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Aquários

A Escolha do Aquário

Antes da escolha do tipo e tamanho do aquário é preciso ter definido que peixes irão habitá-lo: grandes ou pequenos, mais ou menos sociáveis e a quantidade aproximada. É muito comum, após a compra do aquário, ocorrer um super povoamento porque o iniciante coloca todos os peixes diferentes que encontra nas lojas. Esta é uma das principais falhas dos menos avisados.

O Formato do Aquário

Existe no mercado uma grande variedade de aquários confeccionados em diferentes formatos, como os tradicionais globos, os aquários retangulares e modelos mais exóticos como os sextavados ou com vidros curvos. Os aquários globos devem ser vistos mais como uma pequena peça decorativa, pois não permitem a instalação dos equipamentos necessários e tornam a manutenção da qualidade da água muito difícil. Podem ser uma opção para quem quer poucos exemplares de um peixe resistente como o Kinguio ou peixe japonês. Outra opção é o peixe Betta que requer pouco cuidado com a água. Aquários de formatos irregulares, como os modelos sextavados, podem ser uma opção, desde que não sejam muito pequenos, pois teriam as mesmas restrições citadas para os aquários globos.

Para funcionarem adequadamente, devem permitir a instalação dos equipamentos básicos necessários.

Como regra geral os aquários retangulares são a melhor opção. Eles apresentam as seguintes vantagens sobre os outros modelos:

1) Maior superfície de água em contato com o ar, o que permite uma melhor troca gasosa entre oxigênio e gás carbônico;

2) Melhor visualização do interior do aquário por não ocasionar as distorções de imagens que são comuns nos outros modelos;

3) Praticidade na instalação de equipamentos como luminárias, filtros e termostatos;

4) Facilidade na execução das tarefas de limpeza e manutenção.

Os aquários retangulares, mesmo os de grandes dimensões, não necessitam de cantoneiras de metal como estruturas de resistência. Esta possibilidade é indicada apenas como uma opção estética. Hoje em dia os vidros são colados diretamente uns aos outros com cola de silicone, que proporciona firmeza e vedação.

Antes da compra e montagem é importante verificar se o aquário foi colado com o capricho necessário e se foi realizado teste para detectar possíveis falhas de colagem. Estes pequenos cuidados evitarão futuros aborrecimentos com desagradáveis vazamentos.

O uso de uma tampa de vidro que cubra quase toda a superfície do aquário traz as seguintes vantagens:

1) Menor evaporação de água, diminuindo a necessidade de reposição;

2) Melhor conservação da temperatura, com economia de energia elétrica;

3) Maior proteção dos equipamentos, principalmente luminárias;

4) Evita a morte de peixes que, eventualmente, possam assustar-se e saltar da água;

5) Protege a água de poeira e outras impurezas que possam cair sobre o aquário.

O Tamanho do Aquário

A escolha do tamanho do aquário dependerá de fatores como espaço disponível, O tamanho de peixes que irão habitá-lo e o quanto se pretende investir em sua aquisição. Porém, existe uma regra fundamental que todos os iniciantes na aquariofilia devem saber.

"Aquários grandes são de mais fácil manutenção e proporcionam chances de sucesso bem maiores que aquários pequenos".

Isto acontece porque em maior volume de água é mais fácil alcançar e manter o equilíbrio biológico. As variações na qualidade da água são menos intensas e frequentes. Portanto, pense bem antes de se decidir pelo tamanho do aquário. O ideal é iniciar com tamanhos que comportem cerca de 80 a 100 litros. Isto não impede que você tenha sucesso com aquários menores, bastando apenas efetuar um acompanhamento mais frequente.

Evite aquários com altura superior a 80 centímetros. Modelos muito altos dificultam a limpeza e manutenção, além de não proporcionarem boas condições de iluminação.

A espessura do vidro utilizado na confecção do aquário tem que ser condizente com o seu tamanho. Os fabricantes confiáveis já oferecem aquários com espessura de vidro suficiente para suportar a pressão exercida pelo volume de água. Desconfie de aquários grandes com vidro de pouca espessura. Eles podem romper quando cheios, causando sérios transtornos.

