Finalmente, a vida pulula nos mares antárticos, envolvendo a presença de vertebrados (peixes) e numerosos grupos de invertebrados, esponjas, anêmonas, estrelas do mar, ouriços do mar, anelídeos, crustáceos, moluscos. A fauna caracteriza-se por ser pouco diversificada, mas incluir grande número de espécimes (Fig 25a e 25b).


Fig.25 (A e B) Invertebrados marinhos antárticos.
As espécies crescem e se reproduzem mais lentamente. Formas gigantes são comuns, como é o caso do isópodes (crustáceo) (Fig. 26) e aranhas do mar (de até 70 centímetrode envergadura). Pensa-se que o gigantismo resulte do maior teor de oxigênio na água do mar.

Fig.26 Isopoda gigante antártico.
O krill (Fig. 27), pequeno crustáceo semelhante ao camarão, é abundantíssimo, ocorrendo em grandes cardumes, situa-se na base da cadeia alimentar marinha, sendo alimento de muitas espécies de vertebrados e invertebrados, inclusive pingüins, focas, baleias, lulas etc.

Fig.27 Krill.
Uma questão que surge com relação à vida na Antártica referese à adaptação de animais e plantas ao rigoroso clima da região. Várias estratégias foram desenvolvidas durante a evolução dos grupos de organismos que colonizaram ou frequentam o continente.
Invertebrados reduzem seu metabolismo ou desidratam-se; peixes contém anti-congelante no sangue; pingüins e focas dispõem de espessa capa de gordura, além de outras proteções.