As primeiras aves corredoras, ou seja, as ratitas, apareceram há cerca de 65 milhões de anos, no final da era geológica conhecida como Período Mesozóico e início do Período Cenozóico. Estas aves corredoras, a partir de um tronco comum, sofreram o processo de especiação devido ao isolamento geográfico ocorrido durante a separação dos continentes, e por este motivo, só são encontrados representantes das ratitas no Hemisfério Sul.
Deste modo, podemos distribuir as ratitas da seguinte maneira:
| Distribuição | Espécie | Família |
| América do Sul | Ema (Rhea) | Rheidae |
| África Central | Avestruz (Struthio) | Struthionidae |
| África do Sul | Avestruz (Struthio) | Struthionidae |
| Austrália | Emu (Dromaius) | Dromaiidae |
| Nova Guiné | Casuar (Casuarius) | Casuariidae |
| Nova Zelândia | Kiwi (Apteryx) | Apterygidae |
Em relação aos avestruzes especificamente, há 1 milhão de anos eles habitavam, além da África, as regiões mais selvagens do Oriente Médio e algumas partes da Europa Mediterrânea, tendo desaparecido destas regiões, definitivamente, em 1914.
Atualmente, o avestruz é endêmico do continente africano e as últimas populações selvagens são encontradas em parques e reservas naturais da África em diferentes habitats abertos, de savanas a desertos, tendo preferência por regiões semi-desérticas, onde as mudanças de temperatura são muito bruscas, chegando a 40o de amplitude.
Adaptam-se a temperaturas extremas e variados tipos de climas, e em situações drásticas podem suportar até gelo e neve, visto que, obviamente, esta não é uma situação normal, dada a origem da ave.
As aves em geral são divididas em dois grandes grupos: as aves capazes de voar, e as aves que não voam.
As aves que voam fazem parte do grupo Carinatae, pois apresentam, entre outras características, uma estrutura proeminente no osso do peito (o esterno) chamado de quilha ou CARENA (daí o nome do grupo), onde há a inserção da musculatura peitoral, que é bem desenvolvida.
As aves que não voam ou as aves corredoras, entre elas o Avestruz, fazem parte do grupo Ratitae, pois apresentam um esqueleto e uma musculatura simplificados e ausência de quilha no osso esterno, tendo este a forma de uma prancha reta ou uma jangada. Desta característica deriva o nome do grupo, Ratitae, já que jangada em latim é RATIS.
As ratitas, equivalem à ordem Struthioniformes e a classificação zoológica é a seguinte:
| Filo | Chordata |
| Classe | Aves |
| Ordem | Struthioniformes |
| Subordem | Struthiones |
| Família | Struthionidae |
| Gênero | Struthio |
| Espécie | Struthio camelus |
Fonte: www.panoramaavestruz.com.br
Lophura edwarsi
Ordem: Galliformes
São reconhecidas duas subespécies, Lophura edwardsi edwardsi e Lophura edwardsi hatinhensis, mas é discutido se esta última deverá ser tratada como uma espécie distinta (Lophura hatinhensis). O faisão de Edward (Lophura edwardsi) é uma espécie rara e local, que vive no meio da vegetação densa das florestas húmidas com palmáceas e bambus, situadas nas vertentes orientais das montanhas de Annam Central, até aos 600 m de altitude. A subespécie Lophura edwardsi hatinhensis tolera alguma degradação do habitat.
Existe dimorfismo sexual. O macho apresenta esporões nas patas e tem a plumagem predominantemente azul-escura, com iridescências de cor verde na parte superior das asas. Possui, ainda, uma máscara facial vermelha e uma crista de penas brancas na cabeça. A fêmea é castanha e também tem uma máscara facial vermelha. As patas são vermelhas em ambos os sexos. A subespécie Lophura edwardsi hatinhensis tem as penas centrais da cauda brancas.
Alimentam-se de sementes, rebentos e insectos.
Servem-se do bico e das unhas para raspar e escavar o solo, procurando alimento.
Raramente são observados no habitat natural e pouco se sabe sobre os
seus hábitos em liberdade. Só se deslocam aos ramos das árvores
para dormir ou obter refúgio.
Nidificam no solo. Na parada nupcial, o macho caminha em torno da fêmea,
exibe a máscara facial, levanta o penacho e faz vibrar as asas e a
cauda erguida no ar. As posturas são de quatro a sete ovos, cuja incubação
dura 21 a 22 dias. Atingem a maturidade sexual com cerca de dois anos de idade.
Estatuto de conservação e factores de ameaça: É uma espécie em perigo. Pertence ao Ap. I da CITES. Tem sido ameaçada pela destruição do habitat e pela caça para alimentação humana.
Fonte: www.fazendavisconde.com.br