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Apendicite

 

 

Sinais e Sintomas Habituais

Inicialmente existe apenas um dor difusa na região central do abdómen. Esta dor pode acompanhar-se de perda de apetite ou náuseas e mesmo vómitos. Em poucas horas, a dor localiza-se na parte inferior do abdómen, normalmente sobre o lado direito, e rapidamente esta área fica dolorosa quando é palpada.

Numa fase mais avançada da doença, a dor é intensa e pode estender-se a todas as áreas do abdómen. Existe febre mas, habitualmente, a temperatura não sobe muito acima dos 38º C.

Diagnóstico

Se alguém apresentar as queixas acima descritas deverá suspeitar-se de apendicite.

É importante lembrar que nem todos os casos de apendicite apresentam o mesmo tipo de sinais e sintomas. Do mesmo modo, outras doenças podem simular uma apendicite.

Uma vez que a apendicite se pode tornar grave se não for tratada, é importante que qualquer pessoa com estes sintomas seja observada por um médico.

Outras doenças que se parecem com a apendicite podem também tornar-se perigosas rapidamente.

A colheita cuidadosa da história clínica e realização de um exame objetivo detalhado são as formas mais importante para fazer um diagnóstico correto.

Análises do sangue são pedidas no sentido de averiguar se existem sinais de infecção. A urina deve ser examinada na procura de pús ou de sangue.

Poderá será feito um RX do tórax pois que em crianças, uma pneumonia pode simular uma apendicite.

Poderá ser realizado um RX do abdómen para averiguar a existência de cálculos biliares ou se existe perfuração intestinal. O exame retal permite determinar com a ponta do dedo algum aumento de volume por ou se existe dor nessa área devido ao pus da infecção.

Pode ser feita uma ecografia abdominal. Este procedimento consiste na leitura do eco de ondas de som inofensivas, previamente emitidas pelo aparelho, para detectar anomalias.

Se forem realizados os exames acima indicados, podem eliminar-se como hipóteses de diagnóstico algumas doenças como a gastroenterite, o aumento de volume dos gânglios linfáticos daquela região (mais frequentemente observados em crianças após uma infecção viral), infecção das trompas, ou a doença inflamatória intestinal (D. de Crohn), perfuração de úlcera, colecistite.

Contudo o diagnóstico não pode ser feito com uma certeza de 100%. Se existe dúvida, é mais seguro optar pela cirurgia do que correr o risco de deixar um apêndice infectado perfurar.

Tratamento

O tratamento para a apendicite consiste numa cirurgia para remover o apêndice.

O apêndice pode ser retirado por uma de duas formas:

Técnica aberta: Usualmente é realizada uma incisão de cerca de 4 a 6 cm sobre o local do apêndice, e entrando-se no abdómen o apêndice é removido.

Técnica laparoscópica: O laparoscópio é um instrumento óptico com o diâmetro de uma caneta e com uma luz na ponta. Três ou, por vezes, quatro laparoscópios são inseridos no abdómen através de incisões com o tamanho de 1 cm. O apêndice infectado é dissecado e retirado por um dos orifícios. As vantagens deste método são menos dor depois da cirurgia e cicatrizes menos visíveis.

Pode acontecer que, por vezes, se chegue à conclusão que o apêndice não pode ser retirado por laparoscopia em segurança. Neste caso, é realizada posteriormente uma incisão habitual.

Depois de uma consideração cuidada de todos os fatores recomenda-se que o apêndice seja removido por cirurgia aberta.

Preparação Pré-Operatória

Após a realização das análises iniciar-se-á a administração endovenosa de soros para compensar o jejum e/ou perdas anteriores por vómitos.
Deve certificar-se que informou o seu médico ou enfermeira das alergias que tenha ou de medicamentos que esteja a tomar incluindo a aspirina.
Deverá manter jejum para líquidos e sólidos até à cirurgia.
Uma vez feito o diagnóstico, ser-lhe-ão prescritos analgésicos para melhor tolerar a dor.
Serão administrados antibióticos para prevenir a infecção.
Poderão ser ministrados medicamentos que o farão sentir-se sonolento antes de ser levado para o bloco operatório.

Operação

A cirurgia é realizada sob anestesia geral
A incisão é feita na região inferior direita do abdómen
A cirurgia demora cerca de 1 hora
Não será necessário efetuar transfusão de sangue

Cuidados Pós-Operatórios

Depois da cirurgia será transportado para um recobro cirúrgico. Quando acordar e os valores de pressão arterial, frequência cardíaca e frequência respiratória estiverem estáveis será levado para um quarto hospitalar normal.

A dor será controlada com medicamentos. Ser-lhe-ão administrados por uma enfermeira.

Poderá ter um fino tubo de plástico no nariz que se prolonga até ao estômago com a função de aspirar o ar que é engolido. Será retirado quando os intestinos voltarem a funcionar.

No final do dia da cirurgia será ajudado a sentar-se na cama e no dia seguinte já se pode levantar.

Poderá ir para casa dentro de dois a quatro dias dependendo da gravidade de infecção do apêndice e dos tecidos envolventes.

Tal como em qualquer cirurgia, é sempre possível existirem complicações. Neste tipo de cirurgia as complicações incluem infecção da incisão, peritonite, oclusão intestinal e outras.

Quando tiver alta será marcada uma consulta de seguimento para a retirada dos pontos e fornecidas a receitas para os medicamentos a manter.

Cuidados no Domicílio

Pode andar e até subir escadas mas sem esforços exagerados.
Deve tomar os medicamentos para as dores tal como foram prescritos.
Pode comer como fazia antes da cirurgia. Inclua na dieta fibras e muitos fluidos para evitar obstipação.
Pode tomar banho , com o penso ou sem ele.
Poderão existir estreitas tiras de adesivo sobre a incisão. Não faz mal que se molhem; serão removidas no consultório do seu médico.
Depois de se secar substitua o penso por outro limpo e seco.
A incisão e os músculos do abdómen podem doer-lhe, especialmente no final do dia ou depois de estar de pé por um longo período de tempo. Estas dores melhorarão rapidamente.
Pode retomar a sua atividade quando sentir que é capaz mas deverá discutir essa situação com o médico na visita de seguimento.

Fonte: www.spcp.pt

Apendicite

A apendicite afeta uma em cada 500 pessoas no mundo a cada ano. A doença pode ocorrer em qualquer faixa etária, mas acomete com mais freqüência o jovem e o adolescente do sexo masculino, entre 15 e 30 anos. É também a principal causa de cirurgia abdominal em crianças. Quatro em cada 1 mil crianças têm os apêndices removidos antes dos 14 anos.

Estima-se que, nos Estados Unidos, ocorram 250 mil casos de apendicite por ano.

A apendicectomia (remoção cirúrgica de um apêndice inflamado ou infeccionado = apendicite) constitui de 5% a 6% dos procedimentos cirúrgicos realizados num hospital geral.

O apêndice é uma pequena bolsa do tecido intestinal em formato de dedo. Mede aproximadamente nove centímetros e fica localizado entre o intestino delgado (ceco) e o grosso (cólon), região inferior direita do abdômem.

De acordo com o médico Bruno Righi Rodrigues de Oliveira, cirurgião geral e do aparelho digestivo pela Faculdade de Medicina da UFMG/Instituto Alfa de Gastroenterologia e cirurgião da Fundação Mário Pena, aceita-se que a inflamação do apêndice seja causada pela obstrução de seu orifício ou por infecção direta.

Ele explica que essa obstrução pode ocorrer por aumento dos linfonodos (gânglios linfáticos) localizados na parede do órgão ou obstrução por fecalitos (fezes endurecidas), corpos estranhos ou vermes. “A obstrução do apêndice possibilita que as bactérias presentes habitualmente no intestino se reproduzam de maneira excessiva”, ressalta. “Essa reprodução, associada à produção de muco do apêndice, resulta no aumento da pressão em seu interior. A elevação da pressão leva à má circulação sangüínea, que provoca edema (inchaço) e posterior necrose da parede apendicular, podendo resultar em perfuração.”

Também ocorre um fenômeno conhecido por translocação bacteriana, que consiste na saída de bactérias do interior do apêndice para a cavidade abdominal através da parede enfraquecida do órgão (mas ainda não perfurada).

Bruno esclarece que a história do paciente e o exame físico realizado pelo médico são sugestivos do diagnóstico, mas muitos casos podem gerar dúvidas. “O hemograma (exame de sangue) mostra aumento de leucócitos (células brancas de defesa) e o exame de urina ajuda a descartar outras causas de dor abdominal”, afirma. “A ultra-sonografia de abdome e a tomografia computadorizada são de grande valor para auxiliar o médico no diagnóstico da dor abdominal nos casos duvidosos.”

O médico explica que, em crianças e idosos, o diagnóstico é ainda mais difícil, pois a doença apresenta sintomas discretos ou inespecíficos. Geralmente, esses pacientes são diagnosticados em fases mais avançadas da doença.

Nas gestantes, a apendicite é a doença cirúrgica mais comum não-relacionada à gravidez. “Ela ocorre com a mesma freqüência das mulheres não-grávidas e não tem relação com o período da gestação”, esclarece o especialista . “O exame ultra-sonográfico tem grande importância nesses casos. O tratamento cirúrgico deve ser feito independentemente do tempo de gravidez. Os riscos no diagnóstico e tratamento tardios são grandes para a mãe e o feto.”

Tratamento

Bruno alerta que não há método preventivo para a doença e o tratamento deve ser realizado tão logo o diagnóstico seja feito, consistindo na retirada do apêndice e limpeza da cavidade abdominal.

“A cirurgia pode ser realizada por via convencional, que necessita de corte com aproximadamente três centímetros na região inferior direita do abdome”, destaca.

“Outra via usada para o tratamento é a vídeolaparoscopia. Nela, são feitos três cortes: dois de um centímetro (um no umbigo e outro na região púbica) e outro corte de 0,5 centímentro na região lateral, abaixo do umbigo. A cirurgia é a mesma nos dois procedimentos, o que muda é a maneira de chegar até o órgão inflamado. Cada uma das vias de acesso tem indicações específicas, apresentando vantagens e desvantagens.”

