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Aranhas Venenosas

Das milhares de espécies existentes no Brasil, poucas oferecem perigo ao homem. No entanto, algumas espécies, abaixo apresentadas, podem provocar envenenamento, com acidentes eventualmente fatais, principalmente em crianças.

Aranhas venenosas:

Phoneutria sp. (armadeira)

Phoneutria sp. (armadeira)
Phoneutria sp. (armadeira)

As aranhas armadeiras possuem cor cinza ou castanho escuro e pelos curtos no corpo e nas pernas. Próximo aos ferrões os pelos são vermelhos. Quando adultas, chegam a atingir até 17 cm de comprimento, incluindo as pernas. O corpo tem de 4 a 5 cm. Não fazem teias, são errantes e solitárias, podendo ser encontradas em lugares escuros, vegetação (cachos de bananas, por exemplo). Podem entrar por debaixo das portas das residências, escondendo-se dentro de calçados.

Geralmente à noite saem para caçar. São muito agressivas e assumem postura ameaçadora, "armando o bote", de onde vem seu nome. São comuns os acidentes, podendo ser graves para crianças menores de 7 anos. O sintoma predominante é uma dor intensa no local da picada. O tratamento em geral consiste de aplicação local de anestésico e, em casos graves, de aplicação do soro antiaracnídico.

Loxosceles sp. (aranha marrom)

Loxosceles sp. (aranha marrom)
Loxosceles sp. (aranha marrom)

Possui cor amarelada, sem manchas. Chega a atingir de 3 a 4 cm, incluindo as pernas. O corpo atinge de 1 a 2 cm. Os pêlos são poucos, curtos, quase invisíveis. Essas aranhas vivem em teias irregulares, semelhantes a um lençol de algodão, construídas em tijolos, telhas, tocos de bambu, barrancos, cantos de parede, garagens, geralmente em lugares escuros. Não são agressivas e os acidentes são raros, porém geralmente graves. Os primeiros sintomas de envenenamento são uma sensação de queimadura e formação de ferida no local da picada. O tratamento é feito com soro antiaracnídico ou antiloxoscélico.

Lycosa sp. (aranha de grama)

Lycosa sp. (aranha de grama)
Lycosa sp. (aranha de grama)

Possui cor acinzentada ou marrom, com pêlos vermelhos perto dos ferrões e uma mancha escura em forma de flecha sobre o corpo. Atinge até 5 cm de comprimento, incluindo as pernas. O corpo atinge de 2 a 3 cm. Vivem em gramados e residências. Os acidentes são freqüentes, porém não são graves, não necessitando de tratamento com soro.

Caranguejeiras (diversos gêneros)

Caranguejeiras (diversos gêneros)
Caranguejeiras (diversos gêneros)

As caranguejeiras são aranhas geralmente grandes, com pêlos compridos nas pernas e no abdômen. Embora sejam muito temidas, os acidentes com elas são raros e sem gravidade, e por isso não se produz soro contra seu veneno.

Latrodectus sp. (viúva negra)

Latrodectus sp. (viúva negra)
Latrodectus sp. (viúva negra)

Possui cor preta, com manchas vermelhas no abdômen e às vezes nas pernas. São aranhas pequenas: a fêmea tem de 2,5 a 3 cm (o corpo com 1 a 1,5 cm) e o macho é de 3 a 4 vezes menor. Vivem em teias que constroem sob vegetação rasteira, em arbustos, plantas de praia, barrancos, etc., em lugares escuros. Conhecem-se no Brasil apenas alguns acidentes de pequena e média gravidade, não se produzindo soro contra as espécies brasileiras.

As aranhas que constroem teias aéreas de forma geométrica (circular, triangular, etc.), como as espécies de Nephila e outras, não oferecem perigo, mesmo quando são de tamanho grande.

Fonte: www.butantan.gov.br

Aranhas Venenosas

Entre as aranhas venenosas existentes no Brasil, devemos destacar a elevada ocorrência do gênero Loxosceles (Heinecken e Lowe, 1832), com as espécies L. rufescens (Lucas, 1834), muito difundidas no Brasil, segundo as pesquisas de Bucher!

Desde 1954, Rosenfeld e o grupo de médicos assistentes do Hospital Vital Brasil, do Instituto Butanta, vem distinguindo e diagnosticando casos de envenenamento pelo veneno loxoscelico. Ate a realização da tese em foco, não se dispunha, porem, de soro específico para fins terapêuticos. A produção de um soro antiloxoscelico era, portanto, de real importância e de grande interesse, não só para o Brasil, como para outros países.

As milhares de espécies de aranha são escritos pelo Prof. Bernardo Beiguelman. Trata o mesmo dos chamados "determinantes" da diferenciação sexual e as bases citológicas da determinação do sexo e de anomalias sexuais. Bibliografia atualizada no final de cada capftulo.

Medicos, psicólogos e biólogos interessados por problemas de Genetica Medica devem ler mais este interessante livro coordenado pelo Prof. Pedro Henrique Saldanha que nos oferece com a publicaçao deste volume mais uma demonstraçao eloquente de sua infatigavel operosidade científica.

A subordens

Orthognatha, aranhas caranguejeiras, das quais não se conhece um relato fidedigno de envenenamento grave, e Labidog­natas, aranhas verdadeiras, com representantes cuja picada pode assumir gravidade variável. Nesta subordem ocorrem 4 famflias, existentes em todas as Americas, responsabilizadas por acidentes humanos: Ctenidae, Lycosidae, Theriddiidae e Scytodidae. Na família Ctenidae, entre outros gêneros, enquadram-se Ctenus e Phoneutria.

Em 1925, o doutor Vital Brasil e L. Vellard prepararam pela primeira vez, no Instituto Butanta, um soro antictenico. A família Lycosidae compreende centenas de espécies, com cerca de 40 gêneros.

