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Ar Condicionado

 

Na maioria das vezes, o objetivo que leva à instalação de ar condicionado é dar ao homem um ambiente mais propicio a seu bem-estar. Por outro lado, trata-se de um meio válido de defesa contra infecções e contra a poluição do ar dos grandes aglomerados humanos em recintos fechados. Serve de ajuda no tratamento terapêutico de muitas doenças; nas industrias, é um fator para aumento da produção, através de maior rendimento dos trabalhadores, colocados num meio mais confortável.

Por condicionamento do ar entende-se um conjunto de tratamentos do ar que vai penetrar em determinado local, conferindo-lhe certas condições de temperatura e umidade. Os tratamentos podem ser muito diferentes, pois as condições desejadas variam de acordo com o local servido. Um armazém para conservação de gêneros alimentícios, por exemplo, necessita de condições diferentes das exigidas para uma loja comercial de grandes dimensões, um escritório, ou a sala de projeção de um cinema.

Essas diferentes necessidades fizeram surgir numerosos sistemas de condicionamento de ar, distinguindo-se pelo tamanho, construção e aparelhagem de controle. Todavia, o princípio de funcionamento não varia substancialmente de um para outro, desde os pequenos até os grandes.

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No organismo dos animais superiores - e, em particular, no organismo humano - ocorre uma série de transformações químicas mediante as quais o alimento ingerido é convertido em energia térmica e mecânica. Essa produção de calor depende de muitos fatores. Um deles é a troca constante de calor entre o corpo e o ambiente. Essa troca depende das condições do ar em que o corpo se acha imerso, variando com a diferença de temperatura entre a superfície do corpo e o ambiente, com a ventilação, etc.

Em temperaturas do ar próximas à do corpo, o calor produzido pelo organismo não é eliminado com facilidade, e o indivíduo sente sensação de opressão. Nessas épocas quentes, uma atmosfera muito úmida - saturada de vapor de água - é tão prejudicial quanto o excessivo calor ambiente, pois não permite a evaporação do suor. Por esse motivo, o condicionamento do ar deve regular não só a temperatura mas, também, a quantidade de vapor contido no ar.

Além da temperatura e a umidade, existe um terceiro fator que influencia o estado do ar: a ventilação. Os três não são independentes; eles interagem de tal modo que, no condicionamento do ar, a variação de um deve ser compensada com a variação apropriada dos outros dois, para que o organismo esteja sempre em estado de suficiente conforto.

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Num grande sistema de ar condicionado existem vários estágios. No entanto, as instalações nem sempre incluem todos os componentes que nas unidades menores, são combinados numa caixa. O ar entra primeiramente numa seção, onde se mistura com o ar reciclado do próprio ambiente, pois é necessária apenas uma certa proporção de ar fresco. Em seguida, o ar misturado passa através de seção de filtragem que poderá ter duas etapas. A primeira retira a poeira grossa, por meio de um material fibroso, geralmente a lã de vidro, na forma de tela que é substituída quando suja. A seguir, o filtro do segundo estágio, que é geralmente do tipo eletrostático, remove as partículas mais finas, como as de fumaça de cigarro. Nesse filtro usa-se uma voltagem alta para carregar eletricamente as partículas de poeira, que então são atraídas para uma grelha de chapas carregadas com polaridade oposta. Ao passar através de dois conjuntos de tubulações, o ar tem sua temperatura controlada. Por um deles circula água quente ou vapor, e pelo outro água gelada ou um fluido refrigerante.

Dentro da área que deve ser ventilada existe um sensor de temperatura que é ajustado ao valor desejado. A diferença entre a temperatura pretendida e a do ambiente determina automaticamente se serão usados os tubos de aquecimento ou de refrigeração. O estágio seguinte é o filtro de odor, feito de carvão ativado, uma substância capaz de absorvera as moléculas de odor existentes no ar. O carvão tem que ser reativado periodicamente, por meio de aquecimento, para expulsar o material absorvido.

A umidade desejada é produzida pela injeção, no ar, de vapor ou de finíssimas gotículas de água, por um vaporizador. Isso também é controlado por um sensor, situado dentro do ambiente. No caso de umidade excessiva, o método usual é fazer com que o ar seja esfriado e depois reaquecido, se necessário, no estágio de controle de temperatura, para que a umidade se condense nos tubos de refrigeração.

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Do menor ao maior sistema são usados os mesmos princípios. As unidades para um ambiente pequeno contêm um simples filtro lavável, um compressor de refrigeração e um aquecedor elétrico de ar. Nos ambientes maiores, usam-se unidades mais potentes e, freqüentemente, a seção de refrigeração (compressor e condensador) é colocada fora do edifício.

Fonte: br.geocities.com

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História do ar condicionado

Em 1902, o jovem engenheiro norte-americano Willys Carrier inventou um processo mecânico para condicionar o ar, tornando realidade o controle do clima.

Sua invenção viria a ajudar a indústria. Uma empresa de Nova York estava tendo problemas com trabalhos de impressão durante os quentes meses de verão. 0 papel absorvia a umidade do ar e se dilatava.

As cores impressas em dias úmidos nãÆo se alinhavam, gerando imagens borradas e obscuras.

Carrier acreditava que poderia retirar a umidade da fábrica através do resfriamento do ar. Para isto, desenhou uma màquina que fazia circular o ar por dutos resfriados artificialmente.

Este processo, que controlava a temperatura e umidade, foi o primeiro exemplo de condicionamento de ar por um processo mecânico. Porém, foi a indústria têxtil o primeiro grande mercado para o condicionador de ar, que logo passou a ser usado em diversos prédios e instalações de indústrias de papel, produtos farmacêuticos, tabaco e estabelecimentos comerciais.

A primeira aplicação residencial foi em uma mansão de Minneapolis, em 1914. Carrier desenhou um equipamento especial para residências, maior e mais simples do que os condicionadores de hoje em dia.

No mesmo ano, Carrier instalou o primeiro condicionador de ar hospitalar, no Allegheny General Hospital de Pittsburgh.

0 sistema introduzia umidade extra em um berçario de partos prematuros, ajudando a reduzir a mortalidade causada pela desidratação.

Nos anos 20, o ar condicionado tomou-se mais acessível ao público em muitos prédios públicos. 0 aparelho teve seu "debut" em público em 1922, no Grauman's Metropolitan Theatre em Los Angeles.

Na verdade, o condicionador ajudou a indústria cinematográfica, pois, nos meses de verão, a freqüência dos cinemas caía muito e várias salas fechavam nesse período.

Carrier equipou a Câmara dos Deputados dos EUA em 1928, o Senado Americano em 1929 e os escritórios executivos da Casa Branca em 1930, tornando mais agradável o trabalho no verão quente e úmido de Washington.

Os vagões da ferrovia B&O foram os primeiros veículos de passageiros a possuírem condicionadores de ar, em 1930.

Também nos anos 30, Willis Carrier desenvolveu um sistema que viabilizou o ar condicionado em arranha-céus. A distribuição do ar em alta velocidade através de dutos "Weathermaster", criada em 1939, economizava mais espaço do que os sistemas utilizados na época.

Nos anos 50, os modelos residenciais de ar condicionado começaram a ser produzidos em massa. Nesta é‚poca, em 1950, Willis Carrier morreu.

Em 1952, a Carrier desenvolveu a primeira produção em série de unidades centrais de condicionadores de ar para residências. O estoque foi vendido em duas semanas.

Dez anos depois, estas centrais não eram mais novidade, e ainda hoje trazem soluções em todas as partes do mundo.

Fonte: www.arcondicionado.ind.br

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Condicionador de Ar

Os aparelhos energeticamente eficientes vão fazer uma boa diferença na sua conta de luz, principalmente no verão, quando o ar condicionado chega a representar um terço do consumo de energia da casa.

Procure os modelos que tenham o Selo Procel de Economia de Energia.

Evite o frio excessivo regulando o termostato adequadamente.

Instale o aparelho em local com boa circulação de ar.

Mantenha portas e janelas bem fechadas, para evitar a entrada de ar do ambiente externo.

Limpe periodicamente os filtros. Filtros sujos impedem a circulação livre do ar e forçam o aparelho a trabalhar mais.

Proteja a parte externa do aparelho da incidência do sol, sem bloquear as grades de ventilação.

Habitue-se a desligar o condicionador de ar sempre que você tiver de se ausentar do ambiente por tempo prolongado.

Evite o calor do sol no ambiente, fechando cortinas e persianas. Não tape a saída de ar do aparelho.

Ao comprar, dê preferência aos modelos que possuírem recursos de programação, como o timer.

Fonte: cate.cepel.br

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É muito importante que o tamanho da unidade selecionada seja adequado ao tamanho do local e à carga térmica, pois se a unidade instalada for inferior à carga térmica do ambiente, precisará funcionar por períodos maiores de tempo, conseqüentemente, consumindo mais energia até atingir a temperatura de conforto.

Deve-se analisar a correta localização de instalação da unidade no local. Paredes voltadas para leste ou sul são mais indicadas, pois a incidência solar é menor.

Jamais deve-se obstruir a circulação de ar de seu aparelho com cortinas, móveis ou divisórias, pois nessas condições será consumida mais energia e certamente não se atingirá a temperatura de conforto. Se atingir, levará mais tempo funcionando, com isto, consumindo mais energia.

Evite ao máximo a abertura de portas e janelas para manter o ar climatizado no ambiente.

Opte por aparelhos com menor consumo energético, que utilizam compressores rotativos e trocadores de calor de ultima geração que consomem menos energia.

No verão mantenha as persianas ou cortinas fechadas evitando que a luz do sol entre diretamente no ambiente.

Recomenda-se ligar o aparelho alguns minutos antes de ocupar o ambiente e permanecer com este ligado enquanto o ambiente estiver sendo ocupado. Se o ambiente não for ser utilizado, não deixe o aparelho ligado, pois haverá um consumo desnecessário de energia.

Obedeça o tempo mínimo de 5 minutos para ligar a unidade após tê-la desligado.

Mantenha limpos os filtros do aparelho, para não prejudicar a circulação de ar.

Na instalação, proteja a parte externa do aparelho da incidência do sol, sem bloquear as grades de ventilação.

Evite o frio excessivo no verão, regulando o botão de temperatura em uma posição com uma temperatura maior, a fim de diminuir o consumo de energia elétrica.

Já no inverno, no caso dos aparelhos com opção Quente e Frio, quanto mais você quiser elevar a temperatura do ambiente, maior será o consumo de energia.

Fonte: www.mpsarcondicionado.com.br

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História e Curiosidades sobre Ar Condicionado

Há oitenta e oito anos, Willis Carrier fez pelo controle de condições ambientais interna o que Alexandre Graham Bell fez pela comunicação e Henry Ford pelo transporte. Ele mudou nossa rotina. Durante séculos, o homem usou o ventilador, gelo e muitos outros métodos em tentativas inúteis para livrar-se do calor.

Foi em 1902 que Willis Carrier - um engenheiro de 25 anos formado pela Universidade de Cornell - inventou um processo mecânico para condicionar o ar. O controle do clima finalmente tornou-se uma realidade.

O primeiro transporte a usar o equipamento de ar condicionado foram os vagões ferroviários de passageiros da ferrovia B&O em 1930.

Por quê instalar um ar condicionado em seu carro?

Cerca de 42% da frota nacional está equipada com o sistema de ar condicionado, e a estimativa é chegar a 60% da frota.

Você não vai ficar fora desta, vai? Veja as vantagens:

1 - Desembaçamento dos vidros

2 - Silêncio no interior do veículo

3 - Volume do rádio mais baixo no interior do veículo

4 - Evita entrada de excesso de poluentes

5 - Conforto

6 - Sem esquecer do fator mais importante: a segurança


Ar Condicionado no Brasil

Imagine um país tropical onde as altas temperaturas predominam o ano inteiro na maior parte do território. É natural imaginar também que o condicionador de ar seja, há décadas, equipamento indispensável na maioria dos carros produzidos pela indústria local. Porém, essa lógica incontestável não corresponde à verdade quando o país em questão é o Brasil.

Durante muitos e muitos anos, o consumidor brasileiro teve verdadeira fobia por esse equipamento. Aqueles que conseguiam justificar o preconceito alegavam que o ar condicionado roubava potência do motor ou desvalorizava o carro na hora da venda. Argumentos tão consistentes quanto dizer que os carros de quatro portas pareciam táxis...

Felizmente, a sintonia de nossas indústrias com suas matrizes no exterior acabou com esses e outros preconceitos. Hoje, qualquer consumidor minimamente informado torce o nariz quando lhe é oferecido um carro sem o ar condicionado. Até os chamados carros populares já oferecem esse opcional. E, para quem não sabe, ter esse opcional no carro não representa praticamente nenhuma despesa adicional ao longo de toda a vida útil do aparelho.

O sistema de ar condicionado é praticamente o mesmo para todos os carros, sejam nacionais ou importados. O que muda de um para outro é o tamanho. "Para cada carro existe um projeto específico", Não é como rádio, que é igual para todos os carros.

Como usar melhor seu Ar Condicionado

Antes considerado caro e um luxo para poucas pessoas, o ar condicionado vem sendo usado em um número cada vez maior de automóveis. Vários fatores têm influenciado este aumento. Além do preço mais baixo, a questão do conforto também faz o motorista preferir enfrentar o trânsito sem ter de suportar o calor tropical, típico de boa parte do país. O aumento da criminalidade também conta - muita gente prefere poder dirigir com os vidros fechados e, assim, evitar os assaltos nos faróis.

Além desses motivos, com o vidro do automóvel aberto, o vento entra pelas janelas e "segura" o carro, principalmente quando ele esta em velocidade alta, provocando o chamado "arrasto". Isto faz com que o motor seja mais exigido, com desgaste e consumo de combustível maiores. Hoje é até difícil ver carros com quebra-vento. O brasileiro leva em conta que com os vidros fechados, o carro tem menor arrasto, proporcionando mais economia de combustível e menor desgaste do motor.

