
Os avestruzes pertences ao grupo das Ratitas (aves desprovidas da capacidade de voar). Dentro deste mesmo grupo temos o EMÚ e o CASUÁRIO (originários da Austrália), EMA (originárias da América do Sul) e o KIWI (originário da Nova Zelândia).
São da família struthionidas, do gênero struthio e se dividem em quatro espécies principais:
Struthio Camelus Camelus (originários do Norte da África) - São maiores e possuem plumagem com grande densidade, cabeça quase sem penugem e pescoço avermelhado. Botam ovos maiores.
Struthio Camelus Massaicus (originário da África Oriental) - Possuem pescoço levemente azulado e se concentram principalmente no Kênia e Tanzânia.
Struthio Camelus Molybdophanes (originário da Somália) - Possuem pele acinzentada e tem uma mancha sem pelos dura na cabeça.
Struthio Camelus Australis (originário da África do Sul) - Possuem pescoço acinzentado e cabeça coberta de plumagem.
Do cruzamento entre avestruzes da África do sul e do Norte da África deu-se origem ao híbrido Struthio Camelus var. domesticus, que foi domesticado e desenvolvido especialmente para a obtenção de plumas e é a maior população atual da África do Sul, conhecidos como avestruzes de Oudtshoorn.
O avestruz é a maior ave existente. Chega a alcançar 2,7-3,0 metros de altura e a pesar até 180 kg, possuindo a ave adulta ao redor de 120 kg. Seu corpo tem forma ovalada, seu pescoço mede ao redor de 1 metro e é bem flexível. Possuem 2 dedos nos pés, diferentemente das demais ratitas que tem três e suas pernas são fortes e potentes. Sua defesa é o chute e possuem uma placa óssea no esterno que utilizam para proteção.
Pode correr a velocidade de 70 km/h e proporcionalmente, o olho do avestruz é o maior de todos os animais e possuem visão e audição apuradas.
Podem viver de 60 a 70 anos. A idade de um avestruz jovem é facilmente identificada pela plumagem, mas após se tornar sexualmente ativo é praticamente impossível saber a idade de um avestruz.
Apresentam dimorfismo sexual. O macho apresenta plumagem preta e as asas com plumagem branca após os 15-16 meses e a fêmea apresenta plumagem marron-acinzentada.
Geralmente as fêmeas são dóceis, mas os machos podem se comportar agressivamente em épocas de reprodução e serem bastantes perigosos se não manejados corretamente. O chute é a sua grande arma, podendo alcançar facilmente o rosto de uma pessoa, com as suas grandes unhas.
Seu cérebro tem o tamanho de seu olho e pesam ao redor de 40 gramas.
São animais onívoros, mas basicamente se alimentam de vegetação e são excelentes nadadores. São aves territorialistas e o machos defendem arduamente contra outros machos que invadam o seu espaço.
Atualmente o habitat natural do avestruz está bem reduzido e se localiza na África ao sul da linha do equador. Se movem em grupos e caminham de 10 a 40 km por dia em busca de alimentação e água.
Os avestruzes se adaptam bem a várias regiões, haja vista, que os avestruzes selvagens vivem em regiões semi-desérticas com grandes variações de temperaturas.
A fêmea do avestruz atinge a maturidade sexual entre 2 e 3 anos, e o macho entre 3 e 4 anos, com os avanços sobre a qualidade nutricional das rações utilizadas, encontramos uma redução significativa da idade de reprodução.
As fêmeas podem colocar ovos por 30 - 40 anos. A compatibilidade reprodutiva entre macho e fêmea é fundamental para a produção comercial.
As fêmeas botam em média 40 ovos por ano, podendo atingir uma postura acima de 100 ovos por estação (dependendo do clima e correta nutrição das aves). O período reprodutivo vai de julho a fevereiro na região Sudeste.
O ovo de avestruz mede entre 15 e 20 cm e pesam ao redor de 1,0 a 1,5 kg. Proporcionalmente ao tamanho da fêmea do avestruz, os ovos são considerados pequenos.
O Período de incubação é em média 42 dias e os filhotes nascem em média com 0,8 a 1,2 kg e crescem 30 cm por mês até os 6 meses pesando ao redor de 60 kg.
O clima é de grande influência na produção de avestruzes. A temperatura e a chuva afetam as aves, mas principalmente o foto-período. Nos machos a duração do dia e a quantidade de luz natural está diretamente ligada à produção de sêmen .
A dança de cortejo dos machos é única, um balé digno de ser visto.
As fêmeas colocam ovos em ninhos construídos pelos machos a cada 2-3 dias.
Os órgãos sexuais dos machos são pequenos até que se aproximam da maturidade sexual. Aos 18 meses os testículos tem o tamanho de um dedo e na maturidade o tamanho de um punho de homem adulto. Uma vez terminada a estação reprodutiva seus testículos se encolhem.
O interessante é deixar as aves jovens escolherem seus parceiros. É a fêmea quem escolhe o macho. As fêmeas na fase de reprodução apresentam as asas caídas e com movimentos vibratórios que provocam um som, dizemos que a ave está "clocando". Seu pescoço apresenta movimentos quando está na posição paralela ao solo e apresenta pequenos golpes com o bico e levemente vai agachando sobre suas pernas.