Vamos Calcular o Volume do Aquário

O volume do aquário pode ser calculado com facilidade a partir de suas dimensões. Multiplique o comprimento pela largura e o resultado encontrado, multiplique pela altura. Todas as medidas em centímetros. O resultado é dividido por 1.000, encontrando assim o volume em litros.

Vamos a um exemplo prático:

Para obter o volume de água real é fundamental que se desconte o volume ocupado pela decoração, substrato de fundo e equipamentos, além de considerar que o aquário não ficará cheio até sua borda. Para efeito prático, diminua em cerca de 15% o volume calculado (multiplicando o resultado por 0,85). No exemplo acima, teríamos um volume real próximo de 136 litros.

DIMENSÕES DO AQUÁRIO

Comprimento 80cm
Largura 40cm
Altura 50cm

CÁLCULO

80 x 40 = 3.200
3.200 x 50 = 160.000
160.000 = 160litros
1.000

Para obter o volume de água real é fundamental que se desconte o volume ocupado pela decoração, substrato de fundo e equipamentos, além de considerar que o aquário não ficará cheio até sua borda. Para efeito prático, diminua em cerca de 15% o volume calculado (multiplicando o resultado por 0,85). No exemplo acima, teríamos um volume real próximo de 136 litros.

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Componentes e Equipamentos

Já tratamos dos modelos e tamanhos de aquários mais recomendados. Vamos agora falar dos componentes e equipamentos necessários para a perfeita manutenção do equilíbrio biológico deste pequeno espaço de natureza que você trouxe para dentro de casa.

O Substrato

Este componente tem basicamente 3 funções no aquário:

1) Faz parte do conjunto decorativo;

2) Serve de suporte às raízes das plantas;

3) Proporciona condições para fixação dos microorganismos necessários à filtragem biológica.

Deve ser utilizado como substrato de fundo um areão de rio com granulometria média (entre 3 e 5 mm) para que a filtragem de fundo funcione adequadamente e as plantas possam se enraizar. Não devem ser utilizados outros cascalhos que possam causar alterações na qualidade da água ou que contenham arestas onde os peixes possam se ferir.

A Decoração

Além de bem equipado, o aquário deverá ganhar uma bela decoração para que possa ser admirado com satisfação e para proporcionar aos seus "moradores" um ambiente agradável e o mais próximo possível do natural.

Junto com o substrato fazem parte da decoração pedras, plantas, troncos e enfeites. As pedras devem ser do tipo seixo rolado de rios. Evite o uso de cristais, mármores e outras variedades que possam alterar a qualidade da água, principalmente o pH.

Proporcione alguns esconderijos para os peixes durante a colocação das pedras.

Alguns troncos podem ser usados na decoração, mas antes de serem introduzidos no aquário devem passar pelo seguinte tratamento: Deixá-los submersos em um recipiente com água durante, pelo menos, um mês. Realizar trocas periódicas da água, pelo menos duas vezes por semana, até que o tronco não esteja mais tingindo a água. É justamente este o objetivo do tratamento.

As plantas são fundamentais na decoração e exercem um papel muito importante no equilíbrio biológico do aquário como será visto em capítulo à parte. Vários enfeites são oferecidos pelas lojas especializadas e a maioria é voltada às crianças. Desde que os componentes destes enfeites não alterem a qualidade da água e que não possuam arestas onde os peixes possam se ferir, não há maiores restrições ao seu uso.

A Iluminação

Como os aquários normalmente estão localizados em locais fechados, é imprescindível que sejam equipados com sistemas de iluminação artificial. Além do aspecto estético, onde realça toda a decoração e os habitantes do aquário, a iluminação desempenha papel fundamental no desenvolvimento das plantas, fornecendo energia para que elas realizem a fotossíntese. Visto que a grande maioria dos peixes costuma se alimentar quando há claridade, a iluminação também irá ajudar os peixes a aproveitar melhor os alimentos fornecidos.