Veja com usar corretamente o seu equipamento de ar condicionado:

Se o seu equipamento tiver um termostato você deve usar na posição máxima quando dentro de cidades e 1/3 a menos, quando em estradas. Mas se o seu for automático, você não precisa se preocupar.

A ventilação ideal é a média, que conserva uma refrigeração mais eficiente.

A fumaça e o ar viciado dentro do seu carro devem ser eliminados, abrindo-se, por alguns minutos, os quebra-ventos ou janelas, concomitantemente com o uso do sistema de ventilação, nos carros que o possuem.

Durante o inverno ou nos períodos em que o aparelho não seja usado por muito tempo, deve-se ligá-lo algumas vezes durante a semana, a fim de se evitar danos no compressor principalmente no selo de vedação do eixo, conseqüentemente escape do gás refrigerante.

Após o estacionamento prolongado sob o sol forte, ligue o sistema e ande por alguns minutos com as janelas abertas permitindo a expulsão do ar excessivamente quente, mais rapidamente. Logo após feche as janelas, nunca deixando a menor entrada de ar externo, para um melhor aproveitamento da refrigeração.

Em dias de chuva, o aparelho de ar condicionado funciona também como desembaçador dos vidros, além de manter uma temperatura interna constante, a gosto do usuário.

O condensador colocado à frente do radiador do seu carro deve ser mantido o mais limpo possível, livre de insetos e outros detritos, a fim de permitir plena capacidade ao sistema.

Sempre que possível mande examinar a tensão da correia do compressor e não se preocupe com a água que normalmente escorre através dos tubos laterais do seu evaporador, para debaixo do carro. Trata-se da desumidificação do ar interno, que seu aparelho removeu para o exterior.

Tome como hábito fazer uma revisão geral em seu ar condicionado, pelo menos uma vez ao ano, pois ele foi fabricado para durar muito tempo e lhe proporcionar conforto e satisfação.

Conservando o seu Ar Condicionado
A manutenção do equipamento de ar condicionado veicular é fundamental para um bom funcionamento.

Poucos componentes do automóvel exige manutenção preventiva tão simples como o sistema de ar condicionado. A melhor maneira de mantê-lo em perfeitas condições de funcionamento também é a mais fácil, barata e óbvia: basta usar o acessório normalmente, a assistência técnica só deve ser procurada se o equipamento apresentar perda de rendimento.

O condicionador de ar funciona graças ao movimento do motor do veículo. A ligação é feita por meio de correias. Este componente deve ser verificado junto com a revisão das demais correias do automóvel e substituído em prazos semelhantes aos delas. Finalmente, vale lembrar que os sistemas de ar condicionado completos também aquecem o interior do veículos nos dias frios. Neste caso, o calor vem da água do sistema de arrefecimento do motor. O principal é manter esse sistema em ordem e checar o estado de suas mangueiras.

Fonte: www.foguinho2001.com.br

Ar Condicionado

Basicamente, a exemplo do que ocorre com um refrigerador (geladeira), a finalidade do ar condicionado é extrair o calor de uma fonte quente, transferindo-o para uma fonte fria.

Isto é possível através do sistema evaporador e condensador. No aparelho de ar condicionado existe um filtro, em forma de lençol, no qual passa o ar antes de ir para o evaporador, o que permite eliminar umidade e impurezas.

Componentes

a) Ventilador

Em um aparelho de ar condicionado existe o ventilador elétrico, para forçar a passagem do ar. Comumente, utiliza-se um motor com eixo duplo, sendo numa extremidade, colocado um ventilador do evaporador e noutra o ventilador do condensador.

b) Grupo Refrigerador

Consta de compressor, evaporador e condensador. O seu funcionamento e características do ciclo de refrigeração são os mesmos já explicados anteriormente.

c) Termostato

Tem por finalidade manter o ambiente à temperatura desejada, interrompendo somente o funcionamento do compressor, deixando o ventilador funcionando como circulador e renovador do ar. O bulbo do termostato deve ser colocado em contato com o ar ambiente que é aspirado pelo ventilador.

Todo ar condicionado é munido de dispositivos para efetuar as seguintes operações:

Circulação somente de ar; geralmente em duas velocidades.

Resfriamento normal –  circulação de ar, funcionando simultaneamente com o compressor, mantendo-se o ar em baixa velocidade.

Resfriamento máximo – compressor e ventilador funcionando simultaneamente, porém o volume de ar do ventilador em velocidade máxima.

Classificação do ar condicionado

Os condicionadores de ar podem ser divididos em 3 categorias:

a) Condicionador de ar tipo residencial – Não permite refrigerar mais de um ambiente.

b) Sistema compacto para refrigeração de dois a três locais, mediante a colocação de dutos. A capacidade varia de 22.000 a 50.000 BTU.

c) Sistema comercial, com capacidade de refrigeração muito elevada, entre 50.000 a 90.000 BTU.

Este sistema requer a instalação de uma torre de resfriamento, e uma tubulação de água para efetuar o resfriamento. A torre de resfriamento pode ser colocada no terraço do prédio. A torre de resfriamento é composta na parte superior por uma grande bandeja perfurada, na parte superior por uma grande bandeja perfurada, de um corpo de chapas de madeira espaçadas de alguns centímetros, de um ventilador acionado por um motor elétrico, de um recipiente para recolha e distribuição da água, da carcaça metálica da torre propriamente dita, de uma bomba elétrica para circulação forçada da água.

A água proveniente da fonte de alimentação (1), passa pela bóia e enche o reservatório inferior da torre. Uma bomba (2) aspira a água fria do reservatório e a envia ao condensador do ar condicionado. A água retira calor do condensador (3) e fica quente, sendo então dirigida para a parte superior da torre, indo cair na bandeja perfurada (4), atravessa as camadas de madeira, que amortecem sua queda, retornando ao reservatório (6). O ventilador elétrico (5) provê a subtração do calor da água.

Dutos

Os equipamentos de condicionamento de ar, principalmente os de maior capacidade, usa sistema de dutos para distribuição do ar refrigerado.

Constam essencialmente de uma peça de alumínio em formato retangular ou redondo, com isolamento térmico interior, em placas de isopor. Conectandose uma peça à outra, sucessivamente, teremos uma rede de dutos.

A saída do duto no espaço refrigerado é feita através de grelhas ou difusores. As grelhas podem ser do tipo insuflação ou retorno.

Refrigeração de ar em automóveis

O condicionador de ar para automóveis deve ser, unicamente, um aparelho compacto, isto é, de pequenas dimensões, para poder ser colocado num automóvel com relativa facilidade. Normalmente, usa-se o aparelho apenas em veículos grandes ou médios, visto que os automóveis pequenos não são suficientemente fortes (potentes) para que o aparelho seja adicionado sem que ocorra perda sensível na potência do motor.

Este tipo de aparelho apresenta um funcionamento idêntico ao de um aparelho de ar condicionado convencional, constando de:

condensador;

evaporador;

compressor;

polia com acionamento eletromagnético;

válvulas de expansão, filtros, depósito de líquido, termostato.

O movimento do compressor é feito por intermédio de uma junção eletromagnética acionada pelo termostato, isto é, quando a temperatura no interior do veículo é superior à temperatura previamente estabelecida, o termostato ativa o sistema eletromagnético da polia, fazendo com que o compressor gire. A rotação da polia é feita através de correia ligada a uma polia do motor (polia de virabrequim).

Escolha de Ar Condicionado

Conforme o tipo de ambiente que vamos refrigerar, haverá diferentes capacidades de aparelhos.

Para dimensionamento adequado do ar condicionado temos que levar em conta vários fatores:

Qual o tamanho da sala ou escritório?

Qual a altura do pé direito? (distância do solo ao teto)

Quantas portas e janelas nós temos?

As janelas recebem sol direto? Da manhã ou da tarde? Tem cortina nas janelas? Os vidros ficam à sombra?

Quantas pessoas trabalham no recinto?

Os aparelhos elétricos trabalham em regime contínuo; qual a capacidade de cada um? (potência)

Para facilitar a escolha do ar ideal, estabelecemos um roteiro de cálculo, denominado: CÁLCULO DA CARGA TÉRMICA.

CÁLCULO DA CARGA TÉRMICA

Para facilitar os cálculos, os fabricantes de ar condicionado, costumam publicar tabelas que fornecem o número de Quilocalorias por hora (Kcal/h), necessárias a cada tipo de ambiente.

PLANILHA PARA CÁLCULO DA CARGA TÉRMICA PARA ESCOLHA DE AR CONDICIONADO

INSTALAÇÃO DO AR CONDICIONADO

RECOMENDAÇÕES

Demarcar a parede e abrir orifício com medidas próximas das encontradas no aparelho

fazer caixilho e moldura

prever inclinação de 5 mm para caimento da água para o exterior - evitar incidência de raios solares

dar preferência a montagem entre 1,50 a 1,80 m do solo

a fiação deve ser direta do relógio medidor, sem emendas e com disjuntor de 25 a.

o diâmetro do fio será função da distância e corrente (ampéres) solicitada pelo aparelho

Fonte: www.eletrodomesticosforum.com

Ar Condicionado

Função dos sistemas de ar condicionado para veículos automóveis

Os sistemas de ar condicionado dos veículos automóveis são concebidos para executar duas funções básicas: arrefecer o ar do habitáculo para uma temperatura inferior à do ar exterior e desumidificar o habitáculo por forma a este ficar a um nível confortável.

Para poder realizar estas funções com êxito, o sistema tem de ser capaz de contrariar os efeitos do calor e da humidade relativa do ar indesejados no habitáculo.

Calor indesejado

O calor indesejado pode entrar no veículo por irradiação; por exemplo:

O calor irradiado pelo sol e que é conduzido através do tejadilho,das janelas e dos painéis da carroçaria.

O calor ascendente irradiado pela estrada e conduzido através do painel do piso.

O calor irradiado do corpo dos passageiros para o habitáculo.

Ou, alternativamente, em consequência da condução; por exemplo:

O calor do motor, conduzido através do painel da antepara do compartimento do motor.

O calor do escape, conduzido através do painel do piso.

Humidade relativa do ar

A humidade relativa do ar é muito importante para o condutor e para os passageiros. É desejável manter um nível de cerca de 60%, dado que o ar absorve facilmente a humidade libertada pelo corpo humano. Por conseguinte, a função do sistema de ar condicionado consiste em manter constantemente um nível de humidade confortável.

Evaporação

A evaporação é o processo de passagem de um corpo do estado líquido ao estado gasoso. Quando se ferve água, por exemplo, esta evapora-se e transforma-se em vapor; à medida que se dá a evaporação, o vapor produzido absorve calor. Se for aplicado mais calor, a temperatura da água não se eleva, mas a taxa de evaporação aumenta.

Condensação

A condensação é a passagem de um corpo do estado gasoso ao estado líquido quando é arrefecido.

Se, por exemplo, se deixar arrefecer o vapor libertado pela água a ferver, este volta ao estado líquido.

Evaporação e condensação do refrigerante

A água não é um líquido adequado para utilização em sistemas de ar condicionado, dado que o seu ponto de ebulição é demasiado elevado. Mesmo a baixas pressões, não seria possível obter um efeito de refrigeração utilizável durante a sua evaporação. Por esse motivo, são usados refrigerantes especiais que evaporam a temperaturas muito baixas (à pressão atmosférica normal, o R134a entra em ebulição a cerca de -27°C). A temperatura a que o refrigerante evapora varia de acordo com a pressão.

Ar Condicionado

Circuito do refrigerante

O calor do habitáculo que é absorvido durante a evaporação tem de ser libertado para a atmosfera e o vapor de refrigerante tem de ser condensado e regressar ao estado líquido. Por esse motivo, o refrigerante do sistema de ar condicionado de um veículo automóvel precisa de ser mantido em circulação constantemente.

Sistema de válvula de expansão

Ar Condicionado

Quando o sistema de ar condicionado está a funcionar, o refrigerante é circulado continuamente e passa pelas seguintes
fases:

1. O refrigerante em forma de vapor a baixa pressão, relativamente frio, é sugado para o compressor, onde é comprimido. Durante a sua compressão, a temperatura do vapor aumenta substancialmente.

2. O vapor quente de refrigerante a alta pressão que vem do compressor entra na parte superior do condensador e passa para a parte inferior através dos tubos de arrefecimento. O calor criado durante a compressão e aquele absorvido pelo refrigerante durante o ciclo de arrefecimento anterior é extraído. A temperatura do refrigerante baixa e este condensa antes de sair pela parte inferior do condensador na forma de refrigerante líquido a alta pressão.

3. Ar frio é forçado pela velocidade do veículo ou pela ventoinha do condensador a passar através das alhetas do condensador. Desta forma assegura-se que o condensador funciona em quaisquer condições.

4. O refrigerante líquido proveniente do condensador é recolhido no depósito/desumidificador, onde é filtrado e secado. O vapor de refrigerante eleva-se para o topo do depósito/desumidificador e o refrigerante líquido acumula-se na base. O refrigerante líquido sai através do tubo central.

5. O refrigerante líquido a alta pressão proveniente do depósito/desumidificador entra na válvula de expansão e uma quantidade medida é injectada para o evaporador. A válvula de expansão detecta a temperatura do vapor que sai do evaporador e a quantidade é alterada de forma a assegurar que o refrigerante se evapora completamente.

6. À medida que a pressão baixa, o refrigerante líquido evapora-se e absorve calor do evaporador.

7. O ar quente do habitáculo é forçado pela ventoinha do aquecedor a passar através das alhetas do evaporador, onde é arrefecido à medida que o seu calor é absorvido pelo refrigerante em evaporação.

O ar arrefecido e desumidificado é soprado para o habitáculo. A humidade do ar quente condensa-se na superfície do evaporador e é drenada para fora do alojamento do evaporador. Sai do evaporador vapor de refrigerante a baixa pressão e a uma temperatura relativamente baixa, que é então reciclado.

8. As temperaturas do refrigerante a alta pressão são monitorizadas por meio de interruptores ou sensores existentes no sistema.

