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Aranhas

Aranhas

O Brasil possui quatro tipos principais de aranhas venenosas, classificadas como de interesse médico. Esses tipos requerem tratamento em forma de soroterapia em casos de acidentes envolvendo-as. Há ainda dois tipos que não representam tanto perigo ao homem: são as aranhas de teia e as caranguejeiras.

Lycosa

Possui peçonha proteolítica. Ação local, necrosante, cutânea, sem intoxicação geral alguma, seja do sistema nervoso ou circulatório. Conseqüentemente não há perigo de vida. Tratamento: soro antilicósico, pomadas antinflamatórias, antihistamicas e antibióticos e os acidentes por este gênero são destituídos de importância médico-sanitária.

Apresenta as seguintes espécies: L. erythrognatha, L. nychtemera, L. raptoria. Podem medir 3 cm (corpo) e 5 cm no tamanho total. São habitantes de gramados, pastos, junto à piscinas e nos jardins, possuem hábitos diurnos e noturnos.

Aranhas
Aranha de Jardim (Lycosa sp.)

Phoneutria

A peçonha das armadeiras é um complexo de diversas substâncias toxicas, agindo principalmente sobre o Sistema Nervoso Periférico e secundariamente sobre o S. N. Central. Produzem veneno potente, raramente ocasionam acidentes graves.

Apresentam as seguintes espécies: P. fera, P. keyserlingi, P. reidyi, P. negriventer. Podem medir 3 cm (corpo) e atingir até 15 cm no tamanho total. São habitantes de bananeiras, terrenos baldios, zonas rurais, junto às residências, possuem hábitos noturnos e abrigam-se durante o dia em locais escuros (roupas, sapatos, etc.).

Aranhas
Aranha armadeira (Phoneutria nigriventer.)

Loxosceles

O Loxoscelismo passou a ser reconhecido no Brasil a partir de 1954. Produzem lesões cutâneas necrosantes por possuirem peçonha proteolítica e não são agressivas.

Apresentam as seguintes espécies: L. laete, L. gaucho, L. similis. Podem medir 1 cm (corpo) e atingir até 3 cm no tamanho total. São habitantes de folhas secas de palmeiras, nas cascas ou sob as mesmas, atrás de móveis, sótãos, garagens, etc., possuem hábitos noturnos. Produzem teia irregular revestindo o substrato.

Aranhas
Aranha marrom (Loxosceles sp.)

Latrodectus

As Viúvas Negras fazem teia irregular. São aracnídeos que podem viver aglomeradas em grupos, porém não são aranhas sociais. Havendo falta de alimentos, pode ocorrer canibalismo (alimentam-se de membros da mesma espécie). Seu nome é originado do fato de o macho ser muitas vezes menor do que a fêmea e, na época de acasalamento, ele ter de ser muito veloz na cópula, pois se a fêmea o percebe por baixo de seu corpo, ele é invariavelmente ingerido como alimento.

No Brasil, embora ocorram aranhas do género Latrodectus, o primeiro registro de acidente, com reconhecimento do animal causador, foi publicado em 1985, em Salvador, Bahia. Estas aranhas não são totalmente negras, mas vermelhas e negras; o que lhes deu o gracioso apelido futebolístico de "flamenguinhas".

Sua peçonha neurotóxica possui ação difusa sobre o S. N. Central, medula, nervos e músculos lisos. Geralmente, seu veneno é extremamente potente e mortal.

Porém, a espécie brasileira não oferece perigo aos seres humanos; tanto que não se produz soro, no Brasil, para este tipo de acidente.

Apresenta a seguinte espécie: L. geometricus. Podem medir 1,5 cm (corpo) e atingir até 3 cm no tamanho total. São habitantes de zonas rurais, plantações, etc., possuem hábitos diurnos. Produzem teia irregular suspensa entre a vegetação.

Aranhas
Viúva negra (Latrodectus sp.)

Caranguejeiras

São várias as espécies de aranhas que chamamos de caranguejeiras; porém, apesar de seu grande porte (podem chegar até 30 cm de envergadura), não oferecem perigo quanto ao seu veneno, que é pouco potente e causa dor local discreta. Está relacionada às aranhas de interesse médico porque os pelos que recobrem seu corpo em grande quantidade podem provocar alergias na pessoa que, eventualmente, entre em contato com ela. Esses pelos são liberados pelo animal quando, numa atitude defensiva, raspa as patas traseiras no dorso do abdome, soltando-os e formando uma espécie de "nuvem". Pequenos animais, como cachorros e gatos podem morrer por inalarem tais pelos, que provocarão edema do trato respiratório, matando-os por asfixia.

Aranhas
Caranguejeira

São encontradas em todos os tipos de ambientes: matas, praias, desertos etc. Não são agressivas, procurando fugir no primeiro momento de contato, assumindo uma postura defensiva, se continuar a ser molestada.

Aranhas de teia

As aranhas que conhecemos dos beirais de casas, varandas e matas, que fazem teias simétricas ou muito elaboradas, são aranhas sedentárias, ou seja, permanecem num só lugar para caçar. Seu veneno é tão pouco potente, que elas armam suas teias como armadilhas pegajosas para caçar. Algumas fazem e refazem suas teias todos os dias; outras, armam a teia e a utilizam várias vezes, remendando-a, até que tenham de construir outra nova. Todas as aranhas produzem fios de seda por meio deu uma estrutura de seu abdome, composta de glândulas sericígenas e as fiandeiras (muitas vezes confundidas com ferrões).

Aquelas que fazem teias vistosas, absolutamente não têm interesse médico, pois seu veneno, como já foi dito, é muito pouco ativo para humanos.

As aranhas errantes (aquelas que vão em busca da presa) não fazem teia regular. Limitam-se a produzir fios de seda para forrar o ambiente onde vivem. Nem todas as aranhas que são errantes e não fazem teia regular são de interesse médico; porém, todas as de interesse médico são errantes.

A convivência com esses seres é inevitável pois existe cerca de 35000 espécies de aranhas em todo o mundo com exceção das regiões frias. Apesar de existirem em todos os ambientes, poucas são as espécies de causam danos ao homem. Todas produzem veneno e são peçonhentas, por ser indispensável ao seu modo carnívoro e também à digestão do alimento. Em alguns casos o veneno produzido é extremamente tóxico.

As aranhas estão classificadas na Classe Arachnida, cujos representantes conhecidos são, além delas, os escorpiões, os ácaros e carrapatos. A ordem na qual as aranhas se inserem é a Ordem Araneae. Os representantes dessa ordem apresentam o corpo divido em cafalotórax e abdome, tal como nos crustáceos.

Morfologia da Aranha

As aranhas possuem o cefalotórax unido ao abdome por um pedículo. Na região anterior do cefalotórax, estão oito olhos simples e alguns apêndices articulados.

As quelíceras são estruturas adaptadas para a captura do alimento, e apresentam a extremidade em forma de garra, dotada de um orifício em que se abre a glândula do veneno. Outro par de apêndices são pedipalpos, úteis para triturar alimentos e, nos machos, para a deposição dos espermatozóides.

Aranhas Morfologia Externa da Aranha

No corpo das aranhas, as patas articuladas são quatro pares, e não há antenas. Na porção mais posterior do corpo, abrem-se as fiandeiras, estruturas por onde saem os fios de seda e responsáveis por tecê-los, na formação das teias. A seda é produzida pelas glândulas sericígenas, localizadas no abdome. Ao ser exteriorizada, a seda solidifica-se ao contato com o ar. As teias servem como abrigo, proteção, local de acasalamento e armadilha para a captura de insetos e de outros animais, principal alimentação das aranhas.

Sistemas

O sistema digestivo é completo, e possuem hepatopâncreas. Muitas aranhas, ao inocularem o veneno na presa, inoculam também enzimas digestivas, que realizam digestão extracorporal. Após certo tempo, essas aranhas simplesmente sugam os tecidos do animal morto, já liquefeitos e parcialmente digeridos.

O sistema circulatório é aberto, e o sangue contém hemocianina. A respiração é traqueal, único sistema presente em aracnídeos pequenos. Nos maiores, como nos escorpiões e em muitas aranhas, há uma abertura ventral no abdome, que se comunica com os pulmões foliáceos. A estrutura interna desses órgãos assemelha-se a um livro com as folhas entreabertas, cujas lâminas delgadas são vascularizadas e permitem a ocorrência de trocas gasosas entre o sangue e o ar.

