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Clima da Antártida

Regiões Polares

Antártida

Continente situado na região polar austral, formado por uma massa continental, localizada quase inteiramente dentro do circulo polar antártico e cercado pelo oceano Antártico, de limites imprecisos, formado pelo encontro das águas dos oceanos Atlântico, Pacifico e Índico, a Confluência Antártica. É o 5º continente em extensão, com c. de 14.200.000 Km², e divide-se nitidamente em duas porções: a maior, a Antártida Oriental – de tamanho correspondente ao da Austrália – e a menor e mais acidentada, a Antártida Ocidental, construída por ilhas. Separam-nas a cordilheira Transantártica, na parte continental, e as reentrâncias dos mares de Wendell, no Atlântico, e de Ross, no Pacífico, na parte oceânica. Tanto o continente como o oceano que cerca estão recobertos por uma camada de gelo de 2.100 m de espessura média, que contém 90% de todo o gelo existente no mundo.

Geografia

Geologia e relevo

O estudo das rochas dos fósseis de vegetais e animais encontrados na Antártida mostra semelhanças com os do extremo sul da América do sul (Terra de Fogo), África, Índia e Austrália, o que vem a comprovar que ela fazia parte do paleocontinente da Gonduana. A exploração geológica na Antártida, embora dificultada pela severidade do clima, o mais frio do mundo, vem prosseguindo com êxito.

Distinguem-se claramente as duas porções do continente: a Antártida Oriental, massa continental formada por um escudo, parte cambriano, parte caledoniano, bastante estável e muito elevado, e a Antártida Oriental, de origem vulcânica, formada de ilhas elevadas mergulhadas em capas de gelo que chegam a 4000 m de espessura. Na extremidade da península Antártica, que se dirige para o extremo Sul da América do Sul, a ilha da Decepção é um vulcão em atividade, enquanto na ilha de Ross, no mar do mesmo nome, o monte Erebus completa o “circulo de fogo” do Pacifico. O relevo do continente é importante: a cordilheira Transantártica, que separa as duas porções do continente, atinge picos de 4000 m. Outras cadeias cortam a Antártida Oriental, onde uma planície costeira se estende sob o gelo.

Fraturas e falhas soergueram a margem do mar de Ross, originando o alto fromt de montanhas de terra Victoria e a depressão do mar de Ross.Clima. O clima da Antártida é o mais rigoroso do mundo, devido a uma série de fatores, a saber: a proximidade do pólo sul; a grande elevação, que intensifica o frio polar; a cobertura de gelos eternos, com fortes características de reflexão e radiação, que também intensifica o clima polar; o completo isolamento do continente, cercado por um oceano tempestuoso de águas relativamente mais quentes.

A temperatura media do mês mais quente é 0ºC na costa e de – 20ºC no planalto Antártico; no m6es mais frio, foi registrada a mais baixa temperatura na Terra: -88,3ºC na estação Vostok, em 24/01/1960. Em virtude desta característica a fusão dos gelos não chega a ocorrer nem no verão. A queda constante de neve e sua compressão deram origem à imensa calota de gelo compacto, o inlandsis, que em certos trechos chega a atingir 4.000 m de espessura, recobre todo o continente e avança pelo mar em grandes extensões, formado as banquisas, cujas partes mais afastadas da terra destaca-se formando os icebergs tabulares característicos dos mares austrais. O clima polar austral ainda sofre pela circulação do ar, que sem obstáculo que sirvam de anteparo, gera ventos violentos (ventos catabáticos),tempestade de neve e freqüentes nevoeiro (blizzards). A região é um centro de altas pressões atmosféricas e irradia correntes de ar frio que atingem todo o hemisfério austral.

Flora e fauna

A parte continental caracteriza-se por uma grande pobreza biológica. A vegetação se limita a alguns musgos e liquens, em tufos dispersos, nos lugares favoráveis, a pouca distância do mar. A faixa litorânea é o limite de toda vida antártica.

O interior é inteiramente sem vida. Seus ocupantes são alguns insetos e sobretudo, aves. Desta, apresenta maior adaptação ao intenso frio da Antártida o pingüim imperial, que freqüenta as partes mais geladas do continente. Já o mar que o rodeia é muito mais propicio à vida, com abundancia de peixes e de animais que dele se nutrem (focas, baleias, elefantes-do-mar).

