Hexaprotodon liberiensis [Morton, 1849]
Citação: J. Acad. Nat. Sci. Phila., (2)1:232.
Localização típica: Liberia, St. Paul's
River.
Comprimento do corpo: 142-175 cm.
Comprimento de cauda: 15-28 cm.
Altura: 75-100 cm (cernelha).
Peso: 160-272 kg.
O corpo tem a mesma forma que o do hipopótamo-comum, mas é muito menor (o seu peso médio é de apenas 160 a 270 kg comparativamente aos 3200 kg do hipopótamo) e as patas são proporcionalmente mais compridas. Os quatro dedos das patas também são mais esguios e possuem pequenas membranas interdigitais. A cabeça tem forma arredondada, com os olhos colocados mais aos lados do que no hipopótamo-comum. A pele é castanha, nua e macia e é mantida sempre úmida graças às secreções viscosas que produz. A curta cauda termina em cabelos amarelados.
Chaves de classificação física: endotérmico;
simetria bilateral; quadrúpede.
Dimorfismo sexual: não apresentável.
O período de gestação é de 184 a 204 dias, após os quais têm uma cria (excepcionalmente duas), nascida em águas rasas ou em terra firma, que é amamentada por seis a oito meses. Atingem a maturidade sexual aos quatro a cinco anos de idade. Tem vida longa, podendo alcançar até 42 anos de idade.
Período de gestação: 184-204 dias.
Número de crias: 1 (raramente 2).
Maturidade sexual: 4-5 anos.
Longevidade: 38-42 anos.
Chaves de características reprodutivas: vivíparo;
sexual; dióico; fertilização interna.
Os hipopótamos-pigmeus têm vários locais de descanso em seu território, os quais usam exclusivamente quando dormem. Esses locais geralmente encontram-se em áreas de terreno úmido. Noturnos, procuram por comida em terra e são mais ativos entre 6 da tarde e meia-noite. Ambos os sexos possuem território, sendo o dos machos muito maiores que os das fêmeas: o território da fêmea cobre de 100 a 150 acres, enquanto o do macho cobre cerca de 400 acres. Apesar da grande sobreposição de territórios, raramente ocorrem encontros com outros de sua espécie. Na verdade, esses encontros são evitados, presumivelmente, com marcas deixadas pelos indivíduos. A maior parte de seus movimentos ocorrem ao longo de ''estradas'' - clareiras, canais e túneis - que são usados por diversos indivíduos. Durante o cio, os machos saem em busca de fêmeas receptivas, que os toleram quando estão no estro. O cruzamento ocorre em terra e na água durante um período de dois dias, no qual de uma a quatro cópulas ocorrem. Quando ameaçado, tendem a refugiar-se na água, em vez de no interior da floresta, como era anteriormente referido. Geralmente silencioso, foram recordadas diversas vocalizações suas, como grunhidos e rugidos. Sua dieta inclui plantas aquáticas, gramíneas, frutos caídos, caules e folhas.
Estrutura social: Solitário Dieta: Plantas aquáticas, folhas, caules, frutos
e gramíneas.
Predadores principais: Leopardo, crocodilo, homem.
Chaves de características comportamentais: móvel;
noturno; territorial; terrícola; aquático.
Chaves de características alimentares: herbívoro;
heterótrofo.
Habita florestas alagadas, rios e pântanos, sempre na proximidade de água.
Bioma terrestre: floresta tropical; pântano; rios.
Distribuição GeográficaOcorre de modo descontínuo no Oeste da África (Costa do Marfim, Libéria, Serra Leoa, e possivelmente na Nigéria e na Guiné).
Região Biogeográfica: etiópica (nativo).
Distribuição HistóricaO hipopótamo-pigmeu é uma espécie holocênica proveniente de hipopotamídeos terciários basais.
Era geológica: Cenozóico; Quaternário; Holoceno (dias atuais).
Estado de ConservaçãoÉ uma espécie vulnerável (segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza). Pertence ao Apêndice II da CITES. Está ameaçada pela destruição do seu habitat e pela caça ilegal. Existe em muitos jardins-zoológicos, nos quais se reproduz com relativa facilidade. A subespécie Hexaprotodon liberiensis heslopi é considerada como criticamente ameaçada pelo IUCN (1996).
Exemplares vivos:
SubespéciesSão reconhecidas duas subespécies, das quais uma bastante ameaçada:
LibériaHexaprotodon liberiensis liberiensis [Morton, 1849] - J. Acad. Nat. Sci. Phila.
Hipopótamo-pigmeu-comum
Subespécie mais comum, menos ameaçada do que o hipopótamo-pigmeu-de-heslop. A maioria dos espécimes vivos pertencem a esta subespécie.
NigériaHexaprotodon liberiensis heslopi [Corbet, 1969]
Hipopótamo-pigmeu-de-heslop
Subespécie criticamente ameaçada, talvez extinta. Quatro crânios deste animal foram adquiridos por Heslop em 1945 e foram examinados por Corbet em 1969, que o colocou em uma nova subespécie, chamada Choeropsis liberiensis heslopi. Com a mudança do nome do gênero, esta subespécie agora é referida como Hexaprotodon liberiensis heslopi.
Observações e EtimologiaAlguns zoólogos incluem o gênero Hexaprotodon em Choeropsis. Mais similar ao porco do que seu parente maior, o estado científoco do hipopótamo-pigmeu é bastante variado - quando foi primeiramente descrito, muitos acreditavam que era uma subespécie anã ou um espécime juvenil do hipopótamo-comum. Após sua descrição inicial, quando nenhuma nova notícia sobre esta espécie chegou ao ocidente, muitos cientistas acharam que estava extinto. Porém, seu verdadeiro estado - uma espécie distinta e vivente - foi proposto por Schomburgk em 1911, quando ele capturou cinco espécimes vivos e os levou consigo para a Europa. Hexa (Grego) seis; protos anterior, frontal; odon (Grego) dente. Liberiensis com o sulfixo ''ensis'' significa que vive na Libéria.
Nomes vulgares: hipopótamo-pigmeu (português); hipopótamo-anão (português); hipopótamo-anão-africano (português); hipopótamo-liberiano (português); hipopótamo-da-libéria (português); pigmy-hippopotamus (inglês); dwarf-hippopotamus (inglês).
Sinônimos: Choeropsis liberiensis.
Fonte: br.geocities.com

Também conhecido como hipopótamo pigmeu, este pequeno primo do grande hipopótamo, habita alguns territórios da África Ocidental, nomeadamente nas florestas húmidas da Libéria e da Costa do Marfim.
Infelizmente, foi caçado durante centenas de anos, apenas para lhes serem extraídos os seus preciosos dentes de marfim. Hoje, encontram-se limitados a alguns territórios onde a sua caça se tornou difícil, dada a natureza do terreno, e por esse motivo, por aí sobreviveu a espécie. No entanto, a sua existência não está, ou esteve, verdadeiramente ameaçada.
Apesar de ser em tudo semelhante ao grande hipopótamo, mas em miniatura, os seus hábitos são significativamente diferentes, já que prefere passar mais tempo nas sombras da floresta húmida, do que dentro de água. Ao contrário do hipopótamo comum, tem um predador natural, o crocodilo, sendo também esse um motivo pelo qual passa pouco tempo dentro de água, preferindo banhos fugazes e rápidos, apenas para humedecer a pele.
Um hipopótamo anão pode medir cerca de 2 m, pesar 350 kg e viver cerca de 30 anos.
Fonte: bicharada.net