A. Vapor de refrigerante a alta pressão

B. Refrigerante líquido a alta pressão

C. Refrigerante líquido/em vapor a baixa pressão

D. Vapor de refrigerante a baixa pressão

Sistema de tubo de orifício fixo

Ar Condicionado

Quando o sistema de ar condicionado está a funcionar, o refrigerante é circulado continuamente e passa pelas seguintes fases:

1. O compressor suga vapor de refrigerante a baixa pressão relativamente frio e comprime-o, o que resulta num aumento considerável da sua temperatura.

2. O vapor quente de refrigerante a alta pressão proveniente do compressor entra na parte superior do condensador e passa para baixo através dos tubos de arrefecimento. O calor que é gerado durante a compressão e aquele absorvido pelo refrigerante durante o ciclo de arrefecimento anterior é extraído. A temperatura do refrigerante baixa e este condensa antes de sair pela parte inferior do condensador na forma de refrigerante líquido a alta pressão.

3. Ar frio é forçado pela velocidade do veículo ou pela ventoinha do condensador a passar através das alhetas do condensador, assegurando-se assim que o condensador funciona em quaisquer condições.

4. Dá-se a entrada de refrigerante líquido a alta pressão, proveniente do condensador, para no tubo de orifício, o qual só permite que seja injectada para o evaporador uma quantidade medida.

5. À medida que a pressão baixa, o refrigerante líquido evapora-se e absorve calor do evaporador.

6. O ar quente do habitáculo é forçado pela ventoinha do aquecedor a passar através das alhetas do evaporador e é arrefecido à medida que o seu calor é absorvido pelo refrigerante em evaporação.Este ar arrefecido e desumidificado é então novamente soprado para o habitáculo. A humidade do ar quente condensa-se na superfície do evaporador e é drenada para fora do alojamento do evaporador. Refrigerante em vapor (e possivelmente no estado líquido) a baixa pressão, relativamente frio, sai do evaporador e é então reciclado.

7. Dado que o tubo de orifício tem uma dimensão fixa, não pode assegurar que o refrigerante sai do evaporador completamente evaporado. Por esse motivo, é passado através do acumulador/desumidificador, onde é filtrado e secado, evaporando-se completamente (no estado líquido, o refrigerante danificaria o compressor). Sai do acumulador/desumidificador e em seguida é reciclado.

8. As temperaturas do refrigerante a baixa pressão são monitorizadas por meio de interruptores ou sensores existentes no acumulador/desumidificador.

9. As temperaturas do refrigerante a alta pressão são monitorizadas por meio de interruptores ou sensores existentes no tubo antes do tubo de orifício fixo.

A. Vapor de refrigerante a alta pressão

B. Refrigerante líquido a alta pressão

C. Refrigerante líquido/em vapor a baixa pressão

D. Vapor de refrigerante a baixa pressão

Sistema de tubo de orifício fixo com aquecimento do refrigerante - modo de arrefecimento

Ar Condicionado

Este sistema é usado em certos veículos a diesel durante a fase de aquecimento do motor, para acelerar o aquecimento do habitáculo em tempo frio. Quando o sistema de ar condicionado está a funcionar, o refrigerante é circulado continuamente e passa pelas seguintes fases:

NOTA Neste modo, a válvula de controlo do refrigerante do ar condicionado [A] encontra-se aberta.

1. O compressor suga vapor de refrigerante sob baixa pressão relativamente frio e comprime-o, fazendo aumentar consideravelmente a sua temperatura.

2. O vapor de refrigerante sob alta pressão, quente, sai do compressor e entra na parte superior do condensador, passa para baixo através dos tubos de arrefecimento. O calor gerado durante a compressão e aquele absorvido pelo refrigerante durante o ciclo de arrefecimento anterior é extraído.

3. O refrigerante entra num depósito/desumidificador integrado (também designado por modulador), onde é filtrado e secado antes de sair pela parte inferior do condensador no estado líquido e sob alta pressão.

4. O ar frio passa através das alhetas do condensador, forçado pela velocidade do veículo ou pela ventoinha do condensador, assegurando-se assim que o condensador funciona em quaisquer condições.

5. O refrigerante líquido sob alta pressão proveniente do condensador entra no tubo de orifício, que doseia a quantidade que é injectada para o evaporador através da válvula de controlo do refrigerante do ar condicionado.

6. À medida que a pressão baixa, o refrigerante líquido evapora-se e absorve calor do evaporador.

7. O ar quente do habitáculo é forçado pela ventoinha do aquecedor a passar através das alhetas do evaporador, e é arrefecido à medida que o seu calor é absorvido pelo refrigerante em evaporação.

Este ar arrefecido e desumidificado é então soprado novamente para o habitáculo. A humidade do ar quente condensa-se na superfície do evaporador e é drenada para fora do alojamento do evaporador. Sai do evaporador refrigerante em vapor (e possivelmente no estado líquido) sob baixa pressão, relativamente frio, que é então reciclado.

8. Dado que o tubo de orifício tem uma dimensão fixa, não pode assegurar que o refrigerante saia do evaporador completamente evaporado. Assim, este é passado através do reservatório de gás quente do refrigerante do ar condicionado, onde se evapora completamente (o refrigerante em estado líquido causaria danos no compressor). O vapor de refrigerante sai então do reservatório de gás quente do refrigerante do ar condicionado e é reciclado.

9. A pressão do refrigerante é monitorizada por um sensor instalado na tubagem da alta pressão.

A. Vapor de refrigerante a alta pressão

B. Refrigerante líquido a alta pressão

C. Refrigerante líquido/em vapor a baixa pressão

D.  Vapor de refrigerante a baixa pressão

Sistema de tubo de orifício fixo com aquecimento do refrigerante - modo de aquecimento

Ar Condicionado

Este sistema é usado em certos veículos a diesel durante a fase de aquecimento do motor, para acelerar o aquecimento do habitáculo em tempo frio. Quando o sistema de aquecimento do refrigerante está a funcionar, o refrigerante é circulado continuamente e passa pelas seguintes fases:

NOTA Neste modo, a válvula de controlo do refrigerante do ar condicionado [A] encontra-se fechada.

1. O compressor suga vapor de refrigerante sob baixa pressão e comprime-o. Isto resulta num aumento substancial da temperatura do refrigerante.

2. O vapor de refrigerante quente sob alta pressão passa directamente do compressor para o evaporador através da válvula de controlo do refrigerante do ar condicionado, sem passar pelo condensador.

3. O ar frio do habitáculo é forçado pela ventoinha do aquecedor a passar através das alhetas do evaporador, sendo aquecido pelo vapor de refrigerante quente. Sai do evaporador refrigerante em vapor (e possivelmente em estado líquido) sob baixa pressão, relativamente frio.


4. Vapor de refrigerante sob baixa pressão e relativamente frio entra no reservatório de gás quente do refrigerante do ar condicionado, onde qualquer líquido pode sofrer uma evaporação total. Certos modelos possuem um aquecedor eléctrico para o refrigerante do ar condicionado junto do reservatório de gás quente do refrigerante, para elevar a temperatura do refrigerante antes de este regressar ao compressor, para ser reciclado.

5. A pressão do refrigerante é monitorizada por um sensor instalado na tubagem da alta pressão.

6. O aquecedor do refrigerante do ar condicionado é controlado por um termointerruptor.

A. Vapor de refrigerante a alta pressão

B. Refrigerante líquido a alta pressão

Descrição dos componentes do ar condicionado

Compressor

Condensador

Depósito/desumidificador

Acumulador/desumidificador

Válvula de expansão

Tubo de orifício fixo

Tubo de orifício variável

Evaporador

Ligações de assistência

Interruptores de pressão do refrigerante

Sensor da pressão do refrigerante

Interruptores de temperatura e sensores de temperatura

Módulos electrónicos de controlo

Compressor

Função

O compressor é uma bomba mecânica que comprime o refrigerante e o faz circular no sistema de ar condicionado.

Funcionamento

O compressor recebe vapor de refrigerante a baixa pressão e debita vapor de refrigerante a alta pressão.

Durante a compressão, a temperatura do vapor de refrigerante aumenta consideravelmente. O compressor só pode comprimir vapor, dado que líquido causaria a sua destruição.

Normalmente o compressor é accionado por uma correia directamente a partir da cambota ou através do alternador ou da bomba da direcção assistida.

Tipo placa oscilante

Ar Condicionado

A placa oscilante [1] está ligada de forma fixa ao veio do compressor [2] formando com este um ângulo oblíquo. Em torno da circunferência da placa oscilante encontra-se uma série de pistões [3] distribuídos a intervalos regulares (o número de pistões e o ângulo a que estão dispostos depende da capacidade do compressor).

A placa oscilante converte o movimento de rotação do veio do compressor no movimento de vaivém dos pistões. Existem válvulas Reed de sucção e de descarga [4] instaladas em pratos de válvulas entre o bloco do motor e a cabeça do motor.

Os compressores de placa oscilante podem ser de capacidade fixa ou variável

O controlo da capacidade variável reduz substancialmente o funcionamento convencional do tipo LIGAR/DESLIGAR da embraiagem magnética e os choques mecânicos daí resultantes.

Os compressores de capacidade variável dispõem de uma válvula de controlo da pressão [5] que detecta a pressão no lado da sucção, sendo então o débito alterado por meio da alteração do ângulo da placa oscilante.

Os modelos mais recentes podem ser equipados com uma válvula eléctrica de controlo da pressão. Esta válvula, controlada pelo módulo do ar condicionado ou pelo módulo de controlo do motor, reduz a energia necessária para operar o sistema, o consumo de combustível e as emissões de escape.

Compressor de palhetas

Ar Condicionado

As palhetas [3] encontram-se dispostas a intervalos regulares dentro de um rotor [1] que se encontra montado no veio do compressor. Quando o rotor gira, a força centrífuga empurra as palhetas para fora, contra a parede interior do compressor [4]. A disposição excêntrica do rotor e o movimento das palhetas geram alterações de pressão no alojamento do compressor [2], as quais criam a sucção necessária à admissão de refrigerante, a compressão subsequente do mesmo e, finalmente, a sua descarga.

Tipo helicoidal

Ar Condicionado

O compressor helicoidal é composto por duas hélices inseridas num alojamento cilíndrico [3]. Uma das hélices está dentro da outra, sendo que uma é fixa [2] e a outra [5] oscila num veio de accionamento e é conduzida por esferas de rolamento [6] e um prato de encosto [1]. O veio de accionamento [7] possui um contrapeso incorporado e gira dentro de um rolamento existente na tampa do alojamento [8]. A vedação da cavidade entre as hélices contra a passagem de gases é assegurada por tiras de vedação [4], criando duas câmaras de compressão em forma de crescente. Estas expandem e contraem consoante o movimento oscilante da hélice.

Os compressores helicoidais podem ser de capacidade fixa ou variável.

O controlo da capacidade variável reduz substancialmente o funcionamento convencional do tipo LIGAR/DESLIGAR da embraiagem magnética e os choques mecânicos daí resultantes.

Os compressores de capacidade variável dispõem de uma válvula de controlo. Para reduzir o débito, a válvula de controlo faz regressar vapor de refrigerante parcialmente comprimido à câmara de baixa pressão. A quantidade de vapor de refrigerante devolvido é determinada pela posição do pistão relativamente à derivação na válvula de controlo.

 

Embraiagem magnética

Ar Condicionado

Para ligar e desligar o veio de accionamento do compressor a este último é usada uma embraiagem magnética.

Quando é aplicada tensão à bobina de campo da embraiagem [5], o disco de embraiagem [1] (que está ligado ao veio do compressor) é atraído contra a polia [4] e o compressor gira.

Quando deixa de se aplicar tensão à bobina de campo da embraiagem [5], o disco de embraiagem [1] é libertado e o compressor pára de girar.

Em alguns modelos, a folga da embraiagem do compressor pode ser ajustada por meio de calços [2].

Normalmente, a bobina de campo da embraiagem [5] é retida no lugar por um freio [3].

A lubrificação do compressor faz-se através de óleo existente no mesmo, misturado com refrigerante.

Condensador

Função

Ar Condicionado

À medida que o vapor de refrigerante é comprimido, a sua temperatura aumenta, pelo que tem de ser arrefecido antes de ser passado para o evaporador.

O condensador tem como função arrefecer o vapor de refrigerante quente, assegurando que este condensa e passa ao estado líquido; normalmente o condensador está montado em frente do radiador do líquido de arrefecimento do motor.

Funcionamento

Ar Condicionado

O condensador recebe vapor a alta pressão do compressor.

O vapor entra pela parte superior do condensador e desce através dos seus tubos.

O ar frio que passa pelas alhetas do radiador vai arrefecendo o refrigerante e este condensa, saindo
então pela parte inferior do condensador no estado líquido.

Quando o veículo está parado, é usada uma ventoinha mecânica ou eléctrica para forçar a passagem do ar através das alhetas do condensador.

Nos modelos mais recentes o condensador divide-se em três câmaras separadas. A secção superior [1] arrefece o vapor quente, assegurando que este condensa, passando ao estado líquido. O líquido é então passado para um depósito/desumidificador integrado [2] (também chamado modulador neste tipo de disposição), onde é secado e separado de qualquer vapor que ainda aí se encontre antes de entrar na secção inferior [3], um arrefecedor secundário que assegura que para a válvula de expansão passa apenas líquido.

Depósito/desumidificador

Função

O depósito/desumidificador é usado em sistemas de válvula de expansão e encontra-se no lado da alta pressão do sistema. Nos sistemas mais antigos, encontra-se entre o condensador e a válvula de expansão, ligado por tubos. Nos modelos mais recentes pode fazer parte integrante do condensador.

Tem como função principal assegurar que para a válvula de expansão só passa refrigerante líquido. Além disso, filtra todas as impurezas do sistema e absorve a humidade que possa nele ter penetrado.

O compressor tem de ser substituído ou (apenas no caso dos do tipo integral) reparado sempre que apresente danos ou que o circuito do refrigerante tenha sido aberto e deixado em contacto com o ar.