O médico esclarece que o tempo de internação varia de um a três dias nos casos operados nas fases iniciais, até sete ou mais dias nos casos com abscesso e peritonite. “Pacientes com peritonite avançada podem apresentar quadro muito grave, com necessidade de internação em unidade de terapia intensiva e risco de morte”, alerta.

Bruno lembra que a complicação mais freqüente das apendicectomias é a infecção da ferida operatória: “Ela geralmente não é tão grave e se manifesta com abscesso entre os tecidos suturados na cirurgia. O tratamento consiste na drenagem e limpeza da ferida e geralmente apresenta boa resposta. O uso de antibióticos deve ser específico e indicado depois de avaliação médica. Outras complicações são os abscessos intra-abdominais e as aderências”.

O que é apendicite

É a inflamação do apêndice, estrutura tubular medindo aproximadamente nove centímetros, situada no intestino grosso.

Já a apendicite perfurada é conhecida popularmente como supurada. Quando há a perfuração, ocorre extravasamento de material bacteriano na cavidade abdominal, levando à infecção difusa (conhecida por peritonite) ou localizada (abscesso).

Sintomas

Inicia-se com dolorimento difuso na porção superior do abdome acompanhado de náuseas e perda de apetite. A dor posteriormente passa para a região ao redor do umbigo podendo haver, concomitantemente, fezes amolecidas. Finalmente, a dor intensifica e localiza-se na região inferior e à direita do abdome.

Vômitos e febre baixa (38 graus) podem também ocorrer associados à dor.

Diagnóstico

A história do paciente e o exame físico realizado pelo médico são sugestivos do diagnóstico, mas muitos casos podem gerar dúvidas. O exame de sangue (hemograma) mostra aumento de leucócitos (células brancas de defesa) e o exame de urina ajuda a descartar outras causas de dor abdominal. A ultra-sonografia de abdome e a tomografia computadorizada são de grande valor para auxiliar o médico no diagnóstico da dor abdominal nos casos duvidosos. O mais seguro é procurar assistência médica rapidamente, pois a doença geralmente progride em algumas horas (de 6h a 24horas).

Tratamento

Não há método de prevenção para a doença e o tratamento deve ser realizado tão logo o diagnostico é feito, ou seja, com a retirada do apêndice e limpeza da cavidade abdominal.

Seqüelas

A ausência do apêndice não deixa seqüelas. Pode ocorrer alteração discreta do hábito intestinal que se normaliza em poucas semanas. A recuperação em casa ocorre sem grandes problemas e o paciente pode retomar suas atividades geralmente após duas semanas.

Fonte: www.saudeplena.com.br

Apendicite

APENDICITE AGUDA

Segundo Porto (1994) é definida como um processo inflamatório agudo e purulento, decorrente na maioria das vezes da dificuldade de drenagem do conteúdo apendicular, com aumento de volume do apêndice vermiforme e alterações circulatórias (isquemia).

Foi pela primeira vez descrita por Heister, em 1755. Atingiu repercussão com os trabalhos de Reginald Fitz datando de 1886. Pouco mais tarde, McBurney descreveu a técnica das apendilectomias.

CONCEITOS ANATOMO-FISIOLÓGICOS

O Apêndice Vermiforme é um órgão estreito, oco e muscular que caracteristicamente se origina da face póstero medial do ceco na junção das três taenia coli, cerca de 1 a 2 cm abaixo do ílio. Apresenta cerca de 3 a 9 cm de comprimento, pode portanto ser em alguns casos relativamente longo. Apresenta um posição extremamente variável; na maioria das vezes se encontra a 5 cm da espinha ilíaca antero superior, na linha que vai desta espinha até o umbigo.

Em situações quando o ceco desce menos que o habitual durante a rotação do intestino sobre a artéria mesentérica superior, o apêndice ficará em posição alta, próximo do fígado. Às vezes a descida do ceco durante a fase embrionária é maior do que a normal e o apêndice irá se encontrar na pélvis.

Quanto a sua posição em relação ao ceco, o apêndice pode estar: (Zerbini, 1979)

Lateral interno
Lateral externo
Descendente retrocecal

Sua função não é bem conhecida. Sabe-se que secreta muco que é eliminado para o ceco em uma quantidade média de 1 a 2cm3 diariamente. Geralmente há fezes na luz apendicular, mas se torna difícil saber se este se enche a cada ciclo digestivo. Quando excitado apresenta movimentos peristálticos. Em casos de inflamação, tende a desenvolver um espasmo (este assim como a distensão origina uma dor que é referida no epigástrio) - se o peritônio parietal adjacente também se inflama, a dor é percebida também no quadrante inferior direito do abdome, e os músculos suprajacentes freqüentemente mostram um espasmo reflexo.

Boyd nos diz que a importância do apêndice não reside na sua fisiologia, mas na freqüência com que se torna sede de perturbações patológicas.

INCIDÊNCIA

Sexo: segundo a maioria dos autores é 3 a 4 vezes mais freqüente em homens; contudo, há autores que consideram a incidência igual nos dois sexos.
Idade:
é uma afecção predominatemente de jovens sendo muito comum antes dos 20 anos. É rara antes dos dois anos de idade. A maioria dos pacientes estão entre 05 e 30 anos; porém pode ser encontrada em idosos.
Raça:
não há preponderância
Herança:
Certas famílias apresentam uma maior incidência de casos. Tal fator no entanto permanece ainda de certa forma pouco definido.

ETIOLOGIA

Traumatismos

Seja internos como externos podem levar a erosões da mucosa e desencadeamento de infecção apendicular. Assim, parasitas como oxiúros, corpos estranhos como sementes, podem traumatizar a mucosa e determinar infecção.

Concomitante com moléstias exantêmicas – associação a viroses: vários autores referem casos de apendicite aguda associada com sarampo.

Infecção

Teoria enterógena: micróbios de virulência exaltada penetram a mucosa, ganham os linfáticos e se estendem por todo o apêndice. não se conseguiu relacionar a afecção com determinado germe. Parece que a infecção inicial é pelo estreptococo, havendoobstrução da luz e proliferação de anaeróbios e do bacilo coli.
Teoria hematógena:
os germes penetram através das amigdalas, ganham a corrente circulatória e vão até o apêndice. A presença de tecido linfóide na apêndice e a concomitância com amigdalites sugere em certos pacientes uma infecção por via sangüínea.

Obstrução

Pode ser determinado por fecalitos, por tecido fibroso (fibrose) que fecham a luz, hipertrofia linfóide, por corpos estranhos vindos com os alimentos (como sementes), ou mesmo parasitas intestinais. Às vezes ela se resolve espontaneamente com a expulsão do corpo obstrutor; quando não expulsos acabam traumatizando a mucosa e determinando inflamação.

LUZ OCLUIDA LEVANDO AO AUMENTO DO PERISTALTISMO E DISTENSÃO DO APÊNDICE: Dor vaga e difusa em epigástrio e região periumbelical
HIPERSECREÇÃO, AUMENTO DA LUZ E PROLIFERAÇÃO BACTERIANA:
Pressão intraluminal acima de 85cmH2O determinando dor constante pela compressão das terminações nervosas da parede do apêndice
HIPÓXIA APENDICULAR COM PEQUENOS INFARTOS DA PAREDE E INVASÃO POR BACTÉRIAS
: Surge febre, leucocitose e taquicardia
CONGESTÃO VASCULAR, EDEMA E DIAPEDESE COM MAIOR DISTENSÃO DO ÓRGÃO:
Dor referida em FID (distensão dos filetes nervosos), náuseas e vômitos
ULCERAÇÃO DA MUCOSA, INVASÃO BACTERIANA MACIÇA, INFECÇÃO DA PAREDE APENDICULAR, DISTENSÃO ABDOMINAL POR ÍLEO ADINÂMICO:
Dor peritonial intensa e bem localizada
TROMBOSE VASCULAR COM COM PIORA DO EDEMA E ISQUEMIA
GANGRENA E PERFURAÇÃO:
Ampla irradiação da dor para todo o abdome inferior

CLASSIFICAÇÃO PATOLÓGICA

1. Apendicite Aguda por Obstrução do Lúmem

2. Apendicite Perfurada

Grande volume residual
Necrose extensa da parede perfuração

3. Apendicite Supurativa Simples

Obstrução luminal Inflamação
Processo infeccioso importante

QUADRO CLÍNICO

Apendicite

Vai depender em muito de fatores como:

Tipo anátomo-patológico
Posição do apêndice
Virulência do germe
Reação individual

Quadro Clássico

Seqüência bem definida
Dor
Naúseas
Vômitos
Hiperestesia na área do apêndice
Febre

Em geral, na apendicite aguda temos um período de 12 a 48h desde o início dos sintomas até a hospitalização. Nos casos de apêndice em FID, mais de 95% referem dor que de início tem localização em região epigástrica e periumbelical e posteriormente localizando-se no quadrante inferior direito onde permanece constante e intensa. Pode irradiar para MMII devido ao envolvimento do psoas.

Devemos todavia ressaltar que esta seqüência não é notoriamente observada em todos os pacientes, em especial naqueles com apendicite retrocecal.

Além disso a dor não se localiza no quadrante inferior direito em um número considerável de pacientes, em especial nas mulheres no segundo/terceiro trimestre de gravidez, sendo difusa ou ficando no abdome inferior.

A dor na apendicite pélvica pode localizar-se no quadrante inferior esquerdo.

Na apendicite retrocecal pode irradiar-se para coxa ou para o testículo direito tendo em muitas vezes seu epicentro característico na região lombar direita - torna-se portanto com um caráter semelhante à cólica renal ou abcesso perinéfrico com os quais deve ser diferenciada. A disúria é freqüente em ambos os tipos de apendicite.

