
O urso-polar – Ursus maritimus
Depois de um período extenso de clima chuvoso de quase uma semana, um relaxado urso polar toma sol no Zoológico Metroparks em Cleveland, sábado dia 3 de abril de 2004.
O “Rei do Ártico” é o terceiro maior membro de sua família, depois do urso Kodiak do Alasca e do urso Kamchatka do norte da Sibéria. Essa espécie relativamente jovem descende do urso-pardo siberiano.
Os ursos-polares vivem nas regiões costeiras do Ártico – nos Estados Unidos, Canadá, Groenlândia, Noruega e Rússia. Eles costumam caçar perto da costa, em blocos de gelo e nas ilhas do Ártico.
Os ursos-polares estão entre os ursos mais impressionantes do planeta. Os machos pesam entre 500 e 600 quilos (às vezes, chegam a 800 quilos) e podem medir até três metros e meio quando ficam de pé. Com peso entre 300 e 400 quilos, as fêmeas são menores e mais leves. A linha quase reta entre a testa e a parte óssea do nariz é típica de sua cabeça relativamente pequena e estreita. O pescoço é longo, enquanto as orelhas são pequenas e redondas.
No inverno, os ursos polares caçam nos blocos de gelo focas-marmoreadas e focas-barbudas, mas também a foca-da-Groenlândia, morsas jovens, baleias beluga, peixes e pássaros marinhos. No verão, quando vivem em terra, eles comem pequenos mamíferos, pássaros que chocam seus ovos no chão, ovos e carniça. Entre as grandes refeições, eles “beliscam” algas, musgos, grama, mexilhões e frutas silvestres. Por ano, um urso-polar percorre cerca de 15.000 quilômetros em busca de comida. Ele tem que matar entre 50 e 75 focas por ano para sobreviver.
Os ursos-polares são solitários que vagueiam por grandes áreas. Ao seguir seus rastros, é bem possível encontrar uma carcaça – que eles vão dispensando pelo caminho, assim que enchem a barriga.
Apesar de sua pelagem quente e da camada de gordura, os ursos-polares passam até oito meses hibernando, a partir de setembro e outubro, em uma toca que eles mesmos cavam na neve.
Apesar de ser difícil de acreditar, já que são tão grandes e pesados, os ursos-polares são exímios nadadores e podem mergulhar vários metros. Na água, eles usam suas patas grandes, com dedos ligados por membranas, como remos.
O período de acasalamento, em que os machos lutam ferozmente entre si pelas fêmeas, dura do fim de março até o começo de junho. As fêmeas dos ursos-polares tornam-se sexualmente maduras aos quatro ou cinco anos de idade. Normalmente, elas dão à luz dois filhotes em dezembro e janeiro, depois de uma gestação de cerca de 8 meses.
Os ursos-polares podem atingir uma velocidade de até 40 km/h, não deixando nenhuma chance para presas ou seres humanos escaparem. Portanto, é aconselhável manter distância dos ursos-polares e não atraí-los com cheiro de comida ou lixo.
Na natureza, os ursos-polares têm apenas um inimigo: o homem. A ação humana fez com que a população desses animais chegasse ao mínimo nos anos 50. Os números só começaram a aumentar quando foram introduzidos programas de proteção e restrições à caça. Estima-se que existam entre 22.000 e 25.000 ursos-polares em aproximadamente 20 populações perto do Pólo Norte. Cerca de 60% destes “Reis do Ártico” vivem no Canadá.
Fonte: www.animalplanetbrasil.com

Urso Polar
O urso-polar (Ursus maritimus) é um membro da família Ursidae, típico do Ártico e actualmente o maior carnívoro terrestre conhecido.
Fáceis de tratar, são um dos animais mais populares nos jardins zoológicos. O Rei Ptolomeu II do Egito (285-246 BC) tinha um exemplar em seu zoológico, em Alexandria. O primeiro zoológico americano, inaugurado na Filadélfia em 1859 tinha um urso-polar como uma de suas atrações.
Inicialmente foi classificado como Thalarctos maritimus, sendo posteriormente renomeado para Ursus (Thalarctos) maritimus e finalmente Ursus maritimus.
Acredita-se que os procionídeos e os ursídeos se ramificaram há cerca de 30 milhões de anos. O urso-de-óculos formou um ramo a parte em torno de 13 milhões de anos atrás. As seis espécies atuais do gênero Ursus se originaram há estimados 6 milhões de anos. O urso-pardo e o urso-polar divergiram de um ancestral comum há cerca de 2 milhões de anos e o cruzamento entre as duas espécies gera descendentes férteis. A perda de dentes molares típicos do urso-pardo se deu a 10 ou 20 mil anos atrás. O fato de gerar híbridos férteis pode se levar a conclusão que o urso-polar é uma subespécie do urso-pardo.
Os machos desta espécie pesam cerca de 600 kg, mas podem atingir 800 kg e medem até 2,60 m. As fémeas são em média bem menores, com 200 a 300 kg de peso e 2,10 m de comprimento. Ao nascer o filhote pesa de 600 a 700 g. A camada de gordura subcutânea pode chegar a 15 cm.
