Angiospermas (Página 7)
Angiospermas

As angiospermas são plantas mais evoluídas e complexas que vivem atualmente na Terra. Estes vegetais produzem raízes, caules e folhas, órgãos da vida vegetativa. Na época da reprodução produzem flores, frutos e sementes.

Características Básicas da Angiosperma

As características vegetativas destas plantas são muito variadas, variando desde os eucaliptos gigantes com mais de 100 metros de altura e e 20 metros de diâmetro, até monocotiledóneas flutuantes não maiores que 1 mm de comprimento.

Todas as angiospérmicas, com muito poucas excepções, são de vida livre, embora existam seres saprófitos e parasitas, não apresentando clorofila.

Estas plantas saprófitas estabelecem obrigatoriamente relações com um fungo micorrízico, o qual, por sua vez, está associado a uma outra planta fotossintética. Deste modo, o fungo serve de intermediário entre a planta fotossintética e a saprófita, o que a tornaria mais um organismo parasita que saprófito.

Existem cerca de 2800 dicotiledóneas e cerca de 200 monocotiledóneas parasitas, que formam estruturas de absorção especializadas haustórios que penetram nas células do hospedeiro.

O sucesso das angiospérmicas em meio terrestre reside, em parte na presença de elementos dos vasos, o que torna o seu xilema mais eficiente no transporte de água.

Outro aspecto fundamental para esse sucesso é a presença de folhas largas, com uma tremenda capacidade fotossintética. Este tipo de folha perde enorme quantidade de água por evaporação, mas a presença de um xilema tão eficiente compensa essa dificuldade.

A queda das folhas no Inverno permite uma poupança de energia quando as condições não são as ideais, bem como impede a destruição e acumulação de danos nessas estruturas fundamentais.

As folhas das angiospérmicas são de crescimento rápido, principalmente nas plantas herbáceas, o que lhes permite sobreviver á herbivoria.

As angiospérmicas, desenvolveram uma estrutura especialmente bem adaptada á reprodução sexuada em meio terrestre e em presença de animais, a flor.

A polinização por insectos, atraída por flores vistosas e néctar, foi seleccionada devido á sua elevada eficiência, o que levou, por sua vez, conduziu a uma vantagem na presença de flores monóicas (o insecto transporta dois tipos de pólen numa única viagem).

A cor das flores é uma das características mais notórias das angiospérmicas, mas no entanto, é devida a uma concentração de pigmentos que existem em todas as plantas, apenas não se encontram concentrados numa estrutura como neste caso.

A enorme variedade de cores das flores é devida a um número muito reduzido de pigmentos: flores vermelhas, laranja e amarelas, por exemplo, devem a sua cor a pigmentos carotenóides semelhantes aos encontrados nas folhas e estruturas fotossintéticas de muitos outros organismos autotróficos.

No entanto, os pigmentos mais importantes para a cor das flores são os flavonóides (como as antocianinas, por exemplo), compostos com dois anéis de carbono de 6 átomos. Nas folhas estes pigmentos barram a radiação U.V., perigosa para os tecidos, permitindo a passagem de radiação azul, verde e vermelha, importante para a fotossíntese.

As antocianinas produzem diversas cores, dependendo do pH do meio: vermelho em meio ácido, violeta em meio neutro e azul em meio básico, por exemplo para a cianidina.

A taxa reprodutora é duas a quatro vezes maior que as gimnospérmicas pois produzem sementes com elevado conteúdo em reservas e com menor necessidade de luz para a germinação.

A produção de frutos carnudos e apetitosos permite á planta “utilizar” os animais na dispersão das sementes neles contidas. As sementes, elas próprias, apresentam frequentemente ganchos e espinhos que se agarram ao pelo dos animais, que as espalham inconscientemente.

O seu sucesso devese, portanto, á sua excepcional adaptação á vida em terra e com animais.

Esta divisão inclui dois grandes grupos, as monocotiledóneas com cerca de 65000 espécies e as dicotiledóneas, com cerca de 170000 espécies. As semelhanças entre estes dois grupos são bem maiores que as diferenças, apesar de serem facilmente reconhecíveis.

A classe das angiospérmicas é a maior dos organismos fotossintéticos, incluindo mais de 230000 espécies.

As angiospérmicas dominam completamente o mundo vegetal dos últimos 100 milhões de anos. Sem elas não existiriam as cores das flores e frutos, bem como as belas cores outonais das folhas das árvores.

Estas plantas evoluíram de modo a estarem perfeitamente adaptadas à vida em meio terrestre e em contacto com animais.

REPRODUÇÃO DAS ANGIOSPERMAS

FLOR

É o aparelho de reprodução das angiospermas.

Uma flor completa de angiosperma aparece organizada em:

Pedúnculo floral

Eixo que liga a flor ao caule.

Receptáculo floral

Parte dilatada do pedúnculo, onde estão inseridos os elementos florais.

Cálice

Constituído por folhas modificadas estéreis chamadas sépalas.