O genero Loxosceles fica situado na família Scytodidae, L. rufescens e L. rufipes san aranhas pequenas, com o cumprimento do corpo bem menor que o das pernas, longas e finas. O abdomen e de cor escura, quase preta. Seis olhos, brancos e brilhantes. A distinção entre as duas espécies se faz pelo cefalotórax.

Tais aranhas, segundo Furlanetto (1961), san encontradas em ambientes escuros, em buracos, vãos e fendas, grutas e cavernas e sob cascas parcialmente desprendidas de arvores. Todas as espécies de Loxosceles fazem, onde se aninham, pequenas telas irregulares, de 2 a 4 cm².

Fonte: www.alternativamedicina.com

Aranhas Venenosas

As principais aranhas causadoras de acidentes no Brasil, são a Phoneutria (armadeira)

Aranhas Venenosas
Armadeira

Aranhas Venenosas
Loxosceles sp. (Aranha Marrom)

Aranhas Venenosas
Lycosa sp. Tarântula de jardim

Aranhas Venenosas
Caranguejeira

A armadeira quando surpreendida coloca-se em posição de ataque, apoiando-se nas pernas traseiras, ergue as dianteiras e procura picar. A picada causa dor imediata, inchaço local, formigamento, sudorese no local da picada. Deve-se combater a dor com analgésicos e observação rigorosa de sintomas.

A preocupação deve ser com o surgimento de vômitos, aumento da pressão arterial, dificuldade respiratória, tremores, espasmos musculares, caracterizando acidente grave. Assim, há necessidade de internação hospitalar e soroterapia.
A aranha marrom provoca menos acidentes, sendo pouco agressiva. Na hora da picada a dor é fraca e despercebida, após 12 a 24 horas, dor local com inchaço, naúseas, mal estar geral, manchas, bolhas e até necrose local. Nos casos graves, a urina fica cor de coca-cola. Orienta-se procurar atendimento médico para avaliação.

A tarântula (aranha que vive em gramados ou jardins) pode provocar pequena dor local, podendo evoluir para necrose. Utiliza-se analgésicos para tratamento da dor e não há soroterapia específica, assim como para as caranguejeiras.
A armadeira quando surpreendida coloca-se em posição de ataque, apoiando-se nas pernas traseiras, ergue as dianteiras e procura picar. A picada causa dor imediata, inchaço local, formigamento, sudorese no local da picada. Deve-se combater a dor com analgésicos e observação rigorosa de sintomas.

A preocupação deve ser com o surgimento de vômitos, aumento da pressão arterial, dificuldade respiratória, tremores, espasmos musculares, caracterizando acidente grave. Assim, há necessidade de internação hospitalar e soroterapia.

A aranha marrom provoca menos acidentes, sendo pouco agressiva. Na hora da picada a dor é fraca e despercebida, após 12 a 24 horas, dor local com inchaço, naúseas, mal estar geral, manchas, bolhas e até necrose local. Nos casos graves, a urina fica cor de coca-cola. Orienta-se procurar atendimento médico para avaliação.

A tarântula (aranha que vive em gramados ou jardins) pode provocar pequena dor local, podendo evoluir para necrose. Utiliza-se analgésicos para tratamento da dor e não há soroterapia específica, assim como para as caranguejeiras.

COMO EVITAR ACIDENTES POR ARANHAS E ESCORPIÕES

Manter jardins e quintais limpos. Evitar o acúmulo de entulhos, lixo doméstico, material e construção nas proximidades das casas, inclusive terrenos baldios.

Evitar folhagens densas (trepadeiras, bananeiras e outras) junto às casas; manter a grama aparada.
Em zonas rurais, casas de campo, sacudir roupas e sapatos antes de usar.
Não pôr a mão em buracos, sob pedras, sob troncos "podres".
O uso de calçado e de luvas pode evitar acidentes.
Vedar as soleiras das portas e janelas ao escurecer.

Características

As aranhas são animais carnívoros, alimentando-se principalmente de insetos, como grilos e baratas. Muitas têm hábitos domiciliares e peridomiciliares. Apresentam o corpo dividido em cefalotórax e abdome. No cefalotórax articulam-se os quatro pares de patas, um par de pedipalpos e um par de quelíceras. Nas quelíceras estão os ferrões utilizados para inoculação do veneno.

Aranhas Peçonhentas

No Brasil existem três gêneros de aranhas de importância médica: Phoneutria, Loxosceles e Latrodectus. Os acidentes causados por Lycosa (aranha-de-grama), bastante freqüentes e pelas caranguejeiras, muito temidas, são destituídos de maior importância.

Aspectos Clínicos

São três gêneros de importância médica no Brasil: Phoneutria, Loxosceles e Latrodectus, responsáveis por quadros clínicos distintos.

Foneutrismo

Os acidentes causados pela Phoneutria sp representam a forma de araneísmo mais comumente observada no país. Apresentam dor local intensa, freqüentemente imediata, edema discreto, eritema e sudorese local.

Loxoscelismo: são descritas duas variedades clínicas:

Forma Cutânea

É a mais comum, caracterizando-se pelo aparecimento de lesão inflamatória no ponto da picada, que evolui para necrose e ulceração.

Forma Cutâneo-Visceral

Além de lesão cutânea, os pacientes evoluem com anemia, icterícia cutâneo-mucosa, hemoglobinúria. A insuficiência renal aguda é a complicação mais temida. O tratamento soroterápico está indicado nas duas formas clínicas do acidente por Loxosceles. Dependendo da evolução, outras medidas terapêuticas deverão ser tomadas.

Latrodectismo

Quadro clínico caracterizado por dor local intensa, eventualmente irradiada. Alterações sistêmicas como sudorese, contraturas musculares, hipertensão arterial e choque são registradas.

Soros

O Soro Antiaracnídico é utilizado nos acidentes causados por aranhas dos gêneros Loxosceles e Phoneutria.
O Soro Antiloxocélico é utilizado nos acidentes causados por aranhas do gênero Loxosceles.
O Soro Antilatrodetico (importado da Argentina) é utilizado nos acidentes causados por aranhas do gênero Latrodectus.