Todo seu corpo é adaptado para melhor desempenho na água e para o frio. Tanto as orelhas quantos os olhos são pequenos e arredondados. As patas dianteiras são largas para facilitar o nado e o mergulho e as patas posteriores têm 5 dedos. O crânio e o pescoço são alongados. Não há boça sobre os ombros. Todas essas adaptações lhes proporciona um maior hidrodinamismo que facilita a natação. A pele e o focinho são pretos. As solas dos pés têm papilas e vacúolos que auxiliam a caminhada sobre o gelo.
A pelagem dos ursos polares é branca e cobre todo o corpo, inclusive a planta das patas, como isolamento do frio. É composta por uma densa camada de subpelo (cerca de 5 cm de comprimento) e uma camada de pêlos externos (15 cm). O fio individual é transparente e oco, mas não apresenta propriedades de fibra óptica, como afirma uma lenda urbana. No verão a pelagem se torna amarelada, talvez devido à oxidação produzida pelo sol. Ao contrário dos demais mamíferos árticos, os ursos polares não sofrem processo de muda sazonal. Os pêlos nas solas das patas são duros e proporcionam excelente isolamento térmico e tração sobre a neve. O isolamento térmico proporcionado pela pelagem geral é tão eficiente que torna o animal praticamente invisível a detectores infravermelhos. Acima de 10° C, contudo, isto pode levar ao sobre-aquecimento do animal. Outra característica de sua pelagem é não refletir a luz ultravioleta.
Alguns animaiscativos, expostos a climas quentes e úmidos, desenvolvem uma cor verde graças a algas que crescem em seus pêlos ocos. Tais algas não são nocivas ao animal e são eliminadas com banhos de água oxigenada ou sal.
Uma fêmea e um filhote em Svalbard, território da Noruega.O urso-polar é um animal do hemisfério norte que habita o círculo polar ártico. Ele pode ser encontrado no Alasca, no Canadá, na Groenlândia, na Rússia e no arquipélago norueguês de Svalbard. O habitat natural do animal é a camada fina de gelo, onde é possível a ele caçar focas. Ele é perfeitamente apto a vida no gelo, sendo encontrado durante o inverno nos mares congelados de Chukchi e Beaufort ao norte do Alasca, mares Siberiano Oriental, de Laptev e de Kara na Rússia e no mar de Barents ao norte da Europa. São comuns também na porção norte do mar da Groenlândia, na baía de Baffin e em todo o arquipélago Ártico Canadense.
Apesar de seus números diminuirem a partir do paralelo 88°, os ursos-polares podem ser encontrados virtualmente em todo o Ártico.
Dois ursos-polares se enfrentando. As lutas geralmente são encenadas.Esta espécie concentra-se junto à costa uma vez que depende das águas para encontrar as suas presas. Os ursos polares são excelentes nadadores e podem percorrer até 80 km sem descanso. Alguns animais migram desta forma do Norte para o Sul seguindo as margens das geleiras mas podem deslocar-se também por terra firme. O urso polar é um animal de hábitos diurnos e caráter solitário, que não forma outros laços familiares que não entre fémeas e suas crias.
Os machos adultos, como todos os outros ursos, podem atacar e matar filhotes. As fêmeas os defendem mesmo um macho medindo em média o dobro de seu tamanho. Aos seis meses de idade, um filhote é capaz de fugir correndo de um adulto.
Os territórios, muitas vezes enormes, não são defendidos. Apesar de não serem sociais, os ursos, são capazes, contudo, de dividir uma carcaça de baleia sem maiores conflitos.
Devido a abundância de comida mesmo durante o inverno, o urso-polar não hiberna no sentido estrito da palavra. Ele entra em um estado de dormência, no qual sua temperatura corpórea não cai, passando a subsistir de suas reservas de gordura corporal.
Os ursos-polares são animais muito preocupados com a própria higiene. Após cada refeição, eles dedicam cerca de 15 minutos para eliminar a sujeira. Para se limpar eles usam as patas, a língua, água ou neve. Isto se deve ao fato de que a sujeira interfere com a capacidade de isolamento térmico da pelagem.

Uma mãe e seus dois filhotes
Uma mãe e seus dois filhotes.Os ursos polares acasalam entre os meses de março e junho, com implantação diferida dos óvulos fecundados, de modo que o período de gestação se torna muito longo, entre 200 a 265 dias, variando de acordo com as condições ambientais.
As crias nascem entre novembro e janeiro, no abrigo invernal construído pela fêmea, e não se separam da mãe até completarem dois anos de idade. Nascem cegas e pesando muito pouco em relação ao peso adulto, sendo um dos filhotes menos desenvolvidos dos mamíferos eutérios. As fêmeas têm quatro mamas funcionais ao passo que as outras ursas apresentam seis. Podem gerar até quatro filhotes por gestação, ainda que a média seja de duas crias.
As fêmeas estão aptas a reprodução uma vez a cada três anos, sendo um dos mamíferos com menor capacidade reprodutiva. É esperado que a ursa-polar tenha apenas cinco ninhadas em sua vida.