O padrão de dor irradiada para mesogástrio deve ao estiramento do órgão nas fases iniciais do processo inflamatório. A principio ela é vaga e leve, mas aumenta pouco a pouco no decorrer de aproximadamente 4h, podendo ser em cólica. Ela tende a ceder indo localizar sobre o ponto da doença depois que o processo atingiu a serosa e o peritônio, nesse momento tem em geral de média a grande intensidade sendo referida normalmente como "em pontada", comumente sem caráter de cólica ou torção. O desconforto parece ser aliviado no momento da perfuração em alguns pacientes; depois da perfuração a localização da dor depende se o processo é ou não rapidamente bloqueado.

Assim, há um desconforto abdominal variável quando a infecção não é contida. Dessa maneira, de um ponto de vista didático, podemos observar o ocorrência de três fases no tocante à dor que envolve a apendicite aguda (ver quadro).

A anorexia e náuseas (com ou sem vômitos) são respectivamente o segundo e terceiro sintomas mais freqüentes. Os vômitos são em geral pouco freqüentes, porém, nos casos em que há perfuração do apêndice com o desenvolvimento de peritonite franca podem se tornar mais intensos e terem um aspecto fecalóide. Cerca de 10% dos pacientes referem constipação; a diarréia é incomum. A febre é em geral discreta, de 38 a 38,6; os níveis mais elevados indicam quase sempre perfuração. A dissociação da temperatura retal e axilar pode ser maior que 0,5ºC, dado que deve ser considerado.

 

Características da dor

Localização

Causa

1ª Fase

intensidade crescente (de leve desconforto à intensa) podendo ser em cólica.

Pouco específica sendo geralmente referida em epigástrio e região periumbelical (95%)

distensão do apêndice nas fases inicias do processo inflamatório.

2ª Fase

intensidade média a forte, normalmente em pontada e contínua.

Localização mais precisa sobre o ponto da doença - quadrante inferior direito

envolvimento da serosa e do peritônio parietal no processo inflamatório

3ª Fase

alguns pacientes referem melhora no desconforto, suas características vão depender da contenção do processo infeccioso

depende se o processo é ou não rapidamente bloqueado

perfuração

 

APENDICE EM FID

APÊNDICE PÉLVICO

APÊNDICE RETROCECAL

Dor abdominal difusa Nauseas e vômitos Dor referida em FID Febre moderada Raramente há diarréia Piora progressiva do quadro Inflamação silenciosa Pode haver disúria Sensibilidade em fundo de saco reto-vesical e reto-utererino Sinais obscuros (apêndice retroperitonial) Freqüentemente evolui para abcesso

EXAME FÍSICO

Os achados vão depender não só do grau da inflamação como também da idade do paciente.

Na maioria dos casos, onde o apêndice é latero-cecal, o sinal mais comum e característico é a dor à palpação (99%) sendo que sua ausência praticamente invalida o diagnóstico. Normalmente se limita ao ponto de McBurney, o qual corresponde à localização habitual da víscera. À medida que os dedos do examinador se afastam desse ponto, para cima ou para baixo, a dor vai diminuindo. Nas outras localizações do apêndice, haverá dor à palpação em lugares diferentes como citado pouco atrás.

Além de dor, encontra-se em 20% dos casos hiperestesia da pele na fossa ilíaca direita, por reflexo víscero-cutâneo. A defesa muscular é encontrada em ¾ dos casos .

Nos casos de dor baixa, por provável apêndice pélvico, o toque retal torna-se valioso, principalmente em crianças em que o dedo do médico pode atingir um nível relativamente mais alto. Nas mulheres, com freqüência impõem-se o toque , para excluir outras causas plausíveis.

Os tratados geralmente nos trazem sinais característicos no diagnóstico de apendicite aguda, todos eles com um valor um tanto relativos pois não descartam a hipótese de outras causas de abdome agudo.

São eles:

Sinal de Blumberg - descompressão dolorosa
Sinal de Rowsing
- deslocamento de gases do colo esquerdo para o hemi-colo direito provocando dor na fossa ilíaca direita nos casos de apendicite aguda.
Sinal de Lapinsky
- compressão do ceco contra a parede posterior do abdome, enquanto se manda o doente elevar o membro inferior direito estendido; nos apêndices retrocecais, principalmente, surgiria dor provocada pela compressão do apêndice entre o músculo psoas e a mão do examinador.

A dor generalizada à descompressão indica peritonite difusa. A peristalse pode estar presente ou não, a ausência associada à distensão e à descompressão dolorosa generalizada é compatível com perfuração e peritonite difusa.

Com freqüência o paciente com apendicite aguda não parece doente. O médico não deve ficar decepcionado; o diagnóstico reside na dor persistente e na sensibilidade localizada.

ACHADOS LABORATORIAIS

Hemograma: Nos mostra de forma consistente uma leucocitose com mais de 10.000/mm3 às custas de polimorfonucleares (acima de 75%)
Urina EAS:
De modo geral o exame é normal. Em cerca de 15% dos pacientes apresentam uma pequena concentração de proteínas ou uma discreta piúria e hematúria, este último muito freqüente nas apendicites retrocecais (mais um elemento para confusão diagnostica)
Raio X:
Presença de fecalitos calcificados em reg. inguinal direita é um achado útil, mas que ocorre em um número pequeno de pacientes velamento da sombra do músculo psoas direito; apagamento da gordura pré-peritonial; nível hidroaéreo; sinais de obstrução intestinal escoliose antálgica de concavidade à direita alça ileal em sentinela na FID desvio das alças para esquerda corpo estranho em topografia de apêndice pneumoperitônio (RARO)

DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL

São numerosíssimas as doenças que precisam ser afastadas para chegarmos ao diagnóstico final de apendicite aguda.

Didaticamente, Zerbini (1979), divide tais patologias em três grupos: aquelas que apresentam dor intensa acompanhada de sensibilidade e defesa muscular; aquelas que se acompanham de cólica abdominal sem defesa e aquelas que podem ser confundidas com abcesso apendicular.

Primeiro grupo: doenças que apresentam dor intensa acompanhada de sensibilidade e defesa muscular

Úlcera perfurada (história clínica/dor violenta em facada no epigástrio/pneumoperitônio)

Colecistite aguda (dor irradiada para o ombro direito ou dorso/hiperestesia e defesa muscular mais alta/vômitos mais intensos)

Calculose ureteral (confundida com apendicite retrocecal/cólica renal/sinal de Giordano positivo/paciente agitado/não há febre nem leucocitose/hematúria no EAS/ao Rx podem ser vistos cálculos)

Pielite aguda direita (não há sinais de irritação peritonial/febre elevada - 39 a 41ºC/disúria)

Prenhez tubária rota (quadro mais dramático/queda rápida da PA/sinais evidentes de hemorragia interna)

Anexite aguda (inflamação dos anexos uterinos - trompa e ovário: em geral a sensibilidade à palpação é bilateral / corrimento no órgão sexual feminino / disúria / hemossedimentação elevada)

Linfandenite mesentérica (muito mais freqüente em crianças/casos agudos não tem diferenciação clínica)

Doença de Crohn (ileíte regional: história clínica mais arrastada de 4 a 6 evacuações diárias diarreicas ou com fezes pastosas acompanhadas de dores abdominais difusas, mal estar abdominal, perda progressiva de peso e crises suboclusivas)

Divertículo de Meckel (quadro clínico inteiramente superponível ao da apendicite aguda)

Pneumonia (na criança é comum a pneumonia determinar dor reflexa na fossa ilíaca direita/faltam a defesa muscular e os sinais de peritonite/presença de sinais estetoacústicos pulmonares/a mortalidade nos casos de pacientes com pneumonia serem apedicectomizados é enorme; a confusão de pneumonia com apendicite é um erro imperdoável)

Peritonite penumocócica (pode ser secundária à pneumonia ou otite ou mesmo primária pela ascensão de germes à partir dos anexos)

Infarto mesentérico (mais comum em portadores de lesão cardio-circulatória/quadro de comprometimento do estado geral/toxemia)

Segundo grupo: doenças que se acompanham de cólica abdominal sem defesa

Cólica intestinal (pacte. inquieto entre as crises/ausência de sinais de peritonite)

Cólica biliar (dor mais súbita e mais grave/irradiação para o ombro/pode ser aliviada pela compressão/dispepsia antiga/intolerância a alimentos gordurosos/crises anteriores semelhantes à atual)

Cólica renal (paroxismos viloentos/hematúria sempre presente mas nem sempre macroscópica)

Terceiro grupo: doenças que podem ser confundidas com abcesso apendicular

Linfandenite supurada

Tuberculose íleocecal (evolução mais lenta/lesões pulmonares residuais ou em atividade ao Rx)

Carcinoma do ceco (consumo do paciente/diarréia com muco e sangue/indolor à palpação)

Cisto ovariano torcido (ausência de sinais inflamatórios/início brusco, dor violenta/choque)

Hematoma da parede abdominal (principalmente em crianças pode haver um quadro que simule um abcesso apendicular/empastamento é a nível de parede e não de cavidade abdominal/ referência a um trauma)

TRATAMENTO

Apendicite

Hoje, pode-se dizer que, feito o diagnóstico de apendicite aguda, o tratamento cirúrgico (apendicectomia) é imediato a menos que haja uma contra-indicação muito forte.

Deve-se corrigir a desidratação do paciente, iniciar aspiração nasogástrica continua e ministrar antes da cirurgia 1 a 1,5 mg/kg de gentamicina; 1,6 a 2,4 gramas de clindamicina e 2g de metronidazol dia em doses fracionadas (por via parenteral) nos pacientes em que já ocorreram ou suspeita-se de complicações (perfuração, peritonite, abcessos).

As pessoas com apendicite aguda óbvia, para as quais não se dispões de cirurgião devem ser tratadas com elevação da cabeceira do leito; reposição hídrica IV; 1 a 1,5mg/kg de gentamicina ; 1,6 a 2,4g de clindamicina e 2g diários de ampicilina por via IV em doses fracionadas e aspiração nasogástrica. A chance de recuperação dos indivíduos saudáveis com esse esquema é surpreendentemente boa. Entretanto esses pacientes devem ser programados para uma apendicectomia 6 meses após ou é possível que a apendicite recidive.