Esse tipo especial de respiração pulmonar é chamada respiração filotraqueal.

A excreção é realizada por meio de tubos de Malpighi e, em aracnídeos maiores, pelas glândulas coxais, localizadas no cefalotórax. O produto de excreção nitrogenada mais importante, nesses animais, é a guanina.

Reprodução

As aranhas possuem sexos separados (dióicos), porém freqüentemente os machos são menores que as fêmeas, podendo distinguí-los que apresentam no ápice dos palpos.

Na época da reprodução, o macho tece um casulo de seda, no qual deposita uma gotícula com os espermatozóides; estes são tomados nas cavidades de seus palpos, para mais tarde serem introduzidos na cavidade genital da fêmea, onde ficam armazenados no receptáculo seminal. Após a fecundação, a fêmea deposita os ovos envolvendo-os com um casulo de seda denominado ooteca.

Fonte: www.cb.ufrn.br

Aranhas

Ordem Araneae - Aranhas

As aranhas são os aracnídeos mais numerosos. Possuem distribuição bastante ampla, desde ambientes aquáticos, até aqueles extremamente secos, podendo ainda ocorrer desde o nível do mar até as montanhas mais altas

Todas são predadoras, alimentando-se principalmente de insetos, podendo ocasionalmente algumas caranguejeiras alimentar-se de pequenos vertebrados que são mortos pelo veneno injetado com picada.

Tempo de vida

Varia de acordo com a espécies considerada, algumas vivem cerca de um ano, enquanto que outras quando em cativeiro podem viver até 20 anos.

Aranhas
Tarântula

Fonte: www.consulteme.com.br

Aranhas

Aranhas

As aranhas pertencem ao filo dos artrópodes, habitam praticamente todas as regiões da terra, sendo encontradas nos diferentes ecossistemas, inclusive a água.

Estes animais podem viver em teias geométricas ou irregulares, em buracos no solo, fendas de barrancos, árvores, sob troncos podres, cupinzeiros, e bromélias. Podem ser encontrados também em áreas ocupadas pelo homem.

São animais carnívoros. Alimentam-se principalmente de insetos, podendo alimentar-se de presas maiores como pequenas lagartixas, rãs, peixes, roedores e filhotes de pássaros. Os predadores são pássaros, lagartos, sapos, rãs, escorpiões e parasitas diversos, além do próprio homem.

A maioria das espécies de aranhas têm vida solitária, mas algumas espécies tem hábitos sociais. Algumas espécies vivem poucos meses, enquanto outras, principalmente caranguejeiras, podem viver até 25 anos, de acordo com observações realizadas em cativeiro.

Morfologia das Aranhas

O corpo das aranhas é dividido em duas partes, o cefalotórax e o abdome, unidos por um tubo estreito (pedicelo) por onde passam o intestino, nervos e a hemolinfa.

No cefalotórax encontram-se articulados 6 pares de apêndices.

Um par de quelíceras, associadas à glândulas de veneno, com ferrões. Estes ferrões são utilizados para inocular veneno; manipular e apreender os alimentos.

Um par de pedipalpos, funcionando como órgão sensorial. Nos machos o último segmento é diferenciado em bulbo copulador.

Quatro pares de pernas para locomoção.

No cefalotórax também estão situados os olhos, geralmente em número de oito, organizados em duas ou três fileiras. A disposição destes olhos, a curvatura das fileiras e as distâncias interoculares são utilizadas para identificação dos gêneros e espécies.

O abdome, em geral, não apresenta segmentação. Na sua região posterior estão situadas as fiandeiras e nelas localizam-se as aberturas das glândulas produtoras da seda. A seda produzida é utilizada na fabricação de teias de captura de alimento, construção de ootecas, etc.

Aranhas de interesse médico

Todas as aranhas têm veneno e podem causar acidentes. Mas nem todas são responsáveis por acidentes humanos graves, devido a fatores como a baixa toxicidade do veneno para seres humanos, pequena quantidade de veneno injetado, quelíceras incapazes de perfurar a pele.

No Brasil apenas três gêneros, com cerca de 20 espécies, podem causar envenenamentos graves em humanos, Latrodectus (viúva negra), Loxoceles (aranha marrom) e Phoneutria (armadeira). Os acidentes causados por Lychosa (aranha de grama) e caranguejeiras, são destituídos de maior importância.

Principais características das aranhas venenosas do Brasil:

Phoneutria Aranha-armadeira

Tamanho

Corpo: 3cm

Total: 15cm

Habitat

Durante o dia permanecem escondidas sob troncos, bromélias, bananeiras, palmeiras, e também junto às construções, em lugares escuros, como dentro de sapatos, atrás de móveis, cortinas etc.

Hábitos

Permanecem escondidas durante o dia e são ativas a noite.

Quanto à teia

Não vivem em teias.

Acidentes

Não foge quando surpreendida, coloca-se em posição de ataque, apóia-se nas pernas traseiras, ergue a dianteira e procura picar.

Aranhas
Phoneutria - Aranha armadeira

Acidentes

Não foge quando surpreendida, coloca-se em posição de ataque, isto é, apoia-se nas pernas traseiras, ergue a dianteira e procura picar.

Principais espécies e distribuição geográfica:

P. fera: região amazônica.
P. nigriventer: ES, MS, MG, RJ, SP, PR, SC e RS.
P. reidyi: região amazônica.

Loxosceles

Aranha-marrom

Aranhas
Loxosceles - Aranha marrom

Hábitat

Sob cascas de árvores, folhas secas de palmeiras, nas casas atrás de móveis, quadros, geladeiras, fogões, sótãos, porões, garagens, telhas, tijolos, frestas em barrancos etc.

Hábitos

É ativa durante a noite ficando escondida durante a dia.

Quanto à teia

Reveste o substrato.

Acidentes

Pica quando comprimida contra o corpo, ao colocar a roupa pessoal ou quando estão presentes na cama.

Principais espécies e distribuição geográfica:

L. adelaide: Rio de Janeiro.
L. amazonica: Norte e Nordeste do Brasil.
L. gaúcho: SP e MG.
L. hirsuta: Sul do Brasil.
L. intermedia: Sul do Brasil.
L. laeta: espécie introduzida que ocorre em laguns focos isolados no Brasil.
L. simili: SP e MG.

Latrodectus

Viúva negra

Aranhas
Latrodectus - Viúva negra

Principais espécies e distribuição geográfica:

L. geometricus: em todo o Brasil.
L. curacavienses: em todo o Brasil.
L. mactans: em todo o Brasil.

Fonte: www.funed.mg.gov.br

Aranhas

As aranhas são animais carnívoros, alimentando-se principalmente de insetos, como grilos e baratas. Muitas têm hábitos domiciliares e peridomiciliares.

Apresentam o corpo dividido em cefalotórax e abdome. No cefalotórax articulam-se os quatro pares de patas, um par de pedipalpos e um par de quelíceras.

Nas quelíceras estão os ferrões utilizados para inoculação do veneno.

ARANHAS PEÇONHENTAS

No Brasil existem três gêneros de aranhas de importância médica: Phoneutria, Loxosceles e Latrodectus. Os acidentes causados por Lycosa (aranha-de-grama), bastante freqüentes e pelas caranguejeiras, muito temidas, são destituídos de maior importância.

APECTOS CLÍNICOS

São três gêneros de importância médica no Brasil: Phoneutria, Loxosceles e Latrodectus, responsáveis por quadros clínicos distintos.

Foneutrismo: os acidentes causados pela Phoneutria sp representam a forma de araneísmo mais comumente observada no país. Apresentam dor local intensa, freqüentemente imediata, edema discreto, eritema e sudorese local.

Loxoscelismo: são descritas duas variedades clínicas:

Forma Cutânea: é a mais comum, caracterizando-se pelo aparecimento de lesão inflamatória no ponto da picada, que evolui para necrose e ulceração.

Forma Cutâneo-Visceral: além de lesão cutânea, os pacientes evoluem com anemia, icterícia cutâneo-mucosa, hemoglobinúria. A insuficiência renal aguda é a complicação mais temida. O tratamento soroterápico está indicado nas duas formas clínicas do acidente por Loxosceles. Dependendo da evolução, outras medidas terapêuticas deverão ser tomadas.

Latrodectismo: quadro clínico caracterizado por dor local intensa, eventualmente irradiada. Alterações sistêmicas como sudorese, contraturas musculares, hipertensão arterial e choque são registradas.

