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Angola

Geografia

COORDENADAS GEOGRÁFICAS

Latitude: Norte: 04°22'G Sul:18°02'G

Longitude: Leste: 24°05'E.G. Oeste: 11°41'E.G.

LOCALIZAÇÃO

A República de Angola situa-se na Costa Ocidental do Continente Africano na sua parte Austral entre os paralelos 4°22' e 24°05'.

Fronteiras

Angola tem uma linha contínua de fronteira terrestre de 4.777 km, fazendo fronteira com três países, a República Democrática do Congo em 2.291 km, a Namíbia em 1.376 km e a Zâmbia em 1110 km.

A esta fronteira junta-se de forma descontínua à do território de Cabinda (que está totalmente separada do território de Angola) com 421 km fazendo este território fronteira com dois países, a República Democrática do Congo em 220 km e a República do Congo em 201 km, totalizando por isso uma fronteira terrestre de 5.198 km.

Elevações: O ponto mais elevado em Angola é o Morro do Moco, com 2.620 metros, situado na província do Huambo a noroeste da sua capital. Existem várias serras em Angola sendo as mais importantes as de Chila, Chilengue, do Neve e Cafema, com picos acima dos 2.000 metros.

TEMPERATURAS MÉDIAS: 53%

SUPERFÍCIE: 1.246.700 km².

27°C (máxima)

17°C (mínima)

1.246.700 km²

Angola situa-se na região ocidental da África Austral. O seu território estende-se por uma superfície de 1.246.700 km² com 1.650 km de costa e 4.837 km de fronteira terrestre.

A província de Cabinda é a mais setentrional e constitui um enclave separado do restante território pelo Congo Democrático e confinado a N e NE, a Zâmbia e SE e a Namíbia a S. o território pode ser dividido em seis zonas geomorfológicas: faixa litoral, zona de transição para o interior, cadeia marginal de montanhas, planalto antigo, bacia do Zaire e bacias do Zambeze e do Cubango.

As bacias ocupam pouco mais de 60% do território, sendo caracterizadas pelos extensos planaltos do interior e pelo relevo do Talude atlântico que desce em escadarias para o oceano.

Cerca de 65% do território situa-se a uma altitude em os 1.000 e os 1.060m, localizando-se na região central os pontos culminantes: Montes Moco (2.620m) e Meco (2.583m). Situa-se na região planáltica do centro do país a origem dos rios mais importantes, correndo estes em três sentidos: Atlântico (L>W), S>SE e N. contam-se por cinco as grandes bacias hidrográficas, correspondendo aos rios Zaire, Kwanza, Cunene, Cubango e Queve.

Clima

Angola têm duas estações: As das Chuvas e a do Cacimbo.

A do Cacimbo ou seca e menos quente e vai de Maio a Setembro. A das Chuvas, mais quente, normalmente dura de Setembro a Abril. O regime das chuvas e a variação anual das temperaturas são as duas características climáticas, comuns a todas as regiões.

A localização de Angola, na zona intertropical e subtropical do hemisfério sul, a proximidade do mar, a corrente fria de Benguela e as características do relevo são os fatores que determinam e caracterizam duas regiões climatéricas distintas. Região litoral - umidade relativa de média anula superior a 30%, precipitação anual inferior a 60mm, descendo de norte a sul, apresentando 800mm no litoral de Cabinda e no sul (Namibe) precipitações médias de 50mm. A temperatura média é superior a 23ºC.

Região interior - subdivide-se em três zonas: zona norte, com elevada queda pluviométrica e temperatura elevadas; zona de altitude que abrange as regiões planálticas do centro caracterizadas por temperaturas médias anuais próximas ao 19ºC, com uma estação seca de temperaturas mínimas acentuadas; e zona sudoeste, semiárida, atendendo à proximidade do deserto do Calaári. Temperaturas baixas na estação seca e elevadas na estação quente. Esta região é sujeita a influencia de grandes massas de ar tropical continental.

Território e clima: uma área bastante fértil, com excepção do deserto do Namibe, que começa a sul na cidade de Benguela ( já com influência climática do deserto) fazendo fronteira com a Namíbia (foz do Cunene) e estende pelo Parque Nacional do Iona e a Reserva do Namibe.

O clima existente a sul é árido ou semi-árido, estendendo-se pelas províncias do sul de Namibe, parte sul da Huíla, Cunene, e Cuando Cubango que contêm estepes secas e fraca fertilidade. No interior leste e central, existe uma grande meseta continental com uma altitude em média superior a 400 metros acima do nível do mar e com estepes férteis assistindo-se a uma pluviosidade acima da média nas províncias centrais de Benguela (interior), Bié e Huambo, sendo a sua capital uma das mais altas cidades angolanas, situando-se a 1705 m de altitude.