Funcionamento

Ar Condicionado

O líquido a alta pressão passa através de um tubo de admissão [1] do condensador para o depósito/desumidificador, onde um elemento desumidificador [4] absorve a humidade e filtra a sujidade do refrigerante.

O refrigerante líquido [5] passa então, através de um tubo ascendente [6], para o tubo de saída [3] e daí para a válvula de expansão.

Em alguns sistemas existe um vidro de inspecção [2] no tubo de saída.

Depósito/desumidificador integrado

Ar Condicionado

Aqueles do tipo integrado possuem um cartucho desidratante [1] e um filtro [2] que podem ser acedidos após a descarga do refrigerante, bastando para isso retirar o bujão [3].

NOTA: Em certos modelos o filtro faz parte do bujão.

Acumulador/desumidificador

Função

O acumulador/desumidificador é usado nos sistemas de tubo de orifício fixo e a sua posição no circuito do refrigerante é entre o evaporador e o compressor.

A sua função principal consiste em evitar que entre refrigerante líquido no compressor e o danifique.

Para o conseguir, actua como depósito do refrigerante líquido que não passou a vapor ao passar através do evaporador, e só permite que o compressor extraia vapor de refrigerante.

O acumulador/desumidificador também actua como filtro, assegurando a limpeza do circuito do refrigerante, e absorve a humidade que possa ter entrado para o refrigerante.

O compressor tem de ser substituído sempre que apresente danos ou se o circuito do refrigerante tiver sido aberto e deixado exposto ao ar.

Funcionamento

Ar Condicionado

 

 

O vapor de refrigerante passa do evaporador para o acumulador/desumidificador através do tubo de admissão [3] e circula em torno da tampa [4], criando um remoinho. O elemento desumidificador [8] recolhe qualquer humidade que tenha sido absorvida pelo refrigerante.

O vapor de refrigerante acumula-se debaixo da tampa, de onde é extraído para o tubo de saída através da abertura do tubo em U [2].

O líquido mais pesado tem tendência a circular para o fundo do acumulador/desumidificador, onde tem uma segunda oportunidade de se evaporar.

Na parte do tubo em forma de U [5] que se encontra por trás do filtro [6] existe um pequeno orifício. O óleo que é recolhido no acumulador/desumidificador [7] é extraído através deste orifício e é misturado com o vapor de refrigerante que sai.

O interruptor de baixa pressão encontra-se numa ligação situada na parte superior do acumulador/desumidificador [1].

Válvula de expansão

Função

Ar Condicionado

Localizada no tubo de alta pressão, entre o depósito/desumidificador e o evaporador, a válvula de expansão separa o lado da alta pressão do lado da baixa pressão no circuito do refrigerante.

Controlando o caudal de refrigerante que entra no evaporador, assegura que o refrigerante líquido se evapora completamente, de forma a que só regresse ao compressor vapor de refrigerante.

As válvulas de expansão não se podem regular e substituem-se como unidade completa.

Funcionamento - tipo válvula de bloco

Ar Condicionado

A válvula de expansão deste tipo é composta por cabeça de diafragma [5] e corpo da válvula. O refrigerante proveniente do depósito/desumidificador [1] passa através do orifício inferior e é injectado em quantidades medidas com precisão. A medição é efectuada por um sensor [4] e uma câmara de diafragma [6] enchida com uma pequena quantidade de refrigerante.

O sensor [4] monitoriza a temperatura do vapor de refrigerante que regressa do evaporador [7]. Quando a temperatura aumenta, o sensor aquece o refrigerante líquido que se encontra na câmara de diafragma. O refrigerante expande e o diafragma empurra uma corrediça de válvula [2], o que impele a esfera [9] para baixo, contra a pressão da mola [10], afastando-a da sede da válvula. Desta forma o caudal de refrigerante para o evaporador aumenta [8]. A válvula de esfera volta a fechar assim que a temperatura no evaporador baixa e o refrigerante na cabeça de diafragma arrefece. O vapor de refrigerante regressa ao compressor através da ligação [3].

Funcionamento - válvula termostática

Ar Condicionado

A válvula de expansão tipo termostática (TXV), com lâmpada térmica [2], encontra-se colocada directamente na entrada do evaporador. O refrigerante em estado líquido a alta pressão proveniente do depósito/desumidificador entra na válvula pelo ponto [4] e actua contra a válvula carregada por mola [6] para ser injectado no evaporador [5].

No tubo de baixa pressão existe uma lâmpadasensível ao calor [2]. Quando a temperatura aumenta, o sensor aquece o refrigerante líquido que se encontra na câmara de diafragma. O refrigerante expande e o diafragma empurra a válvula para baixo, afastando-a da sua sede. Desta forma o caudal de refrigerante para o evaporador aumenta [5]. A válvula volta a fechar assim que a temperatura no evaporador baixa e o refrigerante no diafragma arrefece.

Para compensar as variações das pressões de saída é utilizado um tubo de equilíbrio da pressão [1]. Em alguns casos este tubo é montado fora do tubo de sucção, como pode ver-se na figura; noutros casos utiliza-se uma perfuração interna.

Tubo de orifício fixo

Função

O tubo de orifício está situado no tubo de alta pressão, entre o condensador e o evaporador.

A sua localização exacta pode identificar-se pelo exterior, através de um ressalto no tubo do refrigerante - um obstáculo que impede que o tubo de orifício seja empurrado para o evaporador.

O tubo de orifício separa os lados de alta e baixa pressão do circuito de refrigerante e mede o caudal de refrigerante que entra no evaporador.

O tubo de orifício não pode assegurar a evaporação total do refrigerante líquido no evaporador; para assegurar que só regressa ao compressor vapor de refrigerante, é utilizado um acumulador.

Funcionamento

Ar Condicionado

O refrigerante líquido [1] proveniente do condensador a alta pressão entra no tubo de orifício pelo seu lado de admissão [3]. Duas juntas tóricas [4] evitam que o refrigerante escape do tubo de orifício. Um filtro de rede existente no lado da admissão [2] assegura que o orifício não fica obstruído. O filtro do lado da saída [5] pulveriza o refrigerante em gotículas minúsculas antes de este dar entrada no evaporador [6].

O diâmetro interior do tubo de orifício fixo varia conforme o tipo de veículo. Cada tubo de orifício fixo tem uma cor de código que indica o calibre do tubo. É importante montar o tubo de orifício fixo do calibre correcto, dado que de outra forma a capacidade de arrefecimento pode ser significativamente afectada.

Se o compressor tiver sofrido danos internos, o tubo de orifício fixo e/ou o filtro podem ficar obstruídos com partículas de metal, pelo que deve(m) ser substituído(s).

Tubo de orifício variável

Função

O tubo de orifício variável está situado na tubagem de alta pressão, entre o condensador e o evaporador.

A sua localização exacta pode identificar-se pelo exterior, através de um ressalto no tubo do refrigerante - um obstáculo que impede que o tubo de orifício seja empurrado para o evaporador.

O tubo de orifício separa os lados da alta e da baixa pressão do circuito de refrigerante e mede o caudal de refrigerante que entra no evaporador através de dois orifícios - um fixo e um variável.

O tubo de orifício variável não pode assegurar a evaporação total do refrigerante líquido no evaporador, pelo que é utilizado um acumulador para assegurar que só regressa ao compressor vapor de refrigerante.

Funcionamento

Ar Condicionado

O refrigerante líquido [1] flúi a alta pressão do condensador para o lado de admissão do tubo de orifício variável [2]. Duas juntas tóricas [3] impedem que o refrigerante não passe no tubo de orifício variável. Um filtro de rede no lado da admissão [4] assegura que os orifícios não ficam obstruídos. O fluxo de refrigerante é medido através do tubo de orifício fixo [5] e do tubo de orifício variável [6]. A quantidade de refrigerante admitido depende da temperatura do refrigerante. À medida que a temperatura aumenta, a mola bimetálica [7] gira, accionando um limitador [8] que doseia a quantidade de refrigerante que passa pelo tubo de orifício fixo [6]. Finalmente, o filtro no lado da saída [9] pulveriza o refrigerante em gotículas minúsculas antes de este dar entrada no evaporador [10].

O diâmetro interior do orifício pode variar conforme o tipo de veículo. Cada tubo de orifício tem uma cor de código que indica o calibre do tubo. É importante montar o tubo com o orifício do calibre correcto, dado que, caso contrário, a capacidade de arrefecimento poderá ser seriamente afectada.

Se o compressor sofrer danos internos, o tubo de orifício e/ou o filtro podem ficar obstruídos com partículas de metal, pelo que devem ser substituídos.

Evaporador

Função

Normalmente o evaporador encontra-se montado na admissão de ar do aquecedor.

O evaporador recebe vapor de refrigerante frio e não só arrefece como também desumidifica o ar no habitáculo.

Alguns veículos estão equipados com mais de um evaporador; por exemplo, um na parte da frente e outro na parte de trás do habitáculo.

Funcionamento

Ar Condicionado

O evaporador recebe uma mistura de refrigerante frio líquido e vaporizado da válvula de expansão ou do tubo de orifício fixo (dependendo do tipo de sistema) [1].

Uma ventoinha eléctrica [4] faz passar ar (normalmente recirculado) [A] pelas alhetas do evaporador [3].

À medida que o ar passa pelas alhetas do evaporador, é arrefecido e empurrado para o habitáculo [B] antes de ser recirculado através do evaporador.

O calor do ar admitido assegura que o refrigerante líquido é vaporizado antes de sair do evaporador [2] e que é novamente puxado para o compressor, para ser recirculado.

O vapor de água contido no ar que passa através do evaporador condensa nas alhetas, o que resulta na desumidificação do ar; a água recolhida durante o processo escoa-se através de canais de escoamento.

Ligações de assistência

Função

Normalmente as ligações de assistência encontram-se no compartimento do motor. A ligação de assistência da baixa pressão poderá situar-se no compressor do ar condicionado ou no tubo de refrigerante de baixa pressão. A ligação de assistência da alta pressão poderá situar-se no compressor do ar condicionado, no tubo de refrigerante de alta pressão ou no depósito/desumidificador. Alguns veículos poderão possuir apenas uma ligação de assistência de alta pressão.

As ligações de assistência permitem ligar um conjunto de manómetros ao circuito do refrigerante, para efeitos de assistência e ensaio.

NOTA: As ligações de assistência dos compressores poderão estar identificadas com as letras "SUC" (sucção) do lado da baixa pressão e DIS (descarga) do lado da alta pressão.

 

Funcionamento - Ligações de assistência para R12

Ar Condicionado

Ar Condicionado

As tampas de protecção evitam que entre sujidade para as válvulas e proporcionam vedação adicional quando o sistema está em funcionamento. Depois dos trabalhos de assistência ou reparação, devem ser novamente colocadas.

As ligações de assistência são uniões com rosca interna e externa, para uniões de aparafusar. As ligações de assistência da alta pressão Fig 16 [A] e da baixa pressão Fig 16 [B] têm normalmente roscas externas de 3/8 polegadas.

As ligações de assistência da alta e da baixa pressão não são identificadas, excepto quando se encontram no compressor.

Alguns veículos utilizam uma união de rosca externa de 3/8 polegadas (alta pressão) e outra de 7/16 polegadas (baixa pressão).

As ligações de assistência contêm válvulas do tipo Schrader. Um núcleo de válvula integral Fig 17 [4] é aparafusado ao corpo da ligação Fig 17 [1].

Estas válvulas funcionam como as válvulas de pneu: abrem-se quando se carrega na cavilha [2] contra a força da mola Fig 17 [3].

Funcionamento - Ligações de assistência para R134a

Ar Condicionado

Ar Condicionado

As ligações de assistência são uniões com rosca interna e ambas utilizam ligadores de encaixar. As ligações de assistência da alta pressão Fig 18 [A] e da baixa pressão Fig 18 [B] têm uniões de tamanhos diferentes.

A ligação de assistência de alta pressão tem um diâmetro maior do que a ligação de assistência de baixa pressão. As ligações de assistência contêm válvulas do tipo Schrader, tal como as ligações para R12 .

NOTA: Não utilize válvulas de pneu comuns para prestar assistência a um sistema de ar condicionado. Quando entra em contacto com refrigerante, o material de vedação das válvulas de pneu deteriora-se rapidamente.

Interruptores de pressão do refrigerante

Função

Dependendo do tipo de sistema, os interruptores de pressão do refrigerante podem estar montados nos tubos de baixa pressão e/ou de alta pressão do circuito do refrigerante.

Os contactos do interruptor estão abertos ou fechados conforme a pressão do circuito; os interruptores com mais de um conjunto de contactos têm o nome de interruptores de pressão duplos, triplos ou quádruplos.

As pressões de funcionamento dos interruptores e a sua função variam conforme o tipo de sistema. Por exemplo:

Um interruptor de baixa pressão ou triplo é usado para assegurar que o compressor não funciona se a pressão do refrigerante for demasiado baixa.

Um interruptor de alta pressão ou triplo é usado para assegurar que o compressor não funciona se a pressão do refrigerante for demasiado alta.

Um interruptor de baixa pressão é utilizado para controlar (ciclicamente) o funcionamento do compressor em sistemas com tubo de orifício.

Um interruptor de alta pressão pode ser usado para fazer funcionar os motores das ventoinhas do condensador ou do líquido de arrefecimento do motor.

Funcionamento - interruptor de pressão duplo do refrigerante

Ar Condicionado

O refrigerante entra no interruptor de pressão duplo (por vezes designado de interruptor binário) através da perfuração [1] e a pressão é detectada pela membrana [2] para fazer funcionar o actuador [3] contra a mola [4].

Se a pressão do refrigerante descer abaixo de cerca de 2 bar, os contactos do interruptor de baixa pressão [5] abrem e o circuito da embraiagem do compressor é interrompido.

Quando a pressão do refrigerante sobe acima de cerca de 3 bar, os contactos do interruptor de baixa pressão fecham e o circuito da embraiagem do compressor fecha.

Se a pressão do refrigerante subir acima de cerca de 27 bar, os contactos do interruptor de alta pressão [6] abrem e o circuito da embraiagem do compressor é interrompido.

