ápodo da família Amphisbaenidae.

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Cobra Cega

Os anfíbios ápodes (sem patas) são pouco conhecidos pela pessoas em geral e, normalmente, são confundidos com serpentes ou minhocas.

Raramente visíveis ao dia, estes animais são mais encontrados após fortes chuvas ou quando revira-se a terra.

A ausência de escamas no corpo é o fator mais fácil para distingui-las das serpentes.

Seus olhos são diminutos e sua cabeça é pontuda para facilitar à escavação, uma vez que possuem hábitos essencialmente fossorais (vivem enterradas).

Alimentam-se basicamente de vermes e pequenos insetos.

São inofensivas.

Fonte: www.bioterium.com.br

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