Técnica cirúrgica

A) Incisão: MacBurney Transversa Mediana Paramediana
B) Procedimentos:
Localizar o apêndice Ligadura da artéria apendicular Remoção do apêndice Sepultamento do coto apêndicular (ponto em bolsa preservando a mucosa) Lavagem exaustiva da cavidade Drenagem de acordo com o caso (penrose)

COMPLICAÇÕES DA APENDICITE

Peritonite Abcesso localizado (apendicular ou em fundo de saco) Abcesso subfrênico Obstrução intestinal Fístulas entero-cutâneas (fístula estercoral) ou entre alças Hérnia incisional Complicações clínicas (infecção sepsis)

COMPLICAÇÕES PÓS-OPERATÓRIAS

Supuração da incisão operatória Abcessos pélvicos e subfrênicos Abcesso de parede Fístula cecal (estercoral ou entre alças) Hérnia incisional Íleo paralítico

Fonte: www.geocities.com

Apendicite

O apêndice é um pequeno órgão digitiforme que se projeta do ceco e não possui uma função em especial.

Apesar de sua posição à primeira vista "irrelevante" na hierarquia funcional do organismo, as complicações relacionadas ao apêndice produzem números alarmantes: apenas nos EUA, cerca de 7% das pessoas desenvolvem apendicite anualmente, resultando em mais de um milhão de dias de internação.

E a apendicectomia é, de longe, a cirurgia mais comum em todo o Ocidente.

O primeiro caso de apendicite foi descrito em 1711, por Heister, ao passo que a apendicectomia precoce foi recomendada e realizada pela primeira vez em um paciente com apendicite não perfurada na década de 1880.

Contudo, séculos de experiência acumulada não foram capazes de evitar um fato: o diagnóstico ainda é capaz de driblar o cirurgião e o permanente desafio representando pela apendicite aguda justifica toda e qualquer leitura sobre o assunto.

Etiopatogenia

Em geral, a causa da inflamação do apêndice é desconhecida. Ela pode ocorrer após uma gastroenterite viral ou por bloqueio do lúmen apendicular (p.ex.: fecalitos).

Outras causas incluem: bridas, fibrose, tumores, parasitas e corpos estranhos. A própria válvula de Gerlach pode causar obstrução luminal.

Manifestações Clínicas

A apendicite pode afetar pessoas de qualquer faixa etária, mas costuma ser mais comum entre os 10 e 30 anos de idade. Na verdade, a apendicite é uma das causas mais comum de cirurgia abdominal de urgência em crianças. A apendicite também representa um problema especial nas gestantes, apresentando incidência de 1:1000 gestações e sendo o principal motivo de intervenção cirúrgica na grávida.

A variabilidade das apresentações pode causar confusão diagnóstica em muitos casos. Nem todos os pacientes apresentam o quadro clássico, com dor à palpação do ponto de McBurney(localizado no terço médio entre o umbigo e a sínfise púbica).

Caracteristicamente, a dor inicia-se no epigástrico e mais tarde localiza-se na fossa ilíaca direita em crianças a dor pode localizar-se em pontos diversos e inusitados do abdome -, agravando-se no decurso das 12 a 24 horas seguintes. Alguns pacientes apresentam hiporexia (um dos sintomas mais precoces), náuseas (freqüentes no início da crise), vômitos (íleo paralítico na fase de peritonite), e febre (em geral discreta, costuma estar alta nos casos de perfuração).

A complicação mais séria da apendicite é a ruptura com peritonite. Felizmente, este é um evento raro e a taxa de mortalidade da apendicite aguda encontra-se em torno de 1%.

Diagnóstico

Estabelecer um diagnóstico de apendicite pode ser um processo trivial ou verdadeiro labirinto de possibilidades e armadilhas.

Várias estratégias têm sido utilizadas para melhorar a acurácia do diagnóstico, reduzindo os riscos de perfuração e laparotomias brancas.

Entretanto, uma vez que os algoritmos clínicos se mostraram desapontadores, a atenção se voltou para as modalidades radiológicas. Raios-X simples de abdome e exames laboratoriais não são específicos, o enema baritado apresenta acurácia relativamente baixa e a RNM ainda necessita ser melhor avaliada. Assim, as expectativas vêm recaindo sobre o Ultra-som (US) e a Tomografia Computadorizada (TC).

Cerca de 65% dos pacientes com diagnóstico clínico de apendicite avaliados ultrassonograficamente de fato apresentam inflamação do apêndice - no diagnóstico da apendicite, o US possui sensibilidade de 77-98%, especificidade de 98-100%, valor preditivo positivo, negativo e acurácia de 99%.

Os achados ultrassonográficos mais comuns são: estrutura tubular de fundo cego, ligada ao ceco e com mais de 6 mm de diâmetro, indeformável à pressão; parede apendicular com espessura maior que 3 mm; fecalito apendicular (apendicolito), espessamento da gordura periapendicular e formação de abscesso. O calcanhar de Aquiles do US está na sua dependência do médico examinador ou seja, é um exame à mercê de uma boa dose de subjetividade.

A TC possui a vantagem da maior objetividade, mantendo uma boa sensibilidade, mas nem sempre está disponível em situações de emergência. Em mulheres com suspeita de apendicite, a realização de TC pré-operatória reduz significativamente o índice de apendicectomias brancas.

Apesar destes avanços, pacientes idosos com apendicite ainda apresentam uma morbi-mortalidade maior que aqueles mais jovens. Nem a TC, tampouco a apendicectomia laparoscópica (ver abaixo), mostraram-se capazes de afetar os índices de morbidade e mortalidade nos últimos 10 anos.

A bem da verdade, a maioria dos autores parece unânime em afirmar o aspecto essencialmente clínico do diagnóstico da apendicite aguda.

De fato, a simples observação e a reavaliação seriada do paciente por um mesmo examinador é capaz de reduzir significativamente o índice de laparotomias desnecessárias, sem custos adicionais.

Diagnóstico Diferencial

Considerando-se a capacidade de mimetismo deste distúrbio e a complexa relação das estruturas intra-abdominais, parece óbvio que a lista de diagnósticos diferenciais da apendicite seja extensa e cresça a cada dia.

Tabela - Diagnósticos diferenciais

1) Alterações Ginecológicas: gravidez ectópica, cisto ovariano, salpingite, abortamento, ruptura de folículo .
2) Alterações Urinárias:
pielonefrite, cálculo ureteral, abscesso perirrenal, pionefrose, hidronefrose.
3) Alterações Gastrointestinais:
colecistite, úlcera duodenal, úlcera perfurada, doença de Crohn, colites inespecíficas, carcinoma de ceco ou íleo, tuberculose íleocecal, pancreatite, diverticulite, diverticulite de Meckel, gastroenterite, obstrução intestinal, trombose mesentérica.
4) Outros:
adenite mesentérica, abscesso do psoas, tuberculose coxofemoral, ruptura do músculo reto do abdome, hepatite, malária, herpes zóster, pneumonia de base em hemitórax direito (especialmente em crianças), síndrome de Munchausen.

A avulsão do levantador do orificio retal do obturador interno durante um parto normal complicado é uma fonte comum ainda que não reconhecida de dor crônica na fossa ilíaca direita.

Os antecedentes obstétricos associados são peso fetal acima de 4 Kg, distócias, uso de fórceps e esforço materno voluntário prolongado ou prematuro.

A dor pode ser bi ou unilateral (nestes casos, costuma quase sempre estar à direita). Nestes casos, a laparoscopia mostra neovascularização assimétrica do lado direito da pelve.

Tratamento

O tratamento da apendicite é um só: cirurgia que, via de regra, deve ser realizada tão rapidamente quanto possível. A antibioticoterapia deve ser iniciada no momento da indicação cirúrgica. A grande discussão atual não se dá em torno do tipo de incisão ou da utilização ou não de drenos, mas sim entre a técnica aberta e a laparoscópica.

A laparoscopia possui duas vantagens: é um procedimento diagnóstico minimamente invasivo e permite uma recuperação mais rápida do paciente. Entretanto, a apendicectomia laparoscópica ainda não se tornou o procedimento de escolha universal. A abordagem laparoscópica reduz pela metade o número de infecções da ferida operatória e diminui a intensidade da dor pós-operatória, a hospitalização e o tempo de incapacitação mas tudo isto ao custo de um aumento de 300% no número de abscessos intra-abdominais pós-operatórios, deixando poucos argumentos contra a intervenção tradicional.

A apendicectomia laparoscópica se justifica nos casos de dúvida diagnóstica como, por exemplo, entre mulheres jovens, onde o dilema diagnóstico freqüentemente é maior e nas quais a cirurgia endoscópica pode ser realizada mesmo se houver um distúrbio tubo-ovariano. Diversos autores concordam que a laparoscopia de emergência com uma possível apendicectomia laparoscópica deveria ser mais utilizada em mulheres em idade reprodutiva, especialmente naquelas obesas ou com excesso de peso dificultando o exame físico. Existem poucas contra-indicações absolutas para a abordagem laparoscópica a forte suspeita de perfuração é uma delas.

Muitos autores recomendam o tratamento inicialmente clínico nos pacientes apresentando massa palpável em fossa ilíaca direita com 3 a 5 dias de evolução (plastrão apendicular). Nestes casos, indica-se antibioticoterapia de amplo espectro e observação clínica judiciosa por 48 horas. Havendo melhora do processo inflamatório, o paciente é submetido à complementação propedêutica e, posteriormente, à apendicectomia o que pode ocorrer após um intervalo de até 2 a 3 meses.