Quando a pressão do refrigerante regressa a cerca de 23 bar, os contactos do interruptor de alta pressão fecham e o circuito da embraiagem do compressor fecha.

Funcionamento - interruptor de pressão triplo/quádruplo do refrigerante

Ar Condicionado

O interruptor de pressão triplo do refrigerante (por vezes designado de interruptor ternário ou de pressostato) funciona da mesma forma que o interruptor de pressão duplo para controlar o funcionamento do compressor.

Dispõe de contactos adicionais para controlar os motores da ventoinha do líquido de arrefecimento do motor ou o condensador.

Quando a pressão do refrigerante ultrapassa os cerca de 15-19 bar, os contactos do interruptor [7] fecham e o condensador ou o circuito do motor da ventoinha do líquido de arrefecimento do motor são accionados.

O interruptor de pressão quádruplo possui um conjunto de contactos adicional para permitir accionar o(s) motor(es) da ventoinha do líquido de arrefecimento do motor ou condensador em etapas, de acordo com a pressão do refrigerante.

Funcionamento - interruptor de alta pressão do refrigerante

Ar Condicionado

O interruptor de alta pressão do refrigerante funciona de forma semelhante ao interruptor de pressão duplo, com a diferença de que apenas tem contactos de alta pressão [6] para controlar o funcionamento do compressor.

Funcionamento - interruptor de baixa pressão do refrigerante

Ar Condicionado

O interruptor de baixa pressão do refrigerante (por vezes designado de interruptor de funcionamento cíclico em sistemas de tubo de orifício fixo) funciona de modo semelhante ao interruptor de pressão duplo, mas só tem contactos de baixa pressão [1] para controlar o funcionamento do compressor.

 

Sensor da pressão do refrigerante

Função

Poderá ser usado um sensor de pressão do refrigerante para controlar o funcionamento tanto do compressor como do motor da ventoinha do líquido de arrefecimento do motor ou do condensador através ou do módulo de controlo do ar condicionado ou do módulo de controlo do motor.

Funcionamento - tipo analógico

Ar Condicionado

Os sensores de pressão analógicos funcionam de modo semelhante ao interruptor de pressão duplo, mas em lugar de contactos possuem uma resistência variável ou um cristal sensível à pressão.

O módulo de controlo do ar condicionado ou o módulo de controlo do motor abastecem as ligações [1] do sensor da pressão com uma tensão de referência.

A tensão de referência emitida da sua ligação [2] varia proporcionalmente à pressão do refrigerante.

Funcionamento - tipo digital

Ar Condicionado

Ar Condicionado

Os sensores de pressão digitais funcionam de forma muito semelhante aos analógicos, com a diferença de que utilizam um cristal sensível à pressão Fig 22 [1] e um microprocessador Fig 22 [2] para produzirem um sinal digital.

O sensor de pressão recebe tensão do módulo de controlo do ar condicionado ou do módulo de controlo do motor nas suas ligações Fig 22 [3] e devolve um sinal através da ligação Fig 22 [4].

O cristal é abastecido com uma tensão de referência pelo microprocessador Fig 22 [5].

As variações de pressão do refrigerante provocam a distorção do cristal, o que provoca a alteração da sua resistência eléctrica. Esta alteração por sua vez resulta na alteração da tensão emitida para o microprocessador Fig 22 [6], onde é gerado um sinal digital.

O sinal digital reflecte a pressão do refrigerante através de um impulso de largura variável (ciclo de operação).

Interruptores de temperatura e sensores de temperatura

Função

Tanto os interruptores como os sensores de temperatura podem ser usados para controlar o funcionamento do sistema de ar condicionado; por exemplo:

a temperatura do líquido de arrefecimento do motor pode ser monitorizada para assegurar que o motor não sobreaquece devido ao calor adicional gerado quando o ar condicionado está a funcionar;

a temperatura do evaporador pode ser monitorizada para assegurar que se a sua temperatura baixar para um ponto tal em que possa ocorrer congelamento, o funcionamento do compressor é interrompido;

tanto a temperatura no habitáculo como a temperatura exterior podem ser monitorizadas para controlar o funcionamento do sistema de ar condicionado.

Funcionamento - sensor da temperatura do líquido de arrefecimento

Ar Condicionado

Ar Condicionado

O sensor da temperatura do líquido de arrefecimento encontra-se no sistema de arrefecimento, montado ou no radiador ou no motor, e está ligado ao módulo de controlo do ar condicionado ou ao módulo de controlo da ventoinha de arrefecimento.

A maioria destes sensores incorpora uma resistência de coeficiente da temperatura negativo, cuja resistência diminui à medida que a temperatura do líquido de arrefecimento aumenta.

Funcionamento - sensor da temperatura do ar

Ar Condicionado

Os sensores da temperatura do ar podem ser montados em diversos locais, tanto dentro como fora do veículo, e estão ligados ao módulo de controlo do ar condicionado.

A maioria destes sensores incorpora uma resistência de coeficiente da temperatura negativo (NTC), cuja resistência diminui à medida que a temperatura do ar aumenta.

Funcionamento - sensor da temperatura do evaporador

Ar Condicionado

O sensor da temperatura do evaporador encontra-se no alojamento do evaporador e está ligado a um módulo de controlo electrónico.

A sonda do sensor da temperatura [1] é colocada nas alhetas de arrefecimento do evaporador e a sua resistência altera-se proporcionalmente às alterações da temperatura. Se a temperatura baixar a um ponto tal que possa ocorrer congelamento, o sinal do sensor é usado para desligar o compressor até a temperatura subir novamente.

A maioria destes sensores incorpora uma resistência de coeficiente da temperatura negativo, cuja resistência diminui à medida que a temperatura do evaporador aumenta.

O sensor poderá incorporar um transístor dentro do conjunto [2] que actua como interruptor.

Funcionamento - interruptor da temperatura do líquido de arrefecimento do motor

Ar Condicionado

O interruptor da temperatura do líquido de arrefecimento do motor encontra-se no sistema de arrefecimento, montado ou no radiador ou no motor. Incorpora um interruptor bimetálico que abre ou fecha quando a temperatura do líquido de arrefecimento aumenta.

O interruptor da temperatura do líquido de arrefecimento do motor pode ser usado para fazer funcionar ventoinhas de arrefecimento ou para interromper o funcionamento do compressor.

Funcionamento - interruptor da temperatura do evaporador

Ar Condicionado

 

 

O interruptor da temperatura do evaporador encontra-se dentro ou perto do alojamento do evaporador, enquanto que o tubo capilar do sensor [1] está colocado nas alhetas de arrefecimento do evaporador.

As alterações de temperatura dentro do evaporador provocam alterações de pressão proporcionais no tubo capilar: à medida que a pressão baixa, a pressão no tubo capilar do sensor baixa.

Este abaixamento da pressão actua sobre uma membrana [2] que está ligada aos contactos do interruptor [3]. Quando os contactos abrem, o circuito da embraiagem do compressor é interrompido.

Tipicamente, os contactos do interruptor abrem a cerca de 1°C e fecham a cerca de 4°C.

Módulos electrónicos de controlo

Função

Os sistemas automáticos ou semi-automáticos podem ser controlados por um módulo de controlo do ar condicionado.

Normalmente o módulo de controlo do ar condicionado encontra-se integrado no painel de controlo do ar condicionado/aquecedor, mas em certos sistemas poderá constituir uma unidade separada, instalada sob o capot ou dentro do veículo. O módulo de controlo do motor também pode controlar certos componentes do ar condicionado.

Normalmente os módulos de controlo do ar condicionado e de controlo do motor estão ligados e podem ter uma ficha de transmissão de dados comum para aceder aos dados de diagnóstico de avarias.

Funcionamento - Módulo de controlo do ar condicionado

Ar Condicionado

Os sinais eléctricos provenientes dos comandos e dos sensores do sistema de aquecimento e de ar condicionado são recebidos e processados pelos circuitos electrónicos no módulo de controlo do ar condicionado.

O módulo de controlo do ar condicionado mantém automaticamente no habitáculo a temperatura seleccionada no painel de comandos.

O módulo de controlo do ar condicionado recebe sinais de entrada de:

Sensor de temperatura do evaporador do ar condicionado.

Sensor de pressão do refrigerante do ar condicionado.

Comandos do ar condicionado/aquecimento.

Caixa de velocidades automática.

Sensor de regime do motor.

Sensor da temperatura de saída do aquecedor.

Sensor da temperatura no habitáculo.

Sensor da temperatura do ar exterior.

Sensor da velocidade do veículo (VSS).

Os sinais de saída do módulo de controlo do ar condicionado controlam o seguinte:

Embraiagem do compressor do ar condicionado.

Motor da ventoinha do aquecedor/ar condicionado

Motores ou solenóide da patilha do ar condicionado/aquecedor.

Motor(es) da ventoinha do condensador.

Motor(es) da ventoinha do líquido de arrefecimento do motor.

Válvula reguladora do aquecedor do líquido de arrefecimento do motor.

NOTA: O módulo de controlo do ar condicionado poderá estar equipado com sistema de autodiagnóstico.

As avarias registadas pelo módulo de controlo do ar condicionado têm de ser rectificadas antes de se prosseguir com o diagnóstico do sistema.

Funcionamento - módulo de controlo do motor

Ar Condicionado

Ar Condicionado

Os sinais eléctricos provenientes dos sensores do sistema de combustível e de ignição são recebidos e processados pelos circuitos electrónicos do módulo de controlo do motor.

O módulo de controlo do motor controla os sistemas de combustível, de ignição e das emissões de escape.

Além disso, pode ser usado para controlar certas funções do sistema de ar condicionado.

Sinais de entrada do módulo de controlo do motor que podem afectar o funcionamento do ar condicionado:

Sinal de ar condicionado LIGADO.

Caixa de velocidades automática.

Temperatura do líquido de arrefecimento.

Carga do motor.

Regime do motor.

Posição da borboleta do acelerador.

Velocidade do veículo.

Sinais de saída do módulo de controlo do motor que controlam o funcionamento do ar condicionado:

Funcionamento da embraiagem do compressor do ar condicionado.

Motor(es) da ventoinha do líquido de arrefecimento do motor.

Motor(es) da ventoinha do condensador.

NOTA: O módulo de controlo do motor poderá estar equipado com sistema de autodiagnóstico.

As avarias podem ser indicadas por um LED no módulo de controlo do motor , pela luz avisadora de avaria ou pela luz avisadora "check engine" (verificar motor) no painel de instrumentos .

As avarias registadas pelo módulo de controlo do motor podem afectar o funcionamento do sistema de ar condicionado e precisam de ser rectificadas antes de se fazer o diagnóstico de avarias do ar condicionado.

Para informações mais detalhadas sobre o diagnóstico de avarias do módulo de controlo do motor - consulte o Manual apropriado da Autodata sobre Gestão do Motor.

Recomendações de segurança

Introdução

Sempre que trabalhar com qualquer tipo de sistema de ar condicionado, observe as recomendações de segurança que se seguem, a fim de evitar causar danos nos componentes e sofrer ferimentos pessoais. As presentes recomendações constituem um suplemento àquelas fornecidas com o equipamento ou o material. Siga sempre as recomendações de segurança fornecidas pelo fabricante ou pelo distribuidor do equipamento a ser usado.

Poderá obter informações adicionais sobre saúde e segurança junto dos fabricantes e distribuidores de equipamento, refrigerante e produtos lubrificantes.

Airbags (Sistema de segurança suplementar - SRS)

Muitos dos modelos descritos neste manual são equipados de série com airbags. O trabalho em veículos equipados com esse tipo de sistema tem de ser executado com extremo cuidado, a fim de evitar que o airbag seja acidentalmente insuflado, o que poderia resultar em ferimentos pessoais.

Quaisquer trabalhos não autorizados no sistema poderão resultar na sua avaria ou no insuflamento acidental de airbags.

NOTA:Toda a cablagem relacionada poderá estar coberta por uma tampa exterior amarela.

Cerca de 5-10 segundos depois de o motor ser ligado, a luz avisadora de AIRBAG deverá apagar-se. Se assim não acontecer, existe uma avaria no sistema. A avaria deverá ser rectificada antes de se efectuarem quaisquer outros trabalhos.

NUNCA tente testar o sistema com um multímetro.

NUNCA adultere nem desligue a cablagem do airbag.

NUNCA faça ligações adicionais em qualquer parte da cablagem ou em terminais do sistema.

Quando trabalhar em componentes ou sistemas perto do airbag, certifique-se SEMPRE de que a cablagem do airbag não ficou trilhada nem sofreu qualquer tipo de dano.

Para mais informações, consulte a secção sobre airbags e pré-tensores dos cintos de segurança.

Parte eléctrica

Antes de ligar o motor certifique-se SEMPRE de que a bateria está bem ligada.

NUNCA tente ligar o motor utilizando uma fonte de alimentação com mais de 12 Volt como, por exemplo, um carregador rápido (16 Volt) ou ligando duas baterias em série (24 Volt). Desligue SEMPRE a bateria antes de carregá-la.

NUNCA desligue a bateria com o motor a trabalhar.

NUNCA ligue a bateria com a polaridade invertida.

NUNCA desligue ou toque nos cabos de alta tensão com o motor a ser rodado ou a trabalhar.

NUNCA ligue ou desligue o módulo de controlo do motor, o módulo de controlo do ar condicionado ou qualquer outro módulo de controlo com a ignição LIGADA.

NUNCA desligue quaisquer fichas múltiplas de módulos de controlo sem deixar passar 30 segundos após desligar a ignição.

NUNCA ligue brevemente um cabo ou circuito à massa para confirmar que existe continuidade.

NUNCA tente rodar ventoinhas eléctricas do radiador/condensador à mão com a bateria ligada.

Algumas podem começar a funcionar automaticamente em qualquer altura, mesmo com a ignição desligada.

Certifique-se SEMPRE de que quaisquer peças do sistema de ar condicionado que sejam substituídas são adequadas para a aplicação a que se destinam. Muitas unidades são semelhantes exteriormente, mas diferem internamente.