Epidemiologia

São notificados anualmente cerca de 5.000 acidentes com aranhas no país. A predominância destas notificações são nas regiões Sul e Sudeste, dificultando uma análise mais abrangente do acidente em todo o país. Em face das informações disponíveis pode-se considerar:

Os acidentes por Phoneutria aumentam significativamente no início da estação fria (abril/maio), enquanto os casos de loxoscelismo sofrem incremento nos meses quentes do ano (outubro/março). Isso pode estar relacionado ao fato de que no Sul e Sudeste, as estações do ano são melhor definidas quando comparadas às demais regiões do país.

A maioria dos acidentes por Phoneutria foram notificados pelo estado de São Paulo. com respeito aos acidentes por Loxosceles, os registros provêm das regiões Sudeste e Sul, particularmente no estado do Paraná, onde se concentra a maior casuística de Loxoscelismo do país. A partir da década de 80, começaram a ser relatados acidentes por viúva-negra (Latrodectus) na Bahia e, mais recentemente, no Ceará.

Phoneutria

Aranhas Venenosas
Aranha Armadeira

Características

São as chamadas armadeiras, devido ao fato de, quando ameaçadas, tomarem a postura de se “armar”, levantando as patas dianteiras e eriçando os espinhos. É extremamente agressiva.

Habitam sob troncos, normalmente folhagens densas, como bananeiras, montes de lenha ou materiais de construção empilhados e, eventualmente, aparecem dentro das residências, principalmente em roupas e dentro de calçados.

O animal adulto mede 3 cm de corpo e até 15 cm de envergadura de pernas. Não fazem teia e têm coloração marrom-escura com manchas claras formando pares no dorso da abdome.

Após a picada, ocorre dor intensa e imediata no local e, em casos mais graves, suor e vômitos.

Principais Espécies

Phoneutria nigriventer (aranha armadeira)

Aranhas Venenosas
Aranha Armadeira

Responsável pela maioria dos acidentes por aranhas na cidade de São Paulo.
Phoneutria fera: é encontrada na região Amazônica, mas os dados sobre acidentes são muito precários.
Phoneutria keyserling: amplamente distribuída nas regiões Sul e Sudeste, com pequeno número de acidentes registrados.

Conhecida como aranha marrom, é encontrada com facilidade nas residências, atrás de quadros, armários, no meio de livros, caixas de papelão e outros objetos pouco remexidos.

No ambiente externo podem proliferar-se em telhas ou materiais de construção empilhados, folhas secas, em casca de árvores, paredes de galinheiros, muros velhos e outros.

São animais pequenos, atingindo 4 cm de diâmetro quando adultas, com coloração que varia de marrom-claro a marrom-escuro, possuem abdome em forma de caroço de azeitona e pernas longas e finas. Não são agressivas.

Gostam de lugares escuros, quentes e secos. Constroem teias irregulares com aparência de algodão esfiapado e se alimentam de pequenos animais (formigas, tatuzinho, pulgas, traças, cupins, etc.).
Produzem dor pouco intensa no momento da picada, mas entre 12 a 24 horas após, ocorrem no local da picada, bolhas e escurecimento da pele (necrose). Também pode ocorrer escurecimento da urina, febre, vermelhidão e coceira na pele.

Principais Espécies

Loxosceles amazonica: relato de acidente no Ceará.
Loxosceles gaucho (aranha marrom): causa mais freqüente de acidentes em São Paulo.
Loxosceles intermedia: principal espécie causadora de acidentes no Paraná e Santa Catarina.
Loxosceles laeta : encontrada na região Sul, possivelmente causa de acidentes.

As Loxosceles saem em busca de alimento à noite, e é nessa oportunidade que podem se ocultar em vestimentas, toalhas e roupas de cama.

Como acontecem os acidentes

Os acidentes acontecem quando a pessoa ao se vestir, ou mesmo durante o sono, comprime o animal contra a pele.

A picada nem sempre é percebida pela pessoa, por ser pouco dolorosa. A dor pode ter início várias horas após.

As alterações locais mais comuns são: dor, vermelhidão, mancha rocha, inchaço, bolhas, coceira e enduração. Tardiamente podem ocorrer várias outras graves alterações.

Latrodectus

Latrodectus curacaviensis
Latrodectus curacaviensis

O gênero Latrodectus (“viúva negra”) – cuja espécie mais comum no Brasil é a Latrodectus curacaviensis -, ao contrário do que se verifica em outros países, é agente raro de acidente em nosso país.

Lycosa

Lycosa erythrognatha
Lycosa erythrognatha

As aranhas do gênero Lycosa, chamadas de aranhas de jardins, são comumente encontradas nas residências; também causam acidentes leves, sem necessidade de tratamento específico.

Apresentam cor marrom acinzentado, apresentando um desenho em forma de seta no abdome. O animal adulto mede entre 2 a 3 cm de corpo e 5 a 6 cm de envergadura de pernas. Habita campos e gramados e não é agressiva. No local da picada pode ocorrer leve descamação da pele.

Caranguejeiras

Aranhas Venenosas
Mygalomorphae

As aranhas caranguejeiras, apesar de seu aspecto assustador (podendo chegar a medir 20 cm de diâmetro), causam acidentes leves. A picada pode ser muito dolorosa, porém seu veneno é pouco ativo para os seres humanos, somente seus pêlos podem causar irritação em algumas pessoas.

Características

Cor marrom escuro, coberta de pêlos, pode atingir até 25 cm de comprimento com as patas estendidas.

Sintomas

Dificilmente pica. O que ocorre com maior freqüência é uma dermatite pela ação irritante dos pêlos do seu abdome, que se desprendem quando o animal se sente ameaçado.

