
Panda Gigante
O panda (Ailuropoda melanoleuca) é um mamífero da família dos ursídeos, endêmico da República Popular da China. O focinho curto lembrando um urso de pelúcia (peluche), a pelagem preta e branca característica e o jeito pacífico e bonachão o tornam um dos animais mais queridos pela humanidade. Extremamente dócil e tímido, dificilmente ataca o homem, a não ser quando extremamente irritado. Da xiong mao, o nome em chinês para o panda, significa grande urso-gato. Pode ser chamado também de huaxiong (urso de faixa), maoxiong (urso felino) ou xiongmao (gato ursino).
Registros históricos de 3000 anos ("O Livro de História e o Livro de Canções", a coleção mais antiga da poesia chinesa), o mencionam sob o nome de pi e pixiu. O nome em latim Ailuropoda melanoleuca quer dizer pé de gato preto e branco. A palavra panda é de origem controversa.
O panda se tornou conhecido pelo Ocidente em 1869, quando um caçador trouxe uma pele ao missionário jesuíta francês Armand David. Em 1936, Ruth Harkness trouxe para os Estados Unidos um filhote de panda, dando início à paixão ocidental pelo animal. De 1936 a 1946, 14 pandas foram retirados da China por estrangeiros. Em 1946, os chineses proibiram esta atividade. A partir de 1957, a China passou a distribuir pandas como um ato de boa-vontade, hábito que mantém até hoje.
O panda (Ailuropoda melanoleuca), também conhecido por urso-panda ou panda-gigante, é um mamífero da ordem Carnivora, família Ursidae e nativo da China central. Por muito tempo, junto ao panda-vermelho, foi incluído na família dos procionídeos, a mesma dos guaxinins. Testes genéticos recentes o recolocaram na família dos ursos, sendo seu parente mais próximo, o urso-de-óculos, da América do Sul.
Ailuropoda melanoleuca melanoleuca - encontrada nas regiões montanhosas
de Sichuan.
Ailuropoda melanoleuca qinlingensis - encontrada nas Montanhas Qinling em
Shaanxi.
A primeira tentativa de classificação, por Armand David, pôs
o panda sob o gênero Ursus, chamando-o de Ursus melanoleucus em 1869.
Em 1870, Alphonse Milne-Edwards batizou com o nome atual.
Os pandas se separaram do ramo principal dos ursos cerca de 15 a 18 milhões de anos atrás, conforme análise comparativa de DNA. A essa época o Ursavus, ou urso da alvorada, habitava a Europa subtropical. Fósseis mostram que o panda viveu em ambientes e regiões diferentes das que está acostumado atualmente. Registros fósseis também mostram uma segunda espécie, o Ailuropoda minor, que tinha metade do tamanho do panda moderno.
Um trabalho publicado em 2002, mostra, através de estudos de seu genoma, que o panda enfrentou um efeito de gargalo há 43.000 anos. Efeito de gargalo é um evento em que a população de uma espécie é quase dizimada e seus exemplares atuais descendem de um grupo pequeno de sobreviventes.
O primeiro registro evolucionário do panda encontra-se entre o final do Plioceno e o começo do Pleistoceno. Fósseis foram encontrados na Myanmar, no Vietnã e na porção oriental do China, alcançando até Beijing ao norte. Hoje em dia só são encontrados no sudoeste da China.
O panda habita as serras de Minshan, Qinling, Qionglai, Liangshan, Daxiangling e Xiaoxiangling. São montanhas cobertas por floresta úmida de coníferas, habitat ideal para a espécie de bambu da qual se alimenta. São consideradas um dos mais ricos ecossistemas de clima temperado do planeta. As alturas em que o panda se distribui variam entre 1.200 e 3.400 m.
Exteriormente, o panda assemelha-se a um urso de coloração contrastante. O panda de Sichuan apresenta a conhecida pelagem preta e branca, enquanto a subespécie de Qingling tem a pelagem em dois tons contrastantes de marrom. As orelhas, o nariz, os pêlos em torno dos olhos, os ombros e os membros são escuros.
A face, o ventre e o lombo são brancos. As orelhas são ovais e eretas. A pata do panda, com cinco dedos, apresenta um "sexto dedo" a maneira de um polegar. Trata-se de uma modificação de um osso sesamóide do pulso. Stephen Jay Gould, escreveu um ensaio sobre isto e chamou de The Panda's Thumb seu livro com ensaios sobre a evolução das espécies e temas afins.
As patas dianteiras são fortes, aptas a escalar, e mais longas e musculosas que as patas traseiras. O rabo do panda tem cerca de 10 a 15 cm. Os olhos são pequenos. Enquanto os demais ursos tem pupilas redondas, as pupilas do panda são como de gatos, o que lhes dá o nome em chinês de urso-gato. Ao nascer, um filhote pesa apenas 90 a 130 g e é quase pelado. Quando adulto pesa entre 70 e 125 kg e chega a medir até 1,90 m de comprimento.
O sexto "polegar" do panda alimentou, através do livro Of Pandas and People, a polêmica entre os defensores do neocriacionismo, que acreditam que um planejamento inteligente rege a evolução das espécies, e os defensores do evolucionismo tradicional. Os neocriacionistas pregam que Deus, chamado de agente inteligente, está por detrás do processo evolutivo. Os evolucionistas chamam isso de pseudociência, uma vez que o neocriacionismo não atende os princípios básicos para ser considerado ciência.
Apesar de pertencer à ordem dos Carnívoros, o panda é um animal herbívoro, alimentando-se quase que exclusivamente de cerca de 30 espécies de bambu (99% de sua dieta). Sabe-se que o panda também utiliza insectos e ovos como fonte de proteína. É possível predar também roedores e filhotes de cervos-almiscarados. Seu sistema digestivo não é plenamente adaptado a quebrar as moléculas de celulose, contidas no bambu. Isto leva ao panda consumir cerca de 40 kg de bambu por até 14 horas. Seus dentes e mandíbulas são extremamente fortes, adaptados para triturar os colmos do bambu.
Ainda que o bambu seja rico em água (40% de seu peso, chegando a 90% no caso de brotos), o panda bebe frequentemente água de riachos ou neve derretida.
Em cativeiro sua dieta consiste em bambu, cana-de-açúcar, mingau de arroz, biscoito especial rico em fibras, cenoura, maçã e batata-doce.
A época de reprodução dá-se na Primavera, quando os machos competem pela fêmea fértil. A gestação é em média de 135 dias. Normalmente nascem um ou dois filhotes. Devido à natureza frágil e delicada dos ursinhos, a mãe-panda opta por criar um único filhote. O filhote rejeitado é abandonado à morte. O desmame dá-se com um ano de idade, mas o panda já é capaz de ingerir o bambu em pequenas quantidades desde os seis meses. O intervalo entre as ninhadas é de dois anos ou mais.
Somente 10% dos pandas em cativeiro conseguem cruzar naturalmente. Apenas 30% das fêmeas engravidam. Mais de 60% dos pandas cativos não demonstram qualquer desejo sexual.
A expectativa de vida de um panda é de 12 anos. Em 2005, Basi, uma ursa panda chinesa, comemorou 25 anos de idade, que se comparam a 100 anos humanos. No mesmo ano, o panda criado em cativeiro mais velho do mundo, uma fêmea chamada Meimei, morreu aos 36, equivalentes a 108 anos humanos, no jardim zoológico da cidade de Guilin.
A baixa taxa de natalidade, a alta taxa de mortalidade infantil e a destruição de seu ambiente natural colocam o panda sob ameaça de extinção. A caça não representa problemas devido às rígidas leis chinesas. Em 1995, um fazendeiro foi sentenciado a prisão perpétua por ter atirado em um panda. No ano seguinte, dois homens foram condenados a morte após serem presos portando peles de panda e macaco-dourado. A partir de 1997 passou-se a punir os infratores com uma pena de 20 anos de prisão.
Armadilhas para cervos-almiscarados e ursos-pretos muitas vezes acabam ferindo pandas.
O número de pandas selvagens na China está estimado em 1.596. Em 2000 contavam-se 1.114 exemplares, espalhados por territórios que têm uma superfície total de 23.000 km² nas províncias de Sichuan, Gansu e Shaanxi. Existem 183 pandas-gigantes em cativeiro na China, 100 dos quais, estão em um centro especializado em Sichuan. Outros 20 espécimes se encontram distribuídos pelos principais zoológicos do mundo.
Fonte: pt.wikipedia.org