SOROS

O Soro Antiaracnídico é utilizado nos acidentes causados por aranhas dos gêneros Loxosceles e Phoneutria.

O Soro Antiloxocélico é utilizado nos acidentes causados por aranhas do gênero Loxosceles.

O Soro Antilatrodetico (importado da Argentina) é utilizado nos acidentes causados por aranhas do gênero Latrodectus.

EPIDEMIOLOGIA

São notificados anualmente cerca de 5.000 acidentes com aranhas no país.

A predominância destas notificações são nas regiões Sul e Sudeste, dificultando uma análise mais abrangente do acidente em todo o país. Em face das informações disponíveis pode-se considerar:

Os acidentes por Phoneutria aumentam significativamente no início da estação fria (abril/maio), enquanto os casos de loxoscelismo sofrem incremento nos meses quentes do ano (outubro/março). Isso pode estar relacionado ao fato de que no Sul e Sudeste, as estações do ano são melhor definidas quando comparadas às demais regiões do país.

A maioria dos acidentes por Phoneutria foram notificados pelo estado de São Paulo. com respeito aos acidentes por Loxosceles, os registros provêm das regiões Sudeste e Sul, particularmente no estado do Paraná, onde se concentra a maior casuística de Loxoscelismo do país. A partir da década de 80, começaram a ser relatados acidentes por viúva-negra (Latrodectus) na Bahia e, mais recentemente, no Ceará.

Fonte: www.saude.rj.gov.br

Aranhas

Aranhas
Aranha

As aranhas compõem a ordem mais numerosa dos aracnídeos, sendo consideradas válidas cerca de 35.000 espécies em todo o mundo, embora, segundo alguns autores, este número possa chegar a 100.000. Habitam praticamente todas as regiões do planeta, incluindo uma espécie aquática. Muitas espécies vivem próximas, e até mesmo dentro de habitações humanas, favorecendo a ocorrência de acidentes.

O veneno, produzido por duas glândulas situadas na região das quelíceras, pode ser utilizado na captura de presas e como defesa. Poucas espécies podem causar acidentes com envenenamento humano importante. No mundo, são conhecidas 35.000 espécies de aranhas, distribuídas em mais de 100 famílias, porem, somente cerca de 20 a 30 espécies, são consideradas perigosas para o homem. No Brasil, as espécies mais representativas pertencem aos gêneros Phoneutria , Loxosceles e Latrodectus .

Aranhas
Aranha

Etimologia: O termo aranha é derivado da palavra latina araneus, aranea.

BIOLOGIA

Reprodução

O dimorfismo sexual nas aranhas, é caracterizado pela presença de bulbo copulador (localizado nas extremidades dos pedipalpos) nos machos.

O acasalamento ocorre com o macho introduzindo o bulbo copulador, contendo o esperma, na abertura genital da fêmea. Após o acasalamento, o conteúdo espermático fica armazenado numa estrutura denominada espermateca. Os ovos são fertilizados no momento em que a fêmea realiza a postura. Para armazená-los, é construída uma bolsa, elaborada com fios de seda, chamada ooteca. A fêmea permanece junto a ooteca, até o momento da eclosão dos filhotes.

As aranhas, bem como os escorpiões, possuem o corpo recoberto de quitina, (exoesqueleto), que é trocado periódicamente até a maturidade. As fêmeas das aranhas caranguejeiras, realizam anualmente a troca de pele, mesmo depois de adultas.

Aranhas
Aranha

Alimentação

São carnívoras, alimentando-se de insetos e pequenos invertebrados. Algumas espécies de caranguejeiras da Amazônia são capazes de predar roedores e pequenos pássaros.

Habitat

Vivem no meio terrestre, desde as Ilhas próximas à região Ártica até os limites sulinos dos continentes, em teias geométricas ou irregulares, em buracos, cupinzeiros, sob troncos caídos, cascas de árvores, bem como, próximo e dentro das moradias.

Inimigos

Lagartixas, sapos, rãs, algumas espécies de peixes e pássaros, podem ser considerados inimigos naturais.

ESPÉCIES PERIGOSAS

No Brasil, as espécies de aranhas que costumam causar acidentes com envenenamento humano pertencem aos gêneros Phoneutria , Loxosceles e Latrodectus .

Phoneutria nigriventer ( Aranha armadeira )

Coloração marrom, com pares de manchas ao longo da parte dorsal do abdômen; possuem oito olhos em três filas: 2:4:2; de 4 a 5 cm de corpo, podendo atingir até 12 cm, incluindo as pernas. Vivem em bananeiras, sob troncos caídos, bem como, próximo e dentro das moradias; não fazem teia e assumem posição de defesa quando se sentem ameaçadas.

Aranhas
Phoneutria nigriventer ( Aranha armadeira )

Distribuição: ES, MG, MS, GO, RJ, SP, PR, SC, RS.

Loxosceles spp ( Aranha marrom )

Coloração marrom avermelhado; cefalotórax achatado; seis olhos em três pares; apresentam até 1 cm de corpo e 3 a 4cm incluindo as pernas. Costumam alojar-se em fendas de barrancos, pilhas de telhas, cavernas, sob cascas de árvores, bem como, próximo e dentro das moradias.

Aranhas
Loxosceles spp ( Aranha marrom )

Distribuição:

Loxosceles amazonica - Norte e Nordeste do Brasil.
Loxosceles similis - PA, MG, SP, MS.
Loxosceles gaucho - MG, SP, PR, SC.
Loxosceles intermedia - GO, Sudeste e Sul do Brasil.
Loxosceles adelaida - SP, RJ.
Loxosceles hirsuta - MG, SP, PR, RS.
Loxosceles laeta - PB, MG, SP, RJ, PR, SC, RS.
Loxosceles puortoi - TO.

Latrodectus geometricu (viúva-negra)

Apresentam abdômen globoso de colorido marrom-acinzentado com um desenho em forma de ampulheta na cor alaranjada na região ventral do abdômen; oito olhos em duas filas: 4:4; fêmeas com 1 cm de tamanho de corpo; machos, com apenas alguns milímetros de corpo. Constroem teias tridimensionais em meio a plantações, beiras de barrancos, entre as folhas de arbustos; costumam construir seus refúgios em batentes de portas e beirais das janelas.

Distribuição: cosmotropical

Latrodectus curacaviensis (viúva-negra)

Conhecida como flamenguinha e aranha barriga vermelha. Possui abdômen globoso de coloração preta com faixas vermelhas e, por vezes, alaranjada; apresenta no ventre uma mancha vermelha em forma de ampulheta; oito olhos em duas filas: 4:4; fêmeas com 1 cm de tamanho; machos muito menores com apenas alguns milímetros de corpo; constroem teias tridimensionais em áreas de plantações, vegetação rasteira, sauveiros, cupinzeiros, materiais empilhados, objetos descartados, montes de lenha, beiras de barrancos e no interior das moradias.

Distribuição: CE, RN, BA, ES, RJ, SP, RS.

Lycosa erythrognatha (aranha-de-grama, aranha-de-jardim, aranha-lobo e tarântula)

São freqüentemente encontradas em todo o Brasil. Apesar de causarem acidentes com freqüência, seu veneno não é considerado perigoso para o homem. Apresentam coloração marrom-clara, por vezes acinzentada. Atingem de 4 a 5 cm de comprimento e possuem, no dorso do abdômen, um desenho negro em fora de seta. O ventre é negro e as quelíceras são recobertas por pêlos avermelhados ou alaranjados.

Aranhas caranguejeiras

São freqüentemente temidas por causa da aparência e tamanho, muitas vezes chegando a atingir 10 cm de corpo e 30 cm de envergadura, porém, no Brasil não são conhecidas espécies responsáveis por envenenamento humano. As picadas costumam provocar apenas dor de pequena intensidade e de curta duração.

Vivem, em geral, em locais afastados do homem (árvores, cupinzeiros, buracos em barrancos e galerias subterrâneas).

O ferrão em posição vertical, reduz a eficiência do mecanismo de picada. Assim, raramente causam acidentes, principalmente espécies peludas e de grande porte. Além da inoculação de veneno, possuem outro mecanismo de defesa, inclusive mais freqüentemente utilizado, que consiste em atritar vigorosamente as pernas traseiras no abdômen, espalhando uma nuvem de pêlos com ação irritante em direção ao inimigo. Os pêlos podem causar alergias com manifestações cutâneas ou problemas nas vias respiratórias altas.