Fonte: www.clubedobiologo.com.br

Aranhas Venenosas

(Aranhas) Aspectos Clínicos e Epidemiológicos

Araneísmo

1. Aspectos Epidemiológicos
É o acidente menos grave e a grande maioria dos casos notificados são provenientes das regiões Sul e Sudeste, o que sugere que nas outras regiões podem ocorrer casos sem que haja registro.

Agentes Causais
Phoneutria nigriventer (aranha-armadeira): responsável pela maioria dos acidentes causados por aranhas na cidade de São Paulo.
Phoneutria fera: é encontrada na região Amazônica, mas os dados sobre acidentes são muito precários.
Phoneutria keyserling: amplamente distribuída nas regiões Sul e Sudeste, com pequeno número de acidentes registrados.
Loxosceles amazonica: relato de acidente no Ceará
Loxosceles gaucho (aranha marrom): causa mais freqüente de acidentes em São Paulo.
Loxosceles intermedia: principal espécie causadora de acidentes no Paraná e Santa Catarina.
Loxosceles laeta: encontrada na região Sul, possivelmente causa de acidentes.
Latrodectus curacaviensis (viúva-negra, flamenguinha): acidentes relatados na Bahia e no Ceará.

Distribuição e Morbidade: são notificados anualmente cerca de 5.000 acidentes. A predominância destas notificações são nas região Sul e Sudeste, dificultando uma análise mais abrangente do acidente em todo o país. Em face das informações disponíveis pode-se considerar:

Distribuição segundo os meses do ano: observou-se que os acidentes por Phoneutria aumentam significamente no início da estação fria (abril/maio), enquanto os casos de loxoscelismo sofrem incremento nos meses quentes do ano (outubro/março). Isso pode estar relacionado ao fato de que no Sul e Sudeste, as estações do ano são melhor definidas quando comparadas às demais regiões do país.

Distribuição dos casos nos estados: a maioria dos acidentes por Phoneutria foram notificados pelo estado de São Paulo. Com respeito aos acidentes por Loxosceles, os registros provêm das regiões Sudeste e Sul, particularmente no estado do Paraná, onde se concentra a maior casuística de Loxoscelismo do país. A partir da década de 80, começaram a ser relatados acidentes por viúva-negra (Latrodectus) na Bahia e, mais recentemente, no Ceará.

2. Aspectos Clínicos
São três gêneros de importância médica no Brasil: Phoneutria, Loxosceles e Latrodectus, responsáveis por quadros clínicos distintos.
 

Foneutrismo: os acidentes causados pela Phoneutria sp representam a forma de araneísmo mais comumente observada no país.

Loxoscelismo: são descritas duas variedades clínicas:

Forma Cutânea: é a mais comum, caracterizando-se pelo aparecimento de lesão inflamatória no ponto da picada, que evolui para necrose e ulceração.

Forma Cutâneo-Visceral: além da lesão cutânea, os pacientes evoluem com anemia, icterícia cutâneo-mucosa, hemoglobinúria. A insuficiência renal aguda é a complicação mais temida. O tratamento soroterápico está indicado nas duas formas clínicas do acidente por Loxosceles. Dependendo da evolução, outras medidas terapêuticas deverão ser tomadas.

Latrodectismo: quadro clínico caracterizado por dor local intensa, eventualmente irradiada. Alterações sistêmicas como sudorese, contraturas musculares, hipertensão arterial e choque são registradas.

Diagnóstico Clínico: visando facilitar o raciocínio diagnóstico dos profissionais, foram resumidos nos Quadros 5 e 6, os principais sinais e sintomas dos acidentes por animais peçonhentos mais comuns. Observe-se que o diagnóstico clínico é o de mais fácil execução, baseando-se fundamentalmente no achado das alterações decorrentes das ações do veneno. Tem-se convencionado chamar de "provável" o acidente cujo diagnóstico é estabelecido por critérios clínicos (e eventualmente com algum suporte laboratorial, como a determinação do Tempo de Coagulação).

Resumo dos Sinais e Sintomas dos Acidentes por Aranhas e Escorpiões

TIPO DE ANIMAL

SINAIS E SINTOMAS

ARANHAS

Phoneutria (armadeira)

Dor local intensa, freqüentemente irradiada, edema discreto, eritema e sudorese local

Latrodectus (viúva-negra, flamenguinha)

Dor local intensa, irradiando-se para os gânglios regionais, contraturas musculares, fasciculação, opistótomo, rigidez da parede abdominal, trisma, sudorese, hipertensão arterial, taquicardia que evolui para bradicardia, priapismo.
Casos graves: choque

Loxosceles (aranha-marrom)

Sinais e sintomas geralmente após 6-12 horas, cefaléia, febre, equimose no local da picada com eritema e edema duro, que pode evoluir com bolha e necrose local, deixando úlcera de contornos nítidos

ESCORPIÕES

Tityus (escorpião amarelo, escorpião marrom, escorpião preto)

Dor local intensa, freqüentemente irradiada, edema discreto e sudorese local.
Casos graves: alterações cardiovasculares e edema agudo de pulmão

Tratamento Soroterápico: os soros anti-peçonhentos são obtidos a partir da imunização de cavalos, inoculados com os respectivos venenos dos diferentes grupos de animais peçonhentos de importância médico-sanitária. São apresentados na forma líquida, em ampolas de concentrações definidas para cada um dos tipos. O prazo de validade dos soros é de 3 anos, se convenientemente armazenados em geladeira, a temperatura de 2 a 8 graus centígrados, devendo-se evitar seu congelamento.

Via de Administração: a via preferencial para administração do soro antiveneno é a endovenosa (EV).

Reações Adversas: precedendo a infusão do antiveneno, recomenda-se a utilização de anti-histamínico do tipo Prometazina, por via intramuscular (IM). Esse procedimento visa diminuir os riscos de reações alérgicas do tipo imediato, das quais a mais temida é o choque anafilático.

NOTA: Pela baixa capacidade em prever reações alérgicas, a prova intradérmica foi abolida da rotina, não sendo mais recomendada.

