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Angiospermas

As angiospermas são plantas mais evoluídas e complexas que vivem atualmente na Terra. Estes vegetais produzem raízes, caules e folhas, rgãos da vida vegetativa. Na época da reprodução produzem flores, frutos e sementes.

Características Básicas da Angiosperma

As características vegetativas destas plantas são muito variadas, variando desde os eucaliptos gigantes com mais de 100 metros de altura e e 20 metros de diâmetro, até monocotiledóneas flutuantes não maiores que 1 mm de comprimento.

Todas as angiospérmicas, com muito poucas excepções, são de vida livre, embora existam seres saprófitos e parasitas, não apresentando clorofila.

Estas plantas saprófitas estabelecem obrigatoriamente relações com um fungo micorrízico, o qual, por sua vez, está associado a uma outra planta fotossintética. Deste modo, o fungo serve de intermediário entre a planta fotossintética e a saprófita, o que a tornaria mais um organismo parasita que saprófito.

Existem cerca de 2800 dicotiledóneas e cerca de 200 monocotiledóneas parasitas, que formam estruturas de absorção especializadas haustórios que penetram nas células do hospedeiro.

O sucesso das angiospérmicas em meio terrestre reside, em parte na presença de elementos dos vasos, o que torna o seu xilema mais eficiente no transporte de água.

Outro aspecto fundamental para esse sucesso é a presença de folhas largas, com uma tremenda capacidade fotossintética. Este tipo de folha perde enorme quantidade de água por evaporação, mas a presença de um xilema tão eficiente compensa essa dificuldade.

A queda das folhas no Inverno permite uma poupança de energia quando as condições não são as ideais, bem como impede a destruição e acumulação de danos nessas estruturas fundamentais.

As folhas das angiospérmicas são de crescimento rápido, principalmente nas plantas herbáceas, o que lhes permite sobreviver á herbivoria.

As angiospérmicas, desenvolveram uma estrutura especialmente bem adaptada á reprodução sexuada em meio terrestre e em presença de animais, a flor.

A polinização por insetos, atraída por flores vistosas e néctar, foi seleccionada devido á sua elevada eficiência, o que levou, por sua vez, conduziu a uma vantagem na presença de flores monóicas (o inseto transporta dois tipos de pólen numa única viagem).

A cor das flores é uma das características mais notórias das angiospérmicas, mas no entanto, é devida a uma concentração de pigmentos que existem em todas as plantas, apenas não se encontram concentrados numa estrutura como neste caso.

A enorme variedade de cores das flores é devida a um número muito reduzido de pigmentos: flores vermelhas, laranja e amarelas, por exemplo, devem a sua cor a pigmentos carotenóides semelhantes aos encontrados nas folhas e estruturas fotossintéticas de muitos outros organismos autotróficos.

No entanto, os pigmentos mais importantes para a cor das flores são os flavonóides (como as antocianinas, por exemplo), compostos com dois anéis de carbono de 6 átomos. Nas folhas estes pigmentos barram a radiação U.V., perigosa para os tecidos, permitindo a passagem de radiação azul, verde e vermelha, importante para a fotossíntese.

As antocianinas produzem diversas cores, dependendo do pH do meio: vermelho em meio ácido, violeta em meio neutro e azul em meio básico, por exemplo para a cianidina.

A taxa reprodutora é duas a quatro vezes maior que as gimnospérmicas pois produzem sementes com elevado conteúdo em reservas e com menor necessidade de luz para a germinação.

A produção de frutos carnudos e apetitosos permite á planta "utilizar" os animais na dispersão das sementes neles contidas. As sementes, elas próprias, apresentam frequentemente ganchos e espinhos que se agarram ao pelo dos animais, que as espalham inconscientemente.

O seu sucesso devese, portanto, á sua excepcional adaptação á vida em terra e com animais.

Esta divisão inclui dois grandes grupos, as monocotiledóneas com cerca de 65000 espécies e as dicotiledóneas, com cerca de 170000 espécies. As semelhanças entre estes dois grupos são bem maiores que as diferenças, apesar de serem facilmente reconhecíveis.

A classe das angiospérmicas é a maior dos organismos fotossintéticos, incluindo mais de 230000 espécies.