Aranhas
Aranha Caranguejeira

Fonte: www.butantan.gov.br

Aranhas

Aranhas

As aranhas são animais carnívoros, alimentando-se principalmente de insetos, como grilos e baratas. Muitas têm hábitos domiciliares e peridomiciliares.

Apresentam o corpo dividido em cefalotórax e abdômen. No cefalotórax articulam-se os quatro pares de patas, um par de pedipalpos e um par de quelíceras, onde estão os ferrões utilizados para inoculação do veneno.

Armadeira ( Phoneutria sp )

Aranhas
Aranha Armadeira ( Phoneutria sp )

De cor cinza ou castanho escuro, corpo e pernas com pêlos curtos e vermelhos perto dos ferrões, atingem até 17cm quando adultas, incluindo as pernas (o corpo de 4 a 5cm).

A armadeira é encontrada em terrenos baldios, sob cascas de árvores, cachos de bananas e até dentro de casas em calçados.

Sai para caçar em geral à noite. É muito agressiva, assumindo postura ameaçadora (daí seu nome). Apresenta uma dor intensa no local da picada.

É encontrada na Região Amazônica, nos Estados de Goiás, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina.

Tratamento

O tratamento consiste na aplicação local de anestésico e, nos casos mais graves, deve ser usado o soro antiaracnídico.

Aranha Marrom ( Loxosceles sp )

Aranhas
Aranha Marrom ( Loxosceles sp )

Cor marrom amarelada, sem manchas, abdômen em forma de caroço de azeitona, atinge de 3 a 4cm incluindo as pernas.

Vive em teias irregulares que constrói em tijolos, telhas, cantos de parede.

Não é agressiva e os acidentes são raros mas, em geral, graves.

Os primeiros sintomas de envenenamento são uma sensação de queimadura e formação de bolhas e escurecimento da pele no local da picada. É encontrada em várias regiões do país, principalmente no Estado de Santa Catarina.

Tratamento

O tratamento é feito com soro aracnídico ou antiloxoscélico.

Aranha de Grama, Aranha de Jardim ou Tarântula (Lycosa sp)

Aranhas
Aranha de Grama

De cor acinzentada ou marrom, com pêlos vermelhos perto dos ferrões e uma mancha escura em forma de flecha sobre o corpo.

Atinge até 5cm, incluindo as pernas.

Vive em gramados e os acidentes]são freqüentes, porém sem gravidade.

É encontrada, praticamente, em todo o país.

Tratamento

Não há necessidade de tratamento com soro.

Viúva Negra (Latrodectus sp)

Aranhas
Viúva Negra (Latrodectus sp)

De cor preta, com manchas vermelhas no abdômen.

A fêmea mede de 2,5 a 3cm, o macho é 3 a 4 vezes menor. Vive em teias que constrói sob vegetação rasteira, em arbustos, barrancos.

São conhecidos poucos acidentes no Brasil, de pequena e média gravidade.

É encontrada, praticamente, em todo o país.

Tratamento

O tratamento consiste na aplicação local de anestésico e, nos casos mais graves, deve ser usado o soro antilatrodectus.

Caranguejeira ( Mygalomorphae )

Aranhas
Caranguejeira (Mygalomorphae)

Aranha de porte geralmente grande, na cor marrom escuro, com pêlos compridos nas pernas e no abdômen. Pode atingir até 25cm com as patas estendidas.

Embora muito temida, os acidentes são raros, ocorrendo apenas uma dermatite pela ação irritante dos pêlos do abdômen, que se desprendem quando o animal se sente ameaçado. É encontrada, praticamente, em todo o país.

Tratamento

Não há necessidade de tratamento com soro. Medidas Preventivas

Usar calçados e luvas nas atividades rurais e de jardinagem.

Examinar e sacudir calçados e roupas pessoais, de cama e banho, antes de usá-las.

Afastar camas das paredes e evitar pendurar roupas fora de armários.

Não acumular lixo orgânico, entulhos e materiais de construção.

Limpar o domicílio, observando atrás de móveis, cortinas e quadros.

Vedar frestas e buracos em paredes, assoalhos, forros, meia-canas e rodapés. Utilizar vedantes em portas, janelas e ralos.

Limpar locais próximos das casas, evitando folhagens densas junto delas e aparar gramados

Fonte: www2.fiocruz.br

Aranhas

Aranhas
A viúva negra (Latrodectus sp)

Freqüentemente, as aranhas são associadas aos filmes de suspense ou terror, habitando os castelos e as mansões mal-assombradas, nas quais espalham sua teia por toda parte. Entre as que os filmes B nos mostram como mais assustadoras, encontra-se a caranguejeira, devido a seu grande porte, à quantidade de pêlos espalhados pelo corpo e sua aparência agressiva.

No entanto, as cerca de 300 espécies de caranguejeira existentes no Brasil são praticamente inofensivas. O contato com elas causa no máximo irritação na pele, devido à substância urticante que se encontram em seus pêlos. Somente duas espécies de caranguejeiras (Atrax e Hadronyche) são verdadeiramente perigosas para o homem, mas elas se encontram na Oceania.

Existem cerca de 35 mil espécies de aranhas, dentre as quais há as que são peçonhentas ou venenosas, as que fazem teias, as que atacam e as que liberam seus pêlos para se defenderem. A grande maioria delas não causa grandes problemas ao ser humano. Quando muito, uma irritação no local do ataque.

Três espécies de aranhas perigosas

No Brasil temos três espécies de aranhas perigosas: a viúva negra (Latrodectus sp), da família Theridiidae; a aranha armadeira (Phoneutria sp) da família Ctenidae; e a aranha marrom (Loxosceles sp), da família Sicariidae.

A picada da viúva negra tem ação neurotóxica e provoca dor, sudorese, agitação psicomotora, câimbras, dores abdominais, taquicardia e hipertensão arterial. A mordida da armadeira ocasiona dor imediata no local, suor e vômitos. Já o veneno da aranha marrom, embora não provoque efeitos em ratos ou outros animais de laboratório, pode ser mortal para uma criança ou um adulto debilitado.

Colaboração ecológica das aranhas

Mas as aranhas não são apenas nocivas. Por serem carnívoras, alimentam-se, principalmente, de baratas, grilos e outros insetos. Com isso, controlam a população desses seres, impedindo que a sua proliferação prejudique o meio ambiente.

Há alguns anos, as aranhas têm sido amplamente estudadas e o motivo básico dessas pesquisas é a sua teia. O fio da teia de aranha é muito resistente e ao mesmo tempo flexível. Portanto, poderia ser utilizado, por exemplo, para a confecção de coletes a prova de balas e na fabricação de pára-choques, sem falar nas possíveis utilizações farmacêuticas.

A dificuldade é como obter um grande quantidade desse fio para utilizá-lo em larga escala. Recentemente, pesquisadores de uma empresa canadense criaram uma cabra capaz de produzir em seu leite a proteína responsável pela formação da teia de aranha. Isso talvez resolva a falta de matéria-prima para a fabricação dos produtos. Também é possível obter resultados semelhantes por meio do algodão transgênico, bem como do gado leiteiro.

Utilidade da teia de aranha

Outra possibilidade de utilização da teia de aranha é na criação de tendões, ligamentos e membros artificiais, devido à sua elasticidade e resistência, além do fato de que não houve nenhum indício de rejeição.

Com tudo isso, a utilidade das aranhas já é incontestável. Então, devemos ter cuidado na preservação destes animais na natureza. Além do mais, vale a pena lembrar que podemos admirá-los (em alguns casos, de longe). As aranhas são curiosas e belas quanto à formação de seu corpo (cefalotórax e abdome), número de patas, cores, curiosidades, habitat...

Fonte: educacao.uol.com.br

Aranhas

Aranhas: veneno e seda, todas têm

Ao contrário do que muita gente pensa, as aranhas não são insetos. Embora insetos e aranhas pertençam ao mesmo filo (dos artrópodes), as aranhas pertencem a uma classe diferente da dos insetos dentro desse grupo, que é a classe dos aracnídeos. Elas são parentes de escorpiões, carrapatos e ácaros.

Aranhas
A Eresus niger surpreende pelas cores vibrantes.