O macho se aproxima da fêmea, parecendo "sapatear" em cima dela. Começa a "dançar"sobre ela, movimentando o seu pescoço de um lado para o outro, com suas asas abertas sobre a fêmea. Sua cabeça toca o seu corpo de um lado e do outro. Ocorrendo então a cópula da fêmea. Este processo ocorre várias vezes ao dia.
O orgão genital masculino do avestruz deposita o sêmem perto do oviduto da fêmea. O esperma é ejaculado em sua cloaca.
Na época da reprodução o macho apresenta o bico, em volta dos olhos, o pescoço e suas pernas com uma coloração vermelha forte, em virtude de hormônios produzidos mostrando que a sua fertilidade está alta. Se mostrará mais agressivo com os demais machos que se apresentam em sua proximidade.
Vale lembrar que a alimentação dos reprodutores deve ser balanceada para que obtenhamos a máxima produtividade das fêmeas e a máxima fertilidade dos machos.
O clima também influi. A natureza tenta sempre maximizar o nascimento dos filhotes, o que leva a fêmea a diminuir a produção de ovos em épocas muito chuvosas.
Alguns produtores tem conseguido que as fêmeas botem em ninhos protegidos da chuva por coberturas. Eles colocam falsos ovos nos ninhos que induzem a fêmea a realizar a postura nestes ninhos.
Resposta: Após a fecundação do óvulo pelo esperma inicia-se a divisão celular. Com a postura do ovo, cessa-se a divisão celular até que se inicie a incubação ou até que o ovo esteja exposto ao calor.
Os ovos de avestruz são de forma ovalada, com uma casca que lembra uma porcelana e com um grande número de poros. A casca tem cerca de 2 mm de espessura e pode suportar grande peso.É constituída principalmente de carbonato de cálcio. Pesa entre 750 e 1600 gramas e equivale a aproximadamente 24 ovos de galinha. Mede em média 13 x 16 cm. Existem portanto ovos de tamanhos, pesos e porosidade variados, que dependem da espécie e da idade da fêmea.
Normalmente os ovos muito pequenos e os muito grandes tem poucas possibilidades de estarem férteis.
O ovo já contém todos os nutrientes necessários para o desenvolvimento do embrião. A composição do ovo é de 20-24% de casca, sendo o restante gema (1/3) e albumina(2/3). A gema proporciona energia para o embrião e a albumina água, proteínas, vitaminas, etc. A albumina garante uma proteção física e antimicrobiana para o embrião.
A gema possui 5% água, 30% lipídeos e 17% proteínas e outras substâncias, sua função é nutrir o embrião.
O cálcio é um dos minerais mais importante para o embrião, que é obtido primeiramente da gema e depois da capa interior da casca.
A nutrição dos reprodutores é fundamental para que os ovos contenham todos os nutrientes que o embrião necessita. Se ocorrer deficiência nutricional no ovo o embrião não se desenvolverá e será mal formado ou morrerá.
A coleta dos ovos deve ocorrer tão logo ocorra a postura, que geralmente ocorre no final da tarde. Quanto mais seco estiver o clima e o ninho, menor será a probabilidade de infecção e contaminação dos ovos.
Devem ser coletadas com sacos plásticos evitando contato com as mãos e demais ovos, sempre tomando cuidado com os machos que podem reagir agressivamente.
A identificação do ovo ocorre no momento da coleta. Sendo marcado o piquete de coleta e a data da postura no próprio ovo com lápis.Verificando sempre se não existem trincas, defeitos ou sinais de contaminação que desqualificam o ovo para a incubação.
Quanto maior a diferença de temperatura entre o ovo e o meio ambiente, mais rapidamente o ovo se resfriará maior será a contração do conteúdo interno do ovo, facilitando a sucção que poderá aumentar a entrada pela casca de bactérias e vírus.
O correto manejo e cuidado com as fêmeas reprodutoras, a coleta correta dos ovos e a boa desinfecção dos ovos, o armazenamento e a bio-segurança na incubação e nascedouros, evitam problemas de contaminação e infecção dos ovos.
A incubação do ovo de avestruz é a parte mais interessante da criação e também a mais exigente em biosegurança. A incubação deve proporcionar ao ovo um macro e micro-clima adequado para o desenvolvimento do embrião.
Os ovos coletadas são desinfectados, geralmente em fumigadores com paraformolaldeido, e estocados em máquinas que efetuam a viragem dos ovos periodicamente em salas climatizadas em temperatura de 15-18 oC . e umidade ao redor de 40-50% que impedem o desenvolvimento do embrião.
Devemos lembrar que estamos produzindo avestruzes fora de seu clima natural, portanto devemos proporcionar ao ovo uma incubação adequada, que mais reproduza a condição natural.
