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Anísio Teixeira

 

Anísio Teixeira
Anísio Teixeira

Anísio Teixeira (1900-1971) – Educador, nascido em Caitité (BA), formou-se em Direito no Rio e em Educação nos Estados Unidos (Universidade de Columbia). Formulou e sustentou, em situações de grande pressão, a tese de dinheiro público para a escola pública, embora reconhecesse e apoiasse o papel complementar da escola privada. Sua cruzada pela renovação do sistema educacional só foi interrompida nos momentos em que setores o boicotaram, em 1935 e 1964.

Na década de 20 liderou três reformas educacionais, na Bahia, no Ceará e no antigo Distrito Federal. Também são realizações de Anísio Teixeira a Universidade de Brasília, o Instituto de Pesquisas Educacionais, a Fundação Nacional de Ciência, o Instituto de Educação, pioneiro no Brasil na formação superior de professores para a escola primária, entre muitos outros.

Darcy Ribeiro definia Anísio Teixeira como “aquele, entre os muito inteligentes que conheci, que é o mais inteligente e o mais cintilante de todos”. Algumas de suas principais obras são: Educação para a Democracia, A Educação e a Crise Brasileira, A Universidade e a Liberdade Humana, Educação não é Privilégio e Educação no Brasil.

Fonte: www.camara.gov.br

Anísio Teixeira

Anísio Espínola Teixeira nasceu em Caitité (BA), em 1900.

Formou-se em ciências jurídicas e sociais no Rio de Janeiro em 1922. Entre 1924 e 1928, foi diretor-geral de instrução do governo da Bahia e promoveu a reforma do ensino naquele estado. Em seguida foi para os Estados Unidos, onde estudou na Universidade de Colúmbia e travou contato com as idéias pedagógicas de John Dewey, que o influenciariam decisivamente.

Em 1931, de volta ao Brasil, trabalhou junto ao recém-criado Ministério da Educação e Saúde, dedicando-se à tarefa de reorganização do ensino secundário. Por essa época, assumiu a presidência da Associação Brasileira de Educação (ABE) e foi - junto com Lourenço Filho, Fernando de Azevedo e outros - um dos mais destacados signatários do Manifesto dos Pioneiros da Escola Nova, documento que defendia uma escola pública gratuita, laica e obrigatória. Em contrapartida, sofreu forte oposição da Igreja Católica, cujo projeto educacional era calcado em pressupostos inteiramente diferentes dos seus.

Íntimo colaborador do prefeito do Distrito Federal, Pedro Ernesto Batista (1931-1936), foi seu secretário de Educação e Cultura, promoveu mudanças na estrutura educacional da cidade e estimulou a criação de novos estabelecimentos de ensino. Sua iniciativa mais ousada foi a criação da Universidade do Distrito Federal (UDF), que gerou forte reação do ministro da Educação Gustavo Capanema e de expoentes do pensamento católico conservador, como Alceu Amoroso Lima.

Em meados da década de 1930, Pedro Ernesto e diversos de seus colaboradores, entre os quais Anísio, aproximaram-se da Aliança Nacional Libertadora (ANL), ainda que sem aderir a ela formalmente. A ANL era uma frente política que reunia diversos setores de esquerda em torno de uma plataforma de combate ao fascismo e ao imperialismo. Com certa freqüência Anísio escrevia artigos em A Manhã, jornal oficioso da ANL. Apesar de contrário às ações políticas violentas, acabou sendo acusado de envolvimento no levante comunista promovido por essa organização em novembro de 1935. Dias depois, Pedro Ernesto foi obrigado de afastá-lo de seu governo. Meses mais tarde, o próprio prefeito foi preso e afastado de seu cargo, sob as mesmas acusações de envolvimento com os comunistas.

Durante a ditadura do Estado Novo, Anísio Teixeira dedicou-se exclusivamente a seus negócios privados. Em 1946, vivendo na Europa, tornou-se conselheiro da Ubesco. No ano seguinte, de volta ao Brasil, assumiu a Secretaria de Educação da Bahia, a convite do governador Otávio Mangabeira. Na década de 1950, foi secretário-geral da Campanha Nacional de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e dirigiu o Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos (INEP). Em 1963 foi nomeado reitor da Universidade de Brasília (UnB), mas foi afastado do posto em 1964, em virtude do golpe militar que derrubou o presidente João Goulart. Nos anos seguintes, lecionou em universidades norte-americanas.

Morreu no Rio de Janeiro, em 1971.

Fonte: www.cpdoc.fgv.br

Anísio Teixeira

Anísio Teixeira

CENTENÁRIO DO NASCIMENTO DE Anísio Teixeira

Anísio Spínola Teixeira, um dos maiores educadores brasileiros, nasceu em Caetité, cidade do sertão da Bahia, em 12 de julho de 1900.

Formou-se em Direito no Rio de Janeiro, em 1922 e, voltando àBahia, foi convidado pelo Governador Góes Calmon (1924-1928) a assumir o cargo de Inspetor Geral de Ensino, iniciando, assim, sua trajetória de educador e administrador público. Em 1928, viaja aos Estados Unidos para aprofundar seus estudos no campo educacional no Teachers College da Universidade de Columbia, Nova York, onde recebeu o título de Master of Arts e se familiarizou com o pensamento pedagógico de John Dewey.