Diferentes, mas iguais

Você já deve ter visto aranhas de vários tamanhos e cores, algumas com pêlos, outras peladas. Até hoje, os cientistas conhecem mais de 37 mil espécies. E provavelmente muitas ainda não foram catalogadas. Afinal, esses bichinhos que causam arrepios em muitas pessoas podem ser encontrados em todos os lugares da Terra.

Mas, apesar de tantos tipos, algumas de suas características são comuns:

Aranhas
Como quase todas as aranhas, a Misumena vatia
foge quando se sente ameaçada por um ser humano.

Todas as aranhas são carnívoras, mas só se alimentam de líquidos. Por isso, quando capturam uma presa, elas cospem ou injetam sucos digestivos na vítima e depois "bebem" o caldo resultante.

Fonte: www.klickeducacao.com.br

Aranhas

As Aranhas são animais artrópodes pertencentes à ordem Araneae da classe dos aracnídeos. A ordem Araneae está dividida em três subordens: a Mygalomorphae (aranhas primitivas), a Araneomorphae (aranhas modernas) e a Mesothelae, a qual contém apenas a Família Liphistiidae, constituída de aranhas asiáticas raramente avistadas.

Existem cerca de 40 000 espécies de aranhas, o que a torna a segunda maior ordem dos Aracnídeos (atrás somente da ordem acari). As aranhas são um grupo particularmente populoso. Em um acre de gramado em uma colina não remexida na Inglaterra estimaram-se 2 265 000 indivíduos (BARNES e RUPPERT, 1994).

As aranhas distinguem-se dos insetos pelas seguintes características:

Têm quatro pares de pernas;
Não possuem asas ou antenas;
Seu corpo divide-se em duas partes (cefalotorax e abdómen);
Produzem uma seda ou teia.

O estudo das aranhas chama-se aracnologia.

Aranhas

Aranhas

Aranhas

Aranhas

Morfologia e desenvolvimento

Aranhas possuem apenas dois segmentos corporais (ao contrário dos insetos, que possuem três): o cefalotórax, ou prosoma, (resultado do tórax fundido com a cabeça) e o abdômen chamado de opistosoma. Ambos são ligados por uma estreita haste chamada de pedúlio. O corpo das aranhas é revestido por um exoesqueleto, uma estrutura rígida formada principalmente por quinticona.

As aranhas possuem oito pernas (enquanto insetos possuem seis) e seus olhos são lentes únicas, em vez de lentes compostas. Elas podem ter 8, 6, 4, 2 ou mesmo nenhum olho, como no caso de algumas aranhas cavernícolas. Na cabeça têm dois pares de apêndices: as quelíceras, em forma de ferrão, formadas por quitina negra com uma ponta muito fina, e os pedipalpo (também chamados de palpos), que são utilizados para manipular alimentos. A boca fica entre os palpos. Há vários tipos de aranhas, as venenosas e aquelas que "saltam" querendo se proteger.

Ao contrário do que muitos pensam, as aranhas não são insetos.

untamente com os escorpiões, os carrapatos e os ácaros, as aranhas pertencem à classe Arachnida (aracnídeos), ao filo Arthropoda (artrópodes) (que inclui além dos aracnídeos, a classe dos insetos, dos crustáceos e outras) e subfilo Chelicerata (quelicerados).

Origem da palavra aranha: Surgiu de uma lenda grega, a tecelã Aracne desafiou a deusa Atena e como castigo foi transformada em aranha.

Dados interessantes:

As teias de uma aranha são 5 vezes mais fortes do que o aço no mesmo diâmetro.
Além disso a teia pode ainda se esticar 4 vezes mais que seu comprimento inicial.
As teias resistem a água e a temperaturas até -45°C sem se romperem.
A aranha poderia morrer presa em sua própria teia, mas sua pata é equipada com pêlos que não permitem que isso aconteça.
Embora existam 40 000 espécies de aranhas, alguns estudiosos calculam até 100 000 espécies de aranhas.
Essas 35 000 espécies são divididas em mais de 100 famílias, sendo que apenas 20 a 30 espécies são consideráveis perigosas para o homem.
A maior aranha do mundo é a Theraphosa blondi e chega a medir até 20 centímetros de uma pata a outra, já a menor é a Patu digua que tem o tamanho da cabeça de um alfinete.
Os filhotes aprendem a fabricar teia sozinhos.
Algumas aranhas sobem em pontos altos, liberam um fio de teia e se deixam levar pelo vento. Assim elas povoam ilhas e continentes.

Taxonomia

Sub-Ordem Araneomorphae

Araneomorphae é uma sub-ordem da classe Arachnida, onde são classificadas a maioria das aranhas comuns e as mais venenosas (aranhas peçonhentas). O grupo distingue-se da sub-ordem Mygalomorphae, que inclui as tarântulas, pelas quelíceras que apontam diagonalmente para fora.

Família Theridiidae

Aranhas

Latrodectus (Viuva-negra)

Latrodectus, conhecidas popularmente por viúva-negra, aranha ampulheta ou flamenguinha.

A viúva-negra (Latrodectus mactans) é uma espécie de aranha teridiídea, distribuída por toda a América, a fêmea possui coloração negra, com larga mancha vermelha no abdome, e cerca de 1 cm de comprimento. O nome provém do fato de a fêmea geralmente se alimentar do macho após a cópula.

Sua picada é muitas vezes fatal. No Brasil, é encontrada atualmente, próximo ao mar, sobretudo em praias pouco freqüentadas. É amplamente encontrada em torno da baía de Guanabara.

Por ser uma aranha muito conhecida no Brasil e por saber-se que seu veneno é muito forte, há a alusão de que esta é a aranha mais venenosa que existe. Porém, mesmo no Brasil, existem dois gêneros considerados de maior perigo: a aranha-marrom (Loxosceles sp.), e a armadeira (Phoneutria sp.), sendo esta última considerada por muitos a aranha mais peçonhenta do mundo, ambas encontradas em praticamente todo o país.

A viúva-negra também é conhecida pelo nome de aranha-do-linho. Os sintomas da picada costumam aparecer entre 40 e 60 minutos após o ataque e se caracterizam por sudorese (eliminação excessiva de suor nas glândulas e perda de calor), dor local intensa, dor no abdômen e em casos graves, choques.

A viúva-negra tem esse nome pois ela mata seu parceiro sexual depois deles realizarem o ato sexual. As viúvas-negras podem tecer teias. Costumam a ficar em ambientes escuros e frescos.

Phoneutria (armadeira)

Aranhas

Phoneutria, A armadeira, também conhecida como aranha macaco ou aranha de bananeira, é a designação comum às aranhas do gênero Phoneutria (do grego phoneútria: assassina), da família dos ctenídeos. O nome comum armadeira vem da sua atitude invariável de ataque, com as patas dianteiras erguidas.

Características

Originárias da região sul-americana, com um corpo de 3,5 cm a 5 cm e pernas de até 17 cm de envergadura (fêmea). São altamente agressivas e peçonhentas, pois produzem um veneno cujo componente neurotóxico é tão potente que apenas 0,006 mg é suficiente para matar um rato. Freqüentemente entram em habitações humanas à procura de alimento, parceiros sexuais ou mesmo abrigo, escondendo-se em roupas e sapatos. Quando incomodadas, picam furiosamente diversas vezes, e centenas de acidentes envolvendo essas espécie são registrados anualmente: são responsáveis por aproximadamente 42% dos casos de picadas por aracnídeos notificados no Brasil.

É considerada a aranha mais venenosa do mundo, segundo o Guiness Book, devido a potência do seu veneno de ação neurotóxico. No Brasil, é a segunda aranha que mais causa acidentes, perdendo apenas para a Aranha-marrom, porém, ao contrário da loxosceles, é extremamente agressiva, razão pela qual não se aconselha nem se permite sua criação em cativeiro.

Veneno

A peçonha da Phoneutria é composta por polipeptídeos básicos, além de histamina e serotonina. Sua ação é neurotóxica e cardiotóxica. A ação neurotóxica ocorre no SNC, mais precisamente nos canais de sódio, provocando despolarizações nas terminações nervosas, (sinapses) sensitivas e motoras, fibras musculares e no sistema nervoso autônomo, induzindo a liberação de neurotransmissores (principalmente a acetilcolina e catecolaminas. A ação cardiotóxica interfere na atividade contrátil do músculo liso, ativação do sistema de calicreína tissular, ativação de fibras sensoriais e esvaziamento gástrico.
Sintomatologia

Sintomatologia

Os pontos de inoculação sobre a pele são vistos acompanhados de inchaço, vermelhidão e sudorese local. A dor é queixa comum, pode ser local ou irradiada, tem intensidade variada e é acompanhada de parestesias.