Corola

Constituída por folhas modificadas estéreis chamadas pétalas.

Androceu

Constituído por folhas modificadas férteis chamadas estames ou microesporofilos.

Gineceu

Constituído por folhas modificadas férteis chamadas carpelares, pistilos ou macroesporofilos.

Perianto

Nome que se dá ao conjunto de cálice e corola.

Perigônio

Às vezes

Brácteas

São folhas modificadas que servem para a proteção da flor ou de uma inflorescência.

Estame Folha modificada organizada em três partes: filete, antera e conectivo.

Folha carpelar ou carpelo A folha carpelar toma a forma de uma garrafa, na qual se podem reconhecer três partes: estigma, estilete e ovário. No interior do ovário formamse os óvulos.

TIPOS DE ANGIOSPERMAS

Monocotiledôneas

Um cotilédone na semente

Raízes fasciculadas com células com reforço em "u" na endoderme. Geralmente não engrossam.

Caules com estrutura astélica (atactostélica), com feixes condutores em que o xilema e o floema não estão separados pelo câmbio(colaterais fechados), e por isso, salvo raras excessões, não engrossam.

Folhas com nervuras pararelas, estômatos nas duas epidermes (anfiestomáticas), mesófilo indiferenciado ou simétrico.

Flores geralmente homeoclamídeas (com perigônio formado por sépalas) e trímeras.

Dicotiledôneas

Dois cotilédones na semente

Raízes axiais com "estrias de Caspari" nas células da endoderme. Geralamente engrossam

Caules com estrutura eustélica, com feixes de condutores em que o xilema e o floema estão separados pelo câmbio. Normalmente engrossam.

Folhas com nervuras ramificadas (reticuladas ou peninervas), estômatos apenas na epiderme inferior (hipoestomáticas).

Flores heteroclamídeas (com perianto formado por sépalas e pétalas diferentes). Dímeras, tetrâmeras ou pentâmeras.

Folhas

Órgão laminar, clorofilado, podendo realizar fotossíntese, transpiração e trocas gasosas com o meio.

As folhas apresentam grande diversidade de formas, sendo que esta diversidade caracteriza um processo de adaptação destas plantas à climas de determinadas regiões, tanto para evitar perdas de água e nutrientes, quanto no proesso de proteção, e até polinização.

Uma folha completa possui bainha (ponto de inserção no caule), um pecíolo e o limbo (lâmina verde).

Em um corte transversal, para observarmos estrutura interna da folha, temos: epiderme superior (sem estômatos, porém pode estar presente uma cutícula de cutina) e inferior (rica em estômatos, que permitem trocas de gases para fotossíntese e respiração) e um mesófilo, constituído por parênquima clorofiliano.

As folhas em monocotiledôneas possuem nervuras paralelas e grande bainha, enquanto as folhas das dicotiledôneas possuem nervuras reticuladas.

Fonte: www.cam-online.com.br

Angiospermas

CARACTERÍSTICAS

A conquista definitiva do ambiente terrestre na evolução dos vegetais ocorre com as angiospermas, pois apresentam maior grau de complexidade, maior diversidade de formas e grande distribuição geográfica.

Estes vegetais apresentam suas sementes protegidas dentro de frutos, que também funcionam como um mecanismo de dispersão para os vegetais.

As angiospermas são plantas traqueófitas, com vasos condutores, com variação de tamanho, desde formas herbáceas até arborescentes.

Apresentam heterosporia, com produção de micrósporo e de megásporo que formarão o gametófito masculino e o feminino, respectivamente.

A reprodução nas angiospermas ocorre através de um ciclo do tipo haplodiplobionte, com alternância de gerações, sendo a fecundação por sifonogamia, como nas gimnospermas.

A fase esporofítica (E) é predominante sobre a fase gametofítica.(G). E > G

Possuem flores que reúnem as estruturas para reprodução, podendo ser monóclinas (hermafroditas) ou díclinas, com produção de esporos masculinos ou femininos.

As angiospermas ocupam praticamente todos os ecossistemas do planeta, devido a sua grande capacidade de adaptação e mecanismos eficientes de dispersão, através de suas sementes e frutos.

A Estrutura da Flor das Angiospermas

A flor é uma ramificação de crescimento limitado, que apresenta quatro tipos de folha modificada (verticilos), sendo dois verticilos férteis: o androceu (o conjunto de estames) e o gineceu (o conjunto de pistilos); os dois verticilos estéreis- que formam o perianto - composto pelo cálice (de cor verde e formado por sépalas) e pela corola (de cores vivas e formada por pétalas). As flores podem ser hermafroditas, mas também existem flores unissexuais. A forma da flor é de grande importância para a classificação das angiospermas.

