A medicina sustentava a seguinte tese: a anorexia tinha uma idade mínima para se manifestar: dez anos. Essa tese caiu: até um recém-nascido pode tornar-se anoréxico. A descoberta é de um psiquiatra suíço . Essa doença em bebês é rara mas mortes ocorrem porque a criança é tratada de todas as formas menos psiquiatricamente. Um dos sintomas é quando o bebê se recusa constantemente a mamar virando o rostinho de lado (repete-se: anorexia é rara em bebês, não há motivo para alarmar-se).
A anorexia em bebês é causada por problemas prematuros na relação com a mãe ou com o pai. O tratamento no caso seria a terapia com os pais, mas com o bebê presente. É impressionante a evolução do bebê quando os pais começam a falar dele.
As crianças devem ser incluídas no grupo de risco,pois os casos declarados da doença surgem cada vez mais cedo. Por outro lado, afirmam, quanto mais precocemente forem identificados os sinais indicadores destes problemas, maiores são as probabilidades de tratar os doentes (90%).
O primeiro sintoma é a falta de apetite. O peso começa a cair e a criança perde a vontade de viver, como se estivesse ausente do mundo. Se não for tratada logo, pode até a morrer. O quadro descrito é típico de anorexia grave precoce.
A doença é encontrada na proporção de 1 para cada 20 mil crianças. O problema é de difícil identificação médica porque sua origem não está na criança, mas no meio que a circunda, especificamente na relação emotiva dela com seus pais. "Não se trata de um problema genético, mas funcional, de base emocional, porque o paciente não apresenta nenhuma alteração física que o faça recusar a alimentação", explica o médico, que descobriu a existência da anorexia precoce depois de desenvolver um trabalho de psiquiatria perinatal, durante 11 anos, em parceria com pediatras e obstetras do Hospital da Criança de Lausanne.
Há duas formas conhecidas para a anorexia precoce: a passiva e a ativa,havendo também dois tratamentos diferentes. Na primeira, mais grave, a criança não tem nenhum apetite e perde a ligação com o mundo exterior. "É uma situação que poderia ser comparada à de um autismo precoce", diz. "Sem um tratamento específico, psiquiátrico, ela morre." Na anorexia ativa, o prognóstico é melhor porque a criança não apresenta o comportamento autista.
Segundo ele, a cura começa com um tratamento psiquiátrico dos pais e com sessões de reintegração social da criança com outras de sua idade. "É preciso entender que a anorexia é expressão física de uma raiva inconsciente da criança em relação ao modo que é tratada pelos seus pais".
O objetivo da psiquiatria perinatal é justamente permitir que os desejos da criança sejam percebidos pelos pais, levando à abertura de um canal de comunicação dentro da família.
Imagens de ressonância magnética de alta tecnologia mostraram que crianças anoréxicas apresentam redução no fluxo sanguíneo de pelo menos 10% entre os lobos temporais do cérebro; em algumas crianças, essa redução chegou a 20% e 30%. Bryan Lask, psiquiatra, e Rachel Bryant-Waugh, psicóloga, que conduziram o estudo junto com o radiologista Isky Gordon, descreveram as descobertas como surpreendentes. A parte do cérebro em que os médicos detectaram a anomalia, o lobo temporal anterior, governa o apetite, a sensação de saciedade, a expressão emocional e a percepção visual. Anoréxicos normalmente têm problemas em todas essas áreas.
Ao olhar no espelho, esses pacientes se vêem como gordos. Os cientistas acreditam que a irrigação anormal esteja relacionada à visão distorcida que têm do próprio corpo. Se for o caso, pacientes poderão ser submetidos a tratamento para corrigir o fluxo sanguíneo de modo a modificar a visão que têm de si mesmos.
Uma pesquisa constatou que de 18 crianças entre 8 e 16 anos, todas anoréxicas, submetidas a exames de ressonância magnética, 16 apresentaram a anormalidade no lado direito ou esquerdo do cérebro. Exames repetidos um ano depois em três meninas recuperadas e com peso normal ainda mostraram a anormalidade. Os pesquisadores disseram que a vulnerabilidade biológica sozinha não pode explicar o desenvolvimento da anorexia em crianças. Influências genéticas, fatores sociais e outras condições ainda desempenham papel crucial na manifestação desse distúrbio. O número de casos de anorexia está dobrando a cada década.

De acordo com um exame com 10,5 milhões de atestados de óbito nos Estados Unidos, entre 1986 e 1990. Os resultados mostraram que a idade média da morte causada por anorexia nervosa em mulheres é 69 anos e em homens, 80. Enquanto em faixas etárias inferiores as vítimas de anorexia são 90% mulheres e 10% homens, nas faixas acima dos 45 anos a taxa de incidência em homens dobra para 21%.
O distúrbio alimentar é mais comum entre jovens, mas, quando ataca os idosos, é sempre mais fatal, representando 78% das mortes por anorexia nervosa. Há muitas razões pelas quais a anorexia nervosa é considerada doença de gente jovem. O índice do distúrbio despenca após os 40 anos, o que pode levar à crença de que ele desaparece com a idade.