Dependendo do estado da pessoa, além da dor, os sintomas mais comuns são taquicardia com alterações no eletrocardiograma, hipertensão arterial, sudorese com visão turva e vômitos ocasionais. O hemograma pode apresentar leucocitose com neutrofilia e hiperglicemia.

O quadro em crianças com menos de seis anos e idosos muito debilitados pode evoluir para edema pulmonar e choque representando um risco não desprezível de morte.

Família Sicariidae

Loxosceles (aranha-marron)

Aranhas

As aranhas-marrom (Loxosceles spp.) são aracnídeos venenosos, conhecidas por sua picada necrosante. Elas são membros da família Sicariidae.

Aranhas

As aranhas-marrom têm um comprimento total de cerca de 7-12 mm (um terço disso sendo o corpo, de coloração típicamente marrom) e seis olhos - organizados aos pares - na cor branca. Algumas apresentam o desenho de uma estrela no cefalotórax. De teias irregulares, têm como característica a peregrinação noturna e a alta atividade no verão. Durante o dia permanecem escondidas sob cascas de árvores e folhas secas de palmeira - na natureza - ou atrás de móveis, em sótãos porões e garagens - no ambiente doméstico.

São catalogadas 30 espécies para o continente em questão.

Algumas delas são:

Loxosceles similis (Moenkhaus, 1898) Primeira espécie de Loxosceles encontrada no Brasil. Vive nos estados do Pará (belém), Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso do Sul. Conhecida também por L. surata (Simon, 1907).

Loxosceles amazonica (Gertsch, 1967) Encontrada no Norte e no Nordeste do Brasil. Tem o colorido marrom, com o cefalotórax e pernas menos pigmentadas, além do abdome mais próximo ao preto.

Loxosceles gaucho (Gertsch, 1967) Encontrada na Tunísia e no Brasil (São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul).

Loxosceles intermedia (Mello-leitão, 1964) Encontrada na Argentina e no Brasil (região Sudeste, Sul e no estado de Goiás). Conhecida também por L. ornatus (Mello-Leitão, 1938) e L. ornata (Mello-Leitão, 1941).

Loxosceles laeta (Nicolet, 1849) Encontrada na América do Sul (No Brasil na região Sul, Sudeste e no estado da Paraíba), Finlândia e Austrália. Conhecida também por L. bicolor (Holmberg, 1876), L. longipalpis (Banks, 1902), L. nesophila (Chamberlin, 1920) e L. yura (Chamberlin & Ivie, 1942)

Loxosceles adelaida (Gertsch, 1967) Encontrada no Brasil (São Paulo e Rio de Janeiro), Paraguai e Argentina.

Loxosceles hirsuta (Mello-leitão, 1961) Encontrada no Brasil (São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais), Paraguai e Argentina.

Forma e conseqüência dos ataques

São aranhas pouco agressivas, dificilmente atacam pessoas. As picadas ocorrem como forma de defesa, quando macho ou fêmea (ambos peçonhentos) são comprimidos contra o corpo, durante o sono, no momento do uso das vestimentas (calçando um sapato, por exemplo) ou no manuseio de objetos de trabalho (como enxadas e pás guardadas em locais escuros).

No ato da picada há pouca ou nenhuma dor e a marca é praticamente imperceptível. Depois de 12 a 14 horas ocorre um inchaço acompanhado de vermelhidão na região (edema e eritema, respectivamente), que pode ou não coçar. Também pode ocorrer escurecimento da urina e febre. Os dois quadros distintos conhecidos são o loxoscelismo cutâneo (o que normalmente ocorre, onde há a picada na pele) e o cutâneo-visceral (com lesão cutânea associada a uma hemólise intravascular).

Com o avanço (sem tratamento) da picada, o veneno (dependendo da quantidade inoculada) pode causar necrose do tecido atingido, falência renal e, em alguns casos, morte. Somente foram detectados casos de morte - cerca de 1,5% do total - nos incidentes com L. laeta e L. intermedia.

Combate

O predador natural da Aranha-Marrom (Loxosceles sp.) é a lagartixa (Hemidactylus mabouia), encontrada andando por paredes e tetos de casas. Porém a lagartixa vem sendo dizimada com o avanço urbano e por ação humana.

Por conta disso a Aranha-Marrom se reproduz livremente. A região sul do Brasil (Paraná principalmente) tem sofrido com o ataque destas aranhas, cerca de 3000 acidentes somente em 2004. Um relatório de um Instituto de Saúde de Minas Gerais, mostra que foram encontradas aranhas marrons do gênero Loxosceles em algumas casas da Grande Belo Horizonte, onde esta aranha estaria extinta desde 1917, e teoricamente somente existiria em cavernas.

Como evitar ocorrências

Limpe com freqüência atrás de móveis como armários, cabeceiras de camas, baús, cômodas, quadros.

Bata as roupas antes de vesti-las, principalmente os sapatos.

Evite entrar em cavernas, casas abandonadas, depósitos, etc

No caso de alguma ocorrência

Não toque na aranha, não tente pegá-la, nem mesmo com luvas ou papeis grossos.

Isole o local com um pano escuro e grosso.

Evite matar a aranha. Chame os bombeiros ou o Centro de Controle de Zoonoses mais próximo de sua casa. Tentar matá-la pode ocasionar em um ataque acidental.

Sub-Ordem Mesothelae

Mesothelae é uma subordem da ordem Araneae que inclui três famílias, das quais duas estão extintas: Arthrolycosidae, Arthromygalidae e Mesothelae é uma subordem da ordem Araneae que inclui três famílias, das quais duas estão extintas: Arthrolycosidae, Arthromygalidae e Liphistiidae, sendo esta última a única que ainda permanece.

Esta subordem forma um grupo que representa as aranhas mais antigas e primitivas historicamente, caracterizadas pela região abdominal segmentada (tergitos segmentares dorsais), uma singularidade determinante. Elas possuem dois pares de pulmões foliáceos (o par anterior se junta ao sulco epigástrico, onde se encontra também o epigínio), que se apresentam externamente por quatro fendas (espiráculos) na parte ventral do abdome. Possuem quelíceras ortognatas (que se movem apenas no plano longitudinal) e quatro pares de fiandeiras.

Sua distribuição é dada nos países asiáticos., sendo esta última a única que ainda permanece.

Esta subordem forma um grupo que representa as aranhas mais antigas e primitivas historicamente, caracterizadas pela região abdominal segmentada (tergitos segmentares dorsais), uma singularidade determinante. Elas possuem dois pares de pulmões foliáceos (o par anterior se junta ao sulco epigástrico, onde se encontra também o epigínio), que se apresentam externamente por quatro fendas (espiráculos) na parte ventral do abdome. Possuem quelíceras ortognatas (que se movem apenas no plano longitudinal) e quatro pares de fiandeiras.

Sua distribuição é dada nos países asiáticos.

Sub-Ordem Mygalomorphae

Mygalomorphae (Caranguejeiras)

Aranhas

Mygalomorphae (ou Orthognatha) (ver tratamento) é uma sub-ordem de aranhas, onde se classificam as Caranguejeiras (conhecidas na américa do norte por Tarantula), aranha-pedreiro ou aranhas-de-alçapão. Estas aranhas têm hábitos variados, as caranguejeiras são errantes e nem sempre constroem abrigos, ja as aranhas de alçapão constroem longas galerias no solo, com a abertura fechada por uma tampa com dobradiça de seda.

A tarântula ou caranguejeira é uma aranha da família Theraphosidae que se caracteriza por ter patas longas com duas garras na ponta, e corpo revestido de pelos.

As tarântulas habitam as regiões temperadas e tropicais das Américas, Ásia, África e Oriente Médio. Enquanto estão crescendo, têm uma fase de troca de pele chamada ecdise.

Apesar do tamanho e aspecto sinistro, as tarântulas não são perigosas para a espécie humana, uma vez que não produzem toxinas nocivas ao homem, por isso são eventualmente criadas como animais de estimação. Uma de suas defesas são os pêlos urticantes de suas costas e abdômen, que irritam a pele do possível predador.

Em média atingem de 15 cm a 25 cm de comprimento com as pernas estendidas, mas existem espécies que podem chegar até 30 cm, como é o caso da tarântula-gigante-comedora-de-pássaros (Theraphosa blondi) da América do Sul.