Panda Gigante
O panda gigante é uma das espécies mais ameaçadas do planeta, existindo apenas cerca de 1000 indivíduos na natureza. Devido à sua raridade, tem simbolizado os esforços de conservação das espécies em perigo de extinção.
É provável que já tenha visto um panda gigante de peluche na montra de uma loja de brinquedos. É também provável que já os tenha visto na televisão. O que não é provável é que já tenha olhado para um exemplar desta espécie, mesmo num jardim zoológico. É que restam apenas cerca de 1000 pandas gigantes na natureza e são muitos poucos os zoológicos que os possuem.
Os pandas gigantes são animais inconfundíveis, pelo seu padrão de pelagem, pela sua timidez e passividade. Pertencem à família Ursídea e o seu nome científico Ailuropoda melanoleuca significa "gato preto e branco". Também a designação chinesa faz alusão ao felídeo, pois "Da Xiong Mao" significa "grande gato urso".
Evidências fósseis demonstram que os pandas terão aparecido no final do Pliocénico, há dois ou três milhões de anos. Neste período eles encontravam-se amplamente distribuídos no leste asiático. No entanto, a sua distribuição sofreu uma contracção devida a alterações climáticas e estes animais tornaram-se relativamente raros. É possível que tenha sido esta a causa para que tenham começado a ser considerados seres especiais, criaturas quase divinas, possuidoras de poderes sobrenaturais, capazes de proteger de desastres, prevenir de doenças e exorcisar espíritos malignos. Talvez por este motivo eles tenham sido mantidos em cativeiro, como animais de estimação nos jardins dos imperadores chineses e permanecido praticamente desconhecidos fora do misterioso império chinês, até ao final do séc XIX.