As angiospérmicas dominam completamente o mundo vegetal dos últimos 100 milhões de anos. Sem elas não existiriam as cores das flores e frutos, bem como as belas cores outonais das folhas das árvores.

Estas plantas evoluíram de modo a estarem perfeitamente adaptadas à vida em meio terrestre e em contato com animais.

REPRODUÇÃO DAS ANGIOSPERMAS

FLOR

É o aparelho de reprodução das angiospermas.

Uma flor completa de angiosperma aparece organizada em:

Pedúnculo floral

Eixo que liga a flor ao caule.

Receptáculo floral

Parte dilatada do pedúnculo, onde estão inseridos os elementos florais.

Cálice

Constituído por folhas modificadas estéreis chamadas sépalas.

Corola

Constituída por folhas modificadas estéreis chamadas pétalas.

Androceu

Constituído por folhas modificadas férteis chamadas estames ou microesporofilos.

Gineceu

Constituído por folhas modificadas férteis chamadas carpelares, pistilos ou macroesporofilos.

Perianto

Nome que se dá ao conjunto de cálice e corola.

Perigônio

Às vezes

Brácteas

São folhas modificadas que servem para a proteção da flor ou de uma inflorescência.

Estame Folha modificada organizada em três partes: filete, antera e conectivo.

Folha carpelar ou carpelo A folha carpelar toma a forma de uma garrafa, na qual se podem reconhecer três partes: estigma, estilete e ovário.

No interior do ovário formamse os óvulos.

TIPOS DE ANGIOSPERMAS

Monocotiledôneas

Um cotilédone na semente

Raízes fasciculadas com células com reforço em "u" na endoderme. Geralmente não engrossam.

Caules com estrutura astélica (atactostélica), com feixes condutores em que o xilema e o floema não estão separados pelo câmbio(colaterais fechados), e por isso, salvo raras excessões, não engrossam.

Folhas com nervuras pararelas, estômatos nas duas epidermes (anfiestomáticas), mesófilo indiferenciado ou simétrico.

Flores geralmente homeoclamídeas (com perigônio formado por sépalas) e trímeras.

Dicotiledôneas

Dois cotilédones na semente

Raízes axiais com "estrias de Caspari" nas células da endoderme. Geralamente engrossam

Caules com estrutura eustélica, com feixes de condutores em que o xilema e o floema estão separados pelo câmbio. Normalmente engrossam.

Folhas com nervuras ramificadas (reticuladas ou peninervas), estômatos apenas na epiderme inferior (hipoestomáticas).

Flores heteroclamídeas (com perianto formado por sépalas e pétalas diferentes). Dímeras, tetrâmeras ou pentâmeras.

Folhas

Órgão laminar, clorofilado, podendo realizar fotossíntese, transpiração e trocas gasosas com o meio.

As folhas apresentam grande diversidade de formas, sendo que esta diversidade caracteriza um processo de adaptação destas plantas à climas de determinadas regiões, tanto para evitar perdas de água e nutrientes, quanto no proesso de proteção, e até polinização.

Uma folha completa possui bainha (ponto de inserção no caule), um pecíolo e o limbo (lâmina verde).

Em um corte transversal, para observarmos estrutura interna da folha, temos: epiderme superior (sem estômatos, porém pode estar presente uma cutícula de cutina) e inferior (rica em estômatos, que permitem trocas de gases para fotossíntese e respiração) e um mesófilo, constituído por parênquima clorofiliano.

As folhas em monocotiledôneas possuem nervuras paralelas e grande bainha, enquanto as folhas das dicotiledôneas possuem nervuras reticuladas.

Fonte: www.cam-online.com.br

Angiospermas

Angiospermas

São caracterizadas principalmente por possuírem óvulo e sementes encerrados em um ovário. A flor é, portanto, seu órgão reprodutivo. Assim como os estróbilos das gimnospermas, as flores são ramos onde os meristemas apicais se diferenciaram ao máximo.

Dessa forma, tal qual nos estróbilos, o eixo, aqui transformado em receptáculo, internos muito curtos, o que leva os esporofilos (androceu e gineceu) a nascerem em espiral compacta ou verticiladamente. Além dos esporofilos, os eixos florais geralmente portam apêndices estéreis (cálice e corola).