Ciclo de vida

As tarântulas têm um ciclo de vida longo e levam de 2 a 5 anos para atingir a maturidade sexual. Os machos morrem normalmente após o acasalamento, alcançando 5 a 7 anos de vida. Antes de se tornarem adultas, as tarântulas têm de comer diariamente, exceto no período de sua troca de pele, quando há um jejum de, em média, dez dias antes e de sete dias depois. Quando já são adultas podem passar por longos períodos sem comer. Foram registrados casos de longevidade de fêmeas em cativeiro com até 25 anos.

Hábitos

As tarântulas são animais solitários e noctívagos. Alimentam-se de pequenos animais, que nas espécies maiores podem incluir pequenos pássaros, roedores ou anfíbios. Todas as espécies de tarântulas apresentam canibalismo.

Toca

A maioria das Tarântulas não se afasta de sua toca, nem mesmo para se alimentar, pois sentem a presença das presas pela vibração do solo. O macho normalmente é quem faz as viagens mais longas para buscar as fêmeas. As tocas são normalmente subterrâneas, cavadas por suas mandíbulas, ou até mesmo aproveitada de outras aranhas ou roedores. São forradas com sua teia formando uma seda, o que arrefece o esconderijo. Geralmente ficam próximas a raízes de árvores e pedras, e podem chegar até 1 metro de profundidade. Existem espécies que também são arbóreas — não necessitam ir ao solo durante toda sua vida, e fazem tocas em buracos nas árvores.

Reprodução

O acasalamento das tarântulas é como o da maioria das aranhas. Uma diferença é que o macho tem ganchos para prender as presas das fêmeas no ato sexual.

Os macho têm seus pedipalpos modificados para a cópula. Normalmente o macho foge logo após o ato, antes que a fêmea recubra seu apetite, e morre poucos meses depois, devido a seu curto ciclo de vida. A fêmea armazena o esperma vivo num órgão especial, até chegar a época de botar os ovos. As fêmeas depositam entre 50 a 200 ovos num saco de seda que incubam por cerca de 6 semanas. Os ovos são bem grandes, e o saco pode chegar a ficar do tamanho de um limão. Os filhotes já nascem com um bom tamanho. Após o nascimento as pequenas tarântulas não recebem cuidados parentais, ficam pouco tempo na toca e logo depois se dispersam.

Fonte: www.cobrasbrasileiras.com.br

Aranhas

A aranha é um animal aracnídeo que tem quatro pares de pernas. Aranhas são conhecidas por construírem uma teia de seda, onde capturam presas. Existem cerca de 40.000 espécies diferentes de aranhas.

Aranhas

A aranha pertence à classe aracnídeos e é um animal artrópode. Artrópodes são animais vertebrados, incluindo gafanhotos, caranguejos, centopéias, embuás e as aranhas. A aranha não é um inseto.

Fonte: pesquisa-total.com

Aranhas

As aranhas ( ordem Araneae ) são a maior encomenda da classe Arachnida , distantemente relacionado com outros grupos de artrópodes , como insetos , com os quais não devem ser confundidos. A ordem Araneae é o sétimo na diversidade total de espécies em comparação com outros diversidade de organismos. O grupo é abundantemente representadas em todos os continentes , exceto a Antártica . Todos são predadores, geralmente solitários animal, de pequeno porte. Glândulas são venenosas na quelíceras , com o qual paralisar suas presas. Produzir seda (ver seda de aranha ), chamado de aranha ou aranha , que eles usam tecer redes de caça, abrigos e até estofamento feito pelo vento . Até o momento mais de 42.000 descritos espécies , uma de aranhas, e 110 famílias foram recolhidos pelos taxonomistas, mesmo assim, ainda há confusão dentro da comunidade científica , como evidenciado pelos cerca de 20 classificações têm sido propostas desde 1900 . 2 Apenas alguns grupos são realmente perigosos para os seres humanos. A especialidade que lida com as aranhas e outros aracnídeos chamado aracnologia. Algumas pessoas sofrem de aracnofobia , medo de aranhas.

Características

Características das Aranhas
Anatomia externa de uma aranha

A anatomia de aranhas coincide praticamente com a de outros aracnídeos, ou seja, com o corpo dividido em duas regiões ou tagmas , PROSOMA (oucefalotórax ) e opisthosoma (ou barriga ) eo mesmo número e tipo de apêndices, ou seja, um par de quelíceras , um par de pedipalpos quatro pares de pernas e locomotivas.

Dimensões

As aranhas têm comprimentos que variam de 0,5 mm a 9,0 centímetros atingindo alguns mygalomorphs tropicais, que começa a pegar pequenas aves, com as pernas estendidas alguns destes podem exceder 25 cm. Durante o Carbonífero e superiores Permiano aranhas existiam mais de 50 cm.

Prosoma

Prosoma

Articulações da perna de uma aranha:

1. Coxa.
2. Trocanter.
3. Fêmur.
4. Patela.
5.Tibia.
6. Hock.
7. Tarso.
8. Pretarso (pregos).

Os seis pares de apêndices são inseridos acima da prosoma e os olhos simples, em ventral abre a boca.

O quelíceras tem uma única articulação, entre a base, muito volumoso, e um prego distal geralmente pequenas (no final), e realizar regularmente glândulas venenosas . Quando não está em uso, a unha normalmente permanece mais ou menos seguro em uma junta sulco basal.

Os pedipalpos são semelhantes para as pernas, mas não são suportadas no chão, mas são levantados a partir da frente do corpo. Os machos de muitas espécies os pedipalpos usados para atrair as fêmeas, caso em que pode ser grande ou vistoso, bem como aparelho copulador que um saco de esperma , o espermatóforo no corpo feminino.

As pernas são introduzidos abaixo prosoma locomotivas e consistem em sete pedaços ou juntas , isto é, a partir da extremidade proximal (base) para o distal Coxa , trocânter , fêmur , patela do joelho ou da tíbia , metatarso e tarso .

Opisthosoma

O opisthosoma tem em suas glândulas traseiras sericígenas (produzir seda) que se abrem para o exterior por pequenos inchaços chamados linhas. No opisthosoma inferior e anterior (ou do abdômen) abrir o epigino (poro genital), os pulmões de livro , as cavidades respiratórias com pregas laminares internas, conforme o caso, são 03:58, e / ou o estigma de sistema traqueal .

Anatomia interna

As aranhas são predadores que paralisam suas presas com o veneno em sua quelíceras. A maioria das aranhas injectar enzimas digestivas presa, fazendo uma digestão externa, pelo menos parcialmente. Muitos mastigar a barragem parcialmente dentada que faz parte da junta quelíceras basal. Há também normalmente localizadas "pêlos" que em muitos casos, permitir que o alimento de forma eficaz do filtro, que separa as partículas sólidas do líquido.

No início do tubo digestivo é colocada uma função faringe ou suctora estômago. A partir de meados de prossoma e até ao final da extensão opistosoma intestino médio divertículos geralmente dotado, que em alguns casos, até se estender para as pernas. Digestão química é realizada apenas parcialmente, no lúmen do intestino, sendo por macrófagos partículas cuja completa digestão enzimática intracelularmente.

O sistema circulatório é aberto, como todos os artrópodes, com um coração dorsal tubular localizada na opisthosoma anterior dorsal, cuja superfície é marcada pela presença de um coração ranhura. Às vezes você pode sentir o seu batimento cardíaco, de 30 a 100 por minuto, mais numerosos nas aranhas menores. A hemolinfa é bombeada para o coração da cavidade pericárdica e energia projetada para fora dele. A alta pressão tem sido interpretado como um sinal de uma função hidráulica, que poderia desempenhar um papel no movimento das pernas. A pressão dobra durante o movimento . A hemolinfa, como é normal em artrópodes, sem células de pigmento, mas sem transportadores de pigmentos, que são, neste caso, hemocyanins cor azulada. A extensão dos vasos é limitada, e afecta, como é normal em sistemas abertos, em particular para os órgãos respiratórios.

Anatomia interna de uma aranha
Anatomia interna de uma aranha

A respiração é feita por órgãos internalizados, animais normais que vivem no ar, que neste caso são pulmões de livro ou filotráqueas (às vezes chamados traquéias em livro), um ou dois pares que se abrem no meio e opisthosoma anterior ventral. Têm uma estrutura dobrada, o que multiplica a superfície de troca, e através deles a hemolinfa circulante canalizado navios. Muitas aranhas têm também sistema traqueal que não é homólogo aos insetos .

