Facebook do Portal São Francisco Twitter do Portal de Educação Curtir
Home  Marinheiros Ou Poema Dos Frustados  Voltar

Marinheiros ou poema dos frustados

Antônio Cardoso

Juro, haverá sempre em cada um,
Um marinheiro naufragado,
Portos, mulheres, até rum,
E mar sem navio e calado...

E nas noites doidas de lua,
Com algas e brisas nos olhos,
Aos bordos navegam a rua
Das flores perdidas aos molhos...

Sós, ancorados na cidade,
Com olhos de morto insepulto,
Vêem escorrer-lhes a idade,
Perdida em névoa como um vulto...

Alguns iludem no cachimbo,
O frio que já lhes demora
No outrora sonho e limbo
De uma diferente aurora...

E há o marinheiro cansado
De tão parado navegar,
Que um dia, na praia, prostrado,
Se deixa engolir pelo mar...

Fonte: betogomes.sites.uol.com.br

Sobre o Portal | Politica de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal