Apendicite Aguda - Página 5

APENDICITE AGUDA



Apendicite é uma inflamação do apêndice ileocecal, em forma crônica ou aguda. Esta última manifesta-se por dores agudas na fossa ilíaca direita, mais exatamente no chamado ponto de McBurney.

O Apêndice mede cerca de 8 cm de comprimento por 4 a 8 cm de diâmetro. Sua posição com relação ao ceco varia muito de indivíduo para indivíduo. Em geral, ele se projeta sobre a parede abdominal na altura do ponto de McBurney. O interior do apêndice é revestido por um tecido linfóide semelhante ao das amígdalas.

Ocasionalmente, restos de alimentos ficam retidos na cavidade interna do apêndice cecal, o que pode levar à sua inflamação, causando dores intensas. Sem tratamento, a infecção acaba destruindo a parede, causando uma peritonite, que é a inflamação da membrana que recobre a cavidade abdominal e os órgãos nela contidos.

O tratamento é feito através da remoção cirúrgica do apêndice inflamado.

Na figura ao lado, verifica-se um apêndice inflamado após sua extirpação cirúrgica. Se este apêndice perfurasse, é provável que a infecção se estendesse a toda cavidade abdominal, provocando uma peritonite.

Fonte: www.webciencia.com

APENDICITE AGUDA



A apendicite afeta uma em cada 500 pessoas no mundo a cada ano. A doença pode ocorrer em qualquer faixa etária, mas acomete com mais freqüência o jovem e o adolescente do sexo masculino, entre 15 e 30 anos. É também a principal causa de cirurgia abdominal em crianças. Quatro em cada 1 mil crianças têm os apêndices removidos antes dos 14 anos.

Estima-se que, nos Estados Unidos, ocorram 250 mil casos de apendicite por ano. A apendicectomia (remoção cirúrgica de um apêndice inflamado ou infeccionado = apendicite) constitui de 5% a 6% dos procedimentos cirúrgicos realizados num hospital geral.

O apêndice é uma pequena bolsa do tecido intestinal em formato de dedo. Mede aproximadamente nove centímetros e fica localizado entre o intestino delgado (ceco) e o grosso (cólon), região inferior direita do abdômem.

De acordo com o médico Bruno Righi Rodrigues de Oliveira, cirurgião geral e do aparelho digestivo pela Faculdade de Medicina da UFMG/Instituto Alfa de Gastroenterologia e cirurgião da Fundação Mário Pena, aceita-se que a inflamação do apêndice seja causada pela obstrução de seu orifício ou por infecção direta.

Ele explica que essa obstrução pode ocorrer por aumento dos linfonodos (gânglios linfáticos) localizados na parede do órgão ou obstrução por fecalitos (fezes endurecidas), corpos estranhos ou vermes. “A obstrução do apêndice possibilita que as bactérias presentes habitualmente no intestino se reproduzam de maneira excessiva”, ressalta. “Essa reprodução, associada à produção de muco do apêndice, resulta no aumento da pressão em seu interior. A elevação da pressão leva à má circulação sangüínea, que provoca edema (inchaço) e posterior necrose da parede apendicular, podendo resultar em perfuração.”

Também ocorre um fenômeno conhecido por translocação bacteriana, que consiste na saída de bactérias do interior do apêndice para a cavidade abdominal através da parede enfraquecida do órgão (mas ainda não perfurada).

Bruno esclarece que a história do paciente e o exame físico realizado pelo médico são sugestivos do diagnóstico, mas muitos casos podem gerar dúvidas. “O hemograma (exame de sangue) mostra aumento de leucócitos (células brancas de defesa) e o exame de urina ajuda a descartar outras causas de dor abdominal”, afirma. “A ultra-sonografia de abdome e a tomografia computadorizada são de grande valor para auxiliar o médico no diagnóstico da dor abdominal nos casos duvidosos.”

O médico explica que, em crianças e idosos, o diagnóstico é ainda mais difícil, pois a doença apresenta sintomas discretos ou inespecíficos. Geralmente, esses pacientes são diagnosticados em fases mais avançadas da doença.

Nas gestantes, a apendicite é a doença cirúrgica mais comum não-relacionada à gravidez. “Ela ocorre com a mesma freqüência das mulheres não-grávidas e não tem relação com o período da gestação”, esclarece o especialista . “O exame ultra-sonográfico tem grande importância nesses casos. O tratamento cirúrgico deve ser feito independentemente do tempo de gravidez. Os riscos no diagnóstico e tratamento tardios são grandes para a mãe e o feto.”

Tratamento

Bruno alerta que não há método preventivo para a doença e o tratamento deve ser realizado tão logo o diagnóstico seja feito, consistindo na retirada do apêndice e limpeza da cavidade abdominal.