Os ovos estocados são levados as salas que contém as incubadoras uma vez por semana, para otimização do processo. As incubadoras trabalham com temperaturas entre 35 e 37 oC e umidade de 20-30%. Temperatura baixas e muito altas prejudicam o desenvolvimento do embrião. Os ovos são incubados com a câmera de ar colocada para cima. Um dos princípios básicos na incubação e a troca de gases entre a casca e o meio externo, ou seja, a entrada de oxigênio e a saída de dióxido de carbono e água pela casca do ovo. O embrião em desenvolvimento respira através do ovo e deve receber oxigênio e eliminar o dióxido de carbono. O que mostra que a troca gasosa deve ocorrer de maneira ideal dentro da sala de incubação e da máquina incubadora.
A umidade é responsável pela perda de peso do ovo. O ovo deve perde de 12 a 15% de seu peso inicial durante os 42 dias de incubação. Normalmente de 2 a 2,5% por semana, o que nos leva trabalhar com uma umidade dentro das máquinas incubadoras ao redor de 20-30%, dependendo da porosidade das cascas dos ovos.
A fertilidade dos ovos pode ser observada através da ovoscopia, que não mais é que iluminar de perto o ovo com uma luz forte e verificar o desenvolvimento do embrião. Geralmente é efetuada uma verificação ao redor do 14o dia de incubação, onde teremos uma avaliação se o embrião está se desenvolvendo. Se o ovo estiver infértil, com a ovoscopia ele aparecerá translúcido e será retirado da incubadora . Se estiver fértil notaremos a presença de uma mancha escura, que vai aumentando com o passar dos dias, mostrando o desenvolvimento do embrião.
Ovos contaminados dentro da incubadora devem ser retirados assim que descobertos, evitando a contaminação dos demais ovos. A contaminação do ovo gera morte do embrião, sua decomposição e gerando mal cheiro.
No 39o dia os ovos são transferidos para a sala dos nascedouros. A temperatura será de 2 a 3o superior a das incubadoras e trabalham com uma umidade relativa um pouco mais alta.
Chamamos de "pipping" quando o filhote rompe, com seu bico, a membrana interna e tem acesso a câmera de ar. O filhotes passa a respirar ar e normalmente entre o 40-42o dia ocorrem os nascimentos.
O ideal é deixar que o filhote complete o processo de nascimento sozinho.
Após o seu nascimento é feita a desinfecção do umbigo com solução de iodo. O filhote é levado para a sala da maternidade, onde permanece por 24-48 horas e depois levado ao setor de cria.
O setor de incubação, por toda sua característica, é o que exige um maior controle periódico de esterilização e monitoramento.
Os fatores que influenciam o nascimento são a fertilidade, a constituição genética do embrião, a nutrição dos reprodutores, qualidade do ovo e da casca, enfermidades, higiene e manejo dos ovos, armazenamento e parâmetros de incubação.
Fonte: www.acab.org.br

Classe: Aves
Ordem: Struthioniformes
Família: Struthionidae
Esta espécie relativamente comum no seu habitat, vive no Leste e no
Sul do continente africano, habitando zonas secas e semi-desérticas,
de savana e deserto.
Caracterização
A avestruz é a maior ave do mundo, podendo atingir 2,5 metros de altura e pesar cerca de 160 kg. Demasiado pesada para voar, esta ave de pescoço nu é uma excelente corredora, que consegue deslocar-se a 70 km/hora durante meia hora. É também a única ave que possui dois dedos em cada pata, um dos quais possui uma garra afiada utilizada para defesa/ataque.
Machos e fêmeas apresentam plumagem diferente: maioritariamente cinzenta nas fêmeas e preta e branca nos machos. Esta ave tem audição e visão muito apuradas. A avestruz é omnívora: a sua dieta é composta por sementes, folhas, ervas e, ocasionalmente, insectos e pequenos invertebrados.
Cada ovo de avestruz equivale, em peso, a duas dúzias de ovos de galinha, podendo pesar 1,5 kg e medir 16 cm no seu lado maior.
As avestruzes vivem em grupos constituídos por machos e fêmeas. Aquando do acasalamento, o macho protagoniza uma parada nupcial para atrair o maior número de fêmeas que conseguir (geralmente três ou quatro). A «coreografia» inclui a flexão das patas, acompanhada pelo agitar das longas penas brancas das asas, acompanhado por movimentos rítmicos do pescoço. A fêmea escolhe o que considera ser o melhor macho com base na actuação e no ninho (uma depressão cavada no solo) por ele feito. Neste ninho são depositados os ovos de todas as fêmeas que escolheram o macho em questão. A incubação dos ovos (até várias dezenas) dura quarenta dias e fica a cargo do macho (durante a noite) e das fêmeas (durante o dia).
Se está a pensar em ter uma avestruz no seu quintal, pense a longo prazo: estas aves podem viver entre trinta a sessenta anos. No papo das avestruzes encontramos pequenas pedras, destinadas a facilitar a digestão dos alimentos, macerando-os.
Os antigos Egípcios criavam avestruzes devido ao seu interesse nos ovos (cada um dos quais leva cerca de duas horas a cozer). Também as suas penas são utilizadas há muito tempo (cerca de cinco mil anos) como adorno.
Fonte: www.badoca.com