Circuito do refrigerante

Use SEMPRE vestuário de protecção adequado, incluindo luvas de fluorelastómero (luvas de cabedal ou de tecido não são apropriadas para trabalhos de assistência em qualquer parte do sistema de refrigerante).

Use SEMPRE óculos de protecção; uma fuga de refrigerante pode causar feridas graves (ulceração causada pelo frio) em qualquer parte da pele que não esteja protegida e em particular nos olhos.

NUNCA preste assistência ou repare circuitos de refrigerante do ar condicionado a fumar, junto de chamas nuas ou junto de superfícies quentes. Embora sob circunstâncias normais os refrigerantes não sejam venenosos, uma descarga junto de uma chama nua ou uma superfície quente poderia resultar na produção de gases tóxicos (flúor, oxicloreto de carbono).

NUNCA preste assistência ou repare circuitos de refrigerante do ar condicionado em áreas fechadas, junto do piso ou em fossas. Embora o refrigerante não seja tóxico, é mais pesado do que o ar e fará deslocar o ar em torno da área em que o refrigerante for libertado, provocando sufocação.

Mantenha SEMPRE boas condições de ventilação na área em que o refrigerante é manuseado.

NUNCA liberte deliberadamente refrigerante para a atmosfera. Trata-se de uma acção ilegal e prejudicará o ambiente.

Descarregue SEMPRE o refrigerante do sistema de ar condicionado para um sistema de recuperação aprovado.

Quando utilizar uma fonte luminosa de raios ultravioleta, use SEMPRE óculos de protecção para evitar sofrer danos na visão.

NUNCA utilize ar comprimido para testar o circuito de refrigerante relativamente a fugas. Sob certas condições, o óleo do refrigerante existente no sistema poderá entrar em combustão.

NUNCA manuseie óleo do refrigerante sem luvas apropriadas. Este pode conter ácidos e o óleo glicol de polialquileno (PAG) é absorvido através da pele.

NUNCA utilize refrigerantes não aprovados. Qualquer outra substância que entre no sistema pode reagir quimicamente com o refrigerante ou com os componentes do sistema e causar problemas. A utilização de gás butano pode causar explosão e resultar em ferimentos pessoais.

NUNCA deverá soldar, utilizar um maçarico ou aplicar calor excessivo no circuito do refrigerante ou perto dele, quer este esteja cheio, quer não.

Manuseamento seguro de recipientes/garrafas de enchimento de refrigerante

Cumpra sempre as seguintes instruções:

Mantenha fora do alcance das crianças.

Guarde em local fresco, mas protegido de geada.

Não exponha a fontes de calor (incluindo água quente), à luz solar ou a temperaturas superiores a 50°C.

Durante o enchimento, não manuseie recipientes húmidos com as mãos desprotegidas.

Transporte na vertical.

Não deixe cair.

Não encha excessivamente recipientes pressurizados – deixe espaço para a dilatação.

Certifique-se sempre de que os recipientes estão bem fechados.

Cumpra sempre a legislação local/nacional aplicável.

Procedimentos gerais de teste

Introdução

Esta secção trata apenas da assistência e da reparação do sistema de ar condicionado. Para informações sobre a função e o funcionamento dos componentes do ar condicionado, consulte a secção apropriada.

CUIDADO: : Muitos dos modelos descritos neste manual são equipados de série com airbags. O trabalho em veículos equipados com esse tipo de sistema tem de ser executado com extremo cuidado, a fim de evitar que o airbag seja acidentalmente insuflado, o que poderia resultar em ferimentos pessoais. Quaisquer trabalhos não autorizados no sistema poderão resultar na sua avaria ou no insuflamento acidental de airbags.

NOTA: Para mais informações, consulte a secção sobre airbags e pré-tensores dos cintos de segurança.

Circuito do refrigerante

NOTA: Esta secção cobre os procedimentos gerais e só se aplica a componentes estandardizados.

Não é possível prestar assistência à maioria dos componentes do circuito do refrigerante de um sistema de ar condicionado.

Se o diagnóstico indicar que os componentes que se seguem estão avariados, estes devem ser substituídos:

Acumulador/desumidificador.

Depósito/desumidificador.

Válvula de expansão.

Tubo de orifício.

Compressor.

O condensador, o evaporador e o refrigerante podem ser lavados por circulação de líquido para remoção de sujidade, mas os componentes acima referidos devem ser excluídos e lavados por meio de circulação de um líquido apropriado.

NOTA: Se não for possível conseguir um líquido de lavagem por circulação apropriado para o efeito, UTILIZE APENAS refrigerante líquido (do mesmo tipo daquele utilizado no sistema).

Componentes do circuito do refrigerante

Ligações de assistência

Ar Condicionado

As ligações de assistência contêm válvulas do tipo Schrader, com núcleos integrais aparafusados ao respectivo corpo.

As válvulas das ligações de assistência têm de ficar completamente seladas, para evitar fugas de refrigerante. Para verificar se existem fugas, aplique umas gotas de óleo do refrigerante na válvula.

Se se formarem bolhas, existe uma fuga na válvula e o seu núcleo tem de ser substituído.

Normalmente será necessário extrair o refrigerante e voltar a encher o sistema. No entanto, existem ferramentas Fig 1 com as quais é possível substituir a válvula com o sistema cheio de refrigerante (desde que o espaço de acesso seja suficiente).

A ferramenta de substituição do núcleo da válvula bloqueia o pórtico de assistência, permitindo que a válvula avariada seja extraída e a nova montada. Em seguida, a ferramenta de substituição pode ser retirada do sistema.

NOTA: Não utilize válvulas de pneu comuns para prestar assistência a um sistema de ar condicionado. Quando entra em contacto com refrigerante, o material de vedação das válvulas de pneu deteriora-se rapidamente.

Tubo de orifício fixo

O tubo de orifício separa os lados da alta e da baixa pressão do circuito do refrigerante. Pode ficar obstruído por partículas metálicas ou sujidade.

O tubo de orifício não pode ser assistido e a sua limpeza não é aconselhável.

O tubo de orifício fixo tem de ser substituído sempre que se verificar uma das seguintes condições:

Existe uma restrição ou obstrução no filtro do tubo de orifício.

O corpo do tubo de orifício está partido.

O compressor foi substituído devido a desempenho inadequado ou a danos internos.

Desmontar

Ar Condicionado

Ar Condicionado

 

Extraia o refrigerante e desligue o tubo do refrigerante de alta pressão.

Para desmontar o tubo de orifício poderá ser necessário usar uma ferramenta especial Fig 2. Utilizando refrigerante, lubrifique o tubo de entrada do evaporador (ou o tubo do refrigerante) e as juntas tóricas do tubo de orifício, a fim de facilitar a desmontagem.

Siga as instruções do fabricante da ferramenta especial.

NOTA: NUNCA torça nem rode o tubo de orifício quando este se encontra dentro do tubo de admissão do evaporador, dado que poderia quebrar dentro do tubo.

Se o tubo de orifício tiver partido, poderá ser retirado com outra ferramenta de extracção. Fig 3.

Siga as instruções do fabricante da ferramenta especial.

Voltar a montar

NOTA: É extremamente importante montar um tubo de orifício do tamanho correcto, a fim de se obter uma capacidade de arrefecimento ideal.

Os tubos de orifício fixo têm cores de código que indicam o seu tamanho. Consulte as especificações do fabricante.

Lubrifique as juntas tóricas do tubo de orifício com óleo do refrigerante limpo.

Siga as instruções do fabricante da ferramenta especial.

Depósito/desumidificador, acumulador/desumidificador

O depósito/desumidificador ou o acumulador/desumidificador deve ser substituído sempre que se verificar uma das seguintes ocorrências:

O compressor foi substituído devido a danos internos.

A válvula de expansão foi substituída.

O condensador foi substituído.

A válvula do evaporador foi substituída.

O tubo de orifício fixo foi substituído.

O depósito/desumidificador ou acumulador/desumidificador foi perfurado.

O circuito do refrigerante foi aberto e exposto à atmosfera durante um período mais longo do que o necessário para se efectuar uma reparação menor.

Existem sinais de presença de humidade ou água no circuito do refrigerante.

O refrigerante está contaminado.

Válvula de expansão

A válvula de expansão pode ser verificada por meio de uma estação de serviço ou um jogo de manómetros do colector.

Se se verificar que, com o sistema de ar condicionado a funcionar, a diferença de pressão entre os lados da alta e da baixa pressão é muito grande, a válvula de expansão está permanentemente fechada e precisa de ser substituída.

Com o sistema de ar condicionado a funcionar, pulverize a cabeça do diafragma com um pulverizador de gelo e observe os manómetros.

Funcionamento NORMAL:

Leitura do manómetro de alta pressão - aumenta ligeiramente

Leitura do manómetro de baixa pressão - baixa ligeiramente

Funcionamento ANORMAL:

Leitura do manómetro de alta pressão - não se altera

Leitura do manómetro de baixa pressão - não se altera

NOTA: Qualquer humidade ou água existente no circuito do refrigerante poderá congelar, o que afectará o desempenho da válvula de expansão.

Se for necessário limpar a válvula de expansão, utilize apenas um líquido de limpeza limpo. Não utilize ar comprimido, dado que este pode estar contaminado com água.

A válvula de expansão deve ser substituída sempre que:

O compressor foi substituído devido a danos internos.

O circuito do refrigerante tiver sido contaminado com matérias estranhas.

Compressor

Na sua maioria, os compressores devem ser deixados ao cuidado de especialistas, dado que será necessário utilizar ferramentas e equipamento especiais; no entanto, a embraiagem magnética e a polia podem ser substituídas e a sua folga ajustada.

Desmontar e montar a embraiagem magnética

Ar Condicionado

NOTA: Estas instruções são gerais e não se aplicam a todas as marcas e modelos.

Desmontar

1. Desmonte a porca de fixação do disco de fricção [1].

2. Utilizando um saca apropriado, desmonte o disco de fricção [2].

3. Desmonte os calços (quando aplicável) [3] e o freio [4].

4. Utilizando um saca apropriado, desmonte a polia de accionamento [5].

5. Desmonte o freio [6] (algumas marcas usam parafusos) e a bobina de campo [7].

Voltar a montar

1. Monte os componentes pela ordem inversa à da desmontagem.

2. Verifique a folga e, se necessário, ajuste-a.

Verificar e ajustar a folga

Ar Condicionado

A folga da embraiagem magnética do compressor deve ser verificada durante os processos de manutenção normais.

Deverá igualmente ser verificada quando se volta a montar os componentes da embraiagem.

Uma folga mal ajustada pode causar:

Trabalhar pouco suave ou funcionamento intermitente.

Ruído anormal quando a embraiagem é engatada.

Ruído quando a embraiagem não está engatada.

Engate parcial e patinagem, com consequente mau desempenho do ar condicionado.

Desgaste prematuro da embraiagem.

Utilizando um apalpa-folgas, verifique a folga entre a polia de accionamento do compressor e o disco de fricção em vários pontos em torno da polia Fig 6.

Se a folga for ajustada com calços, desmonte o prato de fricção Fig 5 [2], acrescente ou retire os calços Fig 5 [3] que for necessário e volte a montar o disco de fricção.

Se a folga não puder ser ajustada com calços, poderá ser necessário utilizar ferramentas especiais para reposicionar o disco de fricção.

NOTA: Poderá obter as especificações sobre as folgas na secção de "Dados técnicos" do modelo em questão.

Inspecção do nível do óleo do sistema

Num sistema de ar condicionado novo, o compressor encontra-se cheio com óleo em quantidade igual à quantidade total do sistema.

À medida que o sistema funciona, o óleo mistura-se com o refrigerante e é distribuído pelo circuito do refrigerante.

Para verificar o nível do óleo do refrigerante é necessário extrair o refrigerante.

IMPORTANTE: O nível do óleo TEM de ser verificado sempre que:

Um componente do circuito do refrigerante é substituído.

O circuito do refrigerante é esvaziado e enchido.

Existam fugas no circuito do refrigerante.

Substituição de componentes

Quando se substitui um componente do circuito do refrigerante, a quantidade de óleo drenada desse componente tem de ser acrescentada ao componente novo.

Alguns fabricantes indicam a quantidade de óleo que deve adicionar-se a cada componente - consulte a secção de "Dados técnicos" do modelo em questão.

Se não for drenado óleo de um componente e se não existirem dados disponíveis, utilize a tabela abaixo como orientação sobre as quantidades a ser acrescentadas:

Condensador - 30 ml

Evaporador - 30 ml

Depósito/desumidificador - 12 ml

Acumulador/desumidificador - 12 ml

Tubos do refrigerante (total) - 30 ml

Esvaziar e encher o circuito do refrigerante

Quando o refrigerante é extraído do sistema, sai algum óleo misturado com ele.

Algum equipamento de extracção de refrigerante separa o óleo do refrigerante. Ao encher o sistema, o óleo extraído tem de ser substituído por óleo novo na mesma quantidade.

Se o equipamento que estiver a ser usado não separar o óleo do refrigerante, adicione a quantidade especificada pelo fabricante - consulte a secção de "Dados técnicos" do modelo em questão.

Se o fabricante não especificar a quantidade a ser acrescentada, acrescente cerca de 30 ml de óleo ao encher o sistema.

Fugas no circuito do refrigerante

Caso se tenha verificado uma fuga de refrigerante, deverá assumir-se que também se perdeu algum óleo.

Para determinar a quantidade de óleo existente no sistema, é necessário retirar e drenar o compressor ou (se aplicável) usar uma vareta de verificação do nível.

Os compressores com vareta de verificação do nível do óleo devem ser verificados como se segue: Extraia o refrigerante e retire o bujão de acesso. Utilize varetas especiais graduadas para verificar o nível do óleo.

Quando não existir vareta de verificação do nível do óleo, será necessário desmontar o compressor, drenar o óleo e voltar a encher o compressor.

NOTA: Assegure-se de que utiliza o óleo do tipo e da qualidade correctos. Consulte os "Dados técnicos" relativos ao modelo.