Finalmente, um outro ponto que merece destaque no tratamento é a remoção de apêndices normais. O receio de intervir tardiamente vem mantendo o índice de apendicectomias brancas em 20% - e este não é um problema trivial, uma vez que resulta em complicações, mortalidade e custos adicionais para o sistema de saúde. Contudo, muitas vezes o diagnóstico de "apendicectomia branca" baseia-se na histopatologia da peça cirúrgica mas nem sempre um apêndice histologicamente normal significa uma apendicectomia negativa. Alguns apêndices possuem um conteúdo significativamente aumentado de neuropeptídeos, o que explicaria o alívio da dor após remoção de um órgão "histologicamente" normal. Esta alteração, somada ao rápido crescimento neuronal e à resposta imune associada, tem sido chamada de "apendicite neuroimune" e pode estar envolvida na patogênese da dor em pacientes com diagnóstico clínico de apendicite aguda, porém sem alterações histológicas compatíveis.

Conclusão

Afinal, o que deve ser recomendado para diagnóstico e tratamento da apendicite aguda?

Ainda existem mais perguntas que respostas, mas algumas diretrizes se encontram firmemente estabelecidas:

1) A avaliação clínica ainda ocupa um lugar de destaque, especialmente quando feita por médicos experientes e em intervalos regulares.
2)
A perfuração rápida é incomum e não existe necessidade de realizar intervenções intempestivas nos casos duvidosos.
3)
O US não é útil para triagem, mas pode ajudar nos casos de diagnóstico mais difícil.
4)
A TC deve ser reservada para os pacientes com suspeita de um outro diagnóstico, especialmente em idosos, e finalmente,
5)
O papel da laparoscopia como um mero adjunto na prática cirúrgica e não uma mudança revolucionária no tratamento da apendicite aguda.

Fonte: www.espacorealmedico.com.br

Apendicite

A Apendicite (inflamação do apêndice cecal) é uma doença relativamente freqüente, sendo a causa mais comum de abdome agudo. A apendicectomia representa aproximadamente 6% das operações em hospitais gerais.

A apendicite pode ocorrer em qualquer faixa etária, desde crianças até idosos, sendo mais comum na segunda década de vida. Em torno de 7% da população ou mais, desenvolverá apendicite em alguma fase de sua vida.

Estatisticamente mais de 10% dos homens e mais de 20% das mulheres vão a uma cirurgia para retirada do apêndice (apendicectomia) durante suas vidas.

Esse alto índice ocorre porque muitos pacientes (especialmente mulheres) são apendicectomizados sem apresentar apendicite, devido principalmente as dificuldades no diagnóstico. Desta forma, muitas vezes, a retirada do apêndice é realizada com finalidade profilática ou na dúvida da existência de processo inflamatório apendicular.

Apesar dos avanços tecnológicos em exames complementares, a história clínica e o exame físico são as principais armas para se fazer o diagnóstico.

Muitas vezes exames complementares são solicitados para excluir a possibilidade de estarmos frente a uma outra doença. Podemos ter pacientes com apendicite aguda e exames complementares de diagnóstico (exame de laboratório, Rx, ultra-som) normais.

Assim, o diagnóstico de certeza geralmente só é tido após a visualização direta do apêndice durante uma cirurgia (laparotomia) ou laparoscopia.

O prognóstico dos pacientes com apendicite depende muito da fase em que é realizado o tratamento cirúrgico, sendo melhor quanto mais cedo ocorre.

Evita-se desta forma, fases mais complicadas da doença. A apendicite pode evoluir com necrose, perfuração, abscessos, peritonite generalizada e até sepses.

Normalmente, pacientes operados em fases adiantadas da doença tem um período de hospitalização prolongado e incidência maior de complicações pós operatórias.

Assim, diante de forte uma suspeita clínica é recomendável uma intervenção cirúrgica. E a laparoscopia tem sido útil para confirmação do diagnóstico e tratamento da apendicite, já que é comum existir dificuldades no diagnóstico.

Existe várias doenças que podem ser confundidas com apendicite aguda, algumas delas são de tratamento cirúrgico (ex.: úlcera perfurada) e outras de tratamento clínico (ex.: pielonefrite). Consequentemente podem ocorrer erros ao se indicar cirurgias que podem não ser terapêuticas (na ausência de apendicite), assim como na não indicação de uma cirurgia necessária (na presença de apendicite ou de outra afecção cirúrgica).

Fonte: www.cirurgias.hpg.ig.com.br

Apendicite

Definição

Apendicite é a infecção em um local do intestino chamado apêndice.

O que está acontecendo com o nosso organismo?

O apêndice faz parte da junção do intestino grosso com o delgado.

Possui o tamanho de um dedinho, e sua membrana produz uma secreção clara. Este órgão não possui função sabida.

O apêndice é uma passagem entre o intestino delgado e o grosso. Por ai atravessam a alimentação digerida e líquidos, e caso esta passagem esteja estreita ou obstruída, a parada da alimentação neste local propiciará o aparecimento de bactérias no local, assim gerando um infecção no local, chamada apendicite.

Quais são os sinais e sintomas da doença?

Os sintomas clássicos são: dor leve que se inicia próxima ao umbigo, evoluindo e indo na direção do lado direito do corpo, na região pélvica, próximo a raiz da coxa. A dor piora podendo levar a náusea e vômito, perda do apetite, as vezes diarréia, muita dor ao movimentar o abdomem e febre. Se a infecção continuar, o apêndice pode se romper. Caso isto ocorra, a dor cessa momentaneamente, ficando mais intensa após algumas horas. Apendicite crônica é raro.

Quais são as causas e riscos da apendicite?

A apendicite ocorre quando os restos alimentares digeridos acumulam- se no apêndice, e no local, ocorre um crescimento de bactérias provenientes do próprio intestino. Embora câncer do apêndice seja raro, ocasionalmente a obstrução que leva à apendicite é causada por um tumor benigno chamado tumor carcinóide.

O que pode ser feito para prevenção?

Não existe prevenção.

Como é feito o diagnóstico?

Através de um exame físico criterioso do abdomem feito por um especialista associado a exames laboratoriais que indicarão a presença ou não de infecção. O exame de sangue indica a presença de infecção através da contagem das células brancas, ajudamdo assim a detectar se o problema é no ovário, em outra parte do intestino ou se é uma infecção viral generalizada. Estas condições causam um quadro clínico muito semelhante ao da apendicite. Ocasionalmente, usa-se uma tomografia computadorizada do abdomem, ou uma ultrassonografia deste, mas geralmente o exame físico é suficiente. As vezes é necessária a intervenção cirúrgica.

Quais são os efeitos crônicos?

Uma apendicite não tratada pode levar à peritonite, que é uma infecção da membrana que recobre o abdomem, fazendo assim sua proteção, podendo levar até uma ruptura do apêndice. Algumas pessoas se curam da apendicite sem intervenção cirúrgica, entretanto eles provavelmente terão crises crônicas de apendicite.

Quais são os tratamentos?

O tratamento cirúrgico chama- se apendicectomia, que é a retirada do apêndice. Salgumas pessoas necessitam de antibióticos para curarem a infecção. Casa haja a ruptura do apêndice, talvez haja necessidade de uma cirurgia mais extensa. Uma em cada cinco pessoas nestas condições acabam com um abcesso abdominal (coleção de pus).

Quais são os efeitos colaterais deste tratamento?

Além dos riscos normais de uma cirurgia, caso ocorra o ruptura, podemos dizer que o risco de uma nova infecção na ferida cirúrgica é maior.

O que ocorre após o tratamento?

Caso não ocorra complicações durante ou após uma cirurgia, normalmente após 24 a 36 horas da cirurgia, o indivíduo já pode receber alta hospitalar, podendo voltar as atividades normalmente após 2 semanas da cirurgia.

Fonte: www.agendasaude.com.br

Apendicite

Apendicite Aguda

O que é apendicite aguda?

Apendicite aguda é o início súbito de infecção num local do intestino denominado apêndice.

O que está acontecendo com o nosso organismo?

O apêndice faz parte da junção do intestino grosso com o delgado. Possui o tamanho de um dedinho (vide imagem), e sua membrana produz uma secreção clara.

Este órgão não possui função bem definida. O apêndice é uma passagem entre o intestino delgado e o grosso. Por aí passa a alimentação digerida e líquidos, e caso esta passagem esteja estreita ou obstruída, a parada da alimentação neste local propiciará o aparecimento de bactérias no local, gerando infecção local, chamada apendicite aguda. A apendicite crônica raramente acontece.

Quais são os sinais e sintomas da doença?

Os sintomas clássicos são: dor que se inicia leve próxima ao umbigo, evoluindo na direção do lado direito do corpo, na região pélvica, próxima a raiz da coxa.

A dor piora podendo levar a náuseas e vômitos, perda do apetite, às vezes diarréia, muita dor ao movimentar o abdômen e febre. Se a infecção persistir, o apêndice pode se romper. Caso isto ocorra, a dor cessa momentaneamente, ficando mais intensa após algumas horas e é um quadro cirúrgico que exige cirurgia de urgência, senão provoca sépsis (infecção generalizada) e risco de morte.

Quais são as causas e riscos da apendicite?

A apendicite ocorre quando os restos alimentares digeridos acumulam-se no apêndice, e no local, ocorre um crescimento de bactérias provenientes do próprio intestino. Embora câncer do apêndice seja raro, ocasionalmente a obstrução que leva à apendicite é causada por um tumor benigno chamado tumor carcinóide.

O que pode ser feito para a prevenção?

Não existe prevenção.

Como é feito o diagnóstico?

Através de um exame físico criterioso do abdômen feito por um especialista associado a exames laboratoriais que indicarão a presença ou não de infecção. O exame de sangue indica a presença de infecção através da contagem de células brancas, ajudando assim a detectar se o problema é no ovário, em outra parte do intestino ou se é uma infecção viral generalizada. Estas condições causam um quadro clínico muito semelhante ao da apendicite. Ocasionalmente, usa-se uma tomografia computadorizada do abdômen, ou uma ulta-sonografia deste, mas geralmente o exame físico é suficiente.

Quais são os efeitos crônicos?

Uma apendicite não tratada pode levar à peritonite, que é uma infecção da membrana que recobre o abdômen, fazendo assim sua proteção, podendo levar até uma ruptura do apêndice. Algumas pessoas se curam da apendicite sem intervenção cirúrgica, entretanto elas provavelmente terão crises crônicas de apendicite.

