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Engenharia de Pesca

Engenharia de Pesca

É o setor da engenharia voltado para o cultivo, a captura e a industrialização de peixes e frutos do mar. O engenheiro de pesca estuda e aplica métodos e tecnologias para localizar, capturar, beneficiar e conservar peixes, crustáceos e frutos do mar. Suas atividades básicas são o planejamento e o gerenciamento das atividades pesqueiras voltadas para a industrialização e para a comercialização do pescado. Como especialista em aqüicultura, esse profissional também projeta fazendas marinhas, desenvolvendo técnicas de criação e reprodução em cativeiros de peixes, crustáceos e moluscos.

Pesquisa o beneficiamento e a conservação dos animais ainda em alto-mar e acompanha sua industrialização e distribuição no mercado consumidor. Instala e mantém motores e equipamentos mecanizados usados em operações de pesca, beneficiamento e processamento.

O mercado de trabalho

São boas as perspectivas para o engenheiro de pesca no Brasil. O país tem uma extensa costa e um grande potencial para o cultivo, a exploração e a captura de peixes. Ao mesmo tempo, a mão-de-obra especializada ainda é escassa. A criação da Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca, em 2003, também incentiva investimentos no setor. Em 2007, por exemplo, aplicou cerca de R$ 150 milhões em obras de infra-estrutura, como pesqueiros públicos, e em projetos como o Programa Nacional de Controle Higiênico-Sanitário de Moluscos Bivalves, o qual prevê a adoção de um selo de qualidade que impulsionará as vendas entre estados e também a exportação.

As empresas de produção de pescado, espalhadas por todo o país, costumam abrir vagas com freqüência. Os frigoríficos, que integram a cadeia voltada à exportação, oferecem oportunidades principalmente para quem tem especialização em tecnologia de pescado. Os empregos concentram-se nas regiões Sul e Nordeste e nos estados do Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e São Paulo. Em Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará, Bahia e Paraíba, cresce o setor de criação de peixes e camarões, o que aquece o mercado para o especialista em aqüicultura. Também é alta nesses estados a demanda por engenheiro de pesca para embarcar e acompanhar o processo de captura. O serviço é bem pago porque o profissional recebe comissão pela produção. No Sul, aumenta a produção de trutas e moluscos, que incluem mexilhões, ostras e vieiras, levando à abertura de novas vagas.

Outra área que abre postos de trabalho é a de cultivo de peixes marinhos, que deve crescer nos próximos anos. O momento é favorável ainda para quem quer desenvolver pesquisas. O crescimento do setor, que faz parte dos planos governamentais para aumento da produção de alimento para os mercados interno e externo, leva a uma boa oferta de recursos por parte das agências de financiamento.

O curso

As disciplinas das áreas das ciências exatas e biológicas, como cálculo, estatística, ecologia e zoologia, fazem parte do currículo no primeiro ano. O estudante tem, ainda, aulas de biologia pesqueira, bioquímica, meteorologia e tecnologia de pesca, aqüicultura, economia e administração pesqueira. As aulas práticas, em laboratório e a bordo de barcos, ocupam boa parte da carga horária. Nelas, o aluno aprende técnicas de navegação, métodos de processamento do pescado e cultivo de peixes, moluscos e crustáceos. Para se formar é preciso fazer estágio ou uma monografia.

Duração média

Cinco anos.

O que você pode fazer

Administração e economia pesqueira

Planejar, implantar e gerenciar empresas pesqueiras.

Aquicultura

Projetar fazendas e viveiros e desenvolver técnicas para a criação de organismos marinhos e de água doce.

Ecologia aquática

Estudar ecossistemas aquáticos de modo a garantir a exploração dos recursos sem danos ao meio ambiente.

Extensão pesqueira

Orientar comunidades de pescadores para aumentar a produtividade e o desenvolvimento econômico e social da região.

Investigação, planejamento e tecnologia pesqueira

Pesquisar o potencial pesqueiro de uma região e elaborar programas para seu desenvolvimento. Criar técnicas de localização e captura de animais aquáticos.

Tecnologia do pescado

Fazer o controle sanitário e inspecionar a conservação, o beneficiamento e a industrialização do pescado, agregando valores e desenvolvendo novos produtos.

Engenharia de Aquicultura

É o conjunto de técnicas e conhecimentos usados na criação de organismos aquáticos em cativeiro. O engenheiro de aqüicultura projeta, executa e supervisiona a criação de peixes, crustáceos, moluscos e plantas aquáticas. Dimensiona e implanta fazendas aquáticas em lagos, rios, barragens e no oceano. Na indústria de beneficiamento do pescado, acompanha o processamento e a conservação dos produtos.

O mercado de trabalho

A criação de peixes e de outros animais aquáticos foi uma das atividades rurais que mais cresceu no Brasil nos últimos dez anos. Hoje, essa indústria representa cerca de 30% dos pescados consumidos do país e tem grande potencial de crescimento graças à vastidão da costa brasileira, com mais de 7 mil quilômetros de extensão, e ao grande número de rios e outros mananciais, que concentram quase 14% da água doce do planeta. Com base nessa expectativa positiva, as áreas de produção de camarão (carcinicultura), peixes (piscicultura), mexilhões (mitilicultura), algas (algacultura) e ostras (ostreicultura) ampliam as oportunidades de emprego. O mercado de ranicultura (criação de rãs), ainda em estágio inicial, gera boas perspectivas.

Os produtores são os maiores empregadores desses engenheiros, que também podem trabalhar como prestadores de serviço, fazendo planejamento, execução e assessoria de projetos para prefeituras e secretarias de Agricultura e Pesca. No Nordeste, onde se cultiva mais de 90% do camarão marinho produzido no país, são positivas as oportunidades de trabalho. Com os reservatórios de concessionárias de energia na região, também cresce a piscicultura de água doce. A cidade de Paulo Afonso, na Bahia, e a região de Sobral, no Ceará, pólos de piscicultura, têm absorvido muitos profissionais. Há ainda chances de colocação na região amazônica e em Dourados, em Mato Grosso do Sul, por causa do surgimento de vários projetos de criação de peixes. Santa Catarina é forte na produção de ostras, mexilhão e camarão e oferece boas perspectivas a esse profissional. O mercado também é fértil nos estados do Rio Grande do Norte, de Pernambuco, do Espírito Santo, do Rio de Janeiro e de São Paulo.

O curso

O currículo básico mescla matérias da área de exatas, como matemática, química e física, com as de humanas e sociais – entre elas, sociologia, administração e planejamento. O aluno faz também disciplinas mais técnicas, como topografia, construção civil e obras hidráulicas e elétricas, e entra em contato com conteúdos das ciências biológicas, como ecossistemas marinhos e continentais, métodos de cultivo sustentável e reprodução e nutrição de peixes e outros organismos do mar. O estágio é obrigatório nos 5º e 9º semestres e costuma ser feito em uma empresa pública ou privada do setor.

Duração média

Quatro anos e meio.

Outro nome

Aqüicultura.

O que você pode fazer

Produção

Desenvolver técnicas de criação de peixes (piscicultura), mariscos (maricultura), camarões (carcinicultura) e plantas aquáticas.

Projeto

Desenvolver e construir espaços para a criação de animais aquáticos, como viveiros, gaiolas, canais e barragens.

Serviços

Estudar a viabilidade econômica, técnica e jurídica de empreendimentos de aqüicultura e dar consultoria em fazendas aquáticas.

Fonte: guiadoestudante.abril.com.br

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