Doses: as quantidades de antiveneno a serem administradas estão na dependência da gravidade do envenenamento. No quadro são referidos os diferentes esquemas de doses recomendadas.

Indicação do Número de Ampolas de Soros Antiveneno para Tratamento de Acidentes por Ofídios e Aracnídeos Peçonhentos

Acidente causado por

Classificação e nº de Ampolas

Tipo de Soro

LEVE

MODERADO

GRAVE

Bothrops (jararaca)

2- 4

4 - 8

12

SAB/SABL ou SABC

Crotalus (cascavel)

5

10

20

SAC/SABC

Micrurus (coral)

*

*

10

SAE

Lachesis (surucucu)

**

10

20

SABL/SAL

Tityus (escorpião)

***

2 - 3

4 - 6

SAEEs/SAAr

Phoneutria (armadeira)

***

2- 4

5 - 10

SAAr

Loxosceles (aranha marrom)

***

5

10

SAAr/SALox

Latrodectus (viúva negra)

**

1

2

SALatr

SAC Soro Anticrotálico
SABC Soro Antibotrópico-crotálico
SABL Soro Antibotróbico-laquético
SAL Soro Antilaquético
SAB Soro Antibotrópico
SAE Soro Antielapídico
SAEEs Soro Antiescorpiônico
SAAr Soro Antiaracnídico
SALox Soro Antiloxocélico
SALatr Soro Antilatrodetico (importado da Argentina)
* clinicamente os acidentes são classificados como graves ou potencialmente graves.
** clinicamente os acidentes são classificados como moderados ou graves.
*** dispensa soroterapia, indicando-se tratamento sintomático e observação hospitalar.


Se o número de ampolas em estoque for inferior ao recomendado, a soroterapia deve ser iniciada com a dose disponível enquanto se providencia o tratamento complementar.


Complicações
Ofidismo: os dados disponíveis revelam que cerca de 10% dos picados por Bothrops evoluem com necrose e/ou abscesso local. Cerca de 1% dos casos sofrem algum grau de amputação. A complicação mais temida é a insuficiência renal aguda (IRA), possivelmente causa maior de óbito, observada tanto nos acidentes crotálicos como botrópicos, sendo mais graves no segundo grupo. Ressalte-se que dentre os fatores estudados favorecem as complicações: a demora no atendimento; o emprego de torniquetes (ou garrotes); a manipulação cirúrgica precoce das lesões; os acidentes em crianças, gestantes e idosos

Escorpionismo: casos convenientemente tratados são de boa evolução, em geral sem complicações posteriores.

Araneísmo: os acidentes por Loxosceles, com lesões necróticas de pele, têm evolução longa dada a lentidão na cicatrização da úlcera. Alguns estudos têm demonstrado que a cicatrização se completa de 4 a 8 semanas após a picada. Cicatrizes retráteis ou inestéticas podem necessitar de cirurgia reparadora. Acidentes por Phoneutria ou Latrodectus são de evolução aguda e, após o tratamento, não deixam seqüelas.

Referência: Guia Brasileiro de Vigilância Epidemiológica 1998. 
Ministério da Saúde. Fundação Nacional de Saúde

Acidentes por Aracnídios

ACIDENTE LOXOSCÉLICO
LOXOSCELISMO (acidente por aranha marrom), tem sido descrito em vários continentes. Corresponde à forma mais grave de araneísmo no Brasil. A maioria dos acidentes notificados se concentra no sul do país, particularmente Paraná e Santa Catarina. O acidente atinge mais comumente adultos, com discreto predomínio em mulheres, ocorrendo no intradomicílio. Observa-se uma distribuição centrípeta das picadas, acometendo mais a coxa, tronco ou braço. 

Aranhas Venenosas
ARANHA MARROM
 (Loxosceles)

Aranha pouco agressiva, com hábitos noturnos. Encontra-se em pilhas de tijolos, telhas, beira de barrancos; nas residências, atrás de móveis, cortinas e eventualmente nas roupas.

Ações do Veneno: Parece que o componente mais importante é a enzima esfingomielinase-D que por ação direta ou indireta, atua sobre os constituintes das membranas das células, principalmente do endotélio vascular e hemácias, ativando as cascatas do sistema complemento, da coagulação e das plaquetas, desencadeando intenso processo inflamatório no local da picada, acompanhado de obstrução de pequenos vasos, edema, hemorragia e necrose focal. Nas formas mais graves, acredita-se que a ativação desses sistemas leva a hemólise intravascular.

Quadro Clínico: A picada quase sempre é imperceptível e o quadro clínico se apresenta sob duas formas:

Forma Cutânea: 87 a 98% dos casos. Instalação lenta e progressiva. Sintomas: dor, edema endurado e eritema no local da picada, pouco valorizados pelo paciente. Acentuam-se nas primeiras 24 a 72 horas após o acidente, podendo ser:

As picadas em tecido frouxo, como na face, podem apresentar edema e eritema exuberantes. A lesão cutânea pode evoluir para necrose seca (escara) em cerca de 7 a 12 dias, que, ao se destacar em 3 a 4 semanas, deixa úlcera de difícil cicatrização.

As mais comuns alterações do estado geral: astenia, febre nas primeiras 24 horas, cefaléia, exantema morbiliforme, prurido generalizado, petéquias, mialgia, náuseas, vômito, visão turva, diarréia, sonolência, obnubilação, irritabilidade, coma.

Forma Cutâneo-Visceral (hemolítica): 1 a 13% dos casos. Além do comprometimento cutâneo, observam-se manifestações clínicas decorrentes da hemólise intravascular como anemia, icterícia e hemoglobinúria, que se instalam geralmente nas primeiras 24 horas. Petéquias e equimoses, relacionadas à coagulação intravascular disseminada (CIVD). Casos graves podem evoluir para insuficiência renal aguda, que é a principal causa de óbito no loxoscelismo.