Quais são os tratamentos?

O tratamento cirúrgico chama-se apendicectomia, que é a retirada do apêndice através de uma incisão média no abdômen. Caso haja a ruptura do apêndice, há necessidade de uma cirurgia mais extensa. Uma em cada cinco pessoas nestas condições acabam com um abcesso abdominal (coleção de pus).

O que ocorre após o tratamento?

Caso não ocorra complicações durante ou após a cirurgia, normalmente após 24 e 36 horas, o paciente já pode receber alta hospitalar, podendo voltar às atividades normalmente após 2 semanas da cirurgia.

Fonte: www.clinicagunther.com.br

Apendicite

Apendicite Aguda

O que é?

Apendicite aguda é o nome dado à inflamação e a infecção do apêndice cecal.

O apêndice cecal é uma extensão do intestino (ceco), com 6 a 10cm de extensão, que se situa no lado direito e inferior do abdome.

A inflamação do apêndice ocorre devido à obstrução do seu interior por fecalitos (fezes). Devido a esta obstrução, ocorre uma grande proliferação de bactérias, e assim instala-se um processo infeccioso, que pode ser leve ou intenso, dependendo do tempo em que o tratamento será realizado.

Apendicite

Sintomas

O diagnóstico da apendicite aguda é feito, primeiramente, baseando-se nos sintomas referidos pelo paciente e no exame físico realizado pelo médico.

A historia típica da apendicite é a de dor generalizada do abdome, associada à perda de apetite e náusea.

Com o passar do tempo, a dor se instala na região epigástrica (estômago), seguindo para a região do umbigo, até finalmente se localizar na parte inferior e direita do abdome. Nesta fase, vômitos podem ocorrer. Em geral ocorre febre baixa (até 38 °C), elevando-se nos casos de perfuração do apêndice (“supurado”).

Ao exame físico, o paciente refere dor à palpação da parte inferior direita do abdome, com freqüente endurecimento da parede abdominal neste local.

Os movimentos intestinais ficam mais lentos, o que é percebido pela distensão abdominal, pela diminuição da eliminação de gases e fezes, e pela diminuição dos ruídos intestinais. Nos casos de perfuração do apêndice, com contaminação de toda a cavidade abdominal com pus, todo o abdome ficará dolorido.

Exames

A maioria dos pacientes com apendicite aguda mostra alteração no hemograma, caracterizada por aumento do número das células de defesa (leucócitos), que variam de 10000 a 20000 células (o normal é de até 10000 células). O exame de urina também pode mostrar alteração, devido ao contato do apêndice inflamado com o ureter e a bexiga.

Quanto aos exames de imagem, os mais utilizados atualmente são a ultra-sonografia e a tomografia computadorizada de abdome. Estes exames mostram o espessamento do apêndice e a presença de pus ao seu redor (abscesso). Além disso, estes exames também são úteis para o diagnóstico de outras doenças que causam dor abdominal, e que podem ser confundidas com apendicite, principalmente nas mulheres (cisto de ovário, gravidez tubária). Os estudos atuais mostram que a tomografia computadorizada mostra maior eficácia do que a ultra-sonografia para os diagnósticos de apendicite aguda.

Tratamento

O tratamento da apendicite é a retirada do apêndice, cirurgia chamada de apendicectomia. No entanto, devido ao quadro infeccioso associado, todos os pacientes devem receber antibióticos, tanto no período pré-operatório, quanto no pós-operatório.

Atualmente, o método indicado para a realização da apendicectomia é a cirurgia vídeo-laparoscópica, realizada através de 3 pequenas incisões, e com o auxílio de um monitor. Este tipo de cirurgia permite uma recuperação mais rápida, devido ao pequeno tamanho das incisões, além de um melhor efeito estético.

Além disso, a cirurgia vídeo-laparoscópica permite a inspeção de toda a cavidade abdominal, excluindo-se assim, outras causas de dor abdominal. Nos casos em que há um grande abscesso, há a necessidade de colocação de dreno para o completo esvaziamento do pus da cavidade abdominal.

O tempo de internação varia de 24 a 72 horas em média, dependendo sempre do aspecto do apêndice e da presença de pus no momento da cirurgia.

Fonte: www.drfernandovalerio.com.br

Apendicite

Definição

Apendicite aguda é a inflamação aguda do apêndice vermiforme.

Esta é a mais comum condição abdominal aguda requerendo cirurgia. O diagnóstico diferencial inclui praticamente todos os processos agudos que podem ocorrer no abdome e alguns do tórax.

O apêndice, por muito tempo, foi considerado um vestígio de órgão, de valor apenas em função do aborrecimento que causava quando não funcionava bem. No entanto, contém grande quantidade de tecido linfóide e pode ter um importante papel no combate às infecções, sendo uma espécie de "amígdala do intestino".

A inflamação no quadrante inferior direito era considerada uma doença não-cirúrgica do ceco (tiflite ou peritiflite) até que Fitz reconheceu a apendicite aguda como uma entidade distinta em 1886. A inflamação apendicular está associada a obstrução em 50 a 80% dos casos, geralmente na forma de um fecalito e, menos comumente, um cálculo biliar, tumor ou uma bolsa de vermes (Enterobius vermicularis).

A secreção continuada de líquido mucinoso na víscera obstruída supostamente gera um aumento progressivo da pressão intraluminal suficiente para causar colapso subsequente das veias de drenagem. Então, a lesão isquêmica favorece a proliferação bacteriana, com edema inflamatório e exsudação adicionais, comprometendo ainda mais o suprimento sanguíneo. Não obstante, uma minoria significativa dos apêndices inflamados não tem obstrução luminal demonstrável, e a patogenia da inflamação permanece obscura.

Assim, o apêndice é mais ativo na etapa entre os seis e os vinte anos de idade, em que é mais provável a ocorrência da apendicite. Tal como as amígdalas, ele pode inflamar-se e até mesmo formar um abscesso, equivalente à amigdalite aguda supurada; mas, como não é visível, o procedimento mais seguro é a apendicectomia.

As doenças do apêndice são assíduas na clínica cirúrgica; a apendicite é a afecção abdominal aguda mais comum que o cirurgião é chamado a tratar.

É uma das entidades médicas mais bem conhecidas; no entanto, pode ser um dos problemas diagnósticos mais difíceis enfrentados pelo médico socorrista.

O diagnóstico diferencial deve incluir praticamente todos os processos agudos que podem ocorrer dentro da cavidade abdominal, bem como alguns distúrbios de emergência que afetam órgãos torácicos.

Etiologia

A causa da apendicite é incerta, embora existam várias teorias. A maioria se relaciona à obstrução da luz, que impede o escape das secreções e inevitavelmente leva a um aumento na pressáo intraluminal dentro do apêndice. Isso pode levar à isquemia mucosa subsequente, e a estase fornece um ambiente ideal para o crescimento bacteriano excessivo. As causas potenciais da obstrução são fecálitos, frequentemente devido à constipação, à hiperplasia linfóide ou ao carcinoma cecal.

A obstrução da luz (fecalito, cálculo, tumor, parasitas— Oxyuriasis vermicularis) predispõe ao aumento da pressão intraluminal, lesão isquêmica (exacerbada pelo edema e exsudato) e invasão bacteriana.

A apendicite aguda está relacionada com a obstrução de seu orifício, com distensão secundária da luz e invasão bacteriana da parede.

A obstrução mecânica por fecalitos ou material fecal sólido no ceco é demonstrada em um terço dos casos. Ocasionalmente são incriminados alguns tumores, parasitas como Enterobius vermicularis ou corpos estranhos. A hiperplasia linfóide que resulta da infecção bacteriana ou virai (p. ex., por Salmonella ou sarampo) pode obstruir a luz e resultar em apendicite. Entretanto, nenhuma obstrução é demonstrada em até metade dos pacientes com apendicite e o fator que desencadeia a doença nesses pacientes é desconhecido.

À medida que as secreções distendem o apêndice obstruído, a pressão intraluminal aumenta e acaba ultrapassando a pressão venosa, acarretando dessa forma estase venosa e isquemia. Como resultado, a mucosa ulcera e permite a invasão por parte das bactérias intestinais. O acúmulo de neutrófilos produz microabscessos. Curiosamente, a apendicectomia protege contra o surgimento de colite ulcerativa, porém não contra a doença de Crohn.

Sintomas

O primeiro sintoma da apendicite é a dor, geralmente cólicas na região umbilical.

A pessoa sente-se nauseada e pode vomitar; às vezes pode ser acometida de disúria, se o apêndice estiver localizado sobre o ureter, o que muitas vezes conduz a enganos. Os pacientes geralmente apresentam febre não muito alta, língua saburrosa e mau hálito; a dor então usualmente se localiza a meio caminho entre o umbigo e a crista ilíaca, do lado direito — ponto de McBurney —, o que indica que o apêndice encontra-se inflamado de forma aguda e pode perfurar.

Haverá tensão dos músculos abdominais e dor quando levemente pressionados e logo descomprimidos: sensibilidade de rebote.

A apendicite aguda é principalmente uma doença de adolescentes e adultos jovens, mas pode ocorrer em qualquer faixa etária e afeia o sexo masculino com uma frequência levemente maior do que o feminino.

Classicamente, a apendicite aguda produz as seguintes manifestações, na sequência fornecida:

1) dor, a princípio periumbilical, mas depois localizada no quadrante inferior direito
2)
náuseas e/ou vómitos
3)
dor à palpação do abdome, sobretudo na região do apêndice
4)
febre leve
5)
elevação da contagem de leucócitos periféricos para até 15.000 a 20.000 células/mm3.

Essa apresentação clássica está ausente na maioria dos casos.

Embora geralmente haja dor, náuseas e vómitos, a dor à palpação pode estar enganosamente ausente ou ser máxima em localizações atípicas.

