
As tartarugas são pertencentes à classe dos répteis e compreendem à ordem dos Quelônios (gr.: chelone, tartaruga).
Exemplos: tartarugas (mar), jabutis (terra) e cágados (água doce).
As "tartarugas" de terra são denominadas de Jabuti. Seu tronco é escudado por um estojo ósseo que se divide numa parte dorsal (a carapaça) e outra ventral (o plastrão). Essa disposição permite a algumas espécies, como defesa passiva, recolher completamente a cabeça triangular e os membros.
Em lugar de dentes, ela dispõe de maxilas com bordas cortantes, afiadas ou serrilhadas.
O jabuti atinge no máximo 70 cm de comprimento. Habita as matas desde o Espírito Santo até a Amazônia, ao norte, e Paraguai, ao sul. Na seca, esconde-se entre a folhagem e o húmus; na época de chuva alimenta-se de frutas caídas. A fêmea, chamada jabota, é maior que o macho, e avermelhada.
As tartarugas das Galápagos (Testudo elephantopus) podem superar os 185 anos de vida, porém, isso é uma questão de sorte, pois a maioria não ultrapassa os 50 anos. As tartaruguinhas terrestres são comercializadas no Brasil ainda muito pequenas, e essa comercialização é ilegal.
Na respiração, difere-se dos demais répteis, porque o
desenvolvimento da carapaça redundou na fixação das costelas.
Respira através do movimento de distensão e compressão
da cabeça e membros, para dentro e fora da carapaça.
As espécies marinhas contam com um aparelho respiratório auxiliar:
têm na boca, uma enorme quantidade de vasos sangüíneos,
que absorvem o oxigênio dissolvido na água. Isso e bons pulmões
dão-lhe capacidade de imersão por várias horas.
As espécies terrestres (maior número), vivem em climas tropicais, no inverno cavam o terreno e entram em letargo. As marinhas estão distribuídas por todos os mares quentes, podem percorrer longas distâncias, pois seus membros desempenham a função de nadadeiras, e possuem bom sentido de orientação. A alimentação de ambas é variada; são vegetarianas, carnívoras ou onívoras.
Todas as tartarugas são cobiçadas pelo homem, que aproveita desde sua carne (na Amazônia substitui a carne de boi), até as placas imbricadas da couraça.
A Dermochelys coriacea, tartaruga gigante, chega a ter mais de 2 metros de comprimento e meia tonelada de peso.
A couraça é achatada e acinzentada. As patas são compridas, em forma de nadadeiras, são cobertas de pele e desprovidas de unhas. A tartaruga marinha gigante alimenta-se de moluscos, algas, crustáceos e carne.

As tartarugas marinhas arrastam-se pela praia até um lugar livre de marés. Ali cavam a areia (60 cm de profundidade por 1 metro de diâmetro), e enterram seus ovos (de uma a duas centenas de ovos por vez). São ovos esféricos ou elípticos, elas tapam o buraco, alisam a areia e voltam para o mar. Depois de uma quinzena renovam a operação, mais ou menos no mesmo lugar. O sol se encarrega de incubar os ovos. As tartarugas terrestres (jabutis), e de água doce (cágados), fazem o mesmo nas margens do rio e pântanos, ou entre as folhagens. Depois de três meses, nascem as tartaruguinhas, com 6 cm. Logo quando nascem, as tartarugas marinhas correm logo para o mar.

Tartaruga Verde (Chelonia mudas), com um peso de 150 a 200 kg, se alimenta sobre tudo de algas e ervas marinhas.
Fonte: www.webciencia.com
Casco surgiu com alargamento da coluna vertebral e costelas.
Foram estudadas espécies encontradas na China.
Uma equipe de cientistas descobriu como o casco da tartaruga evoluiu a partir de um alargamento da coluna vertebral e das costelas na parte inferior do corpo, segundo um artigo da revista científica britânica "Nature".

Ilustração mostra como seria esta ancestral das tartarugas, 220 milhões de anos atrás
Os pesquisadores, da Academia das Ciências Chinesa e da Universidade de Toronto (Canadá), chegaram a esta conclusão após a análise de três fósseis da espécie mais primitiva de tartaruga -- que viveu há 220 milhões de anos -- pertencente ao Triássico Superior.
Essas espécies, descobertas em 2007 no sudoeste da China, têm dentes e casco incompletos, o que permitiu entender o processo evolutivo, que terminou com a cobertura total do corpo.
Os primeiros passos na evolução do casco foram a ossificação das superfícies neurais e o alargamento das costelas dorsais da parte inferior do corpo.
As extensões ósseas da coluna vertebral e as costelas se alargaram e cresceram juntas para formar uma rígida coberta protetora.
Este processo também corresponde à primeira fase de desenvolvimento do casco nas tartarugas jovens que existem atualmente.
A descoberta descarta a hipótese de que o casco deriva unicamente da fusão de superfícies ósseas da pele.
Por outro lado, os cientistas sugerem que o fato de a formação do casco começar pela parte inferior do corpo se deveu ao fato de que era uma espécie aquática que evitava os ataques de predadores na água.

Fóssil de tartaruga ancestral de 220 milhões de anos
Fonte: www.g1.globo.com