A excreção é por glândulas coxal não muito desenvolvidos e canos que desembocam no intestino como os túbulos de Malpighi dos insetos.

Alimentos

Alimentação das Aranhas
Aranha família Pholcidae com presa capturada.

As aranhas são predadores. Eles se alimentam de presas ativamente capturar único. Alguns produzem uma rede onde as barragens caem acidentalmente enredada e aderindo a ela. Nesse caso, a aranha, que está enrolada com as pernas espalhadas sobre a rede e as vibrações captura sobre a sua presa. Outras aranhas à espreita, no solo ou na vegetação, detectando suas presas pelas vibrações do substrato ou em seus olhos, como os licósidos e saltícidos . Aranhas não cortam e engolem sua presa, como fazem, por exemplo, seus parentes solifuges mas eles injetam veneno com sua quelíceras, mantendo suas pernas e pedipalpos. Uma vez paralisado pelo veneno que eles injetam sucos digestivos, produzindo digestão externa de animal dentro de seu invólucro próprio, em seguida, tomando o mash resultante. Então você olha para as aranhas ficar parado por um longo tempo, enquanto ainda segurando sua presa.

Reprodução e desenvolvimento

Female Argiope sp. devora o macho
Female Argiope sp. devora o macho.

Sendo caçadores solitários, tendem a ver uma barragem nada que se move e tem o tamanho adequado. Os machos, em geral, menores que as fêmeas, eles buscam ativamente, cortejándolas para "dança", desenvolvido em que o movimento rítmico dos pedipalpos pode desempenhar um papel importante na tentativa de não ser comido pelas fêmeas. O ritual pode incluir um presente para o macho para a fêmea de uma presa embrulhados em seda, que em algumas espécies tem evoluído para ser um chamariz, saco de seda, desprovido de conteúdo. Quando você começa a aproximação, o macho introduz um espermatóforo na maneira sexual feminina usando seus pedipalpos, que atuam como órgãos copuladores. Apesar ritualização, é comum que a extremidade fêmea da relação devorando seu parceiro.

As aranhas são artrópodes com metamorfose simples, isto é, submeter-se a ecdise (silêncio) sucessivo, e as aranhas jovens diferem dos adultos apenas por seu tamanho menor e ser sexualmente imaturos.

Ecologia

Aranha: Ecologia
Mygalomorphae

Como predadores, as aranhas costumam ocupar uma posição terminal nas cadeias alimentares . Eles desempenham um papel importante como predadores: eles são os maiores consumidores de insetos do planeta e contribuir decisivamente para controlar seus números.

Eles são encontrados em todos os climas , mesmo frios, desfavoráveis para os animais poiquilotérmicos , e estão entre a vida social em altitudes mais elevadas.Igualmente abundantes no seco, molhado e alguns têm uma existência aquática, como a Eurásia Argyroneta aquatica , que enche subaquática seu ninho com uma bolha de ar, ou australianos Megadolomedes australianus.

Comportamento

Comportamento das Aranhas
Dolomedes fimbriatus com seus juvenis

A investigação do comportamento ( etologia ) de aranhas é um campo de grande riqueza. Embora a capacidade de aprendizagem é modesto, como é a regra em artrópodes, apresentam uma grande variedade e complexidade de comportamentos instintivos (herdado), especialmente em relação ao namoro e acasalamento e cuidado parental. Também é notável que precisão fazer sua rede de alguma caça.

A atenção cuidado parental ativo para progênie tem sido observada em aranhas diferentes. Os licósidos carregando ovos, ou trancados em um casulo, e cuidado para juvenis até se tornarem desenvolvidos o suficiente para capturar a presa. Alguns casos de suicídio materna, em que aranhas jovens recebem o organismo de comida primeiro de sua mãe.

Algumas aranhas, como os gêneros cosmopolitas Argyrodes (família Theridiidae ) são cleptoparasite , que roubam presa aranhas outro, mantendo escondido em suas teias. O kleptoparasitism foi observada em meia dúzia de famílias.

Espécies do gênero Mycaria (família Gnaphosidae prática) mimetismo de formigas, não só pela aparência, mas por suas atitudes, levantando as pernas da frente para a posição de antenas. Então faz Sunpunna picta , que imita os movimentos de uma vespa.

Envenenamento

Veneno da Aranha
Feminino Latrodectus tredecimguttatus , viúva negra europeia.


Loxosceles reclusa , um "marrom recluso" americana.


Hadronyche modesto , aranha funil australiana

Todas as aranhas exceto a família Uloboridae , são venenosas. Elas normalmente são as aranhas mais venenosas que caçam a presa apanhar escondido ou através de uma rede. O quelíceras que injetar produto tende a cumprir duas finalidades: a digestão, primeiro externa de presas para a aranha absorver o mash resultante, segundo imobilizar a presa. Além disso, alguns migalomorfas aranhas ( tarântulas americanas ) não realizar a irritação, ardor produzir quando tocado e pode danificar gravemente áreas sensíveis como os olhos.

Em regra, as aranhas são muito pequenas para penetrar na pele humana com a sua quelíceras. Daqueles que podem fazer os efeitos mais rasas e local, mas algumas espécies podem produzir envenenamento sistêmico grave ou necrose (morte do tecido ) localizada, mas generalizada.

As aranhas mais venenosas são o australiano dos gêneros Atrax e Hadronyche , cerca de 35 espécies localmente conhecidas como aranhas, funil , por meio de insumos para fabricação de redes tubulares. Primatas, incluindo seres humanos, estão a ser excepcionalmente sensíveis ao veneno dessas aranhas, como em outros mamíferos produzem efeitos ligeiros. Mygalomorphs está a produzir grandes polipéptidos neurotóxico. A incidência de intoxicações, que responde bem aoantídoto , é pequena e atingiu 26 mortes registradas na Austrália antes de soro específico foi desenvolvido em 1981 .

Existem dois grupos de aranhas pequenas cujo veneno é menos potente, mas devido a originar intoxicações mais comuns. Esta é a viúva negra , o gêneroLatrodectus , e "aranhas marrons" do gênero Loxosceles .

O latrodectism envenenamento é a viúva-negra, espécie cosmopolita do gênero Latrodectus (família Theridiidae ), cuja maioria das espécies notáveis são aranha Latrodectus , na América do Norte , L. tredecimguttatus , no Mediterrâneo , L. hasselti na Austrália e L. geometricus em África ao sul. Aranhas deste gênero são encontradas em cantos escuros de todas as latitudes. Fêmeas maiores que os machos e mais venenoso, devorá-los durante o acasalamento. Eles não são agressivos, mas fugirá, tornando a mordida muito circunstancial. Existem antídotos eficazes contra a picada. O princípio ativo do veneno que produz efeitos graves é uma neurotoxina chamada a- latrotoxin . Efeitos locais aparecem depois de um tempo a dor e se estendem por 3-7 dias, mas apenas em um terço dos casos chegaram a efeitos sistêmicos (que afetam todo o corpo) e as mortes são muito esporádicos.

O loxoscelismo envenenamento é "aranhas marrons" Loxosceles família, de que há muitas espécies. Estas aranhas girar redes desordenadas nos cantos, também dentro de casa. Eles são mais ativos à noite e nada agressivo, mordendo especialmente quando preso entre a cama ou na roupa. O veneno de Loxosceles éproteolítica , e produz uma necrose pode estender e local necessário para curar. Efeitos sistêmicos ocorrem apenas no número de mortes muito excepcionais e raros são confirmados. Não existem antídotos eficazes. Efeitos do mesmo tipo, mas geralmente mais macia, foram observados em caso de picada de aranha diversas, como o tigre género aranhas Argiope , os tarantulas verdadeiro género Lycosa doméstico ou pequenas aranhas género Tegenaria .

Outro gênero está implicado em intoxicações graves Phoneutria , incluindo aranhas sul-americano noturna, grande e agressivo, que produzem um veneno neurotóxico. Esta aranha, popularmente chamado de "aranha banana", geralmente permanece nas hastes da bananeira , que pode chegar a outros países que viajam como clandestinos em bananas que alguns navios transportados como carga. Os sintomas são graves, em muitos casos, mas a morte é um resultado excepcional.

Referências Bibliográficas

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Fonte: es.wikipedia.org

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