Essa meseta estende-se para o interior norte e norte pelas províncias do Zaire, Uíge, Cuanza Norte, Malange, Bié, Moxico, Lunda Norte e Sul onde existem savanas, matas e selvas tropicais bastante férteis e com grandes riquezas naturais. A estação seca inicia-se em Maio e vai até Outubro e a estação das chuvas ocorre de Novembro a Abril.

Rede Hidrográfica: Angola tem bastantes grandes rios, de norte para sul corre o Cuando paralelamente a este e entrando na Namíbia e Zâmbia temos o Cubango (estes dois rios dão nome à província que delimitam, o Cuando Cubango) e o Cuíto.

De leste para oeste, temos a sul o já referido Cunene, a sul de Luanda o Rio Cuanza e a norte desta os rios Bengo (este rio e o Cuanza formam uma extensa rede de mangais) e Dange, nestas bacias de foz (se exceptuarmos a do Cunene) e nas suas margens há uma grande fertilidade.

No Nordeste nas Lundas temos uma importante rede hidrográfica composta por uma dúzia de rios que nascem em Angola e vão fertilizar o seu vizinho do norte. De referir que o rio Zambeze um dos maiores de África (a seguir ao Nilo e ao Zaire), e que vai desaguar em Moçambique, nasce no Moxico no centro leste e tem como afluente o Rio Luena. No norte de Angola, temos o Rio Zaire, havendo um conjunto de rios que corre de sul para norte e que ai vai desaguar sendo o mais importante o Cuango.

O Zaire marca a fronteira norte com a República Democrática do Congo (antigo Zaire).

Catástrofes naturais: Entre as províncias de Huíla e do Cunene existe o Huíla Plateau que devido à grande precipitação, em certas alturas do ano existem cheias, nomeadamente na zona de Mupa, onde existe um Parque Nacional para proteger a sua zona alagadiça.

Problemas ambientais: Entre muitos outros, temos como principais problemas ambientais, a falta de água potável por deficiente retenção da mesma em reservas que servem as populações e não tanto por falta desta, situação que agora com a Paz, esperemos que mude pois esta situação já criou, em 1987, uma epidemia de cólera em Luanda.

A erosão do solo devido à desflorestação provocada pelo corte de madeiras para exportar, nomeadamente nas zonas do norte de Angola e no território de Cabinda, e deficiente gestão florestal, para além do corte as queimadas provocadas pelos agricultores, as pastagens intensivas de gado, o abastecimento de madeira para combustível caseiro de grandes concentrações de refugiados junto ás grandes cidades e o aumento do deserto do Namibe a sul são as outras causas para o aumento da desertificação.

Esta situação agravada pela guerra civil e pela pressão populacional em certos pontos onde havia uma riqueza de biodiversidade, fez com que esta diminuísse substancialmente. As pressões populacionais a falta de tratamento dos esgotos e o pouco cuidado na extracção dos recursos naturais como o ouro, os diamantes e petróleo levantam grandes problemas em termos de poluição pluvial. Agora com a paz pensamos que estes problemas poderão ser resolvidos.

Acordos Internacionais Ambientais: Angola assinou e ratificou o Tratado da Biodiversidade, o Tratado para conter as mudanças climáticas, o Tratado para a protecção do Ozono; Tratado do Mar.

População

Principais Indicadores Demográficos

Língua oficial: Português.

Principais línguas nacionais

UMBUNDU, KIMBUNDU, KIKONGU, FIOTE, TCHOKWE, N'GANGUELA E KUNHAMA.

Línguas e idiomas

Cerca de 70% da população fala a língua oficial População de Angolana, o Português, as outras línguas não oficiais e bastantes faladas são os idiomas de origem Bantú, o seja o Ovibumdo, o Kimbumdo, o Kikongo, o Lunda, o Ganguela, o Lutchaze e o Ovampo. O Bochimano, e todos os dialectos daí provenientes, são falados no sul, por uma pequeníssima minoria, junto ao Rio Cunene.

Taxa de literacia: 42% da população com idade de 15 anos ou superior sabe ler e escrever, sendo destes 56% de homens e 28% de mulheres (estimativas de 1998).

População: 13.900.000 habitantes (estimativa do PNUD da ONU para 2002).

Densidade populacional: 9 habitantes por km².

Cidades mais populosas: Luanda com 1.500.000 habitantes (estimativa de 2001), Huambo com 203.000 habitantes, Benguela com 155.000 habitantes e Lobito com 150.000 habitantes estas três com dados de 1983, e por esse motivo bastante desactualizados, são aparentemente as cidades mais populosas de População de Angola.