O tipo de iluminação mais usado e de boa aceitação é o de lâmpadas fluorescentes ou "lâmpadas frias" como são popularmente chamadas. Existem vários tipos de lâmpadas fluorescentes, mas são indicados os modelos fabricados especificamente para uso em aquários. Estas lâmpadas são instaladas em luminárias ou mesmo em tampas que compõem os móveis dos aquários. Para determinar a potência e a quantidade de lâmpadas, deve-se seguir uma proporção aproximada de 1 watt para cada 2 litros de água. As lâmpadas incandescentes ou "comuns" podem ser usadas em aquários pequenos que não permitam a instalação de lâmpadas fluorescentes. Nestes casos a melhor opção são as lâmpadas de bulbo transparente e de menor potência, como as de 15 watts.

O Sistema de Aquecimento

A grande maioria dos peixes ornamentais, por ser natural de regiões tropicais, exige uma temperatura constante da água do aquário em torno de 25 ºC. Existem aquários de água fria, sem uso de aquecimento, mas a variedade de peixes para esta condição é bastante restrita. Para a manutenção da temperatura desejada são usados aquecedores e termostatos elétricos, que muitas vezes estão contidos em um único equipamento.

A verificação da temperatura é feita com termômetros. Eles podem ser flutuantes ou mais sofisticados como os digitais. A potência do aquecedor deve obedecer uma proporção aproximada de 1 watt para cada litro de água do aquário.

O uso só do aquecedor sem o controle automático do termostato é uma opção mais econômica, porém muito arriscada. O aquecedor ligado ininterruptamente poderá, literalmente, cozinhar os peixes. Para minimizar o risco, nestes casos, a potência do aquecedor deverá ser de pelo menos a metade da recomendação normal. Assim, o aquecimento ocorrerá lentamente permitindo o controle manual da temperatura.

Os Filtros e Oxigenadores

O aquário, por ser um ambiente fechado e restrito, não proporciona condições de auto renovação da água como ocorre na natureza. É imprescindível que o aquário esteja equipado com um bom sistema de oxigenação e filtragem para obter uma boa qualidade de água.

Não podemos contar com as plantas para o fornecimento de oxigênio aos peixes. Mesmo produzindo oxigênio, através da fotossíntese, durante o período de claridade, estas mesmas plantas consomem este gás durante a noite.

Todos os tipos de filtros instalados em aquários promovem também a oxigenação da água e eliminação de gás carbônico, através da formação de borbulhas ou pela simples movimentação da água.

Basicamente três tipos de filtragem podem ser realizadas no aquário: a filtragem mecânica, a fina e a biológica. A filtragem mecânica capta as partículas em suspensão na água, através de elementos filtrantes como a lã de nylon, enquanto a fina retira impurezas que estejam diluídas na água, quando esta passa por outro elemento filtrante como o carvão ativado. Já a filtragem biológica consiste na degradação da matéria orgânica acumulada, através de bactérias benéficas que se instalam nos elementos filtrantes ou no substrato de fundo. A ação destas bactérias evita o acúmulo de compostos nitrogenados prejudiciais aos peixes, como veremos adiante.

A escolha do tipo de filtro vai variar com o tamanho e tipo de aquário e também com a quantidade e tamanho de peixes que se irá colocar. O ideal é que se consiga conciliar os três tipos de filtragem em um ou mais tipos de filtro.

O filtro de placas de fundo, conhecido como filtro biológico, é um dos mais utilizados. Torna-se mais eficiente quando associado a um bom compressor de ar ou bomba submersa. Este filtro associa a filtragem mecânica à biológica, utilizando o substrato de fundo como elemento filtrante e como fixador de bactérias.

Alguns filtros externos conseguem realizar os três tipos de filtragem simultaneamente, com ótimos resultados em termos de qualidade de água. Podem ser usados associados ao filtro biológico ou mesmo como único filtro do aquário. Uma boa loja do ramo lhe mostrará as melhores opções de filtro dentro das necessidades de seu aquário.

Montagem

A montagem do aquário é bastante simples, mas deve seguir alguns passos importantes para que o resultado final traga plena satisfação para o novo aquariófilo.