As angiospermas representam o grupo de maior diversidade entre as plantas terrestres, com mais de 250 000 espécies; esse sucesso se deve a adaptações vegetativas e reprodutivas, sendo as principais:

a- formação de ovário, através do dobramento e soldadura dos carpelos (macrosporofilos), protegendo óvulos e sementes;

b- pólen pousando no estigma e não mais diretamente na micrópila;

c- óvulos com dois tegumentos;

d- órgãos de reprodução não mais reunidos em estróbilos, mas em flores, onde os estames representam os microsporofilos e os ovários, os macrosporofilos;

e- redução acentuada do megagametófito, aqui denominado saco embrionário, formado a partir de uma tétrade de macrosporos originados por meiose, onde apenas um evolui, dividindo-se por 3 vezes seguidas, originando 8 núcleos, dos quais 3 se agrupam próximo à micrópila (duas sinérgides laterais e uma oosfera central); outras 3 migram para a extremidade oposta, constituindo antípodas; no centro do saco embrionário instalam-se os dois núcleos restantes, denominados núcleos polares da célula média;

f- dupla fecundação: ocorre exclusivamente nas angiospermas: o tubo polínico cresce através do estilete até o ovário, atravessa a micrópila do óvulo, lançando em seu interior duas células espermáticas; uma se funde com a oosfera, originando o zigoto e a outra se une aos núcleos polares, formando um tecido triplóide, o endosperma, que freqüentemente acumula grande quantidade de reservas nutritivas (amido, óleo, açúcares, etc.). O embrião é formado após sucessivas divisões do zigoto, nutrindo-se do endosperma.

Angiospermas

Obs.: Alguns autores italianos e argentinos, utilizam uma nomenclatura diferente para as estruturas reprodutivas.

Veja a tabela a seguir, com os sinônimos e as respectivas definições:

Microsporo = androsporo > esporos que originam microgametófitos.

Macrosporo ou megasporo = ginosporo > esporos que originam macro ou megagametófitos.

Microsporângio = androsporângio = saco polínico > esporângio produtor de microsporos.

Macrosporângio = ginosporângio > esporângio produtor de megasporos.

Microsporofilo = androsporofilo > estrutura de natureza foliar que sustenta 1 ou mais microsporângios.

Macrosporofilo = ginosporofilo > estrutura de natureza foliar que sustenta 1 ou mais megasporângios.

Microgametófito - andrófito = gametófito masculino (n) > pólen em estado tricelular - representa a geração sexuada masculina, originada a partir do microsporo; suas estruturas reprodutivas são os gametas masculinos (anterozóides ou células espermáticas).

Macrogametófito ou megagametófito - ginófito = gametófito feminino (n) = saco embrionário maduro > representa a geração sexuada feminina, originada a partir do megasporo; suas estruturas reprodutivas são os gametas femininos (oosfera e célula média).

Microstróbilo = androstróbilo > estróbilo (ramo modificado portando esporofilos) que produz microsporos.

Macrostróbilo = ginostróbilo > estróbilo que produz macrosporos.

Anterídio = androgônio > gametângio masculino > produz gametas masculinos.

Arquegônio = ginogônio > gametângio feminino > produz gametas femininos.

Anterozóide ou células espermáticas > gametas masculinos, sendo o primeiro tipo com flagelos.

Oosfera > gameta feminino.

EVOLUÇÃO

A monofilia das Angiospermas (origem a partir de um ancestral comum) é fortemente suportada pelas análises filogenéticas atuais, com base em morfologia e características moleculares, como constituintes químicos e DNA. No entanto, as análises cladísticas baseadas em morfologia e seqüências de rRNA, rbcL e atpB não suportam a divisão das Angiospermas em mono e dicotiledôneas (Chase et al. 1993; Doyle 1996; Doyle et al. 1994).

As chamadas monocotiledôneas, isoladamente, formam um grupo monofilético, suportado por sinapomorfias (características evolutivas em comum) como: folhas com nervuras paralelas, embrião com um único cotilédone, raízes adventícias e caule com sistema vascular disperso no córtex.

As dicotiledôneas, no entanto, formam um complexo parafilético (com grupos originados de diferentes ancestrais) e características como a presença de dois cotilédones, radícula persistente, caule com sistema vascular organizado em anel e crescimento secundário são plesiomórficas (não evolutivas) não revelando, portanto, uma relação filogenética entre os grupos.

Fonte: professores.unisanta.br

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