
Nome popular: Arara Azul Grande
Nome Científico: Anodorhynchus hyacinthinus
Distribuição geográfica: Norte e Nordeste do Brasil. Vive nas matas do interior do Brasil: Maranhão, Bahia, Mato Grosso, Minas Gerais e Goiás. Hoje é raro encontrá-la em liberdade. Mas, no interior da Bahia, ainda podemos encontrar alguns espécimes em liberdade.
Habitat natural: Florestas tropicais.
Hábitos alimentares: É omnívora. Alimenta-se de sementes e frutas. Em cativeiro, é comum comer amendoim, girassol, milho verde e frutas.
Tamanho: Até 1,10 metro. É a maior ave da família dos psitacídeos.
Peso: Cerca de 500 g
Período de gestação: O período de incubação dura 30 dias.
Número de crias: Costumam nascer 2 crias de cada vez. São alimentadas pelos adultos, que regurgitam a comida. Elas chegam à idade adulta aos 6 meses.
Tempo médio de vida: 30 anos.
Estado de conservação da espécie: Esta espécie está em extinção, principalmente devido à destruição do seu habitat natural e à expansão humana para os territórios que antes eram “propriedade” das araras e que agora se “humanizaram”.
Fonte: animaisdomundo.com.sapo.pt
Reino:Animali
Filo: Chordata
Classe: aves
Ordem: Psittaciformes
Família: Psitacidae
Gênero: Anodorynchus

Anodorhynchus hyacintinus (Latham, 1790), Anodorhynchus leari (Bonaparte, 1856) e Anodorhynchus glaucus (Vieillot, 1816)/ Cyanopsitta spixii (Wagler, 1832)
Anodorhynchus + espécie
Arara-azul, sendo que a 'arara-azul-pequena' também é conhecida pelos nomes de arara-azul-claro, arara-celeste, arara-preta, araraúna e araúna. Quanto a ararinha-azul também é conhecida pelos nomes de arara-celeste, arara-do-nordeste e arara-spixi. Seu nome específico é uma homenagem ao naturalista alemão Johann Baptiste von Spix.
Anodorhynchus é uma género de aves psitacídeas que inclui três espécies de arara, exclusivas das florestas tropicais da América do Sul e que podem ser observadas no Brasil: A arara-azul de Lear (Anodorhynchus leari), hoje é vista raramente e o seu estado de conservação é crítico. Pode ser encontrada no interior do estado da Bahia. A arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus) também originalmente encontrada nas matas brasileiras, Pode ser encontrada no Complexo do Pantretal onde projetos de preservação garantiram no ano de 2001 uma população de 3.000 exemplares. A ararinha-azul (Cyanopsitta spixii) é uma arara restrita ao extremo Norte do estado brasileiro da Bahia ao Sul do rio São Francisco, ou seja, é uma espécie endêmica (que só ocorre na região) do Nordeste brasileiro, em especial nos estados da Bahia, Piauí e Maranhão e áreas úmidas do sertão, onde riachos temporários permitem a existência de árvores mais altas, característica típica da região de Curaçá, no extremo norte da Bahia, ao sul do rio São Francisco.
Anodorhynchus enquanto vivendo livremente, consiste em sementes, frutas, insetos e até de pequenos vertebrados. A ararinha-azul é herbívora, mas em cativeiro é alimentada com uma ração especial que tem todos os elementos necessários para a sua sobrevivência. Gosta de frutos, tendo preferência pelo buriti.
A arara-azul de Lear (Anodorhynchus leari) torna-se madura para a reprodução aos 3 anos e sua época reprodutiva é entre janeiro e novembro. Normalmente nascem 2 filhotes por vez e a gestação dura em torno de 30 dias. Depois do nascimento das araras azuis, elas ficão cerca de 3 meses no ninho sob cuidado dos pais, até se aventurarem no primeiro vôo. A arara-azul-grande torna-se madura para a reprodução aos 3 anos e sua época reprodutiva ocorre entre janeiro e novembro. Nascem 2 filhotes por vez e a encubação dura cerca de 30 dias. Depois que nascem, as araras-azuis ficam cerca de três meses e meio no ninho, sob o cuidado dos pais, até se aventurarem no primeiro vôo. A convivência familiar dura até um ano e meio de idade, quando os filhotes começam a se separar gradativamente dos pais. A arara-azul-pequena (Anodorhynchus glaucus) é uma arara encontrada na baixa bacia dos rios Paraná e Uruguai, na Argentina, Paraguai, Uruguai e sul do Brasil. a ararinha-azul Tal espécie chega a medir até 57 cm de comprimento, com plumagem azul, com asas e cauda muito longas e mais escuras, bico negro com grande dente maxilar e íris amarelo-mostarda.