A Escolha do Local

É muito importante escolher com critério o local para a montagem do aquário, a fim de evitar a necessidade futura de troca de local, tarefa trabalhosa vistoque o aquário não pode ser movimentado cheio de água. O local destinado à montagem não deve receber luz solar direta ou mesmo ter muita claridade natural. Esta medida evita a proliferação excessiva de algas e a consequente necessidade de limpezas frequentes. Se o aquário não tiver móvel próprio é necessário verificar previamente a resistência do móvel que irá sustentá-lo.

Considere que o aquário montado pesa mais do que se costuma imaginar. Para esta verificação prévia lembre-se que cada litro de água pesa aproximadamente 1 quilo. Sabendo, portanto, o volume real do aquário saberemos o peso da água que, somado ao peso da areia, pedras, decoração, equipamentos e da própria cuba de vidro, nos dará o peso total aproximado. A superfície do móvel deve ser bem plana e nivelada.

Apesar de consumir pouca energia elétrica, o aquário possui alguns equipamentos elétricos. Considere a proximidade de pelo menos uma tomada de força durante a escolha do local de montagem. Esta tomada deverá, preferencialmente, estar localizada acima do nível da água do aquário para evitar que a parte elétrica seja molhada durante a manutenção. Deve-se evitar locais sujeitos a trepidações e muito próximos a circulação intensa de pessoas. Estes cuidados evitarão acidentes.

A Montagem Passo a Passo

1) A fim de corrigir possíveis diferenças na superfície do móvel, que poderiam forçar o vidro de fundo, o aquário deve sempre ser montado sobre uma placa de isopor de pelo menos 1 centímetro de espessura.

2) Quando o aquário for equipado com filtro de placas, estas devem ser instaladas antes de tudo, cobrindo todo o fundo da cuba de vidro.

3) Espalhar o substrato de fundo de forma a manter uma inclinação de trás para frente do aquário, proporcionando uma melhor visualização. Para tanto, cerca de 7 centímetros na parte de trás e 3 centímetros na frente, variando com o tamanho do aquário, darão um bom resultado.

4) Acomodar a parte decorativa composta por pedras e troncos, e os equipamentos como filtro externo, termostato, aquecedor e termômetro, sem ligá-los.

5) Colocar água até cerca de ¾ do volume total com o cuidado de despejar sobre uma pedra decorativa ou sobre um prato colocado sobre o substrato, para não revolver o fundo. Pela praticidade que representa, a água de torneira é usualmente utilizada na montagem de aquários, desde que realizado o devido tratamento.

6) Tratamento da água

O primeiro passo para o tratamento da água de torneira é testá-la para verificar a possível presença de cloro. Este produto utilizado no tratamento da água de consumo doméstico pode ser fatal para os peixes. Para esta verificação, utiliza-se o Labcon CloroTest, que indica a presença ou não de cloro na água. Caso o teste indique a presença de cloro, este pode ser eliminado de forma fácil e eficiente com a aplicação do Labcon Anticlor.

Para um tratamento mais eficaz e abrangente, independente da procedência da água utilizada na montagem, deve-se fazer uso do Labcon Protect. Este produto atua na otimização da qualidade da água a ser habitada pelos peixes, pois, além de eliminar o cloro, age sobre a amônia, que é um gás tóxico aos peixes. Labcon Protect também neutraliza substâncias poluentes como os metais pesados, e atua ainda como uma verdadeira capa de proteção para os peixes. Seus componentes protegem o corpo dos peixes de eventuais alterações na qualidade da água e de possíveis efeitos danosos quando os peixes são submetidos a algum estresse, como durante o transporte.

7) Chegou a hora de colocar as plantas aquáticas, não sem antes tomar alguns cuidados. Faça uma poda das raízes e retire as folhas velhas. Em seguida, realize um tratamento com Labcon Clean para evitar a introdução no aquário de organismos indesejáveis causadores de doenças ou de infestações, como no caso de caramujos. Após o tratamento faça o plantio, fixando as raízes no substrato de fundo.