Estrutura etária e Rácio de comparação sexual: Abaixo dos 14 cerca de 43.3% da população, havendo 1.02 homens por cada mulher, dos 15 aos 64 anos cerca de 53.9% da população, havendo 1.03 homens por cada mulher, acima dos 65 anos cerca de 2.8% da população, havendo 0.82 homens por cada mulher e no total da população há 1.02 homens por cada mulher (estimativas de 2002).

Crescimento natural anual: 2.18% (estimativa de 2002).

Taxa de natalidade: 46.18 nascimentos por 1.000 habitantes (estimativa de 2002).

Taxa de mortalidade: 24.35 mortes por 1.000 habitantes (estimativa de 2002).

Taxa de mortalidade Infantil: 191.66 mortes por 1.000 nados vivos (estimativa de 2002).

Taxa de expectativa de vida: 37.62 anos para os homens e 40.18 anos para as mulheres (estimativas de 2002).

Religião: Entre 45% a 50% da população professa as regiões tradicionais africanas, existe aproximadamente 35% a 40% de católicos e 15% de protestantes declarados (estimativas de 1998).

BREVE SÍNTESE HISTÓRICA: 500 anos de colonização portuguesa (1482-1975), 14 anos de luta de Libertação Nacional (1961-1975)

Data de Independência: 11 de Novembro de 1975

ORGANIZAÇÃO POLÍTICO E ADMINISTRATIVA

1992 Implantação da democracia pluripartidária e realização das primeiras eleições democráticas.

A constituição estabelece o sistema semi-presidencialista com os seguintes órgãos do Estado:

Presidente da República, Assembléia Nacional, Governo com um mandato de 5 anos e os Tribunais.

RECURSOS MINERAIS

População de Angola é um País eminentemente rico em recursos minerais. Estima-se que o seu subsolo alberga 35 dos 45 minerais mais importantes do comércio mundial entre os quais se destacam o petróleo, gás natural, diamante, fosfatos, substâncias betuminosas, ferro, cobre, magnésio, ouro e rochas ornamentais.

ECONOMIA

UNIDADE MONETÁRIA

Kwanza Reajustado (1 KzR= 100 Lwei)

USD 1 = 280.270 KzR

O Banco Nacional de Angola (BNA) assume o papel do Banco Central.

PNB POR HABITANTE

410 USD (1995)

PETRÓLEO

Produzindo mais de 750.000 barris/dia, Angola é o segundo maior produtor do continente africano (depois da Nigéria) ao sul do Sahara. Analistas apontam para uma produção de perto de 1.000.000 barris/dia já no ano 2000 e um triplicar destes números dentro das duas primeiras décadas do milênio.

A extração de Petróleo é principalmente localizada offshore, pouco com a guerra e apresentado um crescimento regular desde a independência. O petróleo representa 90% das exportações naturais, mais de 80% das receitas do Estado e 42% do PIB de Angola. As reservas conhecidas referem 4 bilhões de barris e uma estimativa recente aponta um potencial de perto de 2 bilhões de barris para as reservas ainda por descobrir.

A procura de petróleo se acelera à medida que se concedem novas licenças e se dispõem de novas plataformas de alta tecnologia para perfuração em águas profundas. Angola apresenta a taxa de êxito de exploração de 67% e nos últimos dois anos têm sido feitas descobertas extraordinárias em águas profundas, nomedamente pela Cabinda Gulf (Chevron) e pela Elf. A SONAGOL, empresa estatal controla o setor. Cerca de 15 companhias petrolíferas estrangeiras investiram mais de US$ 8 bilhões em Angola.

Elas foram atraídas por uma geologia favorável, contratos interessantes e baixos custos operativos. Angola, não fazendo parte da OPEP, tem a sua produção livre de quaisquer quotas. O território aberto à prospecção foi dividido em blocos (à excepção de Cabinda) e acordos de produção foram concluídos entre a Sonagol e as diferentes companhias estrangeiras (Chevron, elf, Texas, Shell, Exxon, etc.) para a exploração dos campos petrolíferos. A Chevron que opera em Angola há mais de 40 anos, descobriu nos últimos anos 4 novos campos offshore e desenvolve um plano de investimentos de US$ 2.5 bilhões focalizado na prospecção de campos de águas profundas.

O rápido crescimento da produção de petróleo torna imperiosa a construção de uma segunda refinaria em Angola, o que com a ajuda do investimento estrangeiro converteria o País no principal fornecedor de produtos derivados do petróleo a nível regional.

DIAMANTES

Os primeiros diamantes de Angola foram descobertos em 1912, tendo a exploração início no rio Chicapa e seus afluentes.

A Diamang, foi criada em 1917 tendo registrado no seu primeiro ano uma produção de 4.110 quilates e chegado a uma produção record de 2.413.021 quilates em 1971.

Em Janeiro de 1981 foi criada a ENDIAMA que viria a substituir definitivamente a Diamang em 1988 (dissolução).

