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Anorexia Nervosa

Principais características da anorexia nervosa

Recusa em manter um peso normal mínimo para a idade e altura.

Perda de 15% ou mais do peso original.

Medo intenso de ganhar peso ou engordar.

Receio que o aumento de peso esteja fora de controlo.

Imagem corporal distorcida.

Amenorreia nas mulheres (perda de menstruação).

Comportamentos associados à anorexia nervosa

Restrição dietética.

Acumular, dissimular, debicar, desfazer e deitar fora comida.

Comportamentos compulsivos ou ritualistas tais como cortar a comida em pedaços pequenos ou arrumar os alimentos no prato.

Comportamentos associados à ansiedade ao lidar com certos géneros alimentares (medir, pesar).

Preocupação com comida, ler receitas, preparar refeições apenas para outros.

Usar roupa larga ou em várias camadas para esconder a perda de peso.

Actividade compulsiva e exercício físico.

Isolamento social, secretismo.

Consequências físicas da perda de peso

Dificuldade em concentrar-se e pensar claramente.

Sensibilidade ao frio.

Pressão arterial baixa que poderá resultar em desmaio, tonturas, perda da consciência.

Fraqueza generalizada.

Atrofia dos músculos e de outros orgãos tais como o cérebro.

Enfraquecimento ou queda de cabelo.

Tom de pele pálido (anémico).

Desidratação que poderá provocar prisão de ventre e pele seca.

Osteoporose (porosidade excessiva dos ossos)

Desenvolvimento de lanugem (cabelo fino como penugem) na face e braços.

A anorexia nervosa é mais frequente entre as pessoas do sexo feminino (95% dos anorécticos são mulheres) e normalmente tem início durante a adolescência. O indivíduo típico que sofre de anorexia nervosa é um adolescente do sexo feminino de elevado desempenho. Uma das características das pessoas com anorexia nervosa é a tendência para o perfeccionismo e dificuldade de adaptação a mudanças.

A anorexia nervosa pode desenvolver-se a partir de dietas e continuar num ciclo de perder de peso e não comer.

Os indivíduos com anorexia nervosa podem exibir uma combinação de comportamentos restrictivos e purgantes (laxativos, diuréticos, vómito auto-provocado) para manter um peso baixo. Os comportamentos restrictivos incluem comer pouco, evitar alimentos de calorias elevadas e dedicar-se a exercício estenuante. Estes comportamentos afectam a saúde física do indivíduo, a auto-estima e os sentimentos de competência. Quinze por cento das pessoas que desenvolvem anorexia morrem directamente da doença ou das consequências dessa patologia alimentar como por exemplo paragem cardíaca.

O tratamento da anorexia nervosa deverá ser individualizado e pode incluir: programas de internamento hospitalar, programas diários para pacientes não internados, medicação, em particular anti-depressivos para aliviar os sintomas da depressão e psicoterapia individual ou de grupo. Os terapeutas utilizam várias abordagens entre elas a mais comum para o tratamento da anorexia nervosa inclui terapia comportamental, terapia comportamental-cognitiva, terapia familiar e terapias psicodinâmicas ou de expressão artística. Sheena’s Place funciona como um recurso comunitário para o apoio a anorécticos em qualquer altura da sua recuperação.

Fonte: www.sheenasplace.org

Anorexia Nervosa

A anorexia nervosa é um distúrbio caracterizado por uma distorção da imagem corpórea, um medo extremo da obesidade, a recusa em manter um peso corpóreo mínimo normal e que, nas mulheres, produz a ausência de períodos menstruais. Cerca de 95% dos indivíduos que sofrem de anorexia nervosa são do sexo feminino.

Ela geralmente inicia na adolescência, às vezes antes e menos freqüentemente na idade adulta. A anorexia nervosa afeta sobretudo indivíduos das classes sócio-econômicas média e alta. Na sociedade ocidental, o número de indivíduos com esse distúrbio parece estar aumentando. A anorexia nervosa pode ser leve e temporária ou grave e prolongada.

Foram relatadas taxas de mortalidade de até 10 a 20%. No entanto, como existe a possibilidade de casos leves não terem sido diagnosticados, não se conhece exatamente quantos indivíduos sofrem de anorexia nervosa ou qual a porcentagem de indivíduos morrem em decorrência da mesma. A sua causa é desconhecida, mas os fatores sociais parecem ser importantes.

O desejo de ser magro é algo muito freqüente na sociedade ocidental e a obesidade é considerada pouco atrativa, não saudável e indesejável. Mesmo antes da adolescência, as crianças estão ao par dessas atitudes e dois terços das adolescentes fazem dieta ou adotam outras medidas para controlar o peso. No entanto, somente uma pequena porcentagem delas desenvolve anorexia nervosa.

