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Luanda

Mapa de Luanda
Mapa de Luanda

CAPITAL: LUANDA

Área: 2257km2;

População: 3.000.000 hab.

Clima: tropical seco;

Produtos principais: agrícolas - mandioca. hortícolas, banana, palmeira de dendém; minerais - petróleo. fosfatos, calcário, asfalto; outros - pesca;

Distâncias em km a partir de Luanda: Cabinda 480 - Benguela 692 - Ondjiva 1.424;

Indicativo telefónico: 02 - telemóvel 09.

As atenções estão voltadas para os programas de melhoramentos da oferta de serviços sociais básicos, ordenamento urbano, uso de solos e ambientes, saneamento básico, apoio a actividade produtiva, reforço institucional.

LUANDA

Luanda
Luanda

Dotado com carta donatária de el-Rei D. Sebastião, Paulo Dias de Novais comandando uma armada de 7 barcos com 100 famílias de colonos e 400 soldados, a partir à ilha de Luanda a 20 de Fevereiro de 1575.

Luanda era o nome da Ilha, significando terra rasa, sem montes, de formação arenosa, instável ao sabor das marés do oceano e caudal do rio Kwansa. Haviam algumas aldeias, as " Libatas" e o Governador, súbdito do Rei do Congo, administrava justiça e fazia recolher os " Zimbros" (conchas piramidais) que eram a principal moeda do reino do Congo.

No ano seguinte, Novais, muda-se para o continente mesmo em frente da ilha, assentando as bases da povoação de S. Paulo.

O que atraiu Novais, quando desembarcou na região foi o domínio das lendárias minas de prata de Cambambe. Ali havia um porto bem abrigado, de localização conveniente, muito perto do corredor ( rio Kwanza) que o levará

Às minas.

Passado o sonho da prata, o local tornar-se-ia o ponto de partida das Guerras de Kuátal! Kuáta! ( captura de escravos) e ponto de guarda e carregamento dos navios negreiros para o Brasil.

A Sé Episcopal seria erigida em 1583, seguida 10 anos depois pela igreja dos Jesuítas e mais tarde pelo convento de S. José ( em 1604).Em 1605, o Governo, Manuel Cerveira Pereira, confere foros de cidade à povoação de S. Paulo. Luanda foi a primeira cidade de base européia, fundada na costa ocidental da África subsahariana.

Luanda
Luanda

Entre 1641 e 48 a cidade esteve ocupada pelos holandeses. A libertação dar-se-ia sob o comando de Salvador Correa de Sá, a 15 de Agosto de 1648, dia de N.Sra. da Assunção, passando a cidade a designar-se por S.Paulo da Assunção.

Correa de Sá modificou por primitivo nome - S. Paulo de Loanda, pela semelhança inoportuna com o nome Holanda. A 6 de Agosto de 1650, o Senado da Câmara conferiu uma importante área territorial a Salvador Correa de Sá, prémio da sua façanha militar. Começo então a delinear-se a parte baixa da cidade. A actual Sé seria construída nessa zona já no ano seguinte.

O século XVII é chamado por alguns historiadores " o Ciclo do Brasil'' dado a relação directa e prioritária Luanda-Baía. O abastecimento de escravos aos fazendeiros brasileiros era a causa principal dessa relação.

Mau clima, péssima estrutura da cidade, má qualidade de uma população composta maioritariamente por degredados criminosos, davam um panorama pouco atraente para a fixação de famílias européias. A dispariedade de sexos era gritante, provocando o início da sociedade mais miscigenada de toda a África, cruzamento de raças, usos e costumes que conferiam à população da cidade um grande carisma, mantido e acrescido através dos tempos.

É uma sociedade de forte carácter que impõe o seu modelo ao estrangeiro. Até finais do século XVII, Luanda era um pequeno burgo constituído pela parte alta - a " Cidade Alta" onde se baseava o Poder, o clero e a Burguesia. Paralelamente, desenvolvia-se a zona baixa com ponto de partida no actual bairro dos Coqueiros,onde vivia uma população de degredados e comerciantes virados essencialmente para o tráficos de escravos.

O número de escravos eram um dos maiores sinais de poder e opulência; enquanto que um português pequeno- burguês tinha em média cinquenta escravos, os grandes senhores detinham muitas vezes alguns milhares.