Em alguns casos, um apêndice retrocecal gera dor no flanco direito ou pelve, enquanto um cólon que sofreu malrotação pode originar apendicite no quadrante superior esquerdo. A leucocitose periférica pode ser mínima ou tão alta que sugere diagnósticos alternativos.

As apresentações não-clássicas são encontradas com maior frequência em crianças pequenas e nos muito idosos, populações com uma série de outras emergências abdominais plausíveis.

No entanto, os sintomas se manifestam de modo variável e estão enganosamente ausentes em indivíduos muito jovens e idosos. Os apêndices removidos cirurgicamente podem mostrar-se histologicamente normais; uma frequência de diagnóstico clinico falso-positivo de 20 a 25% é considerada como compensando a mortalidade de 2% da perfuração do apêndice.

Prognóstico

O prognóstico da apendicite não-tratada é desconhecido, embora a resolução espontânea tenha sido relatada em no mínimo 1/13 (8%) dos episódios.

A recorrência da apendicite após o manejo conservador e dos sintomas abdominais em certas pessoas sugerem que a apendicite crónica e a apendicite subaguda ou aguda recorrente também podem existir.

O tratamento-padrão para a apendicite aguda é a apendicectomia. ECRs comparando o tratamento com nenhum tratamento seriam considerados antiéticos. A mortalidade pela apendicite aguda é menor que 0,3%, subindo para 1,7% após a perfuração.

A complicação mais comum da apendicectomia é a infecção da ferida, ocorrendo entre 5 e 33% dos casos. A formação de abscesso intra-abdominal ocorre menos frequentemente em 2% das apendicectomias.

Um apêndice perfurado na infância não parece ter consequências negativas subsequentes na fertilidade feminina.

Tratamento

A apendicite tanto pode curar-se por si mesma (e isso pode acontecer muitas vezes nos casos assim chamados de "apêndice ranzinza"), como pode evoluir para a perfuração, caso em que normalmente se formará o abscesso do apêndice. Este pode acomodar-se por muitas semanas e ser então drenado ou removido.

Ocasionalmente, a ruptura do apêndice se faz seguir pela dispersão de pus em toda a cavidade peritoneal, o que resulta em peritonite generalizada.

Quais são os efeitos dos tratamentos?

BENÉFICOS

Antibióticos adjuvantes

Uma revisão sistemática e um ECR subsequente em crianças e adultos com apendicite simples ou complicada sofrendo apendicectomia encontraram que o uso de antibióticos profiláticos reduz as infecções da ferida e os abscessos intra-abdominais comparado ao não-uso de antibióticos.

A análise de subgrupo da revisão sistemática encontrou que o uso de antibióticos reduz o número de infecções da ferida em crianças com apendicite complicada comparado ao não-uso de antibióticos. Porém, a análise de subgrupo da revisão sistemática não encontrou diferença significativa no número de infecções de ferida entre usar ou não usar antibióticos em crianças com apendicite simples. Um ECR subsequente em crianças com apendicite simples não encontrou diferença significativa no uso ou não de profilaxia com antibióticos nas infecções da ferida, mas o ECR pode ter sido pequeno demais para excluir uma diferença clinicamente importante.

PROVAVELMENTE BENÉFICOS

Cirurgia laparoscópica versus cirurgia aberta (em crianças)

Uma revisão sistemática encontrou que, em crianças, a cirurgia laparoscópica reduziu o número de infecções da ferida e a duração da permanência hospitalar comparada à cirurgia aberta, mas não encontrou diferença significativa na dor pós-operatória, no tempo até a mobilização ou na proporção de abscessos intra-abdominais.

CONTRABALANÇO ENTRE BENEFÍCIOS E DANOS

Antibióticos versus cirurgia

Um ECR pequeno em adultos com suspeita de apendicite encontrou que o tratamento conservador com antibióticos reduziu a dor e o consumo de morfina nos primeiros 10 dias comparado à apendicectomia. Porém, o ECR encontrou que 35% das pessoas tratadas com antibióticos foram reinternadas dentro de um ano com apendicite aguda e subsequentemente realizaram uma apendicectomia.

Cirurgia laparoscópica versus cirurgia aberta (em adultos) Uma revisão sistemática e um ECR subsequente encontraram que a cirurgia laparoscópica em adultos reduz as infecções da ferida, a dor pós-operatória, a duração da permanência hospitalar e o tempo para retornar ao trabalho comparada à cirurgia aberta. Porém, a revisão sistemática encontrou que a cirurgia laparoscópica aumentou os abscessos intra-abdominais pós-operatórios comparada à cirurgia aberta.

EFETIVIDADE DESCONHECIDA

Cirurgia aberta versus nenhum tratamento

Não encontramos ECRs comparando a cirurgia aberta com nenhuma cirurgia.

Inversão do coto na apendicectomia aberta

Um ECR não encontrou diferença significativa entre a inversão do coto e a ligação simples na infecção da ferida, na duração da permanência hospitalar ou nos abscessos intra-abdominais. Outro ECR encontrou que a inversão do coto aumentou as infecções de ferida comparada à ligação simples, mas não encontrou diferença significativa entre os grupos em relação aos abscessos intra-abdominais ou à duração da permanência hospitalar.

O tratamento da apendicite aguda é cirúrgico na esmagadora maioria dos casos. Levando-se em conta que a perfuração comporta um risco de morte muito maior que a cirurgia laparoscópica, justifica-se uma intervenção cirúrgica precoce, até mesmo quando o diagnóstico de apendicite aguda não é inteiramente seguro.

Outras Causas de Apendicite

A infecção por Yersinia do íleo também pode acometer o apêndice.

A apendicite tuberculosa é encontrada habitualmente em associação com enterite tuberculosa, já tendo sido relatados casos raros de infecções actinomicóticas.

A doença de Crohn do íleo terminal acomete o apêndice em uma quarta parte dos casos e pode afetá-lo até mesmo quando as lesões inflamatórias estão localizadas em áreas distantes no intestino delgado ou no cólon.

A colite ulcerativa também pode afetar a mucosa do apêndice.

Apendicite - Complicações

Complicações: perfuração, pileflebite e trombose da drenagem venosa porta; abscesso hepático; e bacteriemia.

As complicações da apendicite estão relacionadas principalmente com perfuração, que ocorre em um terço das crianças e dos adultos jovens.

Quase todas as crianças com menos de2 anos de idade possuem um apêndice perfurado por ocasião da operação, o mesmo acontecendo com 75% dos pacien¬tes com mais de 60 anos de idade.

Os abscessos períapendiculares são comuns, porém podem localizar-se em qualquer área na cavidade abdominal.
Os trajetos fistulosos podem aparecer entre o apêndice perfurado e as estruturas adjacentes, incluindo os intestinos delgado e grosso, a bexiga, a órgão genital feminino ou a parede abdominal.
A pileflebite (tromboflebite dos ramos intra-hepáticos da veia porta) e os abscessos hepáticos secundários podem ocorrer, pois o fluxo venoso proveniente do apêndice drena para a veia mesentérica superior.
Peritonite difusa e septicemia são sequelas perigosas.
A infecção da ferida é a complicação mais comum da apendicite aguda após uma cirurgia; ocorre em uma quarta parte dos pacientes com perfuração e em um terço daqueles que desenvolvem um abscesso periapendicular.
Necrose da parede do apêndice (apendicite gangrenosa), com perfuração e subsequente peritonite generalizada.
Envolvimento das alças intestinais adjacentes, causando perfuração do intestino delgado.
A disseminação da infecção pelos ramos da veia porta pode atingir o fígado; antigamente esta era uma causa importante de abscessos portais piêmicos no fígado.

Fonte: www.apendicite.com

Apendicite

Apendicite é a inflamação do apêndice, um pequeno órgão com o formato parecido com o dedo indicador, de aproximadamente 10 cm., localizado abaixo e no lado direito do intestino grosso. 

O apêndice apresenta um canal (luz) em seu interior que se comunica com o intestino, contendo fezes ainda em fase líquida. 

A função do apêndice não é conhecida, apesar de haver uma grande concentração de tecido especializado na defesa imunológica em sua parede principalmente na vida intra útero.

Normalmente ele dá problemas por causa de uma obstrução do sistema digestivo. Se não for tratado, o apêndice infectado pode romper-se e espalhar a infecção pela cavidade abdominal e para a corrente sangüínea.

A apendicite afeta uma em cada 400 pessoas no mundo todo a cada ano.

O risco de apendicite aumenta com a idade, e o pico de incidência fica entre os 15 e 30 anos de idade.

A apendicite é a principal causa de cirurgia abdominal em crianças. Quatro em cada 1.000 crianças precisam ter seus apêndices removidos antes dos 14 anos de idade.

Quadro Clínico

O quadro clínico de apendicite inclui:

Dor abdominal que normalmente começa de forma difusa, no meio do abdome (ao redor do umbigo) e que com o tempo (horas) desloca-se para a parte inferior direita,
Febre baixa,
Náuseas,
Vômitos,
Distensão abdominal,
Dor quando o lado direito do abdome é tocado,
Mudança no padrão intestinal,
Incapacidade de eliminar gases.

O quadro clínico descrito acima ocorre em aproximadamente 40% dos casos. Nos casos restantes, ele pode ter variações que confundem e retardam o diagnóstico.

Se a pessoa tiver sintomas de apendicite, ela não deve tomar laxantes para aliviar a constipação intestinal, pois estes remédios aumentam a chance do apêndice supurar (estourar). Além disso, deve-se evitar remédios para aliviar a dor antes de ser avaliado por um cirurgião geral, porque estes medicamentos podem mascarar os sintomas de apendicite e podem tornar o diagnóstico difícil.

Diagnóstico

O médico irá revisar sua história clínica, perguntando sobre os sintomas digestivos habituais e os atuais, incluindo detalhes sobre as últimas evacuações: duração, freqüência, características (diarréicas ou duras), e se as fezes têm sangue ou muco.