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Mas já nesta altura a situação da espécie começava a ser crítica. Adaptados às florestas frias e húmidas onde crescem as diversas espécies de bambu de que preferencialmente se alimentam, eles foram empurrados para as montanhas à medida que ocupação humana reclamava terras para a agricultura e pastorícia, madeira para combustível e espaço para infraestruturas, tal como continua a acontecer A usurpação da floresta pelo Homem tornou o seu habitat demasiado pequeno. Em onze anos, de 1973 a 1984, o habitat adequado para a espécie sofreu uma regressão de 50%. Actualmente eles estão restringidos a seis domínios isolados de montanha, em três províncias ao longo do limite sudeste da China.
Embora a destruição do habitat natural dos pandas seja, actualmente, a maior ameaça à sua sobrevivência, o isolamento das suas populações acarreta ainda outros problemas. Em intervalos regulares (de 30 a 80 anos, dependendo das espécies), as plantas de bambu florescem e morrem de seguida. Embora regenerem a partir de semente dentro de um ano, podem decorrer 20 anos até que as plantas consigam suportar novamente uma população de pandas gigantes. Quando o bambu numa área floresce, os pandas têm de se mover para outras áreas onde tal fenómeno não esteja a decorrer.

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Historicamente, isto seria relativamente fácil, mas a fragmentação do habitat tem impedido que os animais se desloquem em busca de alimento quando a escassez de bambu se aproxima, o que tem levado a que muitos indivíduos morram literalmente à fome. Uma vez que 99% da sua alimentação consiste em folhas e ramos de bambu e este alimento não é muito calórico e proteico, eles necessitam de passar 10 a 12 horas por dia a alimentar-se e consumir 10 a 18 kg de material vegetal diariamente, o que implica a necessidade de uma elevada disponibilidade alimentar para que uma população subsista.
Estas migrações seriam igualmente fundamentais como promotoras dos cruzamentos entre populações distintas. Em ilhas de floresta compromete-se a renovação do património genético e o vigor das populações. Este é um problema extremamente sério, já que se calcula que o número mínimo de pandas para evitar os perigos potenciais da elevada consaguinidade seja de 500 indivíduos por população e se estima que a espécie sobreviva, actualmente, em apenas 35 populações isoladas, a maioria das quais com menos de 20 indivíduos.
Para além da destruição de habitat favorável, os pandas gigantes encontram uma outra ameaça preocupante - as crias são muitas vezes capturadas para fornecer jardins zoológicos e os adultos são mortos para comercialização das suas peles, utilizadas para fazer casacos e cobertores detentores de poderes especiais, como a predição do futuro e o afastamento de fantasmas. Apesar de existir pena de morte como condenação pela captura de pandas, esta não desencoraja a actividade, já que a compensação financeira pela pele e couro é maior do que um camponês consegue ganhar durante uma vida inteira, uma vez que as peles valem fortunas nalguns mercados asiáticos.

Panda Gigante
Outro dos problemas que interfere na conservação da espécie prende-se com a baixa taxa de renovação das populações, que não lhes permite recuperar rapidamente da caça ilegal e de outras causas de mortalidade. Embora cada fêmea possa dar à luz duas crias de dois em dois anos, normalmente apenas uma sobrevive. As crias apresentam, ainda, uma elevada taxa de mortalidade pois, com excepção dos marsupiais (como o cangurú), os bebés panda são os mamíferos recém-nascidos mais pequenos. Nascem cegos e pesam menos do que uma maçã, o que os torna bastante vulneráveis.
Muito pouco se sabia desta espécie até 1940, quando os cientistas chineses começaram a fazer observações na natureza. Os esforços de protecção iniciaram-se em 1957 e as primeiras quatro reservas foram estabelecidas em 1963. Actualmente existem 13 reservas, com uma área total de 5 827 km2 . Têm sido empreendidos esforços no sentido de aumentar estas áreas e criar novas reservas, com corredores ecológicos, mas as adversidades encontradas têm sido muitas.
Estão já a decorrer diversos programas de conservação, alguns recorrendo à reprodução em cativeiro, como forma de assegurar a sobrevivência da espécie. Contudo, esta tarefa tem-se mostrado extremamente difícil, em grande parte devido ao desconhecimento da biologia reprodutora destes animais. Apesar de existirem jardins zoológicos com sucesso neste tipo de técnica, ele ainda não é suficientemente significativo para manter a população, mesmo em cativeiro. Por todos estes motivos, é patente, pelas estimativas populacionais, que a espécie se extinguirá dentro de poucos anos, a menos que sejam intensificadas as medidas de protecção do seu habitat.
Fonte: www.naturlink.pt