No entanto, os números por ele obtidos mostram que a doença aumenta dramaticamente em pessoas com 50 anos e continua a aumentar até atingir o pico aos 80 e 85 anos. Quanto aos motivos que levam os idosos a caírem vítimas de anorexia nervosa, Hewitt observa que pode haver muitas razões de ordem social, genética, familiar e biológica, mas que não há respostas definitivas.
Nos mais velhos, a anorexia nervosa pode se desenvolver, entre outras razões, pela morte de um cônjuge, pela aposentadoria ou pela necessidade de se ajustarem níveis de renda diferentes.

Fonte: www.anorexianervosa.hpg.com.br
A anorexia nervosa é uma disfunção alimentar, caracterizada por uma rígida e insuficiente dieta alimentar (caracterizando em baixo peso corporal) e estresse físico. A anorexia nervosa é uma doença complexa, envolvendo componentes psicológicos, fisiológicos e sociais. Uma pessoa com anorexia nervosa é chamada de anoréxica. Uma pessoa anoréxica pode ser também bulímica. A anorexia nervosa afeta primariamente adolescentes do sexo feminino e jovens mulheres do Hemisfério Ocidental. A taxa de mortalidade da anorexia nervosa é de aproximadamente 10%, uma das maiores entre qualquer transtorno psicológico.
Os seguintes indicadores ou sintomas sugerem diagnóstico clínico de anorexia:
Peso corporal em 85% ou menos do nível normal.
Prática excessiva de atividades físicas.
Medo intenso e irracional de ganhar peso ou de ser gordo, mesmo tendo um peso abaixo do normal. Comumente, anoréxicos vêem peso onde não existe, ou seja, o anoréxico pensa que tem um peso acima do normal.
Negação quando questionado sobre o transtorno.
Em pessoas do sexo feminino, ausência de ao menos três ou mais menstruações. A anorexia nervosa pode causar sérios danos ao sistema reprodutor feminino.
Bulimia, que pode desenvolver-se posteriormente em pessoas anoréxicas.
Danos intestinais, quando o anoréxico faz uso excessivo de laxativos.
Danos ao rim, quando o anoréxico faz uso excessivo de diuréticos.
Anemia, devido ao baixo nível de ferro.
Osteoporose, devido ao baixo nível de cálcio, ou à deficiência do intestino em absorvê-lo.
Deficiências no sistema endócrino, que levam à parada do ciclo menstrual em mulheres.
Constipação
Lábios muito secos.
Pobre circulação do sangue, resultando em cor roxa em extremidades.
Dores de cabeça
Acúmulo de fluidos no calcanhar durante o dia e em torno dos olhos durante a noite.
A anorexia possui um índice de mortalidade entre 15 a 20%, o maior entre os transtornos psicológicos, geralmente matando por ataque cardíaco, devido à falta de potássio ou sódio (que ajudam a controlar o ritmo normal do coração).
A anorexia nervosa afeta muito mais pessoas jovens (entre 15 a 25 anos), e do sexo feminino (95% dos casos ocorrem em mulheres).
Muitos especialistas acreditam que a influência da mídia é a principal (mas não a única) causa de transtornos alimentares. Isto porque a mídia comumente (mas não sempre) impõe o estereótipo em que a magreza é um fator importantíssimo, senão indispensável, para o sucesso social e econômico de uma pessoa, desde redes de televisão até filmes e revistas. Tal influência é bastante negativa em crianças e adolescentes, cuja personalidade está em formação, e casos de garotas anoréxicas entre 11 e 14 anos existem com relativa freqüência.
A anorexia nervosa foi pouco discutida na cobertura jornalística da morte de algumas pessoas que morreram justamente devido a complicações da doença, como Karen Carpenter e Terri Schiavo e Ana Carolina Reston.
Pessoas que passaram por eventos traumáticos anteriormente, como rejeição familiar ou abuso físico e/ou sexual, também possuem um maior risco de serem anoréxicas.
Pessoas em certas profissões, como atletas, bailarinos, dançarinos, ginastas ou modelos, podem motivar uma pessoa a decidir por diminuir seu peso, possivelmente resultando em um transtorno alimentar. O perfeccionismo também é um fator de risco.
A anorexia nervosa, por ser uma doença com raízes psicológicas, é difícil de ser tratada e curada. Uma vez diagnosticada, o anoréxico passa por terapia individual, terapia em grupo e terapia familiar, em casos leves e moderados. Punições contra recaídas geralmente são pouco efetivas, uma vez que o objetivo do anoréxico é emagrecer a todo custo. A força de vontade do anorético em tratar-se é importante, mas como a negação do problema é frequente, médicos, terapeutas e familiares precisam ser pacientes enquanto motivam e apoiam o anoréxico na sua recuperação. Paciência, diálogo e motivação são essenciais no tratamento contra a anorexia.
Fonte: pt.wikipedia.org