Entre as aves, ainda aparecem as de rapina e, principalmente, o pequeno característico pingüim de Terra de Adélia. Nessa região pouco hospitaleira, afastada das grandes rotas de navegação, o homem é quase inexistente. Não há população nativa; pescadores de baleia e de foca, de varias nacionalidades (ingleses, noruegueses, russos etc.) ocupam as ilhas subantárticas e cientistas as estações estabelecidas durante o Ano Geofísico Internacional (1957-58) e na vigência do Tratado da Atlântida (1959-1991).

Presença do Brasil

Em janeiro de 1983, depois de adquirir à Dinamarca o navio polar Barão de Teffé o Brasil enviou sua primeira expedição científica à Antártida, e em setembro do mesmo ano foi admitido como membro do Conselho Consultivo do Tratado da Antártida, por já haver cumprido a exigência de enviar uma missão ao “sexto continente”. Logo a seguir, o Brasil participou da 12ª Assembléia Consultiva do tratado, em Canberra, Austrália. Em fevereiro de 1984 foi inaugurada a Estação Antártica Comandante Ferraz, seguindo-se outras expedições.

Oceano Glacial Antártico

Ë o extenso oceano que circunda o desolado continente antártico e caracteriza-se por ser totalmente aberto, indefinido, já que é formado pela chamada confluência Antártida, seja o encontro as águas do oceano pacifico, Atlântico e Indico. Convencionalmente, sue limite setentrional encontra-se entre as latitudes 35º e 42º, na passagem das águas azuis tropicais para as águas verdes, ricas de plâncton, que servem de alimento a uma fauna de grandes animais a aquático e de aves. Também a isoterma de +10ºC nas águas do mar pode ser utilizada como limite, pois conhecido com o dos ventos polares e dos últimos icebergs.

De qualquer forma, ao penetra-se no Antártico, nota-se a passagem, quase sem transição, das zonas quente e calma a um domínio frio e agitado.

O oceano Glacial Antártico se caracteriza pela presença de iceberg de grandes dimensões e forma tabular. O relevo submarino do oceano Glacial Antártico é cercado por uma cintura, embora incompleta, de grandes profundidades, que se distribuem em largas bacias. A mais importante alonga-se das ilhas Kerguelen até às Sandwich do Sul. As ilhas subantárticas correspondem a pequenos pontos dispersos entre 50º e 55º de latitude sul. Mais ao sul, entende-se o mar livre de ilhas ou recifes, salvo na borda do continente, cujas ilhas estão ligadas ao próprio bloco continental.

Ártico

Região correspondente à área, tanto continental como marítima, que se estende ao redor do pólo norte. Abrange, além do oceano Glacial Ártico e suas ilhas, as porções mais setentrionais da Europa, Ásia e América. Teoricamente, limita-se ao Sul pelo círculo polar ártico, embora, na realidade, se estenda um pouco além dele. Seu contorno é irregular, com trecho a diferentes distancias do pólo.

O paralelo de 70º representa seu limite meridional no Alasca e na Sibéria, mas, nas proximidades do Atlântico, surgem fortes contrastes: enquanto as costas do nordeste da Terra Nova, situada na latitude da Bretanha, são dominadas pela Trunda, a Noruega setentrional desconhece o clima polar, graças a influencia atenuante das águas quentes da corrente do Golfo (Gulf Stream). Três quintas partes das terras da região ártica situam-se fora das zonas permanentes geladas.

Geografia

Estrutura geológica e relevo. As terras árticas desenvolveram-se geologicamente em torno de quatro núcleo de antigas rochas cristalinas. O maior deles, o escudo Canadense, constitui a base de todas as terras árticas canadense, exceto partes das ilhas Queen Elizabeth, e avança na direção este sobre a baía de Baffin, incluindo grande parte da Groelândia. O escudo Báltico, com centro na Finlândia, incluindo toda a Escandinávia setentrional e o NW da URSS. Os dois outros são menores. O escudo de Angara situa-se entre os rios Khatanga e Lena, no norte da Sibéria central, e o de Kolima encontra-se no nordeste da Sibéria. Em torno desses núcleos houve longos períodos de sedimentação e, conseqüentemente, foram parcialmente cobertos. Embora os pormenores do relevo em muitas partes da região ártica sejam conseqüências das glaciações do Pleistoceno, as primeiras divisões fisiográficas revelam estreita correlação com a estrutura geológica.

Fonte: fmostardeiro.vilabol.uol.com.br

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