Seria durante o governo de Souza Coutinho, empossado pelo Marquês de Pombal, que teriam sido construídas as primeiras ruas de Luanda.

Luanda
Luanda

Em 1779 as duas partes da cidade seriam finalmente ligadas por ruas calcetadas. Durante esse mandato surgiram grandes obras em Luanda: o Terreiro Público, a Alfândega, a Ribeira das Naus e a primeiras Aula de Geometria, dentre outras.

Desde os primórdios da história de Luanda que o abastecimento de água tem sido " a causa da cidade.'' O primeiro grande procjeto teria sido pensado, em 1645, pelos holandeses e visava criar um canal do rio Kwanza até à cidade. Loanda era abastecida basicamente através de alguns poços como os " Poços da Maianga'' e com pipas trazidas por via marítima do rio Benzo.

O problema provocado pela falta de água comprometia, em muito, o futuro da cidade e em Fevereiro de 1886, Pinheiro Chagas, ministro da Coroa, afirmaria. "... Luanda continua hoje a morrer à sede entre os dois rios, cujas águas podiam há muito correr a jorros nas ruas da capital da províncias..."

Finalmente, a 2 de Março de 1889, 313 anos após a Fundação da cidade, o Governo-Geral Brito Capelo abriria as comportas libertando as águas do Bengo dirigidas à conduta para Luanda.

A população de Luanda acumulava-se principalmente entre a borda do mar e a " Cidade Alta."

Os caminhos eram de areia, os passeios inexistiam e o transporte era assegurado practicamente por " Machilas" e " Tipóias."

A machila era carregada por escravos que tinham por hábito descansar no meio dos caminhos. Somente no final do século XIX, com o calcetamento das ruas da cidade é que esses hábitos foram alterados.

Luanda
Luanda

"Notam todos aqueles que apreciam com justiça os mel-horamentos realizados, que há dois anos havia em Luanda apenas dois trens de passeio, enquanto que actualmente há já um crescido número deles, porque as areias então matavam de cansaço os animais que os tiravam.

Foi mais este benefício uma consequência do bom piso dado por esta Câmara a todas as ruas, praças e travessas que estavam por calcetar. Também hoje se não encontram tão frequentemente, carregadores deitados pelas ruas da cidade, porque antigamente não os molestava a areia, que é bastante macia, enquanto que a dureza das ruas de agora lhes molesta o corpo, e a concorrência dos carros de passeio, aumentou-lhes o perigo de serem pisados."

As características extraordinárias que Luanda reunia face a outras cidades africanas justificavam as designações de " Paris de África" com que o Relatório do Banco Nacional Ultramarino de 1872 a mimoseou e " Capital da Princesa Ultramarina," aplicada localmente no século XVIII.

A localização da cidade junto ao oceano, a sua baía e a espectaculariadade panorâmica despertavam grandes vontades e procjetos para o desenvolvimento harmonioso da capital.

A topografia era irregular, com os terrenos de areia vermelha(" musseques") a predominarem e a desmoronarem-se por barrocas instáveis.

Luanda
Luanda

Grandes obras de infra-estrutura teriam que ser feitas para suportar o grande desenvolvimento que se antevia para a cidade. Contudo, ruas e bairros vão surgindo sem qualquer plano director ou preocupação geométrica. As dificuldades eram tamanhas que não houve empreiteiro capaz de pôr a funcionar em Luanda um sistema de transporte adaptado ao momento e às necessidades.

Em 1891, a par das últimas machilas e alguns carros de tracção animal, existia em Luanda, somente um " carro Ripert" que de três horas ligava as partes baixa e alta da cidade. Na primeira metade dos anos oitocentos, com o decréscimo do tráfico, nota-se importante incremento na actividade comercial. Em 1851, nos mapas de exportação da Alfândega de Luanda já aparecia grande variedade de produtos: algodão, azeite de ginguba, óleo de palma, café, cal, cera, couros, goma copal, farinha de mandioca,etc...

Com a abolição da escravatura, aqueles conjuntos de cubatas situados nos terrenos de terra vermelha, os musseques, tiveram notável desenvolvimento. Eles cresciam `' margem de qualquer preocupação urbanística e sem a mínima infra-estrutura.

Para lá convergiam os negros vindos do interior e desalojados das zonas centrais da cidade, cada vez mais reservadas às classes dominantes.

Luanda
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