Reprodução

O pólen ou esporo masculino é produzido nos estames. A passagem dos grãos de pólen dos estames aos pistilos (esporângio feminino) da mesma flor ou de outra chama-se polinização. Dependendo da maneira pela qual esse transporte se dá, a polinização pode ser: entomófila, realizada por insetos que carregam o pólen nas patas, ou anemófila, quando o vento carrega o pólen de uma flor para outra. As flores de polinização entomófilas possuem cheiros e cores intensos e produzem substâncias açucaradas (néctar) para atrair os insetos e facilitar o transporte do pólen. O fruto, berço mais seguro.

Após a fecundação, o primórdio seminal transforma-se em semente. O ovário da flor transforma-se em fruto, que guarda e protege a semente até que as condições externas estejam adequadas para a germinação. O fruto possui uma cobertura (pericarpo), constituída por três camadas. Se o pericarpo for seco e fino, o fruto é seco (trigo, noz, avelã, semente de girassol); quando é suculento, o fruto é carnoso. Existe grande variedade de frutos carnosos, como as bagas (tomate, uva), as drupas (pêssego, ameixa, azeitona) e os pomos (pêra, maçã, marmelo).

Propagação vegetativa é processo de reprodução assexuada em vegetais superiores (Angiospermas)É muito usada pelo homem na propagação (reprodução) de plantas cultivadas.

Apresentam como características e vantagens

Dependendo da espécie, pode-se usar a raiz, o caule ou a folha. O órgão mais usado é o caule, pois possui gemas que, facilmente poderão desenvolver-se e dar novos indivíduos.

Permite a reprodução de plantas que não produzem sementes como: bananeiras, laranja-baía, Hibiscus, etc.

Pode-se obter um grande número de descendentes geneticamente iguais a partir de um único indivíduo, garantindo a manutenção de características genéticas selecionadas.

A produção de flores, frutos e sementes, em geral é mais rápida do que a reprodução por sementes.

Na propagação por enxertia pode-se usar um porta-enxerto (= cavalo) mais resistente.

A propagação vegetativa pode-se dar por: estacas, tubérculos, rizomas, bulbos, enxertia.

Estacas

São ramos caulinares cortados e contendo algumas gemas ou brotos. Colocadas no solo poderão desenvolver raízes e novos indivíduos. São processos muito usados para reprodução artificial de: videiras, cana-de-açúcar, mandioca, batata-doce, amoreira, azáleas, gerânios, roseiras, figueiras, Hibiscus,etc.

Podem-se usar hormônios vegetais (auxinas) para acelerar a formação de raízes nas estacas.

Tubérculos

Usa-se o caule subterrâneo (contém gemas !) para a reprodução: batata-inglesa ou "batatinha".

Rizomas

Também se usa o caule subterrâneo para reprodução: bananeiras, íris, gengibre.

Bulbo

Tipo de caule usado para reprodução de cebola, alho, palma, lírio, tulipa.

Enxertia

Usam-se duas espécies (caules) semelhantes ou variedades da mesma espécie. Ex. limoeiro, laranjeira.

Uma planta, geralmente mais resistente, é usada como porta-enxerto ou cavalo (p.ex. o limoeiro). Da outra espécie (cavaleiro), que se deseja explorar economicamente, retira-se uma gema axial ou um ramo e enxerta-se no cavalo (porta-enxerto).

Se o enxerto "pega" irá desenvolver-se um indivíduo geneticamente igual ao que forneceu a gema ou ramo.

Classificação das Angiospermas

As angiospermas são divididas em duas classes, as monocotiledôneas e as dicotiledôneas, que são caracterizadas de acordo com o número de cotilédones, sistema de raízes, estrutura floral, tecidos meristemáticos e tipos de crescimento e nervuras das folhas.

As angiospermas, apesar de apresentarem uma grande diversidade de formas, de tamanho e da organização de suas flores, podemos analisar seu processo reprodutivo num aspecto padrão de ciclo de vida com alternância de gerações do tipo haplodiplobionte, onde a geração esporofítica é o vegetal de vida longa, ficando a geração gametofítica restrita às estruturas reprodutivas.

As Angiospermas podem ser divididas em Monocotiledôneas e Dicotiledôneas:

MONOCOTILEDÔNEAS DICOTILEDÔNEAS

Raiz fasciculada ("cabeleira") pivotante ou axial (principal) caule em geral, sem crescimento em espessura (colmo, rizoma, bulbo) em geral, com crescimento em espessura (tronco)

Distribuição de vasos no caule feixes líbero-lenhosos "espalhados"(distribuição atactostélica = irregular) feixes líbero-lenhosos dispostos em círculo (distribuição eustélica = regular)

Folha invaginante: bainha desenvolvida; uninérvia ou paralelinérvia. peciolada: bainha reduzida; pecíolo; nervuras reticuladas ou peninérvias.

Flor trímera (3 elementos ou múltiplos) dímera, tetrâmera ou pentâmera

Embrião um cotilédone 2 cotilédones

Exemplos: bambu; cana-de-açúcar; grama; milho; arroz; cebola; gengibre; coco; palmeiras. eucalipto; abacate; morango; maçã; pera; feijão; ervilha; mamona; jacarandá; batata.

Fonte: buhmister.ubbihp.com.br