Sintomas

Muitas mulheres que mais tarde apresentam anorexia nervosa são meticulosas e compulsivas, com metas muito elevadas de realização e êxito.

Os primeiros indicadores da iminência do distúrbio são o aumento da preocupação em relação à dieta e ao peso corpóreo, inclusive entre aquelas que já são magras, como é a maioria dos indivíduos com anorexia nervosa. A preocupação e a ansiedade em relação ao peso aumentam à medida que eles se tornam cada vez mais magros. Mesmo quando chega à emaciação, o indivíduo declara que se sente obeso, nega estar apresentando algum problema, não se queixa de falta de apetite ou de perda de peso e, geralmente, resiste ao tratamento.

O indivíduo geralmente não procura um médico até serem levados por membros da família que se mostram preocupados. Anorexia significa “falta de apetite”, mas, na verdade, os indivíduos com anorexia nervosa têm apetite e preocupam-se com a alimentação.

Eles estudam regimes e calorias; acumulam, escondem e desperdiçam deliberadamente os alimentos; colecionam receitas e preparam refeições elaboradas para os outros. Metade dos que sofrem de anorexia nervosa come compulsivamente e em seguida realiza a purgação através do vômito ou do uso de laxantes e diuréticos.

A outra metade simplesmente restringe a quantidade de alimentos ingeridos. A maioria também exercita-se excessivamente para controlar o peso. As mulheres param de menstruar, algumas vezes antes de perder muito peso. Tanto as mulheres quanto os homens podem perder o interesse sexual. Tipicamente, eles apresentam uma baixa freqüência cardíaca, hipotensão arterial, baixa temperatura corpórea, edema tissular causada pelo acúmulo de líquido e pêlos finos e macios ou excesso de pilificação corpórea ou facial.

Os anoréxicos que emagrecem muito tendem a manter uma grande atividade,incluindo a prática de programas de exercícios intensos. Eles não apresentam sintomas de deficiências nutricionais e, surpreendentemente, estão livres de infecções. A depressão é comum e os indivíduos com esse distúrbio freqüentemente mentem sobre a quantidade de alimento consumido e ocultam o vômito e os hábitos alimentares peculiares. As alterações hormonais resultantes da anorexia nervosa incluem níveis acentuadamente reduzidos de estrogênio e do hormônio tireoidiano e níveis aumentados de cortisol. Se o indivíduo tornar-se gravemente desnutrido, todos os principais sistemas orgânicos podem ser afetados.

Os mais perigosos são os problemas cardíacos e os relacionados a líquidos e eletrólitos (sódio, potássio, cloreto). O coração torna-se mais fraco e bombeia menos sangue para o organismo. O indivíduo pode apresentar desidratação e propensa ao desmaio. O sangue pode tornar-se ácido (acidose metabólica) e a concentração de potássio no sangue pode diminuir. O vômito e o uso de laxantes e diuréticos podem piorar o quadro. Pode ocorrer a morte súbita, provavelmente em decorrência de arritmias cardíacas.

Diagnóstico e Tratamento

Normalmente, a anorexia nervosa é diagnosticada baseando-se na perda de peso acentuadae nos sintomas psicológicos característicos.

O anoréxico típico é uma adolescente que perdeu pelo menos 15% de seu peso corpóreo, teme a obesidade, parou de menstruar, nega estar doente e parece saudável. Em geral, o tratamento consiste em duas etapas: a primeira é a restauração do peso corpóreo normal; a segunda, a psicoterapia, freqüentemente complementada com um tratamento medicamentoso. Quando a perda de peso ocorre de forma rápida ou grave – por exemplo, mais de 25% abaixo do peso corpóreo ideal –, a recuperação do peso é crucial.

Essa perda de peso pode colocar em risco a vida do indivíduo. Comumente, o tratamento inicial é realizado em ambiente hospitalar, onde membros experientes da equipe médica incentivam – de modo firme, porém delicado – o indivíduo a alimentar-se. Raramente, o paciente é alimentado através da via intravenosa ou através de uma sonda gástrica que é inserida pelo nariz. Quando o estado nutricional do indivíduo é considerado aceitável, é instituído um tratamento de longo prazo, o qual é melhor realizado por especialistas em distúrbios alimentares.

Este tratamento pode incluir a psicoterapia individual, em grupo, ou familiar, além de medicamentos. Quando a depressão é diagnosticada, são prescritos medicamentos antidepressivos. O tratamento visa estabelecer um ambiente tranqüilo, estável e interessado no indivíduo, estimulando-o a consumir uma quantidade adequada de alimento.

Fonte: www.msd-brazil.com

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