Em 1931, o prefeito Pedro Ernesto indica seu nome para Diretor-Geral da Instrução Pública e depois Secretário de Educação e Cultura do Distrito Federal. Ali realizou uma obra renovadora, desde a educação pré-primária à universidade, criando a Universidade do Distrito Federal (UDF), uma experiência que marcou, até os dias atuais. a história do Ensino Superior brasileiro. Em 1932, foi um dos signatários do Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova.

Deixando o cargo em 1935, devido às pressões políticas de então, passou a se dedicar a atividades comerciais, até ser chamado, em 1946, por Julian Huxley, primeiro Diretor-Geral da UNESCO, para ser consultor geral daquela organização.

Em 1947, aceitou convite do Governador Otávio Mangabeira para exercer o cargo de Secretário de Educação e Saúde da Bahia. Nesse período (1947-1 951) realizou uma obra extraordinária, elaborando o capítulo de educação da Constituição Estadual, que previa uma completa descentralização dos serviços de educação, sugerindo a criação do Conselho de Educação e Cultura e dos Conselhos Municipais de Ensino, além de um fundo de educação que propiciaria recursos para o ensino primário. Ainda nessa gestão, concebe e implanta em Salvador o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, mais conhecido como Escola Parque — uma experiência inédita no Brasil no campo do ensino primário em tempo integral.

Em 1951, assume no plano federal a Secretaria Geral da Campanha Nacional de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), que realizou extenso aperfeiçoamento de pessoal universitário e, em 1952, a direção do Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos (INEP), quando cria o Centro Brasileiro de Pesquisas Educacionais (CBPE) e organiza uma rede de Centros Regionais voltados para levantamentos e pesquisas na matéria. No final da década de 50, por ocasião dos debates no Congresso Nacional sobre o projeto da Lei de Diretrizes e Bases da Educação, lidera a campanha em defesa da Escola Pública, participando das articulações para que esse projeto privilegiasse o sistema público de ensino. Já na década de 60, participa, juntamente com Darcy Ribeiro, da criação da Universidade de Brasília, vindo a ser seu segundo reitor (1962-1 964).

O golpe militar de 1964 afasta Anísio Teixeira de suas funções públicas. A partir de 1964, é professor visitante em várias universidades norte-americanas e se dedica à publicação e reedição de seus livros, vindo a falecer no Rio de Janeiro, em março de 1971.

Ao lado dessa intensa atividade de adminsitrador, escreveu vários livros como: Educação Progressiva, Educação para a Democracia, Educação e a Crise Brasileira, Educação não é Privilégio, Educação éum Direito e Educação no Brasil. Nessas publicações, propugnou pela renovação do sistema educacional brasileiro, em bases democráticas e atendendo à formação das classes menos favorecidas. Anísio Teixeira deixa, assim, sua marca como pensador e político da Educação.

Fonte: www.vivabrazil.com

Anísio Teixeira

Uma vida inteira dedicada à escola

Anísio Spínola Teixeira nasceu em Caetité (BA), em 12 de julho de 1900, numa família de fazendeiros. Estudou em colégios jesuítas em Caetité e em Salvador. Em 1922, formou-se em Ciências Jurídicas e Sociais, no Rio de Janeiro.

Com apenas 24 anos, foi nomeado inspetor geral de Ensino do Estado da Bahia. Em 1928, estudou na Universidade de Columbia, em Nova York, onde conheceu o pedagogo John Dewey. Em 1931, foi nomeado secretário de Educação do Rio. Em sua gestão, criou uma rede municipal de ensino completa, que ia da escola primária à universidade.

Em abril de 1935, completou a montagem da rede de ensino do Rio com a criação da Universidade do Distrito Federal (UDF). Ao lado da Universidade de São Paulo (USP), inaugurada no ano seguinte, a UDF mudou o ensino superior brasileiro, mas ela foi extinta em 1939, durante o Estado Novo.

Em 1935, perseguido pelo governo de Getúlio Vargas, Anísio refugiou-se em sua cidade natal, onde viveu até 1945. Nesse período, não atuou na área educacional e se tornou empresário. Em 1946, ele assumiu o cargo de conselheiro da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco). No ano seguinte, com o fim do Estado Novo, voltou ao Brasil e novamente tomou posse da Secretaria de Educação de seu Estado. Nessa gestão, criou, em 1950, o Centro Educacional Carneiro Ribeiro, em Salvador, a Escola Parque.

Em 1951, assumiu o cargo de secretário-geral da Campanha de Aperfeiçoamento do Pessoal do Ensino Superior (Capes) e, no ano seguinte, o de diretor do Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos (Inep), onde ficou até 1964.

Anísio foi um dos idealizadores da Universidade de Brasília (UnB), fundada em 1961. Ele entregou a Darcy Ribeiro, que considerava como seu sucessor, a condução do projeto da universidade. Em 1963, tornou-se reitor da UnB. Com o golpe de 1964, acabou afastado do cargo. Foi para os Estados Unidos, lecionar nas universidades de Columbia e da Califórnia.

Voltou ao Brasil em 1965. Em 1966, tornou-se consultor da Fundação Getúlio Vargas (FGV)
Morreu em 11 de março de 1971, de modo misterioso. Seu corpo foi encontrado no poço do elevador de um edifício no começo da Avenida Rui Barbosa, no Rio. A polícia considerou a morte acidental, mas a família do educador suspeita de que ele possa ter sido vítima da repressão do governo do general Emílio Garrastazu Medici.

Fonte: www.centrorefeducacional.com.br

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