
A capivara é cerca de seis vezes mais eficiente que o bovino na capacidade reprodutora, nas condições naturais dos campos. A ocupação territorial, bem como sua delimitação, é necessária quando se planejam criadouros para exploração extensiva ou em regime de semicativeiro.
O processo de digestão nas capivaras é muito eficiente, destacando sua alta capacidade de digerir alimentos fibrosos.
O ganho de peso está ligado à grande eficiência de conversão de alimento. Nos dez anos de experiência na criação de capivaras em cativeiro, destacam-se alta capacidade reprodutiva (até dois partos ao ano). Conclui-se que o tamanho ideal para um grupo reprodutivo, em cativeiro, é de um macho para seis fêmeas, em 30m2. Em 1977, visando correlacionar dados básicos de aproveitamento do boi e da capivara, efetuou-se no pantretal mato-grossense um trabalho de coleta de informações em condições normais de desenvolvimento da espécie.
No mesmo ano, nos Lhanoa da Venezuela, desenvolveu-se uma pesquisa com cinqüenta animais em condições naturais, com a finalidade de avaliar seu rendimento em carne
Para tanto utilizaram-se o peso da carne em cretal (peso total menos cabeça, vísceras e patas) e o peso da carne seca.
Na natureza as capivaras vivem em grupos ou famílias, em áreas próximas a rios, brejos e lagos. Dentro dos grupos, existe uma hierarquia muito forte onde há um macho dominante, o mesmo acontecendo com as fêmeas. A capivara é um animal de hábitos semi-aquáticos. É na água que ela defeca e urina na maior parte das vezes. Sua dieta é composta de capins, ervas e plantas aquáticas. Tem hábito de pastejo baixo, onde corta os vegetais sem arrancá-los, causando menor dano aos pastos do que os bovinos.
Devido a sua natureza herbívora, alimenta-se essencialmente de vegetais, sendo este divididos em "forragem verde" e suplementos. As capivaras apreciam uma ampla variedade de gramíneas e leguminosas, porém é sempre prudente manter uma capineira, no interior do cercado, para casos de escassez de alimento. Quando se servir forragem cortada, para manter o capim fresco, a mesma deve ser pendurada em maços amarrados com arame e presos ao teto do abrigo.
Nos plantéis mantidos em cativeiro padecem de uma série de enfermidades, a maioria delas advindas do contato com outras espécies animais e/ou manejo inadequado.
A principal enfermidade seja em cativeiro ou em liberdade, é "durinha"ou "mal-dos-quartos", provocada por um protozoário e que acomete também os equinos.
O exame de sangue deve ser feito nos animais suspeitos, na tentativa de se visualizar o agente da "durinha". Alguns parasitos internos podem ser transmitidos entre as capivaras e demais espécies animais, especialmente felinos e suínos. As parasitoses internas-meio-ambiente (ou endoparasitoses) podem levar a uma série de manifestações clínicas, que variam desde a interrupção da alimentação até à morte súbida.
Pneumonia, Disenteria, Ferimentos e verminoses. O desmame dos filhotes deverá ocorrer após o segundo mês. Aproveita-se esta idade para a formação de novos grupos, quando é possível a troca de machos-irmãos por outros não parentes.
A pele de capivara é bem cotada no mercado internacional, sobretudo por suas características. Ela é "elástica", resistente e suave, sendo perfeita para a fabricação de luvas, bolsas, mocasins etc. A pele de uma capivara tem peso médio de 5,30kg e espessura de 5,5mm.
O preço unitário da peça de couro, sem curtir, é de 4 a 5 dólares, subindo para 14 dólares a peça curtida (preços de exportação fornecidos pela Direção Nacional da Fauna silvestre da argentina, em 1984). São estes os maiores exportadores de pele de capivara do mundo: Argentina, Brasil, Colômbia e Peru. Hoje em dia, as exportações estão em baixa devido a problema de restrições impostas por vários países.
A área mínima necessária para a criação de capivaras e de 30m2, obedecendo-se aproximadamente a forma de retângulo ou de um quadrado. No recinto deverá haver um abrigo coberto, para o cocho e a manjedoura. O recinto deverá ainda ter um tanque (2,00 x 1,50 x 0,50 m), para banhos. A área coberta deverá ter aproximadamente 10m2. O restante do recinto poderá ser cercado com tela, com altura mínima de 1,50m. Em casos especiais, recomenda-se a chamada "baia maternidade".
Devido a sua natureza herbívora, alimenta-se essencialmente de vegetais, sendo este divididos em "forragem verde" e suplementos. As capivaras apreciam uma ampla variedade de gramíneas e leguminosas, porém é sempre prudente manter uma capineira, no interior do cercado, para casos de escassez de alimento, a comida deverá ser oferecida aos animais duas vezes ao dia, podendo variar entre abóbora, cana, capim, cenoura, milho, frutas, ração etc. Não esquecer de remover as sobras, cada vez que é colocado novo alimento.
quarentenar os animais que chegam ao criadouro. Esta quarentena significa: manter os animais isolados, realizando-se exames parasitológicos e verificando se apresentam doenças transmissíveis. Quando se servir forragem cortada, para manter o capim fresco, a mesma deve ser pendurada em maços amarrados com arame e presos ao teto do abrigo.
Fonte: www.agrov.com

A capivara é o maior roedor do mundo
Esta espécie pode ser encontrada um pouco por toda a América do Sul, com especial incidência no Sul do Brasil e Argentina, zonas onde começam mesmo a ser um problema, devido à falta de predadores.
As capivaras vivem em grupos familiares. Num grupo, existe um macho dominante, várias fêmeas adultas, e vários jovens. Estes grupos podem ter até 18 animais a viver em comunidade.
A carne da capivara e muito procurada para alimentação humana,
já que, ao que parece, é muito saborosa.
Dado o seu tamanho, a capivara tem poucos, mas grandes, predadores.
As grandes anacondas apanham e estrangulam capivaras, quando fazem as suas incursões nos rios e pântanos. Um destes animais permite que as grandes cobras não necessitem de comer durante vários meses!
Os jacarés têm muitas dificuldades em caçá-las, porque necessitam de afogar as suas presas, e como os jacarés não são dos maiores crocodilianos, não têm a vida facilitada com as capivaras. Só os jacarés grandes e velhos é que conseguem, pontualmente, ser bem sucedidos.
Existem ainda as onças e os pumas, mas como estes já não
abundam, as capivaras vão-se desenvolvendo e multiplicando, criando
problemas aos fazendeiros, que vêm as suas plantações
serem devastadas.
Em alguns locais, há tantos animais, que os fazendeiros sentem necessidade
de ter caçadores com alguma regularidade para manter as populações
minimamente controladas.
As capivaras adultas podem atingir os 100 kg.
Fonte: bicharada.net