“A cirurgia pode ser realizada por via convencional, que necessita de corte com aproximadamente três centímetros na região inferior direita do abdome”, destaca. “Outra via usada para o tratamento é a vídeolaparoscopia. Nela, são feitos três cortes: dois de um centímetro (um no umbigo e outro na região púbica) e outro corte de 0,5 centímentro na região lateral, abaixo do umbigo. A cirurgia é a mesma nos dois procedimentos, o que muda é a maneira de chegar até o órgão inflamado. Cada uma das vias de acesso tem indicações específicas, apresentando vantagens e desvantagens.”

O médico esclarece que o tempo de internação varia de um a três dias nos casos operados nas fases iniciais, até sete ou mais dias nos casos com abscesso e peritonite. “Pacientes com peritonite avançada podem apresentar quadro muito grave, com necessidade de internação em unidade de terapia intensiva e risco de morte”, alerta.

Bruno lembra que a complicação mais freqüente das apendicectomias é a infecção da ferida operatória: “Ela geralmente não é tão grave e se manifesta com abscesso entre os tecidos suturados na cirurgia. O tratamento consiste na drenagem e limpeza da ferida e geralmente apresenta boa resposta. O uso de antibióticos deve ser específico e indicado depois de avaliação médica. Outras complicações são os abscessos intra-abdominais e as aderências”.

O que é apendicite

É a inflamação do apêndice, estrutura tubular medindo aproximadamente nove centímetros, situada no intestino grosso. Já a apendicite perfurada é conhecida popularmente como supurada. Quando há a perfuração, ocorre extravasamento de material bacteriano na cavidade abdominal, levando à infecção difusa (conhecida por peritonite) ou localizada (abscesso).

Sintomas

Inicia-se com dolorimento difuso na porção superior do abdome acompanhado de náuseas e perda de apetite. A dor posteriormente passa para a região ao redor do umbigo podendo haver, concomitantemente, fezes amolecidas. Finalmente, a dor intensifica e localiza-se na região inferior e à direita do abdome. Vômitos e febre baixa (38 graus) podem também ocorrer associados à dor.

Diagnóstico

A história do paciente e o exame físico realizado pelo médico são sugestivos do diagnóstico, mas muitos casos podem gerar dúvidas. O exame de sangue (hemograma) mostra aumento de leucócitos (células brancas de defesa) e o exame de urina ajuda a descartar outras causas de dor abdominal. A ultra-sonografia de abdome e a tomografia computadorizada são de grande valor para auxiliar o médico no diagnóstico da dor abdominal nos casos duvidosos. O mais seguro é procurar assistência médica rapidamente, pois a doença geralmente progride em algumas horas (de 6h a 24horas).

Tratamento

Não há método de prevenção para a doença e o tratamento deve ser realizado tão logo o diagnostico é feito, ou seja, com a retirada do apêndice e limpeza da cavidade abdominal.

Seqüelas

A ausência do apêndice não deixa seqüelas. Pode ocorrer alteração discreta do hábito intestinal que se normaliza em poucas semanas. A recuperação em casa ocorre sem grandes problemas e o paciente pode retomar suas atividades geralmente após duas semanas.

Fonte: www.saudeplena.com.br

APENDICITE AGUDA



Sinais e Sintomas Habituais

Inicialmente existe apenas um dor difusa na região central do abdómen. Esta dor pode acompanhar-se de perda de apetite ou náuseas e mesmo vómitos. Em poucas horas, a dor localiza-se na parte inferior do abdómen, normalmente sobre o lado direito, e rapidamente esta área fica dolorosa quando é palpada.

Numa fase mais avançada da doença, a dor é intensa e pode estender-se a todas as áreas do abdómen. Existe febre mas, habitualmente, a temperatura não sobe muito acima dos 38º C.

Diagnóstico

Se alguém apresentar as queixas acima descritas deverá suspeitar-se de apendicite. É importante lembrar que nem todos os casos de apendicite apresentam o mesmo tipo de sinais e sintomas. Do mesmo modo, outras doenças podem simular uma apendicite.

Uma vez que a apendicite se pode tornar grave se não for tratada, é importante que qualquer pessoa com estes sintomas seja observada por um médico. Outras doenças que se parecem com a apendicite podem também tornar-se perigosas rapidamente. A colheita cuidadosa da história clínica e realização de um exame objectivo detalhado são as formas mais importante para fazer um diagnóstico correcto.

Análises do sangue são pedidas no sentido de averiguar se existem sinais de infecção. A urina deve ser examinada na procura de pús ou de sangue.

