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Apendicite

Apendicite é a inflamação do apêndice, um pequeno órgão com o formato parecido com o dedo indicador, de aproximadamente 10 cm., localizado abaixo e no lado direito do intestino grosso.

O apêndice apresenta um cretal (luz) em seu interior que se comunica com o intestino, contendo fezes ainda em fase líquida.

A função do apêndice não é conhecida, apesar de haver uma grande concentração de tecido especializado na defesa imunológica em sua parede.

Normalmente ele inflama por causa de uma infecção ou de uma obstrução do sistema digestivo.

Se não for tratado, o apêndice infectado pode romper-se (estourar) e esparramar a infecção para a cavidade abdominal e para a corrente sangüínea.

 

A apendicite afeta uma em cada 500 pessoas no mundo todo a cada ano.

O risco de apendicite aumenta com a idade, e o pico de incidência fica entre os 15 e 30 anos de idade. A apendicite é a principal causa de cirurgia abdominal em crianças. Quatro em cada 1.000 crianças precisam ter seus apêndices removidos antes dos 14 anos de idade.

Quadro Clínico

O quadro clínico de apendicite inclui:

Dor abdominal que normalmente começa de forma difusa, no meio do abdome (ao redor do umbigo) e que com o tempo (horas) desloca-se para a parte inferior direita,

Febre baixa,

Náuseas,

Vômitos,

Distensão abdominal,

Dor quando o lado direito do abdome é tocado,

Mudança no padrão intestinal,

Incapacidade de eliminar gases.

O quadro clínico descrito acima ocorre em aproximadamente 40% dos casos. Nos casos restantes, ele pode ter variações que confundem e retardam o diagnóstico.

Se a pessoa tiver sintomas de apendicite, ela não deve tomar laxantes para aliviar a constipação intestinal, pois estes remédios aumentam a chance do apêndice supurar (estourar). Além disso, deve-se evitar remédios para aliviar a dor antes de ser avaliado por um cirurgião geral, porque estes medicamentos podem mascarar os sintomas de apendicite e podem tornar o diagnóstico difícil.

Diagnóstico

O médico irá revisar sua história clínica, perguntando sobre os sintomas digestivos habituais e os atuais, incluindo detalhes sobre as últimas evacuações: duração, freqüência, características (diarréicas ou duras), e se as fezes têm sangue ou muco.

Ele fará um exame físico detalhado e irá apalpar a parte mais baixa, à direita de seu abdome. Se o paciente for criança, o médico irá se certificar se a criança segura sua mão quando ele tocar o local onde dói. Em uma criança, os quadris dobrados (joelhos flexionados para cima) e o abdome tenso podem ser pistas importantes no diagnóstico.

Depois do exame físico, o médico solicitará um Hemograma Completo (exame de sangue) para checar sinais de infecção e um Exame de Urina I para descartar uma infecção urinária. Ele pode solicitar um exame de Ultra-som ou uma Tomografia Computadorizada de abdome (a TC) para ajudar no diagnóstico, porém o diagnóstico de apendicite em geral não precisa destes exames.

Em crianças muito jovens, uma Radiografia de Tórax pode ser necessária para afastar o diagnóstico de pneumonia.

Prevenção

Não há nenhum modo de se prevenir a Apendicite.

Tratamento

Na apendicite aguda, o tratamento padrão é a cirurgia para remover o apêndice. A cirurgia, chamada apendicectomia, deve ser feita o mais cedo possível para reduzir o risco do apêndice romper-se.

Normalmente, se a apendicite é fortemente suspeitada, o cirurgião indicará a remoção do apêndice até mesmo se o ultra-som ou a tomografia não puderem confirmar o diagnóstico.

A recomendação do cirurgião para operar reflete o perigo de uma apendicite supurada, pois ela pode ser ameaçadora à vida, enquanto a apendicectomia não complicada é um procedimento relativamente de pouco risco.

A cirurgia pode ser feita de modo convencional (através de uma incisão no lado inferior direito do abdome) ou por vídeo-laparoscopia (através de pequenas incisões no abdome), conforme a indicação do cirurgião.

Os pacientes normalmente recebem uma dose de antibiótico endovenoso (em uma veia) pouco antes da cirurgia e o antibiótico é continuado até o dia seguinte à cirurgia. Se o apêndice supurou, o paciente precisará tomar antibióticos por alguns dias.

Qual médico procurar?

Para evitar o risco de uma apendicite supurada, deve-se procurar um pronto socorro imediatamente para ser avaliado por um cirurgião geral se a pessoa tiver sintomas de apendicite.

A apendicite é uma emergência, e requer atenção imediata.