Uniões de bloqueio por mola

Ar Condicionado

Ar Condicionado

 

As uniões de bloqueio por mola Fig 7 são usadas como alternativa às uniões roscadas.

Para separar e desligar os tubos do refrigerante Fig 8 é necessário utilizar uma ferramenta especial (vários tamanhos, conforme o tubo do refrigerante a ser assistido).

Ao voltar a montar, substitua as juntas tóricas e lubrifique-as com óleo do refrigerante limpo.

Condensador

Não é possível prestar assistência ao condensador que, em caso de avaria, tem de ser substituído.

O condensador deverá ser inspeccionado regularmente, procurando-se sujidade e insectos mortos, que se acumulam nas alhetas.

O exterior do condensador deverá ser limpo regularmente, com cuidado para não danificar as alhetas.

NOTA: A restrição do caudal do ar que passa pelo condensador pode causar o sobreaquecimento do motor (o caudal de ar que passa pelo radiador também será reduzido).

Evaporador

Não é possível prestar assistência ao evaporador, que tem de ser substituído no caso de avaria.

Durante o funcionamento normal, o exterior do evaporador e o seu alojamento podem apresentar humidade (aquela retirada ao ar arrefecido).

A atmosfera húmida favorece o crescimento de bactérias no alojamento do evaporador, o que pode causar mau odor no habitáculo.

Se se sentir mau odor, o evaporador e o alojamento podem ser tratados com um desinfectante químico com acção desodorizante.

Estes desinfectantes químicos podem obter-se muito facilmente; utilizam-se pulverizando o evaporador directamente (obtendo acesso através do alojamento) ou por via da admissão de ar do aquecedor (existindo filtro de pólen, este deve ser retirado).

Filtro de pólen

Ar Condicionado

Muitos dos modelos aqui incluídos são equipados com um filtro de pólen.

O filtro de pólen não pode ser limpo e deve ser substituído a intervalos regulares, de acordo com as recomendações do fabricante (consulte a secção sobre o modelo).

Se o filtro não for substituído regularmente, ficará obstruído e afectará o desempenho do sistema de aquecimento e ventilação.

Sistema eléctrico

Recomendações gerais

Os módulos electrónicos de controlo como, por exemplo, o módulo de controlo do motor ou o módulo de controlo do ar condicionado precisam de ser tratados com especial cuidado durante o diagnóstico de avarias. Estes módulos podem ser facilmente danificados por excesso de tensão ou inversão de polaridade. Sempre que possível, desligue-os antes de testar a continuidade de fios.

Alguns módulos de controlo do motor têm uma memória adaptável, que poderá ter de ser novamente carregada em caso de corte de energia.

Os fios e cabos eléctricos podem ser reparados sempre que tal é praticável; no entanto. certifique-se de que todas as reparações são devidamente isoladas e protegidas por um fusível da amperagem correcta.

NUNCA ponha o sistema de ar condicionado a funcionar com o circuito do interruptor de alta pressão ligado em ponte sem um jogo de manómetros do colector ligado.

NOTA: Muitos módulos electrónicos de controlo incluem autodiagnóstico e poderão apagar códigos de avaria registados se houver um corte de energia.

Utilização de multímetros

Para realizar a maior parte dos testes aqui descritos é necessário usar um ohmímetro ou um voltímetro. Normalmente estes são combinados com um multímetro.

Existem muitos aparelhos disponíveis, com uma vasta gama de especificações.

Verificação de tensão

Ar Condicionado

Regule o aparelho de medição para TENSÃO.

Caso seja aplicável, regule o aparelho de medição para a escala correcta (na maioria dos multímetros modernos a selecção da gama é automática).

Ligue o cabo de teste preto ao terminal negativo a ser testado.

Cumpra as condições exigidas para o teste (ignição LIGADA, etc.)

Ligue o cabo de teste vermelho ao terminal positivo a ser testado.

Leia e registe o valor apresentado.

Verificar a resistência e a continuidade

Ar Condicionado

Ar Condicionado

Regule o aparelho de medição para RESISTÊNCIA.

Caso seja aplicável, regule o aparelho de medição para a escala correcta (na maioria dos multímetros modernos a selecção da gama é automática).

Ligue o cabo de teste preto ao cabo de teste vermelho e certifique-se de que aparece no aparelho de teste ZERO Ar Condicionado

NOTA: Se não aparecer a mensagem ZERO Ar Condicionado consulte as instruções de funcionamento do aparelho.

Desligue toda a cablagem do componente.

Ligue o cabo de teste preto a um dos terminais a serem testados.

Ligue o cabo de teste vermelho ao outro terminal a ser testado.

Leia e registe o valor apresentado.

Se no mostrador do aparelho aparecer "ZERO" Ar CondicionadoFig 11 existe continuidade.

Se no mostrador do aparelho aparecer "INF" Ar CondicionadoFig 12, NÃO existe continuidade.

Verificação de díodos

Ar Condicionado

Ar Condicionado

Regule o aparelho de medição para RESISTÊNCIA ou DÍODO.

Ligue o cabo de teste vermelho ao terminal positivo do díodo.

Ligue o cabo de teste preto ao terminal negativo do díodo.

O aparelho deverá indicar continuidade Fig 13.

Troque os cabos de teste; o aparelho de teste deverá agora indicar que NÃO há continuidade Fig 13.

NOTA: Se o aparelho de teste indicar continuidade em ambos os testes, o díodo está avariado.

Verificação de componentes

Módulos electrónicos de controlo

Não é possível testar módulos de controlo, excepto através do autodiagnóstico (quando existente).

No entanto, é possível verificar:

As entradas dos sinais.

As saídas dos sinais.

A cablagem.

NOTA: Para obter informações sobre o autodiagnóstico do módulo de controlo do ar condicionado, consulte a secção específica do modelo. Para obter informações sobre o autodiagnóstico do módulo de controlo do motor consulte a secção relevante.

Embraiagem magnética

NOTA: Se o nível do refrigerante estiver baixo, o compressor não funciona.

A embraiagem pode ser ligada com muitas configurações diferentes, conforme a marca e o modelo.

NOTA: Se a embraiagem não engatar com o motor a funcionar e o ar condicionado ligado, verifique o diagrama da cablagem para confirmar o seu modo de funcionamento ANTES do teste do sistema.

Os diagramas que se seguem mostram circuitos de compressores diferentes e como cada um dos diferentes tipos deve ser testado - antes de iniciar os testes consulte os diagramas da cablagem do modelo em questão.

Antes de testar o circuito verifique o estado de TODOS os fusíveis.

Execute os testes por ordem numérica, começando pelo multímetro

Condições preparatórias

Os testes de tensão devem ser realizados com todos os componentes ligados e a ignição e o ar condicionado LIGADOS.

Quando o diagrama da cablagem for semelhante a Fig 16 [B] ou Fig 17 [C], os testes de tensão devem ser realizados com o motor a trabalhar.

Todos os testes de resistência devem ser realizados com o componente desligado.

Sistema de válvula de expansão - A

A embraiagem do compressor funciona com o motor desligado.

Ar Condicionado

NOTA:

Execute os testes por ordem numérica, começando pelo multímetro

Sistema de válvula de expansão - B

A embraiagem do compressor poderá funcionar apenas com o motor ligado.

Ar Condicionado

NOTA:

Execute os testes por ordem numérica, começando pelo multímetro

Sistema de tubo de orifício fixo - D

A embraiagem do compressor funciona com o motor desligado.

Ar Condicionado

 

NOTA:

Execute os testes por ordem numérica, começando pelo multímetro

Chave dos diagramas da cablagem

Código Descrição dos componentes

A35 - Módulo de controlo do motor
A63 - Módulo de controlo do ar condicionado
B24 - Sensor da temperatura do líquido de arrefecimento do motor
B53 - Sensor da temperatura do evaporador do ar condicionado
K143 - Relé da embraiagem do compressor do ar condicionado
S149 - Interruptor principal do ar condicionado
S152 - Interruptor de alta pressão do refrigerante do ar condicionado
S153 - Interruptor de baixa pressão do refrigerante do ar condicionado
S341 - Interruptor de pressão triplo do refrigerante do ar condicionado
V35 - Díodo da embraiagem do compressor do ar condicionado
Y11 - Embraiagem do compressor do ar condicionado
15 - Interruptor da ignição - ignição LIGADA
30 - Bateria +
31 - Bateria -

NOTA:

1. Todos os testes de tensão devem resultar em tensão da bateria.

2. Todos os testes de resistência devem resultar em continuidade.

A resistência da embraiagem deve ser aquela especificada na secção referente ao modelo (quando indicada). Se não houver dados disponíveis, poderá assumir o seguinte para a maior parte dos (mas não todos os) veículos que utilizam um sistema eléctrico de 12 Volt: - aprox. 3-4 ?

Interruptores de pressão do refrigerante

Ar Condicionado

Todos os circuitos de refrigerante do ar condicionado incluem um ou mais interruptores de pressão ou um sensor de pressão.

Não é possível prestar assistência a estes componentes, que devem ser substituídos quando avariados.

Para serem testados têm de estar montados no circuito do refrigerante e é necessário ligar um jogo de manómetros da pressão.

Existe frequentemente uma válvula Schrader, montada sob o interruptor Fig 19, que permite substituir o interruptor sem ser necessário esvaziar o sistema.

CUIDADO: Certifique-se de que usa óculos, luvas e vestuário de protecção adequados.

Se não tiver a certeza se o sistema possui esta válvula, esvazie o sistema antes de desmontar o interruptor.

Verificação

Ar Condicionado

NOTA: Estas instruções são gerais e não se aplicam a todas as marcas e modelos.

Contactos de baixa pressão

Certifique-se de que a ignição está DESLIGADA.

Ligue um jogo de manómetros do colector às ligações de assistência de alta e de baixa pressão do refrigerante.

Verifique e registe a leitura do manómetro de baixa pressão.

Desligue a ficha múltipla do interruptor da pressão.

Utilizando um ohmímetro:

Verifique a resistência dos contactos de baixa pressão [1] e dos contactos de alta pressão [2] do interruptor de pressão.

Dados técnicos

Pressão - Resistência
Cerca de 3,5 bar - Zero
Cerca de 2 bar - nf

NOTA: Se a leitura do manómetro de baixa pressão for inferior a cerca de 4 bar, o nível do refrigerante está baixo.

Contactos de pressão do motor da ventoinha do condensador:

CUIDADO: Se o compressor NÃO DESLIGAR quando a pressão atingir os 30 bar, DESLIGUE imediatamente o ar condicionado e espere que a pressão baixe. Suspeite de uma avaria no interruptor de alta pressão.

Certifique-se de que a ignição está DESLIGADA.

Ligue um jogo de manómetros do colector às ligações de assistência de alta e de baixa pressão do refrigerante.

Ligue o motor.

LIGUE o ar condicionado.

Regule o interruptor do motor da ventoinha do aquecedor/ar condicionado para a velocidade máxima.

Regule a patilha de recirculação do aquecedor/ar condicionado para a posição de ar fresco.

Regule o(s) comando(s) da temperatura do aquecedor/ar condicionado para arrefecimento máximo.

Abra completamente todas as saídas de ventilação.

Verifique se os contactos do(s) motor(es) da ventoinha do condensador [3] fecham e se o(s) motor (es) da ventoinha funciona(m) à pressão especificada.

Dados técnicos

Pressão - Motor da ventoinha do condensador

Acima de cerca de 15-19 bar LIGADO

Abaixo de cerca de 15-19 bar DESLIGADO

Contactos de alta pressão

CUIDADO: Se o compressor NÃO DESLIGAR quando a pressão atingir os 30 bar, DESLIGUE imediatamente o ar
condicionado e espere que a pressão baixe. Suspeite de uma avaria no interruptor de alta pressão.

Certifique-se de que a ignição está DESLIGADA.

Ligue um jogo de manómetros do colector às ligações de assistência de alta e de baixa pressão do refrigerante.

Ligue o motor.

LIGUE o ar condicionado.

Regule o interruptor do motor da ventoinha do aquecedor/ar condicionado para a velocidade máxima.

Regule a patilha de recirculação do aquecedor/ar condicionado para a posição de ar fresco.

Regule o(s) comando(s) da temperatura do aquecedor/ar condicionado para arrefecimento máximo.

Abra completamente todas as saídas de ventilação.

Verifique e registe a leitura do manómetro de alta pressão.

Verifique se o compressor DESLIGA quando a pressão atinge o seu limite máximo.

NOTA: A temperaturas ambientes ou se o sistema não estiver a funcionar bem, a pressão poderá não atingir o seu limite máximo.

Dados técnicos

Pressão Compressor

Acima de cerca de 28 bar DESLIGA

Abaixo de cerca de 23 bar - LIGA

Questões frequentemente colocadas

Posso utilizar R134a num sistema que funcione a R12?

Não. O R134a tem uma estrutura molecular diferente do R12, pelo que exige a utilização de tubos flexíveis e juntas diferentes. O compressor poderá não ser adequado (alguns materiais no seu interior poderão não ser compatíveis com R134a ou com o seu óleo lubrificante) e as ligações de assistência têm uma configuração diferente.

Posso utilizar óleo mineral nos sistemas que funcionam a R134a?

Não. O óleo mineral utilizado nos sistemas que funcionam a R12 não se mistura com o R134a e fará o compressor gripar devido a falta de lubrificação.

Na maioria dos sistemas que funcionam a R134a é utilizado óleo de glicol de polialquileno (PAG), embora em alguns possa ser utilizado o óleo alternativo de éster.

Posso utilizar óleo PAG nos sistemas que funcionam a R12?

Não, a utilização de óleo PAG num sistema que funciona a R12 causará corrosão e danos a longo prazo.

É possível reutilizar um depósito/desumidificador ou um acumulador/desumidificador?

Sim, desde que o sistema NÃO tenha sido aberto e exposto à atmosfera, não tenha tido uma avaria grave num componente e não tenha sido sujeito a contaminação, poderá certamente ser-lhe prestada assistência.