Poderá será feito um RX do tórax pois que em crianças, uma pneumonia pode simular uma apendicite. Poderá ser realizado um RX do abdómen para averiguar a existência de cálculos biliares ou se existe perfuração intestinal. O exame rectal permite determinar com a ponta do dedo algum aumento de volume por ou se existe dor nessa área devido ao pus da infecção.

Pode ser feita uma ecografia abdominal. Este procedimento consiste na leitura do eco de ondas de som inofensivas, previamente emitidas pelo aparelho, para detectar anomalias.

Se forem realizados os exames acima indicados, podem eliminar-se como hipóteses de diagnóstico algumas doenças como a gastroenterite, o aumento de volume dos gânglios linfáticos daquela região (mais frequentemente observados em crianças após uma infecção viral), infecção das trompas, ou a doença inflamatória intestinal (D. de Crohn), perfuração de úlcera, colecistite.

Contudo o diagnóstico não pode ser feito com uma certeza de 100%. Se existe dúvida, é mais seguro optar pela cirurgia do que correr o risco de deixar um apêndice infectado perfurar.

Tratamento

O tratamento para a apendicite consiste numa cirurgia para remover o apêndice.

O apêndice pode ser retirado por uma de duas formas:

Técnica aberta

Usualmente é realizada uma incisão de cerca de 4 a 6 cm sobre o local do apêndice, e entrando-se no abdómen o apêndice é removido.

Técnica laparoscópica

O laparoscópio é um instrumento óptico com o diâmetro de uma caneta e com uma luz na ponta. Três ou, por vezes, quatro laparoscópios são inseridos no abdómen através de incisões com o tamanho de 1 cm. O apêndice infectado é dissecado e retirado por um dos orifícios. As vantagens deste método são menos dor depois da cirurgia e cicatrizes menos visíveis.

Pode acontecer que, por vezes, se chegue à conclusão que o apêndice não pode ser retirado por laparoscopia em segurança. Neste caso, é realizada posteriormente uma incisão habitual.

Depois de uma consideração cuidada de todos os factores recomenda-se que o apêndice seja removido por cirurgia aberta.

Preparação Pré-Operatória

Após a realização das análises iniciar-se-á a administração endovenosa de soros para compensar o jejum e/ou perdas anteriores por vómitos.

Deve certificar-se que informou o seu médico ou enfermeira das alergias que tenha ou de medicamentos que esteja a tomar incluindo a aspirina.

Deverá manter jejum para líquidos e sólidos até à cirurgia.

Uma vez feito o diagnóstico, ser-lhe-ão prescritos analgésicos para melhor tolerar a dor.

Serão administrados antibióticos para prevenir a infecção.

Poderão ser ministrados medicamentos que o farão sentir-se sonolento antes de ser levado para o bloco operatório.

Operação

Cuidados Pós-Operatórios

Depois da cirurgia será transportado para um recobro cirúrgico. Quando acordar e os valores de pressão arterial, frequência cardíaca e frequência respiratória estiverem estáveis será levado para um quarto hospitalar normal.

A dor será controlada com medicamentos. Ser-lhe-ão administrados por uma enfermeira.

Poderá ter um fino tubo de plástico no nariz que se prolonga até ao estômago com a função de aspirar o ar que é engolido. Será retirado quando os intestinos voltarem a funcionar.

No final do dia da cirurgia será ajudado a sentar-se na cama e no dia seguinte já se pode levantar.

Poderá ir para casa dentro de dois a quatro dias dependendo da gravidade de infecção do apêndice e dos tecidos envolventes.

Tal como em qualquer cirurgia, é sempre possível existirem complicações. Neste tipo de cirurgia as complicações incluem infecção da incisão, peritonite, oclusão intestinal e outras.

Quando tiver alta será marcada uma consulta de seguimento para a retirada dos pontos e fornecidas a receitas para os medicamentos a manter.

Cuidados no Domicílio

Pode andar e até subir escadas mas sem esforços exagerados.

Deve tomar os medicamentos para as dores tal como foram prescritos.

Pode comer como fazia antes da cirurgia. Inclua na dieta fibras e muitos fluidos para evitar obstipação.

Pode tomar banho , com o penso ou sem ele.

Poderão existir estreitas tiras de adesivo sobre a incisão. Não faz mal que se molhem; serão removidas no consultório do seu médico.

Depois de se secar substitua o penso por outro limpo e seco.

A incisão e os músculos do abdómen podem doer-lhe, especialmente no final do dia ou depois de estar de pé por um longo período de tempo. Estas dores melhorarão rapidamente.

Pode retomar a sua actividade quando sentir que é capaz mas deverá discutir essa situação com o médico na visita de seguimento.

Fonte: www.spcp.pt

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