Com base nas alterações clínico-laboratoriais e identificação do agente causal, o acidente loxoscélico pode ser CLASSIFICADO em:

  1. LEVE: Lesão incaracterística sem alterações clínicas ou laboratoriais e com identificação da aranha causadora do acidente. Paciente deve ser acompanhado pelo menos por 72 horas, caso pode ser reclassificado.

  2. MODERADO: Lesão sugestiva ou característica, mesmo sem identificação do agente causal, com ou sem alterações sistêmicas do tipo rash cutâneo, cefaléia e mal-estar.

  3. GRAVE: Lesão característica e alterações clínico-laboratoriais de hemólise intravascular.

Complicações: 
Locais: infecção secundária, perda tecidual, cicatrizes desfigurantes.
Sistêmicas: principal: insuficiência renal aguda.

Exames Complementares: Não há específicos.
         # Forma cutânea: hemograma com leucocitose e neutrofilia.
        # Forma cutâneo-visceral: anemia aguda, plaquetopenia, reticulocitose, hiperbilirrubinemia indireta, queda dos níveis séricos de haptoglobina, elevação dos níveis séricos de potássio, creatinina e uréia e coagulograma alterado.

Tratamento:
Tratamento Específico: Soro antiloxoscélico (SALOx) ou Soro Antiaracnídico (SAAr) – Dados experimentais revelaram que eficácia da soroterapia é reduzida após 36 horas da inoculação do veneno. A utilização do antiveneno depende da classificação de gravidade. Ver Quadro Resumo no decorrer do capítulo.

Tratamento Geral: 

ACIDENTE POR PHONEUTRIA
Aranha do gênero Phoneutria causa acidente denominado “foneutrismo”. Popularmente conhecida como ARANHA ARMADEIRA, devido ao fato de ao assumir comportamento de defesa, apoia-se nas patas traseiras, ergue as dianteiras e os palpos, abre as quelíceras, tornando bem visíveis os ferrões e procura picar. Pode atingir de 3 a 4cm de corpo e até 15cm de envergadura de pernas.

Hábitos noturnos, acidentes freqüentes dentro de residências e nas suas proximidades, ao se manusearem material de construção, entulhos, lenha ou calçando sapatos. Também pode ser encontrada em bananeiras ou árvores com grandes folhagens. Acidentes mais observados em abril e maio, raramente levam a quadro grave. Picadas preferencialmente ocorrem em mãos e pés.

ARANHA ARMADEIRA (Phoneutria)
Aranha muito agressiva, com hábitos vespertinos e noturnos. São encontradas em bananeiras, folhagens, entre madeira e pedras empilhadas e no interior de residências

Ações do Veneno: Peçonha de P.nigriventer causa ativação e retardo da inativação dos canais neuronais de sódio, que pode provocar despolarização das fibras musculares e terminações nervosas sensitivas, motoras e do sistema nervoso autônomo, favorecendo a liberação de neurotransmissores, principalmente acetilcolina e catecolaminas. Também isolados peptídeos que podem induzir a contração da musculatura lisa vascular e aumentar a permeabilidade vascular, independentemente da ação dos canais de sódio.

QUADRO CLÍNICO: Predominam as manifestações locais. A dor imediata é o sintoma mais freqüente, apenas 1% dos casos apresentam-se assintomáticos após a picada. Sua intensidade é variável, podendo se irradiar até a raiz do membro acometido. Outras manifestações que podem ocorrer são: edema, eritema, parestesia e sudorese no local da picada, onde podem ser encontradas as marcas de dois pontos de inoculação, priapismo, choque e edema pulmonar.

Os acidentes são classificados em Leve, Moderado e Grave. Ver Quadro Resumo no final do capítulo.

EXAMES COMPLEMENTARES E TRATAMENTO:
Ver Quadro Resumo no final do capítulo.

OBS: 1. Deve ser evitado o uso de algumas drogas antagonistas dos receptores H1 da histamina, principalmente a prometazina (Fenergan), em crianças e idosos. Os efeitos tóxicos ou idiossincrásicos decorrentes do uso destes medicamentos podem determinar manifestações como sonolência, agitação psicomotora, alterações pupilares e taquicardia, que podem ser confundidas com as do envenenamento sistêmico.

OBS: 2. Crianças e idosos, devido ao maior risco de desenvolverem manifestações sistêmicas de envenenamento, devem ser sempre observados, pelo menos por até 6 horas após o acidente. 

ACIDENTES POR LYCOSA

Acidentes por LYCOSA ou ARANHA DE JARDIM são freqüentes, mas não constituem problema de saúde pública. Aranha errante, não constrói teia, encontrada em gramas e jardins.

Os acidentes causados por Lycosa são importantes para o diagnóstico diferencial de loxoscelismo, pois muitas vezes ocorrem no mesmo habitat.

Ações do Veneno: Ação proteolítica local.

Quadro Clínico: Em geral, os acidentes tem pequena repercussão clínica. Após a picada, há o surgimento de uma reação local não muito acentuada, como dor local discreta, edema e eritema leves, que ocorrem em menos de 20% dos casos. Há relatos de necrose superficial no local, mas sem conseqüências clínicas.

Tratamento: Não existe tratamento específico. Pode-se utilizar analgésicos e antihistamínicos orais. Antissepsia e uso de corticóides tópicos.

ACIDENTE POR CARANGUEJEIRA
Foto: Marcus Buanonato

A aranha caranguejeira (Mygalomorphae) possui variado colorido e tamanho, desde milímetros até 20cm de envergadura de pernas. Algumas são muito pilosas. Os acidentes são destituídos de importância médica, sendo conhecida a irritação ocasionada na pele e mucosas devido aos pêlos urticantes, que algumas espécies liberam como forma de defesa. Os pêlos urticantes podem estar concentrados na região posterior do abdome, de 10.000 a 20.000 pêlos por mm.