Panda Gigante
O adorável e carismático Panda é um dos animais mais famosos do mundo. Infelizmente, é também um dos mais ameaçados de extinção.
Encontrado somente na China, um dos países mais populosos do mundo, o Panda Gigante tenta sobreviver, uma vez que a fragmentação do seu habitat e a caça são suas maiores ameaças. Estima-se, atualmente, que exista apenas 1.600 Pandas selvagens.

Panda Gigante
No passado, os Pandas eram encontrados no sul e leste da China, e na região de Burma e Vietnã. Hoje estão confinados em florestas temperadas ao longo de seis montanhas no sudoeste da China, nas províncias de Sichuan, Gansu, e Shaanxi ao longo das extremidades do Platô do Tibet. Essas florestas constituem uma das áreas temperadas mais ricas do mundo, biologicamente falando.
A maior parte dos vales, são inabitados por pessoas, portanto, muitas populações de Pandas estão isoladas em uma faixa estreita de regiões ricas em bambú. Mesmo assim, o habitat do Panda continua desaparecendo.

Panda Gigante
Os Pandas, sendo da família dos Ursos, possuem o sistema digestivo de um carnívoro. Mas ao longo do tempo, eles se adaptaram a uma dieta vegetariana e alimentam-se quase que exclusivamente de Bambú. Passam até 14 horas por dia se alimentando, parando somente para dormir ou para percorrer curtas distâncias. Sendo assim, a sobrevivência dos Pandas está diretamente associada ao acesso constante a áreas onde exista florestas de bambú. Quando os bambús de uma determinada área morrem, os Pandas dessa área podem morrer de fome.
Os Pandas são animais tímidos que vivem em áreas remotas, e dessa forma são difíceis de serem estudados em seu habitat. Eles são animais solitários e passam a maior parte do dia comendo, descansando e procurando comida. Diferente dos outros ursos, os pandas não hibernam.
Ambos os sexos chegam a maturidade sexual por volta dos 5 anos e meio a 6 anos e meio de idade. Uma fêmea pode se acasalar com vários machos, que competem entre si para acasalar-se com ela. A época de acasalamento se dá na primavera, entre Março e Maio; machos e fêmeas ficam juntos, no máximo, de duas a quatro horas por dia. A gestação leva de 97 a 163 dias, onde nasce normalmente apenas um filhote. A média de reprodução dos pandas é de um filhote a cada dois anos.
Os filhotes de Panda são dependentes de sua mãe nos primeiros meses de suas vidas e estão totalmente desmamados aos oito ou nove meses. A maioria dos Pandas deixam suas mães geralmente aos 18 meses, quando elas ficam prenhas novamente. A média de vida dos Pandas é de 10 a 15 anos em seu habitat selvagem, e até 30 anos em cativeiro.
De acordo com o último senso dos Pandas, realizado em 2004, existe cerca de 1.600 Pandas Gigantes ocupando uma área de 14.000 milhas quadradas de habitat espalhados ao longo de 6 montanhas no Sudoeste da China.
A perda e fragmentação do habitat são a maiores ameaças para o Panda Gigante. A perda do habitat se deve ao explosivo crescimento populacional e do uso insustentável dos recursos naturais em áreas de sobrevivência dos Pandas - grandes áreas de florestas naturais tem sido desmatadas para a agricultura e exploração de madeira.
Ao longo das regiões de sobrevivência dos Pandas, o habitat está fragmentado em lugares isolados, e como os Pandas não podem migrar entre esses blocos de habitats, eles tem menor flexibilidade para encontrar novas áreas de alimentação. Pequenas populações isoladas correm um grande risco de se acasalarem com membros da mesma família, o que resulta em uma menor resistência a doenças, menor adaptabilidade a mudanças ambientais e problemas reprodutivos.
Ainda existem alguns caçadores de Pandas. Mesmo os níveis de caça sendo muito baixo, podem trazer graves consequências para uma espécie tão ameaçada como o Panda. A caça de Pandas na China é um negócio de risco, pois, caçadores e traficantes de Pandas recebem pena de morte ou anos de prisão, por esses crimes.
Fonte: www.sueza.com.br