Aspectos gerais: As araras são um tipo de papagaios coloridos, pertencentes a alguns géneros da família Psittacidae. O grupo encontra-se num estado de conservação ameaçada, graças à caça furtiva devida à sua procura como animais de estimação, e ao desaparecimento do seu habitat. As araras-azuis são aves de grande porte, com comprimento variável entre os cerca de 70 cm da arara-azul-pequena e os 100 cm da arara-azul-grande, o maior representante da ordem Psittaciformes.
A Anodorhynchus leari constata em sua plumagemuma uniformidade, em tons de azul ou azul-esverdeado. O bico é poderoso e preto. Estas araras distinguem-se dos membros do género Ara, pela presença de manchas amarelas na cabeça, na zona da bochecha e em torno dos olho. A arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus) possui uma plumagem azul com um anel amarelo em torno dos olhos, e fita da mesma cor na base da mandíbula. Seu bico é desmesurado parecendo ser maior que o próprio crânio.A arara-azul-pequena é uma espécie de pequeno porte, com cerca de 68 cm de comprimento, plumagem azul-esverdeada clara, garganta anegrada, bico muito grande e grosso com barbela amarelo-enxofre clara.
Os psittaciformes apresentam características especiais, pois ao longo de sua vida têm apenas um parceiro, formando casais fiéis por toda a vida. Se algum deles morre, o outro permanece sozinho ou apenas se integra a um novo grupo. A ararinha faz ninho em ocos de árvores bem altas e antigas. Em decorrência de corte indiscriminado de árvores da caatinga, aonde restam apenas árvores mais jovens, não tão desenvolvidas e altas, têm dificultado em muito a reprodução desta espécie, inclusive sua adaptação às novas condições. Esta ecologia peculiar levou a que o seu número de efectivos fosse decrescendo, sendo em 2000 considerada extinta na natureza quando o seu último exemplar livre conhecido foi capturado.
Todas as espécies de arara-azul encontram-se em ameaçadas de extinção, devido à caça e à degradação de habitat. a arara-azul-pequena é considerada extinta por muitos pesquisadores por não ser avistada na natureza há mais de 80 anos, sendo que não existem exemplares em cativeiro. A ararinha-azul também ameaçada de extinção. O último indivíduo observado na natureza, um macho, morreu após ter batido numa linha de alta tensão.
Atualmente existem 68 exemplares da ararinha-azul no mundo. Destes, apenas oito podem ser encontrados no Brasil, sendo que dois estão em exposição no Zoológico de São Paulo. Apesar de serem um casal, as ararinhas da Fundação Parque Zoológico de São Paulo, ainda não tiveram filhotes, pois são jovens.
Mesmo com intensas campanhas de educação ambiental e inúmeros projetos de ecologia e conservação, esta espécie não vive mais solta na natureza, restando algumas em cativeiro, onde é extremamente rara a sua reprodução. Em 2006, decorria um programa para libertar alguns casais em uma área específica bem guardada e adequada para a sobrevivência da espécie, a fim de evitar o cruzamento entre indivíduos consangüíneos, do mesmo sangue ou pais. Recentemente, no ano de 2001, foi visto um exemplar macho solto na natureza. Mas tudo indica que foi libertado por alguma pessoa.
Essas aves estão atualmente ameaçadas de extinção, sendo as principais causas a caça, o comércio clandestino, no qual as aves são capturadas enquanto filhotes, ainda no ninho e a degradação em seu habitat natural através da destruição atrópica. em relação a ararinha-azul podemos dizer que maior responsável pelo desaparecimento desta ave é o ser humano devido ao intenso tráfico. Os compradores são atraídos pela sua bela cor azul e principalmente pela ganância de possuir uma espécie tão rara. Um exemplar da ararinha-azul chega a custar no mercado negro cerca de U$S 100.000,00. As décadas de 70 e 80 foram as mais críticas para a espécie, num período em que o tráfico actuava fortemente para fora do Brasil.
Referências
(en) BirdLife International (2004). Cyanopsitta spixii. 2006 IUCN Red List of Threatened Species. IUCN 2006. Acesso a 18.10.2007.
(en) BirdLife International (2004). Anodorhynchus glaucus. 2006 IUCN Red List of Threatened Species. IUCN 2006. Acesso a 18.10.2007.
(en) BirdLife International (2004). Anodorhynchus hyacinthinus. 2006 IUCN Red List of Threatened Species. IUCN 2006. Acesso a 06.11.2007.
(en) BirdLife International (2004). Anodorhynchus leari. 2006 IUCN Red List of Threatened Species. IUCN 2006. Acesso a 06.11.2007.
Fonte: bioparqueamazonia.com.br