Ações do Veneno: Podem provocar relaxamento da musculatura estriada em camundongos. Alguns gêneros apresentaram, em animais de laboratório, veneno com ação semelhante ao da Phoneutria.

Quadro Clínico: Dor no local da picada de pequena intensidade e curta duração, às vezes acompanhada de discreta hiperemia local. Não se conhece relato de acidentes graves. Do desprendimento dos pêlos, ocorrem manifestações cutâneas e das vias respiratórias altas, provocadas por ação irritativa ou alérgica nos pacientes previamente sensibilizados.

Estudos revelam que os testes cutâneos apresentam intensa reação positiva e altos níveis séricos de IgE, demonstrando que a reação de hipersensibilidade aguda contribui para o quadro inflamatório provocados por estas aranhas.

Tratamento: Casos leves regridem espontaneamente e casos mais severos tratar com analgésico, epinefrina, anti-histamínico e corticóide. Não há tratamento específico.

ACIDENTES POR VIÚVA NEGRA
LATRODECTISMO é o acidente causado pela aranha do gênero Lactrodectus popularmente conhecida como viúva negra, flamenguinha ou aranha ampulheta. No Brasil, os acidentes ocorrem na região Nordeste, principalmente no Estado da Bahia, Ceará, Rio Grande do Norte e Sergipe. Normalmente ocorrem quando são comprimidas contra o corpo.

Foto: Marcus Buanonato

A fêmea apresenta o corpo com aproximadamente 1cm de comprimento e 3cm de envergadura de pernas, o macho de 3 a 6mm, não é causador de acidentes. Habitam jardins, parques, gramados e plantações e podem ocultar-se nas residências. Têm hábitos sedentários, fazem teias irregulares, vivem de forma gregária e não são agressivas.

Ações do Veneno: Atua sobre terminações nervosas sensitivas provocando quadro doloroso no local da picada. Sua ação sobre o sistema nervoso autônomo leva à liberação de neurotransmissores adrenérgicos e colinérgicos e, na junção neuromuscular pré-sináptica, altera a permeabilidade aos íons sódio e potássio. Não há registro de óbitos.

Quadro Clínico: Dor local de intensidade variável, tipo mialgia, evoluindo para sensação de queimação (15 a 60min após o acidente). Lesões puntiformes, 1 ou 2, com 1 a 2mm e edema discreto. Hiperestesia na área da picada, placa urticariforme, infartamento ganglionar. Freqüentemente tremores, contrações espasmódicas dos membros, sudorese local, ansiedade, excitabilidade, insônia, cefaléia, prurido, eritema de face e pescoço. Contratura facial e trismo dos masséteres (“fáscies latrodectísmica”). Opressão precordial com sensação de morte eminente, taquicardia inicial e hipertensão seguidas de bradicardia. 

Tratamento:
Tratamento Específico: O Soro Antilatrodectus (SALatr) é indicado nos casos graves, 1 a 2 ampolas IM. A melhora do paciente ocorre de 30min a 3h após a soroterapia.

Tratamento Sintomático: Utilização de compressas mornas no local e analgésicos. Pode ser utilizado Diazepan, Gluconato de Cálcio e Prometazina. Quando a dor é muito intensa, pode-se usar Meperidina ou Morfina. O tempo de permanência hospitalar, para doentes não submetidos a soroterapia deve ser no mínimo de 24 horas.
 

B. QUADRO RESUMO DAS MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS E TRATAMENTO NOS ACIDENTES POR ARTRÓPODOS DE IMPORTÂNCIA TOXICOLÓGICA NO ESTADO DO PARANÁ 

 

LOXOSCELES

 

QUADRO CLÍNICO

AVALIAÇÃO INICIAL

MANIFESTAÇÕES LOCAIS

MANIFESTAÇÕES SISTÊMICAS

ALTERAÇÕES LABORATORIAIS

TRATAMENTO ESPECÍFICO

TRATAMENTO COMPLEMENTAR E SINTOMÁTICO

LEVE

- Edema, Eritema, Prurido e Dor discretos

- Febre, mal-estar

- Nenhuma

__________

- Analgésico
- Anti-histâmico

MODERADA

 - Ponto de necrose
 - Equimose - Enduração
 - Placa marmórea
 - Necrose
 - Dor em queimação

- Febre, mal-estar
- Rash cutâneo
- Náusea, vômito, diarréia
- Mialga, astenia, visão turva
- Sonolência

 

- Leucocitose
- Neutrofilia

- Prednisona 40mg/dia adulto e
1mg/kg/dia criança durante 5 dias

- Compressa fria
- Anti-sépticos locias

GRAVE

- Necrose ou placa marmórea extensas

- Palidez
- Icterícia
- Oligúria ou anúria

- Leucocitose
- V.G. diminuido
- Reticulócitos aumentados
- Uréia e creatina aumentadas

- Forma cutânea - 5 ampolas SALOx /SAAR - I.V.
- Forma cutânea visceral 10 ampolas (SALOx /SAAR) - I.V.

- Prednisona 40mg/dia adulto e
1mg/kg/dia criança durante 5 dias
- Compressa fria
- Anti-sépticos locias

 

PHONEUTRIA

 

QUADRO CLÍNICO

AVALIAÇÃO INICIAL

MANIFESTAÇÕES LOCAIS

MANIFESTAÇÕES SISTÊMICAS

ALTERAÇÕES LABORATORIAIS

TRATAMENTO ESPECÍFICO

TRATAMENTO COMPLEMENTAR E SINTOMÁTICO

LEVE

- Dor local

- Eventualmente taquicardia

- Nenhuma

__________

- Analgesia - dependendo da intensidade da dor (VO, I.M. ou bloqueio anestésico
- Compressa morna

MODERADA

 - Dor intensa

- Agitação
- Sudorese
- Vômitos ocasionais
- Hipertensão arterial
- Sialorréia

 

- Nenuma

- 2 - 4 ampolas SAAr - I.V.