No entanto, se forem efectuadas reparações ou substituições de monta no circuito do refrigerante, aconselha-se a substituição da unidade.

Por que razão é que os fabricantes aconselham que se utilize o sistema de ar condicionado durante todo o ano?

Se o sistema estiver parado durante um período de tempo longo, as juntas do compressor começam a secar e a causar fugas.

O sistema de ar condicionado também desumidifica o ar; se for usado em conjunto com a função de desembaciamento do aquecedor, extrai a humidade em excesso do habitáculo, resultando num desembaciamento mais eficaz.

Posso carregar um sistema de ar condicionado com R12?

Não. O uso de R12 está proibido desde Janeiro de 2001. Pode usar-se um "refrigerante substituto" de marca ou alterar-se o sistema de forma a que possa passar a funcionar com R134a.

Existem muitos refrigerantes substitutos no mercado, mas a sua relação pressão/temperatura difere, facto que pode resultar em dificuldades no diagnóstico de avarias. Alguns refrigerantes substitutos podem conter uma percentagem de gás propano líquido (GPL), pelo que poderão ser considerados perigosos quando utilizados em aplicações automóveis.

A utilização de refrigerantes alternativos poderá afectar o desempenho do sistema e a garantia do produto.

Preciso de ter alguma qualificação para trabalhar em sistemas de ar condicionado?

Não, mas recomenda-se vivamente que os sistemas de ar condicionado só sejam assistidos e reparados por pessoal com a devida formação e equipamento adequado.

Para trabalhar num veículo com ar condicionado é necessário tomar precauções especiais?

Sim. O sistema de ar condicionado está sempre sob uma pressão relativamente alta e, quando está a funcionar, os seus componentes podem estar muito frios ou muito quentes.

Certifique-se de que NUNCA desmonta qualquer parte do circuito do refrigerante sem antes o ter evacuado com equipamento especial.

Nunca permita que o refrigerante líquido entre em contacto com a pele, dado que tal resultará em ulceração grave (queimadura resultante do frio).

Nunca drene refrigerante em áreas com ventilação insuficiente (fossas, por exemplo), dado que este baixa até ao piso e espalha-se, podendo causar asfixia.

Nunca fume nem utilize chamas nuas em áreas contendo gás refrigerante, dado que temperaturas elevadas poderão causar alterações no gás e dar origem a substâncias tóxicas.

Podem efectuar-se soldaduras junto dos componentes do sistema de ar condicionado?

Sim, mas certifique-se de que todos os componentes estão protegidos contra calor excessivo ou chamas directas.

Posso evacuar o sistema premindo a válvula Schrader ou desapertando uma ligação e libertando o refrigerante para a atmosfera?

Não. Embora o R134a, ao contrário do R12, não destrua a camada do ozono, todos os refrigerantes danificam o ambiente na medida em que contribuem para o aquecimento global da terra. Além disso, na maioria dos países "libertar deliberadamente para a atmosfera refrigerante prejudicial ao ambiente" é considerado crime.

Testar e diagnosticar a pressão do sistema

Verificar a temperatura do sistema

Um teste inicial simples mas eficaz para verificar a temperatura dos componentes e dos tubos do sistema de refrigerante consiste em tocar nestes componentes com o sistema a funcionar.

Com o motor à temperatura de funcionamento e o sistema de ar condicionado LIGADO, o teste do toque deverá revelar o seguinte:

Compressor muito quente.

Tubo de refrigerante de alta pressão da saída do compressor ao condensador muito quente.

Condensador muito quente no lado da admissão.

Condensador quente no lado da saída.

Tubo hidráulico quente do condensador ao evaporador (antes da válvula de expansão ou do tubo de orifício fixo).

Tubo de saída do evaporador frio.

Tubo de refrigerante de baixa pressão para a entrada do compressor frio.

Se os resultados do teste do toque não estiverem de acordo com a lista acima, suspeite de uma obstrução no tubo ou componente em que detectou uma temperatura anormal.

Confirme-o realizando um teste de pressão.

Testar a pressão do sistema

A melhor forma de testar um sistema de ar condicionado consiste em medir a pressão nos circuitos de alta e de baixa pressão.

Use SEMPRE vestuário de protecção adequado, incluindo luvas de fluorelastómero (luvas de cabedal ou de tecido não são apropriadas para trabalhos de assistência em qualquer parte do sistema de refrigerante).

Use SEMPRE óculos de protecção; uma fuga de refrigerante pode causar feridas graves (ulceração causada pelo frio) em qualquer parte da pele que não esteja protegida e em particular nos olhos.

Identifique o tipo de refrigerante que se encontra no sistema.

NOTA: NUNCA assuma que o sistema foi enchido com o refrigerante correcto. A relação pressão/temperatura de outros gases será diferente e poderá resultar num diagnóstico incorrecto. Consulte a tabela no final desta secção.

Ligue um jogo de manómetros às ligações de assistência de alta e de baixa pressão.

Execute um teste de pressão com o motor desligado.

NOTA: A área sombreada nos manómetros indica as pressões normais do sistema a temperaturas ambientes de 20 a 25°C.

Consulte a secção sobre o veículo para obter dados específicos sobre o modelo (quando existentes).

Tempo de funcionamento cíclico da embraiagem do compressor

Para controlar a temperatura do evaporador, a embraiagem do compressor LIGA e DESLIGA (funciona ciclicamente).

A cadência e o tempo de funcionamento do compressor dependem da pressão no tubo de refrigerante de baixa pressão entre o evaporador e o acumulador/desumidificador.

À medida que a temperatura no evaporador baixa, o refrigerante começa a congelar e o fluxo através do evaporador é reduzido.

Esta redução resulta num decréscimo da pressão à saída do evaporador e o interruptor (cíclico) de refrigerante de baixa pressão interrompe o circuito do compressor.

Quando a obstrução começa a derreter, a pressão aumenta e o interruptor cíclico volta a ligar o circuito do compressor.

As tabelas abaixo apresentam tempos típicos de funcionamento cíclico do compressor.

Taxa de funcionamento cíclico da embraiagem do compressor

Ar Condicionado

Tempo que a embraiagem do compressor está LIGADA

Ar Condicionado

Tempo que a embraiagem do compressor está DESLIGADA

Ar Condicionado

 

Relação entre pressão/temperatura do refrigerante

A tabela que se segue apresenta a relação entre a pressão e a temperatura tanto do R12 como do R134a.

Esta informação pode ser utilizada para identificar o refrigerante que se encontra no sistema.

Relação pressão/temperatura

Ar Condicionado

Ligue um jogo de manómetros às ligações de assistência de alta e de baixa pressão.

Execute o teste de pressão com o motor desligado.

Certifique-se de que os manómetros de alta e de baixa pressão igualaram.

Introduza um termómetro preciso nas alhetas inferiores do condensador.

Verifique as leituras da temperatura e do manómetro de baixa pressão.

Compare os resultados com os valores da tabela.

Teste de fugas no circuito de refrigerante

Introdução

Muitas fugas são causadas simplesmente pela vibração, que faz com que os tubos do refrigerante se soltem; mas o gás refrigerante também pode escapar através das paredes dos tubos de borracha ou através do retentor do veio de accionamento do compressor.

NOTA: Uma taxa de fuga de refrigerante entre 50 e 100g por ano é normal.

Nos sistemas que funcionam a refrigerante R12, as fugas detectam-se através de resíduos de óleo no ponto da fuga.

Estes resíduos de óleo depressa agarram pó e partículas de sujidade do ar circundante e ganham uma aparência gordurosa. Com o passar do tempo, acumulam-se e tomam o aspecto de grandes depósitos de sujidade oleosa.

Nos sistemas que funcionam com refrigerante R134a, as fugas podem ser mais difíceis de detectar, dado que o óleo sintético do refrigerante não toma a forma de resíduos oleosos no ponto da fuga.

Um sistema de ar condicionado que precise de ser enchido com frequência deverá ser testado relativamente a fugas. Se não for possível identificar a origem da fuga de refrigerante por meio de uma inspecção visual, podem ser usados vários outros métodos.

Preparação do teste de fugas

Para se efectuar um teste de fugas, o refrigerante tem de estar sob pressão.

Se o sistema de ar condicionado ainda estiver operacional, deverá existir pressão suficiente no circuito para realizar um teste de fugas eficaz (pelo menos 3,5 bar). Se a carga do sistema for demasiado baixa, o refrigerante terá de ser extraído.

NOTA: Se o sistema estiver vazio, NÃO o encha com refrigerante; realize o teste de detecção de fugas com azoto isento de oxigénio (OFN).

Áreas a verificar

Todas as ligações e tubos.

Veio de accionamento do compressor.

Válvulas de serviço e juntas do compressor.

Extremidades dos tubos do condensador e do evaporador.

Ligações do depósito/desumidificador ou do acumulador/desumidificador.

Interruptores de pressão.

Ligações da união de bloqueio por mola.

Tubos flexíveis.

Testar fugas utilizando azoto isento de oxigénio (OFN)

O azoto tem uma estrutura molecular que o torna apropriado para detectar a maior parte das fugas e, além do mais, o seu preço é bastante razoável.

IMPORTANTE

NUNCA ultrapasse as pressões recomendadas (utilize um regulador de pressão).

NUNCA ponha o sistema de ar condicionado a funcionar com azoto isento de oxigénio (OFN) no circuito do refrigerante.

Ar Condicionado

Testar

Se o sistema de ar condicionado ainda estiver operacional, extraia o refrigerante.

Utilizando um adaptador apropriado, ligue a botija de OFN (azoto isento de oxigénio) a um componente, tubo ou ligação de assistência.

Abra a válvula da botija para pressurizar o circuito a cerca de 10 a 15 bar (o suficiente para testar fugas) e feche a válvula.

Utilizando uma espuma com substância corante à venda no mercado, pulverize as áreas suspeitas para localizar a fuga.

Antes de tentar realizar quaisquer trabalhos de reparação, liberte o azoto isento de oxigénio (OFN) do circuito.

Testar fugas utilizando um aparelho de teste electrónico

Os detectores de fugas electrónicos podem ser particularmente úteis na detecção de fugas muito pequenas. Existem vários tipos de aparelho para detecção de fugas no sistema de ar condicionado e quase todos eles podem ser usados tanto para o R12 como para o R134a.

A detecção de fugas por meio de aparelhos electrónicos pode ser difícil quando em presença de correntes de ar. Poderá, por isso, ser necessário proteger a área suspeita de fuga, de forma a evitar que a corrente de ar afaste o gás refrigerante.

Se o ar circundante ficar contaminado com gás refrigerante, o aparelho de detecção de fugas indicará constantemente gás. Por conseguinte, poderá ser necessário ventilar a área em que se vai realizar o teste de fugas.

Ar Condicionado

Certifique-se de que o sistema de ar condicionado está parcialmente cheio (cerca de 225g é suficiente).

Passe a sonda sob a área em que suspeita que existe fuga, começando no ponto mais alto do circuito (o gás refrigerante é mais pesado do que o ar).

Quando for detectada uma fuga de refrigerante, o aparelho de teste emitirá um sinal acústico. O sinal e a sua intensidade alterar-se-ão à medida que a concentração de gás refrigerante aumenta ou diminui.

Se não conseguir detectar a fuga com o sistema de ar condicionado desligado, ligue o motor e ponha o sistema a funcionar para acumular pressão.

NOTA: No caso de um sistema parcialmente cheio, é aconselhável que o ar condicionado seja posto a funcionar apenas durante um curto espaço de tempo e que a velocidade de ralenti não seja excedida, dado que o óleo poderá não ser suficiente para lubrificar o compressor.

Testar fugas utilizando uma solução de espuma com substância corante

Para realizar uma detecção básica (por exemplo na área de uma ligação), pode usar-se uma garrafa de espuma com substância corante à venda no mercado. O método de detecção de fugas por meio de espuma com corante é económico e pode ajudar a detectar uma série de fugas; contudo, não é tão fiável como outros métodos.

Ar Condicionado

Certifique-se de que o circuito de refrigerante está completamente cheio.

Esfregue a área suspeita com a solução.

Verifique se surgem bolhas, o que, a acontecer, indicaria a existência de uma fuga.

Se não conseguir detectar a fuga com o sistema de ar condicionado desligado, ligue o motor e ponha o sistema a funcionar para acumular pressão.

NOTA: Se o sistema estiver parcialmente cheio, é aconselhável ligar o ar condicionado apenas durante um curto espaço de tempo e não exceder a velocidade de ralenti do motor, dado que o óleo poderá ser insuficiente para lubrificar o compressor.

Testar fugas com uma lâmpada de raios ultravioleta

Para tornar o refrigerante das fugas visível à luz ultravioleta, é-lhe adicionada uma substância corante especial. O efeito de realce produzido pela exposição à luz de uma lâmpada de ultravioleta torna fácil localizar fugas no sistema de refrigerante.

NOTA: O fabricante do veículo poderá já ter adicionado corante de detecção de fugas ao sistema.

Dependendo do equipamento utilizado, a substância corante poderá ter de ser adicionada ao sistema de refrigerante durante a reparação ou durante o processo de evacuação. A substância corante também pode ser adicionada ao lado de alta pressão (sucção) com um injector, quando o sistema está a ser enchido.

A substância corante prende-se ao óleo do refrigerante e mantém-se no sistema mesmo que o refrigerante seja retirado e o sistema novamente enchido.

Ar Condicionado

Seguindo as instruções do fabricante, adicione ao sistema de refrigerante a quantidade de substância corante recomendada.

Ligue o motor e ponha o sistema de ar condicionado a funcionar.

Faça incidir a luz de raios ultravioleta sobre as áreas suspeitas.

Quando a luz de raios ultravioleta incidir sobre a substância corante, a fuga será visível.

CUIDADO: A luz ultravioleta em excesso pode causar danos na visão. Quando trabalhar com uma lâmpada de raios ultravioleta, utilize sempre óculos de protecção apropriados que não deixem passar a luz de ultravioleta.

Fonte: www.mecanicaautomotiva.com

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