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Aquários

Kribensis

Família: Ciclídeos Africanos
Nome comum: Kribensis
Nome científico: Pelvicachromis pulcher

Aquários

Distribuição geográfica: África Ocidental tropical, região meridional da Nigéria.
Comprimento em adulto: 10 cm.
Temperatura da água: 24 - 28º C
pH: 6.5

Características

Um dos Ciclídeos mais comuns de encontrar nos aquários. Uma das formas de distinguir os machos das fêmeas é que estes têm a barbatana caudal em forma de espada e com padrões escuros nos lóbulos superiores enquanto que a da fêmea é arredondada e não tem qualquer padrão. A fêmea tem ainda a região ventral cor-de-ameixa. São peixes pacíficos, que têm a característica de guardarem os ovos até que as crias nasçam.

Alimentação

Alimentam-se de flocos ou outros alimentos secos, e de congelados, como as larvas ou artémia.

Reprodução

Reproduzem-se com bastante facilidade, é muito frequente aparecerem ninhadas pelo aquário. Uma das características destes e de muitos ciclídeos é a de defenderem as suas crias, tornando-se ainda mais territoriais e agressivos, mesmo para peixes maiores.

Apistogramma Listrado

Família: Ciclídeos Americanos
Nome comum: Apistogramma Listrado
Nome científico: Melanochromis auratus

Aquários

Distribuição geográfica: América do Sul.
Comprimento em adulto: 6 cm.
Temperatura da água: 24º C
pH: 6.5

Características

Todas as espécies Apistogramma habitam na floresta da Amazónia. Habitam nas poças ácidas formadas pelas enchentes. Nessas poças a água é substancialmente ácida (PH: 5,5 - 6,5) e mole (dureza de cerca de 50 mg/litro de CaCO3), a luz é fraca e os níveis de oxigénio são baixos. (informação cedida por: João Avó)

Reprodução

A reprodução é bastante difícil. São espécies calmas e tímidas, e passam maior parte do tempo escondidas no fundo do aquário.

Discus, ou, Peixe-Disco

Aquários

Família: Ciclídeos Americanos
Nome comum: Discus, ou, Peixe-Disco
Nome científico: Symphysodon aequifasciata

Distribuição geográfica

Bacia do Rio Amazonas.

Comprimento em adulto

Em média, entre 15 a 20 cm.

Tamanho do aquário

Dependendo do número de Discus que queira manter: para um cardume de seis Discus adultos (que é o mínimo aconselhável), o aquário deve ter no mínimo 120 litros de água.

Temperatura da água: 27 - 32º C
pH: 4.5 - 6.5
GH: 2

Características

O Disco é um peixe sensível, sendo por isso mais aconselhado para aquariofilistas experientes. No entanto se seguirmos algumas regras fundamentais, como a verificação constante dos parâmetros da água e se necessário, proceder ao seu ajuste, não é muito difícil de se conseguir manter estes peixes. Note-se que os Discus são oriundos da bacia do Rio Amazonas, onde as águas são calmas e pouco profundas, sendo também quentes e de características ácidas. Para evitar situações de stress, que levam o Disco à doença e morte, deve-se manter o aquário perfeitamente limpo, e efectuar mudanças frequentes da água, este peixe é altamente sensível à amónia, e também aos nitritos e nitratos. Tenha atenção sempre ao PH (nunca deve estar acima dos 6.5).

É um peixe de cardume, deve sempre ser mantido com outros da mesma espécie. Quanto à sua sociabilidade no aquário, o Disco inicialmente pode parecer um pouco tímido, é pacífico e como tal, deve ser mantido com peixes que para além de pacíficos, tenham as mesmas necessidades em relação ao tipo de água: Ácida, relativamente quente e mole (baixa dureza). Um cardume de Tetra Neons fica sempre bem e algumas Corydoras ajudam na limpeza do fundo. Após estarem habituados ao aquário, e, obviamente desde que as condições deste sejam as correctas, os Discus perdem a sua timidez e logo os verá nadando felizes.

Na loja, tal como quaisquer outros peixes, deve observar atentamente os Discus antes de os comprar, pois para além de ser sempre uma desilusão perder um peixe, os Discus costumam ser bastante dispendiosos, chegando a custar dezenas de contos. Sendo assim, pontos que deve observar atentamente ao comprar estes peixes: Verifique se as barbatanas não estão deformadas, os olhos deformados ou uma forma assimétrica dos dois lados do corpo, evite os Discus com uma forma demasiado oval, ou, quando ainda pequenos (menos de 7 centímetros) sejam demasiado coloridos, pois isso pode ser indício da utilização de hormonas (o Peixe-Disco quando jovem não é muito colorido). Observe outros eventuais sinais de doença, como a respiração ofegante, buracos na cabeça, pontos brancos ou outros sinais de parasitas na pele.

Alimentação

Existem no mercado, alimentos preparados próprios para o Peixe-Disco, tais como flocos, granulados, congelados, patês, etc... Desde que se escolha uma boa marca, esses alimentos fornecem todos os nutrientes necessários para que os Discus vivam saudáveis. Quando jovens, os Peixes-Disco devem ser alimentados várias vezes por dia, cumprindo a famosa regra da pequena quantidade de cada vez. Ao crescerem e atingir o tamanho de adulto, a necessidade de nutrientes diminui e pode ser alimentado apenas uma ou duas vezes por dia.

Reprodução

Normalmente os Discus são fáceis de se reproduzir no aquário, desde que as suas características sejam as exigidas por este peixe (ver os tópicos acima). A distinção do sexo é difícil nestes peixes, por isso o melhor, caso queira tentar a reprodução, será juntar vários exemplares adultos e esperar que estes formem os seus pares. O ritual do acasalamento é caracterizado pela limpeza do local de desova (também chamado de "ninho"), as bocas do casal unem-se e dá-se então a postura dos ovos por parte da fêmea, numa pedra, planta, num bocado de madeira ou mesmo no vidro do aquário. Logo após a postura e o macho proceder à fertilização, surge o primeiro perigo para os ovos: o ataque por fungos. Caso isso aconteça, a vigilância e ventilação dos ovos por parte dos progenitores, de nada irá servir... Caso tudo corra bem, após cerca de dois dias e meio dá-se a eclosão. Nas primeiras semanas, os alevinos alimentam-se de uma secreção que os pais libertam pela pele e poderemos então ver uma enorme invasão de alevinos cobrindo quase totalmente os seus progenitores. Após algumas semanas do nascimento, os pequenos Discus começam a procurar alimento por outros locais, começando então a aventura da vida... aí, deve servir artémia salina recém eclodida como alimento aos jovens peixes.

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