Ele fará um exame físico detalhado e irá apalpar a parte mais baixa, à direita de seu abdome. Se o paciente for criança, o médico irá se certificar se a criança segura sua mão quando ele tocar o local onde dói. Em uma criança, os quadris dobrados (joelhos flexionados para cima) e o abdome tenso podem ser pistas importantes no diagnóstico.

Depois do exame físico, o médico solicitará um Hemograma Completo (exame de sangue) para checar sinais de infecção e um EAS para descartar uma infecção urinária. Ele pode solicitar um exame de Ultra-som ou uma Tomografia Computadorizada de abdome (a TC) para ajudar no diagnóstico, porém o diagnóstico de apendicite em geral não precisa destes exames. Em crianças muito jovens, uma Radiografia de Tórax pode ser necessária para afastar o diagnóstico de pneumonia.

Prevenção

Não há nenhum modo de se prevenir a Apendicite.

Tratamento

Na apendicite aguda, o tratamento padrão é a cirurgia para remover o apêndice. A cirurgia, chamada apendicectomia, deve ser feita o mais cedo possível para reduzir o risco do apêndice romper-se.

Normalmente, se a apendicite é fortemente suspeitada, o cirurgião indicará a remoção do apêndice até mesmo se o ultra-som ou a tomografia não puderem confirmar o diagnóstico.

A recomendação do cirurgião para operar reflete o perigo de uma apendicite supurada, pois ela pode ser ameaçadora à vida, enquanto a apendicectomia não complicada é um procedimento relativamente de pouco risco.

A cirurgia pode ser feita de modo convencional (através de uma incisão no lado inferior direito do abdome) ou por vídeo-laparoscopia (através de pequenas incisões no abdome), conforme a indicação do cirurgião.

Os pacientes normalmente recebem uma dose de antibiótico endovenoso (em uma veia) pouco antes da cirurgia e o antibiótico é continuado até o dia seguinte à cirurgia. Se o apêndice supurou, o paciente precisará tomar antibióticos por alguns dias.

Qual médico procurar?

Para evitar o risco de uma apendicite supurada, deve-se procurar um pronto socorro imediatamente para ser avaliado por um cirurgião geral se a pessoa tiver sintomas de apendicite. A apendicite é uma emergência, e requer atenção imediata.

Prognóstico

A maioria dos pacientes procurará o pronto socorro dentro de 12 a 48 horas por causa da dor abdominal. Em casos muito raros, um baixo nível de inflamação pode persistir por vários dias antes do diagnóstico ser feito, especialmente em pacientes diabéticos,imunossuprimidos (pessoas com resistência imune baixa) e idosos.

Os pacientes que se submetem à cirurgia freqüentemente ficam no hospital durante dois ou três dias (se o apêndice não supurou). As pessoas que se submeteram a uma apendicectomia normalmente se recuperam completamente.

Em casos de apendicite supurada, a permanência no hospital é normalmente mais prolongada. Embora seja raro, uma pessoa pode morrer de apendicite se o apêndice supurou e espalhou a infecção para o abdome e para o sangue.

Cirurgia

A cirurgia pode ser realizada pelo método convencional ou laparoscópico.

Fonte: guilhermecotta.site.med.br

Apendicite

A apendicite é inflamação do apêndice.

O apêndice é uma pequena estrutura tubularem forma de dedo que se projeta do intestino grosso próximo do ponto onde este unese ao intestino delgado. O apêndice pode ter alguma função imune, mas não é um órgão essencial.

Com exceção das hérnias encarceradas, a apendicite é a causa mais comum de dor abdominal súbita e intensa e de cirurgia abdominal nos Estados Unidos. A apendicite é mais comum entre os 10 e 30 anos de idade.

A causa da apendicite não é totalmente compreendida. Na maioria dos casos, é provável que uma obstrução no interior do apêndice desencadeia um processo no qual ele tornase inflamado e infectado.

Se a inflamação persistir sem tratamento, o apêndice pode romper. Um apêndiceroto permite o extravasamento do conteúdo intestinal rico em bactérias para o interiorda cavidade abdominal, causando a peritonite, a qual pode acarretar uma infecção potencialmente letal.

A ruptura também pode provocara formação de um abcesso. Na mulher, podem ocorrer infecção dos ovários e das tubas uterinase a conseqüente obstrução das tubas uterinas pode causar infertilidade.

O apêndice roto tambémpode permitir que as bactérias invadam acorrente sangüínea e produzam uma septicemia, que também é potencialmente letal.

Sintomas

Menos de metade dos indivíduos com apendicite apresenta a combinação de sintomas característicos: náusea, vômito e dor intensa na fossa ilíaca direita (região abdominal inferior direita). A dorpode iniciar subitamente na região abdominal superiorou em torno da cicatriz umbilical. A seguir, o indivíduo apresenta náusea e vômito. Após algumas poucas horas, a náusea cessa e a dor localiza se na fossa ilíaca direita.

Quando o médico pressiona essa área, ela dói, e quando a pressão é aliviada, a dor aumenta abruptamente (sinal da descompressão positivo ou sensibilidade de rebote). Uma febre de 37, 7 °C a 38, 3 °C é comum.

A dor, particularmente em lactentes e crianças, pode ser generalizada e não restrita à fossa ilíaca direita. Em idosos e gestantes, a dor normalmente é menos intensa e a área é menos sensível. No caso de ruptura do apêndice, a dor e a febre podem tornar-se intensas.

O agravamento da infecção pode levar ao choque.

Diagnóstico e Tratamento

O hemograma revela um aumento moderado dos leucócitos (glóbulos brancos) (leucometria) emresposta à infecção.

Normalmente, nas fases iniciais da apendicite, a maioria dos exames (incluindoas radiografias, a ultrasonografia e a TC) não é útil. Comumente, o médico baseia o diagnóstico nos achados do exame físico. A cirurgia é imediatamente realizada para evitar a rupturado apêndice, a formação de um abcesso ou aperitonite (inflamação do revestimento da cavidade abdominal). Em aproximadamente 15% das cirurgias deapendicite, o apêndice encontra-se normal.

Contudo, postergar a sua realização até o médicoter certeza da causa da dor abdominal pode ser fatal. Um apêndice infectado pode romperem menos de 24 horas após o início dos sintomas. Mesmo quando a apendicite não é acausa do quadro apresentado pelo paciente, o apêndice é normalmente retirado.

A seguir, o médico examina a cavidade abdominal e tentadeterminar a causa real da dor.

Com a cirurgia precoce, a chance de óbitodevido a uma apendicite é muito pequena.

O indivíduo comumente pode deixar o hospital em 2 a 3 dias e a sua recuperação é normalmente rápida e completa.

No caso de um apêndice roto, o prognóstico é mais grave. Há cinqüenta anos, a ruptura era freqüentemente fatal. Os antibióticos reduzirama taxa de mortalidade para quase zero, mas, em certos casos, podem ser necessárias várias operações e uma longa convalescença.

Fonte: www.msd-brazil.com

Apendicite

O intestino delgado é constituído pelo duodeno, o jejuno e o íleo, sua parte distal, e se liga ao intestino grosso pela junção ileocecal, onde existe uma válvula para impedir o retorno do bolo alimentar.

Logo abaixo da junção ileocecal, na região em que o cólon forma um fundo cego chamado de ceco, está o apêndice, um pequeno órgão linfático parecido com o dedo de uma luva, de comprimento variável, mas que dificilmente ultrapassa 8 cm.

O apêndice é dotado de grande quantidade de glóbulos brancos responsáveis pela defesa do organismo.

Geralmente, as pessoas não se assustam com o diagnóstico de apendicite, uma doença conhecida, bretal até. Acham que uma cirurgia simples resolve o problema rapidamente através de um pequeno corte no lado direito do abdômen ou por via laparoscópica. Entretanto, às vezes, apendicite é uma doença grave que exige cirurgias complicadíssimas.

Apendicite

Apendicite é a inflamação do apêndice, um pequeno órgão linfático parecido com o dedo de uma luva, localizado no ceco, a primeira porção do intestino grosso.

Na maioria dos casos, o problema ocorre por obstrução da luz dessa pequena saliência do ceco pela retenção de materiais diversos com restos fecais.

O quadro inflamatório-infeccioso característico da apendicite é mais freqüente entre 20 e 30 anos e pode ser extremamente grave e levar à morte se o paciente não for tratado a tempo.

Sintomas

Falta de apetite é o principal sintoma é. No entanto, como aparece em qualquer quadro infeccioso, torna-se um sinal inespecífico
Dor abdominal que se manifesta do lado direito e na parte baixa do abdômen. É uma dor pontual, contínua e localizada, fraca no início, mas que vai aumentando de intensidade
Colapso do aparelho digestivo porque o intestino pára de funcionar
Febre
Queda do estado geral
Náuseas, vômitos e certa apatia.

Diagnóstico

O diagnóstico é clínico, realizado com base na história do paciente e na palpação do abdômen. Como os sintomas das anexites (inflamação das trompas, útero e ovários) também provocam dor do lado direito do abdômen, é preciso estabelecer o diagnóstico diferencial. O ultra-som e a tomografia auxiliam bastante nessa distinção.

Estabelecer o diagnóstico de apendicite nem sempre é fácil. Por isso, havendo suspeita da infecção, o paciente deve ser encaminhado para cirurgia o mais depressa possível para evitar complicações graves, como a peritonite, por exemplo.

Tratamento

O tratamento da apendicite é cirúrgico. A incisão é pequena e as cicatrizes quase imperceptíveis. A intervenção pode ser feita também por via laparoscópica com os mesmos resultados da cirurgia com campo aberto. Se a cirurgia não for realizada em tempo hábil, a apendicite pode por em risco a vida do paciente.

Só excepcionalmente, o tratamento clínico é introduzido antes da cirurgia.

Recomendações

Procure assistência médica imediatamente, se sentir dor na parte baixa e do lado direito do abdômen. Pode ser uma crise de apendicite aguda.
Não se recuse a ficar internado no hospital, enquanto o diagnóstico não for esclarecido. Você pode precisar de cirurgia de emergência.

Fonte: drauziovarella.ig.com.br

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