Prognóstico

A maioria dos pacientes procurará o pronto socorro dentro de 12 a 48 horas por causa da dor abdominal. Em casos muito raros, um baixo nível de inflamação pode persistir por vários dias antes do diagnóstico ser feito, especialmente em pacientes diabéticos, imunossuprimidos (pessoas com resistência imune baixa) e idosos.

Os pacientes que se submetem à cirurgia freqüentemente ficam no hospital durante dois ou três dias (se o apêndice não supurou). As pessoas que se submeteram a uma apendicectomia normalmente se recuperam completamente.

Em casos de apendicite supurada, a permanência no hospital é normalmente mais prolongada.

Embora seja raro, uma pessoa pode morrer de apendicite se o apêndice supurou e espalhou a infecção para o abdome e para o sangue.

Fonte: www.policlin.com.br

Apendicite

A apendicite é inflamação do apêndice.

O apêndice é uma pequena estrutura tubularem forma de dedo que se projeta do intestino grosso próximo do ponto onde este unese ao intestino delgado. O apêndice pode ter alguma função imune, mas não é um órgão essencial.

Com exceção das hérnias encarceradas, a apendicite é a causa mais comum de dor abdominal súbita e intensa e de cirurgia abdominal nos Estados Unidos. A apendicite é mais comum entre os 10 e 30 anos de idade.

A causa da apendicite não é totalmente compreendida. Na maioria dos casos, é provável que uma obstrução no interior do apêndice desencadeia um processo no qual ele tornase inflamado e infectado.

Se a inflamação persistir sem tratamento, o apêndice pode romper. Um apêndiceroto permite o extravasamento do conteúdo intestinal rico em bactérias para o interiorda cavidade abdominal, causando a peritonite, a qual pode acarretar uma infecção potencialmente letal.

A ruptura também pode provocara formação de um abcesso. Na mulher, podem ocorrer infecção dos ovários e das tubas uterinase a conseqüente obstrução das tubas uterinas pode causar infertilidade.

O apêndice roto tambémpode permitir que as bactérias invadam acorrente sangüínea e produzam uma septicemia, que também é potencialmente letal.

Sintomas

Menos de metade dos indivíduos com apendicite apresenta a combinação de sintomas característicos: náusea, vômito e dor intensa na fossa ilíaca direita (região abdominal inferior direita). A dorpode iniciar subitamente na região abdominal superiorou em torno da cicatriz umbilical. A seguir, o indivíduo apresenta náusea e vômito. Após algumas poucas horas, a náusea cessa e a dor localiza se na fossa ilíaca direita.

Quando o médico pressiona essa área, ela dói, e quando a pressão é aliviada, a dor aumenta abruptamente (sinal da descompressão positivo ou sensibilidade de rebote). Uma febre de 37, 7 °C a 38, 3 °C é comum.

A dor, particularmente em lactentes e crianças, pode ser generalizada e não restrita à fossa ilíaca direita. Em idosos e gestantes, a dor normalmente é menos intensa e a área é menos sensível. No caso de ruptura do apêndice, a dor e a febre podem tornar-se intensas.

O agravamento da infecção pode levar ao choque.

Diagnóstico e Tratamento

O hemograma revela um aumento moderado dos leucócitos (glóbulos brancos) (leucometria) emresposta à infecção.

Normalmente, nas fases iniciais da apendicite, a maioria dos exames (incluindoas radiografias, a ultrasonografia e a TC) não é útil. Comumente, o médico baseia o diagnóstico nos achados do exame físico. A cirurgia é imediatamente realizada para evitar a rupturado apêndice, a formação de um abcesso ou aperitonite (inflamação do revestimento da cavidade abdominal). Em aproximadamente 15% das cirurgias deapendicite, o apêndice encontra-se normal.

Contudo, postergar a sua realização até o médicoter certeza da causa da dor abdominal pode ser fatal. Um apêndice infectado pode romperem menos de 24 horas após o início dos sintomas. Mesmo quando a apendicite não é acausa do quadro apresentado pelo paciente, o apêndice é normalmente retirado.

A seguir, o médico examina a cavidade abdominal e tentadeterminar a causa real da dor.

Com a cirurgia precoce, a chance de óbitodevido a uma apendicite é muito pequena.

O indivíduo comumente pode deixar o hospital em 2 a 3 dias e a sua recuperação é normalmente rápida e completa.

No caso de um apêndice roto, o prognóstico é mais grave. Há cinqüenta anos, a ruptura era freqüentemente fatal. Os antibióticos reduzirama taxa de mortalidade para quase zero, mas, em certos casos, podem ser necessárias várias operações e uma longa convalescença.

Fonte: www.msd-brazil.com

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