Antes de 1975, Angra era o quarto maior produtor de diamantes a nível mundial. O banco Mundial estima que as exportações oficiais de diamantes subiram dos 295.000 quilates em 1993 aos 517.000 em 1994 e com a paz efectiva esperam-se numerosos próximos aos 2.000.000 quilates para o ano 2.000. Angola possui reservas excepcionais, principalmente de kimberlite e estimativas recentes apontam para perto dos 200.000.000 de quilates de boa qualidade, o potencial das reservas até agora descobertas.

O programa de estabilização do sector de explorações do diamante PROESDA, deu origem às Leis 16/94 e 17/94, que complementando a Lei Quadro 1/95, definem a orientação para o sector. Assim, a Endiama, deixando deixando uma situação de controle absoluto, associou-se a vários parceiros na propecção e pesquisa de diamantes, tais como a Sociedade Mineira do Lucapa, a sociedade Mineira do Catotca, a Chitotolo Associação em participação no N'zagi, entre outros. Pela lei 16/94 são igualmente obrigações da Endiama, as operações de classificação e avaliação. Acordos de produção e comercialização foram também concluídos com DE BEERS e com outras sociedades mineiras estrangeiras. Apesar da produção aluvial constituir de momento a principal fonte de receitas, a exploração dos jazidos descobertos de Kimberlite, figura como a perspectiva mais interessante a longo prazo.

OUTROS MINEIRAIS

Angola é um país eminentemente rico em recursos minerais. Estima-se que o seu subsolo alberga 35 dos 45 minerais mais importantes do comércio mundial entre os quais se destacam o petróleo, gás natural, diamantes, fosfatos, substâncias betuminosas, ferro, cobre, manganésio, ouro e rochas ornamentais.

Com depósitos substanciais de ouro, minério de ferro, fosfatos, manganésio, cobre, quartzo, gesso, mármore, granito negro, berílio, zinco e numerosos metais estratégicos. Angola tem sido descrita como um dos maiores e menos desenvolvidos dos paraísos minerais ainda existentes. O governo desenvolveu uma política vocacionada para incentivar o investimento na exploração mineira. Acabou com o monopólio estatal sobre os estudos geológicos e prospecção mineral e recompensará com concessões quer os investidores estrangeiros quer os nacionais para a prospecção e produção.

ENERGIA

Angola possui um enorme potencial hidroelétrico graças aos grandes e poderosos rios que atravessam o País. Angola gera. em condições normais, mais energia do que necessita havendo planos para vender electricidade à Namíbia e ao Congo Democrático. A Barragem de Capanda (quando completada) no rio Kwanza duplicará a capacidade de produção nacional e fornecerá potência necessária para satisfazer as necessidades do País nas próximas décadas. O sector elétrico em Angola, cuja actividade é tutelada pelo Ministério de Energia e Águas, tem como principais operadores a ENE - Empresa Nacional de Eletricidade, A ENE é responsável por 95% da energia eléctrica produzida no País e pela distribuição em grande parte nas principais localidades. A EDEL garante por completo a distribuição em Luanda.

PESCAS

Ainda com resultados de exploração aquém dos anos pós-independência, o sector das pescas é outro dos sectores menos destruídos pela guerra. Com efeito, as águas territoriais de angola, detêm um enorme potencial ao longo dos seus 1.650 km de costa, com presença abundante de plancton. Com a partida dos colonizadores, o Governo angolano concluiu acordos de pesca com frotas de variadas bandeiras em troca de parte das capturas.

Actualmente, a política económica é de grande abertura e importantes esforços estão em curso para reabilitar a indústria local com o suporte de paraíses e organizações internacionais interessados.

AGRICULTURA

Com variedade e qualidade climática bastante favorável, Angola era na independência um paraíso agrícola para as culturas tropicais e semi-tropicais. Foi o terceiro produtor mundial de café. Operações de desminagem decorrem a bom ritmo, vias de comunicações são reabilitadas e as populações estão ávidas para retornarem ao seu modus vivendi tradicional.

Grandes projetos nacionais e internacionais esperam também as condições de paz efectiva para imediata implementação.

As Nações Unidas estimam um potencial de 5 a 8 milhões de hectares de terras de "prime agriculture" bem como áreas extensivas.

As diferentes zonas climáticas do país permitem aos agricultores desenvolver uma ampla variedade de culturas incluindo: cassava, batata, milho, banana, feijão, algodão, mandioca, óleo de palma, tabaco, trigo, girassol, citrinos e numerosos vegetais.

Todo este potencial aproveitado por adequadas indústrias agro-alimentares tornará rapidamente Angola na maior potência agrícola e pecuária a nível regional.

Fonte: www.consuladodeangola.org

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