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8) Completar o nível da água até cerca de 2 centímetros da borda, colocar a tampa de vidro, ligar os equipamentos e instalar a luminária.

Agora que o aquário já está montado surge a pergunta. Já posso colocar os peixes? Uma das regras para ser um aquariófilo de sucesso é ser paciente. Após a aplicação do Labcon Protect, realização do teste de pH e suas eventuais correções, além do ajuste da temperatura, o aquário já está pronto para receber os primeiros peixes. Porém, este não é o procedimento mais recomendado. Como o equilíbrio biológico da água do aquário só é alcançado com uma população adequada de microorganismos necessários à filtragem biológica, o ideal é que o aquário passe por um período de maturação antes de receber seus primeiros habitantes. Recomenda-se um intervalo de pelo menos uma semana entre a montagem do aquário e seu povoamento, período em que os equipamentos devem funcionar normalmente e a qualidade da água deve ser monitorada através dos testes, como veremos adiante no capítulo "Manutenção"

Escolha dos Peixes e Povoamento

A escolha dos peixes que serão colocados no aquário deve ser muito criteriosa. Três fatores deverão necessariamente ser avaliados:

Capacidade do aquário: É notório que o tamanho do aquário irá limitar a quantidade e tamanho dos peixes a serem introduzidos. Uma regra empírica diz que se deve seguir a proporção de 1 litro de água para cada centímetro de peixe.

Compatibilidade entre as espécies: Os principiantes devem procurar obter o máximo possível de informações com os praticantes mais experientes e nas lojas especializadas, quanto à compatibilidade entre as espécies. Desta forma, evita-se a mistura de peixes dóceis com agressivos ou de peixes com exigências muito diferentes em qualidade de água, principalmente pH. Deve-se também evitar a mistura de peixes de tamanho muito distintos. Neste caso os peixes pequenos podem ser devorados pelos maiores. Esta regra não é válida para todas as espécies, pois existem peixes que apesar de grandes são bastante dóceis.

Resistência: Por mais bem orientado que o novo aquariófilo esteja, ele ainda não possui a experiência recomendável para cuidar de espécies mais delicadas. Deve, portanto, procurar orientação quanto às espécies mais resistentes para a fase inicial de seu aquário.

A Compra

Mesmo encantado com a beleza da variedade de peixes ornamentais em uma loja, não deixe de observar a saúde das espécies que você está pretendendo adquirir. Evite peixes de aquários onde alguns exemplares apresentem comportamento diferente dos demais. Peixes muito parados, com as nadadeiras encolhidas ou com manchas estranhas pelo corpo podem contaminar o seu aquário com alguma doença.

O Transporte e a Soltura

Alguns cuidados simples, porém muito importantes, devem ser tomados durante o transporte e a colocação dos peixes no aquário. As lojas fornecem embalagens onde os peixes podem permanecer por muitas horas, desde que seja introduzido oxigênio dentro do saco plástico. Este procedimento é necessário para transportes a longas distâncias. Quanto menos tempo os peixes permanecerem na embalagem de transporte, melhor. Além do fator oxigênio, a qualidade do pequeno volume de água do saco plástico piora com o passar do tempo, devido às fezes e urina dos peixes.Evite, durante o transporte, mudanças bruscas de temperatura, não permitindo que a embalagem tome sol ou que permaneça em locais com temperaturas adversas como salas com ar condicionado ou veículos estacionados ao sol.

Nunca solte os peixes sem que antes eles passem por uma fase de aclimatação. Deixe o saco plástico, fechado como saiu da loja, flutuar na água do aquário por cerca de 15 minutos. Após este tempo abra a embalagem e coloque um pouco de água do aquário para dentro da embalagem de transporte e aguarde mais alguns minutos. Aproveite este tempo para realizar o tratamento preventivo dos peixes na água de transporte, com a aplicação do Labcon Clean, a fim de evitar a introdução de alguma doença no aquário. Liberte então os peixes para a água do aquário com o auxílio de um pequeno puçá próprio para movimentação de peixes. A água da embalagem não deve ser colocada no aquário.

Fonte: ramec.mec.gov.br

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