- Analgesia
- Meperidina pode ser necessário
- Internamento

GRAVE

- Dor intensa

- Sudorese profunda
- Bradicardia
- Vômitos freqüentes
- Choque
- Edema pulmonar agudo

- Acidose metabólica
- Hipoglicemia
- E.C.G. alterado

- 5 - 10 ampolas SAAr - I.V.

- Analgesia
- UTI

 

Abreviações

 

SAAr - Soro Antiaracnídeo

,SALOx -Soro Antiloxoscélico

V.O. Via Oral

I.V. - Intravenoso

T.C. - Tempo de Coagulação

I.M. Intramuscular

 

Fonte:www.saude.pr.gov.br

Aranhas Venenosas

Aranhas Venenosas

Aranha armadeira – Phoneutria nigriventer
Nome popular:Aranha armadeira, aranha das bananas(banana spyder)
Nome científico:Phoneutria nigriventer
Família:Ctenidae
Disposição ocular:2 – 4 - 2
Alimentação básica:insetos, aranhas e pequenas lagartixas
Reprodução:ovípara
Tamanho do corpo:4 a 5 centímetros
Envergadura:15 a 18 centímetros
Habitat:Mata Atlântica
Atividade:noturna

Aranha de hábitos errantes. Habita em áreas florestadas, procurando refúgio sob troncos e rochas.
Comum em plantio de bananas, abrigando-se entre as folhas e os cachos da bananeira. Está adaptada à área urbana em ambientes domiciliar e peridomiciliar. Assume comportamento de defesa armandose, levantando os dois primeiros pares de pernas e posicionando-se verticalmente.

 

Aranhas Venenosas

Aranha de grama - Lycosa erythrognatha
Nome popular:Aranha de grama, aranha de jardim, aranha lobo ou tarântula
Nome científico:Lycosa erythrognatha
Família: Lycosidae
Disposição ocular: 4 – 2 - 2
Alimentação básica: insetos e aranhas
Reprodução: ovípara
Tamanho do corpo: 2 a 3 centímetros
Envergadura das pernas: 6 a 8 centímetros
Habitat: Mata Atântica
Atividade: diurna e noturna

Aranha de hábitos errantes, abrigam-se entre o folhiço acumulado na superfície de sub bosques ou áreas florestadas, construindo sua toca unindo as folhas secas com fios de seda. Muito comum na
região urbana, sendo frequentemente encontrada em gramados ou jardins. Pode adotar o mesmo comportamento defensivo da aranha armadeira. É amplamente distribuída pelo Brasil. Seu veneno é
pouco tóxico não causando problema de saúde pública, porém, a grande frequência em que provoca acidentes a posiciona entre os aracnídeos de interesse médico.

Aranhas Venenosas

Aranha marrom - Loxosceles gaucho
Nome popular:Aranha marrom
Nome científico:Loxosceles gaucho
Família:Sicariidae
Disposição ocular:2 – 2 - 2
Alimentação básica:insetos e aranhas
Reprodução:ovípara
Tamanho do corpo:1 a 1,5 centímetros
Envergadura:3 a 4 centímetros
Habitat:Mata Atlântica
Atividade:noturna
Mais:Aranha de hábitos sedentários.

Habita em áreas florestadas, construindo teias irregulares de revestimento com fios adesivos, semelhante a um lençol, sob cascas de árvores, folhas secas de palmeiras, em fendas derochas e barrancos.

 

Aranhas Venenosas

Flamenguinha – Latrodectus curacaviensis
Nome popular:Flamenguinha, aranha barriga vermelha e viúva negra
Nome científico:Latrodectus curacaviensis
Família:Theridiidae
Disposição ocular:4 - 4
Alimentação básica:larvas de insetos
Reprodução:ovípara
Tamanho do corpo:1 a 1,5 centímetros
Envergadura:3 centímetros
Habitat:cosmotropical
Atividade:diurna e noturna


São aranhas de hábitos gregários e constroem teias tridimensionais. Habitam em vegetaçãorasteira, arbustos, sauveiros, cupinzeiros, fendas de barrancos e mourões de madeira.
Adaptam-se em área rural nas plantações de trigo e linho e em área urbana em ambientes peridomiciliar e domiciliar, abrigando-se em beiral de telhados, portas, janelas e no interior das moradias, principalmente, sob móveis.

 

Aranhas Venenosas
Aranha caranguejeira - Pachistopelma rufonigrum

Nome popular: Caranguejeira, caranguejos
Nome científico: Pachistopelma rufonigrum
Alimentação básica: insetos, aves, anfíbios, pequenos répteis e mamíferos
Reprodução: ovípara
Tamanho do corpo: 6 centímetros
Envergadura: 15 centímetros
Habitat: Mata Atlântica
Atividade: noturna
Aranha de hábitos terrestres, semi-fossoriais. Constróem tocas para refúgio. Possuem pêlos urticantes no abdômen.

 

Aranhas Venenosas
Aranha de teia – Nephila clavipes

Nome popular: Aranha de teia
Nome científico: Nephila clavipes
Disposição ocular: 4 - 4
Alimentação básica: insetos
Reprodução: ovípara
Tamanho do corpo: 3 a 5 centímetros
Envergadura: centímetros
Habitat: Mata Atlântica
Atividade: diurna e noturna

São aranhas tecedeiras, construindo teias grandes circulares de coloração amarelada. Os fios altamente resistentes são entrelaçados com fios de reforço na área central da teia em forma de zig-zag. Devido a alta
resistência dos fios, são capazes de armadilhas pequenas aves, como o beija-flor. Ocupam os espaços entre a vegetação, ao longo de áreas de vôo dos insetos em áreas de florestas nas margens de rios,
preferindo locais sombreados. São também sinantrópicas, abrigando-se nas áreas externas das moradias, construindo refúgio junto às paredes próximo de luminárias, facilitando a captura de presas.

Fonte: www.sapienscursos.com.br

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