Atingem a maturidade sexual entre os 5 e 6 anos e em condições naturais, vivem em média de 15 a 18 anos. Alguns animais selvagens marcados tinham um pouco mais de 30 anos. Um espécime do zôo de Londres morreu aos 41 anos.

Um urso busca comida em uma praia rochosa
Um urso busca comida em uma praia rochosa.De todos os ursos, o urso-polar é o que mais restritamente carnívoro. A dentição lembra mais a de carnívoros aquáticos do que outros ursos. Sua principal presa é a foca (em especial a foca-anelada), a qual tenta capturar quando estas emergem em buracos no gelo para respirar. Sua taxa de sucesso, contudo, é baixa. Só 5% das tentativas são exitosas. Um urso experiente captura uma foca a cada cinco dias, o que lhe proporciona energia suficiente por 11 dias. Além do método de tocaia, o urso-polar emprega também o método de perseguição para caçar, aproximando muito lentamente da vítima e disparando nos 15 m finais, a uma velocidade de até 55 km/h.
Alimenta-se também de aves, roedores, moluscos, caranguejos, morsas e belugas. Ocasionalmente caça bois-almiscarados e até mesmo, ainda que raro, outro urso-polar.
Oportunista, a espécie pode comer carniça (como baleias encalhadas) e materia vegetal, como raízes e bagas no final do verão. No depósito de lixo em Churchill, Manitoba, foram observados comendo, entre outras coisas, graxa e óleo de motor.
O urso-polar é um nadador e um corredor capaz, o que o torna um caçador eficiente tanto na água quanto na terra firme.
Esta espécie é extremamente perigosa para o homem que encara como presa, especialmente se não houver abundância dos seus alimentos habituais. Na Ilha de Baffin, por exemplo, os geólogos fazem trabalho de campo armados de caçadeiras como medida de protecção contra os ursos polares.
Ao contrário da crença disseminada, nunca foi observado que o urso-polar, em busca da camuflagem perfeita, esconda o focinho quando está caçando.
Ursos inspecionam um veículo em Churchill, Manitoba.O urso-polar é citado pela CITES sob baixo risco de extinção. Contudo alguns fatores podem mudar esta situação para pior.
O encolhimento das camadas de gelo e o prolongamento do verão vêm obrigando os ursos-polares a buscar comida em lugares habitados, colocando a espécie em conflito com o homem. Em 2005, testemunhas afirmaram ter visto um total de cerca de 40 ursos nadando centenas de quilômetros em busca de alguma camada de gelo flutuante à qual pudessem subir. Viram-se menos quatro corpos de ursos flutuando até 260 km de distância do gelo ou terra firme.
Os povos índigenas do Ártico caçam o urso por sua gordura e pele. O Canadá permite a estrangeiros caçar, desde que guiados por um Inuit em seus trenós de cães. Apesar de florescente no século passado, esse tipo de atividade mostra-se estar em declínio atualmente. O interesse por tapetes de urso diminuiu, assim como seus preços. Uma pele que era vendida por 3.000 dólares atinge hoje o preço máximo de 500 dólares. Atividades humanas como exploração de gás e petróleo, turismo, pesquisa científica e esportes na neve perturbam o animal em seu ambiente.

Urso Polar
Estando no topo da cadeia alimentar, o urso-polar concentra substâncias tóxicas em seu organismo. A quantidade de metais pesados e hidrocarbonos clorados tem se mostrado em curva ascendente em amostras de tecidos.
Derramamento de óleo também afetam os ursos-polares. O óleo é altamente tóxico e de lenta decomposição, sendo ingerido pelo animal quando este se alimenta ou executa seu assei
A população actual de ursos polares é estimada entre 22.000 e 27000 indivíduos, 60% dos quais vivendo no Norte do Canadá.
Caçador a caiaque transportando um urso na Groenlândia.Os inuit reverenciam o urso-polar, a quem chamam de nanuk, acreditando que o mesmo se deixa abater pelos caçadores em troca de ferramentas que usaria após a morte. Poeticamente também o chamam de Pihoqahiak, o eterno andarilho.
Os skalds, poetas nórdicos, cunhavam epítetos para os ursos como "o terror da foca", "o matador de baleias" e o "cavaleiro dos icebergs", entre outros.
Os lapões não pronunciam seu nome por medo de ofendê-los. Preferm chamar os ursos de "cachorro de Deus" ou "o velho de manto de pele".
Os Ket da Sibéria reverenciam a todos os ursos e os chamam de gyp
ou qoi, significando "avô" e "padrasto", respectivamente.
No leste da Groenlândia é chamado de Tornassuk, "o mestre
dos espíritos prestativos".
As campanhas publicitárias de Natal da Coca-Cola apelam para a figura
simpática de uma família de ursos-polares.
Matraca Trica e Fofoquinha (Breezly & Sneezly, no original em inglês),
respectivamente um urso-polar e um foca, são personagens de desenho
animado dos Studios Hanna-Barbera da década de 60.
Fonte: www.animalplanetbrasil.com